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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

“Outubro Rosa começa agora. Agende seu exame!”, diz especialista



 De acordo com Vivian Schivartche, radiologista do CDB Medicina Diagnóstica especializada em mamas, durante o mês de outubro costuma haver um aumento de pelo menos 30% na quantidade de mamografias realizadas na rede. Mas, para que a campanha internacional Outubro Rosa seja um sucesso, é fundamental que as mulheres com mais de 40 anos agendem seus exames desde já. “Muitas vidas podem ser salvas se a mulher realizar esse exame tão simples uma vez ao ano”.

No Brasil, há quase 60 mil novos casos por ano de câncer de mama e o número anual de mortes gira em torno de 15 mil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). De acordo com a American Cancer Society, mais de 40.600 norte-americanas terão morrido de câncer de mama até o fim de 2017. Daí ser tão importante o estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado (Estados Unidos), que revelou que o percentual de mortes pode ser reduzido em 40% se mulheres dos 40 aos 84 anos fizerem mamografia anualmente. Naquele país, metade das mulheres com mais de 40 anos fazem mamografia somente a cada dois anos – o que aumenta as chances de o exame diagnosticar um câncer em estágio mais avançado.  


Brasil avança com tomossíntese

Vivian Schivartche, que é uma das pioneiras na realização da tomossíntese mamária ou mamografia 3D no Brasil, em 2010, explica que a rotina anual de mamografia deve começar até mesmo antes dos 40 anos se a paciente tiver histórico de câncer de mama na família (mãe, tias, irmãs). “De acordo com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o rastreamento mamográfico anual é recomendado para as mulheres entre 40 e 74 anos. A partir dessa idade, somente se a paciente tiver expectativa de vida maior que sete anos. Deixar de fazer mamografia é considerado um mal menor quando se está tentando controlar uma doença mais grave. Mas quando a paciente idosa está bem de saúde, pratica atividades físicas e sociais, é muito importante garantir o rastreamento mamográfico. Afinal, todo câncer que é descoberto em fase inicial tem mais chances de cura. Se a gente puder contribuir para essa paciente viver mais 10 ou 15 anos com qualidade de vida, excelente”.

A especialista afirma que a mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Mas a introdução da tomossíntese mamária refinou o diagnóstico. “A tomossíntese costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados também. O rastreamento complementar com ultrassonografia deve ser considerado para as mulheres com mamas densas. Já o rastreamento complementar com ressonância magnética é recomendado para pacientes com alto risco”.

Vivian explica que na imagem mamográfica é mais difícil diferenciar o que é tecido altamente denso de um tumor. “Às vezes, a paciente é chamada novamente para fazer mais imagens que possam esclarecer esse tipo de dúvida. Isso é comum e não é preciso ter medo. Os avanços da mamografia nos últimos anos, quando passou de um simples exame em filme para um exame digital e depois para a tomossíntese, caminham na direção de aumentar a detecção de tumores cada vez menores e reduzir a necessidade de imagens extras. Além disso, tratar de um tumor ainda em fase inicial é menos agressivo para a paciente e tem prognóstico bastante favorável. Ou seja, há inúmeros fatores positivos para que as mulheres agendem desde já seus exames mamográficos para outubro”.  





Fonte: Dra. Vivian Schivartche - médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica e CDB Premium, especializada em diagnósticos da mama. www.cdb.com.br




Setembro Verde – Mês de conscientização sobre tumores colorretais



O câncer colorretal é um dos tumores mais frequentes no mundo, correspondendo ao segundo lugar entre as mulheres e o terceiro entre os homens. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), no Brasil, 34,2 mil casos novos são registrados por ano. Desse número, 17,6 mil são mulheres e 16,6 mil homens. Setembro é o mês escolhido pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia para a conscientização de tumores colorretais.

O câncer colorretal abrange tumores que acometem o intestino grosso (também conhecido como cólon, sendo que o reto é a porção final do intestino grosso). É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, ou seja, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

Um estudo divulgado pela Sociedade Americana de Câncer em março desse ano, analisou aproximadamente 490 mil pessoas e mostrou que os jovens de hoje têm um risco maior que os jovens da década de 80 de desenvolver a doença. A probabilidade, ainda que baixa – 1 caso em cada 100 mil entre jovens de 20 a 29 anos – preocupa pelo fato de ter aumentado com o tempo. Na década de 1980, a probabilidade era de 0,5 para cada 100 mil.

No Brasil não há dados tão precisos, mas um levantamento realizado no Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz apontou que, de 228 pacientes com câncer colorretal operados nos últimos 18 meses, 13% tinham menos de 50 anos.


Fatores de risco

Uma dieta rica em carnes vermelhas e com alto teor de gordura e pouca fibra, associada a uma vida sedentária, são os principais agravantes que podem levar ao surgimento do tumor, além de doença inflamatória intestinal, história familiar de câncer colorretal e algumas síndromes genéticas. A oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Renata D’Alpino, alerta que o consumo de cigarro e o abuso do álcool também são fatores determinantes nesse caso. “O ideal é que se tenha uma dieta rica em frutas e vegetais. Mais de 800g por dia, pode reduzir o risco em 26%”, comenta a especialista.


Diagnóstico

Os sintomas mais comuns da doença são o sangramento ao evacuar, anemia sem causa aparente, principalmente em pessoas com mais de 50 anos, e alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso).

Para pacientes que não apresentam sintomas, sem síndromes genéticas, doença inflamatória intestinal ou história familiar de câncer colorretal, a estratégia de rastreamento recomendada pela maioria dos especialistas é a realização de colonoscopia a cada cinco a 10 anos, quando disponível. Como alternativas, pode-se recomendar teste fecal anual ou retossigmoidoscopia (exame utilizado para o diagnóstico das doenças que acometem a porção final do intestino grosso) a cada cinco anos com ou sem teste fecal associado.

“O exame de colonoscopia é tão importante para a detecção precoce do câncer colorretal como a mamografia é para a identificação de câncer de mama”.




Hospital Alemão Oswaldo Cruz – www.hospitalalemao.org.br 







Vacinas não devem ficar de fora do esquema de proteção de crianças



Com campanha multivacinação, entre 11 e 22 de setembro, a população poderá usufruir do benefício gratuito disponibilizado pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde para proteção individual e em massa. Dia D será 16 de setembro, sábado

 
Com foco na campanha de multivacinação para crianças e adolescentes em todo o país, realizada entre 11 e 22 de setembro e com o Dia D, marcado para sábado 16/9, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) orienta sobre a importância das vacinas que previnem doenças, muitas delas, desconhecidas da população devido à erradicação e controle pela eficácia do procedimento que tem benefícios como evitar a contaminação não só individual, mas também em massa.

“Hoje há uma dificuldade de vacinação e adesão de acordo com a proposta do Ministério da Saúde pelo horário de atendimento de muitas Unidades Básicas de Saúde ainda ser das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, que muitas vezes é compatível com o horário de trabalho dos pais e cuidadores das crianças, então nos dias de campanhas, há uma facilidade para atualização das vacinas para quem perdeu o prazo”, explica Denize Ornelas, médica de família e diretora da SBMFC.  O calendário básico de vacinação pode ser conferido em: https://goo.gl/F3PWCn.


Vacinação de adultos
Algumas vacinas são necessárias novas doses na fase adulta, como a contra sarampo, caxumba e rubéola nas mulheres, na faixa etária entre 20 e 30 anos. Uma oportunidade de imunização é nos dias de campanhas, quando os pais levam os filhos para se vacinarem, porém é necessário checar a política desse tipo de evento de cada município e estado.


Importância de tomar todas as doses
Muitas vacinas têm mais de uma dose, e elas se complementam, não é um reforço como muitos pensam. Caso tenha até três doses, todas devem ser tomadas para que a imunização completa seja realmente efetivada, pois cada uma age de uma forma diferente e só completam a proteção, quando todas as doses forem realizadas. “O sistema imunológico precisa de todas as doses para que organismo tenha uma reação de proteção e possa gerar as imunoglobulinas, que são os anticorpos, que vão combater o vírus ou a bactéria responsável pela doença”, explica Denize.

Hoje, o Sistema Único de Saúde oferece um sistema vacinal efetivo e gratuito disponibilizado em Unidades Básicas de Saúde de todo o país. Além da proteção individual, também proporcionam a proteção em massa, principalmente sobre as doenças que são transmitidas por vírus como a caxumba, cuja transmissão é por via respiratória, em alguns ambientes fechados como ônibus e metrôs. E muito mais que proteger das doenças, as vacinas também protegem contra as consequências e sequelas.


Efeitos colaterais
Uma reação que pode acontecer, principalmente em crianças é a febre pelo menos 48 horas após o período da vacina. É uma reação do corpo que está trabalhando com os anticorpos para que aquela substância tenha o efeito esperado no organismo. Algumas mães, até orientadas por médicos, dão antitérmicos antes da vacina para prevenir, mas o recomendado é esperar a febre se manifestar, pois cada criança vai reagir de um jeito e também muitas, mesmo com 38º graus continuam brincando normalmente, outras não, têm sintomas mais fortes e necessitam de cuidados dos pais e cuidadores. “A orientação é observar a reação da criança e caso a febre se manifeste de forma a deixar a criança sonolenta, enjoada, com falta de apetite, e outros sintomas, o ideal é consultar o médico de família ou pediatra que faz o acompanhamento para checar o melhor medicamento e dose”, ressalta Denize.


Dor na picada
Outro fator que afasta as mães e pais a não levarem os filhos para se vacinarem é a dor que a agulha da injeção proporciona. É possível também que o local fique dolorido por 24 horas depois da aplicação da vacina, o conselho é fazer compressa para aliviar a dor.

Uma dica importante que já é usada em alguns serviços públicos e privados para proporcionar que o momento da vacinação seja mais tranquilo é a amamentação simultânea. Está cientificamente provado que o leite materno tem substâncias analgésicas que diminuem a dor, além do conforto e aconchego que o bebê sentirá no contato com a mãe.

As vacinas que estão na cobertura do SUS utilizadas na infância para proteção em massa são para prevenção de caxumba, rubéola, sarampo (existe a vacina tríplice viral A), meningite, coqueluche, difteria, tétano, hepatite B, todas contempladas pela vacina Pentavalente e também a contra a poliomielite, doenças erradicadas do país há muito tempo devido à disponibilidade das campanhas e vacinas gratuitamente. E lembre-se, sempre que tiver alguma dúvida sobre o assunto, consulte sempre seu médico de família e comunidade na unidade de saúde mais próxima. 






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