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quarta-feira, 13 de julho de 2016

RELAÇÕES INTERNACIONAIS Ministros do G20 assumem compromisso pelo trabalho decente em reunião na China





Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, assina declaração mundial pelo crescimento econômico sustentável

Geração de empregos, promoção do trabalho decente, inserção dos jovens no mercado e crescimento econômico com foco na redução de desigualdades. Esses são os principais compromissos assumidos na declaração mundial assinada pelos ministros do Trabalho e Emprego do G20. O documento é o resultado da reunião realizada em Pequim (China), nesta terça e quarta-feira, com a participação do ministro do Trabalho brasileiro Ronaldo Nogueira.

Na carta intitulada “Inovação e Crescimento Inclusivo: Trabalho Decente, Empregabilidade Melhorada e Oportunidades Adequadas de Emprego”, os ministros reconheceram os problemas relacionados à precariedade dos empregos e situações como a escravidão moderna. “O emprego produtivo e trabalho decente são a fundação dos meios de subsistência das pessoas ao redor do mundo”, aponta o documento.

Os ministros também assumiram a necessidade de se prepararem para as mudanças no mundo do trabalho, incluindo os desafios relacionados à globalização e à qualidade dos empregos, e se comprometeram a melhorar a aplicação dos direitos trabalhistas.

Segundo o ministro Ronaldo Nogueira, “estamos diante de fenômenos complexos, como a globalização, a inovação tecnológica e a transição demográfica, que têm impactos diretos sobre o mundo do trabalho. Esses fenômenos trazem desafios para os nossos governos, mas também grandes oportunidades”.

Temas
A Reunião de Ministros do Trabalho e Emprego do G20, realizada em Pequim, na China, debateu temas como inovação e crescimento inclusivo; promoção do trabalho decente; ampliação da empregabilidade e geração de oportunidades de emprego adequadas. Participaram do encontro mais de 300 delegados e ministros do trabalho dos 19 países membros, o representante da União Europeia no grupo, além de integrantes de organizações internacionais (OIT, OCDE, Banco Mundial e FMI) e representantes de trabalhadores e empregadores.

A Declaração da Reunião Ministerial do Trabalho e Emprego (http://mtps.gov.br/images/g20_2016_china.pdf) engloba os assuntos discutidos durante os dois dias de reunião e deve ser apresentada à cúpula do G20. A próxima reunião está prevista para 2017, sob a presidência da Alemanha.

Uso do canabidiol ainda gera polêmica por falta de conhecimento




Muito tem se falado sobre o uso medicinal da maconha, mas ainda é preciso esclarecer algumas questões que dificultam a adesão da sociedade, médicos e governo a tratamentos cientificamente comprovados. A primeira confusão está justamente em falar sobre os benefícios da maconha para a saúde, pois a medicina e a ciência têm se feito valer das propriedades do cânhamo. Embora a maconha e o cânhamo sejam da mesma família, a cannabis, é importante destacar que se tratam de plantas diferentes. Enquanto a maconha é baixa e espessa, o cânhamo é alto e longo. Além das diferenças físicas, a maconha contém grandes quantidades do canabinóide psicoativo THC (tetrahidrocanabinol) e o cânhamo pode conter quantidades relativamente grandes do canabinóide não psicoativo CBD (canabidiol).

Dentro do contexto científico, é o canabidiol que nos interessa. Este ativo tem efeito significativo para condições neurológicas em que os medicamentos farmacêuticos tradicionais não atuam como o esperado. Isto ocorre, em grande parte, porque os medicamentos farmacêuticos visam a sinapse, onde somente 2% de toda a comunicação neurológica ocorre. Já os canabinóides visam um espectro muito mais amplo de atividade neurológica, capazes de criar intervenções de terapia potencialmente inovadoras em termos de medicina neurológica.

Por isso, o canabidiol tem sido utilizado para o tratamento de doenças neurológicas graves em vários países, entre eles, o Brasil. Em abril de 2014, a importação da substância foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após a solicitação de Katiele Fischer, mãe de uma menina de cinco anos, com CDKL5, síndrome que, entre outras manifestações, ocasionava mais de 80 convulsões por dia na criança. O pedido de Katiele foi embasado no caso de Penny Harper, uma americana, também mãe de uma menina com a síndrome, que iniciou o tratamento com o canabidiol e conseguiu reduzir a incidência de convulsões da filha de 40 por dia para zero em um período de pouco mais de 60 dias, o que permitiu a criança voltar a se desenvolver fisicamente e reestabelecer a relação com a família.

Os benefícios do uso do canabidiol em pacientes com doenças neurológicas graves são comprovados. Tanto que, atualmente, o governo federal brasileiro subsidia o tratamento para portadores de diversas síndromes. Essa iniciativa é de suma importância para o adequado tratamento de pessoas com tais doenças neurológicas. Sem o suporte do governo, muitas famílias recorriam a métodos ilegais de importação, cultivo e produção do medicamento para alívio dos sintomas dos pacientes. Esses atos de amor e desespero, embora legítimos, poderiam trazer problemas legais aos familiares e metabólicos para os pacientes. Isso porque a produção caseira pode não ter a quantidade adequada de canabidiol e conter alto índice de THC, substância com propriedade psicoativa. O canabidiol industrial é preparado por uma empresa especializada, que realizou diversos estudos científicos e continua monitorando o desenvolvimento dos pacientes que iniciaram o tratamento com a substância.

A primeira batalha que tinha como objetivo a liberação da importação do canabidiol para tratamento médico no Brasil foi vencida, mas a guerra ainda não acabou. Embora os resultados sejam comprovados, o tema ainda é polêmico e pouco discutido no país. Por isso, é importante disseminar as informações. A esperança de muitos familiares, pacientes e minha, como médico, é que os benefícios do tratamento se sobressaiam perante à sociedade para que o tema seja desestigmatizado. Afinal, o que todos querem, é apenas viver da melhor maneira possível.


Stuart W Titus - P.h.D 
CEO da Medical Marijuana Inc.


Você sabia que o diabetes pode causar impotência sexual?



Especialistas do Hospital Santa Paula alertam sobre os cuidados e tratamento para este tipo de problema



Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz, provocando o surgimento de vários problemas no organismo, entre eles a impotência.

Atualmente, no Brasil, segundo a SBD, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. E este número está crescendo. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, cegueira e insuficiência renal.

Diante deste cenário, a endocrinologista do Hospital Santa Paula, Claudia Liboni, alerta sobre a importância do tratamento do diabetes. Quando pensamos em diabetes, a primeira coisa que vem à mente é o aumento da quantidade de açúcar no sangue. Em médio prazo, isso pode causar lesões nos vasos sanguíneos e nervos, que são os principais elementos responsáveis pela ereção do pênis.

“O tratamento do diabetes, assim como o controle do peso e da pressão arterial, é muito importante para a melhora da ereção. Como em alguns casos a disfunção sexual de origem diabética pode apresentar também fatores psicológicos, torna-se necessário um apoio psicológico, inclusive de seu médico e da parceira” explica Liboni.

O primeiro passo para o paciente diabético que esteja sofrendo com a impotência é controlar os níveis de açúcar no sangue de forma rápida e efetiva. Com medicamentos e mudança no estilo de vida o paciente pode reassumir a atividade sexual, diminuindo os sintomas da impotência.

“Todo homem deve ter em mente que o diabetes é uma doença silenciosa e quando começam a aparecer os sintomas de disfunção erétil é porque a doença já tem alguns anos de evolução. Após os 40 anos, é recomendável consultar regularmente um urologista. Se o médico detectar alguma alteração na glicemia, será solicitado um acompanhamento endocrinológico para iniciar um tratamento preventivo com o intuito de evitar transtornos no futuro” explica Mario Delgado, urologista do Hospital Santa Paula.

Estudos internacionais apontam que 50% dos homens relatarão algum episódio de impotência sexual nos seis primeiros meses após o diagnóstico de diabetes. Mesmo assim, a impotência sexual pode ser bem controlada em quase todos os homens portadores da doença.

“Os tratamentos medicamentosos e cirúrgicos para impotência sexual causada pelo diabetes devem ser orientados em conjunto com uma equipe multidisciplinar envolvendo endocrinologista, urologista, psicólogo e outros profissionais conforme a particularidade de cada caso” ressalta o urologista.

Os avanços científicos na área possibilitam tratamentos para todos os tipos de casos de diabetes. O mais importante é procurar ajuda e controlar o diabetes de maneira eficaz a fim de não desencadear complicações da doença.

Como prevenir o diabetes:

1- Faça exercícios físicos
2- Mantenha uma dieta balanceada
3- Faça exames periódicos  
4- Conheça o histórico familiar
5- Mantenha um peso saudável



Hospital Santa Paula
Av. Santo Amaro, 2468 – Vila Olímpia - (11) 3040-8000 

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