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| A tosse ganha ainda mais relevância durante o Agosto Branco, campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de pulmão |
O sintoma acende um sinal de alerta quando persiste por mais de três semanas, principalmente se não houver uma causa aparente ou após o tratamento de uma infecção respiratória
Bastante comum e, na maioria das
vezes, associada a vírus, alergias ou até irritações como poluição e exposição
ao cigarro, a tosse acende um sinal de alerta quando persiste por mais de três
semanas, principalmente se não houver uma causa aparente ou após o tratamento
de uma infecção respiratória. O sintoma ganha ainda mais relevância durante o
Agosto Branco, campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de
pulmão.
Segundo a médica oncologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), Dra. Luciana Buttros, é importante procurar atendimento se a tosse vier acompanhada de sangue ou piorar progressivamente.
Nem sempre os primeiros sinais do câncer de pulmão são facilmente identificados, já que eles podem se confundir com os sintomas de doenças respiratórias comuns. Tosse recorrente, falta de ar, chiado no peito, dor torácica, rouquidão persistente e infecções respiratórias repetidas, como pneumonias e bronquites, estão entre as possíveis manifestações. Por isso, as alterações na frequência ou na intensidade de um sintoma respiratório já existente também devem ser observadas.
Em fases mais avançadas, também podem surgir perda de peso sem explicação, fadiga intensa e tosse com sangue. “A principal diferença é que, enquanto as infecções respiratórias costumam melhorar em poucos dias ou semanas, os sintomas do câncer tendem a persistir ou piorar com o tempo”, complementa.
Ainda de acordo com a especialista, embora o tabagismo ativo e persistente seja o principal fator de risco e esteja relacionado à maioria dos casos de câncer de pulmão, é importante ressaltar que os ex-fumantes, mesmo aqueles que pararam há muitos anos, além de pessoas expostas passivamente à fumaça do cigarro, também apresentam risco aumentado. Ainda merecem atenção os indivíduos com histórico familiar de câncer de pulmão e aqueles com doenças pulmonares crônicas, como DPOC e fibrose pulmonar.
Além disso, de 10% a 20% dos casos ocorrem em pessoas que nunca fumaram, especialmente mulheres, reforçando que ninguém deve ignorar os sintomas persistentes. “O diagnóstico precoce é um dos fatores que mais impactam o sucesso do tratamento. Quando identificado em estágios iniciais, o tumor pode ser tratado com cirurgia, muitas vezes, associada a terapias complementares, oferecendo chances significativamente maiores de cura”, acrescenta.
Já quando o diagnóstico ocorre em fases avançadas, embora existam tratamentos modernos, como imunoterapia e terapias-alvo, capazes de prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida, a possibilidade de cura fica mais limitada.
O exame recomendado para as pessoas consideradas de alto risco corresponde à tomografia computadorizada de tórax de baixa dose, que utiliza uma quantidade reduzida de radiação, sendo capaz de identificar pequenos nódulos pulmonares antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O rastreamento costuma ser indicado para as pessoas com histórico importante de tabagismo, especialmente entre 50 e 80 anos, que ainda fumam ou pararam de fumar nos últimos 15 anos.
Para os indivíduos sem fatores de
risco, não há recomendação para a realização de exames de rastreamento de
rotina. Porém, toda tosse que persiste por mais de três semanas, especialmente
se vier acompanhada de falta de ar, dor no peito, rouquidão ou sangue no
escarro, deve ser avaliada por um médico. Na maioria das vezes, não será
câncer. Mas, quando for descobrir cedo aumenta significativamente as
possibilidades de tratamento e de cura.
Instituto de Oncologia de Sorocaba

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