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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Precisamos falar sobre saúde mental na infância e adolescência, diz psicóloga


Depressão e ansiedade em crianças ainda são tabus para muitos pais e educadores


A saúde mental de maneira geral ainda costuma ser um tabu. E quando é abordada na infância e adolescência, o assunto encontra ainda mais resistência, neste caso, pelos próprios pais e educadores. Mas a questão é séria e precisa ser falada: crianças e jovens podem ter depressão e ansiedade.

"Muita gente acha que é frescura, preguiça ou até mesmo falta de reconhecimento por tudo que os pais fazem pelos filhos, quando na verdade é uma doença ou um transtorno que precisa ser tratado", explica Thaís Quaranta, psicóloga e coordenadora da pós-graduação em Saúde Mental e Psicopatologia na Infância e Adolescência da APAE DE SÃO PAULO.


Cuidado com o excesso de cobranças

Os motivos podem ser variados, desde genéticos até mesmo ambientais. O mundo ágil e de intensas modificações também contribui para o quadro. "Vemos crianças com um nível alto de ansiedade porque fazem muitas atividades: inglês, natação, aula de música, escola, etc. É um mini adulto que não tempo de criar, de questionar e desenvolver estratégias de resolução de problemas e habilidades sociais", conta a especialista.

Por outro lado, os pais na ânsia de querer dar o que há de melhor para os filhos, não entendem que esse excesso de atividades e bens materiais podem prejudicá-los. "Principalmente, em famílias mais privilegiadas, vemos que os pais se dedicam muito aos filhos e há uma cobrança de que a criança esteja sempre bem. É aquela velha história, ele tem de tudo, por que está assim, chateado ou para baixo? Eles costumam dizer que não há motivo para tal", ressalta Thaís.

Isso faz parte de uma cultura que durante muito tempo valorizou a questão acadêmica como sinônimo de sucesso com a criação dos filhos. Só que, por outro lado, muitos pais se esqueceram que o emocional também é importante, já que traz a capacidade de resolução de problemas e de gerência da própria vida, ferramentas essenciais para viver em sociedade.

Outros problemas como o bullying e o cyberbullying também deixam marcas nas crianças que podem desenvolver transtornos mentais por conta da violência sofrida que poderão acompanha-los por toda vida. "Adultos que tiveram problemas na infância sofreram impactos no seu desenvolvimento. Muitos seguem acreditando nos estigmas que receberam, sem questionar", destaca Thaís.


Alertas de que algo não está legal

Ao contrário dos adultos, as crianças e adolescentes manifestam a depressão e a ansiedade de forma diferente. De acordo com a psicóloga, isso acontece por conta de a personalidade ainda estar em desenvolvimento, ou seja, os jovens não têm muito recurso para dizerem o que pensam, o que sentem e até mesmo entenderem o que ativam eles.

"Geralmente, as crianças e os adolescentes com ansiedade e depressão se expressam de uma maneira irritadiça e agressiva", ressalta. É importante que os pais e os educadores estejam atentos à essas mudanças quando estas começam a impactar na vida deles.


Buscar ajuda é o caminho para uma vida mais feliz

Negar que algo está acontecendo e não tratá-lo ainda cedo pode trazer sérias consequências para toda vida do indivíduo. "Uma criança com Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) que não teve oportunidade de tratar ainda na infância, lá no futuro poderá desenvolver comorbidades, como depressão e ansiedade", destaca a psicóloga.

Buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra tão logo os sintomas aparecerem ajuda no desenvolvimento da criança, podendo reduzir os impactos e até mesmo reverter o quadro clínico em alguns casos.






Thaís Quaranta - Psicóloga e Neuropsicóloga. Coordenadora do curso de pós-graduação em Saúde Mental e Psicopatologia na Infância e Adolescência da APAE DE SÃO PAULO. Graduada em Psicologia pela Universidade de Ribeirão Preto. Especialização em Psicologia Hospitalar e Neuropsicologia pelo Instituto de Psiquiatria do HC- FMUSP, com foco principal em saúde mental. Especialização em Terapia Cognitivo Comportamental pelo Centro de Terapia Cognitiva Veda.


Serviço – Pós-graduação em Saúde Mental e Psicopatologia na Infância e Adolescência
Inscrições até 28/02/2019
Início das aulas em março de 2019
Aulas às segundas-feiras e quartas-feiras, das 19h às 22h
Duração 360h | Aprox. 15 meses
Local: APAE DE SÃO PAULO – Rua Loefgren, 2109, Vila Clementino, São Paulo – SP



Você sabe fazer escolhas?


Jornada de trabalho intensa, reuniões de negócios, compromissos familiares, administração financeira, projetos pessoais e gestão de tempo. O dia a dia dos brasileiros está cada vez mais acelerado. Em meio a todo o turbilhão de tarefas e informações que temos, é difícil parar para refletir e fazer escolhas.

Isso mesmo, de fato, não sabemos fazer escolhas. Mas sim, reagindo aos acontecimentos recentes, afirma Karina Polido, Coach e Estrategista Humana e criadora do Programa Fórmula da Transformação.

“Hoje ouve-se falar muito em autoconhecimento. Que é necessário se conhecer para tomar decisões corretas e saber dominar as emoções, mas há uma diferença grande em todo esse discurso”, relaciona Karina.

Para ela, a sociedade está apenas sendo reativa aos fatores externos ao tomar decisões. Isto é, compramos, investimos, planejamos e traçamos metas, mas de uma forma inconsciente na maioria das vezes.

"Falta perceber como você funciona diante dos fatos, desde que abre seus olhos e os fecha, como seu Mindset está programado? Para termos sucesso nas escolhas é preciso ter consciência primeiro", enfatiza.


Veja agora alguns sinais de que você está fazendo escolhas erradas:

Você reage de acordo com os estímulos que recebe das pessoas? Ou reconhecer que existem dois ou mais seres humanos com desejos provavelmente diferentes seria o melhor caminho.

Neste caso, ambos devem ser beneficiados, gerando assim congruência;

Você evita olhar no espelho porque não se sente bem? Ou encara-lo e se convencer de que a aparência não traduz toda sua essência e por isso não se incomoda com padrões impostos;

Você se importa com julgamentos e segue padrões? Ou não deveria se importar com julgamentos alheios e quebrar estes padrões impostos pela sociedade e por você mesmo.


4 dicas para treinar o cérebro



O cérebro pode ser treinado; veja dicas que deixam a mente mais atenta e a memória afiada
Os estudos da ciência nas últimas décadas revelaram dois conceitos sobre o cérebro muito úteis para todos nós: a neuroplasticidade – plasticidade do cérebro – e a neurogênese.


A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de se modificar, estabelecendo novas conexões neurais e aumentando sua reserva cognitiva. Já a neurogênese é a capacidade surpreendente que ele tem de produzir novos neurônios, algo que até a década de 80 era inimaginável até para cientistas.

“Há algumas décadas, o que sabíamos sobre neurônios é que eles não se regeneravam. Uma vez que uma lesão provocasse um dano nos neurônios não havia possibilidade de eles se regenerarem e tampouco de se restabelecer funções perdidas. Porém, a partir dos anos 80, alguns estudos mexeram com estas convicções, dando origem então ao conceito de plasticidade neural”, afirma a neurocientista Carla Tieppo, consultora do SUPERA Ginástica para o Cérebro, rede de escolas especializada em ginástica cerebral.

Graças às novas descobertas, os cientistas hoje afirmam com propriedade que podemos potencializar nossas habilidades cognitivas, mudar nossos pensamentos, comportamentos, desenvolver e fortalecer as funções de neurônios, inclusive após determinados acidentes e doenças neurodegenerativas.

Se por um lado as pessoas que sofreram perdas podem recuperar funções do cérebro, por outro as pessoas que sempre tiveram o cérebro funcionando normalmente podem potencializar suas capacidades, aumentar sua reserva cognitiva e manterem-se ativas por muito tempo, inclusive com a chegada da terceira idade.

De acordo com a neurociência, o cérebro começa a ter perdas de memória, menos capacidade de concentrar e lentidão de raciocínio já a partir dos 30 anos. Mais uma razão para treinar a plasticidade do cérebro o quanto antes. 

Então, vamos às dicas para treinar a plasticidade do cérebro?

  1. Faça ginástica cerebral – programas de treinamento de cérebro baseados em neuroplasticidade deixam as pessoas nitidamente mais rápidas e capazes de perceber os detalhes importantes da vida cotidiana. No Método SUPERA, um curso voltado para o desenvolvimento cerebral, são usadas ferramentas como o ábaco (um instrumento milenar para cálculos oriental), jogos online e de tabuleiro, dinâmicas em grupo, apostilas com exercícios exclusivos e as neuróbicas (uma espécie de “atividade aeróbica para os neurônios).
  2. Aprenda coisas novas – Comece a fazer coisas que estejam fora de sua zona de conforto. Tocar um violão, andar de skate, dançar… Além de exercitar o cérebro, esta é uma excelente forma de autoconhecimento e evolução pessoal. “O maior inimigo do cérebro é a rotina”, afirma o fundador da rede de escolas de ginástica cerebral SUPERA, Antônio Carlos Guarini Perpétuo.
  3. Busque novos caminhos, literalmente – Pegue o caminho mais longo da sua casa até o trabalho, ou da sua casa até a casa da sua sogra no fim de semana e preste atenção aos detalhes. Encontre atalhos e aprecie as novidades que ele oferece. Outra opção para ver coisas novas é viajar. Conheça novos lugares e aproveite também para fazer amigos. O cérebro adora novidade, variedade e novos desafios.
  4. Exercite-se e alimente-se bem: você pode caminhar ouvindo sua música preferida no celular, entrando assim em contato com novas ideias. Procure consumir alimentos que te darão energia para o cumprimento da sua rotina e atingimento de seus objetivos. Há ainda alguns alimentos que favorecem o funcionamento do cérebro, os chamados brainfoods, como peixes, frutas vermelhas, ovos, azeite e oleaginosas.

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