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terça-feira, 22 de outubro de 2024

Correios lança emissão comemorativa de Natal com ilustrações de Ziraldo

Série especial traz imagens garimpadas no Instituto Ziraldo
e será lançada no dia 24 de outubro, data de aniversário do multiartista

 

No próximo dia 24, quando Ziraldo completaria 92 anos, os Correios lançarão uma série de quatro selos natalinos em sua homenagem, destacando o seu legado como artista gráfico, humorista, escritor, ilustrador, cartunista, caricaturista, dramaturgo e jornalista. A coleção será lançada em cerimônia no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, a partir das 19h.

O produtor Tarcisio Vidigal, da Filmes de Minas, e a equipe do Instituto Ziraldo selecionaram no acervo da instituição quatro desenhos de diversas épocas para ilustrar a nova série. O primeiro selo traz um Papai Noel desenhado na década de 1970 que, segundo o relato do próprio Ziraldo no livro “40-55, Itinerário de um artista gráfico”, é o desenho “mais solto e bem resolvido” que ele já fez do Bom Velhinho. Outro selo reproduz a capa da revista “A Turma do Pererê” de 1975, adaptada para o Natal de 2024. O terceiro selo apresenta a ideia, feita a lápis de cor, do Menino Maluquinho para um Natal do fim dos anos 1990. O quarto selo exibe um desenho original criado para o cartaz da 41ª Feira da Providência, de 2001.

A tiragem total será de 160 mil exemplares (40 mil para cada selo), com valor facial de R$ 2,55. Os selos medem 30 x 40mm, com impressão em papel cuchê gomado, a cargo da Casa da Moeda do Brasil. As técnicas usadas nas ilustrações são nanquim, aquarela líquida, lápis de cor e pintura digital.

Para o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, é uma honra para a empresa ter os traços geniais e inconfundíveis de Ziraldo registrados nos selos postais. "Com seu talento único, Ziraldo marcou gerações como escritor, ilustrador e cartunista. Criador de obras emblemáticas, ele trouxe à literatura infantil brasileira uma nova forma de contar histórias, repleta de humor, sensibilidade e identificação com o cotidiano das crianças. Seu trabalho também transcendeu o público infantil. Com suas tirinhas, cartuns e charges, Ziraldo abordou temas sociais e políticos de maneira crítica e criativa, dialogando com diferentes camadas da sociedade. Seu legado permanecerá vivo, inspirando novas gerações de leitores, artistas e pensadores. Por isso, devemos celebrar e reconhecer sua contribuição inestimável à cultura nacional", afirma o executivo.

“Mesmo numa era de comunicação veloz e digital, trazemos o acervo do Ziraldo nas mensagens afetuosas de fim de ano com os Selos de Natal 2024. Ziraldo para todas as idades, em todos os tempos! Essa homenagem dos Correios é motivo de grande alegria para nós”, afirma Adriana Lins, diretora artística do Instituto Ziraldo.

Ao longo de sua trajetória, o multiartista teve uma parceria marcante com a estatal, que simbolizou a valorização da arte e da cultura brasileira. Ziraldo contribuiu com ilustrações de seus personagens para campanhas comemorativas e edições especiais de selos, ajudando a aproximar a arte gráfica da comunicação postal no Brasil.

Em 1994, foi convidado para ilustrar os tradicionais selos de Natal e selecionou alguns de seus personagens icônicos. O Menino Maluquinho de braços abertos vestindo um casaco de Papai Noel bem maior que o seu tamanho, o Bichinho da Maçã com o gorro natalino, Pererê colocando uma cartinha em seu único pé de sapato e a sua Turma em um coro uníssono inspiraram o artista a retratar situações típicas da data. O próprio artista descreveu assim essa parceria com os Correios:

“Eu acho que todo artista gráfico não pode passar pela vida sem fazer um selo. E eu fiquei muito feliz porque esses selos de Natal vão perpetuar os meus personagens, dando-lhes importância nacional”, disse Ziraldo na época à Revista dos Correios, que já havia utilizado um de seus desenhos – o Galo, símbolo do Festival Internacional da Canção Popular – em um selo comemorativo de 1967.

À época, Ziraldo destacou que sua maior preocupação ao criar a série era realizar um trabalho caprichado. “Por ser muito pequeno, o selo tem elementos baseados em detalhes. Eu quis fazer um que as pessoas olhassem e dissessem ‘Que maravilha!’, que quisessem guardá-lo”, esclareceu o artista, que, assim como outros tantos meninos, manteve na juventude uma coleção de selos. A sua abrangia 74 países. Agora, 30 anos depois, os personagens de Ziraldo ilustram uma nova série de selos natalinos, que também serão objeto de colecionadores.

 

SOBRE ZIRALDO

Ziraldo Alves Pinto dedicou-se por sete décadas à literatura e à ilustração. Foi artista gráfico, humorista, escritor, ilustrador, cartunista, caricaturista, dramaturgo, jornalista... um verdadeiro multiartista que marcou a cultura brasileira. Nasceu em 24 de outubro de 1932, em Caratinga (MG). Publicou seu primeiro desenho aos 6 anos, no jornal “A Folha de Minas”.

Apaixonado por gibis, aos 12 anos começou a desenhar suas próprias histórias em quadrinhos. Em 1946, descobriu o traço caricatural quando viu um desenho retratando o presidente Gaspar Dutra. Ziraldo ficou intrigado e fascinado. Seu pai prontamente explicou: “Isso é caricatura, Ziraldo!” Naquele momento, aos 14 anos, ele encontrou todas as respostas para sua arte. Em 1948, mudou-se para o Rio de Janeiro levando seu caderno de desenho, cheio de caricaturas e ilustrações, e, depois de muita persistência, conseguiu emprego como estagiário publicitário.

A paixão por gibis o levou a lançar, em 1960, a pioneira revista em quadrinhos Pererê, com temáticas socioambientais até hoje atuais e relevantes, que circulou nas mãos de crianças e jovens de todo o Brasil. Em 1967, criou Os Zeróis, caricaturas irreverentes de personagens como Mulher Maravilha, Super Homem, Tarzan, Batman, Robin, Tocha Humana, etc. que viraram tiras de humor e foram publicadas em diversos jornais nacionais e internacionais. Em 1969, recebeu o Nobel Internacional de Humor, no 32º Salão Internacional de Caricaturas, em Bruxelas.

Durante a ditadura militar do Brasil, suas caricaturas tiveram grande destaque político. No mesmo ano do Nobel de Humor, lançou seu primeiro livro, Flicts, um divisor de águas na literatura infantojuvenil e confessou, publicamente, ter encontrado ali sua vocação. Em 1980, com o sucesso estrondoso de O Menino Maluquinho, Ziraldo mergulhou profundamente na literatura para crianças e jovens, tendo editado ao longo de sua carreira quase 200 títulos.

Em 70 anos de trabalho, sua produção atingiu uma relevância incomparável que pode ser vista em catálogos, coletâneas, antologias e depoimentos de fãs de todas as idades. Participou de inúmeros salões de humor, diversas exposições de arte a partir de suas criações e recebeu incontáveis homenagens e prêmios, com destaque para o Prêmio Iberoamericano de Humor Gráfico Quevedos, em 2008, pela qualidade e importância de sua obra, seu compromisso social, sua difusão e grande repercussão internacional.

Ziraldo faleceu no Rio de Janeiro aos 91 anos, em 6 de abril deste ano, deixando um acervo relevante para a memória cultural do Brasil. Este acervo vem sendo digitalizado, catalogado e difundido pelo Instituto Ziraldo. Sua conservação, desde 2024, conta com o patrocínio da PRIO, viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultural.


SOBRE O INSTITUTO ZIRALDO

Instituição cultural que preserva e difunde o acervo visual e intelectual do multiartista Ziraldo, o IZ é responsável pelo desenvolvimento de projetos a partir deste acervo relevante e representativo de sete décadas de nossa recente história.  A instituição já digitalizou e inventariou, até o momento, cerca de 18 mil itens que incluem ilustrações, esboços e ideias. É a guardiã de objetos e materiais de trabalho do artista, além da vasta coleção de coletes, uma das marcas registradas de Ziraldo.

O acervo inclui inúmeros troféus, encadernações das publicações da Revista Pererê, do periódico O Pasquim, miniaturas dos personagens de Ziraldo, edições do livro “O Menino Maluquinho” em todos os idiomas publicados, a biblioteca de consulta do artista, a biblioteca de suas obras, sendo ainda o organizador de um imenso material biográfico com fatos e curiosidades sobre o artista e sobre os contextos social e político das suas obras.

Dentro da política de difusão do Instituto Ziraldo, além das recentes realizações com exposições, projetos editoriais, audiovisuais, ações educativas e sociais de incentivo à leitura, consta o intercâmbio cultural e artístico entre instituições, escolas e pesquisadores em âmbito nacional e internacional. Ler para ir além da leitura é a missão do Instituto Ziraldo.

Instagram: https://www.instagram.com/instituto_ziraldo/

 

PRIO

Site: https://www.prio3.com.br/
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I  PRIO: https://www.instagram.com/iloveprio

 

Correios

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Inscrições seguem abertas para 7 mil vagas do curso gratuito da Plataforma PROA no Estado de São Paulo

As inscrições estão abertas até 17 de novembro para jovens de escolas públicas


Seguem abertas as inscrições para o processo seletivo do curso gratuito da Plataforma PROA 2024, até o dia 17 de novembro. São 7 mil vagas disponíveis para jovens do Estado de São Paulo, destinadas a estudantes que estão concluindo ou já finalizaram o Ensino Médio em escolas públicas.

Para participar, o candidato deve se inscrever no site e responder a um teste básico de língua portuguesa, matemática e análise de perfil. Se aprovado, prossegue para a etapa de preenchimento dos dados pessoais e matrícula no curso.

Trata-se de uma oportunidade em um contexto em que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil atingiu 16,8% no 1º trimestre de 2024. “Cerca de 85% dos jovens conseguem emprego após a conclusão do curso que qualifica o estudante para entrar preparado no mercado de trabalho”, afirma Alini Dal’Magro, CEO do Instituto PROA.

O curso do PROA possui carga horária de 100 horas e é dividido em quatro módulos, focando no autoconhecimento, planejamento profissional, raciocínio lógico e comunicação, para ajudar os alunos a definirem metas e se destacarem em entrevistas de emprego. Além disso, semanalmente, são realizados encontros ao vivo por tutores.

Os jovens têm, ainda, a opção de cursar um quinto módulo com uma trilha técnica específica, escolhendo entre oito carreiras patrocinadas por grandes empresas. Cada trilha oferece 50 horas de preparação nas seguintes áreas: Administração (P&G), Logística (P&G), Excel e Power BI (Microsoft), Varejo (Fundação Casas Bahia), UX Design (Accenture), Promoção de Marcas (BRF), Educação Financeira (Bloomberg + Dahlia Capital) e Atendimento a Clientes (IMFG + Grupo BMG).

Ao final do curso, os participantes recebem certificado de conclusão e acesso a uma plataforma exclusiva com oportunidades de emprego.


Mercado de trabalho

Um exemplo de sucesso é o ex-aluno Samuel Lopes Cabral, de 20 anos, que conheceu a Plataforma PROA através de uma reportagem na TV e participou do curso em 2023. “Aprendi desde criar um currículo até melhorar minha comunicação, foi uma experiência única e hoje me sinto mais seguro profissionalmente”, afirma o jovem, que depois do curso e com a ajuda do PROA, está empregado como assistente administrativo no Grupo Casas Bahia. 


Serviço – Plataforma PROA

Processo seletivo para a Plataforma PROA: até 17 de novembro

Início das aulas: 14 de outubro de 2024 – O curso começará duas semanas após (sempre na segunda-feira) a aprovação no processo seletivo.

Inscrições no site: proa.org.br


Requisitos: 

- Ter entre 17 e 22 anos;

- Morar em São Paulo;

- Estar cursando ou ter concluído o 3º ano do Ensino Médio em escola pública.

Vagas para São Paulo: 7 mil

 

O brasileiro é 9% menos feliz no trabalho do que o resto do mundo. Como mudar isso? 

A felicidade no ambiente de trabalho tem se tornado um tema cada vez mais relevante no mundo corporativo. Sentir-se parte de algo maior, ser reconhecido – às vezes até mesmo com gestos simples – e ter certeza da sua conexão com a cultura da empresa são fatores essenciais para a tão desejada felicidade corporativa. No entanto, a parte crítica dessa história é que apenas uma pequena parcela dos trabalhadores brasileiros experimenta essa sensação da forma que deveria.  

Muito dessa insatisfação é perceptível em nosso dia a dia, nas conversas informais com colegas de trabalho ou até mesmo em rodas de amigos, por exemplo. Mas essa percepção foi confirmada com dados concretos de um estudo recente que mede a felicidade dos trabalhadores brasileiros em relação aos ambientes corporativos em que estão inseridos. Trata-se de uma pesquisa pioneira, realizada com mais de 23 mil funcionários em todo o Brasil e utilizando a plataforma The Happiness Index. O estudo buscou avaliar diversos fatores, incluindo condições de trabalho, oportunidades de crescimento, segurança física e psicológica, bons relacionamentos, reconhecimento profissional e autonomia.  

Para falar sobre esse assunto, primeiramente, é importante lembrar que a felicidade no trabalho é uma via de mão dupla. Alcançar essa realização exige diferentes tipos de motivações e esses incentivadores não beneficiam apenas o colaborador, mas também toda a organização. Quando os profissionais estão engajados com a cultura da empresa e com suas atividades diárias, eles se tornam mais motivados, criativos e inovadores. Tudo isso facilita o alcance de metas e melhora a interação da equipe. Prova disso é o dado de outra pesquisa, realizada pela Universidade de Oxford, que mostra que funcionários felizes são 13% mais produtivos.  

Já o engajamento representa o quanto os colaboradores se sentem conectados com suas funções e com a própria organização. E aí há um dado alarmante: 62% dos trabalhadores brasileiros não estão engajados com o seu trabalho, segundo dados de um levantamento da McKinsey, em setembro de 2023.  

Mas voltando ao estudo realizado pela Pluxee em parceria com o The Happiness Index, o primeiro achado foi que o brasileiro é 9% menos feliz no trabalho do que a média mundial. Além disso, foram identificadas diferenças nos índices quando comparados os gêneros. Os homens relataram maior satisfação no trabalho do que as mulheres. Quando o tema é crescimento pessoal, a diferença na avaliação é de 7,5%, evidenciando a falta de oportunidades para as mulheres no mercado brasileiro e as dificuldades encontradas pelas profissionais em seu cotidiano. A jornada para o reconhecimento ou até que se chegue aos cargos de liderança geralmente é muito mais difícil para elas.   

As diferenças regionais também merecem destaque. Trabalhadores da Região Norte do Brasil apresentaram-se 11% mais satisfeitos com seus empregos, em relação aos menores índices que foram encontrados na Região Sudeste. A última, embora apresente uma quantidade muito maior de oportunidades, também é campeã nos níveis de competitividade.   

Além disso, o estudo explorou o engajamento em diferentes funções. Cargos de gestão e supervisão relataram níveis mais altos de felicidade e engajamento em comparação com funções de analista. Líderes tendem a se sentir mais informados e a ter uma compreensão mais clara de suas contribuições para o sucesso da companhia.  

Comparando os dados adquiridos na pesquisa brasileira com números globais, percebemos que o engajamento no Brasil é inferior ao dos nossos colegas ao redor do mundo. Os brasileiros estão 7,7% menos felizes e engajados do que a média internacional, reforçando a lacuna na forma como as empresas nacionais reconhecem seus colaboradores e proporcionam oportunidades de crescimento pessoal, o que contribui para essa disparidade.  

O primeiro passo para iniciarmos um processo de mudança é praticar um olhar mais atento, especialmente quando consideramos a grande diversidade do mercado de trabalho atual. Muitas realidades coexistem no mesmo ambiente. Não podemos continuar esperando respostas uniformes, ignorando as necessidades e perspectivas de cada indivíduo. Um exemplo relevante são as equipes multigeracionais. Em um grupo pequeno de pessoas que têm seus trabalhos correlacionados, podemos encontrar desde jovens em início de carreira, que já nasceram em um mundo digital, até pessoas que passaram grande parte de sua vida profissional de forma analógica e que ainda estão se adaptando à nova realidade. Nesse contexto, a escuta ativa e a empatia são fundamentais para promover maior bem-estar e interação dentro de uma empresa. Nesse contexto, experiência e conhecimento se complementam.  

E esse é o ponto alto desse índice, gerar dados que se transformem em ferramentas capazes de mudar uma realidade. A partir do momento que entendemos que é fundamental tratar a questão do reconhecimento, pertencimento e conexão com seriedade e atenção, fica mais viável promover um ambiente de trabalho com colaboradores felizes, melhores resultados e, consequentemente, empresas cada vez mais prósperas e financeiramente saudáveis.   



Fabiana Galetol - Diretora Executiva de Pessoas e Responsabilidade Social Corporativa da Pluxee no Brasil. A executiva acumula passagens pelas áreas de RH, comunicação interna e externa, gestão de marca/publicidade e canais de distribuição, com vivência internacional nos Estados Unidos e países da América Latina. Possui vasta experiência em negócios, direcionamento estratégico, aconselhamento e planejamento de gestão de pessoas. Antes da Pluxee, atuou como Head de Comunicação na IBM Brasil, empresa onde permaneceu por mais de 29 anos. Formada em Economia pela Universidade Federal Fluminense, Fabiana também é pós-graduada em Comércio Internacional pela Fundação Getúlio Vargas e Marketing pelo IBMEC. É mentora voluntária na Leading.Zone, startup de desenvolvimento humano.



Pluxee
www.pluxee.com.br

 

Destinos brasileiros que inspiraram músicas famosas

Explore lugares que fazem parte de canções conhecidas e atraem turistas em busca de experiências

 

O Brasil possui uma rica cultura musical que se reflete em suas paisagens e destinos turísticos. Várias canções destacam lugares que atraem visitantes de todo o país e do mundo. O Hurb, empresa de tecnologia que atua no mercado de turismo há 13 anos, apresentou alguns destinos brasileiros que se tornaram famosos através das letras de músicas.


Recife  

A Praia de Boa Viagem é uma das mais conhecidas de Recife. A música "La Belle de Jour", de Alceu Valença, menciona: “Eu lembro da moça bonita da praia de Boa Viagem”. Esta praia é bastante visitada nos dias ensolarados, atraindo banhistas e praticantes de exercícios. Suas águas mornas e cristalinas são ideais para mergulhos. 


Belém do Pará  

Na música “Voando pro Pará”, Joelma canta: “Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará, vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar”. A canção destaca o Mangal das Garças, um parque ecológico em Belém e o mercado Ver-o-peso. O forte do Presépio e a Estação das Docas também são pontos turísticos mencionados na canção, que atraem muitos visitantes pela sua beleza e história.


Rio de Janeiro  

A canção “Samba do Avião”, de Tom Jobim, menciona: “Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara. Este samba é só porque, Rio, eu gosto de você.” O Rio de Janeiro é conhecido por suas paisagens e pelo Cristo Redentor, que se tornou um ícone da cidade. As belezas naturais da cidade, como a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, atraem turistas do mundo todo. Além disso, a cultura carioca é marcada pelo samba, que se expressa em festivais e nas tradicionais rodas de samba espalhadas pela cidade.


Belo Horizonte

Na canção “Lugar Melhor que BH”, de César Menótti e Fabiano, a letra diz: “É aqui que eu amo, é aqui que eu quero ficar. Pois não há lugar melhor que BH.” Belo Horizonte é a capital de Minas Gerais e é conhecida por sua cultura e gastronomia. A cidade oferece uma variedade de atrações, incluindo o Mercado Central e a Pampulha, com suas obras de Oscar Niemeyer.


São Paulo

Na canção “Sampa”, de Caetano Veloso, ele canta: “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João.” São Paulo é a maior cidade do Brasil e um dos principais centros culturais e financeiros da América Latina. A letra menciona a interseção entre a Ipiranga e a Avenida São João, um local simbólico que representa a história e a diversidade da metrópole. 

As menções às cidades, destacando a cultura e a história local, demonstram como a música brasileira pode inspirar viagens e experiências únicas. A conexão entre a música e os lugares proporciona uma nova perspectiva aos visitantes, que podem apreciar a beleza dos destinos enquanto ouvem as canções que os celebram. 



Hurb
imprensa@hurb.com

 

Temporada de balanços do terceiro tri: especialistas compartilham expectativas

Com a aproximação da temporada de balanços do terceiro trimestre de 2024, o mercado financeiro brasileiro se prepara para analisar os resultados das principais empresas do país. As expectativas são grandes em relação ao desempenho de setores estratégicos, como commodities, bancos e consumo, em um cenário econômico ainda desafiador, com oscilações nos preços de insumos e o impacto das taxas de juros elevadas.  

Especialistas destacam a importância de acompanhar de perto tanto os números apresentados quanto as projeções para o futuro, que podem sinalizar os rumos do mercado nos próximos meses. Para Anderson Silva, head da mesa de renda variável e sócio da GT Capital, os resultados das empresas brasileiras neste trimestre serão observados com atenção especial devido à complexidade do ambiente econômico atual. "O mercado está ansioso para ver como as empresas se saíram em meio a um cenário cheio de desafios", afirma.  

Ele aponta que setores como commodities, bancos e consumo estarão no foco dos investidores. "Empresas como Vale e Petrobras terão seus resultados acompanhados de perto, especialmente porque seus lucros são muito impactados pela oscilação nos preços de commodities, como o minério de ferro e o petróleo, que dependem da demanda da China", explica Silva. 

No setor bancário, que inclui grandes instituições como Bradesco e Santander, a principal preocupação será avaliar a qualidade das carteiras de crédito em meio a um contexto de juros elevados. "Com as taxas de juros ainda altas, o que o mercado quer saber é se a inadimplência está controlada e como está o desempenho das receitas com serviços e produtos financeiros", comenta o especialista.  

Já no segmento de consumo e varejo, os investidores avaliarão como a alta dos juros e a inflação afetaram o poder de compra dos consumidores e, consequentemente, as vendas e lucros dessas empresas. Silva sugere que os investidores fiquem atentos a três fatores principais nos balanços: margens de lucro, endividamento e previsões futuras.  

"É fundamental verificar se as empresas estão conseguindo manter suas margens, mesmo diante do aumento dos custos e da menor demanda por parte dos consumidores", observa. Quanto ao endividamento, o especialista alerta para os riscos de empresas altamente alavancadas em um ambiente de juros altos. "As companhias com dívidas elevadas podem sentir mais o impacto dos custos financeiros", afirma. Ele também destaca a importância das projeções das empresas para os próximos trimestres, que podem indicar como as companhias estão se preparando para os desafios futuros. 

Idean Alves, planejador financeiro e especialista em mercado de capitais, acredita que há sinais no mundo de que as economias estão saindo ou reduzindo os efeitos do processo inflacionário, com pacotes de estímulos econômicos na China, Europa e EUA. Ele acredita que essa tendência ajuda a melhorar o sentimento de confiança entre consumidores e investidores, aumentando o apetite por riscos. “Até mesmo o fiscal brasileiro, que vinha afastando investidores, já começa a ser revisado com possíveis cortes pela frente, o que reduz a pressão nas contas públicas sobre tributos e, consequentemente, sobre a inflação. Tudo isso deve pesar positivamente”, diz. 

O especialista também ressalta que o ambiente macroeconômico sugere um "pouso suave" para a economia global, que, após um período de forte pressão inflacionária e aperto monetário, demonstra sinais de resiliência. "Temos diversas variáveis que poderiam influenciar os preços de forma estrutural, como conflitos, crise climática e competitividade no ambiente de negócios, que, no momento, têm adicionado mais volatilidade fazendo os índices andarem de lado. Mas temos uma perspectiva de melhora na economia global que deve seguir nos próximos meses". 

Sobre setores que podem ter um desempenho inferior ao do trimestre anterior, Alves aponta para o varejo, que segue enfrentando desafios significativos, especialmente devido à concorrência com grandes players globais e fornecedores de marketplaces. "Em uma briga de preços, normalmente o menor vence, o que comprime as margens e exige esforços crescentes para obter lucro", observa.  

Por outro lado, setores considerados mais defensivos, como o elétrico, de seguros, bancos e saneamento básico, tendem a apresentar resultados mais consistentes: "Essas empresas, que historicamente pagam dividendos, agregam valor ao portfólio por serem menos voláteis e conseguirem repassar aumentos de preço ao consumidor", acrescenta. 

Uma possível surpresa nesta temporada, segundo Alves, seria a estabilização dos preços das commodities, como o petróleo e o minério de ferro, além de uma maior previsibilidade em relação ao dólar e à política fiscal brasileira. "Essas variáveis têm trazido muita volatilidade ao mercado local e, caso haja uma previsibilidade maior, poderíamos ter um cenário mais claro para a tomada de decisões", analisa. Ele recomenda que os investidores revisem suas teses de investimento para garantir que suas carteiras estejam preparadas para enfrentar eventuais tempestades econômicas. 

Para aqueles que estão começando a investir, os especialistas são unânimes em recomendar a diversificação dos investimentos e o foco nos fundamentos das empresas, em vez de se deixarem levar pelas oscilações diárias do mercado. "A diversificação é essencial para reduzir riscos e garantir uma carteira mais equilibrada", sugere Silva, que também enfatiza a importância de estudar o mercado e ter paciência para alcançar resultados no longo prazo. Alves concorda e destaca que "a bolsa de valores não é um lugar para ganhar dinheiro rápido. Os melhores resultados aparecem com uma visão de longo prazo".


Com experiências de compras agradáveis e memoráveis, varejo pode atrair baby boomers

Estudos mostram que esse grupo com mais de 50 anos de idade é responsável por uma parte significativa dos gastos no varejo, especialmente em categorias como saúde, viagens e produtos de luxo

 

A geração de consumidores nascidos entre 1946 e 1964, conhecida como baby boomers, tem importância ímpar no desempenho do varejo brasileiro. Com uma expectativa de vida mais longa, leais e com poder aquisitivo e estabilidade financeira, os boomers estão por trás da chamada "economia grisalha". O relatório Consumer Insights 2023, da Kantar, mostra que em 2025, na América, o grupo acima de 50 anos vai ultrapassar o número de crianças e em 2050 eles se tornarão quase 40% da população latino-americana.

Nesse cenário, conquistar clientes com mais de 50 anos desde já é uma estratégia crucial para a sustentabilidade dos negócios no varejo. “Mas para atraí-los as empresas precisam adaptar suas abordagens e estratégias para atender as necessidades e preferências específicas desse público. E uma vez conquistado, são leais às marcas e podem deixar o legado para futuras gerações”, diz Rosely Kawahara, sócia-diretora da KT Arquitetura de Negócios (www.kt.com.br).

Já faz algum tempo que a geração baby boomers tem moldado a cultura e influenciando padrões de consumo no Brasil. E o varejo, segundo Rosely, deve ficar atento às mudanças. Estudos mostram que esse grupo é responsável por uma parte significativa dos gastos, especialmente em categorias como saúde, viagens e produtos de luxo. “Clientes mais velhos têm uma vasta experiência de vida e podem valorizar a qualidade e o serviço ao invés de apenas o preço. Por isso, pensar em ações diferenciadas, agradáveis e memoráveis, é essencial para os varejistas”, argumenta a executiva.

Pensar em ações diferenciadas não quer dizer, necessariamente, programas de fidelidade e recompensas que ofereçam benefícios e valorizem a lealdade do cliente. Mas principalmente criar experiências que tragam a sensação de prazer e bem-estar. “Boas experiências cristalizam indulgências e geram desejo, fidelização e incremento de vendas, bem como soluções para a construção de um branding icônico, capaz de atrair o consumidor, satisfazer seus anseios de consumo e ainda assegurar uma relação duradoura com ele”, diz Rosely.


Terceiro Lugar na vida do cliente – Transformar a loja no terceiro lugar na vida do cliente, segundo Júlio Takano, CEO da KT, é um conceito que leva o varejista a criar um ambiente onde os clientes se sintam confortáveis e acolhidos quanto em sua própria casa, tornando a visita à loja uma experiência agradável e memorável. Algumas empresas, como a Multfer e a Casa Teruya no ramo da construção, por exemplo, investiram na criação de lounges, cafés, áreas de customização, academia corporativa (loja escola) em projetos inovadores da própria KT, onde amigos possam se encontrar e passar algum tempo juntos. Outras, como a Da Santa Supermercados, em São Paulo, têm organizado eventos que incentivam a socialização e a participação da comunidade, como workshops, palestras e jantares harmonizados para promover o senso de pertencimento e vizinhança.

Os espaços gastronômicos também estão se tornando uma parte cada vez mais importante dos centros comerciais. O Santo Mercado, antigo Mercado Municipal de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, revitalizado a partir de um projeto também da KT, está se transformando em um food hall que com gastronomia de excelência, com pitadas de cultura, varejo e experiência, conectando vários players do bairro do Alto da Boa Vista, como universidade, escolas internacionais, artistas locais e permissionários que a gerações atuam no mercado vendo seus moradores crescerem.

Ali no Santo Mercado o visitante vai desfrutar do melhor da gastronomia, consumo e cultura com a essência paulistana em um ambiente casualmente refinado e integrado, com entretenimento para toda a família. “Esse tipo de espaço serve como local de encontro e socialização, atraindo grupos de amigos e famílias que buscam não apenas fazer compras, mas também desfrutar de uma boa refeição e passar tempo juntos”, comenta Rosely Kawahara.

Exemplos como o Time Out Market em Lisboa e o Eataly em várias cidades ao redor do mundo mostram como centros gastronômicos podem ser bem-sucedidos, oferecendo uma mistura de opções culinárias e experiências culturais. Essa é a nova realidade do varejo dentro do contexto do ecossistema de negócios.

“O que temos visto hoje, e uma grande tendência para o futuro, é que esses projetos são uma resposta ao desejo crescente dos consumidores por experiências mais ricas e diversificadas. O varejista precisa estar atento a isso, pois é uma forma eficaz de atrair e reter visitantes em um ambiente comercial dinâmico”, diz Rosely. 



KT ARQUITETURA DE NEGÓCIOS
www.kt.com.br


40 anos de prisão para quem comete feminicídio ainda é alento para um País sem Estatuto da Vítima


 Opinião

 

Preocupação cada vez maior da sociedade, o feminicídio é amplamente definido como o assassinato de mulheres pelo fato de serem, simplesmente, mulheres. Este tipo de crime tem por fundamento as relações assimétricas de poder, infelizmente ainda vigentes em nossa sociedade, por meio da perpetuação do paradigma de superioridade do sexo masculino sobre o feminino. 

Trata-se de um fenômeno enraizado em estruturas de poder produzidas por organizações patriarcais, alimentado por ações misóginas que negam, lamentavelmente, às mulheres o direito à segurança física e mental. 

As formas mais frequentes de feminicídio ocorrem em contexto de violência doméstica e familiar, ou por razões de discriminação. É comum, ainda, que esteja associado à prática de outros delitos, como tortura e violência sexuais, especialmente em casos associados ao tráfico de mulheres ou ao crime organizado. 

Conhecida como “Pacote Antifeminicídio”, a lei 14.994/2024, sancionada em 9/10, endurece a política criminal ao contemplar com 30 a 40 anos de reclusão os crimes de feminicídio. A pena ainda pode ser majorada em até um terço, caso a mulher esteja grávida; se a violência for cometida três meses após o parto; ou se a vítima for menor de 14 ou maior de 60 anos. 

O novo diploma legislativo abarca, também, medidas nas esferas iniciais e intermediárias da violência contra a mulher, como o aumento da pena, caso haja violação de medida protetiva; a possibilidade de transferência do agressor para presídio em localidade distinta da residência da vítima; bem como a aplicação em triplo da condenação no caso de vias de fato - e em dobro, no que tange crimes de calúnia, difamação e injúria praticados por razões da condição do sexo feminino. 

Destaque, ainda, para a pena de reclusão de 2 a 5 anos, se o réu praticar lesão corporal contra pessoa ligada à vítima. Outro ponto positivo do “Pacote Antifeminicídio”: a retirada da absurda exigência de representação da mulher agredida no que reside crime de ameaça, além da pena ser aplicada em dobro. 

É indiscutível que houve avanço com a promulgação da lei em tela. Contudo, a progressividade legislativa, em matéria de equidade de gênero, demanda a adoção no Brasil de políticas complementares, como a edição do Estatuto da Vítima (projeto de lei 3.890-2020). Represado no Congresso Nacional desde maio de 2023, onde aguarda por votação, o texto garante às mulheres que estejam em situação de vulnerabilidade por força da violência a possibilidade de usufruirem de direitos humanos básicos, como o acesso à informação, à comunicação, à assistência à saúde, acolhimento psicológico e social, e reparação do dano causado - só para citar algumas das propostas. 

Não menos importante a título de reflexão: a desigualdade de gênero é causa subjacente da violência contra a mulher e do feminicídio. Porém, o Estado brasileiro ainda permanece tímido na elaboração de políticas públicas que permitam corrigir esse desequilíbrio social. 

Por ser uma manifestação persistente da desigualdade de gênero, há de se atacar a raiz do problema, sob pena da nova legislação brasileira face ao feminicídio permanecer reativa em vez de proativa. 

A se considerar: somente endurecer a lei não basta! Não reconhecer a causa também pode permitir que altas taxas de feminicídio persistam, apesar do aumento das penalidades, correndo o risco de nosso País, assim, manter a perpetuação da subvalorização das mulheres em nossa sociedade - algo, diga-se de passagem, inafiançável e inaceitável.

 

Celeste Leite dos Santos - presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima); promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do Ministério Público (MP) de São Paulo; doutora em Direito Civil; mestre em Direito Penal; especialista em Interesses Difusos e Coletivos; e idealizadora do Estatuto da Vítima, da Lei de Importunação Sexual, e do Projeto Estadual 130/2016 de Igualdade Plena de Homens e Mulheres.


Dieta para prova: nutricionista do CEUB indica alimentos para ajudar na prova do Enem

A especialista recomenda evitar alimentos que causem picos de energia, pois podem levar à fadiga e desconcentração

 

Em todo o Brasil, milhares de estudantes se dedicam à preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), etapa importante para definir seus caminhos acadêmicos e profissionais. Além de manter rotina de estudos eficiente, a alimentação é um ponto essencial que, muitas vezes, passa despercebido. Paloma Popov, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), reforça que uma dieta equilibrada pode fazer a diferença no desempenho dos candidatos, que enfrentarão a primeira fase do exame neste domingo (20).  

Segundo ela, a seleção dos alimentos para o dia da prova não exige fórmulas complexas, mas sim a consciência de manter uma dieta saudável e equilibrada. Isso envolve a inclusão de todos os grupos alimentares – carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Alimentos como carnes, cereais, frutas, hortaliças e leguminosas compõem a base de uma nutrição balanceada, essencial para o bem-estar físico e mental. “O preparo do corpo e da mente deve ser contínuo, não apenas na véspera de grandes provas. É importante evitar ultraprocessados, ricos em açúcar e sódio, que podem causar desidratação, inchaço e perda de foco”, alerta a professora. 

A nutricionista do CEUB orienta aos estudantes manter uma alimentação frequente e com horários regulares, essencial para garantir a concentração. Popov alerta que o jejum prolongado pode provocar sonolência e até hipoglicemia, prejudicando o desempenho durante a prova: “nos períodos extensos de estudo, é fundamental que os alunos fiquem atentos aos sinais de fome e, se necessário, façam pequenas refeições leves para manter a energia”.

 

Café: rei da concentração nos estudos?

Energético natural, o café é muito consumido para estimular atividades que envolvam foco e concentração. A docente do CEUB, no entanto, recomenda que os candidatos devem ter cautela, pois a cafeína em excesso pode levar à ansiedade, aconselhando a evitar a ingestão de café nos dias que antecedem a prova. Paloma frisa que para se sair bem, a hidratação é fundamental, sendo a água a melhor opção para manter o corpo bem suprido de líquidos. 

Para reduzir a ansiedade e garantir uma boa noite de sono antes do Enem, Paloma indica a fitoterapia como aliada, com chás de camomila e capim-cidreira, conhecidos por suas propriedades calmantes. “Óleos essenciais e outras alternativas fitoterápicas também podem ajudar no relaxamento e na concentração”, destaca. 

No dia da prova, a nutricionista do CEUB orienta que os candidatos façam um café da manhã reforçado para garantir energia ao cérebro, evitando excessos de alimentos gordurosos, que podem causar sensação de peso e cansaço. “Nesse momento, os carboidratos são fundamentais, como pães integrais e frutas. Complementar com uma fonte de proteína magra, como queijo branco, é uma escolha inteligente”, explica a docente. 

Caso a fome apareça durante a prova, a docente do CEUB recomenda lanches leves e equilibrados. É importante evitar alimentos muito açucarados, como chocolates e balas, pois podem causar picos rápidos de energia seguidos por cansaço. “O excesso de açúcar pode dar uma falsa sensação de disposição, mas esse efeito passa rápido, podendo provocar ainda mais fome e comprometer a concentração”, finaliza.


Programas sociais transformam vidas de crianças e jovens por meio do esporte

Em Curitiba, mais de 100 crianças já foram beneficiadas pelo projeto Sorrisos da Vila; comunidade atendida é vizinha da empresa organizadora da iniciativa


Em ano de Olimpíadas, multiplicam-se as histórias que reforçam o papel transformador do esporte na vida de uma pessoa. Os atletas são provas vivas de um sentimento que já está no inconsciente popular. De acordo com uma pesquisa, realizada pelo Banco BV e o Instituto MindMiners, 88% dos entrevistados consideram o esporte um agente de transformação social. O levantamento, que ouviu 1.100 pessoas de diversas classes sociais e regiões do Brasil, analisou o papel do esporte no desenvolvimento social. A prática esportiva como ferramenta nesse sentido está alinhada com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e suas metas de desenvolvimento sustentável. 

E o esporte pode ganhar importância ainda maior no período em que as crianças deixam a Educação Infantil, quando costumavam passar o dia inteiro em escolas e creches e, em alguns casos, passam a frequentar a escola apenas em um dos turnos, ficando livres no outro. Para muitas famílias no Brasil, essa mudança gera preocupação com a segurança dos filhos no contraturno escolar. Sem opções seguras, essas crianças e adolescentes podem acabar expostos às ruas, e, consequentemente, cresce o risco de contato com a violência e as drogas. Em comunidades mais vulneráveis, projetos sociais relacionados ao esporte desempenham um papel importante ao oferecer atividades no período em que os jovens estão fora da escola. 

Em Curitiba, o projeto Sorrisos da Vila, que existe desde 2022 na comunidade Augusta B, é um exemplo dessa iniciativa. Criado pela Neodent, indústria líder em implantes dentários, oferece aulas de futebol para crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, duas vezes por semana, no contraturno escolar. A iniciativa incentiva a frequência regular na escola e o bom desempenho nos estudos, e já beneficiou mais de 100 crianças desde a sua inauguração. 

Pedro e Caio Lacour Ribeiro, de 12 e 14 anos, participam do projeto desde o início. Para eles, foi uma oportunidade de finalmente praticar o esporte que sempre desejaram, mas não tinham acesso. “Eles sempre me pediam para fazer aulas de futebol, mas não tínhamos condições de pagar por escolas particulares. Quando soubemos que as aulas seriam oferecidas na quadra da comunidade, ficamos muito felizes”, relembra a mãe dos meninos, Caroline Ribeiro. Segundo ela, além de praticarem o esporte que amam, os dois se dedicam ainda mais aos estudos. “Eles levam muito a sério. Criaram um senso de responsabilidade tanto com os horários quanto com os estudos. Hoje, depois de dois anos no projeto, Caio diz que o sonho dele é se tornar jogador profissional”, conta a mãe.


Investimento em cidadãos

O objetivo da Neodent, no entanto, é ir além da preparação daqueles jovens que buscam ter o esporte como profissão quando adultos. “Esse sempre foi um dos nossos principais objetivos desde o início deste projeto: desenvolver comportamentos como disciplina, empatia e trabalho em equipe, ajudando a formar bons cidadãos. Temos a comunidade aqui do nosso lado e percebemos o quanto ações como essa são valiosas para o futuro desses jovens”, analisa a diretora de Responsabilidade Social Corporativa da Neodent, Raphaela Borba. 

Anaí Gonzalez Melo, mãe de Cainã, de 8 anos, afirma que o projeto não poderia ter vindo em melhor hora. Natural de São Paulo, Anaí vive em Curitiba há 11 anos, tendo escolhido a cidade por ser mais segura. Agora, como mãe que trabalha em casa, ela se preocupava com o filho nos turnos em que não estava na escola. “Por trabalhar em casa, não conseguia me dedicar às minhas atividades, porque precisava ficar com Cainã. Agora, consigo fazer minhas tarefas com tranquilidade, sabendo exatamente onde ele está. Além disso, acho o esporte muito importante para o desenvolvimento das crianças, tanto em termos de crescimento pessoal quanto de socialização”, observa Anaí.  

A comunidade Augusta B, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, abriga mais de 4 mil moradores. O projeto começou com a reforma da quadra comunitária por parte da Neodent, uma iniciativa inspirada pelo time de futebol formado por colaboradores da empresa, que treinavam no espaço situado aos fundos da fábrica. Com uma visão privilegiada da quadra utilizada pelos moradores, eles notaram que o local precisava de reparos urgentes. 

O Sorrisos da Vila, que entra agora numa nova fase em parceria com o projeto Maestro da Bola, está pronto para passar a atender ainda mais crianças e jovens. O espaço utilizado para as aulas passou por uma nova revitalização, dessa vez realizada pela Prefeitura de Curitiba, e recebeu grama sintética, o que irá melhorar a experiência dos alunos. “Sabemos que não basta apenas criar os projetos; é fundamental nos dedicarmos continuamente às melhorias. Precisamos estar atentos às demandas da comunidade”, finaliza Raphaela.


Neodent


Diversidade geracional é motor para inovação e crescimento das empresas

Apesar dos inúmeros benefícios da intergeracionalidade, a gestão de equipes formadas por profissionais acima de 50 anos e jovens da geração Z é um desafio para as lideranças


A coexistência de até cinco gerações no ambiente de trabalho revela que a diversidade geracional emerge como impulsionadora de inovação e crescimento nas empresas. A ampla gradação, que abrange desde profissionais com mais de 50 anos à jovem geração Z, tem se mostrado um campo fértil no compartilhamento de experiências para a busca de resultados comuns. Apesar dos benefícios mensurados por pesquisas atualizadas, a gestão intergeracional nas organizações é envolta em desafios.

Entre os levantamentos recentes, dois merecem destaque. Um deles, realizado pela plataforma de gestão de pessoas Feedz, demonstra que a diversidade geracional está entre as dez principais tendências de RH da atualidade.

Outra pesquisa, conduzida pela PwC, revela que empresas bem estruturadas em políticas de diversidade têm 21% mais chance de superar os concorrentes em termos de lucratividade. A pesquisa demonstra também que 85% dos profissionais ouvidos valorizam trabalhar em corporações que respeitam e integram várias gerações.

“Em termos de intergeracionalidade, o grande desafio, para as lideranças em especial, é gerenciar expectativas, desenvolver habilidades e maximizar o potencial que cada geração pode oferecer nos processos da organização”, afirma Fernanda Toledo, CEO da IntelliGente Consult, empresa de consultoria e mentoria especializada em estratégias, programas e projetos empresariais.

Para a especialista, um ponto importante a ser considerado nos desafios é o desenvolvimento de uma comunicação efetiva entre todos os stakeholders. “Quando pensamos em pessoas mais jovens, pode-se tentar um processo de comunicação mais digital”, observa. “No caso de pessoas experientes, com mais de 50 anos, é preciso considerar a importância de conversas mais interpessoais, mais próximas.”

No ambiente de trabalho, destaca Fernanda, a coexistência de jovens com pouca experiência e muita ânsia de crescimento e desenvolvimento profissional, e colaboradores mais velhos com necessidade de se atualizarem é uma realidade. Neste sentido, investimentos em aprimoramento tecnológico para toda a gradação profissional são fundamentais.

“Mas além da atualização tecnológica, outras ferramentas também podem contribuir no processo”, afirma Fernanda. “Uma boa alternativa é pensar em mentoria dos mais velhos com os mais jovens para troca de experiências e conhecimento. Os jovens, por sua vez, podem trazer um pouco mais sobre tendências e tecnologia para os mais velhos”, completa. A especialista reforça, ainda, recursos como a flexibilidade de horário para execução do trabalho como ferramenta de gestão.

 

Mulheres jovens

Outro desafio agregado ao equilíbrio geracional no ambiente de trabalho diz respeito a gênero, aponta Fernanda Toledo. Segundo o Women in the Workplace, relatório realizado pela consultoria McKinsey & Company e a comunidade global Lean In, quase 50% das profissionais com menos de 30 anos afirmam que a idade é fator de impacto negativo em suas carreiras. Apenas 35% dos homens têm a mesma percepção, de acordo com a pesquisa.

“Sempre que pensamos em etarismo no trabalho, associamos à maturidade da carreira. Mas esse preconceito em relação à idade, como mostra a pesquisa, atinge tanto mulheres mais velhas quanto mais jovens”, afirma.

Em relação às perspectivas de carreira, o relatório MacKinsey-Lean In também demonstra disparidade. Para 42% das mulheres com menos de 30 anos, a idade dificulta o avanço profissional. Entre as que têm acima de 40 anos, 21% comungam desta percepção. Entre os homens mais jovens, somente 11% sentem a idade como empecilho, enquanto os mais velhos são 23%. “Os dados mostram que este cenário precisa mudar e, mais uma vez, têm as lideranças desafiadas neste processo”, diz Fernanda.

De acordo com a especialista da IntelliGente Consult, empresas com grande diversidade de gerações são organizações “extremamente ricas”. “Se a corporação se propuser a fazer uma gestão madura da intergeracionalidade estará no caminho da sustentabilidade, da inovação e de operações mais assertivas”, ressalta Fernanda. “A empresa que tiver a promoção da diversidade geracional como objetivo, certamente será reconhecida no mercado por seu extraordinário capital humano”, completa.

 

Banimento dos celulares nas escolas: vai funcionar?

Divulgação
 Fernando Lino
A proposta, ainda em estudo, do Ministério da Educação (MEC) de proibir o uso de celulares nas escolas parece, à primeira vista, uma solução direta para combater distrações e melhorar o desempenho acadêmico. No entanto, existe um perigo de que essa medida possa acabar sendo apresentada como uma resposta simplista para um problema que é, na verdade, muito mais profundo e cultural. Sem um apoio logístico adequado para escolas e um projeto pedagógico robusto de conscientização sobre bem-estar digital, essa tentativa de controle corre o risco de ter efeitos limitados e enfrentar resistência tanto de alunos quanto de parte das famílias.

A UNESCO revelou que um em cada quatro países já implementou leis ou políticas de restrição ao uso de celulares nas escolas. Países como França, Itália, Espanha, Austrália e China possuem legislações que proíbem ou limitam esse uso. A França, por exemplo, baniu os celulares nas escolas desde 2018 com o intuito de reduzir distrações em sala de aula, enquanto o Reino Unido anunciou diretrizes similares em 2023. Embora essas políticas sejam amplamente adotadas, sua implementação varia e enfrenta desafios locais, especialmente na fiscalização.

Enquanto alguns estudos sugerem um aumento nas notas de estudantes após o banimento, especialmente entre alunos com dificuldades, a pesquisa ainda é inconclusiva. Uma revisão de estudos globais, publicada neste ano, analisou mais de 22 artigos e descobriu que, embora o impacto positivo nos resultados acadêmicos seja real em alguns casos, os resultados variam. Em muitos países, não houve melhorias significativas, e alguns alunos relataram maior ansiedade quando privados de seus celulares, especialmente após o isolamento social da pandemia.

A implementação dessas políticas também não é simples. Embora pareça fácil anunciar um banimento, mudar práticas escolares é muito mais desafiador. Além disso, há o risco de que apenas proibir celulares nas escolas possa não preparar os estudantes para adotar comportamentos digitais mais responsáveis.

As restrições e o banimento do uso de celulares durante o horário escolar podem, sim, ser benéficos, dependendo do contexto. Porém, é importante lembrar que a vida da criança não se limita ao ambiente escolar. Problemas como o cyberbullying, por exemplo, costumam ocorrer fora dos muros das escolas, em momentos de interação online. Por isso, a melhor solução, a longo prazo, é a conscientização tanto dos alunos quanto das famílias sobre o uso responsável da tecnologia.

Promover o diálogo e educar sobre hábitos digitais saudáveis ajudam a desenvolver autonomia e senso de responsabilidade, criando uma cultura de bem-estar digital que ultrapassa os limites da sala de aula. Afinal, aprender a gerenciar a tecnologia de forma equilibrada é uma habilidade essencial para a vida toda.

 

Fernando Lino - pesquisador, neuroeducador e autor do livro “Bem-estar Digital”. Mestre em Educação Tecnológica e Membro da Associação Internacional de Educação Neurodesenvolvimental, é fundador do Guardião Digital, projeto que promove bem-estar virtual nas escolas brasileiras.


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