Consumo excessivo, principalmente entre adolescentes e jovens,
pode provocar alterações cardiovasculares e comprometer a saúde do coração,
afirma especialista da Unimed Araxá 
Imagem gerada por Inteligência Artificial
As bebidas energéticas ganharam espaço na
rotina de milhões de pessoas como alternativa para enfrentar o cansaço,
prolongar o rendimento nos estudos, no trabalho ou durante atividades de lazer.
No entanto, o consumo desses produtos, especialmente de forma frequente ou
associado ao álcool e ao exercício físico intenso, pode representar riscos
importantes para a saúde cardiovascular. O alerta é do cardiologista da Unimed
Araxá, Flávio Pacheco Paes, que chama a atenção para os efeitos dos
estimulantes presentes nessas bebidas.
Segundo o especialista, a combinação de
substâncias como cafeína, taurina, guaraná, ginseng, glucuronolactona e açúcar
exerce ação direta sobre o sistema cardiovascular. "A cafeína estimula o
sistema nervoso e pode aumentar a liberação de adrenalina e noradrenalina. Como
consequência, pode elevar a frequência cardíaca, a pressão arterial e a força
de contração do coração. Quando associada a outras substâncias estimulantes
presentes na bebida, essa resposta pode ser intensificada", explica.
Estudos científicos apontam que o consumo
de energéticos pode favorecer o surgimento, inclusive, de arritmias. Há ainda
relatos de infarto, formação de coágulos e outras complicações cardiovasculares
graves após o consumo excessivo. A preocupação é ainda maior em relação aos
adolescentes e jovens adultos, público que concentra boa parte do consumo
dessas bebidas. De acordo com o Dr. Flávio Pacheco Paes, pesquisas já
identificaram alterações no eletrocardiograma de crianças e adolescentes
saudáveis após a ingestão de energéticos, mesmo em doses consideradas
pequenas. "Embora essas alterações nem sempre provoquem sintomas,
elas mostram que o coração dos mais jovens também pode reagir a essas
bebidas", destaca.
O cardiologista ressalta que o risco aumenta quando os energéticos são consumidos em conjunto com bebidas alcoólicas, drogas ilícitas ou durante atividades físicas intensas. Além de sobrecarregar o sistema cardiovascular, essa associação pode dificultar a percepção dos efeitos do álcool e do próprio cansaço, favorecendo situações de risco.
Diante desse cenário, o especialista recomenda que crianças e adolescentes evitem o consumo de bebidas energéticas. Pessoas com doenças cardíacas, hipertensão arterial ou histórico familiar de arritmias devem sempre buscar orientação médica. "Para melhorar a disposição, é preferível investir em sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física regular e pausas durante o estudo ou o trabalho. As bebidas energéticas não são inofensivas e o consumo excessivo pode representar um risco cardiovascular real", afirma.
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