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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Dia Mundial do Diabetes


 Doenças cardíacas são a principal causa de morte em diabéticos


Embora complicações cardiovasculares sejam frequentemente associadas ao diabetes, apenas 56% dos pacientes conhecem essa relação

Conviver com o diabetes faz parte da rotina de mais de 14 milhões de brasileiros, segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF). O dado coloca o Brasil em 4º lugar no ranking das nações com maior incidência e as projeções para o futuro mostram uma progressão expressiva: até 2040, pelo menos 23 milhões de pessoas terão a doença. A boa notícia é que esses novos casos podem ser prevenidos, já que 90% deles trata-se do tipo 2.

Diferente do diabetes tipo 1, de causas autoimunes, o tipo 2 está diretamente associado aos hábitos alimentares, sedentarismo e obesidade. “O fator genético também conta, mas não é o único determinante. É uma doença complexa, que surge devido à combinação de diversos fatores”, afirma o endocrinologista Alexander Benchimol, pesquisador da PUC-RJ. Uma vez instalada, a condição é para a vida toda. “Por isso, é importante que o paciente adote um estilo de vida saudável e tenha adesão ao tratamento medicamentoso”, ressalta Benchimol. 


Coração e Diabetes

Complicações cardiovasculares são a maior causa de morte em diabéticos no Brasil e no mundo, embora apenas 56% dos pacientes saibam que a doença pode trazer riscos cardíacos, segundo pesquisa realizada em 2017, pelo IBOPE. “As chances de consequências como infarto e derrame (AVC) são de duas a quatro vezes maiores na pessoa com diabetes”, explica o especialista. “Isso porque a resistência à insulina, combinada a outros mecanismos, pode causar alterações nos vasos sanguíneos, aumentando a predisposição a essas complicações”, completa.

Colesterol alto e hipertensão também são comorbidades frequentemente associadas à doença. “A presença desses fatores torna ainda mais importante o acompanhamento médico regular e a adoção de hábitos de vida saudáveis”, pontua Benchimol. Junto do tratamento medicamentoso, que será escolhido de forma individualizada pelo endocrinologista, é preciso manter uma dieta que ajude no controle da glicemia. “Além disso, a prática regular de exercícios físicos diminui a resistência à insulina, potencializando o tratamento”, afirma.

Embora o diabetes seja uma doença crônica, é possível viver com qualidade de vida e controlá-la com o tratamento correto. “Existem medicamentos muito modernos, que podem não só ajudar a equilibrar os índices glicêmicos, como também proteger a saúde cardíaca do paciente”, explica o endocrinologista. O mais importante é que a pessoa entenda a doença e a importância de seu controle. “Isso aumenta as chances de adesão e sucesso do tratamento. Para isso, também é importante que o atendimento médico seja cada vez mais personalizado”, finaliza o especialista.





Libbs Farmacêutica


Pacientes com câncer podem ter problemas cardíacos


Pacientes que tiveram câncer de mama ou linfoma têm até três vezes mais risco de desenvolver insuficiência cardíaca


- Doenças do aparelho circulatório, como AVE e infarto, ainda são responsáveis pela maior parte dos óbitos no Brasil, com uma estimativa de 400 mil casos em 2018. Porém, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), até 2029 o câncer será a principal causa de morte no país. Por serem doenças tão prevalentes, a incidência de doenças cardiovasculares em pacientes com câncer é uma realidade cada vez mais frequente.

O cardiologista Diego Garcia, que coordena o serviço de cardio-oncologia do Hospital Paulistano, conta que a forte correlação entre as doenças fez com que essa área crescesse muito nos últimos anos. "Dependendo da medicação usada na quimioterapia ou o tipo de radioterapia, o risco do problema cardíaco é aumentado, seja no momento da infusão no caso da quimioterapia ou a curto, médio e longo prazo", afirma o especialista.

Dentre as mais frequentes complicações cardíacas que podem ser provocadas pelo tratamento oncológico estão a insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, doença coronariana, arritmias e doenças das valvas, além de eventos tromboembólicos. Pacientes com fatores de risco tradicionais como hipertensão arterial prévia, sedentarismo e tabagismo têm risco maior de apresentar essas alterações.

A recomendação para muitos casos é que antes de iniciar o tratamento oncológico, o paciente passe por uma consulta com um cardiologista. "Nessa consulta inicial, o cardiologista vai avaliar qual a periodicidade das consultas e exames cardiológicos de acordo com o tratamento proposto pelo oncologista, além de recomendar ajuste de algumas medições de uso prévio e proposição de outras com potencial cardioprotetor", indica o Diego Garcia.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Rochester Epidemiological Project da Mayo Clinic, pacientes que tiveram câncer de mama ou linfoma têm três vezes mais risco de desenvolver insuficiência cardíaca congestiva, em comparação com indivíduos que não têm câncer. Os pesquisadores notaram que o risco aumentado pode persistir por pelo menos 20 anos. No caso do câncer de mama, o acompanhamento cardiológico é indispensável para a maioria das pacientes.

 Alguns medicamentos comumente usados nas pacientes com câncer de mama como a doxorrubicina e traztuzumabe, tem o potencial aumentado para provocar insuficiência cardíaca. Os danos no coração podem ser minimizados se essas condições forem detectadas e tratadas de forma precoce.

"O intuito do acompanhamento cardiológico é estimar o risco de possíveis complicações, definir uma estratégia cardioprotetora, detectar precocemente as alterações que possam surgir, além de tratá-las de forma adequada. Um dos principais objetivos é conciliar o tratamento das cardiopatias com o câncer, visando interromper o mínimo possível o tratamento oncológico", ressalta o especialista.


Boa relação entre sono e alimentação é essencial para o bom funcionamento do organismo


Quem nunca passou por dificuldades na hora de dormir? Perturbações do sono são cada vez mais frequentes nas diversas faixas etárias e muitas vezes estão relacionadas com os hábitos alimentares. Sim, dependendo da sua refeição durante o dia ou antes de dormir, a qualidade do seu sono pode mudar e você pode até sofrer com insônia.

De acordo com Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo) o primeiro passo para uma boa noite de descanso é criar uma rotina alimentar que estimule a melatonina, também conhecida como hormônio do sono. "Opte por alimentos ricos em triptofano e magnésio, aminoácidos envolvidos na formação da serotonina – neurotransmissor responsável por regular o humor, sono e o apetite. Entre as alternativas estão as frutas como uva, banana, abacate; grãos e derivados, como granola, gérmen de trigo e aveia, entre outros", diz.

O segundo passo é evitar alimentos que estimulem o sistema nervoso central. Neste grupo estão café, chocolate, chá mate, preto ou verde, refrigerantes, guaraná em pó, bebidas energéticas, pimenta ou gengibre pelo menos quatro horas antes de ir para a cama. "Estes alimentos provocam excitações psíquicas através do aumento da disponibilidade de glicose para o cérebro", explica a nutricionista.

A especialista destaca que uma noite de sono ideal garante melhor o controle do peso corporal, do humor e reduz o risco de doenças cardiovasculares, facilitando a digestão, o controle da temperatura corporal e outras atividades fisiológicas. "Normalmente é indicado para indivíduos adultos uma média de sete a nove horas de descanso por noite, mas isso pode variar de acordo com a idade. Isto é, quanto menor a idade, maior a necessidade de sono", pontua Vanderli.

O importante é tentar aproveitar o momento de descanso para cuidar de você. Ler um bom livro, evitar uso excessivo de aparelhos eletrônicos, fazer meditação e tomar um banho relaxante vão fazer o seu cérebro entender que é hora de desligar. Você cuida da sua saúde e seu organismo agradece.


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