Pesquisar no Blog

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Hepatites virais ainda são desafio para diagnóstico e prevenção no Brasil, alerta Sociedade Paulista de Infectologia

No Julho Amarelo, entidade reforça importância da testagem, vacinação e tratamento para evitar complicações como cirrose, câncer de fígado e transmissão silenciosa

 

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública no Brasil. Embora muitas vezes sejam silenciosas, essas infecções atingem o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, algumas formas podem evoluir por anos e levar a complicações como cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante.

 

Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, mostram que o Brasil registrou 826.292 casos confirmados entre 2000 e 2024. No período, a maior proporção foi de hepatite C, seguida por hepatite B e hepatite A. Apenas em 2024, o país registrou mais de 11 mil casos de hepatite B e mais de 19 mil de hepatite C.

 

Para a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), o cenário reforça a necessidade de ampliar a informação sobre as diferenças entre os tipos de hepatites virais. As hepatites A e E são mais associadas à transmissão fecal-oral, por água ou alimentos contaminados e condições inadequadas de higiene e saneamento. Já as hepatites B, C e D estão mais relacionadas ao contato com sangue, secreções, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes e transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

 

“O grande desafio das hepatites virais é que muitas pessoas convivem com a infecção sem saber. A ausência de sintomas não significa ausência de risco. Por isso, testagem, vacinação e acompanhamento adequado são fundamentais para evitar complicações e interromper cadeias de transmissão”, afirma Paulo Roberto Abrão Ferreira, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia.

 

A hepatite B pode ser prevenida por vacina, disponível gratuitamente no SUS, mas ainda não tem cura definitiva; com acompanhamento e tratamento, é possível controlar a infecção e reduzir riscos. A hepatite C, por sua vez, não tem vacina, mas tem tratamento com antivirais de ação direta, também disponível no SUS, com altas taxas de cura quando iniciado corretamente. A hepatite D depende da presença do vírus da hepatite B, razão pela qual a vacinação contra hepatite B também ajuda a prevenir a forma Delta.

 

“A população precisa saber que existem testes rápidos, vacinas e tratamentos disponíveis no sistema público. O diagnóstico precoce muda o curso da doença, especialmente nos casos de hepatite B e C, que podem se tornar crônicas e evoluir silenciosamente por décadas”, explica o médico.

 

A SPI também alerta para sintomas que podem aparecer em alguns casos, como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Mesmo assim, a entidade reforça que a testagem não deve depender apenas da presença de sintomas, especialmente em pessoas com fatores de risco ou histórico de exposição.

 

Entre as medidas de prevenção estão manter a vacinação em dia, usar preservativo, não compartilhar lâminas, alicates, seringas, agulhas, escovas de dente ou outros objetos que possam ter contato com sangue, exigir materiais esterilizados em procedimentos estéticos e de saúde, higienizar bem as mãos e os alimentos e consumir água tratada.

 

“O enfrentamento das hepatites virais passa por informação clara, redução do estigma e acesso à prevenção. Quanto mais cedo a pessoa descobre a infecção, maiores são as chances de tratamento adequado e menor o risco de transmissão para outras pessoas”, reforça Ferreira.

  

Sociedade Paulista de Infectologia


Julho Roxo: 7 mitos e verdade sobre o câncer de bexiga


Muitos brasileiros ignoram sinais de alerta do câncer de bexiga por acreditarem se tratar apenas de uma infecção urinária ou de um problema passageiro. A desinformação contribui para atrasar o diagnóstico de um dos cânceres urológicos mais comuns no país, responsável por mais de 11 mil novos casos ao ano. Para ajudar a identificar os principais sinais da doença, a oncologista Luciana Buttros, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), esclarece sete mitos e verdades sobre o tema.

 

1. Sangue na urina é o único sintoma do câncer de bexiga

Mito. O sangue na urina (hematúria) é um dos sintomas mais conhecidos, mas não é o único. “Outros sintomas que merecem atenção incluem dor ou queimação ao urinar (disúria) persistente, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, dor pélvica ou lombar. Esses sintomas, especialmente quando persistem ou não melhoram com tratamentos simples, devem ser investigados”, afirma a médica.

 

2. Dor ao urinar é sempre sinal de infecção urinária


Mito. Segundo a especialista, muitas pessoas confundem sintomas de câncer de bexiga com infecções simples. A diferença está principalmente na persistência e recorrência dos sintomas. Infecções simples geralmente melhoram com antibióticos em poucos dias. Já sintomas que retornam frequentemente ou que persistem por semanas, mesmo após tratamento, devem ser avaliados com mais atenção.

 

3. A urina pode refletir a saúde da bexiga


Verdade. A cor, o cheiro e a aparência da urina podem indicar problemas sérios. “A urina reflete diretamente o estado da bexiga e do trato urinário. Alterações no aspecto da urina, como coloração avermelhada, turva, com presença de coágulos ou cheiro forte persistente, podem indicar infecções, inflamações ou até tumores”, explica.

 

4. Mulheres têm menos risco e, por isso, o diagnóstico costuma ser mais rápido


Mito. Apesar de ser mais comum entre homens, o câncer de bexiga também atinge mulheres e o diagnóstico pode ser ainda mais tardio. “Infelizmente, nas mulheres os sintomas podem ser mais facilmente atribuídos a infecções urinárias ou alterações hormonais, o que leva a atrasos no diagnóstico”, diz.

 

5. Não existe exame preventivo para câncer de bexiga


Verdade. Atualmente, não há um exame de rastreamento recomendado para toda a população. Segundo a médica, a investigação da bexiga ainda depende, na maioria das vezes, de sintomas ou da presença de fatores de risco como tabagismo, exposição ocupacional a substâncias químicas e histórico familiar. Pacientes com maior risco podem precisar de exames mesmo sem sintomas, conforme avaliação médica.

 

6. É normal sentir dor ao urinar por vários dias


Mito. Sentir desconforto urinário por longos períodos nunca deve ser considerado normal. “Se sintomas como dor ao urinar e sangue na urina persistirem por mais de uma semana, ou se voltarem com frequência, é fundamental procurar um médico. O ideal é não esperar que os sintomas se agravem”, alerta.

 

7. Existem exames simples que podem ajudar na detecção precoce


Verdade. Embora tenham limitações, alguns exames acessíveis podem levantar suspeitas. “Exames como o exame de urina tipo 1 e ultrassonografia das vias urinárias podem identificar alterações iniciais. Em casos de maior suspeita, a cistoscopia — procedimento urológico que permite visualizar diretamente o interior da bexiga — é o mais indicado e eficaz para detectar lesões, mesmo que pequenas ou assintomáticas”, finaliza a médica.

 


Instituto de Oncologia de Sorocaba


Julho Verde: mês de conscientização alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço

SBCCP reforça a importância do diagnóstico precoce, que pode elevaras chances de cura para mais de 90%

 

Chegou o Julho Verde, mês nacional dedicado à conscientização, prevenção e combate ao câncer de cabeça e pescoço. A campanha foi criada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que também participou da escolha do dia 27 de julho como Dia Mundial de Prevenção e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, data instituída internacionalmente em 2014 com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

No Brasil, o mês de julho foi oficializado como Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço pela Lei nº 14.328, sancionada em 20 de abril de 2022. Durante todo o mês de julho, a SBCCP promoverá uma série de ações voltadas à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, reforçando a importância da prevenção, do reconhecimento dos sinais de alerta e do diagnóstico precoce. 

A programação deste ano reúne atividades educativas, culturais, esportivas e de bem-estar, criando oportunidades para aproximar a população de informações que podem fazer a diferença na saúde e na qualidade de vida. Entre as iniciativas estão a Exposição Julho Verde, a Corrida e Caminhada Julho Verde, ações de conscientização para a vacinação contra o HPV, exibição de documentário, atividades ao ar livre e encontros com especialistas. Mais informações sobre inscrições e participação estão disponíveis nas redes sociais da SBCCP.

 

O que é o câncer de cabeça e pescoço

O termo reúne um grupo diverso de tumores malignos que podem atingir boca, orofaringe, laringe, nariz, seios da face, nasofaringe, glândulas salivares, tireoide, pescoço, couro cabeludo e pele do rosto. É considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no país e está fortemente associado a fatores de risco evitáveis.

 

Números que preocupam 

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 42.150 novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil em 2026. Entre os subtipos mais comuns estão os tumores de tireoide, boca e laringe. Quando o diagnóstico é feito precocemente, a taxa de cura pode ultrapassar 90%, o que torna o reconhecimento dos sintomas uma etapa decisiva no combate à doença.

 

Fatores de risco 

Tabagismo e consumo excessivo de álcool estão entre as principais causas evitáveis, e o uso combinado das duas substâncias pode multiplicar o risco em até dez vezes. A infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano), transmitida também por sexo oral sem proteção, tem ganhado peso como fator de risco, especialmente em tumores de orofaringe. Má higiene bucal, exposição solar sem proteção labial e próteses dentárias mal ajustadas completam a lista de fatores associados.

 

Sinais de alerta 

A SBCCP recomenda atenção redobrada quando os seguintes sintomas persistem por mais de 15 dias:

  • Feridas na boca ou no rosto que não cicatrizam;
  • Rouquidão ou alteração na voz que não melhora;
  • Dificuldade ou dor para engolir;
  • Caroços ou nódulos no pescoço;
  • Manchas vermelhas ou brancasna boca;
  • Sangramento sem causa aparente;
  • Perda de peso inexplicada. 

Diante de qualquer um desses sinais, a orientação é procurar um clínico geral, médicode família ou diretamente um cirurgião de cabeça e pescoço. Dra. Aline Viana, cirurgiã de cabeça e pescoço da SBCCP, destaca a importância de levar essa informação à população. "O grande desafio ainda é o diagnóstico tardio. Muitos desses sintomas são confundidos com problemas simples, como uma rouquidão passageira ou uma afta, e o paciente demora a procurar ajuda. Quando identificamos o tumor em estágioinicial, o tratamento costuma ser menos agressivo e as chances de cura aumentam muito. Por isso a campanha existe: para que a população preste atenção ao próprio corpo e não hesite em buscar avaliação médica diante de um sintoma persistente”, comenta.

 

Sobre o Julho Verde 

Ao longo do mês, a SBCCP e instituições parceiras em todo o país promovem ações, distribuição de material informativo, palestras e eventos de mobilização em praças e centros urbanos, além de campanhas nas redes sociais. A cor verde simboliza esperançae reforça a mensagem de autocuidado e cuidado com o próximo.



Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço – SBCCP
sbccp.org.br


Dormir mais no sábado pode desencadear enxaqueca? Entenda por quê

Especialista explica por que alterações aparentemente inofensivas na rotina, como prolongar o tempo habitual de sono, mudar os horários das refeições ou do café, podem favorecer crises de enxaqueca em pessoas predispostas.

 

Depois de uma semana intensa de trabalho, dormir até mais tarde no sábado, tomar o café da manhã fora do horário habitual e finalmente relaxar parecem atitudes naturais para recuperar as energias. No entanto, para quem convive com a enxaqueca, essas mudanças aparentemente inofensivas podem funcionar como gatilhos para uma crise. Alterações no ritmo biológico, nos horários de despertar, da alimentação, da cafeína e até a redução da tensão acumulada ao longo da semana fazem parte dos fatores que podem favorecer o aparecimento da dor.

De acordo com a neurologista Dra. Helena Providelli, especialista em cefaleias e Diretora Técnica do Instituto Providelli, um dos principais mecanismos envolvidos está relacionado à alteração do ritmo biológico. "Durante a semana, o organismo costuma seguir horários relativamente previsíveis. Quando a pessoa prolonga o tempo habitual de sono, atrasa as refeições ou modifica significativamente sua rotina no fim de semana, o cérebro de quem tem enxaqueca, que é biologicamente mais sensível às mudanças de rotina, pode responder desencadeando uma crise", explica.

Outro fator importante é o chamado fenômeno de "let-down headache", descrito em pacientes que desenvolvem crises justamente após períodos de maior estresse. Segundo a especialista, a redução brusca da tensão física e emocional vivenciada durante a semana pode favorecer alterações neuroquímicas capazes de precipitar a enxaqueca em pessoas predispostas. "Não existe um único responsável pelo aparecimento da crise. Trata-se de um processo multifatorial, que envolve diversos mecanismos do organismo atuando em conjunto", ressalta.

As mudanças no consumo de cafeína também merecem atenção. Muitas pessoas mantêm o hábito de tomar café diariamente em horários fixos, mas, ao acordarem mais tarde nos dias de descanso, acabam adiando ou até deixando de consumir a bebida. "O problema geralmente não é o café, mas a mudança brusca no consumo habitual. A retirada relativa da cafeína pode desencadear dores de cabeça em indivíduos mais sensíveis. O ideal é manter certa regularidade, sem grandes variações na quantidade ou nos horários", orienta a neurologista.

A alimentação segue a mesma lógica. Acordar tarde, pular o café da manhã ou permanecer muitas horas em jejum são hábitos frequentes aos sábados e domingos que podem favorecer o aparecimento das crises. Além disso, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, alimentos ultraprocessados, noites mal dormidas e uma maior exposição à luz durante passeios ou eventos também podem atuar como gatilhos em pessoas predispostas. "O cérebro com enxaqueca gosta de previsibilidade. Quanto mais regulares forem os horários e os hábitos, menor tende a ser a chance de ativar os mecanismos responsáveis pela crise", afirma.

Segundo Dra. Helena, isso não significa que quem tem enxaqueca precise abrir mão do descanso ou das atividades de lazer. Pelo contrário. Pequenas medidas, como manter horários de sono semelhantes aos da semana, evitar jejuns prolongados, permanecer bem hidratado e preservar uma rotina relativamente estável, costumam reduzir bastante o risco de crises sem comprometer o prazer de aproveitar o fim de semana.

"A enxaqueca não acontece porque o cérebro é fraco. Ela acontece porque ele é mais sensível às mudanças. Quanto maior a previsibilidade da rotina, menor tende a ser a chance de ativar os mecanismos responsáveis pela crise", destaca.

A neurologista reforça que conhecer os próprios gatilhos é um passo importante para conviver melhor com a doença, mas que isso deve ser feito sem abrir mão da qualidade de vida. "Ter enxaqueca não significa deixar de descansar ou aproveitar os momentos de lazer. Significa conhecer melhor o funcionamento do próprio cérebro para fazer escolhas que reduzam as crises. Quando identificamos os gatilhos e tratamos a doença adequadamente, é perfeitamente possível aproveitar o fim de semana sem que a dor estrague os planos", conclui Dra. Helena.

 

Fonte: Dra. Helena Providelli – Neurologista especialista em cefaleias e Diretora Técnica do Instituto Providelli.


Vai pegar a estrada nas férias? Confira sete cuidados para uma viagem mais segura

 

Via Raposo orienta motoristas sobre a importância da revisão do veículo, do planejamento da viagem e das paradas para descanso; concessionária mantém atendimento 24 horas e seis bases de apoio aos usuários 

 

As férias escolares costumam aumentar o movimento nas rodovias paulistas, com muitas famílias aproveitando o período para viajar. Para que o passeio comece e termine bem, a Via Raposo orienta os motoristas a adotarem alguns cuidados antes e durante a viagem. Além das medidas preventivas, a Concessionária conta com uma estrutura de atendimento que funciona 24 horas por dia para oferecer assistência aos usuários ao longo dos 285 quilômetros sob sua administração.

Desde o início da concessão, em fevereiro deste ano, a Via Raposo implantou um serviço inédito no trecho da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) entre Itapetininga e Ourinhos: atendimento operacional permanente aos usuários. Nos primeiros quatro meses de operação, as equipes registraram mais de 8 mil atendimentos, demonstrando a importância da presença contínua ao longo da rodovia.

Somente as equipes de inspeção de tráfego realizaram 3.828 atendimentos, monitorando as condições da via e prestando apoio aos usuários. No período, também foram registrados 2.665 socorros mecânicos, 613 atendimentos médicos, 1.379 remoções de veículos por guincho e 47 atendimentos de combate a incêndio. Ou seja, problemas nos veículos lideram o ranking de atendimentos, mostrando que é imprescindível leva-los para revisão antes de pegar a estrada.

"Os números refletem a presença permanente das equipes ao longo da rodovia. Nosso compromisso é oferecer uma infraestrutura mais segura e um atendimento rápido e eficiente para quem utiliza as rodovias administradas pela Via Raposo", destaca Bruno dos Santos, coordenador de Operações da Via Raposo.

Outro diferencial para quem vai viajar nas férias são os seis Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs) distribuídos ao longo do trecho concedido. As bases oferecem água potável, banheiros, fraldário, totem de autoatendimento para contato com o Centro de Controle Operacional (CCO) e um ambiente seguro para que motoristas e passageiros possam fazer uma pausa durante a viagem.

A recomendação da concessionária é que os condutores aproveitem esses espaços para descansar antes de retomar o percurso. Uma breve parada ajuda a reduzir o cansaço, recuperar a atenção e tornar a viagem mais segura para todos os ocupantes do veículo.

 


Saiba mais sobre a Via Raposo em https://viarapososp.com.br/ e nos siga em @viaraposo. Se precisar de ajuda, ligue 0800 270 2700.


DER-SP realiza Operação 9 de Julho com previsão de 12,2 milhões de veículos nas estradas durante o feriado


Entre 8 e 12 de julho, mais de 1,4 mil colaboradores estarão nas principais rodovias para reforçar a segurança, evitar fatalidades e dar suporte aos condutores



O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, realizará, entre 8 e 12 de julho, a Operação 9 de Julho 2026. Com mais de 300 veículos e 1,4 mil colaboradores mobilizados nas regiões serranas e litorâneas, estão previstas diversas medidas para reforçar a segurança, reduzir o número de fatalidades e garantir o suporte necessário aos usuários.

O DER-SP estima que mais de 12,2 milhões de veículos deverão circular nos 12 mil quilômetros de rodovias paulistas sob gestão do Departamento durante o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932. A operação contempla um conjunto de medidas técnicas voltadas à otimização do fluxo viário e à redução dos riscos aos usuários, com o monitoramento contínuo do tráfego em trechos críticos, além de desvios operacionais e pontos de controle de acesso, entre outras ações.

As equipes operacionais serão distribuídas estrategicamente nas principais rodovias administradas pelo DER-SP, incluindo as seguintes rodovias: Arão Sahm e Pedro Astenori Marigliani (SP 008); Oswaldo Barbosa Guisardi (SP 046); Monteiro Lobato (SP 050); Amador Bueno da Veiga, Vereador Abel Fabrício Dias e Professor Marieta Vilela da Costa Braga (SP 062); Prefeito Aziz Lian (SP 107); Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123); Doutor Caio Gomes Figueiredo (SP 132); Paulo Virgílio (SP 171); e Engenheiro Geraldo Mantovani e Engenheiro Constantino Cintra (SP 360), com o objetivo de garantir maior segurança e agilidade no atendimento às ocorrências.

Para garantir o sucesso da operação, o DER-SP disponibiliza caminhonetes, picapes, motocicletas de inspeção, guinchos leves e pesados, veículos do tipo "papacone" (para facilitar a colocação e retirada de cones de sinalização), viaturas de combate a possíveis focos de incêndio e unidades para captura de animais, assegurando prontidão para diferentes tipos de ocorrência. A estrutura garante ainda a resposta rápida às demandas e cobertura contínua em pontos estratégicos.

Em caso de emergência, o DER-SP disponibiliza atendimento gratuito e ininterrupto pelo telefone 0800 055 5510, com equipes preparadas para prestar auxílio mecânico e apoio operacional aos usuários das rodovias estaduais. O DER-SP reforça que respeitar as leis de trânsito e manter os veículos em boas condições são medidas fundamentais para evitar acidentes e preservar vidas.

Movimento previsto (8 a 12 de julho) 

Arão Sahm e Pedro Astenori Marigliani (SP 008): 249.768
Oswaldo Barbosa Guisardi (SP 046): 34.689
Monteiro Lobato (SP 050): 64.969
Amador Bueno da Veiga, Vereador Abel Fabrício Dias e Professor Marieta Vilela da Costa Braga (SP 062): 97.847
Prefeito Aziz Lian (SP 107): 32.415
Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123): 143.107
Doutor Caio Gomes Figueiredo (SP 132): 12.806
Paulo Virgílio (SP 171): 38.437
Engenheiro Geraldo Mantovani e Engenheiro Constantino Cintra (SP 360): 132.072
Demais rodovias administradas pelo Departamento: 11.468.691
Total: 12.274.801



Melhores horários para viajar


Para orientar motoristas que utilizarão as estradas sob gestão do DER-SP, o Departamento divulga os intervalos de menor circulação: 

Quarta-feira (8): 0h às 14h; 22h à meia-noite
Quinta-feira (9): 0h às 7h; 21h à meia-noite
Sexta-feira (10): 0h às 14h; 22h à meia-noite
Sábado (11): 0h às 7h; 21h à meia-noite
Domingo (12): 0h às 7h; 21h à meia-noite


Paulo Fernando Santos de Souza -  Coordenador de Operações Viárias do DER-SP


O desafio da cidadania digital: como o novo ECA Digital redefine a responsabilidade de escolas e famílias

Divulgação
Villa
Com regras mais rígidas sobre o uso de telas, proteção de dados e combate ao cyberbullying, a nova legislação exige que o ambiente escolar vá além do pedagógico e atue na segurança jurídica e emocional dos estudantes


Quarto escuro, o brilho azul da tela refletido no rosto e o polegar que desliza incessantemente, capturado pelas engrenagens de um algoritmo desenhado para reter a atenção. Do outro lado da tela, uma notificação traz um comentário hostil disfarçado de brincadeira. O cenário, comum na rotina de milhares de crianças e adolescentes, ilustra exatamente os riscos que a Lei nº 15.211/2025, o ECA Digital, busca combater. 

 

A nova legislação impõe limites mais rigorosos ao chamado design viciante das plataformas, estabelece regras rígidas para a proteção de dados de menores e destaca a responsabilidade civil no ambiente virtual, transformando a segurança digital em uma pauta importante.

 

Diante desse novo panorama, as instituições de ensino enfrentam o desafio de formar cidadãos preparados para a complexidade da era digital. Longe de ser um tema técnico ou um discurso comercial, educar para o uso seguro da internet tornou-se um compromisso pedagógico e social, que exige uma construção transparente e contínua entre a escola e a comunidade.

 

Proteção antecipada e cultura digital no currículo

No Colégio Villa Global Education, o cuidado com a segurança digital e a privacidade dos estudantes não nasceu com a nova legislação. A proteção dos alunos já era uma prioridade institucional consolidada muito antes de o ECA Digital entrar em vigor. A escola integra a cultura digital como uma das sete dimensões essenciais de seu currículo desde a primeira infância, ao lado de pilares como sustentabilidade, pensamento científico e a dimensão socioemocional. 

 

A proposta pedagógica da instituição visa preparar o estudante para exercer uma cidadania ativa e ética, promovendo a chamada “dieta digital”, termo para conscientizar os jovens sobre a qualidade dos conteúdos que consomem. 

 

Segundo a diretora pedagógica Selma Brito: "o ECA digital reforça essa ideia, estendendo-a ao ambiente virtual. O Villa, antecipando-se a essa discussão, já abordava a cidadania digital em seu currículo, buscando compreender os desafios que a relação entre pais e o mundo digital impõe”, detalha.

 

Na rotina escolar, essa visão se traduz em medidas práticas que foram adotadas de forma pioneira, como a restrição do uso de celulares em sala de aula antes mesmo de decretos específicos e a aplicação de filtros rígidos de segurança na rede interna. Além disso, o colégio trabalha transversalmente em suas turmas temas como direitos autorais, checagem de fake news, expressão adequada para diferentes públicos e o pensamento computacional para a resolução de problemas complexos.

 

Quando a brincadeira se torna responsabilidade legal

Um dos pontos sensíveis do novo ECA Digital é o tratamento rigoroso conferido a práticas como o bullying e o cyberbullying, que deixam de ser vistas de forma branda e passam a carregar implicações legais severas tanto para os autores quanto para os seus responsáveis.

 

A escola desempenha um papel crucial como o principal espaço de socialização coletiva dos jovens na atualidade. Erros de convivência fazem parte do desenvolvimento moral e social das crianças, mas a mediação precisa ser firme. Brito pontua a importância de encarar esses episódios com maturidade pedagógica:

 

"O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) enfatiza a importância de tratar comportamentos inadequados, especialmente entre crianças e adolescentes, com a seriedade que merecem, em vez de minimizá-los como brincadeiras”, conta.

 

Para dar suporte a essa realidade, a instituição atualizou seu regimento interno e conta com programas de convivência baseados no autoconhecimento e na ciência da felicidade (através do Happiness Center), orientando as famílias a não minimizarem as falhas dos filhos e a enxergarem o processo corretivo como um ato educativo.

 

Maturidade jurídica e gestão de riscos

A adequação aos parâmetros do ECA Digital e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige um corpo diretivo tecnicamente preparado. Recentemente, a equipe gestora do colégio passou por treinamentos específicos voltados para a responsabilidade civil e digital. De acordo com Beatriz Farias, coordenadora jurídica do Villa, o nível de maturidade institucional da escola em relação à privacidade facilitou a transição para as regras da nova lei.

 

A especialista reforça que a negligência de instituições de ensino diante do cenário digital pode acarretar sérias consequências. Os principais riscos para as escolas que não se adequam incluem a responsabilização jurídica por danos morais, sanções regulatórias baseadas na LGPD e o prejuízo reputacional. 

 

"A atuação preventiva, especialmente envolvendo crianças e adolescentes, é muito mais relevante do que a reação após o dano”, destaca Farias. O zelo com a privacidade estende-se também ao controle rigoroso do uso de imagens em redes sociais e eventos, exigindo autorizações contratuais detalhadas e o letramento contínuo das próprias famílias para que também evitem expor outros menores de idade em seus perfis pessoais.

 

"A confiança das famílias é um ativo central para qualquer instituição de ensino, e incidentes envolvendo crianças, especialmente no ambiente digital, têm alto potencial de desgaste público”, detalha.

 

Diálogo com a comunidade: o encontro temático

Como parte das ações práticas para envolver a comunidade e acolher as famílias nessa transição, o Colégio Villa promoveu a primeira edição do projeto PodVilla. O encontro teve como tema central "Educação na Era Digital: Direitos, Deveres e Cuidados" e funcionou como um espaço de acolhimento e orientação estratégica. 


Com a mediação da diretora pedagógica Selma Brito, o encontro reuniu a advogada Ionara Oliveira e a professora e delegada aposentada Kátia Brasil, para alinhar as expectativas pedagógicas e as diretrizes jurídicas diante das novas exigências do ECA Digital. O projeto conta com outras edições e novos convidados que debatem temas voltados à educação e cuidado com crianças e jovens. 

 

Está em curso uma guerra silenciosa da IA?

Especialista analisa como o de visto de investidor EB-5 se tornou a nova proteção patrimonial para os brasileiros em meio à corrida pela soberania tecnológica e o acesso à educação de elite nos Estados Unidos como "escudo" para o legado de famílias de alta renda


Enquanto as atenções globais se voltam para os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio – acentuados há meses, quando, em 28 de fevereiro de 2026, uma coalizão entre os Estados Unidos e Israel lançou uma grande ofensiva aérea contra o Irã, resultando no bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz –, uma guerra silenciosa, e igualmente decisiva, ocorre nos bastidores das grandes potências.

“Não se trata de territórios físicos, mas de soberania tecnológica. Atualmente, países como os Estados Unidos e a China travam uma batalha pelo domínio da Inteligência Artificial (IA), e o combustível dessa ‘guerra econômica’ é o capital humano altamente qualificado”, diz Marcelo Gorenstein, Diretor da LCR Capital Partners no Brasil e América Latina. 

No cenário interno, embora o Brasil tenha apresentado um crescimento do PIB de 2,3% em 2025, o país enfrenta um 2026 marcado por incertezas fiscais e por uma política monetária restritiva. Para as famílias de alto patrimônio, além das oscilações econômicas, há o risco relacionado ao hiato educacional e tecnológico.

“Enquanto o mundo discute a fronteira da IA, a educação brasileira ainda luta para oferecer uma formação técnica e estratégica que dialogue com essa nova ordem global”, alerta o executivo.


Visto de investidor EB-5 como "ativo de defesa educacional"

É nesse cenário de transformação acelerada que o visto de investidor EB-5 ganha um novo contorno para os investidores. “Ele transcende a ideia de um simples Green Card e se torna um ativo de defesa educacional", analisa Gorenstein.

Ao proporcionar acesso direto às instituições de ensino de elite nos Estados Unidos, o visto EB-5 coloca os herdeiros do patrimônio brasileiro no epicentro do desenvolvimento da IA. Para o diretor da LCR Capital Partners o movimento é mais do que morar fora; trata-se de garantir que a próxima geração seja protagonista na economia do futuro.


Inteligência como a moeda mais forte

Se para quem quer proteger o que construiu, a dolarização é o primeiro passo, a internacionalização do ensino vai além. Para quem visa multiplicar e perenizar o legado em um mundo em constante "conflito" tecnológico, a educação de padrão global é o único escudo eficiente.

"No final, o sucesso na sucessão patrimonial não depende apenas de quanto se herda, mas de quão preparado se está para gerir ativos em um mundo onde a inteligência – humana e artificial – é a moeda mais forte", conclui o executivo.


LCR Capital Partners 

 

Metade do ano: o esgotamento das equipes pode ser um sinal de alerta para a gestão

Acúmulo de demandas, pressão por resultados e ausência de pausas efetivas ajudam a explicar por que junho se tornou um período crítico para produtividade e engajamento 


A chegada do segundo semestre costuma ser acompanhada por um aumento da pressão por resultados, revisões de metas e aceleração dos planos de negócio. Mas, para muitas organizações, esse período também revela um problema menos visível: equipes que chegam à metade do ano operando no limite da capacidade emocional e produtiva.

Embora o burnout represente o estágio mais grave do esgotamento profissional, especialistas observam que existe uma zona intermediária de desgaste que muitas vezes passa despercebida pelas empresas. Queda de engajamento, menor participação em reuniões, dificuldade de concentração, aumento de conflitos internos e redução da capacidade de inovação costumam surgir muito antes de um afastamento formal ou de um pedido de desligamento.

O desafio é que esses sinais frequentemente são interpretados como falta de comprometimento ou baixa performance individual, quando podem indicar problemas estruturais na forma como o trabalho está sendo organizado.

Para Hosana Azevedo, Gerente de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o desgaste das equipes deve ser analisado como um indicador de gestão.

“Quando várias pessoas começam a apresentar sinais de exaustão ao mesmo tempo, dificilmente estamos falando apenas de uma questão individual. É importante que as empresas observem se existem sobrecarga recorrente, falta de clareza sobre prioridades, metas incompatíveis com os recursos disponíveis ou lideranças que acabam reforçando uma cultura de pressão constante.

”A discussão ganha relevância em um momento em que os riscos psicossociais passaram a ocupar espaço mais estratégico dentro das organizações. Com as atualizações da NR-1, empresas são estimuladas a incorporar fatores relacionados à saúde mental em seus processos de identificação e gestão de riscos ocupacionais.

Isso significa olhar para elementos que muitas vezes ficam fora dos indicadores tradicionais de desempenho, como excesso de jornadas prolongadas, dificuldade de desconexão, ambientes de trabalho marcados por conflitos frequentes, comunicação pouco transparente ou ausência de suporte das lideranças.

Segundo Hosana, um erro comum é tratar ações de bem-estar como solução isolada para problemas que têm origem na própria dinâmica de trabalho.

“Muitas organizações investem em iniciativas voltadas ao bem-estar, o que é positivo, mas nem sempre analisam as causas do desgaste. Se a estrutura continua gerando sobrecarga constante, nenhuma ação pontual será suficiente para resolver o problema.

”Entre as práticas recomendadas por especialistas estão a revisão periódica da distribuição de demandas, a definição clara de prioridades, o treinamento de lideranças para identificação precoce de sinais de esgotamento, pesquisas regulares de clima organizacional e a criação de canais seguros para que os colaboradores possam reportar situações de sobrecarga.

O tema também tem impacto direto na retenção de talentos. Em um mercado onde profissionais valorizam cada vez mais qualidade de vida, flexibilidade e ambientes psicologicamente seguros, organizações que negligenciam a saúde mental tendem a enfrentar mais dificuldades para atrair e manter equipes engajadas.

“Saúde mental não pode ser tratada apenas quando surge um problema. As empresas mais preparadas são aquelas que conseguem atuar preventivamente, criando ambientes sustentáveis para que as pessoas entreguem resultados sem comprometer seu bem-estar ao longo do caminho”, conclui Hosana.

Infojobs


Eleições 2026: O Brasil rico que ainda não enriqueceu

 

O Brasil possui recursos naturais extremamente valiosos – terra cultivável, disponibilidade hídrica, clima, matriz energética etc. – difíceis de replicar que, na ótica do economista David Ricardo, revelavam-se vantagens comparativas do nosso país. Em razão disso, somos líderes mundiais nos segmentos de commodities agrícolas, proteína animal, mineração, petróleo, celulose, energia renovável, dentre outros.

 

Sob este prisma, portanto, não há dúvida de que o Brasil é um país rico. Acontece que esta riqueza ainda não é percebida por grande parte da população brasileira. De fato, somos um país rico com uma população pobre. Neste sentido, para nos tornarmos efetivamente ricos precisamos construir vantagens competitivas. Utilizando-se os conceitos de Michael Porter, é preciso capturar valor a partir dos nossos recursos naturais abundantes.

 

Neste breve ensaio, listo abaixo alguns dos nossos “gargalos” que deveriam fazer parte dos planos estratégicos de governo dos candidatos à Presidência da República no momento em que nos aproximamos do pleito eleitoral: 

 

(i) Baixa qualidade média da educação básica e de formação técnica, resultando em mão de obra pouco qualificada, o que impede o aumento estrutural da nossa produtividade e igualmente dificulta a inovação tecnológica;

 

(ii) Infraestrutura ineficiente – envolvendo saneamento, mobilidade urbana, rodovias, ferrovias, armazenagem, portos –, o que produz reflexos diretos na competitividade sistêmica;

 

(iii) Instabilidade macroeconômica, decorrente de descontrole fiscal com impactos diretos nas taxas de inflação, no câmbio e nas taxas de juros, o que gera um alto custo de capital para as empresas e reduz investimentos e empreendedorismo no país;

 

(iv) Ambiente institucional desafiador, em decorrência de complexidade tributária, insegurança regulatória, excesso de contencioso judicial, gerando o famoso “custo Brasil”, que igualmente inibe investimentos internos e estrangeiros;

 

(v) Insegurança pública, que afeta não apenas a qualidade de vida no Brasil, mas também gera perda de eficiência por meio de custos sistêmicos de “proteção” que são incorridos em toda a cadeia produtiva, além de corroer a confiança e reduzir o horizonte temporal dos agentes econômicos.

 

Em suma, às vésperas das eleições de 2026, já está na hora de o ‘país do futuro’ se tornar um ‘país do presente’. Procura-se um estadista com plano estratégico nacional para transformar as nossas vantagens comparativas naturais em riqueza efetiva para os cidadãos brasileiros.  

 

Fernando Murcia Professor da FIPECAFI e FEA/USP

 

CPFL Paulista registra aumento nas ocorrências por pipa na região de Campinas

Distribuidora reforça campanha do Guardião da Vida durante as férias escolares e alerta sobre riscos do cerol

 

A CPFL Paulista registrou aumento de 6,5% nas ocorrências de interrupções de energia causadas por pipas entre janeiro e maio de 2026. Passou de 1746 para 1859 casos na área de concessão. Campinas segue como a cidade com maior volume. Entre janeiro e maio foram 277 casos, frente a 249 no mesmo período de 2025, alta de 11%.

Outras cidades da região também apresentaram crescimento expressivo. Sumaré avançou de 61 para 81 casos (+33%). Hortolândia registrou salto de 62 para 101 ocorrências (+63%).

Segundo Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, soltar pipas é uma brincadeira tradicional e saudável, mas quando feita perto da rede elétrica ou com o uso de cerol, torna-se um risco grave. “Nosso objetivo é conscientizar a população para que a diversão não se transforme em acidente ou em falta de energia para milhares de pessoas”, reforça.

 

Risco elétrico e proibição legal

O contato de pipas com a rede elétrica, especialmente quando a linha é revestida com cerol ou linha chilena, pode provocar curtos-circuitos, desligamentos em larga escala e risco à segurança de quem estiver nas proximidades. A linha abrasiva também representa perigo direto a pedestres, ciclistas e motociclistas.

A Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe, em São Paulo, a fabricação, comercialização e uso de linha com cerol ou linha chilena. Infratores estão sujeitos a multa e, em caso de acidentes, podem responder criminalmente.

 

Guardião da Vida nas férias de julho

Com o início das férias escolares, a CPFL Paulista reforça as ações do Guardião da Vida, programa de educação em segurança elétrica presente em escolas da região. O programa inclui palestras, distribuição de material informativo e campanhas voltadas a crianças, adolescentes e suas famílias.

 

Orientações para brincar com segurança:

· Nunca solte pipa perto de postes, fios elétricos ou subestações.

· Não use linha com cerol ou linha chilena — além de ilegal, coloca vidas em risco.

· Se a pipa cair na rede elétrica, não tente retirar. Chame a CPFL.

· Prefira locais abertos e afastados da rede elétrica para brincar. 

Para comunicar ocorrências e emergências, a CPFL Paulista disponibiliza o telefone 0800 010 1010 e o aplicativo da empresa. Para mais orientações e dicas de segurança, acesse: https://guardiaodavida.com.br/.

 

Reforma tributária pode reduzir investimentos sociais em R$ 1,6 bilhão

Setor filantrópico acompanha regulamentação e defende ajustes para evitar aumento de custos e preservar recursos destinados a projetos sociais


O Brasil registrou, em 2025, o maior volume de investimentos sociais viabilizados por incentivos fiscais da série histórica: R$ 7,5 bilhões destinados a projetos nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte e assistência social. Apesar do recorde, o setor projeta uma possível retração. Mudanças relacionadas à regulamentação da reforma tributária podem reduzir esses recursos em pelo menos R$ 1,6 bilhão até 2033.

Segundo o levantamento Panorama dos Incentivos Fiscais 2026, lançado pela Simbi, o impacto está relacionado principalmente à extinção progressiva do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS) — que servem de base para leis estaduais e municipais de incentivo fiscal — e à redução dos limites de dedução do Imposto de Renda para empresas.

Para instituições que atuam na prestação de serviços essenciais, a reforma tributária altera a estrutura de custos no novo modelo de créditos e tributação sobre o consumo, com efeito direto sobre a sustentabilidade de atividades nas áreas de saúde, educação e assistência social.

“A reforma tributária traz uma mudança estrutural no sistema de tributação e precisa considerar as particularidades das instituições filantrópicas. Essas organizações têm uma lógica própria de atuação, baseada no reinvestimento integral dos recursos em serviços essenciais. Sem regras claras para o aproveitamento de créditos no novo modelo, há risco de aumento dos custos operacionais e redução da capacidade de atendimento à população”, afirma a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, Carmem Murara.

Esse cenário tem mobilizado o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), que articula propostas no Congresso Nacional para preservar a neutralidade tributária das entidades no novo sistema. Entre elas estão o Projeto de Lei Complementar nº 26/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados, e o Projeto de Lei Complementar nº 45/2026, no Senado Federal. As propostas tratam de mecanismos para evitar o aumento indireto dos custos operacionais e garantir o aproveitamento de créditos tributários no modelo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

“A regulamentação da reforma tributária tem reunido instituições filantrópicas, entidades representativas e parlamentares. O Grupo Marista acompanha as propostas em tramitação e participa desse debate para defender a sustentabilidade das instituições filantrópicas e a continuidade dos serviços em saúde, educação e assistência social”, destaca.

Embora mantenham a imunidade tributária, as entidades filantrópicas podem enfrentar aumento de custos indiretos no novo sistema, sobretudo na aquisição de bens e serviços essenciais, caso não sejam criadas regras específicas para compensação de créditos. Estudo técnico da LCA Consultoria Econômica, encomendado pelo Fonif, estima um aumento indireto de custos de 4,2% na educação, 11,2% na assistência social e 1,8% na saúde. Apenas na compra de equipamentos e dispositivos médicos por hospitais filantrópicos, o custo adicional anual pode chegar a R$ 172 milhões.

A situação é ainda mais crítica em regiões com menor cobertura de saúde pública. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que 725 municípios brasileiros dependem exclusivamente de hospitais beneficentes como única alternativa de atendimento hospitalar. Isso significa que cerca de 20 milhões de pessoas ficariam sem outra opção caso essas instituições reduzissem sua capacidade operacional.

“Quando os custos operacionais aumentam, a capacidade de investimento em infraestrutura, tecnologia e ampliação do atendimento diminui. No fim, são recursos que deixam de ser convertidos em serviços diretos à população”, aponta Carmem.

 

Posts mais acessados