Comportamento mais ativo do parasita durante
o período chuvoso aumenta o risco para humanos e animais, especialmente na
região Sudeste, onde se concentram casos de febre maculosa
A
chegada do período chuvoso, característico do mês de março, marca um momento de
atenção redobrada para a proliferação de carrapatos, incluindo aqueles
conhecidos como carrapatos‑estrela (Amblyomma sculptum e Amblyomma
cajennense). O A. sculpitum, em especial, importante vetor da febre
maculosa, está amplamente distribuído no Sudeste, além de presença relevante no
Sul e em expansão em áreas do Centro‑Oeste. O clima mais úmido e quente cria
condições favoráveis para o aumento da atividade desse parasita, que sobe na
vegetação e aguarda a passagem de um hospedeiro, seja ele um pet, humano ou
animal silvestre.
Segundo
estudos científicos sobre carrapatos do gênero Amblyomma, períodos
quentes e chuvosos intensificam a movimentação desses parasitas aumentando as
chances de contato, especialmente em áreas rurais, periurbanas ou com alta
presença vegetativa. Além disso, as chuvas também aceleram o desenvolvimento
das fases jovens do carrapato e favorecem a ocorrência de agrupamento de
larvas, conhecidos como ‘enxames de carrapatos’, que são capazes causar rápida
infestação.
“Esse
tipo de carrapato encontra nas temperaturas quentes e chuvosas o ambiente ideal
para se multiplicar e se tornar mais ativo. A prevenção contínua é essencial
não apenas para evitar a infestação, mas para diminuir a chance de doenças
graves”, comenta Karin Botteon, gerente técnica e médica-‑veterinária da
Boehringer Ingelheim.
Sudeste concentra a maioria dos casos de febre maculosa no Brasil
Segundo
levantamento do Ministério da Saúde, com apoio das vigilâncias estaduais, o
Sudeste concentra o maior número de casos da febre maculosa, doença que pode
ser fatal para seres humanos e até cães. Dentro da região, os estados de São
Paulo e Minas Gerais são os mais alarmantes, devido à alta circulação do vetor
e de hospedeiros, como capivaras e equídeos.
Riscos para a saúde
Embora
bastante conhecido pela transmissão da febre maculosa em humanos, o carrapato-‑estrela
também pode transmitir agentes infecciosos para cães e outros animais, como:
- Rickettsia spp. (febre maculosa em cães,
embora de rara ocorrência)
- Cytauxzoon felis (apontado como o provável
vetor da doença em gatos)
Os
sinais clínicos em pets podem incluir: febre, apatia, sangramentos, vômito,
falta de ar e sinais neurológicos. Em humanos, sintomas como febre alta,
manchas vermelhas pelo corpo, dor muscular intensa e cefaleia devem motivar
busca imediata por atendimento médico.
Especialista destaca seis dicas principais de proteção
- Mantenha a prevenção antiparasitária dos pets sempre atualizada:
“Com a confirmação da eficácia do NexGard Spectra® contra o
carrapato-estrela, conseguimos orientar tutor e família com ainda mais segurança:
proteger o cachorro é também proteger as pessoas ao redor. Em regiões
endêmicas, especialmente no Sudeste, a prevenção mensal é indispensável”,
explica.
- Evite áreas com vegetação alta, margens de rios e locais com
circulação de capivaras.
- Realize inspeções diárias no corpo do animal, principalmente após
passeios.
- Mantenha jardins e quintais limpos, sem acúmulo de folhas e
materiais orgânicos.
- Em trilhas ou matas, use roupas claras, calças compridas e botas.
- Procure ajuda veterinária ou médica ao primeiro sinal de sintomas.
Fontes:
- Ministério
da Saúde – Brasil: Boletins epidemiológicos de febre maculosa e
distribuição regional dos casos.
- Secretarias
Estaduais de Saúde (SP, MG, RJ, ES): Dados de vigilância sobre incidência
e vetores.
- CDC
– Centers for Disease Control and Prevention: Informações sobre
comportamento, biologia e transmissão por carrapatos do gênero Amblyomma.
- Companion
Animal Parasite Council (CAPC): Diretrizes de prevenção, comportamento e
riscos relacionados a carrapatos em pets.
·
Estudos de parasitologia e epidemiologia (literatura
científica revisada) que descrevem atividade de carrapatos em clima
quente/úmido e risco ampliado durante meses chuvosos.
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