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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Doenças respiratórias: veja dicas para proteger as crianças com a chegada do frio

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Cuidados simples ajudam a evitar gripes, resfriados, bronquiolite, crises alérgicas e 
outras condições comuns durante o outono e o inverno


Com a chegada dos dias frios de estações como o outono e o inverno, cresce a preocupação com as doenças respiratórias em crianças. As temperaturas mais baixas e o clima seco favorecem a circulação de vírus e agravam quadros como gripe, resfriado, bronquiolite, rinite, sinusite, asma, bronquite e até pneumonia. 

Segundo Roberta Ferreira, enfermeira do Brazilian International School - BIS, de São Paulo (SP), as crianças são mais vulneráveis às doenças respiratórias porque ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, o que facilita a infecção por vírus e bactérias e pode agravar quadros alérgicos e respiratórios já existentes. 

“Durante os meses mais frios, é comum observarmos um aumento nos casos de doenças respiratórias entre as crianças. As baixas temperaturas e o ar mais seco podem ressecar as vias aéreas e comprometer as defesas naturais do organismo, facilitando a entrada de vírus e outros agentes infecciosos. Mas com alguns cuidados simples no dia a dia, é possível reduzir bastante os riscos”, explica. 

Entre as doenças mais comuns que costumam aparecer nessa época, estão:
 

Resfriado: infecção viral mais leve, com sintomas como coriza, espirros, tosse e congestão nasal; 

Gripe: infecção viral que causa febre, tosse, dor no corpo, coriza e mal-estar. Em crianças, pode evoluir para complicações respiratórias; 

Asma: doença inflamatória crônica das vias aéreas que provoca falta de ar, chiado no peito e tosse, podendo ser agravada no frio; 

Bronquiolite: inflamação dos bronquíolos, comum em bebês e crianças pequenas, que pode causar chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar; 

Bronquite: inflamação dos brônquios, geralmente acompanhada de tosse, chiado e produção de secreção; 

Rinite alérgica: inflamação da mucosa nasal causada por alergias, com sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz; 

Sinusite: inflamação dos seios da face, que pode causar nariz entupido, secreção, dor facial e tosse; 

Pneumonia: infecção dos pulmões causada por vírus, bactérias ou fungos, com sintomas como febre alta, tosse e dificuldade respiratória.
 

DICAS PARA PREVENIR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM CRIANÇAS 

A profissional do BIS elenca, abaixo, medidas simples para que pais e responsáveis colaborem para manter longe as doenças oportunistas desse período. 

Mantenha a vacinação da criança em dia: a vacina contra a gripe e os imunizantes previstos no calendário vacinal ajudam a prevenir infecções e complicações; 

Ensine e incentive a higiene das mãos: oriente a criança a lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel com frequência, evitando a transmissão de vírus e bactérias; 

Deixe os ambientes ventilados: mesmo em dias frios, é importante abrir janelas e permitir a circulação de ar; 

Evite mudanças bruscas de temperatura: evite expor a criança a ambientes muito quentes, e logo depois a locais frios, isso favorece irritações respiratórias; 

Incentive a hidratação: manter a criança hidratada ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas e protegidas; 

Ofereça alimentação equilibrada: frutas, legumes e alimentos ricos em nutrientes ajudam a fortalecer a imunidade; 

Redobre os cuidados com a limpeza da casa: poeira, mofo, ácaros e pêlos de animais podem agravar alergias e doenças respiratórias; 

Lave roupas e cobertores guardados: peças armazenadas por muito tempo acumulam poeira e podem causar crises alérgicas; 

Evite exposição da criança à fumaça e cheiros fortes: cigarro, produtos de limpeza e perfumes intensos irritam as vias respiratórias; 

Evite contato da criança com pessoas gripadas: isso reduz o risco de transmissão de vírus respiratórios; 

No caso dos bebês, mantenha o aleitamento materno: o leite materno ajuda a proteger contra infecções.
 

PARCERIA FAMÍLIA E ESCOLA 

A prevenção e o cuidado com doenças respiratórias infantis também dependem de uma atuação conjunta entre família e escola. Segundo Roberta, os pais e responsáveis devem estar atentos aos sintomas que exigem avaliação médica e comunicar a instituição de ensino sempre que a criança apresentar sinais de adoecimento. 

“Febre persistente, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração acelerada, cansaço excessivo, recusa para comer ou beber e prostração são alguns sinais de alerta. Quando a criança apresenta dificuldade para respirar, a barriga ‘afundando’ ao respirar ou coloração arroxeada nos lábios, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente”, alerta. 

No ambiente escolar, medidas preventivas ajudam a reduzir a disseminação dessas doenças, como a higienização frequente dos espaços, orientar as crianças sobre etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, e o monitoramento de sintomas ao longo da rotina. 

“Escola e família precisam caminhar juntas nesse processo. Enquanto a escola adota práticas de prevenção e acompanha o bem-estar dos alunos, os pais têm um papel essencial ao observar sintomas, buscar orientação médica quando necessário e manter a criança em casa durante a recuperação, evitando a transmissão para colegas e professores”, finaliza a enfermeira do Colégio BIS. 

A especialista: Roberta Ferreira é enfermeira e atua há quase 14 anos no Brazilian International School, em São Paulo, com experiência em enfermagem escolar, promoção da saúde e cuidado diário dos alunos. 



International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.

 

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