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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Começa hoje (11) campanha de alerta sobre os riscos de lesões em acidentes por uso do celular na direção, mergulho em águas rasas e má postura



A Semana “Neuro em Ação”, promovida pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) segue até a próxima sexta-feira (15), no país



Com o slogan “Use a Cabeça, Proteja seu Corpo” Nos dias 11 a 15 de setembro a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) promove a Semana “Neuro em Ação”, divulgando nas principais capitais e cidades do país alertas sobre “Mergulho em Águas Rasas”, Celular e Direção” e “Postura e Lombalgia.

Mais de três mil profissionais e acadêmicos de medicina participam da campanha  com palestras, panfletagens em semáforos e locais públicos, além de caminhadas de conscientização.

O objetivo é prevenir traumas medulares, evitando acidentes por falta de cuidados no mergulho em águas rasas e pelo uso do celular na direção, além de lesões e dores na coluna, resultado de má postura no dia a dia.

As ações educativas que envolvem a campanha acontecem de forma simultânea nas principais capitais e cidades brasileiras, com participação de especialistas em neurocirurgia, neurologia, coluna vertebral, tratamento da dor, dentre outros médicos.

A campanha faz parte das comemorações dos 60 anos da SBN e compõe o projeto “Pense Bem”, ação da entidade para educação preventiva a acidentes com traumatismo cranioencefálico (TCE). 


Mergulho em Águas Rasas

O objetivo da campanha é lembrar que, ao mergulhar, uma pessoa pode bater a cabeça diretamente no fundo do rio, da piscina ou açude, por exemplo e sofrer um impacto direto ou indireto na coluna, resultando em lesões permanentes.

De acordo com o neurocirurgião Andrei Fernandes Joaquim, os traumas mais comuns com a falta de cuidado nos mergulhos são as lesões cervicais, que, podem variar de um simples estiramento muscular até graves explosões das vértebras com lesão medular. A maior parte das vítimas são do sexo masculino, cerca 90% com cerca de 23 anos. Dentre eles, 50% confirmaram o uso de álcool durante o mergulho. 

O local de maior risco de incidente é o mar (45%), seguido por piscinas e rios (20% cada); recifes (11%) e barragens (4%.)

Assim como o tipo de lesão, o tempo de recuperação também é variável. Mas, o mais grave, é que ao menos 50% dos pacientes sofrem déficit neurológico completo. Dependendo da lesão, a recuperação pode não ocorrer. 


Celular e Direção

Uma outra vertente da campanha é o uso do celular na direção, ato cada vez mais comum no trânsito. O neurocirurgião Mauro Suzuki chama a atenção para as consequências da distração, como as colisões e os atropelamentos, que costumam acontecer em trechos urbanos próximos a semáforos luminosos. O resultado inclui longos tratamentos, sequelas e, até mesmo, óbitos.

Para Suzuki, é impossível digitar e dirigir sem que haja algum prejuízo sensorial quanto a atenção, mas grande resistência de evitar a falta de atenção no volante vem de jovens e adolescentes, que cresceram em meio ao uso abusivo de smartphones. 

De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), 90% dos acidentes ocorrem por falhas humanas, que podem envolver desde a desatenção dos condutores até o desrespeito à legislação, causadas, dentre outros, por uso do celular no trânsito. O acidente pode ocorrer quando o motorista tira uma das mãos do volante para discar um número no telefone ou digitar uma mensagem de texto. As duas mãos na direção são cruciais para efetuar manobras de emergência. O som do telefone e das mensagens que chegam também fazem com que o motorista perca a percepção auditiva de sirenes ou buzinas de outros veículos no trânsito.


Postura e Lombalgia

O terceiro pilar da campanha é Postura e Lombalgia. O neurocirurgião Paulo Porto, explica que a postura inadequada no ambiente de trabalho é o fator de maior risco para o surgimento de lesões e, por consequência, de dores. 
O especialista lembra que, além de altura mal regulada do computador, mesa e cadeiras, o modo incorreto de levantar objetos pesados ou crianças do chão são formas de prejudicar a coluna, resultando em lombalgia.


Os três pilares abordados pela campanha da SBN envolvem aspectos passíveis de prevenção de lesões que podem levar à incapacidade no trabalho, deficiências diversas (momentâneas ou permanentes) e, até mesmo, à morte.

“Por isso, persistimos nas ações preventivas”, complementa o neurocirurgião Carlos Drummond, responsável pela coordenação do programa Pense Bem.





Meningite: Infectologista explica sintomas e vacinação



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade da meningite, caso a doença não seja tratada corretamente, é de 70 a 90% dos casos. Mesmo com tratamento adequado, entre 5 a 10% vão a óbito. “As meningites bacterianas são mais graves que as virais e podem trazer risco de morte”, alerta a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Andreia Maruzo Perejão.

A especialista explica que a doença é uma inflamação nas meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. É causada por algumas bactérias ou vírus, sendo principalmente pelas bactérias meningococo, pneumococo e hemófilos. “Quem contrai a doença, normalmente sente febre, dores de cabeça e vômitos”. Porém, em casos mais graves, pode evoluir para convulsão, rebaixamento do nível de consciência, vasculites (inflamação dos vasos sanguíneos), levando à necrose dos membros e, algumas vezes, até necessidade de amputação.

O tratamento das meningites bacterianas é feito com antibióticos, já as virais somente com medicações sintomáticas. “Para diagnosticar, além de análise clínica, é necessário confirmação com exame de líquor (punção de líquido da coluna)”, esclarece a infectologista. Quanto à prevenção, existem vacinas para os principais tipos da doença bacteriana. “Algumas vacinas muito importantes, principalmente para as crianças, estão disponíveis apenas na rede privada, como a Meningite B e a ACWY. Na rede pública, há somente a Meningocócica C, que faz parte do Calendário Básico de Vacinação da Criança do Programa Nacional de Imunização, sendo composta por duas doses, aos três e cinco meses de vida, com reforço entre 12 meses a quatro anos”, informa. É essencial que bebês e crianças tomem a vacina, já que a maior parte dos casos notificados ocorre em menores de cinco anos de idade. 





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