No Brasil duas iniciativas
na Amazônia já estabelecem controles
para impedir a venda de gado criado em áreas desmatadas,
diz estudo baseado em dados do CDP e WWF.
para impedir a venda de gado criado em áreas desmatadas,
diz estudo baseado em dados do CDP e WWF.
O relatório “Supply Change: Tracking Corporate
Commitments to Deforestation-free Supply Chains, 2016”, que usa
dados do CDP (Carbon Disclosure Project) e WWF (World Wide Found for Nature),
mostra que os quatro maiores commodities agrícolas - óleo de palma, produtos de
madeira, soja e gado - são responsáveis por mais de 3,83 milhões de hectares de
desmatamento tropical a cada ano – mais de um terço dos 9,9 milhões de hectares
de florestas tropicais que são perdidos globalmente por ano.
“Desmatamento é um tema que tem tido
grande repercussão em todo o mundo e afetado diretamente as grandes cadeias
produtivas. O relatório nos mostra um sensível avanço de grandes players do
mercado buscando soluções e efetivamente tomando iniciativas para reduzir e
garantir que sua matéria prima não venha de áreas desmatadas. Apesar das
iniciativas citadas no estudo, ainda há muito que ser feito para alcançar as
metas de desmatamento zero planejadas pelas empresas. Outro ponto que chama
atenção é a inercia de alguns setores que não tem iniciativas nesse sentido.
Acredito que ainda tem que ser feito um grande trabalho de engajamento, tanto
com fornecedores quanto com os clientes, para que eles entendam a importância
desse trabalho”, afirma Lauro Marins, gerente do programa CDP Supply Chain na
América Latina.
No Brasil
Além disso, o reporte destaca projetos regionais que contribuem para a redução do desmatamento no Brasil. Na Amazônia, por exemplo, existem duas iniciativas para reduzir os impactos ambientais provocados pelo desmatamento - a Moratória da Soja e do Acordo de compra de gado. Esses acordos garantem que soja proveniente de áreas desmatadas não será comercializada. Outro exemplo é a JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, que desenvolveu um sistema de monitoramento por satélite que supervisiona a gestão sustentável da compra de gado de fornecedores da companhia, para atingir o compromisso de desmatamento zero.
Além disso, o reporte destaca projetos regionais que contribuem para a redução do desmatamento no Brasil. Na Amazônia, por exemplo, existem duas iniciativas para reduzir os impactos ambientais provocados pelo desmatamento - a Moratória da Soja e do Acordo de compra de gado. Esses acordos garantem que soja proveniente de áreas desmatadas não será comercializada. Outro exemplo é a JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, que desenvolveu um sistema de monitoramento por satélite que supervisiona a gestão sustentável da compra de gado de fornecedores da companhia, para atingir o compromisso de desmatamento zero.
Panorama Global
O levantamento feito pelo projeto Forest Trends’ Supply Change acompanha o progresso de 579 compromissos públicos firmados por 566 empresas que representam, pelo menos, US$ 7,3 trilhões em capitalização de mercado e que foram identificadas como tendo riscos de desmatamento vinculados a esses quatro commodities dentro de suas cadeias de suprimentos. Destas empresas, 366 firmaram compromissos para mudar para fontes sustentáveis e livres de desmatamento.
O levantamento feito pelo projeto Forest Trends’ Supply Change acompanha o progresso de 579 compromissos públicos firmados por 566 empresas que representam, pelo menos, US$ 7,3 trilhões em capitalização de mercado e que foram identificadas como tendo riscos de desmatamento vinculados a esses quatro commodities dentro de suas cadeias de suprimentos. Destas empresas, 366 firmaram compromissos para mudar para fontes sustentáveis e livres de desmatamento.
O relatório apontou que as empresas
são mais propensas a assumirem compromissos relacionados à palma, madeira e
celulose. Das empresas ativas na palma, 61% adotaram compromissos, em
comparação com apenas 15% e 19% dessas empresas ativas no gado e na soja,
respectivamente. A diferença é alarmante, pois se estima que a produção de gado
cause dez vezes mais desmatamento do que a palma. Em relação às grandes
empresas públicas, nota-se que elas assumem mais compromissos do que companhias
menores e privadas. Muitas dessas grandes empresas são entidades voltadas ao
consumidor com sede na América do Norte e Europa, longe do dano ambiental
causado pela agricultura de commodities.
O relatório também mostrou:
· Empresas que operam upstream (produtores, processadores e comerciantes) tendem a assumirem mais compromissos do que suas parceiras downstream (fabricantes e varejistas) - e suas promessas são potencialmente mais impactantes.
O relatório também mostrou:
· Empresas que operam upstream (produtores, processadores e comerciantes) tendem a assumirem mais compromissos do que suas parceiras downstream (fabricantes e varejistas) - e suas promessas são potencialmente mais impactantes.
·
Os atores upstream
representam apenas 26% das empresas controladas, mas 80% têm feito um
compromisso, em comparação com 62% das empresas downstream.
· A divulgação atual é insuficiente, uma vez que as empresas só têm relatado progresso quantificável em um de cada três compromissos. Mesmo entre compromissos cujas datas-chave já passaram, as empresas têm revelado progressos em menos da metade.
Sobre o Supply Change
O Supply Change é um projeto da Forest Trends gerido pela Forest Trends' Ecosystem Marketplace Initiative. A Ecosystem Marketplace colabora com o CDP e com o WWF, que fornecem tempo de valor inestimável, ideias, redes e dados para o desenvolvimento deste relatório gratuitamente disponível e nosso recurso online Supply-Change.org. Em todos os casos, a colaboração não representa o aval dos colaboradores ou seus respectivos projetos, incluindo o próprio projeto Supply Change.
O Supply Change é um projeto da Forest Trends gerido pela Forest Trends' Ecosystem Marketplace Initiative. A Ecosystem Marketplace colabora com o CDP e com o WWF, que fornecem tempo de valor inestimável, ideias, redes e dados para o desenvolvimento deste relatório gratuitamente disponível e nosso recurso online Supply-Change.org. Em todos os casos, a colaboração não representa o aval dos colaboradores ou seus respectivos projetos, incluindo o próprio projeto Supply Change.
Sobre
o CDP
O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que provê um sistema global único para que as empresas e cidades meçam, divulguem, gerenciem e compartilhem informações vitais sobre o meio ambiente. O CDP trabalha com as forças do mercado, incluindo 767 investidores institucionais, para motivar as companhias e as cidades a divulgarem seus impactos no meio ambiente, assim como suas ações para reduzi-los. Atualmente, o CDP possui o maior volume de informações sobre mudanças climáticas e água do planeta e procura colocar estes insights na pauta das decisões estratégicas, dos investidores e das decisões políticas.
O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que provê um sistema global único para que as empresas e cidades meçam, divulguem, gerenciem e compartilhem informações vitais sobre o meio ambiente. O CDP trabalha com as forças do mercado, incluindo 767 investidores institucionais, para motivar as companhias e as cidades a divulgarem seus impactos no meio ambiente, assim como suas ações para reduzi-los. Atualmente, o CDP possui o maior volume de informações sobre mudanças climáticas e água do planeta e procura colocar estes insights na pauta das decisões estratégicas, dos investidores e das decisões políticas.
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