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domingo, 11 de outubro de 2026

Dia das Crianças: convivência com pets pode criar oportunidades para ensinar cuidado, empatia e comunicação


Pesquisa realizada pelo Instituto WALTHAM identificou associações entre a convivência com animais e aspectos do desenvolvimento infantil
 

 

Para muitas crianças, ter um animal de estimação significa ganhar um companheiro para brincar, conversar e dividir a rotina. Contudo, a convivência com um pet também pode criar situações cotidianas que ajudam os pequenos a desenvolverem habilidades sociais e de comunicação. É o que sugere uma pesquisa apoiada pelo Instituto WALTHAM, centro global de ciência da Mars, empresa líder em nutrição para pets e detentora de marcas como PEDIGREE®, WHISKAS® e ROYAL CANIN®.

Publicado na revista científica BMC Pediatrics, o estudo encontrou associações entre a convivência com animais de estimação e diferentes aspectos do desenvolvimento infantil. Entre os resultados observados, crianças de cinco anos que conviviam com pets apresentaram melhor desempenho em indicadores relacionados à compreensão da linguagem, enquanto crianças de três anos apresentaram maior associação com comportamentos pró-sociais, como compartilhar e cooperar.

Os pesquisadores destacam que os resultados mostram associações, e não relações de causa e efeito. Ou seja, a pesquisa não permite afirmar que ter um pet, por si só, provoque mudanças no desenvolvimento infantil. Outros aspectos da vida da criança e de sua família também podem influenciar esses resultados. Ainda assim, a pesquisa ajuda a mostrar como as experiências construídas na convivência com os animais podem estar relacionadas a diferentes oportunidades de aprendizado.

“Um animal de estimação faz parte de muitas situações espontâneas da rotina. A criança conversa sobre o que o cachorro está fazendo, tenta entender por que o gato está se escondendo, chama alguém para participar de uma brincadeira ou aprende a reconhecer quando o animal quer espaço. Essas pequenas interações podem criar oportunidades de comunicação, cooperação e atenção às necessidades do outro”, explica Jéssica Yoshida, do time de Credibility da Mars Pet Nutrition.


Cinco maneiras de transformar a convivência com o pet em uma oportunidade de aprendizado

De acordo com a pesquisa, algumas situações comuns podem ser aproveitadas pelos adultos para ajudar a criança a observar, se comunicar e participar da convivência de maneira responsável:

  1. Incentive a criança a observar o comportamento do animal

A pesquisa identificou uma associação entre a convivência com pets e comportamentos pró-sociais, como compartilhar e cooperar. Na prática, os adultos podem aproveitar situações do cotidiano para estimular a criança a prestar atenção às respostas do animal. Perguntar “como você acha que ele está?” ou “o que ele fez para mostrar isso?” pode transformar uma brincadeira em uma oportunidade de observar e interpretar diferentes formas de comunicação.

  1. Converse sobre o que o pet está fazendo

A associação encontrada entre a convivência com animais e a compreensão da linguagem aos cinco anos de idade também ajuda a abrir espaço para interações simples. Conversar com a criança sobre o que o animal está fazendo, nomear comportamentos ou pedir que ela conte para outra pessoa o que aconteceu são formas de transformar a rotina com o pet em uma oportunidade de comunicação.

  1. Mostre que cuidar também é respeitar

A convivência com um animal envolve reconhecer que ele tem necessidades e formas próprias de se comunicar. Se o pet se afasta, se esconde ou demonstra que não quer continuar uma brincadeira, o adulto pode explicar para a criança que aquele comportamento é uma forma de pedir espaço. Dessa maneira, situações cotidianas podem ajudar a apresentar conceitos de cuidado e respeito aos limites do outro.

  1. Envolva a criança em pequenas tarefas de cuidado

A pesquisa reforça a importância de olhar para a qualidade da convivência, e não apenas para a presença de um animal em casa. Por isso, dependendo da idade, a criança pode participar de atividades simples e sempre supervisionadas por um adulto, como guardar os brinquedos depois da brincadeira ou acompanhar os cuidados com o pet. Mais do que atribuir responsabilidades ao pequeno, a proposta é ajudá-lo a perceber que a convivência envolve atenção às necessidades de outro ser.

  1. Use as brincadeiras como momentos de troca

Brincadeiras supervisionadas também podem criar oportunidades de interação. Em vez de apenas estimular a criança a brincar com o animal, o adulto pode ajudá-la a observar suas reações, esperar sua vez e entender quando é hora de parar. A experiência pode ser especialmente útil para conversar sobre cooperação e respeito — aspectos relacionados aos comportamentos pró-sociais observados no estudo.


Mais do que ter um pet, importa a qualidade da convivência

Embora os resultados da pesquisa tragam associações positivas em alguns indicadores, os próprios pesquisadores ressaltam a complexidade dessa relação, pois apenas ter um pet não determina o desenvolvimento infantil. Além disso é preciso que essa interação seja supervisionada.

“A relação acontece dentro de uma realidade familiar específica, e cada criança e cada animal têm necessidades diferentes. O mais importante é que essa convivência seja responsável, segura e positiva para os dois, sempre com a supervisão de um adulto. Também importante lembrar que a responsabilidade pelos cuidados com o animal é sempre dos adultos da casa”, complementa Jéssica.

Neste Dia das Crianças, a convivência com os pets pode ser vista não apenas como uma fonte de diversão, mas também como uma oportunidade de aprendizado. Em pequenos momentos da rotina, crianças podem desenvolver habilidades importantes enquanto constroem uma relação de cuidado, respeito e afeto com os animais. 



Mars
www.mars.com


Filhote de anta nasce no Simba Safari e pode ser visto pelos visitantes


Divulgação
Zoo São Paulo

Batizado de Amendoim, animal está entre os nascimentos recentes do parque; Zoológico de São Paulo também apresenta novos moradores para o Dia das Crianças 

 

Quem visitar o Simba Safari neste Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, poderá conhecer Amendoim, uma anta que nasceu no início de setembro. O macho chama a atenção pelo pequeno porte e pela pelagem com listras e manchas claras, características dos primeiros meses de vida. Além dele, o parque registrou recentemente o nascimento de cervicapras, aoudad e lhama.

Filho de Rosa e Paçoca, Amendoim recebeu dos tratadores um nome em referência ao pai. Ele vive no Espaço Brasil, área que abriga animais nativos, como capivaras, tamanduás-bandeira e emas. Ao lado da mãe, já explora o recinto e demonstra curiosidade pelo ambiente.

Encontrada em grande parte do território brasileiro e em outros países da América Latina, a anta-brasileira é classificada como Vulnerável à extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie já desapareceu de determinadas regiões do Sul e Nordeste do Brasil, do norte da Argentina e de áreas da Colômbia.


Outros nascimentos no Simba Safari

Dois cervicapras e um aoudad, nascidos entre agosto e setembro, também podem ser observados pelos visitantes. Os três compartilham o mesmo espaço, onde interagem e brincam.

Originária da Índia, a cervicapra é um antílope cujos machos adultos apresentam pelagem escura e longos chifres espiralados. O aoudad, conhecido como carneiro-da-Barbária, é nativo do norte da África e pertence à família dos bovídeos. Adaptado a terrenos rochosos, destaca-se pela habilidade de escalar e saltar até dois metros de altura.

Outra novidade é Juanito, uma lhama que nasceu em agosto. Domesticada há milhares de anos na região dos Andes, a espécie é originária da América do Sul e está presente em países como Peru, Bolívia, Chile e Argentina.

Com percurso de quatro quilômetros a bordo de caminhões adaptados, o Simba Safari reúne mais de 300 animais de 40 espécies. Durante o trajeto, um educador ambiental acompanha o passeio e compartilha informações sobre os hábitos e comportamentos dos animais.


Zoológico de São Paulo também registra nascimentos

No Zoo 2026 foi marcado pela reprodução de diferentes espécies. Entre elas está Pepito, um chimpanzé que nasceu em janeiro e já começou a dar os primeiros passos sozinho. Aos poucos, ele se aventura pelo habitat e passa menos tempo agarrado à mãe.

O canguru, também nascido neste ano, circula pelo recinto com desenvoltura e explora o ambiente de forma independente. Já os três lobos-guarás Açaí, Cupuaçu e Guaraná, que vieram ao mundo em maio, estão mais ativos e brincalhões ao lado dos pais. A pelagem, inicialmente acinzentada, começa a adquirir os tons avermelhados característicos da espécie.

A lista inclui ainda uma harpia e dois sauins-de-coleira. O Zoo também recebeu duas araras-azuis-de-lear, aves ameaçadas de extinção e endêmicas do Brasil.

Os nascimentos integram o trabalho de manejo e conservação desenvolvido pela instituição, que abriga mais de 2,5 mil animais de aproximadamente 300 espécies e participa de mais de 40 iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade.


Crianças têm entrada gratuita em outubro

Durante o mês de outubro, crianças de até 12 anos têm entrada gratuita no Zoológico de São Paulo, no Jardim Botânico e no Simba Safari, desde que acompanhadas de um visitante com ingresso pago, conforme as condições da campanha.

A promoção inclui ingressos individuais antecipados e um combo que reúne cinco espaços: Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo.


Serviço

Campanha do Mês das Crianças - outubro de 2026

Zoológico de São Paulo: ingresso antecipado por R$ 89,90, com direito a uma cortesia para criança de até 12 anos.

Jardim Botânico de São Paulo: ingresso antecipado por R$ 19,90, com direito a uma cortesia para criança de até 12 anos.

Simba Safari: ingresso antecipado por R$ 89,90, com direito a uma cortesia para criança de até 12 anos.

Combo de cinco atrações: Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo, de R$ 379,50 por R$ 179,90 na compra antecipada, com direito a uma cortesia para criança de até 12 anos.

Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada até as 16h. Aos sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 18h, com acesso até as 17h.

Endereços:

Zoológico de São Paulo: Avenida Miguel Estéfano, 4.241, Água Funda, São Paulo.

Jardim Botânico de São Paulo: Avenida Miguel Estéfano, 3.031, Água Funda, São Paulo.


Pets viram aliados no desenvolvimento de crianças atípicas no Brasil

Às vésperas do Dia das Crianças, em 12 de outubro, veterinária do Pet de TODOS orienta famílias sobre a convivência segura entre crianças e animais e sobre a decisão de levar um pet para casa

 

A convivência diária com cães, gatos e outros animais de estimação pode contribuir para o desenvolvimento emocional e social das crianças, com estímulo à responsabilidade, à empatia e à rotina. O tema ganha espaço entre famílias de crianças com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA), que buscam nos animais apoio para a socialização e a comunicação. Às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a médica-veterinária Haltiane Alves, do Pet de TODOS, orienta os pais sobre como preparar a casa, a criança e o animal para essa convivência.

Crianças que conviveram de forma contínua com pequenos animais, como peixes e roedores, desde o primeiro ano de vida apresentaram menos problemas emocionais aos 7 e 8 anos, de acordo com estudo com 1.893 famílias espanholas publicado em outubro de 2025 no World Journal of Pediatrics. Os autores ressaltam que o resultado indica associação, e não relação de causa, e que o perfil de cada família e a forma como o animal é introduzido na casa influenciam o efeito.

No Brasil, o diagnóstico de autismo é mais frequente justamente na infância. A faixa de 5 a 9 anos concentra a maior prevalência, com 3,8% dos meninos e 1,3% das meninas diagnosticados, conforme os resultados do Censo 2022 sobre pessoas com deficiência e autismo, divulgados pelo IBGE em maio de 2025. O país soma 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população.

A terapia assistida por animais também avança na pauta pública. Projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe incluir a prática no SUS, em atendimentos supervisionados por profissionais de saúde e no uso de animais de serviço treinados para pessoas com deficiência.


Rotina, responsabilidade e afeto

“Cuidar de um animal ensina a criança a perceber a necessidade do outro. Encher o pote de água, participar do passeio e respeitar o momento de descanso do pet são tarefas simples que trabalham responsabilidade, paciência e empatia”, afirma a médica-veterinária Haltiane Alves, do Pet de TODOS.

A veterinária recomenda que as tarefas sejam divididas de acordo com a idade e sempre com supervisão de um adulto. “A criança pequena pode ajudar a escovar o pelo ou a guardar os brinquedos do animal. As mais velhas já conseguem acompanhar o horário da ração e das vacinas. O adulto continua responsável pelo animal, e a criança participa”, diz.


Crianças com deficiência

Para crianças com deficiência ou com TEA, a presença do animal pode ajudar na interação com a família e com outras crianças, mas a escolha exige mais atenção. “Cada criança reage de um jeito. Algumas têm sensibilidade a barulhos, ao toque ou a movimentos bruscos, e isso precisa ser considerado na escolha do porte, da idade e do temperamento do animal. A convivência em casa também não substitui em nenhuma hipótese o acompanhamento terapêutico, que deve seguir com os profissionais responsáveis”, orienta Haltiane.

Pai de Moisés, de 8 anos, que é autista, Fernando Videira vive essa rotina dentro de casa com o vira-lata Rufo. Ele conta como a presença do animal entrou no dia a dia da família.

“O Moisés tem o tempo dele para se aproximar das coisas. Com o Rufo não foi diferente, e a gente respeitou isso. No começo ele só observava de longe, depois passou a chegar perto, e hoje o animal faz parte da rotina dele”, conta Fernando.

“Cada criança autista é diferente, e o que funciona na nossa casa pode não funcionar em outra. Para nós, ajudou ter horários, ter um espaço do animal e ter um adulto sempre por perto. O pet não substitui a terapia do Moisés, é mais uma companhia que ele tem em casa”, afirma o pai.


Saúde do pet, saúde da criança

A convivência próxima pede atenção redobrada à saúde do animal. Vacinas em dia, vermifugação regular, controle de pulgas e carrapatos e consultas de rotina reduzem o risco de transmissão de doenças entre o pet e a família. “Crianças levam as mãos à boca com frequência e brincam no chão, perto do animal. Manter o pet vermifugado e vacinado e ensinar a criança a lavar as mãos depois de brincar são medidas simples que protegem os dois”, afirma a veterinária.

Haltiane também recomenda observar sinais de estresse no animal, como orelhas para trás, rabo entre as pernas, rosnados ou tentativas de se esconder. “O animal precisa ter um espaço só dele, onde a criança aprende a não mexer. Esse cuidado evita mordidas e arranhões e deixa a relação mais tranquila para todos”, diz.


Pet de presente

O Dia das Crianças costuma trazer o pedido de um animal de presente. A orientação da veterinária é que a decisão seja da família, e não apenas da criança, e que leve em conta o espaço da casa, o tempo disponível e os custos com alimentação, vacinas e acompanhamento veterinário ao longo de toda a vida do animal. “A adoção é um bom caminho, desde que a família esteja preparada. O animal não é um brinquedo que pode ser deixado de lado quando a novidade passa”, afirma Haltiane.


Cuidado que cabe no orçamento

O Pet de TODOS oferece planos de benefícios pet a partir de R$ 29,90 por mês, com consultas veterinárias ilimitadas com clínico geral e acesso a mais de 100 procedimentos, entre vacinas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias, internação e medicamentos, além de descontos em produtos e serviços. Cada unidade reúne clínica veterinária, centro cirúrgico, banho e tosa, pet shop e farmácia no mesmo endereço.


Dia das Crianças reforça mudanças na relação dos pequenos com a moda

Coleção Verão 2027 da King&Joe Play
Crédito: Rhoney Persike
Da moda adulta ao guarda-roupa infantil: como as tendências estão influenciando o estilo das crianças


A moda infantil está cada vez mais conectada às referências que circulam no universo adulto. Modelagens mais amplas, tons neutros, peças casuais e elementos do streetwear passaram a integrar o guarda-roupa dos pequenos, adaptados à rotina e às necessidades próprias da infância.

O movimento ganha relevância em um período importante para o varejo. Segundo projeção da Associação Brasileira de Inteligência de Mercado e Comércio Eletrônico (ABIACOM), o Dia das Crianças deve movimentar R$ 10,16 bilhões no e-commerce brasileiro em 2026.

Mais do que reproduzir tendências, essa aproximação revela uma mudança na relação das crianças com o próprio estilo. O contato com redes sociais, vídeos e outros conteúdos digitais amplia o repertório e faz com que meninos e meninas desenvolvam preferências próprias, participando cada vez mais das decisões sobre o que vestir.

Para Flávio Gonssa, CMO da King&Joe Play, a influência da moda adulta sobre o universo infantil não significa simplesmente reproduzir tendências em versões menores. “As crianças estão expostas a diferentes referências e isso naturalmente influencia suas escolhas. O desafio é entender quais elementos fazem sentido para esse universo e adaptá-los sem perder características fundamentais da infância, como conforto, liberdade de movimento e praticidade”, afirma.

Essa participação também modifica a dinâmica de compra dentro das famílias. Enquanto pais e responsáveis costumam considerar fatores como qualidade, durabilidade, conforto e versatilidade, as crianças demonstram maior interesse por estética, identificação e personalidade.

“O processo de escolha ficou mais participativo. A roupa precisa atender às necessidades dos pais, mas também faz sentido para quem vai usá-la. Esse equilíbrio ajuda a explicar por que a moda infantil está incorporando referências mais diversas, sem deixar de lado as características próprias dessa fase”, explica Flávio.

A consequência é um guarda-roupa infantil mais conectado a diferentes estilos e ocasiões, em que referências de moda passam a conviver com as demandas práticas da rotina. Escola, passeios, momentos de lazer e encontros familiares deixam de ser necessariamente separados por códigos tão rígidos de vestimenta.

Com a proximidade do Dia das Crianças, em 12 de outubro, esse movimento ganha ainda mais visibilidade. A data não apenas impulsiona o consumo, mas também evidencia uma geração que participa cada vez mais das decisões relacionadas à própria imagem e encontra na moda uma das formas de expressar preferências e personalidade.

 

AKR Brands


De princesa a super-herói: como conservar as fantasias infantis por mais tempo

Imagem gerada por Inteligência Artificial
Especialista têxtil da 5àsec explica como preservar tecidos, acessórios e adereços para que as peças possam ser reutilizadas em diferentes ocasiões


Vestidos de princesa, capas de super-heróis, máscaras, asas e roupas inspiradas nos personagens favoritos. No universo infantil, uma fantasia pode transformar uma simples brincadeira em uma grande aventura. E, com a chegada do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, essas peças ganham ainda mais espaço nas comemorações escolares, festas temáticas e momentos de diversão em família. Mas, depois que a brincadeira termina, como conservar os trajes para que continuem fazendo parte da infância dos pequenos?

Diferentemente das roupas convencionais, muitas fantasias são confeccionadas com tecidos delicados, fibras sintéticas e elementos decorativos, como tule, paetês, pedrarias, bordados e aplicações coladas. Há ainda modelos que acompanham acessórios de plástico, EVA, papel, penas e outros materiais que exigem atenção especial. Sem os cuidados adequados, esses detalhes podem se desprender, deformar ou perder suas características originais, comprometendo a reutilização das peças.

Segundo Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec, maior rede de lavanderias premium do Brasil, alguns cuidados simples ajudam a preservar as fantasias por mais tempo, permitindo que sejam utilizadas em outras datas comemorativas, brincadeiras e até aproveitadas por irmãos ou outras crianças. “Uma fantasia vai muito além da roupa. Muitas vezes, ela reúne diferentes materiais, aplicações e acessórios que precisam ser preservados individualmente. O primeiro passo é observar as características de cada peça, consultar as orientações da etiqueta e verificar se há algum detalhe que necessita de atenção. Esses cuidados fazem diferença para manter a aparência e a durabilidade dos trajes”, explica.

Para ajudar as famílias a conservarem as fantasias infantis, a especialista reúne seis orientações que podem fazer parte da rotina após as brincadeiras.


1. Atenção aos tecidos e materiais delicados

Nem toda fantasia é feita para resistir ao mesmo tipo de manuseio. Modelos com tule, cetim, paetês, lantejoulas, bordados e pedrarias exigem atenção redobrada, especialmente nas regiões com aplicações e costuras mais frágeis. Evite puxar, esfregar ou dobrar excessivamente esses detalhes, pois isso pode provocar deformações e desprendimento dos enfeites. Já fantasias confeccionadas artesanalmente com EVA, papel crepom e outros materiais escolares precisam ser preservadas do contato com líquidos, a umidade e de movimentos que possam rasgar ou amassar sua estrutura.


2. Pequenos acidentes merecem atenção imediata

Doces, sucos, maquiagem infantil, tinta e outros elementos fazem parte das comemorações, mas também podem deixar marcas nas fantasias. Caso aconteça algum acidente, a recomendação é retirar cuidadosamente o excesso do produto com um pano branco, limpo e seco, sem esfregar ou espalhar os resíduos. Também é importante evitar receitas caseiras e produtos improvisados, que podem provocar desbotamento, danificar as fibras ou comprometer as aplicações. Manchas mais persistentes devem ser avaliadas por um profissional especializado.


3. Preserve os adereços e evite fontes de calor

Asas, coroas, máscaras, varinhas, capas e outros acessórios ajudam a compor os personagens, mas também estão entre os itens mais suscetíveis a danos. Materiais como plástico, EVA, penas e aplicações fixadas com cola podem deformar ou perder a estrutura quando expostos ao calor excessivo. Por isso, mantenha as fantasias e seus complementos longe da incidência direta do sol, de ferros de passar e de outras fontes de calor. Outra dica é evitar colocar objetos pesados sobre acessórios que possuem formatos estruturados, como coroas, chapéus e asas.


4. Faça uma inspeção depois de cada brincadeira

Antes de guardar a fantasia, reserve alguns minutos para conferir seu estado de conservação. Observe se há costuras abertas, botões frouxos, zíperes danificados ou aplicações começando a se desprender. Pequenos reparos realizados logo após o uso ajudam a evitar que o problema se agrave. No caso de fantasias com pedrarias, botões ou outros enfeites pequenos, a atenção deve ser ainda maior, especialmente quando utilizadas por crianças menores, devido ao risco de desprendimento e ingestão acidental.


5. Cada fantasia precisa de um espaço adequado

Guardar todas as peças juntas e de maneira apertada pode comprometer a aparência dos trajes. O ideal é reservar um espaço específico no armário e, sempre que possível, utilizar capas ou sacos de TNT, que ajudam a proteger os tecidos sem impedir a circulação de ar. Vestidos volumosos e fantasias com saias de tule não devem ficar excessivamente comprimidos, enquanto acessórios estruturados, como máscaras e chapéus, podem ser acomodados em caixas individuais. Modelos com penas também precisam de espaço suficiente para evitar que os detalhes sejam amassados.


6. Não esqueça das fantasias depois de guardá-las

Como geralmente são utilizadas em ocasiões específicas, as fantasias podem permanecer meses dentro do armário. Entretanto, o armazenamento prolongado sem os devidos cuidados favorece o surgimento de odores, manchas e mofo, principalmente quando há resíduos de suor, alimentos ou maquiagem. A orientação é guardar as peças somente depois de receberem os cuidados de conservação adequados e, a cada três meses, retirá-las do armário para arejar em um ambiente ventilado e protegido da luz solar direta. Também vale conferir periodicamente as condições dos acessórios e das aplicações.

“Com alguns cuidados, é possível prolongar a vida útil das fantasias e permitir que elas acompanhem diferentes fases da infância. Além de representar uma economia para as famílias, preservar essas peças também incentiva o reaproveitamento. Quando houver manchas antigas, sinais de amarelamento ou dúvidas sobre a conservação de materiais delicados, a recomendação é procurar uma lavanderia especializada, que poderá avaliar o tratamento mais adequado para cada item”, finaliza Marinês.

 

5àsec


Manchas, tecidos delicados e lavagens frequentes: os cuidados com os itens das crianças

 

Do tênis ao urso de pelúcia, diferentes materiais exigem atenção na higienização, e a lavanderia profissional pode ajudar a evitar danos às peças

 

Brincadeiras, refeições, atividades escolares e passeios fazem parte da rotina das crianças e deixam marcas em roupas e objetos que as acompanham diariamente. Com a proximidade do Dia das Crianças, a forma de higienizar esses itens merece atenção: recorrer a uma lavanderia profissional pode ser uma alternativa para garantir que cada peça receba o tratamento adequado, especialmente diante do uso intenso e das lavagens frequentes. 

Roupas, tênis, mochilas, ursos de pelúcia, tapetes e cortinas dos quartos infantis estão sujeitos a diferentes tipos de sujeira e desgaste. Apesar de fazerem parte do mesmo universo da infância, cada um desses itens possui características próprias e, por isso, não deve necessariamente receber o mesmo tratamento. “Antes de definir o processo de higienização, é preciso avaliar o material, a composição, a estrutura e os acabamentos presentes no item. A mancha, por si só, não determina o cuidado necessário”, explica André Belarmino, CEO da Maria Lavadeira. 

Para entender essa diferença, é importante separar dois conceitos: fibra e tecido. A fibra é a matéria-prima utilizada na fabricação do material têxtil, enquanto o tecido é formado a partir da combinação e da estruturação dessas fibras. Algodão, lã, linho, poliéster e poliamida, por exemplo, apresentam características diferentes e podem reagir de maneiras distintas à umidade, ao calor, à fricção e aos produtos utilizados na higienização. 

Além disso, é comum que um mesmo item reúna diferentes materiais. Um tênis pode combinar tecido, borracha, espuma e componentes sintéticos; uma mochila pode ter tecido, revestimento, zíperes e aplicações; e um urso de pelúcia pode apresentar materiais distintos na parte externa, no enchimento e nos detalhes. As roupas também podem misturar fibras naturais e sintéticas, além de estampas, bordados e outros acabamentos. 

Essa variedade ajuda a explicar por que um processo inadequado pode causar problemas que vão além de uma mancha que não saiu. Dependendo do material, a higienização pode provocar alteração de cor, deformação, encolhimento, desgaste ou comprometimento da textura e do acabamento. 

A frequência de uso também merece atenção. Roupas infantis costumam passar por lavagens constantes, enquanto outros itens, como tênis, mochilas e bichos de pelúcia, são utilizados repetidamente e ficam expostos a diferentes situações ao longo da rotina. Já tapetes e cortinas permanecem por mais tempo nos ambientes das crianças e também acumulam sujeira. 

Para Belarmino, recorrer a uma lavanderia profissional pode ser uma alternativa para quem busca manter esses itens em boas condições. “Quando o objetivo é preservar a peça, é importante não tratar todos os itens da mesma maneira. Na lavanderia profissional, conseguimos avaliar as características de cada um e definir o processo mais adequado para sua higienização, reduzindo o risco de danos”, afirma. No universo infantil, em que roupas e objetos são constantemente submetidos a brincadeiras, manchas e uso intenso, contar com uma avaliação profissional pode ajudar a escolher o tratamento mais adequado para cada peça.
 

 

Grupo Maria

 

Dia das Crianças: como garantir o equilíbrio nutricional dos filhos entre a casa e a escola

Escola é um dos ambientes mais privilegiados para a educação alimentar dos pequenos, explica nutricionista do Colégio Santa Catarina de Petrópolis


Com a proximidade do Dia das Crianças, o cuidado com a saúde e o bem-estar dos pequenos ganha destaque, e a alimentação saudável se consolida como um dos melhores presentes para o seu desenvolvimento. Segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), adolescentes de escolas que regulamentam a oferta de alimentos ultraprocessados tendem a consumir menos esses produtos, inclusive fora do ambiente escolar. Publicado na revista Reports in Public Health, o estudo aponta que a regulamentação pode atuar como um fator de proteção à saúde das crianças e dos adolescentes. Em contrapartida, a maior disponibilidade de alimentos ultraprocessados e industrializados nas cantinas escolares está diretamente associada ao aumento do consumo desses produtos. 

De acordo com a nutricionista do Colégio Santa Catarina de Petrópolis, Maria Izabel de Souza Taboada, os pais devem estar atentos não só ao ensino, mas também à alimentação, na hora de escolher uma escola para seus filhos. “É fundamental procurar saber se a escola possui um nutricionista responsável pela alimentação, entendendo se o cardápio garante a oferta diária de hortaliças e frutas e se restringe a oferta de alimentos ultraprocessados. Já em colégios que possuem cantinas, é importante procurar saber se elas seguem a legislação para cantinas escolares, prevista no decreto nº 11.821, de 12 de dezembro de 2023”, afirma a especialista. 

O colégio, ambiente em que crianças e adolescentes passam constantemente a maior parte dos seus dias, está atrelado à educação da criança em diversos níveis, indo muito além do conteúdo das aulas de português, matemática etc. É na escola que também se aprende a comer, indicam os resultados do estudo da USP. Além dessa questão estrutural, no entanto, como os pais podem garantir o devido cuidado nutricional na escola para os pequenos? 

Em termos nutricionais, devem ser priorizados alimentos frescos, refeições equilibradas em nutrientes essenciais, além da redução gradual da oferta de açúcar e gordura. Atentando-se, claro, para oferecer os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças, com quantidades adequadas de ferro, cálcio, vitaminas A e C, além dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios). 

Segundo a nutricionista, a alimentação mais adequada busca o equilíbrio nutricional e a harmonia entre quantidade, qualidade, variedade, moderação e prazer. “Por meio dos marcadores de consumo alimentar obtidos, foi possível identificar o alto consumo de alimentos ultraprocessados em muitas famílias. Isso reforça a necessidade de oferecer alimentos mais naturais e frescos nas escolas”, completa Maria Izabel. Não é incomum perceber, portanto, que diversas crianças comem melhor no colégio do que em casa. As escolas têm um papel fundamental na educação alimentar das crianças brasileiras, ainda mais no caso de quem estuda em horário integral.

“No Colégio Santa Catarina, estima-se a oferta de até 70% das necessidades nutricionais da criança. A educação infantil recebe café da manhã, colação, almoço, lanche/colação e jantar. Já o ensino fundamental recebe café da manhã, colação, almoço e lanche. A alimentação é bem variada, com oferta de 2 porções de fruta, legumes e verduras todos os dias, leite e iogurte, além de bolos e pães caseiros. Isso sem contar o arroz e feijão, que formam uma combinação bem rica em nutrientes”, conclui a nutricionista.

 

Dia das Crianças: como montar um prato equilibrado sem deixar de lado os alimentos que os pequenos gostam

 


Nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil explica como combinar diferentes grupos alimentares e tornar as refeições mais variadas e nutritivas
 

O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, costuma ser marcado por passeios, brincadeiras e refeições fora da rotina dos pequenos. Porém, a data também pode ser uma oportunidade para apresentar novos sabores e incentivar hábitos alimentares equilibrados desde cedo. Para isso, não é necessário ter um cardápio restritivo. De acordo com a nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, Claudia Mulero, a orientação é buscar variedade e equilíbrio ao longo das refeições. 

“Uma alimentação equilibrada para as crianças não precisa ser sinônimo de restrição. O mais importante é oferecer variedade, respeitar os sinais de fome e saciedade e aproveitar as refeições para apresentar diferentes alimentos e preparações. Em datas comemorativas, como o Dia das Crianças, os alimentos mais indulgentes também podem fazer parte da rotina, desde que inseridos esporadicamente e não passem a ser consumidos em excesso”, explica Claudia. 

Na hora de montar o prato, uma estratégia simples é combinar diferentes grupos de alimentos. Legumes e verduras podem ocupar uma parte importante da refeição, acompanhados por fontes de carboidratos, como arroz, batata ou massas, e proteínas, presentes em carnes, frango, peixes, ovos ou leguminosas, por exemplo o feijão. Frutas também podem aparecer como sobremesa ou nos lanches ao longo do dia.

Para entender melhor esta questão, a nutricionista da Água Doce separou sete dicas para montar um prato equilibrado para os pequenos.
 

Comece escolhendo uma fonte de proteína

Frango, carne bovina ou suína, peixe e ovos são algumas opções para a refeição. Para variar o cardápio, também é possível incluir preparações com feijão, lentilha, grão-de-bico e outras leguminosas. Uma ideia prática é escolher primeiro a proteína e, a partir dela, definir os demais acompanhamentos.

 

Acrescente um carboidrato

Arroz, batata, mandioca, macarrão, milho e outros alimentos desse grupo podem fazer parte do prato. Uma combinação tradicional, como arroz e feijão com frango e legumes, por exemplo, já reúne diferentes grupos alimentares em uma única refeição.

 

Inclua legumes e verduras de diferentes cores

Cenoura, abobrinha, beterraba, brócolis, abóbora, tomate, folhas e outros vegetais podem aparecer crus ou cozidos, de acordo com a preferência da criança. Variar as cores também é uma maneira simples de apresentar novos alimentos e deixar o prato mais atrativo. Além disso, é possível fazer composições divertidas e cheia de cores com cortadores diferenciados, deixando o momento mais lúdico para os pequenos que têm resistência em provar novos alimentos.

 

Use o feijão como aliado

Presente no prato de muitas famílias brasileiras, o feijão combina com arroz e pode acompanhar carnes, ovos e vegetais. Além de variar a composição da refeição, é uma forma de incluir leguminosas na alimentação cotidiana. Há vários tipos que podem ser utilizados, como o carioca, preto, vermelho, rafado, fradinho, bolinha e outros.

 

Pense em combinações que a criança já conhece

Para quem tem resistência a determinados alimentos, uma estratégia pode ser aproximar o ingrediente novo de algo que já faz parte da rotina. Arroz, feijão, frango e cenoura, por exemplo, podem ser uma opção para introduzir um vegetal. Já uma batata assada pode acompanhar uma proteína que a criança costuma aceitar.

 

Não é preciso eliminar os alimentos preferidos

Pizza, hambúrguer, batata frita, doces e sobremesas podem aparecer em momentos de lazer e comemoração. O cuidado está em não transformar esses alimentos na base da alimentação cotidiana. No Dia das Crianças, por exemplo, é possível aproveitar a sobremesa ou o doce preferido e manter as demais refeições mais balanceadas e saudáveis.

 

Observe a fome e a saciedade da criança

A quantidade que um pequeno come pode variar de uma refeição para outra. Por isso, mais importante do que obrigá-lo a terminar o prato é observar os sinais de fome e saciedade e oferecer opções variadas, permitindo que ele participe da escolha e conheça diferentes alimentos.

 

A especialista também dá dicas de algumas combinações para colocar a ideia em prática:

  • Arroz + feijão + frango grelhado + cenoura e brócolis
  • Arroz + feijão + carne bovina + abóbora
  • Batata assada + peixe + legumes
  • Macarrão com molho de tomate + carne moída + vegetais
  • Arroz + feijão + omelete + salada ou legumes

“Mais do que montar o prato perfeito, o objetivo é construir uma relação positiva com a comida. Uma refeição pode ser simples e, ainda assim, ser nutritiva por reunir diferentes grupos alimentares. O arroz, o feijão, uma proteína e legume, por exemplo, já formam uma combinação bastante completa. Aos poucos, os alimentos podem ser alternados para ampliar a variedade”, finaliza a nutricionista da Água Doce.


Colágeno no drinque funciona? Médica explica o que acontece quando o suplemento encontra o álcool



“A combinação parece moderna e saudável, mas o detalhe mais importante não aparece no nome do drinque”, afirma a dermatologista Joana Petito Magnavita

 

Receitas de gin tônica, spritz, coquetéis com vodca e até espumante começaram a incorporar um ingrediente normalmente associado aos cuidados com a pele: o colágeno. Em cardápios, eventos e vídeos nas redes sociais, o pó é acrescentado às bebidas como um atrativo de beleza. Mas o que realmente acontece quando ele é consumido junto com o álcool?

O nome no cardápio não revela qual tipo de colágeno entrou na receita, quanto foi adicionado à taça nem se aquela quantidade teria alguma relevância. De acordo com a dermatologista Joana Petito Magnavita (CRM 5287826-0), da Harmonize Gold, também não é correto afirmar que o álcool simplesmente destrói o ingrediente. “O colágeno não desaparece quando é colocado na bebida. O problema é imaginar que a presença dele transforma aquele coquetel em suplementação ou garante algum resultado para a pele”, explica.

Não existe uma dose padronizada de colágeno para coquetéis alcoólicos. Como referência, a Anvisa só autoriza a alegação de auxílio à manutenção da saúde da pele em suplementos que forneçam, na recomendação diária, pelo menos 2,5 gramas de peptídeos bioativos de colágeno hidrolisado com peso molecular médio de 2 kDa. A regra vale para suplementos e não significa que acrescentar a mesma quantidade a uma bebida alcoólica produza o benefício esperado. Sem a identificação do peptídeo, a dose e a regularidade de consumo, a palavra “colágeno” diz pouco sobre o possível efeito da receita.

Mesmo quando o ingrediente está presente em quantidade informada, a ingestão não se compara ao bioestímulo realizado na pele. Pela via oral, o colágeno é digerido e seus peptídeos são distribuídos pelo organismo; no procedimento, a resposta é provocada diretamente na região tratada. “Uma taça ocasional não reproduz as condições de uma suplementação estudada e muito menos a ação localizada de um bioestimulador. É um drinque alcoólico com colágeno, não um tratamento de beleza servido em uma taça”, conclui.

 

Créditos: iStock | @harmonizegoldoficial | @drajoanapetito | CO ASSESSORIA

 

Há diferença nutricional entre ovos brancos e marrons? Dia Mundial do Ovo ajuda a esclarecer essa e outras dúvidas

Especialista da MSD Saúde Animal detalha curiosidades sobre o alimento tão versátil e presente na mesa dos brasileiros

 

Celebrado na segunda sexta-feira de outubro (9), o Dia Mundial do Ovo é uma oportunidade para conhecer melhor o alimento e esclarecer dúvidas sobre sua produção. Reconhecido como uma importante fonte de proteína e nutrientes essenciais, sua presença na mesa do brasileiro é popular. Segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo de ovos no Brasil deve atingir a marca recorde de 301 unidades por habitante em 2026. No ano passado, o consumo per capita foi de 288, e foram produzidas 62.2 bilhões de unidades. 

“Do café da manhã ao jantar, o ovo está presente na mesa dos brasileiros, combinando sabor, praticidade e uma importante contribuição nutricional para pessoas de todas as idades. Como protagonista de milhões de refeições todos os dias, ele também desperta a curiosidade dos consumidores, que buscam compreender melhor seus benefícios para a saúde, sua composição nutricional e todo o cuidado envolvido em sua produção”, diz o médico-veterinário Gustavo Perdoncini, coordenador de marketing da unidade de negócio de Avicultura da MSD Saúde Animal. 

Para esclarecer algumas das principais dúvidas, o médico-veterinário separou curiosidades sobre a produção de aves e as características dos ovos:
 

O que muda com a cor da casca? Ovos brancos e marrons têm o mesmo valor nutricional. No geral, as aves com penas marrons produzem ovos com tons de coloração marrom, e as aves brancas produzem ovos brancos. Outras colorações das cascas podem ser observadas e estão relacionadas principalmente à genética das aves.
 

Por que a coloração das gemas varia entre o amarelo e o alaranjado? A coloração da gema é uma das características que mais chamam a atenção dos consumidores. Enquanto algumas apresentam um tom amarelo claro, outras podem ser intensamente alaranjadas. Essa diferença está relacionada principalmente à alimentação das aves, especialmente à presença de pigmentos naturais encontrados em ingredientes como milho, páprica e extratos vegetais utilizados nas rações. 

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, uma gema mais escura não significa, necessariamente, que o ovo seja mais nutritivo. A tonalidade está muito mais associada à dieta da galinha do que ao valor nutricional do alimento. 

"Essa é uma das curiosidades que mais chamam a atenção dos consumidores. A cor da gema é definida principalmente pela alimentação das aves e não deve ser utilizada como indicador isolado de qualidade ou valor nutricional do ovo", explica Gustavo.
 

O ovo é um dos alimentos mais completos? Exatamente. O ovo é considerado uma potência nutricional. Ele contém vitaminas A, D, E e K, além de minerais como ferro, zinco e selênio. Também é uma das poucas fontes naturais de vitamina D. Além disso, é um alimento que pode compor diversas receitas.
 

O ovo produzido pela galinha vai direto para o consumidor? Antes de chegar ao prato do consumidor, o ovo passa por um rigoroso processo produtivo. Os cuidados na produção de ovos iniciam no alojamento das aves, nas granjas, com atenção para o ambiente, a alimentação, as instalações, o bem-estar e a biosseguridade das galinhas. 

Já a coleta dos ovos é realizada diariamente, por meio de sistemas automatizados ou manuais. Após essa etapa, os ovos são enviados para unidades de beneficiamento, onde passam por um processo de classificação, acondicionamento, rotulagem e, por fim, expedição até chegar aos locais onde serão comercializados. 

“A MSD Saúde Animal acompanha os parceiros em todas as etapas de produção para dar suporte e melhorar cada vez mais os processos, permitindo melhores práticas, mais produtividade e bem-estar animal”, ressalta Gustavo. 



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