Celebrado em 22 de setembro, o Dia da Defesa
da Fauna chama a atenção para a necessidade de proteger os animais silvestres e
os ambientes dos quais dependem para sobreviver. Em um dos países com maior
biodiversidade do planeta, o Brasil abriga milhares de espécies, muitas delas
ameaçadas por fatores como desmatamento, tráfico de animais, caça, queimadas,
atropelamentos e alterações provocadas pela ocupação humana.
Para o Instituto Ampara Animal, a data é uma
oportunidade para ampliar o debate sobre a responsabilidade da sociedade na
preservação da fauna e reforçar que a proteção dos animais silvestres não se
limita ao resgate de indivíduos em situação de risco. A conservação passa
também pela prevenção, pela preservação dos ecossistemas e pela mudança de
comportamentos que contribuem para a exploração da fauna.
“Defender a fauna é defender a própria vida.
Cada animal silvestre retirado da natureza, cada habitat destruído e cada
espécie que desaparece representa uma perda que ultrapassa aquele indivíduo.
Estamos falando de equilíbrio ecológico, de biodiversidade e do futuro do nosso
planeta. Por isso, a proteção precisa acontecer antes que o animal esteja em
uma situação de emergência”, afirma Juliana Camargo, presidente e fundadora do
Instituto Ampara Animal.
Entre as ameaças, o tráfico de animais
silvestres ocupa lugar de destaque. A captura e a comercialização de espécies
retiram animais de seus ambientes naturais, provocam sofrimento e podem
comprometer populações inteiras. O problema também ganhou novas dimensões com o
ambiente digital, onde conteúdos envolvendo animais silvestres podem estimular
a humanização, a posse irregular e até a exploração de imagens de situações de
maus-tratos.
“A fauna não existe para atender às
necessidades ou aos desejos humanos. Um animal silvestre precisa estar na
natureza, desempenhando seu papel no ecossistema. Quando transformamos esses
animais em produtos, entretenimento ou objetos de consumo, ignoramos
completamente suas necessidades naturais e contribuímos para um ciclo de
exploração”, destaca Joares May, Diretor da Ampara Silvestre.
Outro ponto de atenção são os impactos
provocados pela expansão das atividades humanas sobre os territórios ocupados
pela fauna. Estradas que atravessam áreas naturais, por exemplo, podem se transformar
em verdadeiras armadilhas para animais que precisam se deslocar em busca de
alimento, água ou parceiros para reprodução. A implantação de medidas de
mitigação, como passagens de fauna, aliada à sinalização e à conscientização
dos motoristas, pode reduzir esses impactos.
Para o Instituto Ampara Animal, a educação
ambiental também tem papel fundamental nesse processo. Conhecer a fauna
brasileira, compreender sua importância e saber como agir diante de um animal
silvestre são atitudes que ajudam a evitar intervenções inadequadas e a
fortalecer uma cultura de respeito à vida.
“Precisamos ensinar desde cedo que encontrar
um animal silvestre não significa que devemos levá-lo para casa, alimentá-lo ou
tentar domesticá-lo. Muitas vezes, a melhor forma de ajudar é manter distância
e procurar orientação especializada. Informação também é uma ferramenta de
proteção”, completa Joares.
Neste Dia da Defesa da Fauna, o Instituto
Ampara Animal reforça que proteger a biodiversidade é uma responsabilidade
coletiva. Preservar florestas e outros habitats, não comprar animais
silvestres, não alimentar ou manter espécies nativas ilegalmente, denunciar
situações de tráfico e maus-tratos e compartilhar informações responsáveis são
algumas das atitudes que podem contribuir para a conservação da fauna
brasileira.

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