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| Campanha ocorre no período de maior incidência de estiagem, entre os meses de maio e outubro (Crédito: Corpo de Bombeiros do Paraná) |
Cerca de 90% das ocorrências têm causa humana, o que reforça a importância da Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais
As ocorrências de incêndios no Paraná somaram
17.121 casos em todo ano de 2025, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar
do Paraná. Deste total, mais da metade, 9.156 casos, envolveram queimada
de vegetação. Alertando para o fato de que 90% dos incêndios têm
causa humana, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE
Florestas) dá início à 6a edição da Campanha de Prevenção e Combate a
Incêndios Florestais.
O objetivo é mobilizar a população, com ajuda
de instituições públicas, setor produtivo e entidades ambientais, para reduzir
os riscos de incêndios no estado. A campanha ocorre no período
de maior incidência de estiagem no estado, entre os meses de maio e outubro,
quando as condições climáticas favorecem a propagação das chamas. Apenas entre
junho e outubro de 2025 foram registrados 4.417 casos no Paraná.
Além da divulgação de materiais educativos, a
ação prevê mobilização em comunidades rurais, escolas e empresas parceiras,
antecipa o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base
Florestal (APRE Florestas), Fabio Brun. “Realizamos essa
campanha anualmente mobilizando entidades que nos ajudam a levar a
conscientização a todos os municípios paranaenses. Um incêndio deflagrado traz
prejuízos a pessoas, animais e à economia do estado. Por isso, a
população precisa conhecer os riscos e como evitá-los.”
A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do
Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, destaca que o
trabalho preventivo permite atuar diretamente na principal causa dos incêndios.
“Uma campanha de prevenção permite atuar na principal causa do incêndio
florestal, que é a ação humana”, reforça.
O
Corpo de Bombeiros já iniciou a preparação operacional para o período crítico por meio
da Operação de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal. “O CBMPR atua na
temporada de incêndios florestais realizando a Operação de prevenção e combate
a incêndios florestais, do mês de maio a outubro, com ações preventivas,
preparo da tropa e fornecimento de equipamentos e viaturas preparadas para o
combate”, explica a capitã.
Tecnologia para monitorar focos de calor
O trabalho de monitoramento climático e
identificação de focos de calor também integra a estratégia da
campanha. O diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, afirma
que ações educativas são fundamentais, especialmente nos períodos de seca.
“Nesta época o risco aumenta e mais ocorrências de incêndios
florestais são registradas devido ao stress hídrico das plantas”, ressalta.
O Simepar realiza monitoramento permanente por meio
da plataforma VFogo, sistema que utiliza imagens de satélite,
processamento de dados geoespaciais e inteligência artificial para identificar
focos de calor em diferentes regiões do estado. Em situações de risco, os
alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná.
Educação ambiental mobiliza agricultores e comunidades
O Instituto de Desenvolvimento Rural do
Paraná (IDR-Paraná) também participa da mobilização estadual, levando orientações
aos produtores rurais e às comunidades. Entre as ações estão
palestras, workshops, distribuição de cartilhas e atividades educativas
voltadas à prevenção. “Os incêndios florestais provocam impactos severos,
incluindo a destruição da fauna e da flora, a degradação do solo e prejuízos à
qualidade do ar, afetando diretamente a saúde pública, renda e sustentabilidade
da produção rural”, assinala o chefe do departamento de sustentabilidade do
IDR-Paraná, Amauri Ferreira Pinto.
A campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais é idealizada pela APRE Florestas com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), Governo do Paraná, Ibama/Prevfogo, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
A Associação
Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) representa
aproximadamente metade da área total de plantios comerciais no estado. As
principais organizações de ensino e pesquisa formam o conselho científico da
APRE, conferindo à entidade representatividade e embasamento técnico para o
desenvolvimento das ações em prol do setor florestal. Desde 1968, sua atuação
política apartidária faz da APRE a porta-voz do setor no diálogo com as esferas
públicas, organizações setoriais, formadores de opinião e sociedade no desafio
de promover e fortalecer ações produtivas do setor florestal paranaense.

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