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quinta-feira, 14 de março de 2019

INCONTINÊNCIA URINÁRIA ATINGE 45% DAS MULHERES e 15% DOS HOMENS ACIMA DOS 40 ANOS NO BRASIL


  • Dia Mundial da Incontinência Urinária marca período de conscientização da população sobre sintomas e tratamentos da disfunção

O Dia Mundial da Incontinência Urinária, 14 de março, foi criado para ajudar na disseminação dos sinais e as consequências. "O Brasil ainda está engatinhando na divulgação da data, mas podemos dizer que ela representa um acréscimo para quem tem e passa a ter consciência disso", explica o Dr. Sebastião Westphal, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). "O importante é mostrar que as pessoas podem e devem ser curadas", complementa.

Caracterizada pela perda involuntária de urina, ela está entre as doenças do trato urinário mais comuns no Brasil. Os índices de incontinência urinária chegam a 15% em homens e 45% em mulheres[i]. É importante frisar que essa patologia não é apenas natural do envelhecimento. "Existe o estigma que a disfunção é coisa de idoso e isso leva a não procura de tratamentos adequados", comenta Westphal.

São três os tipos de incontinência urinária. A de esforço é caracterizada pela perda de urina ao realizar algum tipo de estímulo físico, como tossir, rir, fazer exercícios entre outros. Já a de urgência é quando ocorre a vontade súbita de urinar em meio as atividades diárias e acontece um escape antes de chegar ao banheiro. Por fim, a mista é a junção dos dois tipos sendo que o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a micção pela uretra[ii]

"Os impactos na vida da pessoa que convive com esse tipo de distúrbios são indiscutíveis, principalmente por afetar, em sua maioria, mulheres jovens na faixa dos 40 e 50 anos. E isso é preocupante", acrescenta o especialista. É sabido que os que sofrem com problemas do trato urinário podem ter que fazer mudanças nos comportamentos e hábitos sociais, além da perda de produtividade. 

A qualidade de vida é afetada por diversos fatores, como físicos (limitações ou interrupções de atividades físicas), psicológicos (baixa autoestima, depressão, medo do odor da urina), sociais (redução da interação social, necessidade de planejar viagens e limitação no deslocamento distante de banheiros), domésticos (roupas íntimas especializadas, precauções com roupas), sexuais (fuga do contato sexual e intimidade) e ocupacionais (absenteísmo e redução de produtividade). 

Por isso é muito importante que a doença seja investigada corretamente e tratada. Para o diagnóstico correto, é necessário que o paciente tenha um histórico da característica e da frequência da perda urinária, como um diário. Os tratamentos variam de acordo com o tipo e cada caso.




Referências

[i] Estudo epidemiológico sobre prevalência dos sintomas urinários na população brasileira (Astellas Farma Brasil). Pesquisa conduzida pela Astellas Farma Brasil, com o apoio de cinco investigadores externos, com a participação de mais de 5 mil pessoas, entre homens e mulheres com 40 anos no mínimo, representantes de todas as regiões do país.
[ii] Portal da Sociedade Brasileira de Urologia.

Saúde alerta para prevenção e diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica


No Dia Mundial do Rim, 14 de março, o Ministério da Saúde chama a atenção da população, gestores e profissionais de saúde para a Doença Renal Crônica (DRC), que é silenciosa e sua prevenção está relacionada a estilos e condições de vida


O Ministério da Saúde alerta, no Dia Mundial do Rim, celebrado este ano no dia 14 de março, a população, os profissionais de saúde e os gestores públicos de saúde para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da Doença Crônica Renal (DCR). A doença renal é silenciosa, não apresenta sintomas e tem registrado crescente prevalência, alta mortalidade e elevados custos para os sistemas de saúde no mundo. No Brasil, o envelhecimento populacional aliado às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a exemplo da hipertensão e a diabetes, se apresentam como importantes fatores de risco.

A principal função do rim é remover os resíduos e o excesso de água do organismo. A Doença Crônica Renal leva a uma redução dessa capacidade, por pelo menos três meses, e é classificada em seis estágios, conforme a perda renal. Na maior parte do tempo de sua evolução, é assintomática, fazendo com que o diagnóstico seja feito tardiamente precisando passar pelo procedimento de hemodiálise. Para prevenção e tratamento da Doença Renal Crônica, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, na Atenção Básica e Especializada, com a relização de transplantes.

Para os pacientes com Doença Crônica Renal, o SUS oferta duas modalidades de Terapia Renal Substitutiva (TRS), tratamentos que substituem a função dos rins: a hemodiálise, que bombeia o sangue através de uma máquina e um dialisador, para remover as toxinas do organismo. O tratamento da doença renal acontece em clínica especializada três vezes por semana; e a diálise peritoneal feita diariamente na casa do paciente; e a diálise peritoneal, que é feita por meio da inserção de um cateter flexível no abdome do paciente e é feita diariamente na casa do paciente, normalmente no período noturno.

De acordo com o estudo Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, as pessoas em diálise, entre 65 e 74 anos, apresentaram, em 2017, a maior taxa de realização de Terapia Renal Substitutiva (TRS) por 100 mil da população (782), em relação às demais faixas etárias. A maior predominância foi no sexo masculino com taxa de crescimento anual de 2,2% e, de 2% para o sexo feminino. A raça/cor predominante é a branca (39,6%) em relação às raças/cor amarela (1,2%), indígena (0,1%), parda (36,1%) e preta (11,4%).

A maior taxa regional de pessoas em alguma modalidade de TRS foi na Região Sudeste, com 236 pessoas a cada 100 mil, seguido pela Região Centro-Oeste (229 por 100 mil da população) e Região Sul, com 208 por 100 mil da população. As taxas de realização da Terapia Renal Substitutiva aumentaram em todas as regiões do país, sendo o aumento de 3,9% no Norte; 3,3% no Nordeste; 3,2% no Centro-Oeste; 1,7% no Sudeste; e 0,6% no Sul.

O Saúde Brasil ainda mostra que a hemodiálise foi a modalidade de TRS mais frequente entre os pacientes com doença renal, com média de 93,2% em relação à diálise peritoneal com 6,8%, entre 2010 a 2017. Nesse período, o valor repassado pelo Ministério da Saúde para a realização da TRS e a oferta de medicamentos especializados foi de R$ 19,7 bilhões e de R$ 1,2 bilhão para o transplante renal e medicamentos relacionados. 


PREVENÇÃO DA DOENÇA RENAL

Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir a doença renal. Essas doenças são classificadas como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que respondem por cerca de 36 milhões, ou 63% das mortes no mundo, com destaque para as doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica. No Brasil, corresponderam a 68,9% de todas as mortes, no ano de 2016. A ocorrência é muito influenciada pelos estilos e condições de vida.

O tratamento de fatores de risco das Doenças Crônicas Renais faz parte das estratégias lideradas pelo governo federal, previstas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil para 2011-2022. Entre as metas propostas no Plano, destacam-se aquelas que possuem associação entre fatores de risco e o desenvolvimento da DRC, como reduzir a taxa de mortalidade prematura (<70 anos) por DRC em 2% ao ano; deter o crescimento da obesidade em adultos; aumentar a prevalência de atividade física no lazer; aumentar o consumo de frutas e hortaliças; e reduzir o consumo médio de sal. 

No geral, dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o país já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas. O objetivo inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

A expansão da Atenção Básica é uma das principais ações para prevenir as DCNT. Atualmente são 42,9 mil Unidades Básicas de Saúde em funcionamento; 42,6 mil equipes de Saúde da Família que cobrem 64,6% da população; e 263,4 mil Agentes Comunitários de Saúde em todo o país.

O Ministério da Saúde também tem implementado ações de promoção à saúde, com o repasse de recursos para os municípios para para implantar o programa Academia da Saúde. Atualmente, o programa conta com mais 3.800 polos habilitados. A pasta tem pactuado com a indústria para a redução de açúcar e sal nos alimentos. Para o tratamento, o Governo Federal disponibiliza no SUS medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes, entre outros. 


INVESTIMENTOS

O Ministério da Saúde tem garantido recursos crescentes para o custeio da nefrologia no Brasil. Foram R$ 1,8 bilhão aplicado em 2010, sendo que em 2018 foram 2,69 bilhões (até novembro). Com isso, houve a expansão de 45% da rede de serviços habilitados no SUS para a assistência dos doentes renais crônicos no período: passou de 488 para 707. São feitos ainda reajustes regulares na tabela SUS voltada a esse atendimento. Em 2018 foram realizados 13.614.946 procedimentos de hemodiálise no Brasil. Atualmente, no SUS, estão em uso 26.676 equipamentos para hemodiálise, distribuídos nos serviços de diálise com a capacidade instalada de atender até 160.056 pacientes.

Os repasses para custeio dos procedimentos de nefrologia são enviados mensalmente pelo Ministério da Saúde, por meio do Teto de Média e Alta Complexidade (Teto Mac), para os Fundos Estaduais e Municipais de Saúde. O financiamento, bem como a gestão, é compartilhado entre a União, que estabelece as diretrizes das políticas de saúde, e os estados e municípios, responsáveis pela execução dos serviços e organização da rede de assistência à saúde da população.




Nicole Beraldo
Agência Saúde


As 7 principais dúvidas sobre a Meningite Meningocócica


A meningite meningocócica é uma doença infecciosa grave que pode matar. A doença esteve em pauta recentemente e isso fez com que houvesse um aumento na procura pelas vacinas no laboratório Delboni Auriemo, laboratório da Dasa. Para sanar as dúvidas de pacientes, a infectologista do Delboni Auriemo, Maria Isabel de Moraes Pinto, especialista em vacinas, preparou o material abaixo com informações úteis sobre o tema.

De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a meningite é uma doença endêmica no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, o Brasil registrou mais de mil casos de meningite meningocócica, sendo que 218 evoluíram para morte. Já em 2017, houve 1.138 ocorrências e 266 mortes.

"A meningite meningocócica é uma doença grave e a sua prevenção é sempre a melhor opção. Ainda assim, vale lembrar que nenhuma vacina garante 100% de proteção. Também reforçamos que, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, não há surto de meningite meningocócica em São Paulo", explica a especialista. "Três vacinas estão disponíveis nas unidades de vacinação do Delboni Auriemo e para aplicação das vacinas ACWY e B é necessário pedido médico", completa.


O que é a meningite?

A meningite é uma infecção grave que acomete as meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central. Diversos microrganismos tais como bactérias e vírus podem causar meningite, com diferentes graus de gravidade. Entre as bactérias causadoras de meningite está o meningococo, que tem 6 sorogrupos associados à doença: A, B, C, W, Y e X.


Existe um período do ano que a doença se propaga?

A infecção causada pelo meningococo é mais frequente nos meses mais frios, mas pode acontecer em qualquer época do ano. Segundo a Fiocruz, a meningite bacteriana é mais frequente no inverno e a viral, no verão.


Quais os sintomas?

Pode causar sintomas como febre, dor de cabeça e vômitos. Além disso, podem ocorrer lesões em pele acompanhando o quadro.


Quais são as vacinas que existem?

Há vacinas disponíveis para os sorogrupos A, C, W e Y (vacina quadrivalente) e para o sorogrupo B. Para o sorogrupo C está também disponível a vacina meningocócica C conjugada. Apenas a vacina contra a meningite meningocócica C está disponível pelo SUS e, segundo o Ministério da Saúde, ela é a mais frequente entre as meningites bacterianas e responsável por 60% dos casos.


Quem deve tomar e quando?

Em crianças menores de 1 ano, a vacina ACWY deve ser administrada em duas ou três doses, dependendo da vacina utilizada. Acima de 12 meses, o esquema é de uma única dose para crianças, adolescentes e adultos. A vacina para o sorogrupo B tem esquema de 3 doses em crianças menores de 1 ano, sendo de duas doses acima de 12 meses para crianças, adolescentes e adultos. São recomendados reforços das vacinas meningocócicas dependendo da idade e do sorogrupo de meningococo. São vacinas inativadas e que fazem parte do calendário vacinal de crianças, adolescentes e adultos dependendo da situação epidemiológica do País.


Meningite mata?

O meningococo é transmitido por meio de contato com secreções respiratórias de uma pessoa para outra. Em alguns casos, a bactéria pode não causar nenhum sintoma, enquanto em outros pode levar a quadros infecciosos como meningite e sepse. O risco de óbito nas pessoas que desenvolvem a doença é alto.


Qual a maior preocupação que devemos ter quanto a essa doença?

A meningite meningocócica é especialmente preocupante pela rapidez com que os sintomas se instalam mesmo em pessoas previamente sadias e pelo risco elevado de complicações e de óbito.





Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica

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