Para a diretora da Brasís Contabilidade
e especialista em assessoria de pequenas empresas, Cristiane Almeida, a
organização financeira é decisiva para a sustentabilidade de projetos
socioeducacionais e o acesso a editais e parcerias.
A crescente leva de endividamento das empresas levou o setor a acumular débitos de R$ 213 bilhões, com mais de 90% do perfil dos inadimplentes pertencente a pequenas e médias empresas, segundo o Serasa Experian. A discussão chegou às associações educacionais logo após o alerta de endividamento no Brasil entre os setores mais vulneráveis, que enxergam na má gestão financeira uma potencial perda de editais e parcerias.
Diante das exigências por transparência, organização financeira e capacidade de prestação de contas para acessar recursos públicos e privados, as escolas infantis, creches comunitárias e projetos sociais com apelo à educação ainda dependem de uma estrutura contábil para viabilizar as suas atividades, a contabilidade também pode ser uma aliada no papel estratégico de iniciativas educacionais e comunitárias.
De acordo com a diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de pequenas empresas, Cristiane Almeida, a ausência de processos financeiros estruturados ainda compromete a continuidade de projetos socioeducacionais.
“Muitas
associações desenvolvem trabalhos fundamentais para a comunidade, mas acabam
enfrentando dificuldades por não terem controle financeiro adequado,
planejamento orçamentário e acompanhamento contábil. Isso impacta desde a
aprovação em editais até a execução correta dos recursos recebidos”, diz.
Segundo
Cristiane, a profissionalização da ‘gestão financeira’ é hoje um diferencial
competitivo para organizações do terceiro setor e coletivos educacionais. “Os
financiadores estão mais atentos à governança, à rastreabilidade dos recursos e
à capacidade técnica das instituições. Uma contabilidade organizada transmite
credibilidade, segurança e aumenta as chances de novas parcerias”, explica.
A
especialista destaca que a falta de organização financeira pode gerar problemas
como atrasos em prestações de contas, dificuldade na separação de despesas
operacionais e inconsistências fiscais, que podem levar até a interrupção de
atividades essenciais para a comunidade atendida. Em muitos casos,
iniciativas relevantes deixam de crescer por não conseguirem comprovar a correta
aplicação dos recursos.
Dentro
desse contexto, a contabilidade estratégica também atua na otimização de custos
e na organização administrativa entre coletivos e associações que compartilham
estruturas e projetos. Segundo a diretora da Brasís, a definição clara
de centros de custos, divisão de despesas, planejamento tributário e
controle de fluxo de caixa permite uma gestão mais eficiente e sustentável.
“A
educação comunitária exerce um papel social indispensável, especialmente em
territórios vulneráveis. A estruturação dos processos financeiros garante mais
estabilidade, amplia o potencial de impacto e fortalece a atuação dessas
instituições ao longo do tempo”,
conclui Cristiane.

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