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segunda-feira, 13 de julho de 2020

O vício da manipulação da própria imagem através dos filtros de beleza das redes sociais

A maximização do belo e perfeito, propagado pelas mídias, ganha apoio em potencial, popularizando-se com a utilização exagerada de ferramentas como filtros embelezadores que evidenciam uma necessidade em apresentar uma aparência, distante da realidade, marcada pelo efeito computadorizado de medidas simétricas perfeitas para impressionar nas redes sociais.


Esses filtros, integrados aos dispositivos móveis, modificam a aparência compondo feições dignas de modelos de capa de revista. Lábios aumentados e mais carnudos, maças do rosto saltadas e rosadas, olhos grandes e mais claros, nariz afinado, sobrancelhas desenhadas e arqueadas, cílios expressivos, peles claras ou bronzeadas, dentes brancos, afinamento de maxilar e sardas fictícias são algumas das tantas modificações aplicadas - em muitos casos de forma severa, através de cálculos matemáticos que promovem uma simetria facial.

O exagero no uso dos filtros virtuais destaca o desejo da perfeição, estabelecendo um senso de estética e padronizando perfis que imitam as influenciadoras que estão mais em evidência. De uma certa forma, percebemos a perseguição desenfreada, principalmente entre os jovens, por uma imagem com filtro que renegue sua aparência dentro de uma falsa realidade promovida por um engano estabelecido. Relatos apontam que algumas adolescentes estão tão habituadas a estes recursos que só se apresentam nas redes, seja por fotos, vídeos ou stories, utilizando filtros salvos incorporados ao seu perfil. Com isso, por conta do uso indiscriminado das ferramentas, podemos perceber que os perfis estão ficam muito parecidos visualmente. Uma aparência mecanizada onde todos agora possuem um nariz afinado e a pele homogênea e perfeita.

Apesar do tímido movimento de defesa de uma exposição sem pudores ou receios, das  imperfeições corporais, os centros de estética já incorporaram padrões exigidos pelas clientes que desejam a “sobrancelha arqueada do instagram” e a “boca carnuda da influenciadora digital famosa”. Cirurgiões plásticos perceberam o aumento dos procedimentos de rinoplastia e bichectomia, além da explosão da queridinha do momento: a harmonização facial, seguida pelos preenchimentos labiais que, conforme relatos, ajudam a “sair melhor em selfies”. 

E onde foram parar os nossos rostos reais? As olheiras marcadas? As manchas na pele causadas pela acne acentuada? E as imperfeições naturais provocadas pelos sinais da idade que os filtros insistem em esconder? 

Não tenham dúvidas quanto a afetação do bem-estar e do psicológico do indivíduo que vive a partir de uma realidade virtual distorcida, alimentando através da insatisfação com sua aparência, uma tendência de baixa autoestima, possível depressão e  desconstrução do real -atendendo aos apelos de uma sociedade que cultua o belo e promove uma extrema exposição através do vício danoso da manipulação da própria imagem. 

A construção do virtual pelos algoritmos dos padrões de beleza, sobrepondo-se a uma versão distorcida de nós mesmos, traz à tona uma questão inerente ao ser humano que é a necessidade de pertencimento. Neste caso, o desejo e a vontade em pertencer ao grupo dos belos e perfeitos, dos rostos simétricos classificados por rótulos, em contraponto a busca de expressão de sua própria individualidade que, na maior parte das vezes, justifica-se por um sentimento de insuficiência e competição.

Podemos afirmar, portanto que existe aí uma real necessidade de afirmação da imagem que queremos que o outro tenha de nós. E, lógico, na contra mão, o corajoso é aquele que se expõe de cara lavada, sem qualquer alteração tecnológica do seu perfil.

O exagero nesta utilização dos filtros embelezadores pode alimentar o sentimento narcísico do ser humano e aumentar, assim, sua necessidade de espelhamento, pois estimula o desejo de que o outro o perceba sempre belo e perfeito, expondo, de forma excessiva, suas emoções e promovendo distorções depressivas através de crises de ansiedade e de uma possível sensação de opressão, uma vez que não se consegue ser feliz sendo ele mesmo, da forma como se é.

Nosso sinal de alerta deve ser disparado quando essas ferramentas tecnológicas atiçam a psique a ponto de tornarem-se indispensáveis, atropelando a realidade e sendo usados de forma exclusiva, extrapolando desejos e satisfações. Importante estarmos atentos a estes efeitos psicológicos da vida digital que superestimam a nossa imagem e podem desencadear o que chamamos de síndrome da decepção continuada - é quando não mais me reconheço como sou, minha imagem real não agrada e só consigo aceitar a imagem distorcida e perfeita aprovada pela sociedade.

Portanto, a busca e predileção por imagens e perfis mais positivos - e esteticamente mais atraentes - refletem uma falsa realidade e a mais pura rejeição da imagem real e segura em prol de uma imagem desejável e aceitável por todos. Perceba que, quando isso acontece, também está sendo rejeitado o amor próprio e evidenciado os mais variados complexos, camuflados por uma necessidade de reconhecimento. 

Enfim, é importante indagar-se onde está seu amor próprio. Porque não se aceita como é? Esconder-se através de filtros, seguindo uma tendência narcísica e exibicionista, demonstra uma urgente necessidade de ajuste do seu humor, com risco de desequilíbrio de sua saúde mental, onde a falsa realidade, de forma inconsciente, força a divulgação para o outro apenas do que é belo, sem as imperfeições naturais que o caracterizam e o individualizam como ser humano. Elimina sua individualidade através das redes sociais. Sendo assim, se faz necessário refletir sobre seu comportamento e postura nas mídias. Fuja da imposição neurótica de uma vida de aparências, pois o ser humano não morre quando o coração para de bater, ele morre quando deixa de se sentir e se perceber de verdade. 








Dra. Andréa Ladislau - * Doutora em Psicanálise * Membro da Academia Fluminense de Letras - cadeira de numero 15 de Ciências Sociais * Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde * Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social * Professora na Graduação em Psicanálise * Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói * Membro do Conselho de Comissão de Ética e Acompanhamento Profissional do Instituto Miesperanza * Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo. * Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada. 


Amor ou ódio: relacionamentos abusivos aumentam durante a pandemia


Psicóloga explica que o convívio diário acaba evidenciando situações agressivas entre os casais

De acordo com a Organização Mundial da Saúde Mulheres, no último ano, 243 milhões de mulheres sofreram violência física, sexual e/ou psicológica por um parceiro íntimo. O Brasil é o 5° no ranking de feminicídio, três em cada cinco mulheres sofrem, sofreram ou sofrerão de relacionamentos assim, e segundo esse mesmo órgão esses casos aumentaram em 50% durante a pandemia.
A quarentena, desde o início, se tornou difícil para muitas pessoas, principalmente para aquelas que possuem um namoro ou casamento conturbado. Os relacionamentos abusivos não são nenhuma novidade, mas durante todo esse período em casa, eles se tornaram mais propensos a acontecer.
"Antes, com a rotina diária, alguns casais passavam pouco tempo junto, por isso, as brigas que aconteciam eram consideradas normais, com o confinamento, foi evidenciado um número muito grande de relacionamentos abusivos, até mesmo de pessoas que nunca haviam passado por isso. Já aqueles que tinham essa união conturbada, as ofensas, agressões passaram a ser muito mais frequentes", explica a psicóloga Beatriz Brandão.
Essas situações não são exclusivamente com o sexo feminino, no entanto, 80% dos casos acontecem com as mulheres, de acordo com a ONU, podendo ser facilmente explicado devido ao machismo estrutural da sociedade. Motivo pela qual ocorrem diversos questionamentos e julgamentos do porquê a mulher simplesmente não sai daquele casamento ou namoro.
Para a psicóloga, é muito difícil identificar essas divergências logo no início, e quando a pessoa que sofre o abuso começa a reconhecer o que está acontecendo, o abusador já deixou traumas psicológicos, fazendo com a pessoa não se sinta suficiente, se sentindo culpada por algo que ela não fez.
"Outra característica bem marcante do abusador é que ele induz a pessoas gradativamente a se afastar de familiares, amigos e até mesmo do emprego, parecendo ser algo bom para ela, mas no final ele só quer que a parceira fique ainda mais presa naquele relacionamento, virando uma bola de neve", comenta Beatriz.

Como identificar
As características principais são as tentativas de controle sobre a vida do companheiro, ou seja, começa sempre com coisas simples, como pedidos para não cortar o cabelo, trocar de roupa, não ir visitar aquele parente porque ele se sente desconfortável e assim por diante.
No entanto, essas situações começam a ficar mais graves, os pedidos se tornam ordens e quando não são aceitas, o abusador grita, ofende e até mesmo agride, sempre com a desculpa de que fez aquilo por culpa do outro.
"Na maioria dos casos, as agressões psicológicas são as mais frequentes, então ele desqualifica a pessoa em público, ofende, diminui, utiliza de um falso moralismo, se vitimiza e trai com uma certa frequência", afirma.
É comum perceber, que em seguida de situações como essa, o abusador utilize de compensações para se desculpar, como envio de flores, compra algo que faria o outro feliz e faz juras de mudança que não vão acontecer, assim, o ciclo se repete novamente.
"Para sair de um relacionamento abusivo, geralmente é necessário da intervenção de outra pessoa para ajudar quem está sofrendo, seja uma amiga, parente, colega de trabalho, entre outro. Peça a ajuda de alguém que possa lhe oferecer segurança e denuncie no telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência) ou para a polícia no 190. O importante é que haja um tratamento pós-trauma para fazer com que quem estava em situação de risco se sinta livre e feliz novamente", finaliza a psicóloga.

Novo Normal - Como agir após a pandemia


Refletindo sobre este termo “NOVO NORMAL”  tenho a sensação de que estas palavras significam “houve uma interrupção e que tudo continuará da mesma forma”, após a pandemia.

Mas, não é verdade! Não queremos que tudo seja “NORMAL” após todas as experiências que tivemos e o quanto crescemos emocionalmente e pessoalmente!

Queremos que tudo seja reformulado, melhorado, que tenha uma evolução em nossas atitudes, proporcionando ao entorno uma qualidade superior à que estava antes desta pandemia, favorecendo nosso equilíbrio e atenção às questões que nos incomodam e que possamos evoluir com tudo isso.

Ter um olhar mais humano, dedicando mais tempo a o que nos faz bem. Tendo uma conduta mais equilibrada e a cada dia, que nossa evolução caminhe mais e mais...

Queremos poder olhar para trás e ver com olhos firmes que este processo serviu para nos fortalecer, para evoluirmos, trazendo a cada um de nós uma palavra chamada RESSIGNIFICAR.

É desta forma que vejo tudo hoje pois, algumas coisas que antes usávamos como condução social, hoje perdeu totalmente o sentido e o porquê! Atitudes que antes tinham propósito, hoje se perderam completamente e tudo mudou para melhor.

Tivemos que nos reinventar, trocar nossos hábitos, mudar nossos comportamentos e com isto vieram novas descobertas, aprendizados, crescimento pessoal e profissional. Portanto, acredito que mudamos para melhor e não vamos voltar ao “normal” após tantas experiências e vivências.

RESSIGNIFICAMOS nossas vidas, nossos trabalhos, a maneira de atender nossos clientes e prestar nossos serviços!

Com isso, nos tornamos pessoas melhores, com olhar mais atento as nossas qualidades e capacidades, onde pudemos nos superar, crescer emocionalmente mesmo tendo ao nosso entorno todas as adversidades físicas e emocionais, com quantidades absurdas de informações e situações angustiantes e limitadoras, fomos fortes e resilientes para superar tudo e todos.

Aprendemos que juntos somos mais fortes e que cada um possui uma capacidade de superação maior que imaginava.

Então acredito que devemos criar uma palavra que defina este novo momento após a pandemia, que não seja “ NORMAL”, mas sim, um recomeço, uma fase para aplicar tudo que aprendemos e crescemos e possamos utilizar isto de forma saudável.

E você, consegue compreender o RESSIGNIFICADO em sua vida?






Conceiyção Montserrat - Atenta as transformações do mercado brasileiro, Conceiyção Montserrat reuniu ao longo da sua carreira em mais de 25 anos (atuando no mercado nacional e internacional à frente de gestão e fomentação de negócios), grandes experiências, pois teve a oportunidade de desenvolver trabalhos nas áreas de gestão de projetos, comunicação, criação e design gráfico, produção audiovisual, marcas e patentes, eventos corporativos, acompanhando as questões jurídicas e gerenciamento de crise nos projetos, vivenciando a oportunidade de trabalhar com profissionais altamente capacitados e atuando junto a empresas com parceiros de larga experiência nas áreas de assessoria de imprensa, planejamento estratégico e conteúdos educacionais. Sempre desenvolve projetos que valorizam os produtos e serviços acompanhando todos os processos até sua conclusão e resultado planejado.Em sua trajetória profissional, em grandes projetos, sempre aplica um olhar muito atento aos acontecimentos e novidades em geral.


Novo jogo gratuito do Instituto CCR ensina crianças sobre cuidados no trânsito



Personagem Responsa e as “Más Ideias” vêm das rodovias para o site do Caminhos para a Cidadania em atividade que ensina as atitudes corretas aos pequenos

O programa Caminhos para a Cidadania, realizado pelo Instituto CCR com apoio da CCR ViaOeste e CCR RodoAnel, lança um novo game educativo para mostrar às crianças cuidados necessários no trânsito e atitudes de cidadania. Pela primeira vez, o Responsa, mascote oficial de campanhas de segurança no trânsito do Grupo CCR, vai ao mundo virtual para se unir ao Lucas e à Luiza, personagens do Caminhos para a Cidadania, e combater as Más Ideias. Elas representam atitudes erradas no trânsito, como uso indevido do smartphone, veículos sem segurança, preguiça, sono, direção perigosa e união de bebida alcoólica e direção.

A ação faz parte de uma das atividades do programa Caminhos para a Cidadania que são abertas para todos que tiverem interesse em proporcionar às crianças o ensino da cidadania de forma divertida. Para aprender brincando, é só clicar neste link (http://www.caminhosparaacidadania.com.br/area-do-aluno/jogos/avancado) e iniciar o “Jogo do Trânsito - Nível 3”. O game é gratuito e livre para todas as idades.


O Caminhos para a Cidadania 

O programa é uma ação socioeducacional para alunos dos 4º e 5º anos da rede pública de ensino que leva os temas segurança no trânsito, cidadania e mobilidade urbana às escolas. Em 2019, o Caminhos para a Cidadania iniciou o uso de uma plataforma para a realização do curso livre EAD a professores, coordenadores municipais e pedagógicos. Em 2020, o programa tornou-se totalmente digital, inclusive para os alunos, mas, devido a pandemia, o cronograma sofreu alterações. Além dos conteúdos voltados aos municípios adeptos ao programa, o site conta com várias outras atividades, jogos e dicas disponíveis ao público geral.



CCR ViaOeste e CCR RodoAnel


POR QUE NÃO?


– Mas por que eu deveria? Sem um argumento muito convincente, não me movo. Se não há uma boa razão, não vejo, não ouço, não falo. Ponho-me como os macacos de Nikko.

– Os três macacos não estão preocupados com isso. Eles estão à procura de paz. Acham que se não vemos, não ouvimos e não falamos sobre o mal alheio, tudo fica bem.

– Pois é do que se trata: se não há uma boa razão que me satisfaça, deixo de saber, não me interessa; definitivamente, não é negócio meu.

– Mas não é disso que falo. Aliás, esses macacos sugerem alienação. Tapam-se. Excluem-se da realidade. E não pensas que faltam falas e atos inteligentes sobre o mundo?

– Estás vendo? Tenho razão. É de se ficar em silêncio e de se manter distância; a maioria fala e comete tolices.

– Tens razão coisa nenhuma. Se não te acercas da realidade, não a sentes. Fechar-te ao mundo? Nada aprendes. E a conversa era outra, falávamos sobre a tua impertinência de sempre perguntar: 'Por que deveria?', 'Por que iria?', 'Por que faria?'. Sempre me vens com um: 'Por que sim?'.

– Claro! Exatamente! Insisto: não me movo sem que me mova a lógica.

– Lógica? Lógica é coerência, não é contabilidade de disposição anímica. Acreditas que vais organizar tuas emoções com se faz a um almoxarifado?

– Lá vens tu. Pareces desses azafamados que detratam a burocracia. A vida tem que ter ordem. Não se pode, sem mais, fazer qualquer coisa por qualquer motivo.

– Também penso assim. Mas não é possível ficar à procura de uma razão anterior para os gestos da vida.

– Ao contrário; deve-se, sim, procurar razões. A razão é o agente da atitude, dá-lhe mais certeza, dá uma clara indicação de quando fazer e quando não fazer.

– Uma configuração de panorama futuro? Desconfio que isso dificilmente se confirme. O devir é uma relação da tua vontade com o aleatório do mundo, e isso é o fascinante da existência.

– As pessoas... Olha, as pessoas agora me vêm com isso, de lançarem-se à sorte. Ao mesmo tempo vivem com medo, querem segurança. Como pode? As coisas têm que ser analisadas e programadas.

– Assim me parece... A ponderação... Mas isso não garante nada. Aí está a questão. As angústias vêm daí. Supões que as pessoas têm medo porque lhes falta a segurança possível. Ora, essa segurança que propões é impossível. A incerteza compõe o quadro da vida.

– Errado! Muito errado! Podemos perfeitamente traçar planos.

– Sim... Mas o futuro não tem compromisso com teus projetos. E sempre podemos, nós mesmos, mudar de ideia, não é? Aliás, é bem comum mudarmos de ideia, pois não?

– Minhas ações, desculpa, mas eu as submeto. Eu as condiciono, considerando o momento, as circunstâncias.

– Jamais! A conjuntura é que condiciona os teus atos. Repito... É uma relação: tu opinas, mas, se “navegar é preciso, viver não é preciso”; viver não é exato, mal fazendo um trocadilho com a poesia.

– Poetas estão fora do mundo, fico com minhas cautelas.

– Cautelas que também as tenho, como bússola, não como mapa. Levo-as comigo; carrego-as por aí; não me ponho estacionado nelas. Olha, achei na internet...

– Que é? De que se trata? São úteis?

– Escritos. São poéticos, são de meninas poetas, não vais gostar...

– Ora, não me amoles. Diz lá.

– Então ouve: ‘‘Ah!, fico com o 'por que não?', é desafio: por que não escutar, olhar, dizer? Por que não fazer? Sou livre para as tentativas. O 'por que sim?' sugere prévio arrependimento’’ (Adriana Alves).

– Não estou para experiências arriscadas.

– O risco compõe o quadro: “Sou toda 'por que não?', os meus encontros e desencontros jamais serão indicados por um 'por que sim?'. O 'por que não?' é a aventura provocadora da vida” (Karine Gomes Vieira).

– Parece que queres abrir a vida... Eu quero fechar conclusão e cuidar da minha possibilidade.

– Nota como te enganas. Entre o teu fechar-te e o ousar te expor aos tantos possíveis: “Sim, sim: 'por que não?'. Cada 'por que não?' é uma possibilidade. Quero muitas possibilidades” (Maíra Zimmermann).



Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.

ALÉM DO DIGITAL: ESTUDOS COMPROVAM QUE ESCRITA À MÃO PROMOVE MAIOR DESENVOLVIMENTO DA ALFABETIZAÇÃO


STAEDTLER realiza pesquisa com 145 crianças em idade pré-escolar e mostra que, comparado a digitação em um teclado digital, escrever com lápis e papel é mais eficaz em aumentar o reconhecimento de letras e as capacidades visuoespaciais

A geração dos que nasceram no início da década de 2010 já acumulam algum tempo de experiência com as telas brilhantes de celulares. Segundo a pesquisa ‘Crianças e smartphones no Brasil’, realizada pelas consultorias Mobile Time e Opinion Box, de outubro de 2018 até setembro de 2019, passou de 23% para 30% a proporção de crianças entre 4 e 6 anos que possuem um celular próprio. Esse estilo de vida digital levanta questões sobre até que ponto as habilidades motoras e cognitivas das crianças são influenciadas pela digitalização e se o equipamento de escrita analógica pode apoiar o processo de aprendizado, leitura e escrita.
Os resultados de um estudo recente mostram que escrever à mão melhora habilidades importantes que auxiliam no desenvolvimento da alfabetização. Além de treinar suas habilidades visuoespaciais, as crianças que aprendem a escrever com caneta e papel também são hábeis em reconhecer as letras do alfabeto. "A habilidade visuoespacial é a capacidade que temos para representar, analisar e manipular mentalmente objetos", explica Juliana Rett, Marketing Manager da STAEDTLER Brasil .
Para investigar esse assunto, o fabricante STAEDTLER decidiu financiar um estudo do ZNL Transfer Center for Neuroscience and Learning na Universidade de UIm, no Sul da Alemanha. Logo, uma das principais conclusões deste estudo, realizado no período entre abril de 2016 e maio de 2019, é que o desenvolvimento de capacidades de leitura e escrita por meio da escrita à mão também melhora as habilidades visuoespaciais em crianças.
O estudo descobriu que, comparado a digitação em um teclado digital, escrever com lápis e papel é mais eficaz em aumentar o reconhecimento de letras e as capacidades visuoespaciais, duas habilidades que desempenham uma função importante no desenvolvimento da alfabetização. Além disso, também foi benéfico escrever na superfície de um tablet com uma caneta especial, mas não na mesma extensão que escrever em papel. Melhores habilidades de leitura foi outro fator destacado pela pesquisa.

Estudo com 145 crianças em idade pré-escolar
Participaram do estudo 145 crianças em idade pré-escolar, entre 4 e 6 anos, intituladas ‘Como as crianças aprendem a ler e escrever melhor? O impacto da escrita no desempenho cognitivo e nos padrões de ativação neural’. Durante sete semanas, essas crianças foram divididas em três grupos para aprender letras e palavras: com lápis e papel, com caneta e tela, e com teclado e monitor.
Britta Olsen, Head de Marca & Comunicação da STAEDTLER, afirma que é impressionante observar que a influência do meio de escrita e a relação entre boas habilidades visuoespaciais e melhor desempenho de leitura já eram evidentes ao longo do estudo de sete semanas. A pesquisa fez com que as crianças lessem letras e palavras e escrevessem textos ditados. O reconhecimento das letras do alfabeto também foi avaliado.
Independente de qual ferramenta de escrita utilizada, todos os participantes do estudo aprimoraram o conhecimento de letras e palavras. O grupo de crianças que estava escrevendo a mão no papel demonstrou uma melhoria no reconhecimento de letras do que as do grupo do teclado.
A Dra. Petra Arndt, Gerente Executiva da ZNL, enfatiza a importância da escrita com lápis e papel para o desenvolvimento da alfabetização: "Ao escrever à mão, as crianças precisam prestar atenção aos detalhes das letras e copiá-las no papel com o lápis. Isso os torna mais hábeis em detectar e reconhecer as letras do alfabeto". Seu colega gerente de projetos da Universidade de Ulm, professor Markus Kiefer, acrescenta: "Esse traço de memória benéfico associado à escrita à mão é menos pronunciado quando se escreve à mão em uma tela de tablet em vez de papel. Como a tela é suave, escrever em um tablet não dá à criança tanto feedback sensorial sobre seus movimentos quanto o papel".
O estudo revelou que as crianças que estavam aprendendo no grupo "lápis e papel" eram significativamente melhores em reconhecer e comparar as características compartilhadas e a posição espacial de duas figuras do que as crianças no grupo do teclado. "Com base nos resultados do estudo, parece que escrever à mão no início do desenvolvimento da alfabetização pode ajudar crianças com habilidades visoespaciais mais fracas a aumentar suas habilidades nessa área", conclui Olsen.

A contribuição da família durante o tempo livre desempenha um papel crucial nas realizações das crianças
As crianças também aprimoraram suas habilidades de aprendizagem por meio de outros exercícios criativos, além de escrever manualmente no papel. O estudo também mostrou que as crianças que costumam desenhar ou fazer artesanato com seus pais ou crianças cujos pais costumam ler para eles, tendem a ter um desempenho melhor quando se trata de escrever palavras - independentemente do meio de escrita usado no estudo. As crianças que assistem muita televisão (em média mais do que os 30 minutos diários recomendados para crianças em idade pré-escolar) apresentam desempenho consideravelmente pior do que seus pares.



STAEDTLER - Fundada em 1835 por Johann Sebastian Staedtler, a STAEDTLER é uma das mais antigas empresas industriais da Alemanha e está entre os principais fabricantes e fornecedores mundiais de produtos de escrita, coloração, desenho e criatividade.

ZNL Transfer Center for Neuroscience and Learning - Fundado em abril de 2004 pelo professor Manfred Spitzer, o ZNL Transfer Center for Neuroscience and Learning da Universidade de Ulm, no Sul da Alemanha, tem se concentrado nas descobertas de pesquisas fundamentais em neurociência, ciências da educação, psicologia e disciplinas relacionadas, explorando aplicações práticas benéficas, principalmente para fins educacionais. Esse conhecimento é transferido para a prática por meio de projetos orientados para a aplicação, em cooperação com creches, escolas e instituições de treinamento profissional, bem como por meio de serviços de DPC, treinamento e consultoria. A ZNL cumpre sua missão em cooperação com vários parceiros das áreas de prática educacional, política, negócios e ciência.

Mercado de Luxo: pandemia muda hábito de 6 em cada 10 consumidores de alto padrão, diz pesquisa


27% dos compradores de marcas de luxo ainda querem manter a rotina de comprar fisicamente nas lojas, porém precisam sentir que estão seguros
Responsabilidade social será um fator de desempate entre as marcas preferidas
Em pesquisa inédita com consumidores de mercado de luxo no Brasil, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, levantou dados que mostram a mudança de hábito desse público. Em tempos de pandemia, o luxo virou consumo não essencial, desfiles e semanas de moda foram cancelados, grifes tiveram de reinventar a forma de se comunicar. "A pergunta que estava no ar era: será que isso mudou para sempre? A resposta é sim, não em relação a redução do consumo mas definitivamente nos critérios de escolha e formato de compras, que migrou para o online e cada vez mais se consolidará por lá", diz Ligia Mello, coordenadora da pesquisa.
A indústria de luxo movimenta milhões e gera empregos importantes dentro da sociedade, desde a produção dos insumos, design das coleções até as lojas que comercializam suas peças diariamente em lojas de rua ou shoppings por todo o Brasil. "É necessário ter esse olhar sobre qualquer indústria, porque o luxo se baseia em qualidade e estilo e por isso vai continuar existindo, mas as marcas agora precisam se engajar com mais proximidade e trazer consigo mais responsabilidade social e ambiental - fatores que os consumidores estão mais de olho" diz Ligia.
Neste estudo, após cruzamento de algumas pesquisas proprietárias e análises personalizadas dentro do target de alto padrão, a Hibou levantou um conteúdo baseado na opinião dos entrevistados e na visão de mercado com foco nos negócios e no retorno a uma rotina diferente daquela a que estavam acostumados. A pesquisa foi realizada com mais de 500 consumidores brasileiros de classe social A, sendo 78% mulheres e 22% homens, heavy buyers de roupas e acessórios de alto padrão, em maio de 2020, em formato de questionário digital.
46% do público consumidor de luxo, não tiveram redução financeira neste período, contra apenas 34% dos brasileiros na amostra geral. 56% definiram claramente o impacto negativo que o não contato pessoal e físico fez na sua rotina. 49% não se identificam com os serviços e negócios do seu bairro e 20% nem sequer tentou uma nova relação de consumo. Para 72% a grande preocupação na pandemia foi a saúde da família, portanto alimentação, saúde mental e outras atividades precisaram ser repensadas.
O lar ganhou novo significado para esse público. Para 68% a sala de estar e 61% a cozinha tomaram novas proporções, onde a família -mesmo sem se desconectar do celular-está mais próxima e interativa. Já pensam em possíveis ajustes de viagens e atividades de final de ano. 53% passaram a se preocupar com o próprio bem-estar, ampliando o olhar para o eu e ressignificando relações com pessoas e marcas. A roupa de ficar em casa não é a velha e surrada, ela precisa ser confortável, mas pode ser dentro dos padrões que estão habituados.
Em relação aos novos hábitos, 64% já possuem o hábito digital para muitas aquisições, 58% gostam de ir ao shopping de sua preferência para comprar das suas marcas favoritas, o consumo no bairro já não fazia parte dessa rotina e fica de fora no desenho pós confinamento. 42% deles será cada vez mais omnichannel em sua nova rotina, e não descartam incluir nas etapas digitais a participação dos eushopper de confiança,a experiência continua sendo importante.
27% delas quer manter o hábito antigo de compras nas lojas, mas para isso precisam sentir que estão seguras. Sair menos para locais públicos será uma premissa nos próximos meses, mas se deslocar para ambientes controlados como casa de amigas ou ambientes de rua que possuam um fluxo menor de pessoas tende a ser a escolha inicial. 71% das pessoas que programavam uma comemoração "externa" no segundo semestre já consideram realizá-la para um grupo um pouco menor dentro da sua casa.
"A marca de luxo deve ficar de olho em eventos petit comité na casa dos clientes (sendo eles embaixadores). Isso pode ser um novo modelo para ter o pertencimento com segurança. O ir e vir é fundamental. Claro que lojas de rua se bem trabalhadas podem ter uma resposta positiva. Menos fluxo de pessoas, ambiente 100% controlado pela marca.", avalia Ligia.
A grande herança da quarentena é a distinção clara do que é essencial do que é prescindível. Biossegurança é o protocolo da vez . Para 91% delas, ser transparente com os procedimentos de higiene dos espaços-principalmente nos shoppings, peças e cuidado com equipe-farão marcas permanecerem na lista de favoritas ou não. E claro, responsabilidade social será um fator de desempate entre as marcas preferidas. 74% quer algo das marcas que ama além do "nome", e 64% pretende optar dentre as suas favoritas na que mais colaborou ou colabora gerando empregos e ajudando pessoas em grupo de risco.



Hibou

Tatuador Mahadevil seleciona artistas de todo o Brasil para projeto de conscientização sobre depressão/suicídio



O tatuador Mahadevil, em prol da prevenção de suicídios, depressão e automutilação vai tatuar, de forma gratuita, no mês de setembro (mês dedicado ao tema) pessoas que possuem cicatrizes causadas por esses motivos, com o objetivo de ressignificar essa energia, transformando a dor dessa lembrança em arte, superação e força.
Para isso, ele está procurando tatuadores do Brasil inteiro que queiram fazer parte dessa ação solidária. "Acredito que essa atitude ajudará muitas pessoas a superarem seus desafios internos e mostra um novo sentido para a vida delas, de como o mundo pode ser melhor e mais bonito e que vale a pena ficar vivo", afirma o tatuador.
Mahadevil é conhecido por imprimir seu talento como tatuador. Além disso, faz desenhos totalmente exclusivos em paredes e murais. Em outro projeto paralelo, deu à luz a um oráculo que traz muita espiritualidade e conhecimento com 35 cartas desenhadas a mão e com significados únicos.
Artistas interessados a participar devem enviar o nome completo, e-mail, telefone, estado e cidade que reside e portfólio para selecaotatuadores@mahadevil.com.br. As inscrições ficarão abertas até o dia 31 de julho.
"Queremos levar essa ação por todo o país, para isso estou com a expectativa de que teremos muitos outros parceiros de profissão que vão querer participar", finaliza Mahadevil.



COVID-19 E OS POSSÍVEIS RISCOS COM A GRAVIDEZ

Especialista em pré-natal de risco esclarece as principais dúvidas das gestantes

Em março de 2020 a OMS declarou que a Covid-19 configurava-se em uma pandemia. Doença de amplo espectro clínico, variando de quadros oligo ou assintomáticos a graves e fatais. Os sintomáticos se caracterizam principalmente pelo aparecimento de fadiga, febre ( t>37,8°c ), tosse seca, dispnéia e mialgia.

Há também outros sinais menos comuns como a diminuição ou perda de olfato e paladar, anorexia, cefaléia, diarréia, dor abdominal, dor torácica, entre outros.

Segundo o obstetra Dr Kleber Cassius, especialista em pre natal de risco, o impacto que a covid-19 causa na gestação ainda requer estudos e dados, porém até o que hoje se sabe, não há evidências de que as gestantes corram mais riscos de desenvolverem a doença mais grave do que a população geral.

Não resta dúvida que o período gestacional provoca mudanças no corpo e no sistema imunológico da gestante e tais mudanças podem afetar severamente as gestantes em determinadas infecções respiratórias.

A grande indagação de toda gestante é se a Covid-19 pode ser transmitida para o feto ou para o recém-nascido?

A literatura científica ainda é muito limitada para nos dar respostas definitivas da infecção na gestação. Dois artigos publicados mostram que o comportamento da doença em gestantes não difere do comportamento na população geral.
Quando a gestante é infectada no 3º trimestre o risco de prematuridade aumenta em 50%, principalmente após a 34ª semana.

Embora acredite-se que a transmissão vertical não ocorra, há relato de dois casos que ainda requerem revisão, de recém-nascidos testados positivos para covid-19 de mães também cometidas.

Dos casos relatados até agora, a grande maioria teve a cesariana como via de parto, por não se saber o risco de transmissão no canal de parto e pelas condições clínicas das gestantes no momento do parto.

Quanto à amamentação, não se contraindica por ter sido encontrado até o momento, porém as mamães devem usar máscara e lavar as mãos antes e após tocar o bebê.

Em resumo, a pouca informação vírus no leite materno científica da qual dispomos no momento e por ser a gestação período de inúmeras alterações na gestante, sugere-se que a gestante seja tratada como grupo de risco e tome todas as medidas conhecidas que diminuam o risco de infecção.



Kleber Cassius Rodrigues - Ginecologista e Obstetra - Kleber Cassius Rodrigues - CRM 83.478 . Medico Ginecologista e Obstetra com larga experiencia em atendimento ambulatorial, cirúrgico e em gestão de equipe hospitalar. Formado na Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de medicina - Graduação em Medicina, residencia na área de Ginecologia e Obstetrícia e especialização em Pré Natal de alto risco.
Habilidades:
- Pré-Natal de Alto e baixo risco;
- Parto normal Humanizado e cirúrgico;
- Cirurgia Ginecológica de baixo e alto complexidade;
- Gestão de equipe de atendimento Hospitalar em Ginecologia e Obstetrícia.



Cisto no joelho é perigoso?


Conheça como o problema se manifesta

Para quem não pratica atividades físicas regularmente, uma lesão no corpo pode passar até despercebida até que os sintomas piorem. Principalmente nas articulações, antes que o problema se manifeste de forma dolorosa ou visivelmente aparente, o paciente pode não perceber que este existe.

“A maioria dos cistos, por exemplo, não apresentam complicações, então você pode tê-los durante muito tempo antes de ir ao médico”, explica Daniel Carvalho, ortopedista esportivo.

O cisto de baker (ou cisto poplíteo), é um cisto cheio de líquido que causa uma saliência e dor atrás do joelho. Geralmente é resultado de um problema dentro do joelho que aumenta a produção do líquido sinovial, como na artrose.

Quando os sintomas começam a se manifestar, os principais são inchaço atrás do joelho ou na perna, dor atrás no joelho durante repouso ou após exercício, rigidez e incapacidade de flexionar totalmente o joelho.

O problema pode ser diagnosticado durante o exame físico e através da ressonância magnética, onde irá descartar outras doenças, como aneurismas ou tumores locais.

“Não há tratamento específico para os cistos. Em casos onde existe alguma lesão associada, como artrose, lesão de meniscos ou ligamentos, o foco é tratar estas lesões para diminuir a produção do líquido sinovial”, conta Daniel.

Punções ou tratamento com cirurgia são raros e indicados com muito critério. Caso você tenha dor ou inchaço no joelho, consulte seu médico.


Dr. Daniel Carvalho - Ortopedia do Esporte
@drdanielcarvalhoesporte
Endereço: Av. Sete de Setembro, 6496 – Seminário, Curitiba, PR.


A sorte foi lançada!


Campanha contribuirá para aumentar as chances de cura de crianças e adolescentes com câncer no Brasil

O câncer ainda é a doença que mais mata na faixa etária de 1 a 19 anos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Inca. Os números, assustadores, ilustram uma realidade presente no nosso país: a cada hora, surge um novo caso da doença em crianças e adolescentes. Mas o que muitos não sabem é que, se a doença for diagnosticada de forma precoce, as chances de cura das nossas crianças aumentam. E é essa a missão do Instituto Ronald McDonald há 21 anos, aproximar famílias da cura do câncer infantojuvenil no país.
Já tivemos um grande avanço, mas ainda falta muito para realizarmos o nosso sonho. A chance média de sobrevivência à doença é estimada pelo Inca, hoje, em 64%. E as chances não são as mesmas em todas as regiões do país. Conforme o levantamento, enquanto as chances médias de sobrevivência nas regiões Sul são 75% e na região Sudeste são 70%, nas Região Centro-Oeste, Nordeste e Norte elas são 65%, 60% e 50% respectivamente. Neste ano, nosso desafio é ainda maior: nossas crianças fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus e mais do que nunca precisam de apoio para continuar o tratamento oncológico. Parar não é uma opção. Mas como uma organização sem fins lucrativos pode ir ainda mais longe e acelerar o avanço da oncologia pediátrica no Brasil?
Para encontrar formas de arrecadar recursos e manter nossos projetos e programas, temos trabalhado em novas estratégias que possam potencializar os avanços em prol das famílias atendidas. Doações de empresas e pessoas físicas são de extrema importância, e são essas contribuições que nos mantêm até hoje. Mas queremos ir mais longe e encontrar novos caminhos para salvar a vida dos pequenos pacientes oncológicos.
Esse esforço coletivo de nossa equipe para buscar novas alternativas de viabilizar recursos gerou uma um projeto social: a campanha Sorte Acelerada em parceria com a Hyundai Motor Brasil. Lançada em abril desde ano, - mês do aniversário do Instituto Ronald, a campanha que é considerada uma modalidade de sorteio filantrópico regulamentado pela Secap (Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria), órgão do governo responsável pela regulamentação desse tipo de atividade. A campanha Sorte Acelerada está a todo vapor pelo Brasil e tem se consolidado como mais uma importante ação solidária que mobiliza todo o Brasil e une sorte e causa. A Sorte Acelerada beneficiará 31 instituições que atuam com a oncologia pediátrica em todo país e sorteará um carro Hyundai HB20 Nova Geração Versão Sense 0KM Modelo 2020 1.0cc, no dia 09 de setembro de 2020, pela Loteria Federal. O Instituto Ronald McDonald e sua rede de instituições de todo Brasil têm o desafio de vender 500 mil cupons da Sorte Acelerada, no valor de R 10,00 cada.
Acelere você também e faça parte dessa ação solidária. Para participar da campanha ’Sorte Acelerada’, é simples: Acesse http://www.sorteacelerada.org.br/ e adquira seu cupom.
A sorte foi lançada e está acelerando na sua direção. Participe!



Francisco Neves - superintendente do Instituto Ronald McDonald

A DECISÃO FINAL É DO MÉDICO



O novo coronavírus tem uma capacidade imensa de se disseminar entre seres humanos e produzir mortes, de manter a população de quase todo o mundo em quarentena, de levar a indústria farmacêutica e institutos de pesquisa a uma corrida sem precedentes em busca de vacina e de um medicamento realmente eficaz para combatê-lo.

Mas, ao mesmo tempo, tem também o poder inigualável de reproduzir tolices, informações falsas e de criar um desrespeito à classe médica e à ciência como jamais se viu na história.

De repente, diante de uma doença ainda desconhecida e de um mundo atordoado pela desinformação, passaram a valer mais “receitas” de leigos e aproveitadores, de indicações absurdas sobre medicamentos e terapias, como se fossem eles especialistas da difícil e dura missão de tratar um corpo humano.
Essa corrente de palpiteiros provavelmente contribuiu para aumentar o número de infectados e de mortes ao redor do mundo. Até a Organização Mundial de Saúde se tornou presa desse redemoinho da falta de informação, ora aprovando, ora desaconselhando o uso de determinadas drogas, algumas publicadas até por órgãos de respeito, hoje arrependidos.

A responsabilidade pelo tratamento é do médico. Só ele vai indicar esse ou aquele medicamento conforme o quadro clínico, doenças associadas, estágio de desenvolvimento e resultados dos exames. É sempre necessário seguir o que rege a profissão e dispensar conselhos de leigos em geral.

A politização da doença acabou se transformando em outro vírus, infectando a mente com aumento de ansiedade e estresse, predispondo a doenças mentais. Os países que adotaram medidas coerentes para o combate à pandemia evitaram essas alterações de ordem psicológicas.

Um mau exemplo da desinformação ocorreu na Itália no começo da crise. Não se sabe a razão, a população italiana passou a tomar o ibuprofeno (ácido isobutilpropanoicofenólico, fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não esteróides utilizado para o tratamento da dor, febre e inflamação) para se prevenir do mal, embora médicos europeus não recomendassem sua utilização. Primeiro, porque há suspeitas de que esse medicamento favorece a dispersão do coronavírus em seres humanos, e nada se confirmou.

Aqui, além da confusão, a insistência ao indicar a cloroquina como um medicamento quase milagroso para a doença produziu efeitos adversos, para pacientes e profissionais da saúde. Alguns médicos relataram à imprensa que foram ameaçados de agressão por pacientes, simplesmente porque não receitaram a hidroxicloroquina.

Na verdade, o coronavírus trouxe à tona outro problema tão sério quanto a própria doença: a automedicação, que se acentuou com a internet, essa ferramenta tecnológica que torna mais rápida a comunicação no mundo moderno.

Mas é um meio eletrônico e aceita qualquer coisa, como papel em branco, tanto estudos científicos sérios quanto mentiras e todo tipo de golpe. Na área da medicina, serve também como meio de vender pílulas coloridas e outros produtos que só fazem mal aos seus compradores.

Enfim, o corpo humano deve ser cuidado por todos os profissionais da área da saúde envolvidos no processo de tratamento, como enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, auxiliares de enfermagem, médicos etc... Não por postagens em redes sociais e demais locais virtuais, em que muitas vezes não se identifica o autor.

Infelizmente, uma boa parte dos brasileiros e de outros povos prefere se autodiagnosticar e ao se automedicar segundo a "sabedoria" eletrônica com todos os riscos a que estão sujeitos. Assim como proliferam as fake news, as informações médicas pela internet podem ser igualmente falsas ou desprovidas de embasamento científico.

Portanto, nada justifica o fato de alguém, a partir de um incômodo qualquer, recorrer à internet, encontrar o nome de algum remédio, se automedicar e, depois, ficar sem saber se é portador de alguma doença mais séria.

Se o paciente não tem nenhum dos sintomas e vai ao consultório apenas em nome da prevenção, ótimo. Está a caminho de uma vida mais longa. O fato é que a boa saúde se encontra na medicina e nos devidos cuidados médicos. Nunca em discursos. Afinal, o melhor mesmo é cultivar a inteligência.





Américo Tângari Junior - especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira.

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