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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mitos e verdades sobre a luz azul

 Especialista alerta que o verdadeiro impacto do excesso de telas está no cansaço visual, no ressecamento dos olhos e no aumento da miopia infantil

 

Quem nunca ouviu que usar celular no escuro "estraga a visão" ou que as lentes com filtro de luz azul são indispensáveis para proteger os olhos? Apesar de amplamente difundidas, essas afirmações não encontram respaldo nas evidências científicas atuais. 

Segundo o oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho, da clínica Alpha Oftalmologia Avançada, boa parte das preocupações relacionadas à luz azul emitida por celulares, computadores e tablets surgiu a partir de estudos laboratoriais realizados em condições muito diferentes da exposição cotidiana. 

"O debate sobre a luz azul acabou desviando a atenção do que realmente importa", enfatiza o médico. "Hoje sabemos que o maior impacto do uso excessivo de telas está relacionado ao cansaço visual, ao ressecamento dos olhos, às alterações do sono quando usamos dispositivos próximo ao horário de dormir e, nas crianças, ao aumento da miopia associado ao excesso de atividades de perto e à pouca exposição à luz natural", observa. 

A luz azul faz parte da luz visível e está presente naturalmente na luz solar, principal fonte de exposição. Embora também seja emitida por celulares, computadores, tablets, televisores e lâmpadas de LED, a intensidade proveniente desses equipamentos é muito inferior à recebida durante atividades ao ar livre. 

Dr. Rodrigo ressalta que, até o momento, não existem evidências científicas consistentes de que a luz azul emitida pelas telas provoque danos permanentes à retina, aumente o risco de cegueira ou cause doenças como degeneração macular e catarata. 

"Grande parte das preocupações surgiu de experimentos que utilizaram intensidades de luz muito superiores às encontradas no uso normal de dispositivos eletrônicos. Esses resultados não podem ser extrapolados diretamente para a vida real", afirma.ro azul não é proteção obrigatória

Outra crença bastante comum envolve os óculos com filtro de luz azul. Comercializados como uma forma de proteger os olhos, eles não demonstraram eficácia na prevenção de doenças oculares. 

O Dr. Rodrigo esclarece que a literatura científica mostra que algumas pessoas podem perceber uma sensação subjetiva de conforto durante longos períodos em frente ao computador: “Mas isso é diferente de afirmar que o filtro protege a retina ou previne doenças. Essa associação não está comprovada". 

Se a luz azul não representa o principal risco, o comportamento diante dos dispositivos merece atenção. O médico salienta que durante atividades prolongadas em frente ao computador ou celular, a frequência das piscadas diminui cerca de 50%, favorecendo a evaporação da lágrima e provocando sintomas como olhos secos, ardor, vermelhidão, visão embaçada temporária, dor de cabeça e sensação de peso nos olhos. Além disso, manter o foco continuamente em objetos próximos exige esforço constante da musculatura ocular.

Para reduzir esses sintomas, o oftalmologista recomenda medidas simples e respaldadas pela ciência, como realizar pausas frequentes — seguindo a regra 20-20-20 (a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um objeto a aproximadamente seis metros de distância (ou seja, 20 pés) —, lembrar de piscar conscientemente, manter boa iluminação no ambiente, ajustar ergonomicamente a estação de trabalho e utilizar a correção adequada dos óculos quando necessária. "Essas medidas possuem muito mais respaldo científico do que o uso rotineiro dos filtros de luz azul", argumenta.

 

Crianças merecem atenção especial 

O oftalmologista destaca que o grupo que mais preocupa atualmente são as crianças e adolescentes. Diferentemente do que muitos imaginam, o maior fator associado ao aumento da miopia não é a luz azul, mas o excesso de atividades de perto combinado à redução do tempo ao ar livre. 

Por isso, os pais devem estimular pausas durante o uso das telas, limitar o tempo de exposição conforme a idade, incentivar brincadeiras em ambientes externos e garantir boa iluminação durante as atividades.

 

Atente-se aos sinais 

Embora o desconforto visual provocado pelas telas costume melhorar com descanso, alguns sinais exigem avaliação médica. 

Dr. Rodrigo Carvalho salienta que sintomas persistentes, queda da visão, dor ocular intensa, visão dupla, flashes luminosos, aumento importante de moscas volantes, vermelhidão contínua e dores de cabeça frequentes associadas ao esforço visual podem indicar doenças que não têm relação direta com o uso de dispositivos eletrônicos. 

"A tecnologia faz parte da nossa rotina e não precisa ser encarada como inimiga. A mensagem mais importante é utilizá-la com equilíbrio, adotar hábitos saudáveis e manter consultas oftalmológicas periódicas. É isso que realmente contribui para preservar a saúde ocular", conclui.

 

Rodrigo T. de Campos Carvalho (CRM-SP107.838, RQE 37070) - médico formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, com residência em Oftalmologia pela Unicamp. Possui título de especialista pelo CNRM/MEC e pela Associação Médica Brasileira/Conselho Brasileiro de Oftalmologia, além de especialização em cirurgia refrativa pela USP. Atua há mais de duas décadas na área, com experiência clínica e cirúrgica, e é proprietário da Alpha Oftalmologia Avançada, em Campinas. Também desenvolve doutorado na área de cirurgia refrativa pela USP.


Alpha Oftalmologia Avançada
@dr_rodrigotccarvalho e site


A forma como você dorme pode estar piorando a dor no ombro

Freepik
Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo orienta como a posição ao dormir, além da escolha do travesseiro e do colchão, pode aliviar a sobrecarga na articulação e favorecer a recuperação

 

Acordar com dor no ombro ou perceber que o incômodo parece ainda maior logo pela manhã é uma queixa comum entre pessoas que convivem com problemas na articulação. Embora muitos associem o desconforto apenas ao esforço físico ou a lesões, um hábito rotineiro pode estar contribuindo para o problema a forma de dormir. A posição adotada durante o sono, assim como o colchão e o travesseiro utilizados, pode aumentar a sobrecarga sobre o ombro e dificultar a recuperação, especialmente quando já existe alguma lesão ou inflamação.

Durante o sono, o corpo permanece na mesma posição por um longo período, o que pode aumentar a pressão sobre músculos, tendões e outras estruturas do ombro. Dormir sobre o lado dolorido, por exemplo, tende a comprimir a articulação e agravar o desconforto. Além disso, um travesseiro muito alto ou muito baixo e um colchão que não oferece suporte adequado também podem alterar o alinhamento do corpo e favorecer a sobrecarga na região.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Dr. Eduardo Malavolta, a posição adotada durante o sono pode influenciar diretamente a intensidade dos sintomas e até mesmo o tempo de recuperação em alguns casos. “Quando o paciente já apresenta dor ou alguma lesão no ombro, permanecer por várias horas em uma posição que aumenta a pressão sobre a articulação pode intensificar o desconforto e dificultar a recuperação. Por isso, observar os hábitos de sono também faz parte do cuidado com a saúde do ombro”, explica.

Além da posição em que a pessoa dorme, a escolha do travesseiro e do colchão também merece atenção. O travesseiro deve manter a cabeça e o pescoço alinhados com a coluna, sem deixar o ombro elevado ou inclinado, enquanto o colchão precisa oferecer sustentação adequada ao corpo. Quando esses itens não proporcionam um bom alinhamento, podem aumentar a tensão sobre a articulação e contribuir para a persistência da dor, especialmente em quem já apresenta alguma lesão ou inflamação.

Embora alguns ajustes na rotina possam ajudar a aliviar o desconforto, a dor persistente no ombro não deve ser ignorada. "Quando o incômodo dura por vários dias, limita os movimentos, desperta a pessoa durante a noite ou vem acompanhado de perda de força, é importante procurar avaliação médica. Identificar a causa da dor e iniciar o tratamento adequado o quanto antes é fundamental para evitar a progressão do problema e preservar a qualidade de vida", conclui.



Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo - SBCOC

Uso incorreto de meias de compressão por conta própria pode garrotear a perna e piorar a circulação

Especialista alerta para os riscos de comprar o acessório sem medição milimétrica e prescrição médica, o que anula o efeito terapêutico e pode agravar quadros de insuficiência arterial silenciosa

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Sabe aquela sensação de perna pesada e cansada no fim do dia que faz muita gente ir direto à farmácia buscar uma solução rápida? O gesto parece inofensivo, mas esconde um risco sério para a saúde. Na tentativa de aliviar o inchaço, milhares de pessoas compram meias elásticas por conta própria, ignorando que o acessório é um tratamento terapêutico e não um item comum de vestuário. Quando usada sem a devida orientação profissional, essa meia que deveria ajudar o sangue a subir pode acabar funcionando como um verdadeiro torniquete, garroteando a perna e travando a circulação.

O grande erro da maioria das pessoas está em achar que qualquer compressão serve ou que basta escolher um modelo pela etiqueta de P, M ou G. Segundo o Dr. Henrique Abreu, o acessório precisa ser encarado com a mesma responsabilidade de um remédio prescrito. “Existe uma ideia errada de que o importante é apenas apertar. Se a pessoa compra um tamanho menor ou usa uma compressão inadequada, o tecido dobra atrás do joelho ou no tornozelo e cria uma barreira física na perna. Em vez de dar o impulso necessário para o sangue voltar ao coração, a meia acaba prendendo a circulação e piorando o inchaço”, conta.

O perigo se torna ainda mais crítico quando o paciente já tem algum problema vascular silencioso e nem desconfia, como a insuficiência arterial, condição em que as artérias estão estreitadas e o sangue já encontra extrema dificuldade para chegar até os pés. Nesses casos, estrangular a perna com um tecido elástico reduz dramaticamente a irrigação de oxigênio que os tecidos precisam para sobreviver. O resultado dessa combinação pode ser devastador, provocando dores insuportáveis, feridas de difícil cicatrização e, nos cenários mais graves, a necrose do membro.

Para garantir que o acessório cumpra seu papel sem colocar a vida em risco, o processo de escolha exige critérios rigorosos. É preciso utilizar uma fita métrica para medir o diâmetro do tornozelo, da panturrilha e o comprimento da perna, além de realizar exames clínicos para checar como está o fluxo sanguíneo. “A meia verdadeiramente terapêutica trabalha com compressão graduada: ela aperta com mais força na região do tornozelo e vai soltando a pressão suavemente à medida que sobe pela perna. Essa mecânica só funciona se a medida for exata. Fora disso, o paciente gasta dinheiro à toa e ainda expõe o corpo a complicações sérias”, explica o médico.

Esse alerta vale também para quem costuma comprar a meia por impulso para enfrentar voos de longa distância ou para usar durante treinos e corridas. Diante do surgimento frequente de sintomas como peso, dor, varizes ou inchaço persistente nos pés e tornozelos, a atitude mais segura é agendar uma consulta especializada antes de ir ao balcão da farmácia, garantindo um diagnóstico preciso sobre o que a sua circulação realmente precisa.

 

Fonte: Dr. Henrique Abreu | Especialista em Cirurgia Vascular
instagram: @dr.henrique.abreu

 

Primeira dentição segue sendo uma das fases mais delicadas da primeira infância, alerta especialista

Ao completar 50 anos, Camomilina® C ajuda a revisitar um momento universal da infância marcado por desconforto, dúvidas e mudanças na rotina das famílias 

 

Entre os muitos marcos do desenvolvimento infantil, poucos seguem tão presentes na memória das famílias quanto a chegada dos primeiros dentes. Irritabilidade, gengivas sensíveis, alterações no sono, aumento da salivação e desconforto fazem parte de uma fase que, apesar dos avanços da pediatria e do maior acesso à informação, continua sendo um dos momentos mais desafiadores da primeira infância.

Cinco décadas após o lançamento da Camomilina® C, marco que se completa neste ano, o medicamento da TheraSkin tradicionalmente associado ao alívio dos desconfortos da primeira dentição segue mostrando relevância no mercado. Dados da auditoria Close-Up de abril de 2026 apontam que, nos últimos 12 meses, a Camomilina® C registrou crescimento de 5,5% em faturamento, acima da média da categoria, que avançou 3,6% no período. 

O desempenho reforça como o tema da primeira dentição permanece atual e relevante, atravessando gerações e mobilizando famílias em torno de um momento que segue marcado por desconforto, dúvidas e necessidade de cuidados específicos. 

“Quando olhamos para os 50 anos da Camomilina® C, enxergamos uma trajetória que acompanha a evolução das famílias brasileiras e do cuidado com a infância. Estar presente em um momento tão desafiador como a primeira dentição significa contribuir para experiências mais acolhedoras, com menos desconforto e mais qualidade de vida para bebês e seus cuidadores. O impacto positivo de uma marca se mede justamente pela capacidade de atravessar gerações mantendo sua relevância e fazendo parte das memórias afetivas de milhões de pessoas”, Cláudia Rodrigues, gerente de produtos da TheraSkin.

A erupção dos primeiros dentes geralmente ocorre a partir dos seis meses de vida, mas pode variar de bebê para bebê. Entre os sinais mais comuns estão coceira e irritação na gengiva, vontade constante de levar objetos à boca, aumento da salivação, irritabilidade e alterações no sono.

Embora muitos sintomas sejam considerados esperados, especialistas alertam para a importância de diferenciar manifestações naturais de sinais que podem indicar outros quadros clínicos.


O que mudou em 50 anos?

Se há algumas décadas o cuidado com a primeira dentição era guiado principalmente por orientações passadas entre mães, pais e avós, hoje a parentalidade é marcada pelo acesso a informações médicas, redes sociais e acompanhamento especializado.

No entanto, a especialista alerta que, ao mesmo tempo, o excesso de informação também traz novos desafios.

“Hoje os pais chegam mais informados, mas também mais expostos a diferentes opiniões e recomendações. O importante é lembrar que cada bebê tem seu tempo e que o cuidado precisa ser individualizado”, afirma Claudia.

Essa transformação acompanha um movimento mais amplo no cuidado infantil: o fortalecimento da ideia de que o bem-estar do bebê vai além da saúde física e envolve conforto, qualidade de vida e respeito ao seu desenvolvimento.


Experiência que atravessa gerações

Ao completar 50 anos, a Camomilina® C se mantém como parte da memória afetiva de muitas famílias brasileiras, acompanhando diferentes gerações em um dos momentos mais marcantes da infância.

Mais do que a longevidade de um produto, o marco reforça a permanência de uma necessidade universal: acolher e aliviar os desconfortos naturais de uma fase importante do desenvolvimento infantil.

Para a TheraSkin, empresa brasileira especializada em dermatologia há mais de 80 anos, o tema reforça a importância de soluções pensadas para cada fase da vida, respeitando as necessidades específicas de cada organismo. Mais informações podem ser obtidas na bula do produto.

“A primeira dentição é uma etapa que passa, mas o cuidado que a criança recebe nesse período pode marcar a experiência da família para sempre. É por isso que informação, orientação e acolhimento continuam sendo tão importantes”, conclui Claudia.

 


Referência:

1. Anvisa | Bula de Camomilina

 

Agosto Dourado: da amamentação à chupeta, 4 cuidados que fazem diferença na saúde bucal do bebê

Envato

Especialistas explicam o que pode influenciar a formação da arcada dentária, a respiração e a mastigação dos bebês

 

O Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, vai além dos benefícios nutricionais e imunológicos já conhecidos. A amamentação também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da saúde bucal dos bebês, contribuindo para a formação adequada dos ossos e músculos da face e da oclusão, ou seja, do correto encaixe entre os dentes superiores e inferiores.

Segundo a cirurgiã-dentista e diretora da Neodent, Dra. Priscila Cordeiro, o movimento realizado pelo bebê durante a sucção no seio materno estimula o crescimento harmonioso da face e fortalece músculos essenciais para funções como mastigação, deglutição, fala e respiração. Esse processo ajuda a reduzir o risco de alterações ortodônticas futuras, como mordida aberta, mordida cruzada e outros problemas de alinhamento dentário. "A amamentação é um exercício natural para o sistema estomatognático, responsável pelas funções da boca. O esforço realizado pelo bebê durante a sucção favorece o desenvolvimento equilibrado da face e cria condições mais favoráveis para uma oclusão adequada", explica.

Embora diversos fatores influenciem a formação da mordida, a Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e sua manutenção, de forma complementar, até os dois anos ou mais. Além dos benefícios gerais para a saúde, esse período é importante para o adequado desenvolvimento das estruturas bucais.

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Chupetas e mamadeiras exigem atenção

Merecem cuidado os hábitos de sucção não nutritiva, como o uso prolongado de chupetas. Quando utilizados de forma excessiva ou além da idade recomendada, esses acessórios podem interferir no crescimento da arcada dentária e favorecer alterações na posição dos dentes e dos ossos da face.

Entre as consequências mais comuns estão a mordida aberta anterior, em que os dentes da frente não se encostam, a mordida cruzada e alterações na posição da língua, que podem impactar a mastigação, a fala e até a respiração. "O ideal é que chupetas sejam utilizadas apenas quando realmente necessárias e por um período limitado. Quanto mais prolongado for esse hábito, maiores são as chances de alterações no desenvolvimento da oclusão. Já a mamadeira deve ser utilizada apenas para o leite e somente até um ano de idade, sendo então substituída pelo copinho", destaca a especialista.


Acompanhamento odontológico deve começar cedo

A prevenção também passa pelo acompanhamento odontológico desde os primeiros meses de vida. A primeira consulta com um dentista pode ocorrer ainda no primeiro ano, permitindo orientar pais e responsáveis sobre higiene bucal, erupção dos dentes, hábitos de sucção e desenvolvimento da mordida.

Esse acompanhamento precoce possibilita identificar alterações ainda em fase inicial, favorecendo intervenções menos complexas e contribuindo para um desenvolvimento oral mais saudável ao longo da infância.

Para a dentista e especialista em ortodontia da ClearCorrect, Dra. Fernanda Santini, promover a informação sobre saúde bucal desde os primeiros anos de vida é parte da construção de uma odontologia preventiva, baseada na educação, no diagnóstico precoce e na qualidade de vida. “Dessa forma, é importante realizar correções e tratamentos precocemente, prevenindo que esses problemas se agravem e até mesmo evitando a necessidade de procedimentos mais invasivos e cirurgias no futuro”.

Um dos tratamentos que podem ser realizados antecipadamente é com os alinhadores ortodônticos transparentes, que tratam diversos problemas bucais, como má oclusão, diastema (área de espaço entre um ou mais dentes), mordida cruzada e apinhamento. Essas questões são muito comuns durante a transição entre a dentição de leite e a permanente, conhecida como dentição mista, e os alinhadores se tornam uma opção viável para corrigir possíveis problemas e prevenir outros que podem vir no futuro das crianças.

É preciso, ainda, que os pais estejam atentos a outros sinais que podem ser detectados na infância e que também darão sinal de alerta para a necessidade de tratamentos odontológicos. São exemplos: perda precoce ou tardia dos dentes de leite, dificuldade ao mastigar ou morder, respiração pela boca, chupar o dedo ou usar chupeta excessivamente, desvio ou assimetria facial e ranger ou apertar os dentes. “Essas características podem ser indícios de que o jovem irá precisar de algum tratamento. O ideal é, assim que perceber alguma dessas manifestações, consultar um profissional”, finaliza a Dra. Fernanda.

 

Neodent
Expedição Novos Sorrisos


ClearCorrect
www.clearcorrect.com.br


Quem responde quando a IA erra?


Os sistemas de inteligência artificial já fazem parte da realidade de milhões de brasileiros. Em hospitais, organizam filas, fazem triagem, apontam alterações em exames de imagem, transcrevem consultas e auxiliam a decisão clínica. Afinal, vamos confiar num sistema que promete acurácia ou num médico cansado, que precisa olhar uma radiografia de tórax às 3h da manhã e decidir se aquela tosse é um simples resfriado, uma pneumonia ou até um câncer de pulmão?

Mas e quando falham? Quem vamos culpar quando a I.A. definir um nódulo como benigno e meses depois o paciente retornar com um câncer metastático, sem possibilidade de cura? O médico, que confiou no laudo? A instituição que adotou o sistema? A empresa que o vende? Ou o programador que criou a lógica a partir de dados falhos?

A legislação brasileira ainda é falha a respeito do tema. Na área médica, o Conselho Federal de Medicina liberou uma resolução no início deste ano normatizando o uso da I.A. na medicina, deixando a responsabilidade final sobre o médico. Faz sentido, porque a decisão clínica precisa de alguém que a assuma.

human-in-the-loop, ou seja, manter um humano ativo na decisão, ainda é o preferido pelos mais cautelosos. O sistema processa, calcula, recomenda, mas a palavra final fica sempre com uma pessoa, que pode confirmar ou descartar. O problema é o viés de automação. Diante de um sistema que acerta muito, o humano tende a aceitar sem questionar. É algo parecido com um segurança fazendo revista na entrada de um estádio e, depois de centenas de revistas negativas, começa a deixar os torcedores entrarem de forma desleixada.

Nem as empresas por trás dos principais modelos entendem o passo a passo de como seus sistemas chegam àquelas decisões. Exigir que um radiologista audite linha por linha um modelo de aprendizado profundo seria o mesmo que pedir para ele desmontar e remontar um tomógrafo antes de cada laudo.

Precisamos de um meio-termo entre proibir a tecnologia e usá-la sem freio. Na Europa, as I.As médicas são regulamentadas como produto de alto risco. O Brasil precisa de regras parecidas, discutidas e desenhadas por profissionais de diversas áreas.

O algoritmo deve ser tratado como um estudante de medicina brilhante, mas apressado: ele ajuda muito, às vezes falha, e nunca substitui o médico experiente que conhece o paciente como pessoa. Quando a máquina falha, quem recebe a conta é gente de carne e osso. Já passou da hora de decidir quem mais deveria recebê-la. 



Aron Hussid Ferreira - Médico, pesquisador e professor da USP, Aron Hussid Ferreira também é autor de “POTUS.EXE: Quando a democracia elege um algoritmo”, que reflete sobre os impactos da I.A. no futuro da sociedade


Dia dos Pais sem conflito: como garantir o bem-estar dos filhos na guarda compartilhada

Para evitar que o Dia dos Pais vire disputa judicial, especialista
 adverte que o desejo e a segurança emocional do menor
 deve prevalecer sobre o orgulho dos adultos
Magnific
Especialista alerta que planejamento e diálogo entre os pais são fundamentais para que a data comemorativa não se torne um trauma para os filhos 

 

O Dia dos Pais é um dos períodos em que mais ocorrem conflitos de agenda envolvendo guarda compartilhada, convivência familiar e, em alguns casos, acusações de alienação parental. Quando a data comemorativa se aproxima, a pergunta que frequentemente surge nos escritórios de advocacia de família e nas varas de infância é: o que prevalece quando o desejo ou o bem-estar do menor entra em choque com o que está estipulado no acordo judicial?

 

O questionamento envolve uma multidão de adultos. Segundo as Estatísticas do Registro Civil do IBGE, foram registrados no Brasil 3.822.399 divórcios (incluindo judiciais e extrajudiciais) na última década (2015 a 2024).

 

Para compreender essa situação e saber como agir para evitar que o momento se torne traumático, Rodrigo Coletti, professor do curso de Direito e coordenador do Núcleo de Prática Jurídica do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), explica que a vontade e a segurança da criança devem sempre prevalecer.

 

“Diferentemente do que alguns pais imaginam, o acordo de guarda não serve para 'fatiar' o tempo do menor para satisfazer exclusivamente o desejo dos adultos, mas sim para organizar como será exercida a responsabilidade parental após a separação. Ele não deve ser visto como uma 'divisão' do filho, mas como uma forma de garantir segurança, previsibilidade e estabilidade à sua rotina”, pontua Coletti.


Magnific

 Regras e exceções

Segundo o especialista, o documento de guarda geralmente define a modalidade (unilateral ou compartilhada), o lar de referência, a rotina de visitas, as férias, a pensão alimentícia e a dinâmica das datas comemorativas.

 

“Na maioria dos acordos de guarda e convivência, o Dia dos Pais costuma ser reservado ao convívio com o genitor. Contudo, essa previsão não possui caráter absoluto e pode ser flexibilizada quando o melhor interesse da criança ou do adolescente assim exigir. Se o que foi combinado judicialmente passar a causar sofrimento, risco ou prejuízo emocional ao menor, a Justiça pode intervir e rever as diretrizes estabelecidas”, explica

 

De acordo com Coletti, existem duas situações principais nas quais o interesse do menor altera a dinâmica de convivência acordada:

 

a)      Ambiente de risco

Como a Justiça analisa: A existência de indícios concretos ou provas de situação que coloque em risco a integridade física ou psicológica da criança pode justificar a suspensão ou restrição da convivência, mediante apreciação judicial.

O que deve ser feito: Priorizar a proteção imediata da criança e comunicar formalmente o ocorrido ao Judiciário.

 

b)      Distância geográfica

Como a Justiça analisa: Deslocamentos excessivamente longos e exaustivos (como voos prolongados ou muitas horas de estrada) para passar apenas um dia são desaconselhados por comprometerem o bem-estar do menor.

O que deve ser feito: Utilizar o bom senso para compensar a data em períodos de férias ou feriados prolongados subsequentes.

 

Como agir se o filho se recusar a ir?

Uma das maiores dores de cabeça dos pais ocorre quando a criança simplesmente se recusa a ir ao encontro do genitor. O professor do Integrado alerta que esse cenário exige uma investigação profunda e técnica, sem espaço para suposições.

 

“O direito brasileiro não enxerga o Dia dos Pais como um evento isolado, mas como uma manifestação do direito fundamental à convivência familiar, assegurado prioritariamente à criança e ao adolescente”. O docente aponta os principais sinais que ajudam a diferenciar a vontade real de uma possível manipulação de terceiros:

 

·         Sinais de possível indução externa: Discurso excessivamente adultizado por parte do menor, rejeição repentina ao pai sem motivo aparente, repetição de acusações sobre fatos que ele não presenciou e bloqueio sistemático do contato telefônico ou visual.

 

·         Investigação técnica: Havendo dúvida ou indícios de alienação parental, ou de qualquer outra forma de interferência indevida na formação psicológica da criança, o Judiciário realiza um estudo psicossocial com psicólogos e assistentes sociais habilitados para ouvir o menor de forma adequada e imparcial. 

 

Magnific

Diretrizes para uma coparentalidade harmônica


Para Coletti, o melhor caminho é a coparentalidade responsável, pautada pelo planejamento e pela maturidade de ambos os lados. Visando facilitar esse processo, o especialista destaca cinco pontos fundamentais:

 

1.       Planejamento e previsão (Antes da data): O acordo deve prever com antecedência exata os horários de retirada e devolução para o Dia dos Pais, evitando discussões de última hora.

2.       Diálogo e flexibilidade (Na semana do evento): Caso ocorram imprevistos geográficos ou de saúde, os pais devem propor compensações de datas amigavelmente (como realizar o almoço comemorativo no sábado ou no fim de semana seguinte).

3.       Preservação psicológica do menor (No dia a dia): Não transformar o filho em mensageiro ou juiz do ex-casal. Evite perguntas que transfiram o peso da decisão para a criança, como: "Você prefere ficar com quem?".

4.       Mediação como último recurso (Se houver impasse): Se o diálogo falhar, busque a mediação de advogados especializados na área do Direito de Família, quando disponíveis com antecedência, evitando recorrer de última hora a plantões judiciais de urgência no próprio domingo de comemoração.

5.       Priorização dos interesses do filho: A guarda e a convivência existem para proteger o desenvolvimento saudável da criança, e não para servir como instrumento de disputa entre os pais. O melhor acordo é aquele que reduz os conflitos, preserva os vínculos afetivos e permite que o filho cresça sem sentir que precisa escolher entre o pai e a mãe.

 

Centro Universitário Integrado


O efeito Copa do Mundo no Turismo


A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. Durante algumas semanas, bilhões de pessoas voltam seus olhos para países que, muitas vezes, eram pouco conhecidos pelo grande público. Essa exposição global pode gerar impactos econômicos importantes, especialmente no turismo. A histórica classificação de Cabo Verde e seu desempenho durante o torneio exemplifica esse fenômeno: cresceu exponencialmente o interesse pelo destino e as buscas por viagens ao arquipélago, mostrando como o futebol pode despertar interesse por destinos ainda fora do radar internacional.

A relação entre esporte, imagem e turismo não é casual. Segundo a ONU Turismo (UN Tourism), o turismo internacional registrou cerca de 1,4 bilhão de chegadas de turistas em 2024, recuperando praticamente os níveis observados antes da pandemia. Os números evidenciam a relevância econômica do setor e mostram por que eventos globais, como a Copa do Mundo, podem influenciar diretamente a escolha de destinos turísticos e a percepção internacional sobre um país. Nesse contexto, entra em cena o conceito de nation branding, ou imagem-país: a forma como uma nação é percebida internacionalmente a partir de sua cultura, paisagens, hospitalidade, segurança, criatividade e capacidade de receber visitantes.

Quando uma seleção ganha destaque em uma Copa, ela não promove apenas seus atletas. Também projeta símbolos, narrativas e curiosidades sobre o país. A Croácia, vice-campeã em 2018, já contava com atrativos reconhecidos, como Dubrovnik, Split e o Parque Nacional dos Lagos Plitvice, mas sua campanha esportiva ampliou a visibilidade global do destino. O Marrocos viveu fenômeno semelhante em 2022, ao chegar à semifinal e reforçar o interesse por cidades como Marrakech e Fez, pelo Deserto do Saara e pelas montanhas do Atlas.

Cabo Verde representa um caso particularmente promissor. Formado por dez ilhas no Atlântico, o arquipélago tem no turismo um dos pilares de sua economia. Suas praias de águas cristalinas, o clima agradável e a rica herança cultural, que tornam o destino atrativo para visitantes em busca de experiências autênticas. A participação inédita em uma Copa pode funcionar como uma vitrine global, fortalecendo sua imagem-país e ampliando sua inserção no mercado turístico internacional.

O chamado “efeito Copa” não acontece automaticamente. A atenção conquistada nos gramados precisa ser acompanhada por infraestrutura, conectividade aérea, qualificação dos serviços, presença digital e estratégias consistentes de promoção turística. A curiosidade inicial pode levar o visitante a pesquisar o destino; porém, é a experiência vivida que transforma essa visibilidade momentânea em reputação duradoura.

Mais do que gols e troféus, a Copa do Mundo pode ser uma ferramenta de projeção internacional. Para países emergentes ou pouco conhecidos, participar do torneio significa apresentar sua cultura, suas paisagens e seu potencial turístico a uma audiência global. Em muitos casos, a maior vitória não acontece dentro do estádio, mas na capacidade de converter a paixão pelo futebol em desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da imagem do país perante o mundo.
 


Grazielle Ueno - professora e coordenadora de curso no Centro Universitário Internacional Uninter. Administradora e Turismóloga, especialista em Educação, mestre em Turismo e Doutora em Tecnologia e Sociedade.


Prefeitura de Cananéia abre processo seletivo de estágio para estudantes do Ensino Superior

Oportunidades contam com bolsa-auxílio de até R$ 1.080,00 e auxílio-transporte; inscrições e prova online acontecem até 13 de agosto 

 

A Prefeitura Municipal da Estância de Cananéia-SP abriu as inscrições para o Processo Seletivo 01/2026, voltado aos estudantes do Ensino Superior. A seleção é realizada em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE e busca contratar estagiários residentes no município para atuar nas diversas áreas da administração pública. Tanto as inscrições quanto a realização da prova online estão abertas e podem ser concluídas até às 12h do dia 13 de agosto de 2026 através do link: https://pp.ciee.org.br/vitrine/17095/detalhe. 

Os estudantes aprovados e contratados terão:

●     Jornada de 30 horas semanais com bolsa-auxílio de R$ 1.080,00 por mês.

●     Jornada de 20 horas semanais com bolsa-auxílio de R$ 720,00 por mês.

●     Auxílio-transporte: R$ 110,45 por mês.

 

Fases do Processo:

A seleção será realizada em duas etapas integradas no ambiente digital:

1.   1ª Fase: Inscrição via internet.

2.   2ª Fase: Prova on-line.

 

Requisitos para Participação

Para se candidatar a uma das vagas, o estudante deve cumprir as seguintes exigências:

●     Residir no município de Cananéia/SP;


●   Estar matriculado e cursando um dos cursos superiores autorizados (conforme o ANEXO I – Extrato Quadro de Vagas e Cronograma de Julho de 2026);


●     Ter idade mínima de 16 anos completos na data de início do estágio;


●     Estar matriculado em instituição de ensino parceira/conveniada com o CIEE;


●     Ser brasileiro (nato ou naturalizado) ou estrangeiro com visto permanente;


●     Estar em dia com as obrigações eleitorais e, no caso dos homens maiores de 18 anos, com as obrigações militares;


●     Não ter sido exonerado a bem do serviço público;


●     Não ter estagiado por mais de 18 meses (corridos ou intercalados) na Prefeitura de Cananéia (exceto Pessoas com Deficiência - PcD, conforme o Art. 11 da Lei 11.788/08).

 


Programa Na Mão Certa chega aos aeroportos para fortalecer a prevenção ao tráfico de pessoas e à exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres

 Nova frente de atuação do Programa Na Mão Certa, iniciativa da Childhood Brasil,  leva ao setor aéreo uma metodologia consolidada há 20 anos  

 

A Childhood Brasil, organização sem fins lucrativos e pioneira no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, lançou este ano o Modal Aeroportos. Esta nova frente do Programa Na Mão Certa visa prevenir a exploração sexual de crianças, adolescentes, mulheres e combater o tráfico de pessoas no setor da aviação comercial brasileira.

 

A iniciativa amplia para os aeroportos uma metodologia consolidada ao longo de duas décadas, baseada na mobilização do setor privado, na capacitação de profissionais e na adoção de protocolos de proteção. Essa experiência passa a ser adaptada às especificidades do ambiente aeroportuário, reconhecido como estratégico pela intensa circulação de passageiros, conexões nacionais e internacionais e rapidez dos deslocamentos. 

O Modal Aeroportos nasceu a partir de uma experiência já testada na prática: o projeto-piloto implementado no Aeroporto Internacional de Viracopos (SP), que desde 2020 desenvolve ações e protocolos de prevenção. A partir deste ano, a agenda ganhou força nacional com o apoio da ABR Aeroportos do Brasil, convocando concessionárias, companhias aéreas e prestadores de serviço a adotarem políticas de tolerância zero.

Como desdobramento prático dessa consolidação, o Aeroporto Internacional de Viracopos recebeu um treinamento, capacitando na ponta cerca de 75 profissionais de atendimento ao passageiro, check-in, segurança, operações e serviços terceirizados para identificar sinais de risco e agir rapidamente. A iniciativa integra as ações do mês de enfrentamento ao tráfico de pessoas, que tem o dia 30 de julho como marco nacional e internacional de mobilização sobre o tema. A ação busca fortalecer protocolos de atuação, procedimentos de encaminhamento e a articulação entre empresas, autoridades públicas e a rede de proteção à infância e adolescência.

 "Os aeroportos são espaços estratégicos para a proteção de crianças e adolescentes. Ao levar o Programa Na Mão Certa para esse ambiente, queremos fortalecer a capacidade de prevenção, sensibilização e resposta do setor diante de situações de tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, mobilizando toda a cadeia da aviação em torno dessa agenda", afirma Eva Dengler, superintendente de Programas da Childhood Brasil.



Cenário internacional reforça a urgência da iniciativa

A chegada do Programa Na Mão Certa aos aeroportos ocorre em um contexto de agravamento do tráfico de pessoas em escala global e de crescente atenção das autoridades internacionais ao papel da aviação na prevenção desse crime.

Dados do Global Report on Trafficking in Persons 2024, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mostram que o número de vítimas de tráfico de pessoas identificadas no mundo aumentou 25% em comparação ao período pré-pandemia. O relatório também aponta crescimento da exploração de crianças e adolescentes e revela que mulheres e meninas representavam 61% das vítimas detectadas em 2022.

Outro indicador preocupante vem do UNICEF. Ao final de 2024, cerca de 48,8 milhões de crianças viviam deslocadas em razão de conflitos e situações de violência, contexto que amplia sua vulnerabilidade ao tráfico de pessoas e a outras formas de exploração.

Nesse cenário, os aeroportos deixam de ser apenas locais de passagem e passam a ocupar posição estratégica na identificação de situações de risco, na proteção de possíveis vítimas e na articulação com os órgãos responsáveis pelo atendimento e investigação.


Fortalecimento da atuação no Brasil

A iniciativa está alinhada às recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), que orienta Estados e operadores aeroportuários a adotarem procedimentos específicos para prevenir e enfrentar o tráfico de pessoas, incluindo protocolos de reporte, definição de pontos focais e cooperação entre autoridades públicas e operadores da aviação.

No Brasil, essa agenda também vem ganhando força. Em 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) lançou um manual inédito para apoiar aeroportos e empresas aéreas na prevenção e no enfrentamento ao tráfico de pessoas, consolidando diretrizes para capacitação das equipes e resposta institucional diante de situações de risco.


Compromisso do setor empresarial

A participação no Modal Aeroportos é formalizada por meio da adesão ao Pacto Empresarial pelo Fim da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, principal instrumento de mobilização do Programa Na Mão Certa junto ao setor privado.

Ao aderirem ao Pacto, empresas e organizações assumem publicamente o compromisso de incorporar a proteção de crianças e adolescentes à sua estratégia de negócio, fortalecendo práticas alinhadas aos direitos humanos, à sustentabilidade e à agenda ESG.

A iniciativa também contribui para o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes e ao combate ao tráfico de pessoas.

Desde que se tornou signatário do Pacto Empresarial em 2020, o Aeroporto Internacional de Viracopos tem desenvolvido iniciativas estratégicas de sensibilização no complexo aeroportuário. A unidade implementou um protocolo específico para situações suspeitas, garantindo a atuação imediata da Polícia Federal ainda no local. Pelo compromisso demonstrado na capacitação de equipes e na difusão do tema aos viajantes, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) obteve o reconhecimento por suas excelentes práticas no enfrentamento à violência sexual contra o público crinças e adolescentes.


Sobre o Programa Na Mão Certa

Criado em 2006 pela Childhood Brasil, o Programa Na Mão Certa reúne empresas, entidades setoriais e poder público para prevenir a violência sexual contra crianças e adolescentes. 



Childhood Brasil
www.childhood.org.br

 

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