O Dia Nacional do Homem,
instituído no dia 15 de julho, foi implementado no calendário da saúde para
lembrar os homens sobre a importância de cuidar da saúde. A data nos lembra
que, ainda nos dias de hoje, alguns homens ainda demonstram uma tendência a
serem mais resistentes a procurar o médico, seja para fazer exames de rotina ou
mesmo diagnosticar algum problema alertado por um sintoma. Para alguns, exames
de caráter preventivo nem mesmo fazem parte de sua rotina.
Para Dra. Vera Bifulco,
psicóloga e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, ao
contrário das mulheres que tem a essência do cuidar dentro delas, os homens não
internalizam esse hábito na sua rotina de vida.
“Dificilmente, eles procuram os
médicos para fazer prevenção e, por vezes, quando isso ocorre, a doença já está
em estágio avançado. A ida ao médico com objetivo de intensificar a prevenção
deveria ser incorporada pelo público masculino. É uma mudança cultural
necessária.
Para Dra. Vera, não é
uma regra, porém alguns homens só vão ao consultório quando solicitado pela
esposa, companheira ou filhos, mesmo sabendo que a chance de cura é maior em
diagnósticos precoces.
Quando o assunto é exame
do toque retal, fundamental para diagnosticar o câncer de próstata, cuja
recomendação se dá a partir dos 45 anos (para quem tem histórico familiar ou
homens negros) e 50 anos aos demais, o tabu é ainda maior. Embora a
conscientização esteja aumentando, desde o lançamento da Campanha Novembro
Azul, criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, muitos homens ainda têm
medo. Além disso, dentre os que fazem, há aqueles que não comentam no trabalho
que fizeram por vergonha.
“O preconceito que
permeia o exame de toque é proveniente de uma cultura machista. Ao longo dos
tempos a região anal fora associada à sexualidade promiscua e o uso dessa
região para obtenção de prazer foi deslegitimado aos homens. Infelizmente, esta
ideia ainda está bastante arraigada em nossa cultura, o que faz com que muitos
homens se recusem a realizar o exame em uma tentativa quase irracional de
‘preservar’ a masculinidade”, explica a psicóloga.
Apesar da cultura, os
médicos já têm observado um aumento da procura dos homens pelos consultórios,
sobretudo pela força da Campanha Novembro Azul, e por parte do público mais
jovem. “Hoje, vemos uma geração mais preocupada com a saúde, que se alimenta
melhor, realiza exercícios físicos e está mais atento aos cuidados pessoais”,
analisa Dra. Vera.
Entretanto, no seu
entender, enquanto a mulher tem a essência do ‘cuidar’ dentro dela, o homem se
volta para o trabalho e a realização profissional, o que explica a presença
mais feminina nas consultas médicas.
Saúde do Homem está
entre as bandeiras do LAL
Por causa desse
histórico, o Instituto Lado a Lado pela Vida foi criado em 2008 com a missão de
levar informação sobre saúde do homem. O objetivo das ações é conscientizá-los
sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida
mais saudável, sempre destacando ações de prevenção e conscientização, com
alertas principalmente para as doenças cardiovasculares e oncológicas, em
especial aos cânceres de prósostata, pênis, testículo, pele/melanoma e pulmão.
O Instituto reforça
àqueles que estão habituados a resolver tantas questões complexas no trabalho
de forma eficiente, a importância de dedicar atenção à própria saúde. “Pequenas
mudanças de hábitos podem salvar vidas e minimizar o sofrimento entre as
famílias”, finaliza Marlene Oliveira, presidente do Insituto Lado a Lado pela
Vida e idealizadora da Campanha Novembro Azul.
Instituto Lado a Lado pela Vida
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