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quarta-feira, 17 de julho de 2019

6 REQUISITOS ESSENCIAIS PARA O FUTURO DO TRABALHO



Muito se fala em transformação digital e sobre seus futuros impactos no dia a dia das empresas e de seus consumidores. É uma discussão intensa, tanto que às vezes parece que as pessoas esquecem que já vivemos em uma era digitalmente transformada. Prova disso é a quantidade de coisas que fazemos ou resolvemos através de aplicativos no celular. Para paquerar tem app, para comprar comida tem app, para enviar uma encomenda tem app, para resolver pepino no banco tem app, para não se perder na cidade e escapar de problemas do trânsito tem app. Acabou o gás e tem jantar no forno? App.

O mundo, portanto, está digitalmente transformado, e isso também transformou a forma como as pessoas pensam, se comportam ou agem frente a qualquer desafio. E, obviamente, não tinha como esse pensamento digital não mudar o relacionamento das pessoas com o trabalho e – mais ainda – o olhar das empresas sobre seus colaboradores.

Um fator importante é que, embora estejamos falando de transformação digital, não falamos somente de tecnologia, porque ela é um recurso secundário no todo dentro das organizações. Para uma empresa se transformar digitalmente ela precisa investir nas pessoas que vão escolher e operar sua tecnologia. As pessoas, sim, são o recurso primário que a levará as organizações ao futuro. Mas o que as empresas buscam dos profissionais com os quais pretende contar para superar esse desafio? Formação em universidades de renome, pós-graduações, MBA, certificações comprovadas? Não. As empresas digitalmente transformadas e em processo de se transformarem precisam de pessoas com habilidades que nenhuma universidade ensina, de indivíduos que tenham características pessoais potencialmente agregadoras em diversos aspectos, as chamadas soft-skills.

O último relatório de tendências para o mercado de trabalho publicado pelo IFTF (Institute for the Future), organização educacional e de pesquisa estratégica independente e sem fins lucrativos fundada em 1968, especializada em identificar tendências emergentes e descontinuidades que transformarão a sociedade global e o mercado internacional, apresenta seis dimensões comportamentais que envolvem habilidades definidas como prioritárias para o mercado brasileiro. Tratam-se de habilidades que não dependem de estudos formais, de MBA e muito menos de habilidades técnicas, com as quais os profissionais ainda se preocupam tanto e que tendem a se tornar cada vez mais irrelevantes nos processos de recrutamento conforme as companhias forem se atualizando nesse sentido. São habilidades essenciais não somente para o trabalho do futuro, mas também para a vida.

São elas:


MARCA PESSOAL

Para se ter ideia do tamanho da importância da marca pessoal, basta considerar que dados da ONU preveem que a população mundial chegará a incríveis 8,6 bilhões até 2030. Desta forma, tornar-se notável será um desafio cada vez maior, incluindo-se aí os esforços de conseguir uma colocação. Quando se fala em construir uma marca social, é necessário partir do princípio de que, nas redes sociais, tudo o que você faz terá de ser feito "em culturas diferentes e em um palco global". Aqui está, portanto, o ponto de partida do profissional alinhado com o futuro: ter em mente de que este futuro começa com quem você é e em quem você pretende se tornar, lembrando sempre que o uso que você faz das suas redes sociais revelam suas verdades.


FLUÊNCIA DIGITAL

Os avanços da tecnologia e do seu alcance em diversos segmentos econômicos exige que os profissionais do futuro tenham a chamada “fluência digital”, que significa a capacidade de lidar com robôs e outras formas de inteligência artificial, cuja quantidade e relevância só tendem a crescer conforme a transformação digital se expande. Conhecer sua linguagem própria e ter a habilidade de estabelecer uma relação produtiva com essas tecnologias, que integre humanos a robôs, portanto, é essencial. Enquanto os assistentes de IA trarão mais eficiência e conveniência, os profissionais precisarão saber como desenvolver essa inteligência de forma que eles ampliem suas capacidades, façam mais e cada vez melhor, o que impactará no desenvolvimento do próprio profissional.


PERTENCER A DIFERENTES TRIBOS

Pertencer a tribos significa, basicamente, construir uma boa rede de contatos. No futuro, a tendência é que a economia seja cada vez mais baseada em pequenos empreendedores, por isso os profissionais precisam aprender a lidar com diferentes tipos de mercado e, portanto, de pessoas e interesses. Ser capaz de construir uma rede de contatos própria e tão diversa é um desafio enorme, mas que tem tudo para ampliar as oportunidades dos profissionais em suas carreiras.


FLEXIBILIDADE E INCLINAÇÃO À MUDANÇA

O mundo do trabalho vem se transformando cada vez mais rapidamente, prova disso é a perspectiva, corroborada com diversos estudos de mercado, que diz que, no futuro, as novas gerações terão profissões que ainda não existem. Isso significa que, como profissionais, precisamos estar atentos a essas mudanças e, principalmente, estar prontos para quando elas acontecerem. O sentido de flexibilidade e inclinação à mudança predispõe uma facilidade maior para lidar com novos rumos, com situações não previstas e que exigem do profissional um empenho tão grande e focado quanto as situações planejadas. É preciso, portanto, manter o foco inclusive em meio ao imprevisto e manter a produtividade mesmo na montanha russa das transformações organizacionais.


RESILIÊNCIA

Esta é uma dimensão que é e sempre foi importante em qualquer período do mercado de trabalho, até mesmo na vida pessoal do profissional. Os resilientes vão longe, pois além de a habilidade ser importante para a vida pessoal, a resiliência tende a ser um traço extremamente relevante no ambiente profissional, pois ela faz com que as pessoas não desistam frente às dificuldades que possam surgir. Em um futuro que colocará o trabalho humano e as soluções tecnológicas no mesmo patamar, será preciso que os profissionais tenham inteligência emocional, social e empatia, estando preparados para lidar com coisas que ainda não conhecem, tirando o melhor de cada experiência – dos erros aos acertos, sem desistir.


MENTALIDADE DE CRESCIMENTO

Esta é uma soft skill que defendo como uma habilidade necessária aos profissionais do futuro em complemento à lista do IFTF, porque ela está alinhada ao que as empresas esperam de seus colaboradores – e que tendem a esperar cada vez mais. A mentalidade de crescimento significa ter a cabeça aberta para ter novas ideias o tempo todo, empreender, ter uma visão macro que permita um olhar capaz de criar soluções mesmo antes dos problemas que elas venham a resolver. O profissional que tem mentalidade de crescimento nunca fica acomodado, busca sempre ampliar os resultados em todas as atividades que realiza, é altamente criativo e motivado, constituindo um recurso extremamente importante para as empresas. É o colaborador que gera resultados de negócio porque pensa que pode entregar cada vez mais, de formas diferentes e inovadoras.





Barbara Olivier - formada em Tecnologia, pós-graduada em Computação Gráfica e Multimídia e diretora executiva de Inovação e Tecnologia na Afferolab, empresa líder em Aprendizagem Corporativa no Brasil.

O papel da embalagem na profissionalização do empreendedor


Já parou para pensar o que seria das marcas se elas trabalhassem com qualquer embalagem? Será que o consumidor teria a mesma confiança em um pacote sem identificação do fabricante, do fast food ou de qualquer outro negócio? É por isso que a identidade visual pode representar um grande passo na vida de qualquer empreendedor.
De primeira, vem aquela dúvida: “ah, mas ter embalagens padronizadas não é um privilégio exclusivo de grandes empresas?”. A resposta é ‘não’. Graças ao avanço da tecnologia, empreendedores de todos os portes já podem oferecer ao consumidor caixas, sacolas, papéis e uma série de outros materiais personalizados.
Isso porque fornecedores já personalizam embalagens nas mais diversas tiragens e fazem com que os estabelecimentos passem uma credibilidade ainda maior aos seus clientes, que percebem o quão profissional é o produto vendido ou o serviço prestado. Uma hamburgueria, por exemplo, pode estampar sua marca até mesmo nos papéis usados para embrulhar os lanches.
Os benefícios para os empreendedores são muito atraentes, mas os números do setor também empolgam. A produção de embalagens cresceu 10,4% de 2017 para 2018, totalizando R$ 78,5 bilhões, segundo dados do Euromonitor. De todo esse montante, 32% corresponde aos pacotes feitos com papel, cartão e papelão, fatia que só fica atrás dos plásticos, que representam 40%.
Coincidentemente, as embalagens de papel, cartão e papelão são as mais utilizadas pelos empreendedores. Elas são também as grandes responsáveis por viabilizar o uso de pacotes estilizados para sazonalidades, como dia dos namorados, Black Friday, Natal e Páscoa, e podem ser encomendadas com tiragens que partem de apenas uma unidade.
Estes materiais são, inclusive, os mais indicados para os empreendedores que estão começando a padronizar sua identidade visual, já que podem se transformar em formatos mais fáceis de se trabalhar e que podem servir para diversos produtos. São os sacos de papel, sacolas, caixas de papelão, envelopes e muitos outros.
Neste sentido, é possível concluir que diferentes tipos de negócios podem utilizar as embalagens para se profissionalizar e encantar os clientes. É o caso de restaurantes, bares, lojas de acessórios, de roupas, de calçados, pequenos e-commerces, perfumarias, adegas e uma série de empreendimentos que precisam embalar os itens que comercializam.
Já está mais do que provado que a tecnologia é uma grande aliada daqueles que se aventuram em empreender. Agora, está claro que a embalagem é uma ferramenta que ajuda no processo de profissionalização. De acordo com um estudo do Content Marketing Institute, 51% dos profissionais de Marketing dão prioridade máxima à concepção de elementos visuais. Para donos do próprio negócio, essa proporção tem de atingir os 100%. 
E você? Já descobriu sua embalagem


Eduardo Lopes - CMO da Printi
www.printi.com.br/

Os desafios da integração homem-máquina


Existe uma discussão que já dura algumas décadas: a potencial substituição da mão de obra humana pela mão de obra das máquinas. Isso já foi matéria para a reflexão em várias camadas sociais. Do Jihad Butleriano, descrito nas obras de ficção científica de Frank Herbet, aos movimentos ludistas do início da revolução industrial, que foram bem reais. 

No cinema, homens e máquinas são comumente antagonistas, como na série Terminator. Na vida real, geralmente, é o contrário. As máquinas ajudam os humanos a fazerem suas tarefas da melhor forma possível. Porém, esse medo da obsolescência humana sempre assombra diversos profissionais.

Sendo assim, é clara a necessidade de uma discussão em cima desse tema. A ficção costuma falar de forma alegórica sobre os problemas da realidade, e a realidade costuma dar indícios do que realmente é preciso ser mudado para que o progresso possa ser respeitado, sem que a sociedade fique estagnada.

Antigamente, o medo era do robô do chão de fábrica. Hoje, um dos maiores medos é a inteligência artificial. Mas, o fato é que as pessoas aprenderam a lidar com os maquinários. As profissões se adaptaram. E o mesmo deve acontecer com as AIs. 

Advogados e médicos, por exemplo, já começam a usar o Watson, inteligência artificial da IBM, para realizar análises de dados de forma mais precisa e, através delas, fazerem processos e diagnósticos mais precisos, que atendam melhor a seus clientes e representem ganho de tempo em seus escritórios e consultórios.

No chão de fábrica, a Indústria 4.0 está permitindo que mais dados sejam coletados e analisados para que produtos melhores sejam criados, falhas sejam detectadas com antecedência, e a segurança de funcionários e clientes aumente. A mão de obra humana se restringe a análise dos dados para um julgamento estratégico.

Sim, é verdade que há aqueles que tem de mudar, que precisam adequar seus estudos e expertises para uma nova realidade, mas isso faz parte de um processo de evolução contínuo em que a própria humanidade está inserida. 

O trabalho humano é muito mais cerebral, e sempre deveria ter sido. As AIs não funcionam melhor do que o cérebro humano. Elas nem se quer funcionam da mesma forma. São tipos de processamentos de informação bem diferentes, que não suplantam um ao outro, mas se complementam em suas necessidades.

Há quem possa vir a criticar que dependemos demais das máquinas. Porém, esse é um problema com o qual precisamos lidar tanto quanto nossos antepassados que inventaram a roda, e desde então pararam de arrastar as coisas por aí. Faz parte da evolução. É uma adaptação que vem com o desenvolvimento do próprio ser humano.        

Na indústria, encontramos problemas de integração entre o homem e a máquina no dia a dia. Normalmente, isso se dá porque o ser humano, muitas vezes, se mostra relutante em compreender que seu papel também mudou. Não somos mais mão de obra braçal. Somos mentes em trabalho. É difícil se acostumar a isso, principalmente quando desde pequenos somos tratados como máquinas. 

No Brasil, sobretudo, não há incentivo ao trabalho mental. Convencemos as pessoas de que elas só sabem apertar parafusos, colocar tijolos um em cima do outro, soldar placas. Quando na verdade, deveríamos estar dizendo a elas para pensar em materiais melhores para que os encaixes sejam feitos sem parafuso, que casas durem mais e sejam construídas mais rápido, e possamos imprimir peças de metal já no formato correto, sem precisar de solda.

É justamente aí que entra a mudança na forma de enxergar as coisas. A busca pela qualidade, pelo processo ideal para extrair o melhor do ser humano, é reeducar as pessoas. Esse é o futuro, e o meio por onde mitos como da “substituição dos humanos pelas máquinas” deixarão de ser discutidos. Ou talvez, fiquem apenas na lembrança de bons filmes e livros da ficção.







Alexandre Pierro - fundador da Palas, consultoria em gestão da qualidade e inovação, engenheiro mecânico pelo Instituto Mauá de Tecnologia e bacharel em física nuclear aplicada pela USP. Passou por empresas nacionais e multinacionais, sendo responsável por áreas de improvement, projetos e de gestão. É certificado na metodologia Six Sigma/ Black Belt, especialista e auditor líder em sistemas de gestão de normas ISO. É membro de grupos de estudos da ABNT, incluindo riscos, qualidade, ambiental e inovação. Atualmente, cursa MBA em inovação.

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