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| Imagem gerada por IA - OpenAI/ChatGPT |
Dor, ardência, incômodo diante da claridade,
lacrimejamento constante e dificuldade para enxergar com nitidez são sinais que
merecem atenção imediata. Embora muita gente associe o herpes apenas às feridas
nos lábios, o vírus também pode atingir estruturas oculares e provocar
complicações importantes quando não há assistência adequada logo nos primeiros
sintomas.
O herpes ocular é
causado, na maioria dos casos, pelo vírus herpes simples tipo I, o mesmo
relacionado ao herpes labial. A infecção costuma atingir a córnea, membrana
transparente localizada na parte frontal do globo ocular, além das pálpebras. O
quadro pode surgir pela primeira vez após contato com secreções contaminadas e
reaparecer em momentos de queda da imunidade.
“O problema merece
atenção porque pode provocar lesões capazes de comprometer a qualidade visual
de maneira significativa. Dependendo da profundidade atingida, existe risco de
cicatrizes permanentes e até perda importante da capacidade de enxergar”,
explica a Dra. Jaqueline Fernandes Ruiz, oftalmologista do H.Olhos.
A especialista
destaca que o vírus permanece no organismo mesmo após o desaparecimento das
manifestações iniciais. Em determinadas situações, como estresse intenso,
febre, exposição solar excessiva ou fragilidade imunológica, ocorre reativação.
“Muitas pessoas
acreditam que tiveram apenas um episódio isolado, porém o agente infeccioso
continua latente no corpo. Em alguns momentos, ele volta à atividade e
desencadeia novos quadros”, afirma a médica.
Entre os
principais sinais estão vermelhidão, sensação de areia, desconforto,
lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e hipersensibilidade à luz. Em situações
mais avançadas, o paciente pode perceber visão embaçada e dificuldade para
manter os olhos abertos.
“Nem toda
irritação ocular representa algo simples. Quando existe dor associada à piora
visual, é fundamental buscar avaliação oftalmológica rapidamente, para evitar
agravamentos”, ressalta a especialista.
O diagnóstico é
realizado durante consulta especializada, por meio da avaliação clínica e exame
ocular detalhado. O tratamento varia conforme a região atingida e a intensidade
do quadro, podendo incluir antivirais específicos.
A oftalmologista
alerta ainda que automedicação representa um risco importante. “Alguns colírios
usados sem orientação podem agravar a infecção e favorecer danos mais sérios.
Por isso, qualquer sintoma deve ser investigado por um especialista”, orienta.
Medidas preventivas
ajudam a reduzir as chances de transmissão. Higienizar as mãos frequentemente,
evitar compartilhar toalhas, maquiagens, fronhas ou objetos pessoais, além de
não tocar os olhos após contato com lesões ativas, estão entre os principais
cuidados.
“Crianças, idosos,
gestantes e indivíduos imunossuprimidos precisam de atenção redobrada, porque
apresentam maior vulnerabilidade para complicações. A recomendação é procurar
assistência ao perceber qualquer alteração ocular persistente”, finaliza a Dra.
Jaqueline Fernandes Ruiz.

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