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sábado, 13 de junho de 2026

Substâncias definitivas e o espaço do PMMA nos preenchimentos faciais

Saiba os critérios técnicos envolvidos na escolha de materiais permanentes e entenda como os compostos temporários atuam na harmonização.

 

Com a grande popularização da harmonização facial nos últimos anos, cresceu também o interesse dos pacientes por procedimentos de longa duração. Entre as dúvidas mais frequentes está a diferença entre substâncias temporárias e definitivas utilizadas nos preenchimentos faciais, especialmente quando o assunto envolve o polimetilmetacrilato (PMMA), material que frequentemente aparece em discussões e polêmicas sobre sua segurança e resultados permanentes.

O interesse por procedimentos estéticos minimamente invasivos tem crescido de forma consistente no país. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que o Brasil permanece entre os líderes mundiais em procedimentos estéticos, enquanto levantamentos da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética apontam um aumento global na procura por tratamentos não cirúrgicos, incluindo preenchimentos faciais. O cenário contribui para que pacientes busquem cada vez mais informações sobre a durabilidade, os benefícios e as limitações dos diferentes materiais disponíveis. 

O tema voltou ao debate após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçar que os preenchedores à base de PMMA possuem indicações específicas aprovadas no Brasil e que seu uso indiscriminado para fins estéticos não está contemplado nas autorizações vigentes. A agência também destacou que o produto deve ser aplicado exclusivamente por profissionais habilitados e dentro de critérios técnicos rigorosos. Segundo a Anvisa, o PMMA é classificado como um dispositivo médico de alto risco e possui caráter permanente, diferentemente de substâncias absorvíveis utilizadas rotineiramente na harmonização facial.

De acordo com a dentista e especialista em harmonização facial, Dra. Layse Schuster, a escolha de um material não deve estar baseada apenas na duração do resultado, mas principalmente na indicação clínica e no perfil de cada paciente.

“Muitas pessoas acreditam que um produto permanente é necessariamente melhor porque dura mais tempo. Na prática, a decisão depende de diversos fatores, como a região a ser tratada, as características anatômicas do paciente e a possibilidade de ajustes ao longo dos anos”, explica.

A especialista destaca que os preenchedores temporários, como os à base de ácido hialurônico, continuam sendo amplamente utilizados justamente pela previsibilidade dos resultados e pela possibilidade de acompanhamento da evolução facial natural.

“O envelhecimento é um processo contínuo. Produtos absorvíveis permitem adaptações ao longo do tempo, acompanhando as mudanças do rosto e proporcionando resultados mais personalizados. Por isso, a avaliação individualizada é indispensável”, afirma.

Segundo Layse, independentemente da substância escolhida, a segurança do procedimento está diretamente relacionada ao diagnóstico correto, ao conhecimento anatômico e à utilização de produtos regularizados pelos órgãos competentes.

“O paciente deve compreender que não existe uma solução universal. O mais importante é buscar um profissional habilitado, entender as características de cada material e tomar uma decisão baseada em critérios técnicos, e não apenas na promessa de um resultado permanente”, conclui.

 

Fonte: Dra. Layse Schuster - Dentista e Especialista em harmonização facial | Mestre pela USP e UFMG


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