Muitos veem os refrigerantes zero como uma opção “mais saudável”; contudo, pensar assim pode ser perigoso
Uma das mudanças mais clássicas que quem quer emagrecer ou ter uma alimentação mais saudável faz na sua dieta é trocar o refrigerante comum pelo “zero açúcar”. Afinal, essa opção também costuma ser zero calorias e, por não conter açúcar, engana muita gente que pensa que ela não vai ter nenhum malefício para o organismo.
E é aí que mora o problema: justamente por dar essa impressão de que pode ser consumido “sem restrições”, o refrigerante zero acabou se tornando um dos vícios do século.
“Durante anos,
venderam o “diet” como solução. Agora, o “zero açúcar” é quem ocupa esse lugar,
com essa mesma promessa de controle. Você acredita que está fazendo uma escolha
saudável, mas o refrigerante zero também tem seus malefícios”, explica o Dr.
Luiz Augusto Junior, médico pós-graduado em nutrologia e fundador do Instituto
Amare localizado em Presidente Prudente.
O mal invisível dos refrigerantes zero
Qualquer pessoa que compra um refrigerante em sua versão comum no supermercado sabe que aquilo não faz bem para a saúde. Afinal, hoje em dia há até um aviso obrigatório na embalagem dizendo que aquele produto é alto em açúcar. Contudo, no caso dos refrigerantes zero, a coisa fica um pouco mais “camuflada”.
Os adoçantes que
costumam substituir o açúcar e o alto teor de sódio são os responsáveis pela
maior parte dos problemas presentes nessas bebidas. Alguns exemplos de
malefícios delas, segundo o especialista, são:
- Risco de hipertensão e doenças renais, por conta do
sódio em excesso
- Alterações na microbiota intestinal
- Manter o corpo em um estado inflamatório, o que pode
trazer problemas a longo prazo
- Desgaste do esmalte dentário, uma vez que o adoçante
também contém ácidos, como o ácido fosfórico e cítrico
- Ironicamente, um aumento da compulsão por açúcar
“Saúde de verdade não é sobre consumir zero calorias, e sim sobre reduzir a inflamação e mudar o padrão”, explica o Dr. Luiz. Ele finaliza comentando que o objetivo não é proibir ou demonizar o refrigerante zero, mas sim conscientizar sobre os seus malefícios, possibilitando que as pessoas possam consumi-lo com consciência e sem exageros.
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