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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Como a terapia ocupacional atua no tratamento do autismo? Veja os benefícios


Os sintomas do transtorno do espectro autista (TEA) se iniciam na infância e se estendem durante a adolescência e persistem na idade adulta. A terapia ocupacional é uma importante área que propõe intervenções bastante úteis para minimizar os sintomas típicos do autismo.
Devido aos novos métodos diagnósticos, o número de autistas está aumentando no nível global: a cada 160 crianças do planeta, uma apresenta o transtorno do espectro autista. Em nosso país, o número de casos de TEA também é elevado, pois 1% dos bebês brasileiros nascem com autismo.
Tendo isso em vista, a proposta deste artigo é mostrar como a terapia ocupacional contribui para o desenvolvimento das habilidades necessárias para que o indivíduo diagnosticado com autismo melhore o seu desenvolvimento. Acompanhe!
 

O que é terapia ocupacional?

Essa área é específica para cuidar da prevenção, tratamentos e acelerar a reabilitação de diversas doenças. Pacientes portadores de dificuldades cognitivas, distúrbios emocionais, afetivos, perceptivos e psico-motoras podem experimentar significativa melhora por meio das intervenções do terapeuta ocupacional.
O terapeuta ocupacional — como é chamado o especialista nesse campo de atuação — prioriza medidas de prevenção com base no desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos que são aplicados de acordo com a necessidade de cada indivíduo.
Desse modo, esses profissionais avaliam as melhores alternativas e empregam diferentes atividades de trabalho com vistas à evolução do tratamento dos distúrbios físicos, mentais ou dos quadros associados a problemas sociais ou emocionais.
Nesse método de intervenção, o terapeuta ocupacional utiliza tecnologias e atividades diversas que objetivam a promoção da autonomia dos pacientes que necessitam melhorar a adaptação à vida social. Em adultos, a maior parte desses problemas são decorrentes de doenças físicas, mentais ou emocionais que não foram adequadamente tratadas. 
Já para o autista, o terapeuta ocupacional elabora planos específicos de adaptação e busca desenvolver no paciente a autoconfiança necessária para reduzir os impactos característicos do TEA.
O objetivo é ampliar as possibilidades de desenvolver os recursos necessários para tornar o cotidiano desses pacientes mais tranquilo e saudável. Desse modo, estimular condições de bem-estar e de autonomia são aspectos que contribuem positivamente para a qualidade de vida e saúde dos portadores de TEA.

 
Qual a importância da terapia ocupacional no tratamento do autismo?

A Revista Espaço Aberto, instrumento de circulação mensal da Universidade de São Paulo (USP), destacou em matéria recente que no Brasil há cerca de 2 milhões de autistas. No entanto, o número de casos pode ser bem maior, pois muitos indivíduos que apresentam os sintomas dessa doença ainda não foram devidamente diagnosticados. 
Diante disso, o terapeuta ocupacional desempenha uma função fundamental como tratamento complementar e integrado ao trabalho de psiquiatras e psicólogos. Por meio dessa metodologia é possível ampliar as possibilidades de melhoria e acelerar os estágios do tratamento do autismo.
Jéssica Bastos, terapeuta ocupacional do Hospital Santa Mônica aborda alguns aspectos importantíssimos quanto à evolução do tratamento do TEA quanto aos sistemas de integração sensorial: “essa é uma relevante questão para o autista ou para criança que apresenta sintomas do autismo. Eu falo criança, por que geralmente, o autismo é diagnosticado na infância”, afirma.
Segundo a terapeuta, a integração sensorial pode ser entendida como a forma que o corpo do autista recebe as informações dos sentidos. Explicando melhor como o tratamento se processa, ela diz: “a terapia ocupacional começa a trabalhar com texturas, cheiros e explora os sentidos do paciente para que ele consiga aceitar alguns estímulos que, para ele são muito aversivos.”
Jéssica destaca que o objetivo é transformar esses estímulos em algo aceitável por meio da melhor integração dos sentidos. “Por exemplo, o toque — que é algo normal para a maioria das pessoas —não é bem percebido pela maioria dos autistas. Para eles, o tocar é interpretado como um estímulo doloroso e que incomoda bastante. ”
Percebe-se, então, que o terapeuta ocupacional está apto para trabalhar atividades referentes a texturas, cheiros, gostos e integrar esses sentidos. Isso ajuda o autista a compreender que esses sinais precisam ser encarados como algo natural e normal.
 

Como a terapia é aplicada?

Os profissionais desse campo exploram diferentes estratégias adaptativas que podem promover o desenvolvimento e melhorar a integração do autista com as pessoas e com o mundo ao redor deles.
Segundo Jéssica, às tecnologias assistivas são as ferramentas mais adequadas para fazer alguma adaptação na rotina do paciente. Para facilitar o entendimento, ela exemplifica com práticas do cotidiano: “por exemplo, óculos é uma tecnologia assistida, e uma colher com um engrossador é outro exemplo. As pessoas aprendem a colocar os óculos no rosto porque veem alguém fazer isso. Engrossador é algo simples: é um EVA enrolado em uma colher para o paciente conseguir segurar a colher com maior firmeza. ”
No caso específico do autismo, ela diz que é possível melhorar a comunicação, já que os autistas são pouco comunicativos: “a gente pode utilizar a comunicação alternativa, que são alguns instrumentos para trocar a comunicação por gestos que facilitem a interação com eles. Um exemplo simples é quando eles veem uma figura e apontam que querem aquilo. Ou quando querem água, eles mostram uma figurinha de água. ”
Com esses métodos terapêuticos pode-se obter excelentes resultados no trabalho com portadores do TEA. Porém, tudo depende do momento e da condição clínica do autista. Algumas técnicas podem ser empregadas de diferentes formas e alcançar resultados igualmente positivos.
 

Qual o papel da terapia ocupacional na inclusão social do autista?

A inclusão social do autista é um tema que vem ganhando espaço, mas que ainda é considerado um grande desafio, sobretudo para a área de Educação. No Brasil, o número de portadores do (TEA) matriculados em classes comuns aumentou 37,27% em apenas um ano.
Nesse contexto, a terapia ocupacional trabalha no reforço dos comportamentos positivos a fim de integrar a criança autista à realidade do seu espaço de convivência. Jéssica defende que “a terapia ocupacional contribui mais porque ela pode atingir qualquer campo de atividade. ”
Na prática, as metas são criadas conforme a necessidade da criança: “se o autista tem problema na interação social, a terapia trabalha isso. Se há falhas na coordenação psicomotora, também é possível propor soluções. ”
Por meio dessas intervenções profissionais promove-se novos hábitos e a redução de comportamentos prejudiciais como agressões, estereotipias, autolesões, agressões verbais e outros. Priorizar essas medidas preventivas é fundamental à inclusão social do portador de TEA.
A terapia ocupacional consegue, pois, atingir todos os campos dos problemas do autista e trabalhar com atividades específicas para alcançar esses objetivos. O grande desafio é promover habilidades necessárias para que o autista consiga adquirir autonomia e desfrutar da melhor qualidade de vida possível.



 

Cirurgia metabólica pode ajudar pacientes com diabetes tipo 2; doença aumentou 40% em 12 anos


Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde aponta que 7,7% da população brasileira tem diabetes tipo 2


O Ministério da Saúde divulgou recentemente que os casos de diabetes tipo 2 aumentaram 40% entre os anos de 2006 e 2018 e já atingem 7,7% da população brasileira. A doença é responsável por complicações encefálicas, renais, vasculares periféricas e cardiovasculares e, portanto, uma grande preocupação para a saúde pública. Há vários tipos de tratamentos para o diabetes tipo 2, que vão desde mudanças na alimentação, inclusão de atividades físicas e uso de medicamentos até a cirurgia metabólica, já aprovada pelo Conselho Federal de Medicina.

A cirurgia metabólica é o mesmo procedimento da cirurgia bariátrica, o que muda é a sua finalidade. A metabólica visa o controle do diabetes e a bariátrica, a perda de peso, com o controle de outras doenças como consequência do emagrecimento. Por este motivo, algumas regras para a cirurgia metabólica são diferentes das regras da bariátrica, e ela pode ser realizada em pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) entre 30 Kg/m2 e 34,9 Kg/m2. Já para fazer a bariátrica, é necessário ter IMC a partir de 40 Kg/m2 ou de 35 Kg/m2 a 39,9 Kg/m2, desde que o paciente apresente doenças relacionadas à obesidade.

“Há muitos estudos que comprovam que a cirurgia metabólica é muito eficiente no controle do diabetes. Alguns pacientes chegam a curar a doença”, explica o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho, membro da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica) e presidente do Hospital Galileo. Com mais de quatro mil cirurgias bariátricas realizadas, ele explica que os benefícios, muitas vezes, são notados logo nos primeiros dias após a cirurgia. “Um dos fatores de risco do diabetes tipo 2 é a obesidade, então, quando o paciente perde peso, já há uma tendência de melhora da doença. Mas o que percebemos é que a mudança metabólica causada pela cirurgia já melhora o diabetes antes mesmo de uma perda de peso significativa”, destaca.

Isso porque a cirurgia metabólica causa uma alteração de hormônios relacionados à obesidade e estimula a produção de substâncias que reduzem a resistência à insulina, além de preservar o pâncreas, que passa a produzir insulina de melhor qualidade.

“Por este e outros motivos, a cirurgia metabólica foi aprovada no País. É uma forma de tratarmos cirurgicamente também os pacientes com IMC menor de 35 Kg/m2, já que estima-se que a maioria dos pacientes com diabetes tipo 2 não chega ao IMC mínimo para a cirurgia bariátrica”, explica Concon. “Nosso desafio, agora, é que a cirurgia metabólica seja incluída no Rol das Diretrizes de Utilização da ANS (Agência Nacional de Saúde) para que os convênios médicos comecem a cobri-la. Dessa forma, será acessível para um número muito maior de pessoas”, afirma.
Além do IMC, o paciente precisa se enquadrar em outros critérios para ser submetido à cirurgia metabólica. É necessário comprovar a falta de resposta ao tratamento clínico e ter idade entre 30 e 70 anos. Além disso, é preciso ter menos de dez anos de diagnóstico de diabetes porque o pâncreas está mais preservado e os benefícios da cirurgia são maiores. Também é preciso seguir todas as outras regras internacionais exigidas para a cirurgia bariátrica, como acompanhamento de uma equipe multiprofissional (psicólogo/psiquiatra, endocrinologista, nutricionista, cardiologista, etc).

A cirurgia metabólica para pacientes com diabetes tipo 2, segundo o CFM, deve ser, prioritariamente, com a técnica bypass gástrico com reconstrução em Y-de-Roux (BGYR). Somente em casos de contraindicação ou desvantagem da BGYR, a técnica gastrectomia vertical (GV), ou Sleeve, será a opção disponível. Nenhuma outra técnica cirúrgica é reconhecida para o tratamento desses pacientes.






Dr. Admar Concon Filho - cirurgião bariátrico, cirurgião do aparelho digestivo, médico endoscopista e coordenador do Grupo de Cirurgia Bariátrica de Valinhos. Palestrante internacional e presidente do Hospital e Maternidade Galileo. Ele é membro titular e especialista pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, além de membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders. CRM – 53.577.


Agosto Dourado: amamentação reduz em 13% risco de obesidade


Combinado com o incentivo à vida ativa desde a infância, aleitamento materno contribui para vida adulta mais saudável


O Agosto Dourado é dedicado à proliferação de informações sobre a importância do aleitamento materno. Além dos benefícios imediatos para a saúde da criança, como a prevenção de infecções e alergias, a amamentação traz vantagens a longo prazo. Exemplo é que a alimentação com leite da mãe reduz em 13% o risco de obesidade, conforme estudo publicado pela Fundação Acta Paediatrica, da Suíça, e divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em 2018.

Presente no alimento materno, o hormônio leptina inibe o apetite, fazendo com que a criança desenvolva o sistema de saciedade. “Com isso, ela mama apenas o necessário para sua nutrição, sem excessos, o que ocasiona na autorregulação do apetite”, explica Rafael Canedo, médico atuante na pediatria há 10 anos e sócio da Baby Gym Santo André. “Dependendo do tempo que a pessoa foi amamentada, este sistema pode durar a vida toda, evitando a obesidade”, completa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que os bebês devem consumir apenas o leite materno até os 6 meses e, até os 2 anos, outros alimentos precisam ser introduzidos como complemento. “O colostro (leite produzido nos primeiros dias após o parto) ajuda na imunização e no desenvolvimento do intestino”, afirma Canedo. “Já o leite maduro, contém proteínas, lactose, vitaminas, minerais, água e gordura, ou seja, tudo que o pequeno precisa no primeiro semestre de vida.”

Segundo o médico, para combater a obesidade desde a infância, as pessoas devem ser incentivadas à vida ativa desde cedo. “Mesmo antes do bebê engatinhar, é possível ajudá-lo em movimentos de agarrar, puxar e empurrar, além de auxiliá-lo a mexer a cabeça, o tronco e os membros durante brincadeiras supervisionadas no chão”, orienta. Até os 6 anos, estes estímulos também contribuem para o desenvolvimento psicossocial, dado que contribuem na formação da conexão entre neurônios e no desenvolvimento do cérebro de modo geral.

Para se ter ideia, o risco de uma criança obesa se tornar um adulto obeso é de 40%, enquanto a prática regular de exercícios físicos colabora com a diminuição do risco de desenvolver diversas doenças ao longo da vida, tais como hipertensão, problemas cardíacos e diabetes. Vale destacar que, para saber quais estímulos, exercícios e alimentos são recomendados para cada faixa etária, a indicação é buscar orientação profissional.


AGOSTO DOURADO

Por definição da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a campanha Agosto Dourado foi lançada em 2017. O nome foi escolhido porque a OMS considera o leite materno como o ‘alimento de ouro’ para a saúde dos bebês. Para a mulher, há diversos benefícios, a exemplo da redução das chances de câncer de mama e ovário, prevenção de anemia, aumento da segurança acerca da maternidade e favorecimento do emagrecimento.

A amamentação também contribui em outros aspectos, como o vínculo entre a mãe e a criança, melhora na formação da boca e alinhamento dos dentes por causa do ato de sucção, além de influenciar na inteligência – de acordo com a cartilha produzida pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, quanto mais tempo a pessoa foi amamentada, maiores os níveis de inteligência, escolaridade e renda.





Baby Gym de Santo André

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