Jovens contam como se preparam para a maratona de provas durante o ano e dão dicas para quem quer conquistar o 1º lugar
A vida de um
vestibulando não é fácil e envolve muitos sentimentos destintos. Existe
pressão, medo, insegurança, mas nada supera a vontade de conquistar uma vaga na
tão sonhada faculdade. Isso tudo se potencializa quando falamos de cursos e
universidades públicas de Medicina e de carreira militar, não é à toa, que
estão entre as mais concorridas e difíceis do país. Rotina intensa de estudos,
disciplina, abdicação de momentos de lazer, concentração e a certeza de que
tudo vale a pena quando se busca a realização de um sonho. Pelo menos, é o que
estudantes que conquistaram lugares de destaques na corrida por uma vaga contam
pra gente. Confira!
Dia a dia do
vestibulando
Com um método de ensino
próprio e focado em aprovações, o PB Colégio e Curso, localizado em Niterói e
na Tijuca, no Rio de Janeiro, tem em sua base mais de 1/3 dos alunos aprovados
na primeira tentativa, muitos nas primeiras colocações. Um exemplo disso é
Iago, morador de Goiânia, Goiás, que com 18 anos conseguiu colocações no ITA,
IME e o 1º lugar no EFOMM, a Escola de Formação de Oficiais da Marinha
Mercante, centro de referência para a formação de Oficiais da Marinha.
“O PB me proporcionou
alojamento e comida, me tirando toda preocupação adjacente à de estudar, e isso
foi o maior diferencial. Me forneceu ainda excelentes professores, ótimos
simulados, extensos portfólios de exercícios e colegas para tirar dúvidas. Tudo
isso contribuiu”, relata Iago que veio de Goiânia para o Rio focar nos estudos.
Anteriormente, o jovem estudava sozinho em casa, e no cursinho ele aprimorou as
técnicas com exercícios e disciplina:
“O acúmulo de habilidades
intelectuais começa muito antes do cursinho. Foram anos estudando sozinho temas
por curiosidade e me empenhando para entendê-los, sondá-los, desvendá-los,
descobrir como o mundo funciona. No cursinho, precisei treinar a resolução de
questões, a velocidade e a precisão, o que demandou uma boa - muito boa mesmo -
quantidade de exercícios resolvidos e simulados feitos”, diz Iago.
Morador da Tijuca, Luiz
Carlos, tem 18 anos e, além de estar entre os 10 melhores estudantes do Brasil,
conquistou o 6º lugar do Rio no IME, o Instituto Militar de Engenharia, que é
considerado um centro de excelência e referência nacional e internacional no
ensino da Engenharia. O aluno da turma IME-Ita do PB recorda a época de
estudos:
“Eu assistia às aulas e
buscava prestar o máximo de atenção para pegar, não só o conteúdo, mas também
dicas, orientações e macetes com os professores. Fora de sala de aula, eu fazia
questões das matérias do dia seguinte e quando as provas se aproximaram, dei o
gás resolvendo provas antigas do vestibular”.
Luiz ama estudar, mas
aposta no descanso como essencial para o bom resultado: “Eu valorizo meu tempo
de lazer e descanso para poder estar com a cabeça boa para os estudos. Então,
quando sentava pra estudar, dava meu máximo e o rendimento era melhor. Por
isso, em alguns domingos e feriados, eu só descansava. Porém, na reta final,
esses dias de descanso não existiam”, relembra entre gargalhadas, deixando
claro que a dedicação precisa ser firme, mas cuidar da saúde mental também:
“É claro que é preciso se
dedicar para conquistar seus objetivos. Mas para essa dedicação valer a pena, é
importante estar bem no momento decisivo, na hora da prova. Se existe algum
segredo, é esse: a hora da prova é a hora da verdade, o momento em que se pode
mostrar tudo o que você aprendeu. O Helton, meu professor e diretor, falou
antes da prova do IME: ‘Eu tive a chance de conhecer vocês durante o ano, de
acompanhar a dedicação e as qualidades de cada um. Hoje vocês têm a chance de
mostrar tudo isso pro IME, é o dia em que o IME vai conhecer vocês’. Essa fala
me marcou bastante”, recorda.
Medicina e seus desafios
Como é de conhecimento
público, Medicina é um dos cursos mais disputados nos vestibulares e um dos
mais difíceis, com nota de corte alta e concorrência apertadíssima. Mesmo com
todos esses desafios, Raissa, que tem 20 anos e mora no bairro Posse, em
Teresópolis, no Rio de Janeiro, conquistou não só uma vaga, como duas. A aluna
do PB Colégio e Curso passou na USP SISU e em 1° lugar em medicina
UFRJ SISU.
“Para ser aprovada, eu
estudei todos os dias, focando não só em estudar os conteúdos, mas,
principalmente, em fazer questões de vestibulares anteriores. Precisei de
muito foco e dedicação nos estudos”, diz Raissa que contou com o auxílio do
curso para aprender a priorizar as demandas: “O PB me auxiliou bastante a
organizar bem o meu tempo de estudo e focar no mais importante”.
Não desista, por mais
difícil que pareça!
Iago fala sobre as
dificuldades que passou durante a preparação, afinal, jovens de 18 anos, em sua
grande maioria, tem uma vida social agitada; mas o foco do estudante era outro
e foi assim que ele conquistou:
“A parte mais difícil,
para mim, foi decidir focar todas as minhas energias neste plano e não em
outro; após isso, todo o resto foi desdobramento lógico. Para outros, a parte
mais difícil pode ser tentar outra vez, ou se sentir inepto pela dificuldade do
desafio”, explica o jovem que via muitas vezes a ansiedade bater em sua porta:
“Eu sentia ansiedade o tempo todo, mas eu a canalizava e estudava mais. Quando
não era possível, me distraía com alguma mídia de entretenimento”.
Iago também relata seu
sentimento ao conquistar tantas vitórias: “Sobretudo, alívio. Não acabou a
batalha, mas sinceramente, se sobrevivi a isso, já não sinto medo de muita
coisa”, fala o estudante que teve o incentivo da família.
“Eles me apoiaram e
confiaram totalmente. Mesmo sendo difícil para eles, não duvidaram uma só vez
sequer que eu faria tudo a que fui proposto. Eles entendiam como funcionava a
minha cabeça.”
Já para Luiz, os momentos
mais difíceis foram os que teve que abdicar do lazer. “Pra mim, o mais difícil
é abrir mão de momentos da sua vida pessoal para estudar. Em um ano tão
cansativo, muitos momentos de lazer são deixados de lado. Para mim, que sempre
gostei de estudar, o lado ruim da preparação era ter pouco tempo para família,
amigos e diversão”, diz o jovem que pondera o quanto sua família foi essencial:
“Eles me apoiaram
bastante, principalmente quando viam que eu estava cansado. Quando precisava de
alguma coisa, sabia que podia contar com eles. Sou muito grato aos meus pais
por essa ajuda durante o ano de vestibular”.
Assim como os dois
rapazes, Raissa enfrentou algumas dificuldades, mas com o apoio da família,
conseguiu conquistar seus objetivos. “A parte mais difícil é ter que deixar de
lado algumas coisas que se gosta de fazer por falta de tempo, visto que é
imprescindível se dedicar. O que me ajudou muito foi quem eu tive ao meu lado.
A minha família sempre me apoiou em todas as minhas decisões e foi a base mais
importante nesse momento para mim”, relata.
Dicas de milhões!
Nada como reunir algumas
dicas de quem conseguiu o primeiro lugar. Os três estudantes fizeram a própria
lista e compartilham agora. Anote e boa sorte!
1) Tente responder suas próprias dúvidas antes de compartilhar seus pensamentos com alguém. Isso lhe dará independência de pensamento, criatividade, insight na lógica do que quer que você está estudando e lhe ensinará a ver as coisas de uma maneira menos óbvia;
2) Conheça a si mesmo: entenda como seu estudo rende melhor, quanto tempo você precisa dormir pra estar bem e equilibre suas atividades;
3) É preciso, sim, saber de coisas simplesmente para passar no vestibular, mas também é preciso saber de coisas para entender como o mundo funciona. Eventualmente, tente entender as coisas não pela utilidade disso, mas pelo entendimento de como funcionam. Antes ainda de aprender a aprender, é preciso aprender a pensar. Isso vai ser útil para o vestibular e para muito mais;
4) Conheça a prova: cada vestibular tem um estilo diferente, é importantíssimo entender o que cada prova exige de você;
5) Peça ajuda: aproveite as dicas dos professores e monitores, de quem já esteve onde você está. Eles vão te entender e te ajudar;
6) O resultado do esforço, quase
sempre, vem como cresce um bambuzal: demora até ficar visível o primeiro broto,
mas então, em pouquíssimo tempo, ele se torna uma floresta de bambu. É preciso
confiar no processo e ir até o fim.
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