segunda-feira, 23 de março de 2026

Câncer de mama afasta 4 em cada 10 mulheres do mercado de trabalho¹ e amplia impacto social e econômico no Brasil

Em um Brasil com 11,3 milhões de lares chefiados por mulheres³, o impacto da doença ultrapassa a saúde.

 

O câncer de mama segue como o tipo mais comum entre mulheres brasileiras e um dos principais desafios de saúde pública do país2. Para além da dimensão clínica, a doença produz efeitos diretos no emprego, na renda e na sustentabilidade do sistema de saúde. 

Dados indicam que quatro em cada dez mulheres deixam de trabalhar após o diagnóstico¹, e 40% não retornam às atividades após dois anos. O impacto é estrutural: mulheres representam 46% da força de trabalho nacional e chefiam 11,3 milhões de lares³.
 

A janela de cura que não pode ser perdida

A maioria das pacientes, 9 em cada 10, é diagnosticada em estágio precoce, fase em que as chances de cura podem chegar a 95%⁴. Esse é o momento mais decisivo da jornada da paciente. 

No entanto, nem todas apresentam o mesmo risco de recorrência. Entre mulheres com câncer de mama RH+/HER2- consideradas de alto risco, cerca de 30% podem evoluir para doença metastática em até cinco anos⁵, mesmo após terapia endócrina. 

No Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente não há tratamento específico para esse subgrupo, que recebe a mesma conduta indicada para pacientes de menor risco, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas⁶. 

“Quando tratamos pacientes de alto e baixo risco da mesma forma, podemos estar perdendo a única janela terapêutica com potencial real de cura. Isso não é apenas uma discussão clínica, é uma discussão de equidade no acesso ao tratamento”, afirma Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly do Brasil.
 

O custo da progressão

Além do impacto humano e social, há repercussões econômicas importantes. No SUS, o tratamento do câncer de mama em estágio avançado pode custar até 10 vezes mais do que no estágio inicial — variando de cerca de R$ 17 mil na fase precoce a até R$ 356 mil no cenário metastático⁷. 

“Do ponto de vista clínico e econômico, permitir que uma paciente evolua para doença metastática significa pior prognóstico e maior custo para o sistema. Investir no tratamento adequado no momento certo é também uma estratégia de sustentabilidade”, acrescenta o especialista.

 


Eli Lilly do Brasil   
Lilly do Brasil
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Referências (essenciais – formato Vancouver)

  1. Oncoguia. Mulheres sofrem com perda do emprego após diagnóstico de câncer de mama. Datafolha. Disponível em: Link. Acesso em: 13 fev 2025.
  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Rio de Janeiro: INCA; 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 27 fev 2026.
  3. Ministério das Mulheres. Relatório Anual Socioeconômico da Mulher – RASEAM. Brasília: Ministério das Mulheres; 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 12 fev 2025.
  4. EBSERH. Tratamento para o câncer de mama pode alcançar até 95% de cura com diagnóstico precoce. Disponível em: Link. Acesso em: 12 fev 2025.
  5. Salvo EM, Ramirez AO, Cueto J, et al. Risk of recurrence among patients with HR-positive, HER2-negative, early breast cancer receiving adjuvant endocrine therapy: A systematic review and meta-analysis. Breast. 2021;57:5-17.
  6. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Câncer de Mama. Brasília: Ministério da Saúde; 2018.
  7. Observatório de Oncologia. O custo do tratamento do câncer de mama por paciente no SUS. Disponível em: Link. Acesso em: 24 fev 2025.


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