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terça-feira, 23 de abril de 2024

Como o uso correto de dados pode ser um aliado estratégico para o RH?

A integração entre soluções de recursos humanos e gerenciamento da força de trabalho contribui para o crescimento sustentável das organizações


Diante do dinamismo das relações corporativas de hoje - em que as empresas trabalham com modelos diversificados de contratação permitindo trabalho remoto, híbrido e presencial, entre outros, e expectativas variadas entre gerações -, as empresas precisam fazer uma integração entre soluções de recursos humanos e softwares de gerenciamento da força de trabalho (Workforce Management - WFM) para conseguir a excelência operacional que tanto buscam.

A sinergia entre essas diferentes equipes é fundamental para criar um ambiente propício ao crescimento dos funcionários e da organização, desde que suportada por dados precisos e de alta qualidade.

O uso correto de dados de maneira integrada auxilia na resolução de problemas que frequentemente afetam o RH, como a imprecisão de informações que levam à contabilização incorreta de tempo trabalhado e inconsistências no pagamento de funcionários. Da mesma forma, essa imprecisão pode levar ao pagamento excessivo, gerando elevação de custos, principalmente quando a falta de integração de dados faz com que cada área administre os perfis de funcionários de maneira diversa. Em auditorias de conformidade também pode haver impacto porque sistemas díspares podem mostrar números incompatíveis e gerar desconfiança sobre a administração.

Ao optar pela integração de sistemas de RH com soluções de gerenciamento da força de trabalho, as organizações podem ter resultados surpreendentes:


1. Melhoria no controle do tempo e precisão nos pagamentos:

A perda de tempo com tarefas ou burocracia ainda é um problema presente nas companhias. Um estudo da American Payroll Association mostra que cerca de 75% das empresas sofrem de "roubo de tempo" e relatórios imprecisos, o que impacta ainda mais no já elevado custo das empresas com a área trabalhista. A integração de sistemas garante o monitoramento do tempo de trabalho dos funcionários e a sincronização de dados relativos a pedidos de folga, por exemplo, mitigando perdas financeiras decorrentes de erros na aferição de valores a pagar.


2. Simplificação dos processos administrativos:

A escolha de operar com sistemas desconectados requer pelo menos um administrador em cada área para fazer a manutenção dos perfis dos funcionários, cruzar dados entre sistemas e gerar relatórios. Ao eliminar essa necessidade de manter administradores separados, automatizando a troca de dados, as organizações tendem a melhorar a alocação de recursos, diminuindo encargos administrativos. Esse dinamismo abre oportunidade para que as equipes de RH possam redirecionar seu foco para atividades estratégicas, dedicando mais energia em análises e iniciativas que podem trazer ganhos de qualidade na relação e na gestão dos colaboradores, gerando muito mais valor para a organização como um todo.


3. Melhoria no gerenciamento de conformidade:

Os períodos de preparação de auditorias nas empresas podem ser estressantes, principalmente se os dados estiverem espalhados em sistemas distintos dentro das empresas. O motivo é que durante esse processo, o auditor examina meticulosamente a documentação apresentada e pode identificar inconsistências nos dados quando a integração não é automatizada. Infelizmente, o fator humano pode acarretar alguns erros. A integração dos sistemas WFM e RH é uma garantia maior de alinhamento entre os dados de sistemas diferentes para uma auditoria, ao fortalecer o gerenciamento de dados e aumentar a agilidade da geração dessas informações. 


4. Aumento da responsabilidade dos funcionários:

Os modelos de trabalho híbrido vieram para ficar e exigem um foco ainda maior na responsabilização dos funcionários. A integração entre RH e WFM permite um panorama mais abrangente do controle do tempo para os líderes e gerentes. Com esses dados mais detalhados, as organizações podem aplicar medidas mais efetivas de responsabilização dos empregados, pois têm à disposição insights em tempo real sobre a frequência e a produtividade. Esses mecanismos de transparência também são úteis para promover uma cultura de responsabilidade e de pertencimento, o que, em última análise, impulsiona a melhoria no desempenho e no sucesso organizacional. 

Mais do que uma incorporação de sistemas para melhorar processos empresariais, a integração dos sistemas de RH e WFM pode transformar a maneira como as organizações coordenam e capacitam equipes de Recursos Humanos.

Em muitos casos, o RH pode ser um líder estratégico ao fazer com que várias áreas atuem juntas com foco maior em planejamento e no fortalecimento da cultura da empresa, de forma que ela se torne cada vez mais transparente e responsável.

Optando por uma maior integração, as organizações conseguem desenvolver o potencial de suas equipes de trabalho, o que resulta, certamente, em crescimento sustentável bem-sucedido.

 


Ingrid Imanishi -é Diretora de Soluções Avançadas da NICE.

NICE


Prazo para adequar rótulos terminou. Lupa deve aparecer nos alimentos

 

Deve ser destacado na embalagem se o produto tem alto teor de gordura saturada, açúcar adicionado ou sódio. Varejo tem até outubro para desovar alimentos com rotulagem antiga 


O prazo para as empresas do setor de alimentos incluírem nas embalagens informações sobre alto teor de gordura saturada, açúcar adicionado ou sódio termina nesta segunda-feira, 22/4.

A partir de agora, os produtos precisam sair das fábricas com o desenho de uma lupa na parte da frente da embalagem destacando se o alimento possui alto teor dessas substâncias.

A informação deverá estar na parte superior da embalagem frontal e ocupando de 2% a 7% do painel principal do rótulo, variando de acordo com a quantidade de nutrientes que ali aparecerão.



A medida tinha início previsto para outubro de 2023, mas o prazo foi ampliado pela Anvisa para que as empresas se adequassem.

O varejo ainda pode comercializar os alimentos com rótulos antigos, mas a partir de outubro deste ano apenas produtos com o novo padrão informativo poderão ser vendidos.

Além da lupa, pelas novas regras, a tabela nutricional deverá estar localizada próxima à lista de ingredientes e em superfície contínua, não sendo aceita divisão. Ela não poderá ser apresentada em áreas encobertas, locais deformados ou regiões de difícil visualização.


A exceção só se aplica aos produtos em embalagens pequenas (área de rotulagem inferior a 100 centímetros quadrados), nos quais a tabela poderá ser apresentada em áreas encobertas, desde que acessíveis. 



IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Redação DC
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/prazo-para-adequar-rotulos-terminou-lupa-deve-aparecer-nos-alimentos


Como as empresas devem se preparar para evitar riscos em caso de uma supertempestade solar?

 Raros, porém reais, eventos como esse podem provocar “apagões” da Internet e sérios problemas colaterais para os negócios

 

A continuidade de negócios é um aspecto crítico para qualquer estratégia organizacional, uma vez que as operações do dia a dia precisam ser mantidas sem interrupção – ou o mínimo possível –, mesmo após acontecimentos previsíveis ou até imprevisíveis.

Em uma era onde o cenário corporativo está em constante evolução, uma grande ameaça assola o horizonte em 2024 – o risco e efeitos da super tempestade solar. A compreensão e a preparação para tal evento é importante para a proteção da continuidade dos negócios.

Uma tempestade solar, também conhecida como tempestade geomagnética, ocorre quando o Sol ejeta massas enormes de partículas carregadas eletricamente, conhecidas como ejeção de massa coronal (CME, em inglês). Esses eventos podem soltar intensos picos de radiação e partículas carregadas que, quando atingem a Terra, têm alto potencial destrutivo em diversos sistemas tecnológicos. O último evento desse porte foi registrado em 1859, que ficou conhecido como Evento Carrington. Na época, as comunicações eram realizadas por meio de telégrafos, que foram massivamente danificados durante o evento.

A natureza dos negócios depende da tecnologia, bem como as interconexões de todos os sistemas comerciais, como a internet, computadores e pontos de venda (PDVs), tornando potencialmente todos os negócios suscetíveis aos efeitos negativos de uma super tempestade solar. Os setores mais vulneráveis incluem telecomunicações (telefonia, redes e internet), geração e distribuição de energia, serviços financeiros e tudo que possa envolver circuitos eletrônicos e tecnologia da informação. A tempestade solar pode resultar em sérios efeitos colaterais para os negócios, com possíveis períodos sem poder operar normalmente, além de perdas financeiras e danos à reputação de corporações.

Para mitigar os riscos gerados por essa eminente tempestade solar, as organizações devem adotar uma abordagem proativa no planejamento da continuidade de negócios. Entre as estratégias para garantir a resiliência das operações corporativas, destacam-se:


1. Avaliação dos riscos

E importante conduzir uma avaliação dos riscos para identificar vulnerabilidades na infraestrutura e sistemas críticos da companhia. Entender como tempestades solares podem afetar suas comunicações, abastecimento energético, data centers e outras áreas-chaves para sua companhia.


2. Planos de resposta de emergência

Desenvolver e atualizar regularmente planos para a resposta de emergência em caso de a tempestade solar afetar o dia a dia corporativo. Definir claramente as funções e responsabilidades, estabelecer protocolos de comunicação e garantir que os colaboradores estejam cientes e preparados para atuar em situação emergencial.


3. Backups de sistemas e redundância

Implementar modelos de backup para os sistemas corporativos, com medidas de redundância que minimizem o impacto de interrupções potenciais. Isso inclui a utilização de fontes energéticas redundantes (geradores, UPS/No-Breaks), a implementação de sistemas de backup não eletrônicos (Fitas DAT, unidades de armazenamento isoladas do restante da rede) e de planos de contingência para a recuperação dos dados de sistemas afetados.


4. Treinamento dos colaboradores

É fundamental informar os colaboradores sobre os riscos causados por uma potencial super tempestade solar, assim como os planos para mitigar os possíveis impactos causados na companhia.


5. Colaboração e compartilhamento de informações

A colaboração entre companhias do mesmo setor e o alinhamento com órgãos governamentais são iniciativas que podem facilitar na organização e no desenvolvimento das melhores práticas para manter as operações com o menor impacto possível.


6. Seguro e preparação financeira

Mantenha o máximo de ativos possíveis assegurados, de forma que garantam que eventos da natureza estejam cobertos, evitando, assim, potenciais prejuízos financeiros. É recomendável garantir um orçamento pronto para cobrir de imediato quaisquer perdas em sistemas críticos da companhia.

Com o cenário competitivo mundial enfrentando mudanças e novos desafios, é fundamental que toda companhia, independente do setor, possua um plano de continuidade de negócios sólido e bem planejado.

Com a ameaça de uma supertempestade solar, as organizações devem tomar medidas proativas para salvaguardar suas operações. Com as dicas mencionadas anteriormente, as empresas podem aumentar suas respectivas resiliências e garantir a continuidade de suas operações e negócios, mesmo que o evento atinja magnitudes nunca antes vistas. A chave para a sobrevivência dos negócios é que as operações se mantenham vigilantes, bem-informadas e preparadas para o máximo de cenários que possam estar além do nosso controle.


Umberto Rosti - CEO da Safeway, empresa que integra a plataforma Stefanini Cyber.


Abril Verde passa pelo combate ao assédio sexual nas empresas


A campanha Abril Verde visa prevenir acidentes de trabalho, promovendo a conscientização sobre a importância da segurança e da saúde do trabalhador brasileiro e tem como principal objetivo alertar a população de que acidentes de trabalho não ocorrem por acaso, mas por descaso, chamando a atenção das empresas e da sociedade sobre as vantagens da prevenção. Tal campanha é de fundamental importância em um país como o Brasil em que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), foram comunicados, entre 2012 e 2022, 6,7 milhões de acidentes de trabalho.

Quando pensamos em acidentes de trabalho é comum fazermos uma referência a acidentes que causam lesões ou danos físicos. Tal pensamento, inclusive, encontra embasamento em dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho que demonstra que as lesões mais frequentes ocasionadas aos trabalhadores são cortes, lacerações, feridas contusas e punctura.

No entanto, é importante lembrar outra forma de lesão que impacta diretamente os trabalhadores e que vem crescendo ao longo dos anos: os danos provocados à saúde mental. O próprio Observatório nota uma crescente na concessão de auxílios-doença concedidos por depressão, ansiedade, estresse e outros transtornos mentais e comportamentais (acidentários e não acidentários). Em 2022 foram mais de 200 mil novas concessões, um aumento de 3% em relação ao ano anterior.

Práticas de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, sem dúvida, contribuem para referida estatística, visto que causam extremo abalo psíquico nas vítimas, atingindo o seu psicológico de forma perversa e duradoura. Segundo pesquisa realizada pelo Think Eva e o Linkedin, uma em cada seis vítimas de assédio sexual pede demissão, e 28% das vítimas desenvolvem sintomas como ansiedade e depressão.

Buscando frear principalmente o assédio sexual no ambiente de trabalho duas importantes leis foram editadas entre 2022 e 2023, tanto no âmbito da administração pública quanto no âmbito das empresas privadas. Tais legislações se relacionam diretamente com a campanha do Abril Verde e o seu propósito de prevenção de acidentes de trabalho, devendo tais ser observadas pelas empresas e órgãos da administração pública não apenas no mês de abril, mas no ano todo.

           No que tange às empresas privadas, a Lei 14.457/22 instituiu o programa Emprega + Mulheres determinando a obrigatoriedade das empresas para prevenir e combater o assédio sexual e outras formas de violência no ambiente de trabalho.

O artigo 23 da referida Lei determina que é competência da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa) a inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de violência nas normas internas da empresa, que deve implementar procedimentos claros para recebimento e acompanhamento de eventuais denúncias e apuração dos fatos, e aplicar sanções administrativas aos responsáveis diretos e indiretos pelos atos de assédio e violência, sempre garantindo o anonimato do denunciante.

           É também da Cipa a obrigação de sempre incluir temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e outras formas de violência em suas práticas, devendo o debate e prevenção acerca de tal tema fazer parte da cultura da empresa.

           Uma das maiores inovações da legislação, no entanto, recai sobre a realização, no mínimo a cada 12 meses, de ações de capacitação, orientação e sensibilização dos empregados e empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade no âmbito do trabalho, em formatos acessíveis e apropriados.

 

As obrigações previstas na legislação são obrigatórias para todas as empresas, com mais de 20 funcionários, que possuírem Cipa. Frise-se que as empresas tiveram até 21 de março de 2023 para se adequarem ao previsto pela Lei 14.457/22, devendo as obrigações legislativas serem cumpridas sob pena de multa e fiscalização pelo Ministério Público do Trabalho, bem como sob pena de propositura de ações judiciais.

No que tange à administração pública a Lei instituiu o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual e, dentre outras disposições, determinou que devam ser criados programas de capacitação que abranjam tópicos como: causas estruturantes do assédio sexual, consequências para a saúde das vítimas, meios de identificação, modalidades e desdobramentos jurídicos, direito das vítimas, mecanismos e canais de denúncia, bem como instrumentos jurídicos de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual.

Verifica-se, portanto, que o intuito de ambas as legislações é promover o debate e a capacitação dos funcionários acerca da prática de assédio sexual e outras formas de violência no ambiente de trabalho, principalmente através da realização de treinamentos periódicos para capacitação.

           Focar na capacitação e informação dos funcionários é focar justamente na prevenção e promoção de um ambiente de trabalho sadio, exatamente o que a campanha do Abril Verde visa promover. Assim, é fundamental que nesse mês (e ao longo do ano) as empresas foquem também nos impactos que práticas abusivas no ambiente de trabalho podem ocasionar na saúde, principalmente mental, dos funcionários e que visem coibir de todas as formas a prática de assédio sexual e outras formas de violência, contando com as legislações mencionadas como aliadas.

 

Beatriz Vendramini Rausse - Advogada, Mestre em Direito Europeu e Sócia da Borguezi e Vendramini Advogadas


Aumentam ataques cibernéticos com alvo a instalações físicas

Em todo o mundo, grupos de ransomware têm intensificado ataques em redes de tecnologia operacional; especialistas alertam sobre medidas de prevenção


As redes de tecnologia operacional (TO) estão cada vez mais na mira dos criminosos em todo o mundo – e também no Brasil. Ao menos 68 ataques a essas redes foram bem-sucedidos em 2023 – causando consequências físicas da ordem de milhares ou milhões de dólares em mais de 500 localidades. No Brasil, o grupo autointitulado Dark Storm Team tem anunciado possíveis ataques cujos alvos são aeroportos, hospitais e serviços públicos. 

“A maioria desses ataques começa nas redes de TI, e na maior parte das vezes envolve ransomware”, explica Audreyn Justus, Diretor de Marketing, RH e Compliance da Solo Network. De fato, estudos apontam que apenas 25% de ataques cibernéticos que afetaram redes TO foram direcionados a essa infraestrutura. Os outros 75% foram ataques que começaram com o comprometimento de máquinas na rede TI. 

“Outro ponto importante é que, mesmo que a rede TO não fosse comprometida, o primeiro passo das empresas atacadas foi desligar a rede operacional para evitar a exposição dos ativos físicos. O religamento dessas redes levou semanas até que fosse feita uma revisão geral para garantir que não havia mais nenhuma ameaça”, afirma Justus. 

Os ataques cibernéticos de TO ocorrem predominantemente em duas formas: ataques personalizados e ataques oportunistas. Os ataques personalizados são meticulosamente elaborados para alvos específicos, com o objetivo de estabelecer acesso não detectado de longo prazo para fins de interrupção física ou destruição. Os ataques oportunistas, por outro lado, exploram vulnerabilidades comuns e utilizam táticas, técnicas e procedimentos estabelecidos (TTPs) para obter acesso aos sistemas de TO.

 

O problema começa na TI

Um dos maiores vetores de ataque às redes TO – por incrível que pareça – é a entrada de malwares nos sistemas por meio de e-mails de phishing, mídia removível infectada ou vulnerabilidades de softwares não corrigidas. “Todos esses problemas visivelmente têm origem no comportamento do usuário ou na falta de proteção adequada a computadores e servidores”, observa o executivo. 

E pesquisas apontam que a proteção de endpoints é um fator considerado de menor importância para a maior parte das organizações. O relatório Cibersecurity Readiness Index, organizado pela Cisco e publicado no início de abril, aponta que ao menos 63% das empresas pesquisadas – de todo o mundo, incluindo o Brasil – escolhem soluções com firewalls e IPS para proteção de endpoints. “O mais adequado seria escolher soluções especializadas” – lembra Justus. 

“No Brasil, esse número é ainda maior – a falta de mão de obra torna a adoção da tecnologia mais lenta. Além disso, muitas empresas ainda estão no começo da jornada de segurança, optando por soluções que não protegem, por exemplo, a empresa de ataques voltados a redes TO. Para isso, é preciso contar com soluções avançadas de proteção de endpoints e provedores de serviços que possam gerir o ambiente com foco na prevenção”, finaliza.



Solo Network
www.solonetwork.com.br


Estado de São Paulo registra queda de 0,8% no número de sinistros sem vítimas fatais em março de 2024, de acordo com dados do Infosiga-SP


De acordo com os novos dados do Infosiga-SP, sistema do Governo de São Paulo coordenado pelo Detran-SP e gerenciado pelo programa Respeito à Vida, o Estado de São Paulo registrou queda de sinistros sem vítimas fatais ao comparar março de 2023 com março de 2024 em 0,8%. No acumulado do primeiro trimestre de 2024, contra o mesmo período de 2023, há alta de 1,1%. Foram 42.611 sinistros de janeiro a março de 2024 contra 42.163 no mesmo período de 2023.  

Em relação às mortes no trânsito durante o primeiro trimestre do ano, o aumento é de 14,5%. Foram 1.347 óbitos de janeiro a março de 2024 contra 1.176 no mesmo período do ano passado. Houve aumento também de mortes em 15,2% comparando o último mês com março de 2023 (508 óbitos em março de 2024 contra 441 no mesmo período de 2023). 

 

Números por modais de março

No último mês, houve também mais óbitos do modal automóvel. Foram 102 vítimas fatais em veículos, contra 94 em março de 2023 - um aumento de 8,5%. Se a comparação for feita quanto ao acumulado deste ano, o aumento é de 17,2% (321 mortes no primeiro trimestre de 2024, contra 274 no primeiro trimestre de 2023). 

As motocicletas continuam sendo o modal com maior índice de mortalidade no trânsito estadual. Os sinistros com motocicletas fizeram 207 vítimas fatais nas vias paulistas no último mês - um número que foi de 178 vítimas fatais em março de 2023 (aumento de 16,3%). O índice de crescimento das mortes foi maior no último trimestre - 18% -, em relação aos três primeiros meses de 2023 (551 e 467 óbitos de motociclistas, respectivamente).  

Os sinistros com óbitos de pedestres também tiveram aumento no último mês. Foram 116 mortes em março de 2024 contra 102 no mesmo período de 2023. O que significa um aumento de 13,7%. Já o acumulado do último trimestre, teve um aumento de 1,5%, ou seja, 279 óbitos de janeiro a março de 2024 contra 275 no mesmo período de 2023. 

O número de óbitos no modal de bicicletas, no último mês, cresceu 34,4%. Foram 43 óbitos em março de 2024 contra 32 em março de 2023. Já no acumulado do trimestre, o aumento é menor. Foi de 5,8%. O que significa 91 mortes de janeiro a março de 2024 contra 86 no mesmo trimestre do ano anterior. 

Para os ônibus, há queda tanto no acumulado quanto no mês. Em março de 24 foram 2 mortes contra 6 em março de 23, ou seja, queda de 66,6%. Já no acumulado, a queda é menor, 33,3%, pois foram 4 óbitos de janeiro a março deste ano contra 6 no mesmo período do ano anterior. 

Entre os veículos pesados, houve um aumento de 5,55% de óbitos em caminhões em março de 24 contra o mesmo período de 2023 (foram 19 mortes neste ano contra 18 no mesmo período do ano passado. Já no acumulado do trimestre, o aumento é maior, 19,51%, ou seja 49 mortes de janeiro a março de 2024 contra 41 mortes de janeiro a março de 23. 

 

Foco constante na conscientização

O aumento das mortes no trânsito no primeiro trimestre de 2024 demonstra a relevância do reforço dos alertas, por meio das campanhas educativas que insistam na atenção e atitudes cuidadosas. O Detran-SP está focado não apenas na busca pela paz no trânsito, mas também na conscientização de que todos os usuários das vias públicas têm a responsabilidade de garantir a segurança uns dos outros, sejam eles motoristas, passageiros, ciclistas ou pedestres. A educação para o trânsito é um complemento essencial às ações de fiscalização. Ao conscientizar os motoristas sobre a importância de respeitar todos os atores do trânsito, podemos reduzir significativamente o número de sinistros e preservar vidas.   

“Toda vida importa; nenhuma morte no trânsito é aceitável”. Na última campanha do Detran-SP, veiculada durante o Carnaval 2024, o foco foi o respeito à vida, às leis de trânsito e ao uso do cinto de segurança, com o mote “Por um Carnaval Melhor na Rua, na Avenida e na Estrada”. Na campanha educativa anterior, em dezembro de 2023, início do período de férias escolares, a autarquia sugeriu que, além de seguir as leis de trânsito, os condutores se planejem antes de sair de casa e mantenham seus smartphones guardados, focando na tranquilidade, para que “a morte também possa tirar férias”.

 

Sobre o Respeito à Vida

Iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, o Respeito à Vida, um dos maiores programas de redução aos sinistros de trânsito do Brasil, atua como articulador de ações com foco na redução de sinistros de trânsito. Gerido pela Secretaria de Gestão e Governo Digital, por meio do Detran-SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Só em 2023 foram investidos mais de R$ 302 milhões, oriundos das multas de trânsito, em iniciativas voltadas à prevenção de ocorrências e à sinalização em municípios paulistas. O programa também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. Mobiliza a sociedade civil em torno de temáticas relacionadas à preservação de vidas no trânsito, por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.  

Além do Respeito à Vida, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo adota programas permanentes de ações de Educação para o Trânsito, como Cidadania em Movimento e Educação Viária é Vital.

 

Operação Direção Segura Integrada (ODSI)  

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) segue atento para evitar problemas no trânsito envolvendo álcool e direção. Em março, na comparação com o mesmo mês de 2023, o número de ações da Operação Direção Segura Integrada (ODSI) teve aumento de 58,14%. Foram abordados 24.992 veículos em todo o Estado, frente a 15.804 em março do ano passado.  

Além de agentes do Detran-SP, as operações contam com o apoio de equipes das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica. E têm impacto positivo. Entre os que sopraram o bafômetro em março, caiu o número de casos de motoristas com índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido, ou sob efeito de álcool – o volume passou de 43 para 39, em doze meses, uma queda de 9,3%.  

Também foi menor a quantidade de casos de embriaguez ao volante, quando o índice de álcool passa de 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido. Foram 5 infrações no mês passado, ante 13 no mesmo período do ano passado. Uma redução de 61%.

Por outro lado, houve mais recusas ao bafômetro: 769 motoristas se negaram a soprá-lo, contra 671 em março de 2023, um aumento de 14,6%. 

Vale lembrar que tanto dirigir sob efeito de álcool quanto recusar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas, segundo os artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira de habilitação. Se houver reincidência no período de 12 meses, a pena é aplicada em dobro: R$ 5.869,40, além da cassação da CNH. 

Já os casos de embriaguez são considerados crimes de trânsito e os motoristas são conduzidos ao distrito policial. Se condenados, além da multa e suspensão da CNH, eles poderão cumprir pena de seis meses a três anos de prisão, de acordo com a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.

 

Reestruturação do Infosiga

O novo Observatório Estadual de Trânsito, sob coordenação do Detran-SP, com o respectivo aperfeiçoamento do Infosiga, está sendo idealizado com o objetivo de promover a análise ainda mais qualitativa dos dados referentes ao trânsito paulista, identificando assim, com mais propriedade, gargalos e demandas mais acentuadas por medidas preventivas, corretivas e assertivas. Mediante investimento de R$ 9 milhões em tecnologias e inteligência artificial, o Observatório trará o Infosiga com informações na nuvem, maior capacidade de processamento e de escalabilidade. 

A partir de uma base de dados mais completa, será possível realizar o cruzamento de informações, como: condutores habilitados e veículos registrados no estado de São Paulo, além das infrações de trânsito cometidas pelos motoristas, para fins de geração de políticas públicas voltadas à segurança viária. Há previsão também de cruzamento desses dados com informações de sistemas da Secretaria da Saúde, Instituto Médico Legal, ARTESP, DER, cartórios de registro civil e do aplicativo de trânsito Waze, entre outros.


A nova onda do Branding Pessoal: a chave para autoridade e aumento de vendas

Na era digital, a criação de uma marca pessoal forte não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade para profissionais e empresários que desejam destacar-se no mercado. O branding pessoal envolve a definição estratégica de quem você é, o que representa e como isso se alinha às necessidades do seu público-alvo. Esta prática não só melhora a percepção pública, mas também aumenta as oportunidades de carreira, vendas e autoridade nas redes sociais. 

Anna Evans, especialista em branding da Eve Comunica, enfatiza a importância de uma marca pessoal bem construída: "A marca pessoal é o reflexo direto de suas crenças, valores e capacidades. Ao posicionar-se claramente, você não apenas atrai as oportunidades certas, mas também estabelece uma conexão autêntica com seu público, o que é fundamental para a construção de confiança e credibilidade."

 

Impacto do Branding Pessoal nas Vendas e Redes Sociais 

Segundo estudos recentes, da HubSpot, cerca de 77% dos compradores tendem a confiar mais e fazer negócios com empresas cujos líderes têm uma presença ativa e positiva nas redes sociais. A representação autêntica de uma marca pessoal nas redes sociais não apenas humaniza o profissional, mas também fortalece relações comerciais e aumenta as vendas de maneira significativa. 

O branding pessoal eficaz ajuda a diferenciar-se em mercados saturados, criando uma identidade única que ressoa com o público. Isso se traduz em uma maior visibilidade e reconhecimento, essenciais para a captação de novos clientes e para manter a fidelidade dos já existentes. Além disso, uma marca pessoal forte pode facilitar a transição para o empreendedorismo, ajudando a estabelecer uma base sólida para novos negócios. 

Estratégias para Construir uma Marca Pessoal Impactante de acordo com Anna Evans:

 

  1. Definição de Propósito e Valores: O primeiro passo para construir uma marca pessoal é definir claramente seus valores, propósitos e o que você deseja que as pessoas associem a você. Isso deve refletir suas paixões, especialidades e o impacto que deseja causar. 

 

  1. Consistência Visual e Comunicacional: Manter uma consistência em todos os pontos de contato com o público, desde a foto do perfil até as publicações nas redes sociais, é crucial para reforçar sua identidade de marca. Isso inclui a escolha cuidadosa de suas palavras, imagens e temas que você aborda

 

  1. Engajamento e Autoridade: Estabelecer-se como uma autoridade no seu campo através de conteúdo relevante e educativo pode aumentar significativamente seu reconhecimento e respeitabilidade. Compartilhar insights, interagir com seguidores e participar de discussões são práticas que fortalecem a percepção de expertise

 

  1. Redes de Contato: Expandir sua rede de contatos e interagir com outros profissionais não só amplia sua visibilidade, mas também abre portas para novas oportunidades de negócios e colaborações. 

"Ao seguir estas estratégias, profissionais de todas as áreas podem aproveitar o poder do branding pessoal para impulsionar suas carreiras, aumentar suas vendas e estabelecer uma presença dominante nas redes sociais", finaliza Anna Evans.  

 

Anna Evans - especialista em branding e estratégia digital renomada, com um histórico impressionante no gerenciamento de crises e na inovação, incluindo reality shows. Sua habilidade em moldar a percepção pública e construir marcas pessoais duradouras foi comprovada em vários momentos marcantes da televisão. Além da gestão de crises, Anna se destaca na construção de narrativas que ressoam com o público em diversas plataformas. Seu sucesso em orientar e trabalhar com marcas, incluindo com gastronomia é um tetemunho de sua visão estratégica e da confiança depositada.


Como vender sem a empresa depender de mim?

Uma análise empresarial por Leonardo Beling


Você já ouviu falar do empresário que é o funcionário mais caro do seu próprio negócio? Infelizmente é isso que acontece na maioria das empresas.

O número de empreendedores no Brasil tem crescido exponencialmente ao longo dos anos. Mas a taxa de mortalidade das empresas permanecem altíssimas. Segundo estudos, mais de 70% das empresas fecham as portas antes de completarem apenas 3 anos de vida.

Segundo o especialista em Vendas, Leonardo Beling, CEO da The Wolves Company, Assessoria Comercial, isso acontece pela falta de capacidade dos empresários de criarem um negócio baseado em processos e pessoas. O que faz que o dono se torne refém, precisando trabalhar infinitas horas para sustentar a própria empresa.

"Acredito que a principal habilidade que um empresário precisa desenvolver é a Gestão de Pessoas. Primeiro para contratá-las e depois para treiná-las. Somente assim é possível desenvolver um ecossistema forte que é capaz de crescer de maneira sólida, gerar valor para a sociedade e lucro para os acionistas", diz Leonardo Beling.

Além disso, outro fator que contribui para a extinção de muitos negócios é a negligência com a área comercial da empresa. Não adianta você ter um produto maravilhoso, se você não for capaz de atingir o seu público e convencê-los a comprar de você.

O empresário não pode ter uma visão romântica. Empresas são criadas para gerar lucro e se o setor de vendas não estiver bem estruturado, tudo pode ir por água abaixo, segundo Leonardo Beling.

"Vendas é e sempre será o coração de qualquer negócio. Os maiores negócios raramente tem os melhores produtos, mas possuem a melhor estratégia comercial. E para obter bons resultados, o dono do negócio não pode estar preso no operacional. Preciso estar 100% focado nas vendas, criando um time que possa ajudá-lo a crescer"

Tem um famoso ditado no mundo do empreendedorismo que diz que sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho. O seu negócio ainda pode ser pequeno, mas você deve pensar e agir como se ele já fosse grande. Estruture os processos, encontre as pessoas certas e treine as pessoas. O sucesso e o crescimento serão uma mera consequência

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The Wolves Company
Leonardo Beling
CEO da The Wolves Company
41 99961-1907
leo.beling@thewolvescompany.com.br
@leonardobeling
www.thewolvescompany.com.br
Rosa Saporski 501, Mercês, Curitiba, PR.


ViaQuatro, ViaMobilidade e Instituto CCR, em parceria com a co.liga, oferecem mais de 40 cursos gratuitos em economia criativa

Parceria tem como meta atingir a formação de 100 mil jovens em todo o Brasil até 2025


Artes visuais, gastronomia, design e tecnologia. Esses são alguns dos mais de 40 cursos gratuitos oferecidos pela co.liga, escola digital da Fundação Roberto Marinho (FRM) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em parceria firmada com a ViaQuatro, ViaMobilidade e o Instituto CCR, entidade responsável pelos projetos socioeducacionais do Grupo CCR, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil.  

A iniciativa visa promover a inclusão produtiva e educacional de 100 mil jovens em situação de vulnerabilidade social até o primeiro semestre de 2025, fomentando emprego e renda por meio da economia criativa. Para alcançar esse objetivo, o Grupo se comprometeu a investir R$ 1,5 milhão ao longo de três anos, distribuído em diferentes fases, como o aumento das inscrições na plataforma, o desenvolvimento de um curso inédito e a criação de dois laboratórios totalmente equipados em uma de suas instalações, oferecendo acesso gratuito aos estudantes. Atualmente, iniciativa possui 51 laboratórios distribuídos em 11 estados brasileiros. 

Para se inscrever nos diversos cursos oferecidos, como Edição e Tratamento de Fotografia, Programação Criativa, Introdução ao Roteiro Audiovisual, Fundamentos de Empreendedorismo e Segurança Alimentar na Gastronomia, bem como História e Fundamentos da Programação, que abrangem temas como CSS, HTML, Javascript, entre outros, é necessário ter mais de 15 anos e acessar a plataforma virtual coliga.digital. Após a conclusão dos cursos, os participantes recebem certificados, os quais podem ser utilizados para comprovar suas habilidades no currículo, aumentando suas chances de inserção no mercado de trabalho.  

De acordo com dados da co.liga, quatro em cada dez alunos conseguiram empregos remunerados após a conclusão dos cursos. Atualmente, o site conta com mais de 50 mil inscritos do Brasil e de outros 12 países, tendo emitido mais de 15 mil certificados.

 

Serviço – Cursos em economia criativa

Parceria: ViaQuatro, ViaMobilidade, Instituto CCR e co.liga

Site para realizar a inscrição: coliga.digital 

Faixa etária: Jovens com mais de 15 anos 

Gratuito 

 

Cursos: são mais de 40 opções disponíveis 

·         Edição e tratamento de fotografia;

·         Programação criativa e introdução ao roteiro audiovisual;

·         Fundamentos de empreendedorismo e segurança de alimentos na gastronomia;

·         História e fundamentos da programação;

·         CSS, HTML, Javascript, entre outros.


Criatividade e inovação são essenciais para você e para a sua empresa


Você se considera uma pessoa criativa ou inovadora? Às vezes, profissionais que possuem essas habilidades não reconhecem as características em si mesmos e acabam se limitando, seja por medo de errar ou do julgamento alheio. Em uma empresa, sugerir uma boa ideia pode abrir portas e aumentar o seu leque de oportunidades.

Nesse mês de abril, temos o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), para promover a busca por soluções inovadoras e o incentivo da criatividade em todos os setores. De acordo com os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil passou a ocupar o 49º lugar entre 132 países no ranking de inovação em 2023, tornando-se o primeiro colocado da América Latina.

Isso já representa um progresso, mas ainda falta muito para conquistarmos um patamar mais alto e significativo. É claro que não é fácil ter a criatividade ou inovação afloradas sempre, ainda mais que hoje em dia existem tantas coisas parecidas, e também a facilidade de se copiar (certo ou não), o que torna cada vez mais difícil criar totalmente do zero.

Quando falamos de empresas, lembramos dos cases emblemáticos de inovação: Nokia, Kodak, Blockbuster. É essencial que as organizações e os líderes tenham esse viés, para sugerir ideias diferentes, que façam com que a organização tome rumos distintos e possa se destacar diante das demais. É um processo árduo, onde haverá falhas e ideias que não vingam, mas que podem trazer um resultado desproporcional, caso uma ideia dê certo.

No entanto, o líder não trabalha sozinho. Por isso, é fundamental que a liderança incentive o time a ser criativo e inovador. Colaboradores que possuem liberdade para compartilhar novas ideias são mais engajados com o trabalho e tendem a melhorar suas performances. Aliado ao fato de que se sentirão mais felizes, já que aquele será um espaço seguro para dividirem o que pensam.

Uma gestão por OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, é capaz de ajudar bastante nesta tarefa, não importa se você está remoto ou no escritório, visto que tem como premissa trabalhar por resultado. O CEO da Nike, John Donahoe, culpa o home office pela falta de inovação na empresa. Porém, eu discordo dele. Acho que está mais ligado a processos e à liderança.

Trabalhar por resultados e com confiança nos ajudam a vencer a distância. Ou seja, você e a sua equipe devem determinar o que significa ‘sucesso’ em relação àquele tema e a partir daí determinar o que precisa ser feito. Parece bobo, mas não estamos acostumados a trabalhar desta maneira, é um viés bem diferente do tradicional, do comum, e vai ser muito útil.

Além disso, os OKRs possuem ciclos mais curtos, de geralmente três meses, o que permite ajustes frequentes no plano de execução de estratégia, algo fundamental quando estamos diante de um cenário de mais incerteza do que clareza das coisas. Vamos testar hipóteses, algumas vão se verificar corretas, outras furadas, então se uma ideia não foi criativa ou inovadora suficiente, sempre será possível recalcular a rota: ver o que deu errado, não fazer mais e propor um novo plano.

Perceba que falamos de falhas mais de uma vez. Isso vai acontecer no processo de inovação e você e a organização em que trabalha precisam saber lidar com os eventuais erros e não sair punindo as pessoas, pois isso com certeza vai matar o espírito criativo delas. O correto nessas situações é entender o que não funcionou, para poder consertar no próximo ciclo.



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


5 maneiras de identificar e combater o trabalho análogo a escravidão no Brasil

Rede de Promoção do Trabalho Decente (RPTD) atua em três frentes principais: incidência política, acolhimento emergencial e sensibilização da sociedade

 

O trabalho análogo a escravidão ainda é uma realidade alarmante no Brasil, alimentado pela exploração da vulnerabilidade social e econômica de muitas pessoas. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), no ano de 2023 um total de 3.190 pessoas foram resgatadas no país, representando o maior número registrado em 14 anos. Além disso, a relação atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego agora conta com 654 pessoas físicas (patrões) e jurídicas (empresas) na ‘lista suja’ dessa atividade.
 

“Diante desse cenário desafiador, a Rede de Promoção do Trabalho Decente (RPTD), criada em 2018, está atuando em três frentes em prol de trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna, que são: incidência política, acolhimento emergencial e sensibilização da sociedade como um todo” explica Laís Leite, Coordenadora de Projetos do Sefras. “A erradicação do trabalho análogo a escravidão é de vital importância e, por isso, compõe a lista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)”, completa a coordenadora.
 

Como um dos líderes da iniciativa, o Sefras - Ação Social Franciscana, lista 5 maneiras para identificar e combater o trabalho análogo a escravidão:
 

Fique atento aos sinais

Ainda é comum que pessoas que se encontram em situação de trabalho análogo a escravidão não saibam identificar os indícios, como condições de serviço precárias, jornadas excessivas, falta de pagamento ou retenção de salários, isolamento dos trabalhadores, entre outros.
 

Denuncie

Uma vez que os indicadores forem identificados, é indispensável fazer a denúncia imediatamente. Utilize plataformas online como o sistema de denúncia do Governo Federal, Ipê; ou disque 100, para relatar casos de exploração.
 

Informe-se sobre os direitos trabalhistas e os sinais de trabalho escravo

Educar-se sobre as leis trabalhistas, além dos indicadores de trabalho análogo a escravidão é uma ferramenta poderosa na prevenção e combate a essa prática. Como o Projeto de Lei 01-00584/2022, que foi construído com a ajuda do Sefras, e uma vez aprovado, visa estabelecer medidas e estratégias para enfrentamento dessas condições no município de São Paulo.

Existem diversos materiais educativos disponíveis online, incluindo guias e cartilhas, que explicam os direitos dos trabalhadores e como identificar situações de exploração. Por exemplo, a plataforma CAMI, que dá cursos para promoção do Trabalho Decente, desenvolvidos em parceria o Sefras - Ação Social Franciscana, e a Smartlab, da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e do MPT (Ministério Público do Trabalho), para pesquisas e análises sobre o tema.

 

Apoie políticas públicas

O combate ao trabalho análogo a escravidão requer não apenas ações individuais, como também esforços coletivos e políticas governamentais eficazes, que incluem o fortalecimento das leis trabalhistas, aumento da fiscalização e punição para os responsáveis pela exploração. Além disso, é importante defender políticas que promovam a inclusão social e econômica, reduzindo a vulnerabilidade dos trabalhadores a situações de exploração.

 

Apoie o trabalho social 

As organizações não governamentais desempenham um papel importante na prevenção e combate ao trabalho análogo a escravidão, oferecendo apoio direto aos trabalhadores resgatados e à advocacia por políticas públicas mais eficazes. Apoiar essas instituições por meio de doações, voluntariado ou parcerias institucionais também pode ser uma maneira importante de contribuir para a erradicação dessa mão de obra no Brasil e promover os direitos humanos. Para colaborar com as ações do Sefras – Ação Social Franciscana e conhecer mais sobre seus impactos, acesse o site.


Poupatempo da Alesp começa emitir Carteira da Pessoa Autista

Documento estadual auxilia na garantia dos direitos previstos em lei, como filas e atendimentos preferenciais; parceria do Estado com o Legislativo resultou na viabilização da emissão e da sala, que agora se soma a outras 26 existentes em território paulista

 

O Poupatempo da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) começou, neste mês de Conscientização sobre o Autismo, a emitir a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CipTEA). O documento, criado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e desenvolvido pela Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD) com apoio da Prodesp, já alcança mais de 47 mil emissões em todo o estado desde abril de 2023, quando foi lançado. 

Localizado na Avenida Sargento Mário Kozel Filho, nº 165, na capital paulista, o Poupatempo da Alesp, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h, agora integra a lista dos 27 postos do Poupatempo no estado que emitem a carteira e contam com salas sensoriais, oferecendo a impressão imediata da CipTEA e a entrega do cordão de girassol ao cidadão autista.  

As salas sensoriais são espaços de acolhimento, com equipes especializadas para atendimento a pessoas autistas e neurodivergentes. Os ambientes são confortáveis, evitando crises e estresse do público atendido. O serviço também dispõe de quadros brancos, pincéis marcadores, jogos e brinquedos educativos, mural cognitivo e bola de pilates. 

O atendimento para emissão da CipTEA não requer agendamento prévio. Os demais serviços oferecidos de forma presencial devem, obrigatoriamente ser agendados sem nenhum custo pelo portal www.poupatempo.sp.gov.br, aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR, totens de autoatendimento ou ainda pelo WhatsApp, no número (11) 95220-2974.  

 

CipTEA

A CipTEA atende a normas da lei federal 13.977/20 e da Lei Estadual 17.651/23, promulgada pelo Governo de São Paulo em março de 2023. A ação faz parte do Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, instituído pelo decreto estadual nº 67.634.  

O documento facilita a identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos serviços públicos e privados em todo o território paulista, e auxilia na garantia dos direitos previstos em lei, como filas e atendimentos preferenciais.   

Para emitir o documento, o cidadão pode acessar o portal ciptea.sp.gov.br, criado pela Prodesp – a empresa de Tecnologia do Governo do Estado de São Paulo e ligada à SGGD –, ou comparecer em um dos 27 postos do Poupatempo localizados na capital, interior e litoral do estado (confira aqui a relação dos postos - https://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ciptea/). O serviço também está disponível no aplicativo Poupatempo.SP.GOV.BR.


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