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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Como prolongar a amamentação dos bebês com a participação dos pais


Especialista explica sobre a importância da participação do pai nesse período e dá dicas de como prolongar a amamentação


A chegada de um bebê é um momento único e um dos mais importantes na vida de um casal, pois é quando se inicia, de fato, uma família. Muitos pais podem se sentir excluídos nessa fase, porque acreditam que há um vínculo mais forte entre a mãe e o bebê, em função do período entre a gestação e amamentação. Porém, o pai tem um papel fundamental no processo da amamentação e sua atuação é essencial para o sucesso. Além disso, a participação nos cuidados ajuda a estreitar o vínculo pai-bebê, que se dá por meio da liberação do hormônio ocitocina, conhecido como hormônio da felicidade.

A ajuda prática do pai na amamentação é realizada por meio do apoio emocional à mulher e nos cuidados com o bebê. Seu conhecimento, entusiasmo e apoio são cruciais durante esse período. Se a mãe tiver dificuldade para amamentar, por exemplo, o pai pode aumentar sua confiança com palavras de incentivo e ajudá-la a superar desafios como, privação de sono, falta de apetite, insegurança, dúvidas durante a amamentação. O suporte emocional é de suma relevância no sucesso e prolongamento da amamentação.

Recomenda-se que o pai acompanhe a mãe e o bebê nas consultas com os profissionais de saúde. Desse modo, ele também aprenderá como auxiliar, facilitando e tornando mais agradável esse período.

A consultora e especialista de aleitamento materno da Philips Avent, Eneida Souza, traz dicas de como os pais podem participar da rotina da amamentação:

Primeiro passo: Saiba mais sobre amamentação
É importante que, antes mesmo de o bebê nascer, o pai saiba os benefícios da amamentação e como funciona o aleitamento materno. Desta forma, é possível ajudar a mãe a lembrar de informações importantes e identificar e gerenciar problemas de amamentação mais cedo.
O leite materno é um alimento nutritivo e completo para a criança, pois proporciona proteção extra contra infecções e doenças e reduz o risco de a mãe contrair algumas doenças.
Para as mamães de primeira viagem é importante saber que cada sessão de alimentação pode durar de 15-20 minutos a uma hora ou mais. A maioria dos recém-nascidos se alimentam entre 8 e 12 vezes por dia, nas primeiras semanas.
Aleitamento materno leva tempo para aprender, e nem sempre é fácil.

Como os pais podem ajudar a enfrentar alguns problemas comuns durante a amamentação:

Baixa produção de leite
Quando há baixa produção de leite, o pai pode ajudar observando a pega do bebê, investir em um bom extrator de leite elétrico para que a mãe estimule a mama após amamentar o bebê. Com o estímulo, os hormônios prolactina e ocitocina realizam a produção e liberação do leite.

Mamilos doloridos
Ajudar a mãe a posicionar o bebê e verificar se a pega está correta.
Após todas as mamadas, lembrar a mãe de passar a lanolina 100% purificada, deixar os mamilos por alguns minutos expostos. Recomenda-se também alternar a mama para dar um descanso para o mamilo dolorido e ajudar a mãe a mudar a posição do bebê durante amamentação.

Cuidados adicionais
- É importante manter a hidratação da mãe, por isso, deixe sempre água próximo ao local que a mãe amamenta. Prepare lanchinho, refeições para a mãe não ter que se preocupar com a alimentação. É muito importante ela ter uma alimentação balanceada sem restrição de carboidrato para repor a energia. A mãe perde de 600 a 800kcal por dia só para produzir leite.

- Além dos cuidados essenciais, mande mensagens carinhosas, telefone para ela, compre algo para vocês consumirem nas refeições, leve flores. Faça com que a mãe se sinta especial. Com essa atenção e carinho, a mulher fica mais segura, tranquila, confiante por todo o suporte que tem recebido. Cuidando da mãe, seu bebê estará seguramente bem cuidado.

Eneida Souza - enfermeira pediatra, consultora em aleitamento materno pela Universidade da Califórnia em Angeles (UCLA-CA) e terapeuta sistêmica para família, casal, individual. Atualmente, é parceira de Philips Avent.

Oito dúvidas frequentes sobre a secreção e o corrimento vaginal


A secreção faz parte da fisiologia normal da vagina, mas é um dos grandes incômodos relacionados à saúde íntima da mulher, além de ser tema de várias dúvidas.
Dr. Ricardo Andrade Freire, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, respondeu a oito questões relacionadas a este assunto:


Existe diferença entre corrimento e secreção vaginal? 

Sim, existe. A secreção vaginal faz parte da fisiologia feminina, ou seja, não é indicativo de nenhuma doença. Já o corrimento é patológico. De acordo com o especialista, assim como outros órgãos do corpo como a boca, a vagina precisa ser lubrificada e proteger sua mucosa e a secreção exerce esta função.
Por sua vez, o corrimento vaginal – cientificamente denominado leucorreia – não é normal e pode ser indicativo de algumas doenças. 


Como diferenciar a secreção do corrimento?

A secreção vaginal, na maioria dos casos, é transparente ou opaca e não tem cheiro. Ela não causa nenhum tipo de desconforto, além de deixar a calcinha úmida de vez em quando.

“Quando a secreção começa a mudar de coloração (ficar amarelada, esverdeada, amarronzada), passa a ter um odor fétido, causar coceira e irritação na região vaginal, além de a mulher sentir dor na relação sexual, significa que há algo anormal, que é o corrimento”, explica.

O tipo mais comum de corrimento é branco, espesso e sem odor e normalmente é indicativo de candidíase


Existe algum período durante o ciclo menstrual em que a secreção vaginal fica mais intensa?

Sim, na ovulação, ou seja, no meio do ciclo, a secreção tem a viscosidade aumentada. “Este fluido mais viscoso durante o período fértil da mulher serve exatamente para favorecer o deslocamento do espermatozoide até o óvulo”, esclarece Dr. Ricardo Andrade.


Durante a gravidez a mulher também tem essa secreção? Em caso positivo, há alguma alteração relevante?

Sim, na gestação a vagina fica muito mais molhada. Há um aumento da vascularização pélvica, que aumenta a quantidade de secreção vaginal. “O organismo libera um excesso de líquido que vai preparando a vagina para que ela fique mais úmida e mais elástica, a fim de favorecer o parto”, afirma o ginecologista.


O uso frequente de absorvente íntimo pode aumentar a secreção natural?

Sim. O ideal é não fazer o uso frequente de absorvente íntimo nem de protetor diário. A região vaginal fica mais quente, abafada, aumentando a vascularização e as secreções glandulares. 


Pílulas anticoncepcionais podem causar corrimento?

Não, mas podem aumentar a secreção natural da vagina. 


E as relações sexuais? 

Elas também não podem causar corrimento. “A vagina foi feita para ter penetração e o sexo não pode alterar a saúde do órgão. Se a mulher passa a ter corrimento é porque alguma alteração patológica está ocorrendo”. Ainda de acordo com Dr. Ricardo, neste caso, a recomendação é procurar um ginecologista para fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. O mais comum é com creme vaginal, associado à medicação via oral. 

“Se o tratamento não estiver funcionando, o problema pode estar na saúde do parceiro. Por isto, o ideal é que o tratamento seja feito pelo casal, não apenas pela mulher”, ressalta o médico. 


Quais hábitos podem evitar que a mulher tenha corrimento? 

O hábito mais importante que a mulher deve ter é ir ao ginecologista uma vez ao ano e fazer os exames solicitados. Dormir sem calcinha também pode ajudar, uma vez que proporciona uma ventilação maior da região vaginal.



USP aponta que manter massa muscular contribui para aumento da expectativa de vida


 Risco de mortalidade é maior em idosos com baixa massa muscular; prática de exercícios físicos é recomendada para evitar o problema


Uma pesquisa da USP constatou que pessoas com pouca massa muscular têm mais chances de morrer. No caso das mulheres, o risco de mortalidade é 63 vezes maior e dos homens, 11,4.  Iniciado em 2005, o estudo, feito com base na análise de dados de 839 voluntários com mais de 65 anos, mostra que a quantidade de massa muscular influencia na longevidade dos indivíduos e constata: a prática de exercícios físicos é eficaz na manutenção da qualidade de vida e bem-estar de idosos. Os resultados foram publicados no Journal of Bone and Mineral Research.

Os primeiros dados são do período entre 2005 e 2007. Em 2011, foram registrados 132 óbitos. Ao analisar as causas de morte, os pesquisadores constataram que 43,2% envolviam indivíduos com problemas cardíacos, baixa frequência de atividade física e diabetes. As doenças cardíacas crônicas estão diretamente associadas à diminuição da produção muscular, por isso, os pesquisadores alertam que a prática de atividade física é essencial para o funcionamento cardiovascular.

A perda de massa muscular e força na musculatura esquelética, também conhecida como Sarcopenia, começa após os 40 anos. Fatores como sedentarismo, dietas pobres em proteínas, doenças crônicas, hospitalização e ganho de peso contribuem para o agravamento do problema. Após os 50, a perda se intensifica chegando a 1% e 2% por ano.

Como forma de estimular a prática de exercícios e garantir um envelhecimento saudável, as ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) têm desenvolvido uma série de atividades que promovem o bem-estar com foco em melhorar a vida de quem já chegou a fase de perda natural da musculatura, como é o caso da Cora Residencial Senior, que planeja atividades diárias que exercitam o corpo e a mente dos residentes, como pilates, ioga, caminhadas, alongamentos, danças, entre outras.

A residente Ana Benavente, 86, chegou a Cora após um episódio de desmaio que preocupou a família. “Eu morava sozinha em meu apartamento e acabava ficando muito sozinha. Meu filho tem os afazeres dele, viaja muito a trabalho. Quando escolhi viver no residencial, minha vida mudou, passei a fazer exercícios físicos, caminhadas, aulas de música, fisioterapia e também ter amigos para conversar e me acompanhar nas atividades. Isso incentiva a gente a fazer algo diferente, a se movimentar”, comenta.


Exercícios também previnem problemas cognitivos

A prática de exercícios além ajudar na prevenção da perda de massa muscular, também favorece o lado cognitivo. “Sabe-se que a atividade física é importante para a manutenção da saúde do idoso, bem como sua capacidade funcional. Nas últimas duas décadas foram publicados vários estudos que correlacionaram a atividade física com benefícios na cognição, diminuindo o aparecimento de síndromes demenciais”, informa a geriatra Dra. Ana Catarina Quadrante, que atua na Cora Residencial Senior – rede especializada na promoção de saúde, bem-estar e qualidade de vida de idosos.

Com os aumentos da expectativa de vida e do número de idosos no Brasil, os cuidados são fundamentais para que no futuro o país não tenha uma porcentagem maior da população com problemas de saúde tanto físicos quanto mentais.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde), publicou um documento com diretrizes para estimular a longevidade. Dentre as recomendações fundamentais para o envelhecimento saudável estão dieta balanceada e prática de exercícios.


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