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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Como os movimentos feministas ocidentais podem ajudar as mulheres no Afeganistão?


Em primeiro lugar, quando analisamos as mulheres no Afeganistão, temos que dissociar o que está acontecendo da crítica à cultura islâmica. Para mim, reduzir toda essa discussão ao ponto religioso parece ser ingênuo e preconceituoso.

 

É essencial entender o que é o Talibã e como ele surge. O Talibã é um grupo extremista cujo objetivo é fazer cumprir uma lei islâmica que age de acordo com sua interpretação.

 

O Talibã esteve no poder no Afeganistão entre 1996 e 2001, marcado por fortes violações dos direitos humanos, especialmente dos direitos das mulheres e crianças.

 

No entanto, é importante lembrar que todas as religiões podem desencadear a formação de grupos extremistas de forma fundamentalista. Nenhuma religião está isenta de interpretar e usurpar seus valores para consolidar grupos extremistas.

 

Além disso, é essencial ter em mente que a agenda política do Talibã não é muito diferente da dos países ocidentais, especialmente dos países latino-americanos, com governos conservadores que não pregam o Islã.

 

Portanto, é tão essencial não generalizar experiências. As mulheres ocidentais nunca saberão pelo que o povo afegão está passando e, portanto, quando nos colocamos à disposição para ajudar, temos que conceber nossas ações reconhecendo que vemos o mundo de um lugar de privilégio.

 

Reconhecer esses privilégios é crucial porque podemos estudar e trabalhar, e não temos ideia de como é não ter mais esses direitos. Além disso, é preciso garantir que essa ajuda não se transforme em uma espécie de colonização e islamofobia.

 

Por isso, sempre recomendo antes de agir, entrar em contato com os movimentos locais para iniciar um diálogo. Mas, antes de mais nada, é preciso ouvir quem sofre com suas demandas ao invés de assumir as necessidades das pessoas a partir de sua perspectiva ocidental.

 

Mayra Cardozo - advogada especialista em Direitos Humanos e trabalha com Empoderamento Feminino.


Inteligência Artificial: 3 formas de aplicar a tecnologia em sua empresa

CEO da Rupee dá dicas e revela importância do investimento dessa tecnologia para pequenas, médias e grandes empresas, que tem revolucionado o mercado

 

A busca por inovação e ferramentas que possam auxiliar nos negócios cresce à medida que o mercado se torna mais competitivo. Assim, a tecnologia é uma aliada muito importante e necessária no dia a dia. Uma das mais utilizadas por grandes instituições é a Inteligência Artificial - IA, ferramenta que permite máquinas inteligentes interpretarem dados e utilizarem informações para resolver e realizar tarefas específicas.

 

Para Guilherme Baumworcel, CEO da startup Rupee, plataforma que une metodologia Kanban e IA aplicada em nuvem para otimizar tempo na realização de tarefas fiscais, de folha, contábil e paralegal de empresas, é impossível não esbarrar em alguma propaganda, aplicativo ou empresa que use essa tecnologia. “A Inteligência Artificial está cada vez mais presente no dia a dia da sociedade, quer tenhamos ou não conhecimento disso. Segundo o levantamento Emerging Jobs Report 2021 do LinkedIn, uma das principais profissões em ascensão é a do profissional que trabalha com essa tecnologia. A maior culpa disso é a enorme demanda por essa ferramenta”, explica ele.

 

Em outras palavras, Inteligência Artificial é uma tendência no mercado. Um estudo produzido pela Morning Consult revelou que 40% das empresas brasileiras implantaram IA em algum processo de seus negócios. “É provável que esse número dobre nos próximos anos, principalmente para quem quer inovar e facilitar a experiência do usuário ou cliente”, informa Guilherme.

 

O especialista elencou 3 formas de aplicar Inteligência Artificial nos negócios:

 

Automatização de tarefas rotineiras

“A vantagem de aplicar a tecnologia para realização de algumas tarefas é permitir que a equipe de colaboradores possa se dedicar para outras mais complexas ou para atender demandas específicas que necessitem de uma atenção especial”, comenta Baumworcel. 


Todas as tarefas podem ser automatizadas, das mais fáceis às mais complexas. Outra vantagem que a automatização traz é a eficiência na realização, visto que não será feita manualmente e, se bem programada, não entregará erros. 

 

Marketing personalizado para vendas

“Já reparou que depois que fez uma pesquisa sobre um determinado produto ou serviço, propagandas com produtos e serviços similares começaram a aparecer para você em suas redes sociais? É uma inteligência artificial feita especialmente para o marketing digital”, comenta o CEO. Essa estratégia de marketing é muito utilizada na venda de produtos dentro de sites, onde a ferramenta é capaz de associar a busca do consumidor e apresentar para ele algumas opções que se encaixam no que ele procurou, auxiliando no aumento de vendas. 

 

O marketing também se dedica em melhorar a experiência do usuário e na fidelização dele. Para isso, mensurar estratégias de relacionamento entre a instituição e o consumidor é uma das principais vantagens de aplicar a tecnologia nas tarefas da empresa. A IA permite que a empresa possa personalizar o atendimento ao cliente, coletar dados e ser capaz de responder perguntas e passar informações precisas, além de possibilitar algumas técnicas de fidelização.

 

Gestão e gerenciamento

“A IA permite grandes empresas de terem gestão inteligente da atuação de seus colaboradores. Com essa ferramenta, é possível acompanhar a realização de tarefas com mais detalhes, facilitando para o gestor quem está desempenhando as tarefas com eficiência e quais possíveis dificuldades estão surgindo”, explica Guilherme.

 

Analisar a performance de cada colaborador da equipe com essa tecnologia permitirá ao coordenador estruturar melhor seus colaboradores, otimizando a produtividade diária deles e encontrando soluções para possíveis problemas que possam surgir. Assim, a tecnologia auxilia a melhorar a qualidade do serviço ao mesmo tempo que ajuda o profissional a realizá-lo.

 


Rupee

www.rupee.com.br

7 recursos de tecnologia essenciais para melhorar a qualidade de vida do usuário no transporte público

Da compra de bilhetes a integração de modais de transporte, as inovações tecnológicas assumirão o protagonismo da mobilidade urbana nos próximos anos

 

Na última década, o transporte público mundial teve um avanço significativo no que diz respeito ao uso da tecnologia. No Brasil, não foi diferente, e a chegada de aplicativos com foco na mobilidade urbana passou a ser uma das principais alternativas para uma melhor experiência do usuário. Isso, somado aos importantes investimentos realizados pelas grandes metrópoles na infraestrutura e monitoramento dos deslocamentos, colocam o país no caminho certo para uma mobilidade mais sustentável e centrada nas pessoas.

Segundo Luisa Peixoto, especialista em mobilidade da Quicko, primeiro aplicativo 100% brasileiro de transporte e mobilidade urbana, os próximos anos serão fundamentais para a consolidação de novas maneiras pelas quais a tecnologia irá desempenhar um papel crucial na melhoria do transporte público. "A diversidade de novos serviços de transporte, integração, pagamentos e recargas digitais, informação em tempo real e a personalização dos serviços serão a tônica do uso da tecnologia na mobilidade urbana sustentável. Ou seja, ela será a protagonista de um mundo com serviços de transporte mais sustentáveis, igualitários e com maior qualidade ", comenta.

Apesar dos muitos desafios pela frente, a sociedade vem avançando na construção de uma mobilidade mais qualificada nas cidades brasileiras. Somente o município de São Paulo, por exemplo, investiu mais de R 325 milhões na expansão e manutenção de ciclovias e ciclofaixas. Outra metrópole brasileira que passou por uma grande transformação é Salvador. A capital baiana, que em 2015 tinha pouco mais de 6 quilômetros em linhas de metrô, possui atualmente mais de 33 quilômetros com uma expectativa de chegar a 41 nos próximos anos. Cidades como Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Distrito Federal entre outras regiões, também seguem com a implementação de políticas e projetos para melhorar a qualidade do deslocamento das pessoas.

A especialista da Quicko elencou sete recursos essenciais já disponíveis para auxiliar os usuários no uso dos modais públicos:

Veja abaixo:

1. Bilhete móvel

Uma das principais inovações é a bilhetagem eletrônica. A Quicko, por exemplo, oferece em algumas cidades a compra e recarga de bilhetes móveis com integração entre os modos de transporte, como ônibus, metrô e trem. Essa funcionalidade envolve a instalação de validadores eletrônicos de tarifas nos veículos, que são usados ​​para registrar créditos comprados por meio de um aplicativo móvel - como o Quicko app. Com a tecnologia NFC (Near-Field Communication - Comunicação de Campo Próximo, em inglês) já disponível em alguns modelos de celular, as tarifas são debitadas sem contato e eliminam completamente a necessidade de lidar com qualquer dinheiro físico ou cartões - bastante conveniente em tempos de pandemia.

2. Insights de dados e otimização de rota

Utilizar os dados agregados que vêm de tecnologia inteligente, como bilhetagem móvel e mesmo os registros dos usuários via aplicativo, pode ajudar as empresas e autoridades municipais de transporte a criar novas práticas mais eficientes enquanto aumentam a acessibilidade para os cidadãos.

Veículos públicos que tenham um GPS instalado e conectado às redes móveis das cidades podem enviar os dados de deslocamento e permitir insights em tempo real para monitorar o desempenho das linhas, aumentar a comunicação e reduzir o tempo de resposta com problemas operacionais.

3. Antecipação de eventos inesperados

Circunstâncias imprevistas às vezes podem atrapalhar o transporte público, como greves e manifestações populares, avarias nos veículos, interdições de ruas por mau tempo, acidentes etc. No caso de um imprevisto, o aplicativo pode notificar os passageiros com antecedência, enviando alertas para seus celulares, por exemplo.

4. Acessibilidade multimodal

É necessário que o transporte público ofereça uma interface cada vez mais amigável para o usuário, objetivando oferecer experiências simplificadas e intuitivas - ainda mais nas grandes capitais e em meio à pandemia. Ter um aplicativo que ofereça a opção de comprar e resgatar passagens de ônibus é uma coisa, mas ter um aplicativo que engloba pagamento e integração com metrô, trens, táxis, bicicletas e outros diversos serviços de transportes urbanos é a base da nova mobilidade. Esta promove cada vez mais a complementaridade entre os modais e amplia o acesso da população aos sistemas de transportes.

5. Múltiplas opções em uma única conta

Tendo o usuário em mente, a tecnologia no transporte público vem permitindo a criação de uma experiência de viagem muito mais personalizada. Uma mudança neste cenário é a cobrança automática de tarifas com registro em uma única conta. Assim, todo o histórico de viagens, documentos e informações de contas dos passageiros são reunidos em um único painel personalizável.

Com essa tecnologia, fica muito mais fácil ao passageiro usar diferentes meios de transporte e salvar rotas ou viagens específicas para uso posterior. Isso também elimina o incômodo de ter de gerenciar várias contas de usuário, métodos de pagamento e informações financeiras dos diversos modais.

6. Aumento no número de passageiros

Com um foco contínuo na sustentabilidade e na necessidade de tornar a cidade mais igualitária, a priorização do transporte público e dos serviços de transportes mais sustentáveis são a solução. Com um maior investimento em tecnologia, é possível qualificar a experiência da população em seus deslocamentos diários e portanto atrair mais usuários do carro privado para a utilização do transporte público. Além disso, a integração entre meios de transporte cria uma experiência porta a porta, fluida e conveniente. A tecnologia ajuda a promover um ambiente onde a escolha mais fácil para o indivíduo é também a melhor escolha para as cidades.

7. Sistemas de transporte público sob demanda

Esse é o próximo passo. Imagine se você não precisasse planejar sua jornada em torno das rotas de ônibus ou trem; em vez disso, você pode chamar o ônibus para buscá-lo. Este não é apenas um sonho, isso já é realidade em diversas cidades ao redor do mundo e também no Brasil, que oferecem um serviço de ônibus sob demanda. Usando um smartphone, o usuário indica onde ele deseja ser pego e deixado dentro das áreas designadas. As empresas de ônibus podem agregar essas demandas por meio de algoritmos para calcular qual a melhor rota. Assim, itinerários vazios são evitados e os passageiros podem esperar bem menos.

 

Quicko

quicko.com.br  

Como o Business Intelligence pode ajudar a superar momentos de crise

Análise complexa de dados ajudam a tomar decisões mais assertivas para empresas e negócios, sendo essencial em momentos de retração econômica

 

A coleta de dados é uma realidade no dia a dia de qualquer empresa, desde os micros aos megaempresários. Seja por tabelas prontas de redes sociais ou pesquisas com clientes, há diversas formas de obter informações sobre a recepção do seu empreendimento. O que nem todos sabem é como de fato analisar esses dados para tomar decisões relevantes para a empresa. Em tempos de retração econômica, nos quais os riscos se tornam maiores, é fundamental saber o que vale a pena ou não adaptar ao seu negócio.

O mercado empresarial sempre é instigado ao máximo para que tenha autoconhecimento, especialmente nos momentos de crise, como aponta Walter Muller Garcia Xavier, Professor de Gestão de Dados e Business Intelligence do ISAE Escola de Negócios. “Para isso, ferramentas de Business Intelligence são a melhor opção”, destaca. “Pode ser desde um Excel a uma grande ferramenta de mercado, mas ter em mãos as suas informações e poder cruzá-las e compará-las a outros concorrentes se torna vital para identificar oportunidades e lacunas nos momentos de crise”. O professor lembra, ainda, que a análise inteligente de dados é essencial para além dos tempos de retração econômica: “Não se esqueça também que, fora da crise, é este tipo de informação que vai ajudar a sua empresa a crescer e ser um diferencial de mercado”.

Para tomar decisões que sejam baseadas em dados relevantes é que surgiu o Business Intelligence (B.I), também chamada de Negócios Inteligentes. A expressão destaca a importância de pensar um empreendimento de forma inteligente, estruturada em análise empresarial, infraestrutura de informações e práticas adotadas a partir da análise complexa desses dados.

“Dados obtidos não são meramente valores passivos para amostras em painéis, são valores que devem fomentar decisões assertivas que impactem os ativos do seu negócio de modo positivo”, conta Francisley Valdevino da Silva, CEO da Intergalaxy SA (www.intergalaxy.io), empresa especializada em tecnologia e comunicação que desenvolve softwares, interfaces e aplicativos através da rede Blockchain. “Os dados coletados constituem as Baselines, resultados básicos do modelo de negócio atual que servirão de base para melhorar as estratégias da empresa”, complementa Silva.

Ferramentas como Inteligência Artificial e Machine Learning ajudam a entender o comportamento do consumidor a partir de suas ações no mundo digital – de compras online a atividades em redes sociais – que podem servir como baseline. O acúmulo destas informações é conhecido como Big Data. “O Business Intelligence busca entender e analisar da melhor maneira os dados de Big Data. Reações positivas de consumidores são interessantes, mas as negativas também possuem seu valor: se uma quantidade considerável de clientes não gostou do seu produto, é uma oportunidade de entender o que eles buscam e como melhorar seus serviços para atingi-los”, explica o especialista.

Mas analisar apenas se a receptividade de um produto não é suficiente. Por isso, o B.I tem ganhado destaque. A análise complexa vai além disso, registrando pontos fortes e fracos da empresa e construindo conclusões inteligentes baseadas em informação, de maneira otimizada, direcionada e segura. “Estamos tratando de um trabalho extremamente detalhado e que leva em consideração vários fatores que movem uma empresa. Com uma análise precisa, baseada em dados importantes e ações de gestão e monitoramento, o Business Intelligence pode ser um grande diferencial para o sucesso de empresas dos mais variados portes e de diferentes setores no mercado”, completa Silva.

Confira a lista preparada pelo especialista da Intergalaxy com 8 benefícios da inteligência empresarial:

  1. Ajuda o empreendedor conhecer todos os detalhes do negócio;
  2. Fortalece a eficiência dos processos de tomada de decisões, com base em dados reais;
  3. Consolida uma base de dados que dará suporte à gestão;
  4. Reduz o risco de erros nos processos da empresa;
  5. Traz dados assertivos e personalizados, no tempo certo, para profissionais dos mais variados setores da empresa;
  6. Identifica os pontos fracos na área comercial e ajuda a criar oportunidades;
  7. Traz respostas rápidas a qualquer consulta sobre a empresa;
  8. Detalha informações relevantes sobre o comportamento dos clientes.

 

Poupatempo de Itaquera é o primeiro da capital a atender presencialmente serviços do Sebrae

A solicitação deve ser feita pelo site e o agendamento é obrigatório para ser atendido; serão oferecidas, em média, 36 vagas por dia 


O Poupatempo de Itaquera incorporou à sua grade de atendimento presencial os serviços do Sebrae. Com a chegada do órgão no primeiro posto da capital paulista, o objetivo é auxiliar cidadãos que buscam por orientações ou pretendem abrir um negócio, além de atender microempresários que precisam resolver pendências cadastrais e financeiras junto à Receita Federal.  

O atendimento será feito em duas mesas, com a oferta de sete serviços, sendo um para cidadãos que desejam se formalizar no mercado de trabalho, como Microempreendedor Individual (MEI), dois voltados ao público geral (Orientações Técnicas Gerais e Ideia de Negócio) e os outros quatro para atender pessoas já enquadradas na categoria de MEI (Impressão de Guia DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional –, Parcelamento de Débitos, Baixa e Atualização Cadastral). Serão oferecidas, em média, 36 vagas por dia.  

“Estamos muito felizes com mais uma parceria com o Sebrae. Agora, o Poupatempo de Itaquera, que também disponibiliza atendimentos de órgãos como o Detran.SP, IIRGD, Sabesp, ProconSP, entre outros, passa oferecer opções de serviços que poderão ajudar muitos cidadãos a alavancar suas carreiras e potenciais negócios. Nossa verdadeira missão é poder contribuir para facilitar a vida dos moradores da região, incentivando talentos a crescerem, movimentando a economia do nosso Estado por meio de geração de renda e empregos”, afirma Murilo Macedo, diretor da Prodesp – Empresa de Tecnologia de São Paulo, que administra o Poupatempo.  

Para ter acesso aos serviços do Sebrae no Poupatempo é necessário agendar data e hora previamente pelo portal www.poupatempo.sp.gov.br. Além de Itaquera, a unidade de Franco da Rocha, na Região Metropolitana e a de Catanduva, no interior, também disponibilizam atendimentos para o órgão.   

 

Programa Poupatempo   

Administrado pela Prodesp – empresa de Tecnologia do Estado – o Programa Poupatempo tem 23 anos de existência e já realizou cerca de 630 milhões de atendimentos à população. 

Com o início da pandemia, em março de 2020, o programa acelerou o processo de digitalização dos serviços, para melhor atender a população. Até o fim deste ano, o objetivo é chegar a 180 serviços digitais, e a mais de 240 em 2022. 


Afeganistão, mulheres e o povo hazaras, uma crise humanitária mundial

A Comissão de Direito e Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Santos considera que o retorno ao poder do Talibã no Afeganistão é uma notícia dramática sob múltiplos pontos de vista.

O declínio dos direitos e liberdades do povo afegão já é um fato e a vontade de promover a democracia desmoronou tão rapidamente quanto a comunidade internacional decidiu abandonar sua missão no país. Estamos particularmente preocupados com a situação que as mulheres terão de enfrentar, que voltarão a ser vítimas de uma visão fundamentalista, retrógrada e autocrática da vida em sociedade.

Em relação a esse cenário, afirmo que a Comissão de Direito e Relações Internacionais da OAB Santos é totalmente desafiada pelo drama humanitário que se desenrola no Afeganistão.  A comunidade internacional deve abandonar imediatamente sua atual posição de não beligerância em relação ao regime do Talibã e exigir respeito inabalável pelos direitos humanos.

Acreditamos que as necessidades urgentes do povo afegão e especialmente da população feminina precisam ser atendidas. A intervenção da NATO tinha fornecido duas décadas de progresso na igualdade e da defesa dos direitos das mulheres. O fato de as mulheres serem novamente forçadas a abandonar a escola e a vida pública, bem como a sofrer todo tipo de violência física e social, é uma tragédia que a comunidade internacional deve enfrentar imediatamente.

Os hazaras são um povo que sofre profunda discriminação étnica dentro do seu próprio país, pois a maioria fundamentalista sunita, viam os hazaras como infiéis que mereciam morrer. Eles não tinham a aparência que devia ter um afegão e não faziam suas devoções como devia fazer um muçulmano. Dizia um ditado afegão: "Aos tadjiques o Tadjiquistão, aos usbeques o Usbequistão, e aos hazaras o goristão (cemitério)."Os hazaras são vítimas de vários ataques terroristas, cometidos por grupos armados, em particular Daëch e o Taliban. Facilmente reconhecíveis por seu rosto asiático, eles costumam ser sequestrados durante suas viagens entre as principais cidades.

Celebramos a evacuação de todos os que fugiram do regime talibã, mas acreditamos que o desafio nesta área também é grande.

E para que, sendo Santos uma Cidade de Acolhimento e Refúgio, nos empenharemos, em colaboração com todas as administrações, para que a advocacia, os profissionais do Direito e da Justiça e, em geral, todos os cidadãos afegãos que não queiram viver sob o jugo do Talibã, possam continuar suas vidas em países onde seus direitos e liberdades são respeitados.

 


Richard Geraldo Dias de Oliveira - presidente da Comissão de Direito e Relações Internacionais da OAB Santos.


 

KAYAK realiza pesquisa em parceria com Interamerican sobre o perfil dos viajantes em 2021

Crédito da foto: por Ekaterina Pokrovsky para Adobe Stock

Os dados vão identificar os novos perfis e hábitos do viajante neste momento na América Latina

 

 



Com a retomada gradual do turismo impulsionada pela vacinação da população global, os hábitos dos viajantes vêm se adaptando à nova fase da pandemia de COVID-19. Para ter um panorama completo do contexto atual, o KAYAK realiza, em parceria com a Interamerican Network no Brasil, uma pesquisa para entender o novo cenário dos consumidores de viagens e servir de guia para que as empresas do setor e os destinos possam se adaptar ao novo perfil do viajante por meio dos dados obtidos.


O setor de turismo é um dos mais afetados pela pandemia de COVID-19, no entanto, dados do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostram que o turismo nacional teve faturamento de R$ 58 bilhões no primeiro semestre do ano. Considerando apenas junho, o setor faturou R$ 10,2 bilhões, representando uma alta de 47,3% na comparação com igual mês de 2020.


Com o avanço da cobertura vacinal e cerca de 63% da população brasileira imunizada com pelo menos a primeira dose, é natural esperar que o turismo seja reaquecido e o planejamento de viagens volte à lista de prioridade dos brasileiros. Segundo o Mapa de Restrições do KAYAK, 120 países já abriram suas fronteiras para viajantes vindos do Brasil.


Considerando o novo cenário, as empresas do setor têm buscado estudar ainda mais o consumidor e seus recentes hábitos e intenções de viagem. Pensando nisso, o KAYAK promove com a Interamerican essa pesquisa para entender melhor o perfil do viajante e disponibilizar dados para o mercado.


“É importante desenvolver pesquisas confiáveis com dados suficientes para entender o cenário e gerar perspectivas embasadas para o futuro do turismo. Com esta análise esperamos auxiliar na tomada de decisão das empresas do setor em toda a América Latina”, explica Gustavo Vedovato, Country Manager do KAYAK no Brasil.


Composta por quinze questões, a pesquisa tem como objetivo de levantar o perfil dos viajantes latinomaericanos, preferências de viagem (tipos de transporte, hospedagem e duração da estadia), assim como entender as principais preocupações dos consumidores durante o planejamento. O estudo será aplicado em diversos países da América Latina e estará disponível para resposta até 01 de outubro.


Os resultados serão divulgados na segunda quinzena de outubro e Danielle Roman, presidente e CEO da Interamerican Network, reforça a necessidade de dados de qualidade para embasar as estratégias a serem traçadas para a plena retomada do turismo. “Esta é a terceira pesquisa que realizamos com este intuito e elas têm sido uma relevante fonte de dados para o mercado. Essa análise ganha maiores proporções com a liderança do KAYAK, que já realiza importantes estudos no setor”, completa a executiva.

Para responder à pesquisa, clique aqui



 

KAYAK

 www.KAYAK.com.br

 

 Interamerican Network

 

Marketing de relacionamento: como causar impacto de forma personalizada?

Em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico, o relacionamento entre as marcas e seus clientes está em constante mudança. O marketing massivo que antes, predominava e conquistava excelentes resultados, não é mais efetivo. Hoje, o consumidor deixou de ser passivo para se tornar o protagonista que escolhe como, quando e por onde quer falar com uma empresa. Diante deste novo perfil, somente o marketing de relacionamento é capaz de impactar positivamente os usuários de maneira individualizada, criando conexões duradouras para a perpetuidade do negócio.

O consumidor digital representa as mudanças culturais e econômicas originadas pelos avanços tecnológicos intensificados nos últimos anos. Aqueles que antes, se limitavam a ouvir o que as marcam tinham a dizer, hoje anseiam por serem ouvidos, repensando o que esperam das empresas e os motivos pelos quais decidem suas compras. Tal transformação, sentida de maneira mais intensa desde o início da pandemia, teve no Brasil o principal líder do movimento, assim como comprova um estudo feito pela Accenture.

Segundo seus dados, 71% se enquadram em um novo grupo, identificado como “consumidores reimaginados”, em contraste com apenas 8% que permanecem consumindo à moda antiga. Ainda, novos motivos decisores de compra foram identificados na pesquisa, como saúde e segurança (14%), serviços e cuidados pessoais (12%), além de confiança e reputação (12%).

Como justificativa para essa nova necessidade, as redes sociais foram algumas das principais a abrirem o espaço desejado para um maior diálogo entre as partes. Graças a elas, os usuários podem expressar suas opiniões sobre produtos ou serviços, fazer reclamações e obter respostas mais rápidas. Ao mesmo tempo em que proporcionaram tais vantagens aos consumidores, também devem ser aproveitadas pelas companhias como um dos meios para conquistar um efetivo marketing de relacionamento.

Com ele, as empresas podem entender com maior precisão sua persona e suas dores para, a partir disso, criar uma comunicação personalizada, tendendo ao pessoal. Quando bem feito, pode ainda estimular o famoso boca a boca, altamente benéfico para a divulgação de qualquer empresa. Muito além do que aproximar os consumidores, o marketing de relacionamento visa a criação de fãs para a marca – o que definitivamente poderá contribuir fortemente para a autoridade da empresa frente o mercado e, consequentemente, menores esforços futuros para a vinda de novos clientes.

Para aquelas que estão iniciando sua jornada neste processo, a tecnologia deve ser entendida como a grande chave para o sucesso. Hoje, o ambiente online é o meio no qual o consumidor encara o mundo. Por isso, as companhias devem investir em ferramentas de automação que permitam enviar mensagens que criam conexão com o cliente, oferecendo produtos e serviços que façam sentido para ele. Segmentar os dados dos consumidores e leads é uma excelente estratégia que pode auxiliar nessa missão.

Em conjunto, a tecnologia também permite a utilização de multicanais para estar presente onde o cliente está. Seja em canais como e-mail, redes sociais, WhatsApp ou SMS, como exemplo. Mas, lembre-se: o marketing de relacionamento é sobre o cliente e o que ele está procurando, não sobre o que a marca quer vender. Mensagens massivas devem ser evitadas ao máximo, a fim de que elas não sejam enviadas a públicos incoerentes com sua persona.

Por fim, não seja invasivo. Uma extensa quantidade de mensagens pode fazer com que o cliente deseje sair de sua base de contatos. Um bom vendedor deve ter uma lista sábia de consumidores, com seus perfis e preferências, sem que crie uma comunicação excessiva. O marketing de relacionamento está na cultura de uma empresa, devendo ser incorporado por todos para que as expectativas sejam atendidas.

 


Marcos Guerra - Superintendente de Receita e Marketing na Pontaltech, empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel.

 

Pontaltech

https://www.pontaltech.com.br/


Projeto propõe reclassificação de municípios de estâncias turísticas e de interesse turístico

Proposta do Executivo em tramitação na Alesp também consolida a legislação referente aos municípios turísticos do Estado


Os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo analisam o Projeto de Lei 582/2021, de autoria do Executivo, que busca consolidar a legislação referente aos municípios turísticos do Estado e revisar o ranqueamento de classificação entre Estâncias Turísticas e os MITs (Municípios de Interesse Turístico).

A proposta chegou no Parlamento paulista no começo de setembro e já recebeu 16 emendas e uma proposta de texto alternativo. Com tramitação em regime de urgência, o texto seguirá agora para avaliação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, e outras comissões temáticas, como a Comissão de Atividades Econômicas.

O turismo é uma das áreas que mais poderão se desenvolver após a população paulista estar completamente vacinada da Covid-19. As alterações vão proporcionar mais condições de investimento aos municípios, fortalecendo o setor e gerando emprego e renda, de acordo com justificativa do governo estadual.

Segundo a proposta, serão consolidadas em um único texto 56 leis vigentes no Estado, desde a década de 1940 até os dias atuais. O projeto também revisa o ranqueamento das cidades turísticas do Estado. Com a medida, podem receber o título de Estâncias Turísticas os municípios de Barretos, Araras e Paraibuna. Já as cidades de Campos Novos Paulista, Igaraçu do Tietê e Poá devem ser reclassificadas como MITs.

A reclassificação dos municípios segue as normas da Lei Complementar 1.261/2015, que determina que seja encaminhado à Alesp um projeto de lei revisional dos municípios turísticos, onde até três Estâncias Turísticas que obtiverem menor pontuação em ranqueamento técnico das cidades turísticas, elaborado pela Secretaria de Turismo do Estado, poderão ser reclassificadas a Municípios de Interesse Turístico, e os três MITs com maior pontuação no ranqueamento poderão virar estâncias turísticas.

O deputado Adalberto Freitas (PSL) declarou apoio a iniciativa e destacou a sua importância na geração de empregos e fomento a renda nas regiões, e falou sobre os aportes realizados às estâncias turísticas.

"Municípios classificados como estâncias turísticas permitem aportes financeiros para investimentos necessários em infraestrutura e ao desenvolvimento do turismo na região, fomentando a economia local gerando emprego e renda", disse.


Turismo

O Estado de São Paulo conta com 140 municípios de interesse turístico e 70 estâncias turísticas. Esses municípios dispõem do Fundo de Melhoria dos Municípios Turísticos (Fumtur), e recebem aportes financeiros com base na arrecadação de impostos municipais, que auxiliam no desenvolvimento das regiões com investimentos necessários em infraestrutura e para o desenvolvimento do turismo na região, fomentando a economia local, gerando empregos e renda.

As Estâncias Turísticas recebem um valor de repasse maior, em comparação aos MITs, por serem classificadas como destinos turísticos já consolidados. De acordo com a Secretaria de Estado do Turismo, em 2020 foram destinados às cidades turísticas do Estado R$ 223,3 milhões e, em 2019, os repasses chegaram a R$ 185,3 milhões.

Porém, para receber esses aportes, é necessário que as cidades cumpram requisitos. Para ser considerado um MIT é preciso que a cidade tenha potencial turístico, capacidade de serviço médico emergencial, meios de hospedagem no local ou na região, serviços de alimentação e serviço de informação turística. Além de dispor de infraestrutura básica capaz de atender a população fixa e aos visitantes, no que se refere a abastecimento de água potável e coleta de resíduos.

No caso das estâncias, é necessário que o município seja um destino já consolidado com um turismo efetivo de fluxo permanente de visitantes, e possua atrativos turísticos de uso público e caráter permanente, sejam eles naturais, culturais ou artificiais.

Para que uma cidade venha a receber uma dessas classificações, é necessário que um deputado estadual apresente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto de lei que objetive a classificação de município como Estância Turística ou como de Interesse Turístico. Entretanto o projeto precisa de estudos da demanda turística da região, inventário feito pelo prefeito; de atrativos turísticos do município; dos equipamentos e serviços turísticos e da infraestrutura de apoio à área.

 


Leonardo Ferreira


Síndrome de Boreout: como o tédio no trabalho pode afetar a saúde mental

Falta de demandas está entre as causas de ansiedade e frustração nos profissionais, apontam especialistas


O excesso de trabalho pode levar os profissionais a um estado de extrema exaustão, estresse e esgotamento físico, fatores capazes de desencadear a conhecida Síndrome de Burnout. Em um cenário oposto, a falta de demandas pode levar a uma condição de tédio no trabalho, a chamada Síndrome de Boreout .

A expressão vem da palavra inglesa "boring", que significa monótono, entediante. Nas empresas, pode ser aplicada a uma situação de baixo volume de tarefas cotidianas. Também é relacionada a funções que exigem do colaborador alguns dias de atuação intensa, fazendo com que no restante do tempo ele fique ocioso. Essa combinação perigosa pode afetar a saúde mental de um profissional.

Para Ricardo Basaglia, diretor geral da Michael Page, referência mundial em recrutamento especializado de executivos para posições de alta e média gerência, a prática do home office durante a pandemia pode ter contribuído para gerar apatia em alguns profissionais.

"Com as pessoas trabalhando de casa, sem o convívio social com os demais colegas e com o ambiente da empresa, é possível que surjam reflexões e, até mesmo, questionamentos sobre a produtividade e relevância de sua função dentro da organização. Ter dias menos demandados é normal. O perigo está na sensação de tédio constante", comenta.

Muitos associam essa condição de tédio à preguiça ou má vontade, mas, para o especialista em recrutamento, há muito mais a que se observar: "Nem sempre a falta de demandas é uma questão natural, do dia a dia daquela função. Podemos nos deparar com situações de superiores centralizadores ou que praticam microgerenciamento. A falta de planejamento e de organização das tarefas da equipe também pode contribuir para esse cenário", diz.

Na visão de Basaglia, é necessário que haja uma comunicação clara e direta entre os líderes e seus subordinados para que casos de ociosidade no trabalho sejam reduzidos. "Especialmente nesse momento de trabalho remoto, os gestores devem estar ainda mais atentos a seus colaboradores e procurarem formas de ampliar seus espaços de comunicação. Reuniões de feedback podem ajudar nesse processo de escuta sobre as dúvidas, anseios e questionamentos dos profissionais", afirma.

Para Basaglia, mais do que apenas pensar nos resultados da empresa, é importante que empresas e lideranças se preocupem também com o desenvolvimento de seus colaboradores. "Uma condição de tédio pode levar o profissional à frustração, fazendo com que ele desista de seu emprego e da carreira que tanto se dedicou a exercer. Como líderes, precisamos olhar para essas situações com empatia, a fim de ajudar quem está ao nosso redor", conclui.


Impactos na saúde mental

De acordo com o Dr. Lúcio Costa, superintendente médico da It’sSeg, terceira maior corretora de seguros do país especializada em gestão de benefícios, além do sentimento de frustração, o tédio pode causar transtornos mentais, como a ansiedade.

"Acredito que quando a pessoa enfrenta o tédio no trabalho, ela de fato perde comprometimento e motivação. E isso pode gerar esgotamento mental, ocasionando aumento de estresse e transtornos como a ansiedade e a depressão, por exemplo. Consequências físicas também podem surgir como fadiga, dor de cabeça e insônia, formando um grande ciclo danoso ao profissional", explica.



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Com real digital, fronteiras no mercado financeiro se apagam e demanda por tecnologia aumenta, afirma Capco

Com maior dinamismo, é preciso usar outras tecnologias como IA, IOT e realidade aumentada para recriar experiência do cliente e agregar valor.

 

Nos últimos anos, o Banco Central do Brasil (BCB) colocou em marcha uma agenda robusta e ousada de inovação e inclusão financeira que inclui a entrada de mais empresas de pagamentos no mercado e que passa pelo Pix e Open Banking para chegar ao próximo estágio: o real digital, que deve chegar ao mercado em dois a três anos. “A moeda digital trará um impulso ainda maior de competitividade para as empresas e um novo horizonte de oportunidades”, afirma o Head do Capco Digital Lab, Manoel Alexandre Bueno e Silva. A Capco é uma consultoria global de gestão e tecnologia dedicada ao setor financeiro e está engajada em vários processos de transformação digital no Brasil e outros países, inclusive nas discussões sobre as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs).

Segundo o executivo, essas iniciativas do BCB vão gerar mais eficiência e reduzir custos e tempos de processos. Ao mesmo tempo, levarão ao uso, pelas instituições financeiras e empresas, de tecnologias emergentes como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e Realidade Aumentada (RA). Com isso, vão recriar a experiência do cliente e agregar outros tipos de valores, completa o executivo.

“O Pix e Open Banking têm foco em aumentar a competitividade e estamos vendo o que os grandes bancos e startups estão fazendo com essa agenda, criando, por exemplo, novos produtos. O varejo vai ser mais competitivo, terá menor custo, oferecerá mais segurança e poderá oferecer mais opções para seus clientes, o que é bom para todo o ecossistema. O real digital é mais um importante passo nesse movimento”, afirma o Head do Capco Digital Lab. Um dos motivos se deve à redução do alto custo com impressão, transporte e segurança do papel moeda. Além do fato de o BC ter como meta que a moeda digital leve à criação de novos produtos e serviços.

Bueno e Silva lembra que as CBDCs têm diferenças em relação as criptomoedas já existentes. Uma diferença fundamental é que são emitidas pelo BCB em formato digital, sendo, portanto, responsável por ela. “Trata-se de uma extensão da moeda do país. Ao contrário das criptomoedas, que não têm controle centralizado, um banco central dando regras. Inicialmente, o real digital não deverá substituir o dinheiro físico. Mas quem vai ditar como vai ser em 10, 20 anos, são os usuários”, explica.

“É importante ter em mente que o sistema financeiro brasileiro é um dos mais avançados do mundo. Por exemplo, os EUA demoraram 10 anos a mais do que nós para ter biometria nos caixas eletrônicos. Logo, temos uma chance enorme de que o real digital seja rapidamente aceito pelos usuários e ainda contribua para a inclusão financeira, assim como ocorreu com o Pix”, diz.

O real digital pode viabilizar, por exemplo, pagamentos offline, para permitir transações em áreas sem acesso à internet, mas com uma camada enorme de segurança. China e Índia estão entre os países buscando criar soluções offline. “Isso poderia evoluir para uma mudança conceitual do uso do dinheiro, fazendo pagamento sem se preocupar se há internet. Isso é um potencial enorme de bancarização e digitalização. Para pequenos negócios que têm margens pequenas e em crise com a pandemia, a internet é cara. Talvez seja a grande resposta para a digitalização da população”, completa.

Bueno e Silva defende que os empreendedores vejam as mudanças como grandes oportunidades para serem protagonistas e não vítimas. “É interessante ver que eles são os que mais usam o Pix, que mais rápido perceberam como o serviço poderia ajudar nos processos deles. Recomendo que os empreendedores acompanhem o que está acontecendo e com foco nos clientes para verem como agregar valor nos produtos deles a partir do que está acontecendo no mercado com Pix, Open Banking e o real digital. E que vejam de que forma podem reduzir etapas desnecessárias, captar negócios e integrar as novidades da melhor maneira possível nos negócios”, propõe o Head do Capco Digital Lab.

O executivo prevê que o processo de uso do real digital será como o do Pix e do Open Banking. “No início do Pix, houve uso tímido, não havia muitas soluções. E caminhamos com cada vez mais produtos e usuários tendo maior confiança nesse sistema. Open Banking é a mesma coisa, estamos entrando na fase dois, em que clientes podem compartilhar seus dados com as instituições financeiras que deverão aumentar a oferta de produtos e serviços mais adequados a eles, como créditos a taxas menores. A implantação da moeda será a mesma coisa. Será o começo de uma jornada que vai caminhar para oferecer segurança, vai entrar gradativamente nas faixas da população e depois as soluções mais ousadas, como pagamentos offline”, conclui.




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