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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Novembro Azul: cinco mitos sobre o câncer de próstata


Profissional da área da saúde explica alguns equívocos relacionados à doença


Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (2023), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do de pele. A realização de campanhas de conscientização e prevenção, como o Novembro Azul, é fundamental. Identificar precocemente esta doença é de suma importância para ampliar as chances de sobrevivência e qualidade de vida do paciente. 

Antonio Ribeiro, enfermeiro e coordenador do curso de Enfermagem da UNINASSAU Rio de Janeiro, desmistifica alguns mitos que ainda cercam o tema, proporcionando informações precisas sobre a doença. 

1º mito: "apenas homens mais velhos estão sujeitos à doença". De acordo com o enfermeiro, a incidência maior é em homens com mais de 45 anos, devido a diversos fatores, incluindo a longevidade. Porém, não é uma condição exclusiva.

2º mito: "se não tem sintomas, não precisa se preocupar com a doença". O rastreamento é essencial, independentemente dos sinais, já que o câncer de próstata é, muitas vezes, assintomático. O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz e com menor chance de complicações. 

3º mito: "o câncer de próstata sempre requer tratamento agressivo". O tratamento está ligado ao agravamento da doença. Logo, pode ser de baixo, intermediário ou alto risco. O profissional Antônio explica que o ‘agressivo’ está relacionado à radioterapia, terapia hormonal e privação androgênica. A cirurgia de remoção da próstata é reservada para casos simples, de baixo risco, mas todos os procedimentos cirúrgicos têm riscos associados. 

4º mito: "o exame de toque retal é a única maneira de detectar o câncer de próstata". Esta não é a única opção para o diagnóstico. Exames de sangue e de imagem também desempenham um papel importante. No entanto, é crucial superar o preconceito que cerca o exame de toque retal, já que ele é simples e vital. Antônio afirma que a avaliação manual é extremamente necessária e precisa ser explicada para os homens.

5º mito: "o câncer de próstata é sempre fatal". Segundo o coordenador do curso de Enfermagem da UNINASSAU Rio de Janeiro, com o diagnóstico precoce, há uma taxa de cura de até 90%, com baixas chances de complicações.

 

5 motivos para não esquecer de beber água todos os dias

 Médica alerta sobre a importância do consumo diário de dois a três litros da bebida 


Diante da baixa umidade e das altas temperaturas em todo o Brasil, o consumo adequado de água se torna ainda mais necessário para manter o corpo hidratado. De acordo com a Dra. Yanaí Tyski, Coordenadora Médica da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital, o ideal é ingerir de 2 a 3 litros da bebida por dia. 

“As pessoas precisam entender a importância do consumo da água. Pode parecer um assunto batido, mas percebemos que o hábito de se hidratar com água ainda encontra muita resistência. E essa falta de hidratação pode gerar problemas graves de saúde”, aponta a médica. Se você ainda não está convencido da importância da água, a Dra. Yanaí Tyski elencou cinco motivos pelos quais devemos ingerir a bebida todos os dias. Confira:


Evitar doenças: Quando não consumimos a quantidade recomendada, podemos ter quadros de desidratação crônica, que levam ao envelhecimento precoce e podem colaborar com o aparecimento de doenças, como as alergias, doenças intestinais, enxaqueca e artrite reumatoide.


Auxiliar no controle da pressão sanguínea: A água tem papel importante na densidade do nosso sangue, quando consumimos pelo menos o mínimo recomendado (2 litros diários), ela se torna um importante regulador da nossa pressão sanguínea.


Regular o intestino: A água ajuda na hidratação das fibras alimentares, auxiliando no bom funcionamento do intestino. A não ingestão de água pode levar à prisão de ventre e outras doenças intestinais e metabólicas.


Melhorar o funcionamento dos rins: Uma boa hidratação é uma das melhores formas de evitar as temidas pedras nos rins. A ingestão na quantidade indicada facilita o trabalho dos órgãos na excreção de nutrientes desnecessários.
 

Transportar nutrientes: A água ainda facilita o transporte de nutrientes e algumas vitaminas pelo nosso corpo. A baixa ingestão pode dificultar essa tarefa, evitando que esses nutrientes cheguem de forma adequada a todas as células e deixando-as enfraquecidas.


Docway
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Novembro roxo: fatores de risco, cuidados e direitos do bebê prematuro

Pediatra Giselle Pulice diz que até infecção de urina pode aumentar as chances de parto prematuro e defende acompanhamento humanizado da família sobre os cuidados com o bebê e seus direitos

 

O problema da prematuridade atinge 15 milhões de crianças todos os anos ao redor do mundo. Um em cada dez bebês nasce prematuro e esse índice continua aumentando, apesar do número total de nascimentos estar diminuindo gradativamente. “Quanto mais prematuro for o bebê, menos maduros serão os seus órgãos e seu sistema imune e maior será o risco de complicações. Por isso, são necessários exames complementares e visitas frequentes ao pediatra, principalmente nos primeiros meses de vida”, afirma a médica pediatra Giselle Pulice. 

Apesar do medo e da insegurança, a médica destaca que os avanços da medicina e, em especial, do diagnóstico e do tratamento do recém-nascido na UTI neonatal, têm possibilitado que um número cada vez maior de bebês prematuros sobreviva. “Existe sim, uma melhora nos últimos anos nas taxas de sobrevida desses bebês e isso quer dizer que não há espaço para desesperança. A melhoria nas leis que regem a permanência desse bebê no hospital também são fatores positivos porque a presença dos pais na UTI em tempo integral acalma o coração dos pais, facilita tirar as dúvidas no momento da visita do médico e o conhecimento traz mais tranquilidade para a família”, diz Giselle.

 

Cuidados e desenvolvimento do bebê prematuro: o que esperar? 

Os bebês prematuros precisam de um olhar cauteloso do pediatra, principalmente em relação ao seu ganho de peso, crescimento e desenvolvimento, pois muitos nascem com baixo peso. Para esses casos existem condutas diferentes para exames, suplementações e medicações quando comparadas ao que é indicado para bebês nascidos a termo (com idade gestacional entre 37 e 42 semanas). O desenvolvimento do bebê segue a referência da idade “corrigida” e não cronológica. 

A médica reforça que um bebê prematuro terá o acontecimento dos marcos mais tardios em relação a um bebê que nasceu na data certa, podendo gerar ansiedade quando há a comparação. De toda forma, assim como nos bebês nascidos a termo, é preciso avaliar os marcos do desenvolvimento em cada consulta porque cada bebê é único e o desenvolvimento precisa acontecer no tempo certo para cada um. 

“Como o parto prematuro acontece de surpresa, os pais geralmente não se prepararam e ficam muito assustados. Depois da alta da UTI, percebo que o sentimento de insegurança aumenta, apesar da felicidade de estar em casa, porque o bebê parece muito frágil e passou por uma internação difícil. E com razão, esses bebês devem ser olhados com mais cautela e as famílias precisam de acolhimento, apoio e segurança de informações e de condutas atualizadas. Mas, é importante ressaltar que bebês prematuros são guerreiros e trazem consigo ensinamentos de vida! É especial e muito engrandecedor vê-los lutar pela vida. São inúmeras histórias lindas de superação e milagres que podem inspirar a família a acreditar que vai sair vitoriosa”, diz a médica.

 

Direitos da família e do bebê 

“Algo que muitos pais não sabem, e sempre gosto de reforçar nas minhas consultas, diz respeito aos direitos dos pais e do bebê prematuro. Como, por exemplo, que qualquer um dos pais têm o direito de ficar com o filho na UTI neonatal em tempo integral. É um direito previsto em lei tanto para unidades neonatais de terapia intensiva, como de cuidados intermediários. Costumo falar que ‘Pai e mãe não é visita’, então eles têm esse direito assegurado por lei”, orienta a médica. 

Outra coisa importante é o tempo de licença maternidade. Para mães que tiveram filhos internados por mais de 14 dias, a licença maternidade pode ser estendida pelo número de dias que a criança ficou internada. A licença do pai por direito são cinco dias de afastamento do trabalho sem prejuízos, mas, se o empregador estiver dentro do Programa Empresa Cidadã, o período sobe para 20 dias.

 

Fatores de risco para a prematuridade 

  • Idade materna extremas: menos de 20 ou mais de 40 anos;
  • Gravidez de múltiplos;
  • Doenças como pressão alta e diabetes na gestação;
  • Infecções na gestação, inclusive de urina;
  • Alterações no útero (abertura do colo do útero ou colo curto);]
  • Descolamento de placenta;
  • Diabetes gestacional;
  • Pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na gravidez);
  • Ter tido um parto prematuro prévio;
  • Uso de cigarros e álcool na gestação;
  • Miomas;
  • Alterações clínicas na gestante ou no feto que demandem interrupção ante do tempo

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Disparidades na saúde da população negra ainda precisam ser combatidas; entenda!

Boletim "Saúde da População Negra" traz dados recentes sobre o tema e especialistas do CEJAM reforçam a importância de um olhar cada vez mais focado nesse grupo

 

As pessoas negras compõem 57% da população brasileira. Apesar de constituírem a maioria, ainda são consideradas minoria quando se trata de acesso à saúde. Esse grupo enfrenta diariamente diversas questões relacionadas aos cuidados, sendo, no final das contas, o que mais sofre com a carência de serviços adequados.

"É importante notar que as desigualdades nos indicadores de saúde enfrentadas por pessoas negras podem ser atribuídas a uma série de fatores complexos e interconectados. As raças têm características genéticas peculiares que podem, ou não, tornar um grupo mais propenso a doenças, dependendo do ambiente enfrentado. Portanto, o meio ambiente hostil, o racismo sistêmico, disparidades sociais e os fatores psicológicos conflituosos tornam as pessoas mais vulneráveis”, afirma o Dr. Jonatas Nunes, médico supervisor da Atenção Primária do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.

De acordo com o Boletim Epidemiológico "Saúde da População Negra", com base em um recente levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, entre 2010 e 2020, houve um preocupante aumento de 5% nas mortes maternas por hipertensão entre mulheres pretas. Além disso, a pandemia de Covid-19 impactou de maneira desproporcional, com 63,4% das mortes maternas decorrentes do vírus ocorrendo em mulheres pretas.

Outro ponto de destaque do estudo foi o aumento de casos de HIV na população negra nos últimos dez anos, evidenciando um crescimento de 12%. Em 2011, os negros representavam 52,6% do total de óbitos em relação às pessoas brancas, enquanto em 2021 esse percentual aumentou para 60,5%.

Esse cenário de disparidades também é observado em casos de sífilis adquirida, onde a proporção de ocorrências em pessoas negras é majoritária em todas as faixas etárias analisadas, além da preocupante incidência de tuberculose, que atingiu 63% da população em 2022.

"É necessário compreender que a saúde da população negra deve ser uma prioridade nas práticas de saúde. Reconhecer as desigualdades é o primeiro passo para combater a discriminação que exclui esse público de seu direito constitucional. Apenas a efetivação de práticas que proporcionem o bem-estar físico, mental e social mudará essa realidade", complementa Allan Gomes de Lorena, supervisor sanitarista da APS do CEJAM.

Há ainda desafios como a prevalência da doença falciforme, uma patologia genética que afeta principalmente a população negra. No Brasil, estima-se que entre 60 mil e 100 mil pessoas negras sofram com ela. Ademais, quadros como diabetes mellitus tipo II, hipertensão arterial e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) também afetam, em grande parte, essas pessoas.

“No caso do diabetes, fatores genéticos desempenham um papel importante, mas as disparidades socioeconômicas, que se refletem na falta de acesso a alimentos saudáveis, na falta de tempo para a prática de atividades físicas e em um estilo de vida menos saudável, contribuem para o aumento dessas taxas. O estresse crônico intensifica tudo, colaborando também para o aparecimento de hipertensão”, explica o Dr. Jonatas.

Para auxiliar essa população, o CEJAM vem realizando ações direcionadas a esse público nas unidades de saúde pública que administra. Nelas, há um acompanhamento ativo de pacientes com anemia falciforme e o monitoramento de pessoas hipertensas em uma linha de cuidado específica, além da articulação em rede para atender pessoas com deficiência de G6PD.



Ações de incentivo

Além dos serviços oferecidos, neste mês de novembro, que inclui o Dia da Consciência Negra (20), o CEJAM realizará, nas unidades que administra no M'Boi Mirim e Campo Limpo, diversas atividades voltadas para a temática.

"A realização de ações direcionadas para a saúde da população negra é de fundamental importância no cotidiano dos serviços públicos de saúde. E o CEJAM quer reforçar ainda mais o seu propósito com a causa, a partir de diferentes eventos abertos ao público", ressalta Raquel de Oliveira, gerente técnica regional.

Serão oferecidas palestras, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais, com o objetivo de discutir e dar visibilidade às questões que podem promover melhores práticas compartilhadas de cuidado em saúde da população negra, como equidade e justiça social, reconhecimento das particularidades e condições que os afetam, combate ao racismo estrutural e sensibilização dos profissionais de saúde.

Os interessados podem buscar mais informações nos Hospital Dia Campo Limpo, Hospital Dia M' Boi Mirim II - Vera Cruz, Hospital Dia M' Boi Mirim I - Jardim Ibirapuera e demais UBSs e AMAs gerenciados pelo CEJAM em ambas as regiões da zona sul de São Paulo. Todos podem ser conferidos no site da instituição, na parte “Onde Atuamos”.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
cejam.org.br/noticias


Ausência de banheiros afeta a vida de 4,4 milhões de brasileiros, número maior que toda a população do Uruguai

São mais de 1,3 milhões de residências brasileiras sem acesso à banheiro exclusivo, aponta estudo inédito do Trata Brasil

 

Data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial do Banheiro é celebrado anualmente no dia 19 de novembro. A ação tem como intuito jogar luz sobre a precariedade de saneamento básico ainda vivida por milhões de pessoas no mundo, em especial a privação de equipamento sanitário, buscando com isso pressionar decisores públicos e governos dos países em busca de soluções e estratégias efetivas para sanar esse problema.

 Em paralelo a esta data tão importante, o Instituto Trata Brasil, divulgou na última quinta-feira (16), o estudo inédito “A vida sem saneamento: para quem falta e onde mora essa população?”, produzido em parceria com a EX ANTE Consultoria Econômica e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). O estudo traça o perfil socioeconômico e demográfico da população brasileira que sofre com privações nos serviços de saneamento básico, utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual (PNADCA), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2013 e 2022. Para isso, a pesquisa considera cinco categorias de privações e, entre essas, é analisada a questão da privação de banheiro. 

Informações da PNADC presentes no estudo indicam que 1,332 milhões de moradias (1,8% do total de residências no país) não tinham banheiro de uso exclusivo do domicílio e o número de brasileiros que moravam nas habitações com privação de banheiro foi de mais de 4,4 milhões, número maior que toda a população do Uruguai. A maior parte das moradias com essa privação (63,1%) estava localizada nos estados do Nordeste brasileiro, totalizando 841 mil habitações em 2022. Na região Nordeste, cerca de 4 a cada 100 moradias ainda não tinham banheiro de uso exclusivo. Entre os estados do Nordeste, a maior concentração de moradias com essa privação estava no Maranhão, Bahia e Piauí. 

Mapa 1 – Moradias e população com privação de equipamento sanitário, em (%) dos totais, 2022

Percentualmente, os cinco piores estados com esta modalidade de privação, considerando moradias e a população, foram Acre, Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas, novamente com predominância das regiões Norte e Nordeste. 

O perfil dos habitantes com essa privação indica que as pessoas autodeclaradas pardas prevaleceram no total da população em privação de banheiro, respondendo por 73,7% do total em 2022. A população autodeclarada branca respondeu por 13,8% e a autodeclarada preta, por outros 10,6%. Em termos relativos, contudo, a maior frequência ocorreu na população indígena, onde 5 a cada 100 pessoas estavam na condição de privação de banheiro. Analisando a população com privação de equipamento sanitário conforme a faixa etária, o estudo indica que quase 40% das pessoas que moravam em habitações sem banheiro de uso exclusivo em 2022 tinham menos de 20 anos de idade. 

Do ponto de vista educacional, a grande maioria da população em estado de privação de banheiro não tinha instrução formal (18,1%) ou não tinha completado o ensino fundamental (54,5%). O peso da população que chegou ao ensino superior, tendo ou não completado esse ciclo, foi extremamente pequeno, de apenas 1,2% do total de pessoas em estado de privação de banheiro. 

O estudo também identificou que 60,7% da população morando em habitações sem banheiro de uso exclusivo estavam abaixo da linha de pobreza em 2022. A distribuição da população com privação de equipamento sanitário por faixa de rendimento mensal domiciliar apresenta novamente uma forte concentração nos domicílios de baixa renda. Em 2022, 76,2% do total de 4,412 milhões de pessoas em privação de banheiro moravam em domicílios em que a renda total foi de, no máximo, R 2.400,00 por mês. Outros 19,5% das pessoas em privação moravam em residências cuja renda mensal domiciliar variava entre R 2.400,01 e R 4.400,00. Essas duas classes de renda totalizaram quase 96% da população em estado de privação de banheiro. 

Sobre o panorama apresentado pelo estudo, Luana Pretto, Presidente Executiva do Trata Brasil, analisa o quão prejudicial é a ausência de saneamento para a qualidade de vida da população e para o futuro do país. “A privação dos serviços básicos tem implicações imediatas no cotidiano das pessoas, afetando sua saúde, seu trabalho e até mesmo seu estudo. É inadmissível que ainda tenham 4,4 milhões de brasileiros e brasileiras vivendo em residências sem acesso ao banheiro e que entre essas pessoas, a maioria são jovens em uma situação tão precária. Mudar essa realidade a partir do acesso pleno ao saneamento básico significa oferecer uma vida digna para os cidadãos” - finaliza a executiva.


Black Friday: cuidados e oportunidades para empresas e consumidores

A Black Friday, desde que começou a ser praticada pelo comércio brasileiro, ganhou um enorme espaço entre os consumidores e, principalmente, tornou-se uma grande data de vendas para os empresários. Neste ano, as expectativas são muito positivas em relação aos seus números, com diversas projeções do mercado que apontam que o custo de aquisição dos clientes cogita aumentar 10% em relação ao ano de 2022. Esse ano a data será celebrada no dia 24 de novembro. 

Cerca de 49% dos consumidores do mercado geral pretendem, sim, realizar compras na Black Friday, uma taxa que vêm aumentando exponencialmente todos os anos. Recentemente, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), juntamente do DataFolha, realizou uma pesquisa que forneceu dados capazes de nos mostrar uma visão mais completa sobre as expectativas para a Black Friday 2023. A pesquisa revelou uma estimativa de que a Black Friday deve movimentar mais de R$ 15,5 bilhões, tanto no mercado físico, quanto no mercado digital. 

Mas um ponto importante é que a Black Friday, criada nos Estados Unidos, tem o objetivo de liquidar e acabar com o estoque, após o maior período de compras dos americanos, que é o Thanksgiving Day ou Dia de Ação de Graças. No Brasil, entretanto, é uma data para liquidação de produtos e serviços em geral. 

Importante ressaltar que, nesse período de promoções, os consumidores precisam de cuidados, principalmente, com os golpes e sites falsos. E os comerciantes precisam se atentar as regras do Código de Defesa do Consumidor e a viabilidade financeira para participar da Black Friday. 

A Black Friday é muito conhecida no varejo pelos seus diversos descontos e ofertas, no entanto, milhares de consumidores ainda desfrutam de outras formas de economizar para garantir valores ainda mais acessíveis. É preciso que os empresários se planejem financeiramente com os preços para reduzir custos e aumentar lucro, lembrando que o período de compras mais vultuoso dos brasileiros é na época que antecede o Natal e não na Black Friday. De modo em que, no geral, para as empresas, conceder descontos grandes antes do maior período de compras no mercado brasileiro não é vantajoso. 

Por isso, é importante que as empresas avaliem se vale a pena de fato participar, pois caso haja uma participação “falsa”. Ou seja, aumentam o preço dos produtos antes da Black Friday e ao chegar na data retornam com o valor anterior como “promoção”. Trata-se de uma prática ilegal divulgar promoção na qual o valor do produto é maquiado, induzindo o consumidor a acreditar que está obtendo um grande desconto quando na realidade não passa até mesmo do preço comum, sendo esta prática caracterizada como propaganda enganosa, que é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor. 

E o empresário pode sofrer duras sanções, pois neste período o Procon está mais ativo. Inclusive, o Procon do Estado de São Paulo está com ações preventivas monitorando uma grande quantidade de e-commerces (https://www.procon.sp.gov.br/black-friday-9/). 

Houve, inclusive, reunião com algumas empresas para entenderem as propostas desenvolvidas durante a Black Friday e de forma antecipada, oferecer uma análise sobre pontos de infração ao Código de Defesa do Consumidor. Além das penalidades impostas pelos órgãos de defesa do consumidor, as empresas e varejistas que realizarem propagandas enganosas podem sofrem ações judiciais por parte dos consumidores. 

Por fim, é preciso lembrar que toda informação ou publicidade, independentemente de seu formato, integra o contrato que vier a ser celebrado e, nessa medida, possibilita ao consumidor exigir determinada oferta nos exatos termos em que lhe tiver sido feita. Com esses cuidados, é possível transformar a Black Friday em excelente oportunidade.

 

Letícia Marques - advogada e sócia do escritório da Falchet e Marques Sociedade de Advogados.

 

Serviços mantêm boa geração de empregos, mas Comércio reduz ritmo em setembro

 Setores geraram, juntos, cerca de 36 mil novos postos de trabalho no mês

 


Em setembro, no Estado paulista, Serviços e Comércio abriram, juntos, 36,1 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada, puxados principalmente pelo primeiro, cujo saldo do mês foi de 29,4 mil postos de trabalho. No segundo, esse número foi de 6,7 mil [tabelas 1 e 2]. Os dados fazem parte da Pesquisa do Emprego em São Paulo (SP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

 



Segundo a Federação, era um desempenho já esperado — e até prognosticado nos meses anteriores. No caso do setor de Serviços, mesmo abaixo do patamar de agosto (quando abriu 37,7 mil vagas), é significativo que quase todas as atividades terminaram setembro no azul. Não é o caso do Comércio, no qual se esperava pelo menos 10 mil novos postos de trabalho no mês. 

Outubro deve registrar um aumento mais significativo no comércio, principalmente por causa das vagas destinadas às demandas de fim do ano, que devem ser abertas principalmente nas atividades varejistas de gêneros alimentícios, vestuário e calçados.
 
Serviços em alta

Em setembro, os Serviços registraram 319,4 mil admissões e, em paralelo, quase 290 mil desligamentos, apontando um saldo positivo de quase 30 mil vagas. Vale lembrar que, sozinho, o setor mantém um estoque de mais de 7 milhões de vínculos ativos no Estado.
 
Dos 14 grupos de atividades analisados pela FecomercioSP, quase todos (13) terminaram o mês no positivo, com destaque para os serviços administrativos e complementares, que abriram 12,6 mil vagas no sétimo mês do ano. O grupo de alojamento e alimentação também registrou significativo saldo entre as contratações e os desligamentos (5,1 mil).
 
Na capital paulista, onde mais de 3 milhões de empregos celetistas ativos estão nos Serviços, foram criados 10,1 mil empregos formais em setembro. No ano, esse número já bate na casa dos 74,2 mil.


 
Comércio em ritmo mais lento

Já o Comércio paulista teve um ritmo mais lento em setembro, registrando 125,8 mil admissões e 119,1 mil desligamentos, considerando um estoque de quase 2,8 milhões de vínculos. O varejo foi o segmento que mais avançou, empregando mais de 3,4 mil novos trabalhadores no mês.
 
No acumulado do ano, o Comércio paulista criou 33,8 mil novos empregos, encabeçado, sobretudo, pela divisão atacadista. Os estabelecimentos do segmento já geraram, sozinhos, 17,3 mil postos de trabalho em 2023.
 
Na capital paulista, por sua vez, pouco mais de mil novos empregos foram criados. De janeiro a setembro, são quase 11 mil vínculos empregatícios abertos pelo Comércio, também impulsionados pela divisão atacadista, que gerou mais de 6,6 mil desses postos.


 
Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) passou por reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista do comércio e serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho – passando a se chamar PESP de Comércio e Serviços.
 

FecomercioSP


Black Friday: 6 estratégias para se destacar entre grandes varejistas


A Black Friday está chegando e, apesar do desempenho morno no último ano, o cenário para a temporada de promoções em 2023 é otimista. Responsável por se adaptar às práticas de consumo atuais, o comércio eletrônico será um grande aliado do varejo físico.

 

A Globo, por meio do “Panorama de Consumo na Black Friday”, constatou que 62% dos respondentes das classes A e B pretendem comprar na edição de 2023 da Black Friday. Com relação aos meios de compra online, apontou que 80% dos clientes já realizaram compras por canais como WhatsApp ou redes sociais das lojas, evidenciando esses meios como tendência.

Nesse cenário, é importante oferecer uma experiência de compra personalizada e conveniente, com foco em atendimento de alta qualidade. Isso pode incluir a implementação de chatbots para auxiliar os clientes durante o processo de compra, além de fornecer uma navegação fácil e amigável nos sites.

O caminho que o cliente fará desde o início do atendimento até a compra em si, ou seja, a experiência do cliente, precisa ser fluido e sem complicações para que não aconteça a desistência durante o processo. Outra tendência tem relação aos meios de pagamento. A crescente adoção de soluções móveis e opções de checkout simplificadas são parte essencial para a melhor experiência de compra.

Ainda que as pequenas e médias empresas não possuam os mesmos recursos financeiros e de marketing, quando comparadas com as empresas maiores, algumas estratégias podem ajudar no resultado. Confira:

 

1. Segmente suas ações: Uma boa ideia é concentrar-se em nichos de mercado específicos e atender a necessidades próprias, já que os grandes varejistas podem não estar atendendo de forma tão direcionada. Focar nos consumidores locais também é uma boa ideia, levando em consideração o senso de comunidade e apoio aos comerciantes locais. 

Criar ofertas exclusivas para a Black Friday com o gatilho de urgência (limitada) pode atrair os clientes e gerar neles esse “sentimento de oferta limitada”, assim como a inclusão de descontos especiais, pacotes de produtos exclusivos ou então serviços adicionais.

 

2. Antecipe promoções e campanhas: É importante realizar a prospecção, levando em conta os números de anos anteriores. Para isso, porém, a empresa precisa ter um sistema de organização desses dados como, por exemplo, lista de compradores, e quem já fez cadastro em algum momento. Ter esses números é interessante para ativar esses clientes e direcionar ofertas. É claro que também é muito importante que as empresas se mantenham atentas às regras da LGPD na hora de tratar os dados dos seus clientes, para que não ocorra nenhum tipo de erro na antecipação das campanhas e o consumidor não acabe sendo prejudicado de alguma forma.

 

3. Ofertas relâmpago podem ser poderosas: As ofertas relâmpago, com anúncio de desconto por tempo limitado, também podem dar bons resultados, pois cria sentido de urgência na compra. É necessário que a comunicação dessas ofertas, seja qual for, aconteça de forma clara, sem pegadinhas, sem as famosas “letras miúdas”.

Outra sugestão é usar o desconto aliado ao anúncio de “estoque limitado”, por exemplo, que aciona o gatilho da escassez, o que pode fazer com que o cliente acelere o processo de compra. Outra possibilidade é criar pacotes de produtos ou serviços, aumentando a percepção de custo-benefício. 

Em todo esse processo, quanto mais honesta e clara for a comunicação, mais confiança passará. A satisfação do cliente durante o processo de compra poderá ser convertida em depoimento, o que pode proporcionar mais “firmeza” na tomada de decisão de outros possíveis clientes. 

 

4. Não dá para esquecer do frete grátis: Dar um “plus” ao cliente pode ajudar no momento da compra para atraí-lo e fidelizá-lo. Um dos mais básicos, mas que para muitas pessoas é um elemento importante, é o frete grátis. É claro que a empresa vai determinar o que é viável para a operação e se dará o benefício apenas acima de determinado valor gasto, mas o preço do frete é um fator que pode ou não determinar a compra. Dependendo do produto vendido, oferecer garantia estendida – e mais uma vez, sem pegadinhas -, pode ser um bom atrativo complementar.

 

5. Adote um programa de recompensas: A estratégia de recompensa também pode funcionar, como cashback, pontos que podem ser trocados por produtos ou serviços, ou que podem abater algum valor no momento de nova compra. Todas essas ferramentas podem e devem ser usadas, mas sempre com uma comunicação bastante clara para não gerar ruídos e problemas com reclamações que possam prejudicar outras vendas.

 

6. Não abra mão de um bom marketing digital: Black Friday é uma das datas mais aguardadas do ano e é claro que acontece uma competição pela atenção do cliente. Uma estratégia clara e baseada em dados dos clientes será importante para o sucesso no evento. Ter a compreensão nítida sobre o público que quer atingir e os canais para impactá-lo é essencial

Para clientes antigos, por exemplo, é importante pensar em ações de ativação utilizando canais pessoais, como WhatsApp e e-mail. Para atrair novos clientes, um bom caminho é apostar no digital, com ações nas redes sociais, mecanismos de buscas, além de parcerias com influenciadores.

Todas essas ferramentas podem se tornar poderosos aliados. É necessário sempre ressaltar a importância de simplificar o processo para a aquisição de determinado produto ou serviço, assim como os meios de pagamento.

 

Leandro Rampazzo - CEO da Godiva Propaganda, agência full service/360º



Estudante: Confira como será a nova matriz curricular da rede estadual de SP em 2024

Resoluções com as novas matrizes curriculares dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio foram publicadas na edição da sexta-feira (17)

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) publicou na sexta-feira (17), as resoluções nº 52 e nº 53, que apresentam as mudanças nas matrizes curriculares do Ensino Médio e dos anos finais do Ensino Fundamental para o ano letivo de 2024. As mudanças são uma resposta à demanda de professores e estudantes da rede estadual, sobretudo do Ensino Médio. 

As mudanças foram apresentadas à rede pelo secretário da Educação Renato Feder em live exibida no Centro de Mídias. 

Confira abaixo como ficarão as aulas para 2024. 

 

No Ensino Médio: 

·         A Resolução Seduc nº 52, de 16 de novembro de 2023, com a nova matriz curricular para o Ensino Médio e todos os seus detalhes pode ser conferida neste link;

·         Na 1ª série do Ensino Médio, os estudantes terão aulas de: língua portuguesa + redação e leitura, inglês, arte, educação física, matemática + educação financeira, biologia, física, química, filosofia, geografia, história, projeto de vida e tecnologia e robótica;

·         Na 2ª série do Ensino Médio, os estudantes terão aulas de língua portuguesa + redação e leitura, inglês, educação física, matemática + educação financeira, biologia, física, química, geografia, história, sociologia e projeto de vida;

·         Na 3ª série do Ensino Médio, os estudantes terão aulas de língua portuguesa + redação e leitura, inglês, educação física, matemática + educação financeira, física, geografia, história, projeto de vida e aceleração para o vestibular;

·         As aulas de física, geografia e história serão reintegradas à 3ª série do Ensino Médio, em resposta a pedido de estudantes e professores. Isso significa um aumento de 50% em cada uma dessas disciplinas no Ensino Médio na comparação com o ano letivo de 2023;

·         A 3ª série do Ensino Médio ganha novos componentes curriculares a partir de 2024: as aulas de educação financeira, oferecidas nas três séries, e aceleração para o vestibular, exclusiva para a 3ª série;

·         O tempo destinado ao aprendizado de língua portuguesa será ampliado de 10 para 16 aulas, considerando as aulas de redação e leitura, o que representa um aumento de 60%;

·         O tempo destinado ao aprendizado de matemática será ampliado de 10 para 17 aulas, considerando as aulas de educação financeira, um aumento de 70%;

·         Haverá também um aumento de 20% nas aulas de projeto de vida;

·         Os estudantes continuarão a cursar os itinerários formativos a partir da 2ª série do Ensino Médio. A partir de 2024, a Secretaria da Educação passa a oferecer duas possibilidades de dois itinerários formativos: Matemática e Ciências da Natureza e Linguagens e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas —, além do Ensino Médio Técnico, este com matriz curricular a ser divulgada em uma resolução própria;

·         Até 2023, eram 11 (ou 12, com o Ensino Técnico) itinerários formativos, com 276 disciplinas;

·         Todos os estudantes das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio que optarem pelo itinerário formativo de Matemática e Ciências da Natureza, terão aulas de tecnologia e robótica, empreendedorismo, biotecnologia e química aplicada;

·         Todos os estudantes das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio que optarem pelo itinerário formativo de Linguagens e Ciências Humanas terão aulas de arte e mídias digitais, liderança, oratória, filosofia e sociedade moderna e geopolítica;

·         A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo acompanha as discussões sobre o projeto de lei enviado pelo Ministério da Educação (MEC) para as mudanças no Ensino Médio. Caso o PL seja aprovado, os itinerários formativos CNT/MAT e LGG/CHS estão construídos de forma a atender a expansão para 2.400 horas nas disciplinas obrigatórias.

 

Confira as novidades do Ensino Fundamental: 

·         A Resolução Seduc nº 53, de 16 de novembro de 2023, com a nova matriz curricular para os anos finais do Ensino Fundamental e todos os seus detalhes pode ser conferida neste link;

·         As mudanças nos anos finais do Ensino Fundamental têm como principal objetivo a recuperação da defasagem educacional;

·         Os estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental terão duas aulas de educação financeira por semana;

·         As aulas de tecnologia e inovação terão um acréscimo de 50% do 6º ao 9º ano, passando de uma para duas aulas por semana;

·         Para essa etapa, a Secretaria da Educação implantará uma nova disciplina, de orientação de estudos, destinada a apoiar na recuperação das defasagens e oferecer avanços no ensino no processo de aprendizagem, de acordo com a necessidade e nível de aprendizagem dos estudantes.

 

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
www.educacao.sp.gov.br


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