Diagnóstico precoce, controle 24h da
glicemia e estilo de vida saudável garantem gestação tranquila e reduzem riscos
futuros
Os casos de diabetes gestacional estão cada vez mais frequentes. A Sociedade Brasileira de Diabetes aponta que cerca de 18% das gestações no Brasil possuem o diagnóstico. O dia 15 de agosto foi escolhido como Dia Nacional da Gestante para conscientização sobre os cuidados com a saúde da mãe e do bebê. Entre os fatores de atenção durante a gravidez, a saúde metabólica ganha destaque.
A condição, caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez, costuma surgir entre a 24ª e 28ª semana devido a alterações hormonais da placenta. Embora muitas vezes seja assintomática, seus impactos podem afetar diretamente a saúde da mãe e o desenvolvimento fetal.
Segundo Joana Dantas, endocrinologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os principais fatores de risco são histórico familiar de diabetes tipo 2, obesidade ou sobrepeso antes da gravidez, ganho de peso acima do recomendado durante a gestação, síndrome ovariana metabólica poliendócrina prévia à gestação, idade materna acima de 35 anos, pré-diabetes diagnosticada antes de engravidar e diabetes gestacional em gestação anterior.
Para manter a saúde metabólica em dia e prevenir complicações, a
especialista destaca que o estilo de vida é a principal ferramenta de proteção.
"A recomendação fundamental para a gestante é focar na constância de
hábitos saudáveis. Isso inclui priorizar alimentos ricos em fibras e proteínas,
optar por carboidratos complexos, como aveia, batata-doce e integrais, evitar
longos períodos em jejum e praticar pelo menos 150 minutos de atividade física
moderada por semana, como caminhada, hidroginástica ou pilates, sempre com
liberação médica", orienta.
Sensores de monitoramento contínuo de glicose são aliados importantes
O mercado de cuidados com o diabetes oferece atualmente uma variedade de produtos que auxiliam no controle da doença. Entre eles, estão os sensores para monitoramento contínuo da glicose, que trazem um perfil detalhado de como estão as condições da glicemia do indivíduo. “Quando realizamos a medição com as conhecidas furadas de dedo, é como se estivéssemos vendo uma foto momentânea das condições glicêmicas do paciente. Porém, ao mantermos um controle 24h com o sensor, é como se estivéssemos vendo um filme, facilitando a análise do histórico das taxas, contribuindo para a definição de qual tratamento deve ser seguido, além de sinalizar se houve uma hipo ou hiperglicemia durante os momentos de descanso", explica Joana.
A MedLevensohn é uma das indústrias brasileiras de saúde que
oferece o Smart 2.0, um dos únicos do mercado permitido para uso em crianças a
partir dos dois anos e com aplicação simples no braço e no abdômen. Com
aprovação da Anvisa, o modelo pode ser usado por 15 dias e é o mais compacto do
mercado, com design menor e mais discreto (mede apenas 22mm de diâmetro e 4mm
de altura, com peso de 2,2g), além de apresentar resistência à água, podendo
ficar imerso até 2,5 metros por até 2 horas.
Mudança no paladar e inchaço foram sintomas para descoberta
da diabetes gestacional
Priscila Martins durante a gestação. Foto: Arquivo Pessoal
A artesã Priscila Martins, descobriu no sétimo mês da sua segunda gravidez que estava com diabetes gestacional. Até aquele momento, tudo estava normal, até que alguns sintomas despertaram a atenção e a levaram a pedir alguns exames para sua obstetra. “De um mês para o outro, ganhei cinco quilos devido ao inchaço e notei também mudanças no meu paladar, com sensação de ressecamento e muita vontade de comer doce. Isso me acendeu um alerta. Na ocasião, conversei com a obstetra que me acompanhava. Mas, ela me falava que os exames estavam normais. Mesmo assim, insisti para a realização de novos exames. Foi então que veio o diagnóstico de diabetes gestacional”, relata.
Devido a este cenário, a gravidez de Priscila passou a ser considerada de risco. Uma mudança na alimentação precisou ser aplicada, além da administração de insulina para proteger a criança que estava em formação. “A introdução da insulina precisou ser imediata para proteger o meu bebê. Cortamos tudo, como massas, açúcar. Confesso que chorei muito ao ver um chocolate e pensar que não podia comer para não passar aquilo para o meu filho. Recorri aos biscoitinhos de água e sal e mudei radicalmente a rotina”, lembra Priscila, que também precisou iniciar atividades físicas. “Como tenho hérnia de disco lombar, o exercício era restrito a caminhadas leves, mas a nutricionista ajustou minha alimentação com precisão. Devido ao controle rígido, no último mês eu não engordei mais. Pelo contrário, perdi sete quilos com o tratamento, desinchando com segurança e evitando uma internação ou qualquer complicação para o meu bebê”, completa.
Usuária da linha Smart de sensores para monitoramento contínuo da glicose, Priscila destaca que o uso do dispositivo foi um grande aliado nessa fase. “Além das picadas no dedo, o uso do dispositivo em casa facilitou demais a minha rotina, da nutricionista e da cardiologista, pois elas conseguiam acompanhar meu histórico das taxas sem que eu precisasse me deslocar constantemente”, lembra.
Após o susto, Priscila manteve uma rotina de cuidados. “Hoje, meu
filho está com quatro anos, saudável e sem nenhuma alteração glicêmica. Eu sigo
cuidando de mim, fazendo caminhadas, adaptei exercícios em casa e evito doces e
frituras, especialmente porque há histórico de diabetes na família. O meu maior
recado para outras gestantes é: fiquem atentas a todos os sinais, porque o
nosso corpo avisa. Mesmo quando o diagnóstico parece tardio ou há resistência
inicial, não tenha medo de insistir por respostas. Ter autonomia para monitorar
a glicemia em casa e contar com uma rede de apoio faz toda a diferença para
proteger o que temos de mais precioso, que é a nossa saúde e a dos nossos
filhos”, finaliza.
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