Pesquisar no Blog

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Pagamento do Abono Salarial ano-base 2017 injeta R$ 17,3 bilhões na economia


Valor corresponde ao pagamento de até um salário mínimo a 22,5 milhões de trabalhadores

O Abono Salarial do PIS/Pasep injetou na economia R$ 17,3 bilhões entre julho do ano passado e junho deste ano. O valor corresponde ao pagamento de até um salário mínimo a 22,5 milhões de trabalhadores que receberam o benefício. Isso significa que 91,72%  dos trabalhadores com direito ao Abono Salarial sacaram o dinheiro. Os mais de R$ 17 milhões pagos representam mais de 91% do total que foi disponibilizado em 26 de julho de 2018.
Tinham direito ao abono pessoas que trabalharam formalmente em 2017 com renda mensal média de até dois salários mínimos. Elas tinham que estar inscritas no PIS/Pasep há pelos menos cinco anos, ter trabalhado por, no mínimo, 30 dias em 2017 e terem sido registradas pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O prazo para saque terminou no último dia 28 de junho. Mais de 2 milhões de pessoas não procuraram as agências bancárias para sacar o dinheiro, o que representa cerca de 8% do total originalmente disponível, conforme anunciado em julho de 2018. Mais de R$ 1,3 bilhão retornarão ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), fonte usada para pagamento de benefícios como o abono e o Seguro-Desemprego. O trabalhador que perdeu o prazo para sacar o benefício deverá buscar orientações em uma das unidades de atendimento da Secretaria de Trabalho ou entrar em contato com Central de Atendimento 158 para se informar acerca das medidas que deverá tomar. 

UF
Trabalhadores com Direito ao Benefício - (PIS/PASEP)
Valor Total  Pago
Benefícios não pagos 
Valores disponíveis para Saque (R$)
Identificados 
Pagos 
Taxa Cobertura
(R$) 
NORTE
1.431.949
1.304.344
91,09%
 R$ 1.015.190.063,76
127.605
 R$ 83.990.634,15
AC 
64.890
61.222
94,35%
 R$ 48.092.305,82
3.668
 R$ 2.225.200,84
AM 
327.547
301.516
92,05%
 R$ 230.843.109,20
26.031
 R$ 17.480.598,36
AP
70.420
59.048
83,85%
 R$ 45.835.124,84
11.372
 R$ 8.369.971,38
PA   
585.377
529.596
90,47%
 R$ 418.207.391,40
55.781
 R$ 35.892.359,53
RO 
186.830
173.508
92,87%
 R$ 132.790.510,64
13.322
 R$ 8.445.341,93
RR 
46.442
41.757
89,91%
 R$ 32.074.751,10
4.685
 R$ 2.979.778,36
TO 
150.443
137.697
91,53%
 R$ 107.346.870,76
12.746
 R$ 8.597.383,75
NORDESTE
5.479.081
5.182.630
94,59%
 R$ 4.124.927.102,50
296.451
 R$ 193.939.785,69
AL
320.648
301.762
94,11%
 R$ 235.927.739,54
18.886
 R$ 12.551.445,27
BA
1.410.767
1.343.580
95,24%
 R$ 1.070.828.576,86
67.187
 R$ 44.119.923,47
CE
979.615
923.050
94,23%
 R$ 735.845.935,02
56.565
 R$ 36.060.052,28
MA
427.416
398.262
93,18%
 R$ 315.996.164,36
29.154
 R$ 19.176.281,96
PB
413.962
395.005
95,42%
 R$ 321.804.988,16
18.957
 R$ 12.540.908,22
PE
1.019.674
960.001
94,15%
 R$ 757.231.523,04
59.673
 R$ 38.969.801,15
PI
287.018
276.419
96,31%
 R$ 220.908.574,10
10.599
 R$ 6.994.692,36
RN
381.445
360.286
94,45%
 R$ 287.406.896,56
21.159
 R$ 13.733.996,81
SE
238.536
224.265
94,02%
 R$ 178.976.704,86
14.271
 R$ 9.792.684,18
CENTRO-OESTE
2.006.111
1.793.618
89,41%
 R$ 1.341.900.208,86
212.493
 R$ 137.029.133,13
DF
417.976
351.710
84,15%
 R$ 270.827.178,00
66.266
 R$ 49.301.967,41
GO
855.802
783.873
91,60%
 R$ 587.767.206,36
71.929
 R$ 42.882.293,48
MT
336.242
304.269
90,49%
 R$ 224.848.587,92
31.973
 R$ 19.660.061,30
MS
396.091
353.766
89,31%
 R$ 258.457.236,58
42.325
 R$ 25.184.810,95
SUDESTE
11.546.383
10.544.723
91,32%
 R$ 8.067.347.943,84
1.001.660
 R$ 651.690.434,34
ES
522.834
482.304
92,25%
 R$ 375.120.106,40
40.530
 R$ 26.287.401,26
MG
2.894.613
2.653.430
91,67%
 R$ 2.063.538.275,76
241.183
 R$ 162.498.364,65
RJ
2.087.398
1.881.737
90,15%
 R$ 1.449.888.728,86
205.661
 R$ 132.027.700,17
SP
6.041.538
5.527.252
91,49%
 R$ 4.178.800.832,82
514.286
 R$ 330.876.968,27
SUL
4.163.912
3.763.704
90,39%
 R$ 2.831.778.171,80
400.208
 R$ 255.257.703,47
PR
1.580.512
1.433.775
90,72%
 R$ 1.085.066.752,58
146.737
 R$ 93.620.206,63
RS
1.487.488
1.345.911
90,48%
 R$ 1.011.167.788,80
141.577
 R$ 92.247.593,22
SC
1.095.912
984.018
89,79%
 R$ 735.543.630,42
111.894
 R$ 69.389.903,63
TOTAL BRASIL
24.627.436
22.589.019
91,72%
 R$ 17.381.143.490,76
2.038.417
 R$ 1.321.907.690,80
* Fonte: Dados fornecidos pela Banco do Brasil e Caixa
*Atualizado até 28/06/2019


Ministério da Economia


Brasil terá 420 milhões de dispositivos digitais até final do ano, aponta pesquisa


 O Cuponation reuniu dados sobre smartphones no mercado brasileiro, veja pesquisa


É fácil concordar com o Cuponation: ao longo dos anos, a lista dos itens considerados pessoais e indispensáveis para as pessoas foi se modificando de acordo com o avanço da tecnologia. O celular, por exemplo, é o principal aparelho digital usado pelo mundo atualmente. Sabendo disso, a plataforma de descontos realizou um levantamento para reunir dados sobre como o smartphone performa no Brasil e qual a influência do apetrecho sobre a população. 

Segundo a 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, divulgada este ano pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, hoje há cerca de 230 milhões de celulares ativos no Brasil. A previsão da fundação é que até o final de 2019 haverá cerca de 420 milhões de dispositivos digitais ativos (entre smartphones, notebooks, tablets, computadores, etc) em todo o território brasileiro. 

Na prática, isso representa que já há dois ou mais aparelhos eletrônicos por habitante, levando em conta que a população brasileira é estimada em pouco mais de 210 milhões de pessoas e que apenas dois terços da população possuem uma conexão boa com a internet (IBGE-2019).

Essa estatística é corroborada pelo fato de o Brasil estar no topo da lista de países em desenvolvimento no que diz respeito ao uso de smartphones, conforme o relatório da Pew Research Center. Além disso, nosso país está entre os três primeiros  nos quais os cidadãos costumam ficar mais de 9h do dia navegando na internet, tal como apontou o relatório Digital in 2018 feito pelas empresas Are We Social e Hootsuite. Confira no infográfico interativo.

O estudo da Pew Research Center ainda mostra que apesar de estarmos na liderança entre países emergentes, a divergência com os países desenvolvidos é gritante. Enquanto os países ricos possuem uma média de 76% da população portando celulares, nos países de terceiro mundo a média é de 45%.

Ainda que 2018 tenha apresentado uma queda significativa nas vendas de aparelhos celulares no país em relação a 2017 (Counterpoint Research), a projeção é que entre 2019 e 2020 a vendas tenham crescimento de 1,2% (Gartner).

Mesmo com declínio, o último trimestre  de 2018 e o primeiro deste ano foram marcados pelas vendas de smartphones das marcas Samsung e Motorola, que dominaram o mercado brasileiro. Veja a lista dos modelos mais vendidos aqui.



MORO NA CÂMARA E O MISTÉRIO DOS ESPELHOS QUEBRADOS


       No conflito entre a curiosidade que o acontecimento suscitava e o mal estar que as cenas provocavam, o corpo venceu a mente. Desliguei o televisor. Até hoje não consegui entender a “credibilidade” que possam ter minúsculas transcrições de conversas, sem gravidade alguma, trocadas ao longo dos anos, com assimétrica ocultação do inteiro conjunto do material que certamente serviria, mais robustamente, como prova da tese oposta.
Enfim, não deu para suportar aquela sequência de raciocínios rasos, grosserias e calúnias, postos em forma de perguntas, produzidas com o simples intuito de ofender o ministro.
        O desrespeito e a clara intenção de usar o ato como instrumento de vingança, na tentativa de flagelar o ex-juiz com o azorrague da maledicência, me incomodavam tanto quanto saber que os incidentes transcorriam na “douta” Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Se os critérios morais de um questionamento são esses, o que restará para os atos legislativos e decisões de Estado? Que respeito terão, pelo interesse público, aqueles senhores e aquelas senhoras tão facilmente combustíveis à chama de sentimentos vis? Não surpreende o resultado de tantas deliberações.
        Com o devido respeito às instituições republicanas, Sérgio Moro submeteu-se ao mais rigoroso teste de paciência, tolerância e força de caráter. Foi exemplar. Sofreu na carne durante sete horas aquilo que não suportei assistir. Aos que o agrediam, nenhum limite era exigido; nele, um simples sorriso era objeto de severas reprimendas! Por fim, havendo a agressividade do plenário alcançado o nível mais baixo, retirou-se da sala. E foi chamado de “fujão”! Ora, os fujões compunham boa parte do plenário. Fujões dos braços da justiça, agarrados ao privilégio de foro e, com as unhas, à porta que supõem estarem abrindo para promover o fim da aterradora Lava Jato. Essas mesmas vozes falaram praticamente sem contestação durante décadas, promoveram a destruição de valores, construíram duradoura hegemonia política e semearam antagonismos na sociedade. Alinharam, perfilaram e mobilizaram tropas de choque. No entanto, desde que perderam o poder, têm reclamado do que chamam “discurso de ódio”. Mistério dos espelhos que se perderam.
        A audiência de Sérgio Moro expôs o tipo de cisão política que se torna inevitável em presença de partidos e parlamentares que, num dia aprovam projeto de lei que penaliza o abuso de poder e, no outro, usam do poder conferido pelo mandato parlamentar para praticar os abusos que todos pudemos assistir.
        Desde a entrada em cena dos vazamentos que estão sendo distribuídos por Glenn Greenwald teve início uma tentativa de reconstruir a imagem do ex-presidente Lula. É como se uma mão lavasse a outra e um crime lavasse outro. Como se não houvesse outras condenações, outros processos criminais em outros foros e outras evidências, sempre associadas à mesma relação impura com poderosas empresas.
        Os espelhos se espatifaram de vez.



Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

3 meses de atraso é sinônimo de perda do imóvel?


Quando o pagamento das parcelas não ocorre e ultrapassa o prazo estipulado, pode significar prejuízo

Já pensou em adquirir um imóvel financiado com o banco e, após o pagamento de algumas parcelas, perdê-lo? É isso que pode acontecer caso ocorra o atraso de 3 prestações. “A regra não é nova, mas ainda parece desconhecida”, conta Dra. Sabrina Rui, advogada em direito tributário e imobiliário.

Quando há esse atraso de 3 meses - ou o prazo estipulado no contrato, o consumidor receberá uma notificação do  cartório de registro de imóveis, dando-lhe 15 dias para a quitação da dívida. Se o pagamento não acontecer, o imóvel passará a ser do banco poderá ir a leilão e, além de perder a casa, o comprador perderá também todo o dinheiro investido anteriormente.

“É comum clientes chegarem com esse problema, após receberem a notificação, quando nem tinham consciência do risco. O pior é quando o comprador tem a casa leiloada e nem sabe”, relata a advogada.

Dra. Sabrina conta que é possível negociar com o banco através de audiências, expondo o motivo do atraso. “Às vezes passamos por situações difíceis, o desemprego vem em um momento inesperado, então podemos tentar aumentar o prazo de pagamento”. Um dos argumentos que mais se repetem para que se chegue a este acordo é Do direito a habitação.

É preciso ficar atento a essa questão após a compra do imóvel com financiamento bancário, afinal, o resultado pode ser breve. Não deixe de se informar sobre e prestar atenção ao seu contrato antes de fechá-lo.




Dra. Sabrina Marcolli Rui  - Advogada em direito tributário e imobiliário SR Advogados Associados
Rua Riachuelo, nº 102 - 20º andar - sala 202, centro – Curitiba.
Av. Paraná, n. 466, sala 1, centro - Maringá – PR


Em meio a desemprego recorde, conheça 4 atitudes que atraem os empregadores


Número de subutilizados bateu recorde em 2019. Entender o que as empresas buscam é estratégia para se diferenciar na busca por uma oportunidade.


O IBGE divulgou na última quinta (27) os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), referente ao trimestre março, abril e maio. A pesquisa apurou que o número da população subutilizada bateu recorde desde a série histórica iniciada em 2012 e chegou a 28,5 milhões de pessoas, alta de 3,9% com relação ao mesmo período do ano passado. Para o IBGE, as pessoas subutilizadas correspondem às que estão desempregadas, que trabalham menos do que poderiam, que não procuraram emprego mas estavam disponíveis para trabalhar ou que procuraram emprego, mas não estavam disponíveis para a vaga.

A diretora da Febracis Campinas, Lilian Carmo, afirma que em um cenário com oferta maior de mão-de-obra, a vantagem fica com aqueles candidatos que sabem se diferenciar. “Com um universo de candidatos muito grande, causado pela alta taxa de desemprego, conquistar uma posição é uma tarefa de inteligência competitiva. Se destacar vai além de um bom currículo, de uma apresentação polida e de competências técnicas avançadas, é preciso conhecer qual a percepção de valor da empresa e quais são suas expertises que tem sinergia com isso”, esclarece.

Segundo a executiva, em geral, os empregadores têm focado em quatro capacidades durante os processos seletivos:


1. Engajamento: querer muito a oportunidade e mostrar-se disponível. É neste contexto que o candidato evidencia sua proatividade e comprometimento com a vaga. Por meio do engajamento, a empresa nota aqueles candidatos que possuem sintonia com seus desafios. Neste item não dá para fingir o que busca e as motivações para essa vaga precisam ir além de questões financeiras e benefícios. É um conjunto de fatores que fazem os olhos brilharem e isso é notável em um processo seletivo. Foque nos desafios, nos valores corporativos e nas possibilidades de performance neste cargo.


2. Vontade de aprender: demonstrar vontade de aprender expõe inquietude e curiosidade positivas para quem pleiteia uma oportunidade. Por mais que a experiência e as qualificações técnicas sejam excelentes, cada empresa é única e utiliza processos próprios, logo, se dispor a conhecer essas particularidades é um atrativo poderoso. Além disso, o mundo corporativo muda o tempo todo, assimila novas tecnologias, novos processos e aceita novas ideias, assumindo um perfil de constante aprendizado e valorizando esta característica na hora de contratar.


3. Flexibilidade: ser flexível com mudanças e com pessoas é uma habilidade muito importante em um cenário de transformações constantes. É uma maneira de evidenciar a consciência de que o barco pode balançar e que, ao invés de pular, o candidato saberá amarrar as velas. É uma flexibilidade consciente sobre assumir novas responsabilidades, atuar em outras áreas e de receber uma remuneração menor que de profissionais mais seniores – especialmente em momentos de crise. Assumir riscos e estar apto para cobrir um colega é uma excelente demonstração de flexibilidade, porém, tudo tem um limite. Explicitar desconforto para uma ou outra tarefa não é demérito e adiciona coerência durante a avaliação.


4. Compromisso: assumir responsabilidades com a missão e com os valores da empresa é, talvez, a capacidade mais difícil de se demonstrar. Em suma, conhecer a empresa e a sua atuação no mercado é fundamental para analisar brechas que poderiam ser complementadas durante um estudo de caso. Hoje, com alta concorrência e economia bamba, vestir a camisa nunca foi tão importante para demonstrar segurança a quem contrata. Demonstrar que possui indicadores pessoais para se auto avaliar é um ponto de destaque. Abordar a responsabilidade com recursos físicos e humanos também atrai os olhos de quem busca a famosa visão de dono.




Febracis

Novas diretrizes trarão mais eficiência para o recall no Brasil



O Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou, no último dia 2 de julho, duas portarias no Diário Oficial da União, atualizando a regulamentação das campanhas de chamamento, a fim de dar eficiência aos recalls no Brasil e, por consequência, à proteção da vida e à preservação da saúde e da segurança dos consumidores.

De acordo com os novos textos, as empresas terão que manter em seus sites, em local visível e de fácil acesso, a informação sobre o recall dos produtos pelo prazo mínimo de cinco anos. Além disso, deverão comunicar a Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON) assim que iniciarem suas averiguações e identificarem defeitos, hipóteses em que também assumirão a responsabilidade pela elaboração de estratégias para induzir o consumidor a atender às campanhas de chamamento de recall.

Especialmente por ser o que mais realiza esse tipo de campanha e pelo risco envolvido em seu produto, o setor automotivo recebeu atenção especial do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que, em conjunto com o Ministério da Infraestrutura, instituiu o Serviço Nacional de Notificação de Recall de Veículos.

Por meio desse serviço, caberá ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) comunicar diretamente o consumidor sobre o aviso de risco do veículo e, caso a campanha de chamamento de recall não seja atendida no prazo de um ano, a informação constará no documento de propriedade do veículo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também assinou acordo de cooperação técnica com a SENACON, no intuito de promover ações conjuntas de proteção e defesa do consumidor, referentes ao mercado de medicamentos e congêneres, notadamente relativas à periculosidade ou à nocividade de produtos e serviços.

As novas regras tendem a gerar os referidos efeitos pretendidos pelo Governo Federal, tornando, assim, as campanhas de chamamento de recall mais eficientes no Brasil, bem como mais seguros os produtos e serviços colocados em nosso mercado de consumo. Mais do que isso, tais diretrizes consistem em medidas práticas, de fácil implementação e fiscalização, que realmente parecem justificar a empolgação do seu anúncio e renovam as nossas esperanças de um país melhor.





Gustavo Milaré Almeida-  advogado, mestre e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio de Meirelles Milaré Advogados



João Pedro Alves Pinto - advogado associado de Meirelles Milaré Advogados

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Pesquisa da UFSCar pretende facilitar diagnóstico das dores de cabeça



Projeto busca voluntários e resultados poderão nortear o tratamento dos pacientes


Uma pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende traduzir para o Português brasileiro um instrumento holandês que faz a triagem de dores de cabeça primárias. Essa ferramenta permitirá a identificação, pelos profissionais de saúde, dos tipos de dores de cabeça e facilitará o delineamento de planos de tratamento ou encaminhamento dos pacientes que sofrem com o problema. O projeto busca voluntários.

A pesquisa "Tradução e adaptação transcultural do Headache Screening Questionnaire" é desenvolvida pela mestranda Erika Plonczynski Lopes, sob orientação de Ana Beatriz de Oliveira, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar. 

Existem dois tipos de dores de cabeça: as primárias, foco deste estudo, são aquelas nas quais a própria dor de cabeça é a condição de saúde, por exemplo, a enxaqueca e a cefaleia tensional. Já as dores de cabeça secundárias aparecem como consequência de tumores, alterações da coluna cervical ou outras patologias. De acordo com Lopes, dados de 2018 indicam que a dor de cabeça está entre as condições de saúde mais prevalentes no Brasil e no mundo. "A enxaqueca atinge adultos e crianças e está presente em 15,8% da população brasileira, representando a quarta doença mais prevalente no País. A cefaleia tensional é a segunda condição crônica mais comum no mundo, tendo atingido 1,6 bilhão de indivíduos em 2016", afirma ela.

Diante desses números, a pesquisadora defende que é preciso ampliar a possibilidade de identificação dos tipos de dores de cabeça para propor tratamentos mais eficazes.
 "Atualmente, o diagnóstico de dor de cabeça primária é realizado pelo médico neurologista. Já o questionário que vamos traduzir foi formulado para ser utilizado em contexto clínico por qualquer profissional de saúde", destaca a mestranda, mostrando que a ferramenta pode auxiliar no diagnóstico correto do problema e na elaboração de planos de tratamento mais efetivos e no encaminhamento correto dos pacientes.

Para desenvolver o estudo, estão sendo convidados voluntários, homens ou mulheres, maiores de 18 anos, que tenham ou não dor de cabeça. Os participantes responderão a questionários específicos em entrevistas presenciais que serão agendadas com a equipe de pesquisadores. Os interessados devem entrar em contato até o final do mês de agosto deste ano, pelos telefones (16) 3306-6700 e (16) 99963-5352 ou pelo e-mail projetohsq@gmail.com. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 03873318.4.0000.5504).

Conheça os benefícios da ginástica íntima para a saúde da mulher


A Dra. Domenique Ferreira aponta os benefícios da ginástica íntima para a saúde geral da mulher



A ginástica íntima, ou pompoarismo como é mais conhecida, é uma prática que ainda é tabu para muitas mulheres. No entanto, essa prática pode proporcionar diversos benefícios para a saúde e até para a qualidade vida.

Dra. Domenique Ferreira, também conhecida como Domenique Heidy, revela o motivo desta prática oferecer tantos benefícios: “Com o passar dos anos os músculos do nosso corpo vão ficando flácidos, e não é diferente com os vaginais.Isso acontece porque ela proporciona uma maior consciência corporal, aumenta o desempenho sexual e o próprio prazer”, explica.


Como funciona?

A Dra. explica: “a série de exercícios que a ginástica íntima possui tem como objetivo fortalecer a região vaginal. Para isso são adotadas técnicas de contração e de relaxamento dos músculos pélvicos”.


Quem pode praticar a ginástica íntima?

A Dra. Domenique Ferreira afirma que mulheres de qualquer idade podem fazer esses exercícios: “Eles não são contraindicados já que essa prática ajuda a tratar e prevenir muitos problemas da saúde íntima feminina como vaginismo, frouxidão vaginal, infecções vaginais, incontinência urinária, anorgasmia entre outras”.


Benefícios da ginástica íntima


·  Diminuição dos sintomas causados pela menopausa;

·  Redução da cólica e até do período menstrual;

·  Prepara a gestante para a hora do parto;

·  Auxilia o pós-parto;

·  Aumenta o controle da musculatura;

·  Promove um aumento da libido e lubrificação;

·  Flacidez vaginal é combatida;

·  Incontinência urinária é tratada;

·  O funcionamento do intestino passa a apresentar uma melhora significativa;

·  O canal vaginal se torna mais “apertado”;

·  O prazer do parceiro tem um aumento e sua ejaculação é atrasada.


Como fazer?

Os exercícios consistem basicamente em contrair e relaxar os músculos vaginais. Fazendo força como se estivesse segurando o xixi e solte - aí está o principal movimento. O treino pode ser feito por qualquer mulher independente da idade, sendo contra-indicado apenas durante os 3 primeiros meses de gestação.

É importante segurar os músculos tensionados por quantos segundos for possível, até não aguentar mais e acabar soltando: “É como um exercício de isometria, mais difícil, mas com um grande efeito de fortalecimento. Progressivamente você ganhará controle da musculatura e conseguirá segurar por mais segundos”.

Como qualquer outro exercício, é necessário manter uma frequência e continuidade. De 10 a 20 minutos por dia, pelo menos 3 vezes na semana, você perceberá resultados rapidamente.

Vamos comemorar o Dia do Homem falando sobre prevenção de doenças?


No dia 15 de julho é comemorado o Dia do Homem, que tal abordarmos temas importantes para a saúde deles, afinal na média populacional eles não se cuidam preventivamente


Por conta desta triste realidade é essencial falarmos sobre a importância dos exames e tratamentos prévios, pois, na maioria das vezes, doenças como as vasculares podem ser evitadas se forem tratadas com antecedência.

Por isso, o Dr. Robert Guimarães, especialista em cirurgia vascular, endovascular e angiorradiologia explica mais sobre aneurisma de aorta em qualquer parte do corpo; varizes e pélvicas; angioplastia; insuficiência venosa crônica; diabético; doença arterial periférica obstrutiva; trombose; tratamentos a laser e de varizes. Todas essas doenças podem ser precavidas com um simples check-up.

“Sabemos que muitos homens deixam de fazer exames gerais por acharem que a saúde está perfeita ou por colocarem a culpa na falta de tempo. Porém, ter este cuidado é primordial, pois doenças como essas podem ser curadas se forem tratadas previamente”, ressalta o especialista.

A trombose por exemplo, pode causar uma obstrução total das artérias do cérebro, chamado de acidente vascular cerebral, o conhecido AVC. “O maior problema é quando ocorre o processo de embolia fazendo um coágulo na corrente sanguínea. Uma embolia pode ficar presa nos pulmões, no cérebro, no coração ou em outra área, levando a graves lesões e até a morte”, explica o Dr. Robert.

Essa e outras doenças podem ser evitadas com a realização frequente de um check-up. O especialista identifica a situação e toma medidas iniciais para que o quadro não se agrave. Como, por exemplo, mudança nos hábitos alimentares, atividades físicas e, caso necessário, receitar uma medicação.

Obesidade infantil traz riscos para a saúde adulta, aponta Ministério da Saúde


O número de crianças e adolescentes de cinco a 19 anos obesos em todo o mundo aumentou 10 vezes nas últimas quatro décadas. Quatro países das Américas, entre eles o Brasil, estão entre os 10 no ranking de obesidade mundial. Segundo dados do Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional, a cada ano, o número cresce em 3,6 milhões de pessoas, tornando a obesidade a maior ameaça nutricional na América Latina e no Caribe. Recentemente, o Ministério da Saúde alertou que crianças obesas têm mais chances de virar adultos obesos. 

De acordo com o cirurgião endoscopista Helmut Poti, as políticas de estímulo ao hábito saudável devem aliar ações de alimentação e atividade física desde a infância. "Os pais precisam estar mais atentos nas alimentações das crianças, senão isso pode se transformar em um grande problema no futuro. Observamos cada vez mais adultos obesos e com problemas de saúde, o que acarreta também em prováveis procedimentos futuros para reduzir o estômago", disse. 

A obesidade infantil é uma epidemia global, atingindo cerca de 40 milhões de crianças de 0 a 5 anos, que já sofrem com situação de sobrepeso, destacou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Florence Bauer, em último encontro que discutiu a problemática, em junho deste ano. 


Redução em crianças, pode?

O cirurgião endoscopista Helmut Poti afirma que não é o mais adequado crianças realizarem procedimentos cirúrgicos, mas em certas ocasiões de casos extremos, as cirurgias e técnicas já podem ser consideradas opções. "Operações como o bypass gástrico podem ser utilizadas em casos mais críticos e encorajar pais a submeterem suas crianças aos procedimentos, a fim de afastá-las de um futuro com doenças graves decorrente da obesidade", conclui.

Como bate o seu coração?



Em 9 de julho, comemora-se o Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca (IC) e a data traz a oportunidade de colocar em discussão uma doença pouco conhecida e extremamente impactante. A IC afeta cerca de três milhões de pessoas no Brasil1 e é responsável por duas a três vezes mais mortes que cânceres avançados, como o de intestino e de mama1

Além do mais, a enfermidade tem um peso significativo na cadeia da saúde, gerando um gasto de R$ 22 bilhões na economia do país, considerando custos como internações no sistema de saúde e na redução de produtividade1. A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma das principais doenças que atinge o coração e é condição consequente de outras enfermidades como hipertensão e infarto do miocárdio, ou seja, é uma doença em decorrência de outras, mas que exige cuidados especiais, como uma nova condição.

A síndrome ocorre quando o coração se torna incapaz de bombear o sangue de maneira adequada para o corpo. A IC pode ser classificada a partir do ecocardiograma (exame de ultrassom responsável pela avaliação do funcionamento do coração), que avalia a fração de ejeção, ou seja, a porcentagem de sangue do ventrículo esquerdo que é ejetada a cada batimento cardíaco.

Quando o coração apresenta uma diminuição da fração de ejeção, essa condição é denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida – ou ICFEr – e quando há uma fração de ejeção considerada normal, mas que mesmo assim impede o bombeamento adequado de sangue para o organismo, a doença é chamada de  Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção preservada – ou ICFEp2.

A primeira delas (IC reduzida) prevê que as cavidades do coração ficam finas e esticadas e o órgão dilata. O sangue até entra no órgão, mas não tem força para bombeá-lo, o que causa acúmulo de sangue. Já na IC preservada, as cavidades do coração ficam espessas e rígidas e o órgão perde a capacidade de relaxamento2. “Como o coração não consegue se encher de sangue, ele bombeia um volume pequeno para o corpo”, explica Dr. Dirceu Rodrigues Almeida, especialista em Insuficiência Cardíaca e Professor de cardiologia da Unifesp.

“De modo mais simplificado, o coração do paciente com Insuficiência Cardíaca vai se tornando incapaz de bombear o sangue para o corpo, o que pode acontecer de duas maneiras, ou porque o coração não tem mais força para contrair ou porque ele fica tão rígido que não consegue relaxar”, afirma o especialista.

Os principais sinais e sintomas da insuficiência cardíaca são: falta de ar, inchaço dos pés e pernas, falta de energia e cansaço, dificuldade de dormir à noite devido à dificuldade de respirar, abdômen inchado, perda de apetite, que pode ser acompanhada de náuseas,

ganho de peso, tosse, aumento da frequência e necessidade de urinar à noite, confusão mental e tontura2.


Prevenção

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das mortes por doenças cardíacas no mundo são evitáveis. Fatores de risco como tabagismo, obesidade e alcoolismo devem ser evitados3 em pacientes com IC.

O tratamento é um capítulo à parte. “Tivemos uma evolução muito grande nos últimos anos com a chegada ao mercado de uma medicação de uma nova classe que está dando outro tom ao tratamento de ICFEr”, acrescentou Dr. Dirceu. Somado ao portfólio já disponível de beta bloqueadores e espironolactona utilizados no tratamento dessa doença, o Entresto® (sacubitril/valsartana) é um inibidor do receptor da angiotensina e neprilisina (INRA) que reduz ainda mais o risco de morte, o número de hospitalizações e melhora a qualidade de vida dos pacientes4,5,6.

“As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e é preciso discuti-las. O Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca (IC) é uma possibilidade de sensibilizar a população. Observando os sintomas, procure um cardiologista. Hoje há novas terapias para o tratamento da enfermidade que abrem novas perspectivas aos pacientes”, finaliza Dr. Dirceu Rodrigues Almeida.




Novartis



Referências:

1. Stevens B, Pezzullo L, Verdian L et al. The Economic Burden of Heart Conditions in Brazil. Arq Bras Cardiol. 2018 Jul;111(1):29-36 .2.       Albuquerque DC, Souza-Neto JD, Bacal F, et al. I Brazilian Registry of Heart Failure – Clinical Aspects, Care Quaility and Hospitalizations Outcomes. Arq Bras Cardiol 2015 Jun 104(6):433-442. Acesso em Junho de 2019.



4. McMurray JJV, Packer M, Desai AS, Angiotensin–neprilysin inhibition versus enalapril in heart failure. N Engl J Med. 2014 Sep 11;371(11):993-1004.

5. Packer M, McMurray JJ, Desai AS, et al. Angiotensin receptor neprilysin inhibition compared with enalapril on the risk of clinical progression in surviving patients with heart failure. Circulation 2015 Jan 6;131(1):54-61.

6. Lewis EF, Claggett BL, McMurray JJV, et al. Health-Related Quality of Life Outcomes in PARADIGM-HF. Circ Heart Fail. 2017 Aug;10(8). pii: e003430.

Dia Mundial da Saúde Ocular: consumo de luteína e de DHA ajuda na prevenção de doenças


Em 10 de julho é comemorado o Dia Mundial da Saúde Ocular. Essa é uma data importante para lembrar a todos sobre a necessidade dos cuidados com os olhos, tanto diariamente, quanto com consultas com o oftalmologista para prevenir doenças que possam vir atrapalhar a saúde da visão.

Doenças como catarata, glaucoma e a degeneração Macular Relacionada à Idade (DRMI) são alguns dos principais problemas que podem gerar cegueira parcial e, em estágios mais graves, a perda total da visão. Para que isso não aconteça, é importante fazer a prevenção e detectar logo no início o surgimento de possíveis doenças para evitar o desenvolvimento de deficiências visuais que tragam dificuldades para a realização de atividades da vida cotidiana.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual em todo o mundo e mais de 75% poderiam ser evitados ou curados com o tratamento adequado.
Além de consultas frequentes com o oftalmologista, outro hábito eficaz é manter uma dieta rica em nutrientes que tenham impactos na saúde dos olhos, como por exemplo a luteína e o DHA.
A luteína é um carotenoide com função antioxidante que ajuda a proteger as células e tecidos oculares. Pode ser encontrada em pequenas concentrações em vegetais verdes e folhosos, como couve, espinafre, alface, chicória, aipo, assim como em tubérculos vermelho-alaranjados, ervas frescas e gema de ovo.
Um estudo desenvolvido pela BASF comprovou que a ingestão de suplementos de luteína aumenta a densidade do pigmento macular em indivíduos saudáveis e contribui para a saúde ocular. A presença da luteína junto às células fotorreceptoras constitui um amplo filtro – este com capacidade de reduzir a sensibilidade da mácula para luz azul de alta energia que causa danos aos tecidos oculares.
Outro nutriente importante para a saúde dos olhos, especificamente para a estrutura da retina, é o ácido docosahexaenoico, mais conhecido como DHA. Ele pode ser encontrado nos peixes gordurosos de águas frias que se alimentam das microalgas e em suplementos.
O DHA fica armazenado no epitélio pigmentar da retina (RPE) e permite o fluxo sanguíneo para evitar inflamações, ajudando no desenvolvimento da acuidade visual e na prevenção da degeneração macular relacionada com a idade.
No entanto, a ingestão de luteína e de DHA ainda é muito baixa em grande parte da população. É comum que os alimentos fontes destes nutrientes não façam parte da dieta das pessoas e, em muitos casos, a qualidade da alimentação não é o suficiente para o consumo necessário destes nutrientes e aproveitamento de seus benefícios.
“Uma dieta rica em carotenoides e ômega 3, junto ao consumo regular de suplementos de luteína e DHA podem ajudar a prevenir doenças oculares relacionadas à idade, melhorar a visão de noite e de dia, além de poder melhorar a função visual em pacientes com catarata e DRMI”, explica Cyntia Moreira, responsável pelo suporte técnico para Nutrição Humana da BASF para a América Latina.
A divisão de Nutrição Humana da BASF possui em seu portfólio uma grande variedade de soluções para ajudar a complementar a alimentação no dia a dia, a fim de melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas em todo o mundo. Entre eles, vitaminas e carotenoides, esteróis de plantas, emulsificadores e ácidos graxos ômega 3.


Especialista no envelhecimento alerta que cair não é normal



Independentemente da idade, a pergunta que todas as pessoas deveriam fazer é: quantas vezes eu caí no último ano? Se a resposta foi pelo menos uma vez, saiba que 1/3 dos idosos responde da mesma forma. No entanto, neles o impacto tende a ser maior, já que apresentam dez vezes mais hospitalizações e oito vezes mais mortes consequentes de quedas.

De acordo com dados da Universidade Federal de São Paulo, cerca de 29% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano e 13% deles o fazem de forma recorrente. Para Caio Vianna Baptista, psicólogo especialista em envelhecimento humano e coordenador da área de psicologia do Residencial Santa Cruz, não é normal o idoso cair, já que ele domina o movimento da marcha. “Se isso acontece de forma corriqueira, é porque outros fatores estão potencializando as chances das quedas, como sedentarismo, polifarmácia, medo de cair, gênero feminino, déficit da visão e da audição, hipotensão postural, alteração da marcha, deformidade nos pés ou arritmia cardíaca”, observa Baptista.

Além dos tombos, os tropeços estão entre os mais comuns em metade dos casos, o que pode levar essa população específica ao maior risco de fratura, institucionalização e até morte. Por isso a necessidade de ficar atento ao ambiente onde esse idoso faz sua locomoção, como pisos irregulares/escorregadios, tapetes, iluminação inadequada, escadas, uso de instrumentos de marcha inadequados e presença de objetos/fios em área de trânsito.

“A maioria das quedas ocorre durante a locomoção, causadas principalmente por tropeços, escorregões e falta de atenção durante a marcha”, ressalta o psicólogo.  Estatísticas indicam que 60% das quedas em idosos acontecem dentro de casa, em atividades corriqueiras do dia a dia, como subir escadas, escorregões em quintais ou superfícies muito lisas.

Lançar mão de algumas medidas pode contribuir para evitar as temidas quedas, como manter banho de sol diário e ingestão adequada de cálcio e vitamina D, manter um ambiente iluminado e sem obstáculos, fazer uso adequado de óculos (evitando lentes bifocais e multifocais), utilizar dispositivos de marcha adequadamente sob orientação médica e de fisioterapeutas, prestar atenção ao andar e evitar dupla tarefa (ex. carregar sacolas nas duas mãos ou uso de celulares durante a marcha), assim como evitar chinelos ou “crocs” e priorizar calçados mais fechados e flexíveis, como tênis e sapatilhas.

O idoso também deve fazer atividades com objetivo de desenvolver o equilíbrio, agilidade, força e coordenação e ter acompanhamento com médico geriatra regularmente para verificar o uso de medicação que possa afetar o equilíbrio, a atenção e a marcha.


Medo de cair

O medo de cair é um dos fatores que mais pode influenciar nas quedas de idosos, pois pode limitar as atividades da pessoa, fazendo com que esta perca tônus muscular, restrinja suas atividades sociais e de vida diária e, por consequência, venha a desenvolver psicopatologias como a depressão, por exemplo.

O medo de cair pode ser tão limitante e causador de transtornos psicológicos que deve ser ponto de atenção de familiares, cuidadores e profissionais de saúde. “Um idoso com medo de cair intenso e que limitou suas atividades por esse motivo, ao tentar realizar um pequeno percurso, pode correr o risco de incorrer em uma queda”, avalia Caio Vianna Baptista.

A queda e o medo de cair podem ter repercussões não só físicas, mas psicológicas e sociais importantes, afetando a vida do idoso como um todo. Pode afetar a imagem corporal destas pessoas, assim como as relações sociais e fazer como que comecem a desenvolver sentimento de tristeza e de inutilidade frente à vida.

Posts mais acessados