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domingo, 22 de março de 2026

Chuvas ampliam risco de carrapato estrela e reforçam alerta para febre maculosa

 

 Comportamento mais ativo do parasita durante o período chuvoso aumenta o risco para humanos e animais, especialmente na região Sudeste, onde se concentram casos de febre maculosa
 

A chegada do período chuvoso, característico do mês de março, marca um momento de atenção redobrada para a proliferação de carrapatos, incluindo aqueles conhecidos como carrapatos‑estrela (Amblyomma sculptum e Amblyomma cajennense). O A. sculpitum, em especial, importante vetor da febre maculosa, está amplamente distribuído no Sudeste, além de presença relevante no Sul e em expansão em áreas do Centro‑Oeste. O clima mais úmido e quente cria condições favoráveis para o aumento da atividade desse parasita, que sobe na vegetação e aguarda a passagem de um hospedeiro, seja ele um pet, humano ou animal silvestre. 

Segundo estudos científicos sobre carrapatos do gênero Amblyomma, períodos quentes e chuvosos intensificam a movimentação desses parasitas aumentando as chances de contato, especialmente em áreas rurais, periurbanas ou com alta presença vegetativa. Além disso, as chuvas também aceleram o desenvolvimento das fases jovens do carrapato e favorecem a ocorrência de agrupamento de larvas, conhecidos como ‘enxames de carrapatos’, que são capazes causar rápida infestação. 

“Esse tipo de carrapato encontra nas temperaturas quentes e chuvosas o ambiente ideal para se multiplicar e se tornar mais ativo. A prevenção contínua é essencial não apenas para evitar a infestação, mas para diminuir a chance de doenças graves”, comenta Karin Botteon, gerente técnica e médica-‑veterinária da Boehringer Ingelheim.
 

Sudeste concentra a maioria dos casos de febre maculosa no Brasil

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, com apoio das vigilâncias estaduais, o Sudeste concentra o maior número de casos da febre maculosa, doença que pode ser fatal para seres humanos e até cães. Dentro da região, os estados de São Paulo e Minas Gerais são os mais alarmantes, devido à alta circulação do vetor e de hospedeiros, como capivaras e equídeos.
 

Riscos para a saúde

Embora bastante conhecido pela transmissão da febre maculosa em humanos, o carrapato-‑estrela também pode transmitir agentes infecciosos para cães e outros animais, como:

  • Rickettsia spp. (febre maculosa em cães, embora de rara ocorrência)
  • Cytauxzoon felis (apontado como o provável vetor da doença em gatos)

Os sinais clínicos em pets podem incluir: febre, apatia, sangramentos, vômito, falta de ar e sinais neurológicos. Em humanos, sintomas como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, dor muscular intensa e cefaleia devem motivar busca imediata por atendimento médico.
 

Especialista destaca seis dicas principais de proteção

  1. Mantenha a prevenção antiparasitária dos pets sempre atualizada: “Com a confirmação da eficácia do NexGard Spectra® contra o carrapato-estrela, conseguimos orientar tutor e família com ainda mais segurança: proteger o cachorro é também proteger as pessoas ao redor. Em regiões endêmicas, especialmente no Sudeste, a prevenção mensal é indispensável”, explica.
  2. Evite áreas com vegetação alta, margens de rios e locais com circulação de capivaras.
  3. Realize inspeções diárias no corpo do animal, principalmente após passeios.
  4. Mantenha jardins e quintais limpos, sem acúmulo de folhas e materiais orgânicos.
  5. Em trilhas ou matas, use roupas claras, calças compridas e botas.
  6. Procure ajuda veterinária ou médica ao primeiro sinal de sintomas.

 

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Brasil: Boletins epidemiológicos de febre maculosa e distribuição regional dos casos.
  • Secretarias Estaduais de Saúde (SP, MG, RJ, ES): Dados de vigilância sobre incidência e vetores.
  • CDC – Centers for Disease Control and Prevention: Informações sobre comportamento, biologia e transmissão por carrapatos do gênero Amblyomma.
  • Companion Animal Parasite Council (CAPC): Diretrizes de prevenção, comportamento e riscos relacionados a carrapatos em pets.

·         Estudos de parasitologia e epidemiologia (literatura científica revisada) que descrevem atividade de carrapatos em clima quente/úmido e risco ampliado durante meses chuvosos.


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