Campanha reforça a importância do
aleitamento materno exclusivo até os seis meses
Embora seja um processo natural, o início da amamentação costuma
gerar dúvidas, especialmente entre as mães de primeira viagem
. Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
A campanha Agosto Dourado, criada em 1992 pela
Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA), chama a atenção para a
importância do aleitamento materno como um dos principais fatores para a saúde
infantil. Considerado o alimento mais completo para os bebês, o leite materno
deve ser a única fonte de alimentação até os seis meses de vida, conforme
recomendam a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Apesar
dos avanços registrados nas últimas décadas, o Brasil ainda busca ampliar os
índices de amamentação exclusiva, que chegaram a 45,8% entre crianças de até
seis meses, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani).
Benefícios da amamentação
Além de fornecer todos os nutrientes necessários para
o desenvolvimento do bebê, o leite materno fortalece o sistema imunológico,
reduz o risco de infecções respiratórias, diarreias, alergias, obesidade,
hipertensão e diabetes, além de favorecer o desenvolvimento cognitivo e o
vínculo entre mãe e filho. Para a mulher, a amamentação também traz benefícios
importantes, como auxílio na recuperação pós-parto e redução do risco de
desenvolver câncer de mama e de ovário.
Segundo Livian Rohrbacher Kozoski, enfermeira e
consultora em amamentação no Gestar Bem, programa integrante do Priori, da
Paraná Clínicas, o aleitamento representa muito mais do que uma fonte de
nutrição. "A amamentação é fundamental para a nutrição do bebê e
reconhecida na criação de vínculo entre a mãe e a criança. O leite materno é
frequentemente chamado de 'a primeira vacina' do bebê, pois oferece proteção
contra diversos tipos de doenças, tanto na infância quanto na vida adulta e os
benefícios se estendem também à mãe."
A especialista destaca ainda que, para o bebê, os
benefícios vão muito além do fornecimento de nutrientes, impactando diretamente
a imunidade, o desenvolvimento físico e neurológico e a saúde ao longo da vida.
Já para a mãe, a amamentação favorece a recuperação do pós-parto e contribui
para a prevenção de doenças futuras.
Durante o atendimento no programa Gestar Bem, as mães
recebem orientações sobre a pega correta do bebê, posição adequada durante as
mamadas, livre demanda, sinais de que a amamentação está sendo eficaz e
cuidados com as mamas para prevenir complicações, como fissuras e ingurgitamento
mamário.
A especialista explica que pequenos ajustes na forma
como o bebê é posicionado podem fazer toda a diferença para evitar dor e garantir
uma alimentação eficiente. "Uma pega correta reduz o risco de fissuras,
melhora a transferência do leite e proporciona mais conforto tanto para a mãe
quanto para o bebê. Também orientamos sobre diferentes posições para amamentar,
respeitando a realidade e o conforto de cada mulher."
Primeiros dias
Embora seja um processo natural, o início da
amamentação costuma gerar dúvidas, especialmente entre as mães de primeira
viagem. Uma das principais preocupações é saber se o leite materno é suficiente
para alimentar o bebê, insegurança que pode ser reduzida com orientação
adequada e acompanhamento profissional.
"A maior dúvida das mães de primeira viagem é se
o leite materno é suficiente. Por isso, aprender a identificar se a mamada está
sendo efetiva traz mais segurança para essa fase", explica Livian. A
profissional ressalta que o começo da amamentação pode ser desafiador, mas que,
com as orientações corretas, o processo se torna mais leve, confortável e
prazeroso para mãe e bebê. Entre as principais recomendações está observar a
pega correta. "O bebê deve ficar com a boca bem aberta, em formato de
'boca de peixinho', com o queixo encostado no seio, o nariz livre para respirar
e o corpo bem alinhado, tudo isso sem causar dor à mãe."
Se durante a amamentação o bebê estiver fazendo
barulhos, como, por exemplo, sons de estalos, é sinal de que ele pode estar
engolindo ar. Em situações como essa, segure o bebê junto ao colo, na posição
vertical, para que ele não tenha desconforto e para que a mamãe consiga avaliar
se a pega na mama está adequada.
Paraná Clínicas

