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| Takaki Fotos |
Memorial da Evolução Agrícola, no RS, faz da sua programação convite para encontro e convívio da comunidade
Cada vez mais, museus ao redor do mundo vêm
ampliando seu papel para além da preservação da memória e da exposição de
acervos. Instituições culturais têm se consolidado como espaços de convivência,
acolhimento e bem-estar, promovendo experiências que incentivam a interação e a
inclusão de diferentes públicos.
Essa transformação dialoga com reflexões da chamada
Nova Museologia, que desde o final do século XX propõe uma atuação mais social
e comunitária dos museus. Para pensadores como Hugues de Varine, ex-diretor do
Conselho Internacional de Museus, os museus devem estar a serviço da sociedade,
atuando como espaços vivos, conectados com os territórios e com as pessoas.
Na prática, essa mudança se traduz em iniciativas
que estimulam a convivência e o pertencimento. No Noroeste do Rio Grande do
Sul, o MEA - Memorial da Evolução Agrícola vem desenvolvendo um trabalho com
essa perspectiva comunitária e inclusiva. Mais do que contar a história da
agricultura brasileira por meio da sua exposição permanente, o Memorial possui
uma programação de atividades culturais e educativas.
Um dos exemplos é a Noite no MEA, que convida o
público a vivenciar o museu em um ambiente noturno, com propostas lúdicas e
sensoriais. Nesta edição, que será realizada no dia 30 de abril, o tema é
“Formas de ler o mundo”. O foco está no fortalecimento das relações familiares
e na valorização das diferentes maneiras de perceber o mundo. Um dos destaques
da programação é a leitura compartilhada: cada criança poderá escolher um livro
e, junto com seus familiares, explorar as histórias em um ambiente
especialmente preparado com barracas, almofadas e iluminação aconchegante.
“A Noite no MEA convida os participantes a estarem
no museu de uma forma diferente. Queremos que todas as famílias possam aproveitar
o evento em um ambiente seguro e afetivo”, destaca Natália de Souza Machado,
produtora executiva do MEA.
Toda essa preocupação com acolhimento e conforto também
reforça o compromisso com a inclusão. O evento foi planejado para receber
famílias atípicas, com um ambiente mais tranquilo para pessoas
neurodivergentes, respeitando diferentes sensibilidades e formas de interação.
A proposta é garantir que todos se sintam acolhidos e pertencentes ao espaço
cultural.
Além da Noite no MEA, o Memorial desenvolve outras
ações voltadas à convivência e ao engajamento comunitário. Programas como o
Mãos e Fios promovem encontros e trocas de saberes, valorizando práticas manuais,
como o crochê e o tricô, e o compartilhamento de experiências entre gerações.
Já a Estação Cultivar aproxima o público de temas ligados ao meio ambiente e à
produção sustentável, incentivando a participação ativa da comunidade em
atividades de plantio e cuidado com o espaço.
O público encontra no MEA um conjunto amplo de experiências educativas,
culturais e socioambientais voltadas a estudantes, professores, famílias,
pessoas idosas, pessoas com deficiência, agricultores e turistas. O Memorial
também abriga a Cozinha Experimental, o Ateliê Educativo, áreas de lazer e
bem-estar e desenvolve oficinas, rodas de conversa, apresentações musicais,
espetáculos teatrais e ações em parceria com escolas e universidades. Para
instituições de ensino, o agendamento é gratuito e conta com mediações
educativas especializadas.
Ao apostar em iniciativas como essas, o MEA se insere em um movimento mais amplo de ressignificação dos espaços culturais. Mais do que locais de visita, os museus passam a ser entendidos como territórios de encontro, onde diferentes histórias, corpos e formas de ver o mundo podem coexistir.
O MEA - Memorial da Evolução Agrícola é uma
iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto John Deere, através da Lei
Rouanet de Incentivo à Cultura do Programa Nacional de Apoio à Cultura
(PRONAC), e tem como patrocinador master a John Deere Brasil.
Ocupa uma área de 64 mil m2 em Horizontina, no Rio
Grande do Sul, proporcionando atividades de arte, cultura, educação, meio
ambiente, esporte e lazer. De forma tecnológica e imersiva, o MEA conta a
história da agricultura brasileira com o objetivo de provocar, trocar e
produzir conhecimento em prol da sociedade e da diversidade cultural e
ambiental. Todas suas atividades culturais, educativas e de bem-estar são
oferecidas gratuitamente e de classificação livre. Conta com amplo
estacionamento gratuito para os visitantes.
Além do espaço da exposição de longa duração e das
oficinas culturais e das sala multiuso, o complexo tem quadras esportivas,
academia a céu aberto, parquinhos para crianças de até 12 anos, amplo espaço
para práticas ao ar livre, John Deere Store e a unidade Senai Horizontina (RS).
SERVIÇO
Data: 30/04/2026
Horário: 19h
Local: MEA
Apoio cultural: Centro Cultural Jorge Logemann.
Todas as atividades do MEA são gratuitas e de
classificação livre.
Não fecha ao meio dia.
Prédio do Memorial: de quarta a domingo e feriados,
das 9h às 17h (entrada na exposição até às 16h30).

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