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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Me Too Brasil e Plan International lançam campanha contra a violência sexual no futebol

Jogo amistoso entre as seleções de Brasil e
Chile em julho de 2023.
 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Além de campanha de conscientização, o Cartão Vermelho vai acionar a CBF, governos e os clubes de futebol por políticas para a segurança de meninas e mulheres no esporte


O Me Too Brasil e a Plan International Brasil lançaram, nesta semana (21), o Cartão Vermelho, uma campanha de utilidade pública voltada para a violência contra mulheres no ambiente do futebol. O foco é, além de conscientizar o público feminino, engajar meninos e homens em discussões sobre respeito e consentimento, e pressionar as autoridades do esporte, clubes de futebol e patrocinadores a adotarem medidas efetivas contra o assédio sexual nos estádios, nos clubes de futebol e em todo o ambiente esportivo. 

A iniciativa terá ampla divulgação nas redes sociais e também contará com uma pesquisa direcionada ao público feminino para compreender a extensão do assédio e da violência vivenciados nesse espaço. As entidades pretendem acionar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os dirigentes do futebol e as lideranças do Ministério dos Esportes para que se comprometam com políticas e ações de segurança para meninas e mulheres dentro e fora dos estádios. 

“Existe uma necessidade urgente de conversarmos diretamente com o público masculino sobre esse tema em um país que, apesar de 18 anos da Lei Maria da Penha, segue sendo o quinto no mundo em feminicídio. A cada oito minutos, uma mulher é estuprada, e 61% dos casos envolvem crianças e adolescentes com menos de 13 anos de idade, na maioria meninas. Existe uma necessidade gigantesca de engajarmos os homens no enfrentamento e na prevenção desse problema”, aponta Marina Ganzarolli, presidente do Me Too Brasil. 

A campanha é motivada pelo histórico de casos não só de denúncias e condenações criminais envolvendo jogadores, mas também de casos de assédio sexual no futebol feminino. Um estudo da jornalista Camila Alves, divulgado em 2023, mostrou que quase metade das jogadoras das Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Brasileiro já sofreu assédio sexual ou moral. Mesmo com denúncias, como as feitas recentemente por jogadoras do Santos contra o treinador, foram ignoradas; o técnico foi afastado, mas não demitido pelo clube. 

“A Plan International Brasil se une ao Me Too Brasil, olhando tanto para meninas quanto para mulheres, mas também para meninos e homens. Precisamos engajar o público masculino para educar os meninos, desde cedo, para respeitarem os limites do pleno e positivo consentimento”, explica Cynthia Betti, CEO da Plan International Brasil. 

A partir de um formulário online (neste link), que já está disponível, as mulheres poderão relatar as suas experiências nos estádios brasileiros e opinar sobre medidas que possam ser tomadas pelos clubes para tornar a experiência nos estádios e a cultura do futebol mais inclusiva e segura como um todo.  

Veja o primeiro vídeo relacionado à campanha nas redes, da influenciadora Ana Terra



Me Too Brasil

O Me Too Brasil é uma organização 100% brasileira, sem fins lucrativos, dedicada à defesa dos direitos das vítimas de violência sexual, oferecendo escuta, acolhimento, além de atendimento psicológico, jurídico e assistencial. Com o apoio de uma equipe de 550 voluntários, a organização já prestou atendimento a cerca de 400 vítimas, em quatro anos, por meio de seus canais de escuta especializados. 

As vítimas podem acessar o atendimento pelo site oficial e pelo canal de atendimento gratuito (0800 020 2806), disponível em todo o Brasil. O acolhimento é realizado de forma sigilosa, garantindo a proteção e confidencialidade das informações, com foco na centralidade da vítima e nos impactos do trauma, independentemente de raça, classe social, orientação sexual, identidade de gênero ou poder do agressor. 

A organização também promove campanhas de conscientização, incidência legislativa, advocacy e litigância estratégica, buscando o diálogo com a população e os poderes legislativo, executivo e judiciário, com o objetivo de colaborar no aprimoramento da proteção às vítimas de violência sexual.



Sobre a Plan International

A Plan International está no Brasil há 27 anos e se dedica a garantir os direitos e promover o protagonismo das crianças, adolescentes e jovens, especialmente meninas, por meio de seus projetos, programas e ações de incidência e de mobilização social. Tem também viabilizado condições de subsistência em comunidades que sequer tinham acesso a recursos essenciais, como a água. Implementamos projetos no Maranhão, no Piauí, na Bahia e em São Paulo.

Atua em rede com outras organizações do terceiro setor e movimentos sociais, têm pautado as demandas das meninas em novos espaços do Legislativo, Executivo e na sociedade civil, alcançando todo o território nacional. Considerada uma das organizações mais confiáveis do país, a Plan International Brasil está entre as 100 Melhores ONGs e tem a certificação A+ no Selo Doar Gestão e Transparência. Em 2023, foi escolhida como a Melhor ONG de Defesa de Direitos e a Melhor ONG do Maranhão no Prêmio Melhores ONGs. A Plan acredita que um mundo melhor para as meninas é um mundo melhor para todas as pessoas. E, para construir uma sociedade mais justa e igualitária, conta com o apoio de embaixadoras como Ana Paula Padrão, Joyce Ribeiro, Astrid Fontenelle e Ana Fontes.

 

4 em cada dez apostadores têm forte preocupação com golpes de identidade em sites de apostas, indica Serasa Experian

65% dos apostadores que sofreram fraudes tiveram perdas financeiras, com 81% desses prejuízos chegando até R$ 1.000; 

80% dos respondentes consideram essencial o uso de biometria facial para aumentar a segurança nas plataformas de apostas esportivas; 

Casas de apostas têm até 31 de dezembro para se adequarem à “Lei das Apostas” (Lei Federal 14.790/23). Serasa Experian oferece soluções que protegem a identidade dos apostadores.


Um estudo da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, revela uma grande preocupação dos apostadores brasileiros com a proteção de suas identidades em sites de apostas esportivas, as “bets”.

 

De acordo com o levantamento, 43% dos participantes se mostram muito preocupados (notas 9 e 10) com fraudes, especialmente com golpes envolvendo uso indevido de identidade e o vazamento de dados financeiros e cadastrais. Isso justifica o comportamento cauteloso de 85% dos respondentes, que afirmam optar sempre ou frequentemente por plataformas de que consideram seguras. 


A pesquisa, conduzida com mais de 2 mil participantes, também mostrou que 13% dos apostadores afirmam que já sofreram golpes nas plataformas, e este número salta para 31% entre os que apostam diariamente. Entre quem já foi vítima, 65% tiveram perdas financeiras associadas – a maioria delas (81%) perdeu até R$ 1.000. Ao serem perguntados sobre os tipos mais comuns de golpes, os mais citados foram: vazamento de dados pessoais (28%); invasão de contas (21%); e vazamento de dados financeiros (20%). Embora 88% dos entrevistados tenham afirmado que nunca foram vítimas de golpes, 39% deles dizem conhecer alguém que foi. Confira no gráfico abaixo mais detalhes sobre os tipos de golpes:


"O Brasil é um dos países que mais apostam no mundo e um dos mercados mais suscetíveis à ação de fraudadores, o que justifica a grande preocupação dos apostadores com a sua segurança nessas plataformas. Nesse cenário, a missão da Serasa Experian de fornecer soluções robustas de autenticação e prevenção a fraudes também contribui para o aumento da proteção de pessoas e empresas, especialmente diante da nova regulamentação das “bets”, que exige que isso seja feito de forma célere e estruturada”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha.


 

Na opinião do apostador, tecnologia é chave para a proteção de identidade

 

Para 95% dos apostadores, o uso de tecnologias de validação de identidade é fundamental para proteger os usuários. A biometria facial já foi utilizada por 68% dos participantes, e 80% consideram importante que sites de apostas adotem essa tecnologia para aumentar a segurança. A verificação de documentos também é vista como uma medida eficaz, com 77% dos entrevistados destacando sua relevância para a proteção contra os golpes.


Apesar dessas iniciativas de segurança, há uma expectativa dos usuários de que as plataformas adotem medidas mais robustas. Quase metade da amostra (49%) ainda não confia totalmente que as casas de apostas implementam medidas de prevenção a fraudes, evidenciando a necessidade de investimento tecnológico e conscientização sobre o tema no setor. Veja no gráfico abaixo mais dados sobre a percepção do usuário:



O estudo completo com todos os dados sobre a visão do apostador a respeito da segurança das operações das “bets” pode ser acessado gratuitamente no site da Serasa Experian.

 

Para acompanhar os esforços do Governo brasileiro que, desde dezembro do ano passado, toma medidas para regulamentar a atuação das “bets” no país, a Serasa Experian – que apoia toda e qualquer iniciativa que vise aumentar a segurança e a integridade nas transações entre empresas e consumidores – atua nesse contexto como fornecedora estratégica de tecnologias antifraude. O objetivo é poder auxiliar essas empresas a se adequarem às novas normas ao mesmo tempo em que contribui para a segurança dos apostadores.


 

Metodologia  

A pesquisa quantitativa “Apostas Esportivas”, feita pela Serasa Experian foi realizada com 2.008 entrevistados, sendo que todos fizeram apostas esportivas em sites ou aplicativos nos últimos 12 meses. Com margem de erro de 2,2% e intervalo de confiança de 95%, a pesquisa foi aplicada via painel online entre os dias 09 e 22 de agosto de 2024. A amostra foi equilibrada entre os gêneros feminino e masculino, com idades de 18 a 27 anos (15%), 28 a 43 anos (49%), 44 a 59 anos (29%) e 60+ (7%). 



Experian
experianplc.com


Como profissionalizar empresas familiares?

 

O sucesso ou insucesso de qualquer negócio dependerá de uma série de variáveis relacionadas à sua gestão. Isso faz com que muitos busquem métodos e estratégias de profissionalização de suas operações visando seu crescimento contínuo. No caso das empresas familiares, muitas costumam trazer executivos experientes que contribuam com seus conhecimentos para remodelar os processos e alavancar a marca em seu segmento – algo que pode ser completamente benéfico neste objetivo, desde que certos cuidados sejam devidamente compreendidos.

Hoje, cerca de 90% das empresas em nosso país são familiares, conforme dados do IBGE. Delas, 60% almejam expandir suas operações para novos mercados, junto com 51% que desejam lançar produtos e serviços cada vez melhores, segundo outras informações compartilhadas pela PwC. Tamanha ambição é normal de ser vista em qualquer empreendedor em algum momento de sua trajetória e, muitos casos, acaba virando a chave em suas visões da compreensão da importância da profissionalização perante essas conquistas.

Normalmente, existem três grandes motivadores desta profissionalização: quando a empresa se encontra em dificuldades financeiras e enxerga, neste processo, a saída para evitar o fechamento de suas portas e se reestruturar economicamente; por decisão do próprio empresário ao pensar na sucessão do seu negócio, entendendo que seus herdeiros podem não estar devidamente preparados para assumir seu posto; ou no desejo de realiza uma fusão ou aquisição, onde a vinda de um executivo é de extrema importância para assegurar este procedimento com responsabilidade e êxito.

Independente do fato gerador da profissionalização, a chegada deste talento representará mudanças significativas dentro do ecossistema empresarial, criando um espaço inexistente anteriormente que precisa ser devidamente preparado para que este possa assumir suas responsabilidades – as quais também precisam ser claramente conversadas e entendidas entre as partes para que não haja nenhum empecilho devido à falta de comunicação.

Uma pedra que costuma aparecer muito no caminho deste processo é a inflexão de certos empresários em renunciar a suas tarefas para este novo talento. Isso é algo que não pode existir na decisão de profissionalizar o negócio, visto que será preciso conceder e delegar grande parte de suas responsabilidades para o executivo. Afinal, seu papel será estratégico para o destaque competitivo e, sem o espaço adequado ou autonomia para exercer suas funções, o plano necessário para alavancar a marca terá dificuldades de sair do papel.

Por parte destes executivos, muitos deles acabam aceitando este desafio na busca por uma ressignificação de suas carreiras. Algo além, onde possam contribuir com suas expertises, conhecimentos e, dessa forma, se sentirem úteis na construção de uma marca de sucesso. Isso faz com que, por parte deles, seja preciso uma postura humilde na forma de se portar, compreendendo a posição que assumirá e prezando pela união com o empreendedor e todos os membros daquele ambiente.

Os conselhos são excelentes espaços para que estes empresários ocupem, no papel de provedor de informações, de forma que consigam continuar pilotando seus negócios ao mesmo tempo em que deixem ao executivo a responsabilidade, em si, da gestão da empresa.

É uma dinâmica complexa, que reforça a necessidade de um planejamento minucioso compreendendo a definição do papel que será desempenhado pelo executivo, evitando que se misture com as do empresário; e uma dose generosa de inteligência emocional por ambas as partes – de forma que o empresário saiba delegar e deixar certos ofícios, e que o executivo compreenda sua posição e até onde pode ir para atingir os objetivos estipulados.

São muitos questionamentos, mas todos válidos e essenciais para que não haja margem de dúvida sobre o que é esperado de cada um deles. Até porque, se não houver essa flexibilização por ambas as partes, qual o sentido de decidir profissionalizar sua empresa?




Fernando Poziomczyk - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


Sobre a Wide
https://wide.works/


Como as empresas estão estimulando o interesse da Gen Z pela liderança?

FI Group está entre as organizações que vêm investindo em programas de desenvolvimento para liderança

 

Bons líderes não nascem prontos. Eles precisam ser treinados e desenvolvidos o quanto antes para que, no futuro, estejam preparados para assumir tamanha responsabilidade. A inspiração para o comando de um negócio de sucesso deve vir de cima, ensinando a como inspirar e desenvolver pessoas para que se conectem com esse propósito e trabalhem, juntos, em prol desta causa. Foi pensando nisso que o FI Group, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financeiros destinados à PD&I, está investindo fortemente em seu Programa de Desenvolvimento de Líderes (PDL) em uma parceria estratégica com a Pande, empresa referência no processo de construção de valor para marcas que consideram a cultura organizacional como parte relevante de sua estratégia.

Com sua primeira edição organizada em 2020, a necessidade do desenvolvimento deste programa veio diante do crescimento exponencial que a consultoria vinha adquirindo nos últimos anos. “Investir na liderança sempre foi algo prioritário para nós e, muito além de desenvolvê-los, sabíamos da importância de cuidar destes talentos para que conseguissem assumir este posto. Por isso, decidimos nos dedicar a esta parceria para que pudéssemos ter uma maior segurança e assertividade na preparação dos futuros líderes”, explica Vanessa de Lima Pereira Montagnoli, gerente de recursos humanos.

Sob o comando da área de Desenvolvimento Humano Organizacional do FI Group, o PDL foi construído com base em três pilares: compreender, desenvolver e inspirar. No primeiro, há uma análise minuciosa sobre quais profissionais apresentam aptidão para se tornarem excelentes líderes a curto e médio prazo. Com base nesse estudo, entra a segunda etapa de desenvolvimento, onde estes ‘candidatos’ são coordenados e supervisionados em um preparo intenso nesse sentido. Para reforçar este processo, entra o pilar de inspiração, o qual fomenta este cuidado desde os gestores e diretores da empresa para que, juntos, cuidem das pessoas para que se adaptem às rotinas e se tornem verdadeiros líderes.

Nessa trajetória, o apoio da Pande foi extremamente importante, principalmente nos últimos dois pilares. “Aplicamos um diagnóstico profundo e detalhado para compreender o perfil e habilidades dos talentos no FI Group e, com isso, junto ao departamento de RH deles e dos feedbacks dos próprios líderes a este assunto, conseguimos identificar o momento de cada um deles e como conduzi-los por essas etapas da melhor forma”, pontua Luciane Lamour, diretora de consultoria da Pande.

Esta escuta proativa foi um dos pontos mais importantes para o sucesso do PDL. Isso porque, conforme Luciane, havia um grande desafio interno referente à gestão de equipes de diferentes gerações, visto que cada uma tinha propósitos, metas e ambições diferentes. A identificação desta necessidade foi um ponto chave perante uma maior clareza do momento individual dos talentos e como desenvolvê-los estrategicamente nesse sentido.

Um dos maiores desafios enfrentados neste programa, segundo Vanessa, abrangeu os profissionais da Geração Z. Pouco ambiciosos para serem líderes, foi preciso direcionar um cuidado mais aprofundado e humanizado para reverter a imagem que muitos deles tinham acerca deste cargo – o qual muitos associavam a uma cadeira desgastante, estressante e disfuncional – para uma posição onde pudessem se conectar com as pessoas, inspirá-las e transformá-las em suas carreiras.

Mais propícios a terem um maior índice de estresse e ansiedade no trabalho, a liderança é um cargo que, normalmente, foge de seu interesse. Reverter esta ideia não é algo simples, e depende de uma cultura organizacional fortemente pautada neste entendimento individual das expectativas e ambições e, acima de tudo, em integrá-los com outras gerações, de forma que sejam inspirados a aprender entre si a fim de desenvolver este propósito em cada um.

Felizmente, não faltaram cases de sucesso nessa transformação. Laís Leoncini, formada em engenharia química, entrou no FI como estagiária há 10 anos e, desde cedo, relata que seus gestores sempre reforçaram que tivesse expertise nos produtos e investiram nesse conhecimento para sua evolução. “Eles sempre se dedicaram a me ensinar e preparar para ser uma líder futuramente. Tive um crescimento bastante acelerado lá dentro, me deparando com oportunidades que me fizeram desenvolver e, hoje, inspirar meu time e futuros líderes para que, juntos, possamos conquistar resultados cada vez melhores”, destaca.

Para Laís, um dos maiores desafios que enfrenta hoje, como líder, também é referente à Geração Z, fazendo com que se motivem e engajem nesta causa. Porém, há quem já se inseriu nesta jornada.

Giovanna Moraes, também formada em engenharia química, é membro desta geração e, hoje, líder na empresa. “Entrei no FI Group como estagiária e notei, desde cedo, uma atenção bem grande deles nesse desenvolvimento. É fato que muitos millenials prezam pela liberdade e flexibilidade e, aqui, esses fatores sempre foram proporcionados, através de uma estrutura mais flexível que me permitiu desenvolver as habilidades de um bom líder, com foco na gestão humanizada, empatia e impacto positivo no desenvolvimento pessoal e profissional de cada um”, relembra.

Guilherme Augusto compartilha da mesma opinião. Formado em análise de sistemas, entrou há três anos como estagiário e, há pouco tempo, assumiu o posto de líder. Quando começou neste cargo, confessa que tinha receios de que não estaria pronto, faltava confiança perante tamanha responsabilidade.

Mas, com o tempo, as ações da empresa em envolvê-lo na rotina dos clientes e com pessoas de diferentes pensamentos e visões fez com que mudasse de perspectiva e visse que tinha capacidade de estar lá. “O programa me fez enxergar meus pontos fortes e a melhorar o que foi preciso, apreendendo a me comunicar de forma assertiva e a tomar decisões para que conseguisse liderar os outros. Sempre estiveram aqui por mim me ajudando, desenvolvendo inteligência emocional e empatia, e sou extremamente grato por essa oportunidade”, celebra.

Um bom líder é quem inspira e transforma. Alguém que não desempenha tais funções apenas no sentido burocrático, mas que se engaja verdadeiramente na causa, se conectando, a nível emocional, com estes profissionais, criando e fomentando este crescimento de carreira. Afinal, sem pessoas, nenhum negócio funciona.

Trabalhar com liderança é complexo, e muitas empresas não dão a devida importância sobre essa construção. Este deve ser um desenvolvimento contínuo e antecipado, acompanhando, de perto, o trabalho de cada um, olhando para resultados e tendências de melhorias perante um lifelong learning. É processo dinâmico, onde a incerteza é a única certeza, e a flexibilidade e dinâmica são ferramentas essenciais para a construção de excelentes líderes.

 

FI Group
https://br.fi-group.com/

 


Como preparar a liderança de TI do futuro?


Em um mundo cada vez mais impulsionado por algoritmos, dados, Inteligência Artificial e inúmeras outras tecnologias, surge uma questão essencial: qual será o papel do líder de TI no futuro? Mais do que dominar as inovações tecnológicas, o profissional do amanhã precisará desenvolver habilidades técnicas e comportamentais para liderar equipes, superar desafios complexos e, acima de tudo, impulsionar a transformação digital nas organizações. Afinal, o líder de TI não será apenas um gestor de tecnologia, mas um agente estratégico da mudança.

No passado, o setor de TI era visto como uma função isolada nas empresas, focada em “apagar incêndios”. Hoje, essa realidade mudou. Uma prova disso é que, de acordo com a pesquisa "Tech C-Level Brasil", realizada pela consultoria EloGroup em parceria com o TEC Institute, 30,4% dos CTOs e CIOs veem a área como uma parceira estratégica, capaz de gerar oportunidades de negócios e ganhos de eficiência ao colocar a tecnologia no centro das decisões empresariais.

Na prática, esse novo cenário coloca os executivos de TI sob pressão constante por resultados tangíveis, com foco em produtividade, redução de custos e eficiência. Além disso, esses líderes precisam estar preparados para enfrentar obstáculos como a rápida evolução tecnológica, que exige atualizações constantes. Tomar decisões estratégicas que garantam a segurança e a continuidade dos processos empresariais, sem comprometer o fluxo de trabalho, é outro grande desafio.

Garantir a sustentabilidade e escalabilidade das soluções implementadas também faz parte do dia a dia. Isso significa que os líderes de TI devem assegurar que as tecnologias adotadas gerem resultados a longo prazo. Ao mesmo tempo, é essencial adotar uma arquitetura de TI flexível, capaz de acompanhar o crescimento da empresa sem comprometer o desempenho.

No entanto, ao falar sobre tecnologia, é importante lembrar que ela vai além de ferramentas; trata-se também de capacitar pessoas. O líder de TI deve focar nesse aspecto, entendendo que as mudanças ocorrem, antes de tudo, com o engajamento da equipe em todo o processo de transformação cultural.

Para preparar os líderes de TI do futuro, as organizações devem investir em capacitação contínua, pois as inovações surgem diariamente. A Inteligência Artificial (IA) é um exemplo claro disso, já que tem permitido às empresas implementar novos modelos de gestão, eliminando tarefas repetitivas e agilizando operações. No entanto, para que a IA funcione plenamente, é crucial estabelecer uma governança corporativa focada no treinamento da equipe, redefinindo funções e responsabilidades e integrando todos no processo de transformação.

Essas iniciativas, além de promoverem um ambiente corporativo colaborativo e inclusivo, também fomentam a inovação. Quando todos entendem que a inovação é uma responsabilidade compartilhada, o pensamento crítico é estimulado, permitindo melhor antecipação de tendências emergentes. Cada vez mais, o mercado demandará soluções criativas para enfrentar problemas complexos, e estar preparado para isso será essencial.

Em suma, o preparo dos líderes de TI do futuro depende das medidas que as empresas adotarem hoje. Para isso, os executivos de TI precisam assumir um papel estratégico, promovendo uma cultura de colaboração entre tecnologia e todas as áreas da organização. Isso pode ser alcançado por meio de workshops, reuniões de brainstorming e outras iniciativas que integrem as equipes em torno de objetivos comuns.

No geral, o líder de TI do futuro precisará adotar uma abordagem holística, combinando técnicas, conhecimentos e estratégias. O objetivo é construir uma liderança eficaz, capaz de gerenciar diferentes perfis de colaboradores e níveis variados de tecnologia, sem comprometer a solidez das operações.

Embora existam desafios, a tecnologia se tornou indispensável para a sobrevivência das empresas em um mercado altamente competitivo. Assim, é fundamental preparar, desde já, os líderes que comandarão essa área, integrando toda a organização e impulsionando seu desenvolvimento. Essa não é uma tarefa simples, pois exige uma mudança de mindset e a implementação de recursos que apoiem as rotinas diárias. Por isso, quanto antes essas medidas forem colocadas em prática, melhores serão os resultados para um futuro que, ao contrário do que muitos imaginam, já começou.

 


Mônica Ferreira - COO da SPS Group.

SPS Group



PL pede que se torne crime hediondo todo tipo de violência física praticada contra médicos

 Para a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética, proposta contribui para que os profissionais atuem com segurança e ofereçam um atendimento digno

 

O Projeto de Lei nº 4002/2024, de autoria da deputada federal Dra. Mayra Pinheiro (PL-CE), requer que todo tipo de violência física praticada contra médicos e profissionais de saúde seja considerado crime hediondo. Na legislação brasileira, esse termo jurídico é utilizado para designar crimes que, pela sua gravidade e natureza, causam grande repulsa social, como homicídio qualificado, latrocínio e tráfico de drogas.

Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde estão sujeitos a agressões físicas e verbais em seus locais de trabalho. Embora nem todas essas agressões se enquadrem na categoria de crimes hediondos, elas representam uma violação dos direitos humanos e um grave problema de saúde pública, uma vez que há uma crescente no número de ocorrências desse tipo.

No PL 4002/2024, a autora e representante da Frente Parlamentar Mista da Medicina, reivindica que toda e qualquer manifestação de violência física contra médicos e profissionais de saúde seja considerada crime hediondo, incluindo os crimes praticados em decorrência da atividade médica fora das instituições de saúde. Ela solicita aos parlamentares que a matéria seja aprovada em caráter de urgência.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, o Projeto é fundamental para garantir a proteção dos profissionais de saúde: “essa iniciativa sai em defesa desses profissionais, que estão cada vez mais expostos e sujeitos à violência gratuita. É um problema que precisa ser combatido de forma integral, com ações de prevenção, punição e repúdio”.


Combate à violência

O especialista em Direito Médico e Bioética destaca algumas medidas que podem contribuir para evitar a violência contra médicos e profissionais de saúde. Entre elas, o necessário reforço da segurança em hospitais e clínicas e o desenvolvimento de programas de prevenção à violência, com foco na educação e na conscientização sobre a importância de tratar de forma adequada as equipes de saúde.

“É imprescindível garantir a segurança dos médicos e enfermeiros, entre outros profissionais, para que possam exercer suas atividades com tranquilidade e oferecer um atendimento digno à população. Quando há um caso de agressão e violência no ambiente hospitalar, além da vítima, todos os profissionais ficam abalados e têm sua rotina impactada. Precisamos reverter isso”, completa o presidente da Anadem. 



Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética – Anadem
Para saber mais, clique aqui

 

Estudo mostra tendências nas relações sociais que se tornarão realidade no Brasil até 2030

 "Conexão do Futuro - Tendências de Socialização em 2030" é um estudo da Sensorama Design sobre tendências de socialização digital que também destaca pontos de atenção e oportunidades que elas trazem para a economia


A facilidade de acesso e velocidade da internet traz, cada vez mais, novas formas de interação humana no ambiente digital. O estudo “Conexão do Futuro – Tendências de Socialização em 2030”, realizado pela Sensorama Design, foca exatamente no entendimento dessas tendências de socialização no Brasil que já caminham para se tornar realidade até o ano de 2030 e em como elas podem impactar a economia, as empresas e os negócios. Ele começa apontando o cansaço frente ao excesso de estímulos e demandas e concentra o futuro em três grandes fenômenos.


Compartilhar experiências ganha um novo significado

Muito se fala sobre as “experiências”, um conceito que no mundo do marketing e das love brands se tornou um mantra. E compartilhá-las, pelo menos por enquanto, tem o significado de vivê-las em companhia, valorizar momentos com quem realmente importa. Mas como isso será possível num mundo cada vez mais individualista e acelerado?

No estudo, 58% dos entrevistados afirmaram que se relacionam com amigos e parentes mais no ambiente digital do que pessoalmente, com destaque para as atividades citadas para o lazer sem verbalizarem, em nenhum momento, a necessidade de uma companhia, seja para ver séries, viajar ou ir a shows e restaurantes.

Sendo assim, compartilhar experiências, ganha um novo significado, que é utilizar os meios digitais para compartilhar o que vivemos com outras pessoas. Compartilhar a informação com alguém ganha uma posição tão importante quanto ter esse alguém por perto.


Amizades 100% digitais e 100% genuínas

Não encontrar alguém pessoalmente perde a cada dia sua importância na construção de relacionamentos genuínos e sólidos, talvez uma transformação que caminha num ritmo um pouco mais lento que a mudança do conceito de compartilhar experiências. Afinal, 65% dos entrevistados ainda acreditam que o encontro presencial é condição para que uma amizade se solidifique.

Um destaque nessa tendência de comportamento apontada pelo estudo é que entre os entrevistados que se identificam como gamers, 60% afirmam que durante as partidas online, mesmo com estranhos, conversam sobre outros temas e questões pessoais sem relação com o jogo. Uma nova geração de jovens e crianças que já considera normal criar amizades no ambiente digital está chegando e ocupando seu espaço, mesmo que esse espaço seja no metaverso.


Expressão de diferentes identidades

O meio digital do futuro, assim como vimos acima, possibilitando um leque muito maior de possíveis experiências e possíveis novos amigos, também abre uma porta para que as pessoas possam expressar diferentes identidades. As “modas” e “tendências” serão cada vez mais rápidas e diversas e, tendo a oportunidade de sermos vários “eus”, todas elas poderão ser experimentadas de alguma forma. Será como um grande jogo de videogame no qual, a cada dia, podemos escolher diferentes skins e diferentes avatares.

Expressar diferentes identidades e conviver com pessoas que as fazem pode parecer complexo, contudo, no futuro, é provável que esse processo se normalize devido à crescente oferta de experiências altamente imersivas. Entre as pessoas entrevistadas, 26,1% afirmaram que seu maior interesse em vivenciar o metaverso é mergulhar em ambientes virtuais, enquanto para 24,2% o que mais se destaca é a possibilidade de criar outra realidade para si.

Um sinal no qual já percebemos isso é a velocidade com que a nova geração muda de emprego e tenta diferentes áreas e setores. Esse fenômeno viabiliza uma reinvenção da própria identidade e iniciar novos relacionamentos sem confrontar o passado. A cada novo círculo social, é possível começar do zero sem que isso seja problemático.


Empresas devem se preparar para essas transformações

Do ponto de vista empresarial, entender como as pessoas irão formar laços e interagir a partir de hoje e no futuro é fundamental para compreensão dos rumos que o consumo deve tomar. É imprescindível se preparar para as mudanças comportamentais do público e assim oferecer produtos e serviços que atenda novas demandas e necessidades.

O estudo traçou exemplos de oportunidades que essas mudanças comportamentais proporcionam (e podem ser úteis) aos negócios, entre elas:

  • Criação de comunidades em torno de produtos e serviços das empresas, o que fomenta o consumo.
  • Promoção de espaços de interação que proporcionem imersão (experiências) onde as pessoas entrem em contato com a marca, serviço ou produto, seja individualmente ou em grupos.
  • Utilizar ambientes virtuais (como jogos online) para teste de novas iniciativas e identificação de novos negócios e oportunidades.

“O objetivo dos estudos da Sensorama é sempre encontrar eventuais oportunidades para empresas. Como estamos em constante contato com diferentes mercados, conseguimos traçar paralelos entre eles, enxergando oportunidades de inovação nos serviços e produtos que eles propõem”, afirma Luisa Nogueira, sócia da Sensorama.


Metodologia

A metodologia para a realização do estudo focou em três tópicos:

  • Análise de relatórios de tendências, portais de notícias, análises comportamentais, perfis de mídias sociais e conteúdo relacionado a inovação e tecnologia. O objetivo foi captar sinais de mudanças sociais que poderiam ter impacto nos processos de socialização.
  • Entrevistas em profundidade com 25 indivíduos representando perfis extremos para explorar as questões observadas durante a pesquisa documental para compreender como esses perfis se socializam atualmente, o papel da tecnologia nesse processo e para gerar hipóteses baseadas em padrões identificados. As entrevistas incluíram jovens de até 24 anos, idosos, pais de crianças em idade escolar, gamers, nômades digitais e indivíduos com alto e baixo nível de socialização.
  • O questionário foi elaborado para validar algumas das hipóteses e quantificar padrões identificados durante as entrevistas aprofundadas e a pesquisa documental. O questionário foi composto por 31 questões cobrindo conexões pessoais, uso de tecnologia e mídias sociais, trabalho, comportamento social e digital das crianças, interação em jogos, pandemia, metaverso e perspectivas futuras. Foi distribuído organicamente por meio de plataformas de mídia social e promovido especificamente no Instagram. Foram obtidas 676 respostas, abrangendo de forma proporcional os perfis mencionados anteriormente.

A pesquisa examinou o comportamento dos brasileiros residentes e não residentes no país e dados secundários foram coletados de fontes brasileiras e internacionais para capturar uma gama mais ampla de sinais e referências.


Sensorama Design
www.sensoramadesign.com


Comparativo entre os vistos O-1, EB-3 e E-2: Qual é o melhor caminho para trabalhar nos EUA?

Segundo Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, cada visto oferece vantagens e requisitos específicos para profissionais de diferentes áreas e perfis


O mercado de trabalho nos Estados Unidos oferece diversas opções de vistos, cada um com requisitos específicos que se adequam a diferentes perfis profissionais. Dentre os vistos mais procurados por profissionais estrangeiros, o O-1, o EB-3 e o E-2 se destacam, cada um com vantagens e caminhos próprios para quem deseja construir uma carreira nos EUA. Entender as diferenças entre essas categorias é essencial para escolher o melhor caminho, considerando os objetivos profissionais e de imigração.


O-1: Visto para indivíduos com habilidades extraordinárias

De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, o visto O-1 é destinado a profissionais que possuem habilidades extraordinárias em áreas como ciências, artes, educação, negócios ou esportes. “Para se qualificar, é necessário que o candidato demonstre um histórico de realizações reconhecidas internacionalmente. Diferente de outras categorias, o O-1 não tem limite anual de emissão, o que oferece mais flexibilidade em relação ao tempo de aprovação”, revela.

Um dos grandes atrativos do O-1 é a possibilidade de renovação contínua, enquanto o profissional mantiver suas realizações e vínculos com o empregador. Além disso, o O-1 possui dual intent, o que significa que, mesmo sendo um visto temporário, é possível aplicar para um Green Card, utilizando-se de outro visto, sem comprometer o status de não-imigrante durante o processo.


EB-3: Visto de imigrante para trabalhadores qualificados e não qualificados

O visto EB-3, por sua vez, é uma das principais opções para quem deseja não apenas trabalhar nos EUA, mas também obter residência permanente. “Voltado para profissionais com formação superior, trabalhadores qualificados com ao menos dois anos de experiência e até mesmo trabalhadores sem qualificação específica, o EB-3 oferece um caminho direto para o Green Card”, declara Toledo.

O processo para o EB-3, no entanto, pode ser mais demorado devido à necessidade de aprovação do PERM, uma certificação do Departamento de Trabalho que garante que não há americanos qualificados para preencher a vaga ofertada. Além disso, essa categoria está sujeita a um limite anual, o que pode gerar longas filas de espera dependendo da nacionalidade do solicitante.


E-2: Visto para investidores de países com tratado

O especialista revela que o visto E-2 é voltado para cidadãos de países que mantêm tratados de comércio com os Estados Unidos, incluindo nações como Japão, Alemanha, Itália e Portugal. “Essa categoria permite que empreendedores e investidores estabeleçam e gerenciem negócios nos EUA, desde que façam um investimento substancial em uma empresa legítima e em funcionamento”, pontua.

Embora não ofereça um caminho direto para o Green Card, o E-2 pode ser renovado indefinidamente, enquanto o negócio continuar operando de forma lucrativa. Um dos benefícios do E-2 é que o cônjuge do investidor pode solicitar autorização de trabalho nos EUA, facilitando a transição familiar para o novo país.


Qual é a melhor escolha?

A decisão entre o O-1, o EB-3 e o E-2 depende dos objetivos e qualificações de cada candidato. O O-1 é ideal para profissionais que possuem um histórico de realizações excepcionais e querem flexibilidade com a possibilidade de renovar o visto. O EB-3 é mais indicado para aqueles que buscam a residência permanente por meio de uma oferta de emprego nos EUA, enquanto o E-2 é uma excelente opção para investidores que desejam empreender e não precisam de um caminho imediato para o Green Card.

Toledo reforça que cada visto possui suas particularidades e, por isso, é essencial contar com a orientação de especialistas para fazer a escolha mais adequada, considerando as metas profissionais e de imigração. “Seja para quem quer um caminho mais rápido para o Green Card ou apenas uma oportunidade temporária de trabalho, é fundamental avaliar cada opção com cuidado”, finaliza. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 350 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site.


Toledo e Advogados Associados
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10 fatos históricos e atuais que podem cair no Enem 2024

 Especialistas em História, Geopolítica e Climatologia apontam que temas como os 200 anos da Constituição de 1824 e os impactos das mudanças climáticas estarão entre os principais destaques no Enem deste ano


Com a proximidade do Enem 2024, os estudantes intensificam a preparação, cientes de que o exame exige não apenas o domínio de conteúdos teóricos, mas também uma leitura crítica dos acontecimentos históricos e dos desafios contemporâneos. Este ano, diversos marcos importantes, como os 200 anos da primeira Constituição do Brasil e os 30 anos do fim do Apartheid, são fortes candidatos a serem explorados na prova.

Especialistas de diferentes áreas confirmam essa tendência. "O Enem 2024 deve abordar a importância da Constituição de 1824 no contexto do Império, comparando-a com as conquistas democráticas da Constituição de 1988", indica Matheus Eugênio Lima, professor de História do Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR). Eventos marcantes para a redemocratização, como as Diretas Já, também podem ter destaque nas provas. "A mobilização popular por eleições diretas foi um divisor de águas na política brasileira e um tema sempre relevante para o Enem", ressalta Daniel Medeiros, doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo, em Curitiba (PR).

Já o geógrafo Eduardo Berkenbrock Lopes, professor e assessor de Geografia do Ensino Médio do Colégio Positivo, em Curitiba (PR), acredita que o exame deve explorar os impactos dos fenômenos climáticos recentes. "Com a intensificação de eventos como o El Niño e La Niña, o Enem pode trazer questões que conectem mudanças climáticas a desastres naturais e políticas de prevenção.”

A seguir, confira 10 temas históricos e atuais que, segundo especialistas, têm grandes chances de serem cobrados no Enem 2024. Esses temas trazem à tona a importância de uma abordagem crítica sobre o passado e o presente, tanto em âmbito global quanto nacional. Como nas versões anteriores, o Enem 2024 promete exigir uma compreensão aprofundada das dinâmicas históricas e contemporâneas que moldam o Brasil e o mundo.

1. Bicentenário da Primeira Constituição Brasileira (1824–2024)

O bicentenário da primeira Constituição brasileira, imposta por D. Pedro I, deve ser um ponto importante de comparação com a Constituição de 1988, conhecida como a "Constituição Cidadã". “A Constituição de 1824 centralizava o poder nas mãos do imperador e restringia a participação política, enquanto a de 1988 ampliou os direitos sociais e a cidadania", explica o professor Matheus Lima.

2. 40 Anos do Movimento Diretas Já (1984–2024)

O movimento Diretas Já, que exigiu eleições diretas para presidente, marcou o início da redemocratização do Brasil. “A luta pelas Diretas Já, mesmo sem obter sucesso imediato, criou o clima necessário para a consolidação da democracia no Brasil”, comenta Daniel Medeiros. Questões podem explorar a importância desse movimento na mobilização popular e na retomada dos direitos democráticos.

3. 70 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948–2018)

A Declaração Universal dos Direitos Humanos influenciou diretamente a Constituição de 1988 e a formulação de leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Maria da Penha. "Ela estabeleceu princípios que hoje fazem parte do arcabouço jurídico brasileiro, especialmente na proteção dos direitos fundamentais", afirma Matheus Lima.

4. 30 Anos do Fim do Apartheid (1994–2024)

O fim do Apartheid na África do Sul, em 1994, sob a liderança de Nelson Mandela, é um marco mundial na luta contra o racismo. "O Enem pode traçar paralelos entre o fim do Apartheid e o racismo estrutural no Brasil, onde, apesar do fim da escravidão, ainda lidamos com desigualdades profundas", analisa o doutor em Educação Histórica, Daniel Medeiros. Segundo ele, questões sobre cotas raciais e ações afirmativas também podem surgir.

5. 30 Anos do Dia Internacional dos Povos Indígenas (1994–2024)

A questão indígena tem sido amplamente debatida no Brasil, especialmente em relação à demarcação de terras e à preservação cultural. "O Enem pode abordar os desafios atuais enfrentados pelos povos indígenas, como a pressão sobre suas terras devido ao agronegócio e à mineração", comenta Matheus Lima. A proteção ambiental e a defesa dos direitos indígenas são temas de grande relevância na prova.

6. Expansão do BRICS (2023)

Fundado em 2006, o BRICS (bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China e, em seguida, África do Sul), expandiu-se recentemente, incluindo  Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã, o que reflete uma nova dinâmica no cenário global. "O BRICS+ representa uma força econômica significativa, e o papel do Brasil no grupo pode ser explorado em questões relacionadas à geopolítica global", afirma Eduardo Lopes. A ascensão dos países emergentes e o impacto dessa configuração na governança global são tópicos potenciais.

7. Mudanças Climáticas: El Niño e La Niña (2023–2024)

O fenômeno El Niño, que provoca alterações climáticas severas, tem causado tragédias no Brasil e em outras partes do mundo. "O Enem pode explorar a relação entre fenômenos climáticos e políticas de mitigação de desastres, conectando o impacto do El Niño com eventos como as chuvas no Rio Grande do Sul", aponta Lopes.

8. 60 Anos do Golpe Militar no Brasil (1964–2024)

O golpe militar de 1964, que instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil, continua sendo um tema relevante para o Enem, especialmente em questões sobre censura, repressão e a luta pela redemocratização. "A ditadura militar no Brasil foi um período de intensas restrições aos direitos civis, e a análise de suas consequências ainda é fundamental para entender a nossa democracia", comenta Medeiros.

9. Governança Global e o G20 no Brasil (2024)

Em 2024, o Brasil sedia a reunião do G20, um evento que deve colocar em pauta o combate à fome, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global. "O papel do Brasil nas discussões internacionais e sua liderança em temas como o combate à pobreza e às mudanças climáticas serão de grande relevância no Enem", explica Lopes.

10. Abalos Sísmicos Globais (2023)

Os terremotos que atingiram países como a Turquia e a Síria em 2023 podem ser abordados em questões que relacionem desastres naturais, infraestrutura e gestão de crises. "Eventos como esses mostram a importância de uma infraestrutura preparada e de políticas de resposta eficazes, algo que pode ser tema de atualidades e geopolítica", conclui Lopes.


Com moeda social, crédito popular e compras públicas, município de Sergipe alavanca desenvolvimento local

 

A agricultora Josefa vende seus produtos para o
programa de alimentação escolar da cidade. 
Jouis Fotografia.

Indiaroba, que faz parte do "Cidade Empreendedora", foi a última parada de missão do Sebrae que conferiu in loco resultados do programa

 

Enquanto o tema do empreendedorismo escala nas eleições municipais deste ano, com candidatos mirando parte do eleitorado que deseja prosperar à frente do próprio negócio, cidades de Norte a Sul do país já experimentam os benefícios de investir na área. Indiaroba, no sul de Sergipe, com 18 mil habitantes, faz parte de um grupo de mais 2.600 municípios impactados pelo programa do Sebrae “Cidade Empreendedora”. Há cerca de dois anos, a população viu a economia andar, com uma série de medidas estruturantes, que vão desde colocar os produtores locais nas compras públicas à criação de uma moeda social digital e uma política de crédito popular.

A moeda social digital, criada em 2022 pelo município dentro das regras monetárias do país, foi batizada com o nome de um marisco comum da região: o aratu. Ela circula virtualmente por meio de um cartão e apenas nos limites de Andiroba. Um aratu (A$ 1) corresponde a um real (R$ 1). Foi com essa moeda que o comércio local se reavivou. Jaine Santos Barreto, dona da Junior Kids, loja de roupas infantis, é uma das 306 empreendedoras da cidade que aceitam o aratu e só tem vantagens para contar do dinheiro indiarobense.

“Trinta por cento do nosso faturamento hoje é de compras feitas com o aratu. Desde o primeiro dia eu acreditei no projeto, que ele traria clientela para o comerciante”, conta a empresária. “O aratu é prático, fácil, cai para a gente em 24 horas no máximo. Muito melhor que vender no cartão, por causa das taxas”, diz ela, que já abriu outra loja em Aracaju. “Mas essa unidade de Indiaroba continua sendo a campeã de vendas”, afirma a empresária.

Na esteira da criação do Banco Popular de Indiaroba, o primeiro banco municipal do Norte e Nordeste, e da moeda social, o município garantiu que benefícios locais fossem pagos em aratu. Por volta do dia 10 de cada mês, quando 1.159 moradores recebem recursos da assistência social na moeda local, Isac de Jesus Passos tem que separar um dos três caixas do Mercadinho Itabaiana, do qual é dono, para passar os pagamentos somente com o aratu, a fim de agilizar o atendimento.

“As pessoas, que antes recebiam seus recursos em outros povoados e já deixavam o dinheiro por lá ou acabavam fazendo as compras em municípios vizinhos, agora priorizam o nosso comércio. O dinheiro circula na comunidade e incentiva outros empreendedores”, conta Isac. “Não vimos diminuição no cartão de crédito, no pix, nada. Tudo continuou igual e o aratu chegou para acrescentar nas vendas mesmo. Hoje, ele já representa uns 25% das nossas vendas”, conta.

Em dois anos, já circularam 4,5 milhões de aratus em Indiaroba, dinheiro que aquece a economia, eleva arrecadação e desperta o território para oportunidades. Além de asfalto, ruas ganharam lojas de roupas, de celular, sorveterias, salões de beleza e outros estabelecimentos.

Um grupo de 14 mulheres viram na onda empreendedora uma chance de transformar atividades que faziam antes como hobby em negócios. Hamburguer de aratu, oleo de coco, casquinha de siri, artesanato. Cada uma com sua habilidade, elas se juntaram em 2022 no coletivo Mulheres Empoderadas para buscar capacitações e crédito.

“Depois que nos organizamos, conseguimos mais visibilidade. Com apoio do Sebrae e da prefeitura, vamos a eventos, feiras, capacitações. E corremos atrás também: fizemos nossas barracas, nosso uniforme, 10% das nossas vendas vão para um caixa e toda terça-feira nos reunimos para discutir os próximos passos. Aos poucos, vamos vencendo”, conta Anatália Costa Neta, uma das integrantes. 

Empreendedores da região têm sido beneficiados com o crédito popular formatado pelo município, de cerca de R$ 3 mil. A taxa de juros é de 0,99%, com seis meses de carência e quitação em 10 parcelas. Se o devedor paga as nove primeiras em dia, a 10ª é perdoada. “Na prática, é juro zero”, explica o prefeito Adinaldo Santos.

Prefeito de Indiaroba, no sul de Sergipe, Adinaldo Santos. 
Jouis Fotografia.

Fornecedores locais para compras públicas

Integrar o produtor local nas compras públicas é outra política que já rende frutos no município. Foi necessária uma articulação para garantir treinamentos, as certificações necessárias dos produtos (principalmente os alimentícios) e atender a burocracia. Mas, em pouco tempo, trabalhadores qu nunca imaginaram ter o governo como cliente viraram fornecedores.

Produtora de tangerina, laranja, banana e hortaliças, Josefa Maria da Silva Alves abre o sorriso ao contar como é vender para o programa de alimentação escolar da cidade. “É muito bom! É uma compra honesta, tudo pesado certinho. É um dinheiro certo, que ajuda muito. Já consegui comprar geladeira, tanquinho. Já o que a gente ganha na feirinha fica para o supermercado e outras despesas do dia a dia”, diz a mulher.

Em 2022, 97,5% dos recursos do programa de alimentação escolar de Indiaroba foram gastos com a agricultura familiar local. Foi formatado o programa “Marisco na Escola”, que aqueceu a pesca e o trabalho de marisqueiras da cidade, elevando o consumo de camarão por aluno do município para 2 kg por ano, ante a média per capita nacional de 600 gramas anuais. A iguaria é servida uma vez na semana em dias aleatórios e sem aviso prévio. “Os alunos contam que não faltam porque pode ser dia de camarão. Ajuda até na evasão escolar”, brinca o prefeito.

Uma missão do programa Cidade Empreendedora, do Sebrae, passou por Indiaroba na última sexta-feira, com uma equipe de analistas e técnicos. A cidade foi a parada final do grupo, que visitou sete municípios sergipanos, além de traçar estratégias para o próximo ciclo do Cidade Empreendedora (2025-2028).

“É gratificante ver as cidades colhendo os frutos das estratégias articuladas, a partir da vocação e situação de cada município, para gerar prosperidade e desenvolvimento”, afirma Mauricio Tedeschi, coordenador nacional do Cidade Empreendedora. O programa está finalizando o primeiro ciclo (2021-2024) com um balanço positivo de experiências em 2.674 municípios nas 27 unidades da Federação.


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