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sábado, 13 de junho de 2026

Prótese de silicone no bumbum perde espaço para contornos naturais

O aspecto estético rígido e os índices de assimetria ao caminhar têm reduzido a indicação de implantes glúteos sintéticos em favor de técnicas de preenchimento com gordura autóloga.


Quem acompanha as redes sociais ou frequenta consultórios de cirurgia plástica já deve ter reparado: aquela estética super marcada e volumosa, que reinou absoluta nos anos 2000, está com os dias contados. O desejo da vez é o movimento. A tradicional prótese de silicone no bumbum, antes o padrão de ouro para quem queria curvas definitivas, vem sofrendo uma queda drástica de popularidade. As pessoas cansaram do visual artificial e passaram a exigir resultados que combinem com a vida real.

Essa virada de chave não é só uma questão de olhar no espelho e achar feio. O problema do silicone na região glútea aparece, principalmente, quando o corpo se mexe. "Muitas pacientes começaram a se queixar do aspecto rígido e, pior, de uma assimetria bem chata que ficava evidente na hora de caminhar. A prótese é estática, ela não acompanha a dinâmica natural dos nossos músculos", explica a Dra. Maira, cirurgiã plástica que acompanha de perto essa transição no comportamento das pacientes.

Com a rejeição aos implantes sintéticos em alta, a solução veio de dentro do próprio corpo. A técnica do momento é a lipoenxertia, que nada mais é do que usar a gordura autóloga (da própria pessoa) para modelar a região. O processo é inteligente: o médico retira aquela gordura localizada indesejada, de áreas como o abdômen ou os flancos, trata esse material e o injeta de volta, mas agora nos pontos certos do bumbum.

A grande sacada dessa abordagem é a liberdade que ela dá ao cirurgião para desenhar o corpo. Segundo a médica, a gordura se integra perfeitamente ao organismo, o que elimina o risco de rejeição e deixa o toque muito mais macio. "Com a gordura, a gente consegue preencher as depressões laterais do quadril e dar projeção respeitando a anatomia de cada um. O silicone é um bloco pré-moldado; ele não se adapta às curvas individuais como o tecido do próprio paciente", pontua.

Na prática do pós-operatório, a diferença também é brutal. Colocar uma prótese por dentro do músculo glúteo costuma render uma recuperação dolorosa e bastante restritiva. Já a transferência de gordura é mais sutil, tem um pós-parto bem mais tranquilo e não deixa aquela cicatriz vertical incômoda na região do bumbum. É o tipo de procedimento que entrega o resultado sem deixar pistasde que a pessoa passou por uma cirurgia.

O que estamos vendo no mercado não é o fim das cirurgias de contorno corporal, mas o nascimento de uma vaidade muito mais madura. As pessoas ainda querem melhorar a silhueta, mas agora o luxo está em parecer que você nasceu assim. Os exageros estruturados e os formatos geométricos ficaram no passado, a era agora é do equilíbrio e da fluidez. 



Fonte: Dra. Maíra Amábile — Médica | Cirurgiã Plástica | Especialista em Contorno Corporal
@dra.mairaamabile


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