“Memórias da Diplomacia Brasileira” reúne depoimentos de 30 diplomatas aposentadas e aposentados e revela, em primeira pessoa, os bastidores de decisões, crises e negociações que marcaram a atuação do Brasil no cenário internacional desde os anos 60. Também traz, pela primeira vez, histórias de vida.
Em um momento de profunda instabilidade internacional e de crise do sistema multilateral, quando a agenda internacional ganha inédito espaço no debate político interno, o Museu da Pessoa e a Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) lançam a exposição digital “Memórias da Diplomacia Brasileira”. A mostra reúne depoimentos inéditos de 30 diplomatas aposentadas e aposentados, conectando trajetórias pessoais a episódios marcantes da história nacional e internacional nas últimas décadas. Visite em: https://memo.museudapessoa.org/memorias-da-diplomacia-brasileira/.
Com curadoria do jornalista e historiador Mauro Malin, os depoimentos foram organizados em eixos temáticos que aproximam o público de episódios muitas vezes restritos aos registros oficiais. Os relatos percorrem diferentes momentos da história recente do país: da ditadura militar e da redemocratização a negociações econômicas, bastidores de embaixadas e experiências de diplomatas em situações de risco no exterior, revelando tanto os processos institucionais quanto a dimensão humana da diplomacia.
Confira os perfis das e dos 30 diplomatas participantes do
projeto.
“Esses depoimentos ajudam a compreender a diplomacia brasileira a partir de uma perspectiva rara: a de quem viveu esses processos por dentro. Ao organizar as histórias, buscamos revelar os bastidores de decisões, crises e negociações que, muitas vezes, aparecem apenas de forma oficial, mas que também são atravessadas por experiências humanas”, afirma Mauro Malin, curador da exposição.
No site da exposição, o público pode navegar por sete categorias: África, Mulheres diplomatas, Multilateralismo, Negociação, Nuestra América, Oriente Médio e Ásia, e Trabalho consular. A plataforma também reúne mapas com a localização das embaixadas brasileiras ao longo de sete décadas, linha do tempo, informações sobre o Itamaraty, além de trechos selecionados, textos narrativos e fotos dos arquivos dos depoentes, conectando trajetórias individuais a sete décadas da política externa brasileira, a partir de 1960.
Diretora de Estudos e Pesquisas da ADB Sindical, a embaixadora Irene Vida Gala destaca a importância do trabalho discreto e qualificado realizado pela diplomacia brasileira e o fundamental destaque do ofício trazido pela exposição virtual Memórias da Diplomacia.
“A diplomacia não é feita sob holofotes, mas é oportuno transpor o tradicional anonimato em torno dos agentes diplomáticos, homens e mulheres que defendem e promovem os interesses do Brasil no cenário internacional. Essas pessoas precisam ser conhecidas e nomeadas para uma justa valorização da carreira diplomática brasileira.”
Para Karen Worcman, diretora e fundadora do Museu da Pessoa, o projeto reforça a importância de preservar histórias de vida como forma de compreender o presente e ampliar o acesso público à memória.
“O Museu da Pessoa parte da ideia de que histórias de vida também são patrimônio. Ao tornar esses depoimentos públicos, o projeto amplia o acesso a memórias que ajudam a compreender diferentes momentos da história brasileira e a forma como o país se relaciona com o mundo”, afirma Karen Worcman, fundadora do Museu da Pessoa.
A exposição “Memórias da Diplomacia Brasileira” integra
as comemorações dos 35 anos da ADB e busca preservar e difundir a memória
diplomática brasileira, contribuindo para o debate contemporâneo sobre o papel
do Brasil no mundo.
Sobre o Museu da Pessoa
O Museu da Pessoa é o maior acervo de histórias de vida
do Brasil. Como um museu virtual e colaborativo fundado em 1991, tem como
objetivo registrar, preservar e transformar histórias de vida em fonte de
conhecimento, compreensão e conexão. A proposta é democratizar o acesso à
memória social, valorizando as experiências de vida de qualquer pessoa como
parte fundamental da construção da história coletiva. O acervo reúne mais de 18
mil depoimentos em vídeo, áudio e texto, além de cerca de 60 mil imagens e documentos
digitalizados. Saiba mais: www.museudapessoa.org/.
Sobre a Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB)
A ADB Sindical surgiu em 1990, como Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB), organização sem fins lucrativos representativa de funcionários e funcionárias da carreira de diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A entidade hoje, conta com mais de 1.600 diplomatas na ativa ou aposentados e aposentadas, além de pensionistas, entre seus membros.
A ADB Sindical, braço sindical da Associação dos Diplomatas
Brasileiros e Brasileiras, teve o registro oficializado em dezembro de 2017 e
foi devidamente incluída no Cadastro Nacional das Entidades Sindicais.
Serviço
Exposição digital “Memórias da Diplomacia Brasileira”:
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