No Dia Internacional da Luz (16/05), especialista do Vera Cruz Centro Médico Indaiatuba alerta para efeitos da luz azul e como melhorar o descanso
O hábito de usar celulares, tablets e televisores antes de dormir
tem afetado diretamente a qualidade do sono. Estudos conduzidos por
instituições como a Harvard Medical School e publicados na revista científica
Proceedings of the National Academy of Sciences mostram que a exposição à luz
azul emitida por esses dispositivos pode reduzir em até 20% a 50% a produção de
melatonina, hormônio responsável por regular o sono. O resultado é um atraso no
início do descanso e noites menos reparadoras.
O alerta ganha ainda mais força com o Dia Internacional da Luz,
instituído pela UNESCO. A data propõe uma reflexão sobre o papel da luz no
cotidiano e, principalmente, sobre os impactos do excesso de exposição às telas
durante a noite. Na rotina, os efeitos costumam aparecer rapidamente: dificuldade
para pegar no sono, despertares frequentes durante a madrugada, redução do
tempo total de descanso e sensação constante de cansaço ao longo do dia.
Irritabilidade, sonolência excessiva e queda de produtividade também estão
entre as queixas mais comuns.
Segundo a otorrinolaringologista Thaina Machado, do Vera Cruz Centro Médico Indaiatuba, os prejuízos vão além das noites mal dormidas. “Há também evidências de impactos na saúde, como dores de cabeça frequentes, irritabilidade, ansiedade e até sintomas depressivos”, explica. A especialista ressalta que o período noturno é especialmente delicado para o organismo. “É justamente à noite que ocorre a produção natural de melatonina. A luz emitida pelas telas interfere nesse processo e mantém o cérebro em estado de alerta, quando ele deveria estar desacelerando para o descanso”, afirma. Segundo ela, quanto maior o tempo de exposição, maiores tendem a ser os prejuízos, incluindo aumento da ansiedade e sensação persistente de fadiga.
Embora o uso de dispositivos eletrônicos seja praticamente
inevitável, pequenas mudanças de hábito podem ajudar a preservar a qualidade do
sono. Thaina Machado destaca algumas medidas simples:
- evitar o uso de telas na cama ou próximo ao horário de
dormir;
- silenciar notificações para reduzir interrupções
durante a noite;
- diminuir a iluminação dos ambientes no período noturno;
- buscar maior exposição à luz natural ao longo do dia;
- criar um ritual de relaxamento antes de dormir, com
leitura, meditação ou banho morno.
A médica também recomenda reorganizar o consumo de conteúdo ao
longo do dia. “Priorizar o uso das telas em horários mais cedo e evitar
atividades muito estimulantes, como redes sociais e jogos, no período noturno,
ajuda a minimizar os impactos no organismo”, pontua. Em uma sociedade cada vez
mais conectada, encontrar equilíbrio tornou-se fundamental. “Mais do que
eliminar as telas, o desafio é aprender a utilizá-las de forma consciente,
especialmente quando falamos de saúde, sono e qualidade de vida”, finaliza.
Vera Cruz Indaiatuba

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