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terça-feira, 7 de julho de 2026

Chocolate vicia? A genética pode explicar por que algumas pessoas não conseguem resistir ao doce

No Dia Mundial do Chocolate, especialista revela como o DNA influencia a preferência pelo alimento, a percepção dos sabores e até a vontade de comer mais açúcar
 

Esconder uma barra de chocolate para não dividir, sentir vontade de comer um doce depois do almoço ou simplesmente não conseguir gostar de chocolate amargo. Se alguma dessas situações parece familiar, saiba que a explicação pode estar além do paladar: ela também pode estar escrita no DNA. 

No Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, estudos reforçam que a genética exerce um papel importante na forma como cada pessoa percebe os sabores e desenvolve preferências alimentares. Embora fatores como cultura, memória afetiva e hábitos de vida tenham grande influência, variantes genéticas podem tornar algumas pessoas mais sensíveis ao sabor amargo ou mais propensas a preferir alimentos doces. 

"É comum pensar que gostar de chocolate é apenas uma questão de hábito, mas a ciência mostra que a genética também influencia nossas preferências alimentares. Ela ajuda a explicar por que duas pessoas podem experimentar o mesmo chocolate e ter percepções completamente diferentes sobre o sabor", explica Ricardo Di Lazzaro, médico geneticista, fundador da Genera e consultor em genética da Dasa.
 

Por que algumas pessoas odeiam chocolate amargo? 

Um dos principais responsáveis por essa diferença é o gene TAS2R38, ligado à percepção do sabor amargo. Dependendo das variantes herdadas, algumas pessoas possuem receptores mais sensíveis e percebem com muito mais intensidade o amargor presente no cacau. 

Na prática, isso significa que um chocolate com 70% de cacau pode ser agradável para algumas pessoas, enquanto para outras o sabor se torna intenso e pouco atrativo. O mesmo acontece com alimentos como café sem açúcar, rúcula, brócolis, agrião e cervejas mais amargas. 

"Essa diferença não significa que um grupo tenha um paladar melhor que o outro. Apenas mostra que cada organismo interpreta os sabores de forma diferente", afirma o especialista.
 

Existe um "gene do chocolate"?

A resposta é não. O desejo por chocolate é resultado de uma combinação de fatores biológicos, emocionais e comportamentais. Ainda assim, estudos mostram que diferentes variantes genéticas podem influenciar tanto a percepção dos sabores quanto a preferência por alimentos ricos em açúcar. 

Além disso, o chocolate estimula a liberação de neurotransmissores relacionados à sensação de prazer e recompensa, como a dopamina, o que ajuda a explicar por que muitas pessoas recorrem ao doce em momentos de estresse, ansiedade ou busca por conforto. 

"A genética não determina que alguém será apaixonado por chocolate, mas pode aumentar a predisposição para determinadas preferências alimentares. O comportamento alimentar é multifatorial e envolve também ambiente, educação, rotina e emoções", explica Di Lazzaro.
 

O DNA pode ajudar a personalizar a alimentação 

Os avanços da genômica permitem identificar características relacionadas ao metabolismo e às preferências alimentares por meio de testes genéticos realizados a partir da saliva. Entre as informações avaliadas estão predisposições ligadas à percepção do sabor amargo, preferência por doces e resposta do organismo a diferentes nutrientes. 

Segundo o especialista, conhecer essas características pode contribuir para estratégias nutricionais mais individualizadas e sustentáveis. 

"Quando entendemos melhor como nosso organismo funciona, conseguimos fazer escolhas mais conscientes. A genética não substitui uma alimentação equilibrada, mas oferece informações que ajudam a construir hábitos mais compatíveis com cada pessoa", conclui.


Julho Amarelo: testagem gratuita em Goiânia reforça importância do diagnóstico precoce das hepatites virais

Campanha será realizada no Órion Complex, em parceria com a Prefeitura de Goiânia, no dia 8 de julho, das 10h às 16h, com testes rápidos e orientações à população 

 

Milhares de brasileiros convivem com hepatites virais sem saber. Como essas infecções costumam evoluir de forma silenciosa, o diagnóstico é considerado a principal estratégia para evitar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. Com esse objetivo, o Órion Complex e a Prefeitura de Goiânia promovem, no dia 8 de julho, das 10h às 16h, uma campanha gratuita de testagem para hepatites virais, em alusão ao Julho Amarelo, mês de conscientização sobre a doença. 

A ação é aberta ao público e busca ampliar o acesso ao diagnóstico, além de orientar a população sobre prevenção, vacinação e tratamento. O atendimento será realizado por demanda espontânea, sem necessidade de agendamento. 

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria dos casos, porém, não apresentam sintomas durante anos. Nas fases agudas, os sinais podem incluir cansaço, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. 

Os principais tipos são as hepatites A, B e C. Enquanto a hepatite A costuma apresentar evolução benigna e recuperação espontânea, as hepatites B e C exigem atenção especial por poderem permanecer silenciosas por longos períodos. Sem diagnóstico e tratamento, essas infecções podem evoluir para hepatite crônica, cirrose, câncer de fígado e até levar à necessidade de transplante. 

Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, mostram que, entre 2000 e 2024, foram registrados 826.292 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Desse total, 174.977 foram de hepatite A, 302.351 de hepatite B, 342.328 de hepatite C, 4.722 de hepatite D e 1.914 de hepatite E. No mesmo período, também foram contabilizados 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 por causas associadas às hepatites virais. 

Para o hepatologista Heitor Rosa, que atende no centro clínico do Órion Complex, um dos principais desafios é justamente identificar a doença antes que ela provoque danos irreversíveis ao fígado. 

"As hepatites B e C geralmente evoluem sem sintomas. Muitas vezes, a pessoa convive com o vírus durante anos sem saber e só descobre quando já desenvolveu uma hepatite crônica, cirrose ou até câncer de fígado. Por isso, fazer o teste é fundamental para permitir o diagnóstico e iniciar o tratamento antes que ocorram complicações", afirma. 

Além da testagem, a campanha também terá uma abordagem educativa. Equipes de saúde estarão disponíveis para esclarecer dúvidas sobre formas de transmissão, prevenção e vacinação. 

Segundo Leandro Vilela, coordenador do Programa de Prevenção às ISTs, HIV/Aids, Sífilis e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, a campanha facilita o acesso ao diagnóstico e amplia as oportunidades de prevenção. 

"A campanha é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico, já que muitas pessoas convivem com as hepatites virais sem apresentar sintomas. A iniciativa permite identificar casos precocemente, iniciar o tratamento quando necessário e interromper a cadeia de transmissão", destaca.

 

Serviço

Campanha de testagem gratuita para hepatites virais

Data: 8 de julho

Horário: das 10h às 16h

Local: Órion Complex (Av. Portugal, 1148 - St. Marista, Goiânia - GO, 74150-030) 

Atendimento gratuito e sem necessidade de agendamento

Realização: Órion Complex e Prefeitura de Goiânia.

 

Julho Neon: avanço na saúde bucal infantil contrasta com desafios enfrentados por adultos e idosos no Brasil

Campanha nacional reforça a importância da prevenção ao longo da vida; especialista alerta que a saúde da boca influencia diretamente a saúde do organismo

 

Julho marca a realização do Julho Neon, mês oficial da saúde bucal no Brasil, instituído pela Lei nº 15.408/2026. A campanha chega em um momento em que os indicadores mostram uma evolução importante na prevenção entre as crianças, mas também evidenciam uma dívida histórica com adultos e idosos, que ainda convivem com altos índices de perda dentária e doenças bucais. 


Os dados mais recentes do levantamento SB Brasil mostram que 53,17% das crianças brasileiras de 5 anos estão livres de cárie, reflexo da ampliação das ações preventivas, da fluoretação da água, do acesso ao creme dental fluoretado e da expansão dos serviços odontológicos na Atenção Primária.

 

Apesar desse avanço, o cenário mudou significativamente ao longo da vida. Muitos brasileiros chegam à idade adulta acumulando problemas que poderiam ter sido evitados com acompanhamento odontológico regular, como doença periodontal, perda dentária e necessidade de reabilitação oral.

 

Segundo o cirurgião-dentista Dr. Davi Cunha, a saúde bucal deve ser encarada como parte da saúde integral.


"Hoje conseguimos preservar muito mais os dentes das crianças graças à prevenção. O grande desafio é fazer com que essa cultura acompanhe o paciente durante toda a vida. A perda dentária não deve ser vista como uma consequência natural do envelhecimento, mas como um problema que, na maioria dos casos, pode ser prevenido."

 

Além dos impactos estéticos, a perda dos dentes compromete a mastigação, fala, nutrição, autoestima e convivência social. Estudos também relacionam doenças bucais com o agravamento de enfermidades sistêmicas, como diabetes e doenças cardiovasculares, reforçando a necessidade de cuidados contínuos.


Outro desafio está na ampliação do acesso aos serviços odontológicos. Atualmente, a cobertura média da saúde bucal na Atenção Primária no Brasil é de aproximadamente 45%, enquanto o Governo Federal trabalha para ampliar esse índice para 70%.

 

Para o especialista, o Julho Neon representa uma oportunidade de conscientizar a população de que a prevenção continua sendo o tratamento mais eficiente.

 

"A visita periódica ao dentista permite identificar problemas ainda no início, reduz tratamentos complexos e preserva a saúde por muito mais tempo. Cuidar da boca é investir em qualidade de vida em qualquer idade."

 

Proteína x carboidrato: extremismo nutricional pode colocar a saúde em risco, afirma especialista

 Diretora Técnica da Abimapi e nutricionista desmistificam dietas restritivas e explicam por que a combinação dos nutrientes é o verdadeiro segredo para a saciedade

 

Nos consultórios, nas academias e, principalmente, nas redes sociais, o debate nutricional ganhou ares de arquibancada. De um lado, a proteína foi elevada ao status de heroína inquestionável da saúde, da saciedade e da boa forma. Do outro, o carboidrato passou a ser frequentemente colocado na posição de inimigo da balança. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), esse embate não só ignora o funcionamento biológico humano, como pode colocar a saúde em risco. A entidade afirma, portanto, que o importante é o equilíbrio nutricional. 

Sonia Romani, Diretora Técnica da Abimapi, engenheira de alimentos e agrícola, explica que tirar o carboidrato da rotina pode ser prejudicial. “O carboidrato é a nossa principal e mais rápida fonte de energia. Sem o glicogênio estocado, que é o combustível exclusivo para atividades de alta intensidade, o corpo sofre uma queda drástica de rendimento físico”, explica. 

A restrição de carboidratos sem uma necessidade específica não é saudável, é o que também pontua Bianca Naves, nutricionista e embaixadora da Abimapi. “Inclusive, porque o carboidrato é a principal fonte de energia para o nosso corpo, para o nosso cérebro, para os nossos músculos. E numa dieta com restrição de carboidrato, há risco de perda de massa muscular”, pontua a especialista. 

“Dietas restritivas extremas, como a cetogênica muito severa ou a zero carb, forçam o metabolismo a entrar em um estado de emergência chamado cetose para sobreviver”, alerta Sonia Romani. A especialista cita um estudo realizado pela Southwest Medical University que demonstrou que com a escassez de glicose, o fígado passa a converter gordura em corpos cetônicos, que funcionam como um combustível alternativo para manter o cérebro e os órgãos funcionando na ausência de carboidratos. "O cérebro, que consome cerca de 120 gramas de glicose por dia para funcionar perfeitamente, sofre o impacto imediato: a restrição gera desidratação acelerada, dificuldade de concentração, dores de cabeça constantes, irritabilidade e tontura”, pontua.

 

O boom das proteínas 

A preferência moderna pelas proteínas se apoia, em grande parte, na forma como o corpo as processa. Os carboidratos, especialmente os mais simples, possuem uma estrutura molecular que começa a ser digerida já na boca. Eles se transformam rapidamente em glicose, o que pode gerar picos de energia e insulina seguidos de quedas bruscas, trazendo a sensação de fome logo em seguida. 

As proteínas, por sua vez, são estruturas tridimensionais complexas que dão trabalho ao organismo. É o que defende a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN). “O corpo gasta entre 20% e 30% das calorias da própria proteína ingerida apenas para conseguir digeri-la e metabolizá-la. Esse processo demorado no ambiente ácido do estômago estimula a liberação prolongada de hormônios que inibem a fome, garantindo uma saciedade muito mais longa”, pontua. 

Mas a grande virada para o corpo humano não é escolher um ou outro. “Quando uma fonte de carboidrato e uma de proteína se encontram na mesma refeição, o organismo atinge um ritmo ideal de absorção”, defende Romani. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, a presença complexa da proteína faz com que o carboidrato passe muito mais devagar para o intestino. Na prática, essa combinação inteligente neutraliza os picos de açúcar no sangue, mantém a energia do corpo totalmente estabilizada e prolonga a sensação de estômago cheio por horas.

“O consumidor pode aplicar a combinação de carboidrato e proteínas, por exemplo, combinando macarrão com carne moída magra, pão com peito de frango ou ovos. Existem diversas combinações. O ideal mesmo é que haja algum alimento fonte de proteína para esse equilíbrio nutricional e também para o controle do índice glicêmico”, explica Bianca.
 

Engenharia de alimentos como mediadora 

Com a explosão da demanda por produtos ricos em proteínas, a indústria, apoiada pela engenharia de alimentos, precisou driblar barreiras físicas e químicas severas. Sonia explica que colocar muita proteína em um pão ou uma bebida tende a deixar o produto seco, duro, com textura de areia e um forte sabor residual amargo. “Os cientistas de alimentos utilizam tecnologias para resolver isso e entregar saudabilidade com sabor. Isso inclui a quebra enzimática das proteínas, o uso de moléculas bloqueadoras que ‘desligam’ os receptores de amargo na língua do consumidor, e softwares preditivos que calculam a quantidade exata de ingredientes necessária para manter a maciez e o corpo de um produto reformulado”, exemplifica Sonia. 

A especialista explica ainda que a corrida desenfreada pelo consumo de proteínas tem um limite claro imposto pela própria natureza. “A ciência da nutrição documenta que o corpo humano consegue utilizar eficientemente apenas entre 20g e 40g de proteína de alto valor biológico por refeição para a construção e reparação muscular”, pontua. Por isso, consumir quantidades exorbitantes de uma só vez, como 80g em um único prato, não fará os músculos crescerem em dobro. 

O ideal é que a alimentação seja equilibrada em todos os grupos alimentares, conforme pondera Naves. “Proteínas, carboidratos, gorduras e vitaminas minerais e fibras devem fazer parte da dieta. Mas, no caso das proteínas, o excesso não é bem-vindo. O ideal é que a pessoa, se ativa, consuma em torno de 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo de peso durante o dia. Esse total deve ser distribuído em todas as refeições e principalmente nas principais refeições”, reforça a nutricionista. 

A conclusão é clara: a saúde não é construída com exclusões sumárias ou extremismos, mas com uma sinergia inteligente entre os nutrientes disponíveis.


Canetas emagrecedoras podem aumentar risco de desnutrição silenciosa e perda de massa muscular

Magnific
Estudo com mais de 480 mil pacientes associa uso de agonistas de GLP-1 a deficiências de vitaminas, minerais e redução de massa magra


O sucesso das canetas emagrecedoras transformou o tratamento da obesidade e ajudou milhões de pessoas a perder peso. Mas, por trás dos resultados na balança, tem sido observado um fenômeno que merece atenção: o aumento do risco de desnutrição e deficiência nutricional em pacientes que reduzem drasticamente a ingestão alimentar durante o tratamento. 

Conhecida por "fome oculta", essa condição ocorre quando o organismo recebe menos nutrientes essenciais do que necessita, mesmo em pessoas que não aparentam estar desnutridas. O problema tem ganhado relevância à medida que cresce o uso de medicamentos que promovem saciedade prolongada e reduzem significativamente o apetite. 

Uma revisão narrativa publicada em Clinical Obesity analisou estudos envolvendo centenas de milhares de adultos e concluiu que a supressão do apetite e a redução significativa da ingestão alimentar podem levar a déficits nutricionais relevantes.¹ 

Segundo a Dra. Renata Bussuan, coordenadora da pós-graduação em Endocrinologia da Afya Educação Médica, os efeitos podem se refletir inclusive na pele, nos cabelos e nas unhas, estruturas altamente dependentes de nutrientes para sua manutenção: 

“Embora as canetas emagrecedoras sejam ferramentas eficazes para o controle da obesidade, alguns pacientes acabam consumindo uma quantidade muito pequena de alimentos ao longo do dia. Nesses casos, observamos baixa ingestão proteica, deficiência de ferro, zinco, vitamina B12 e vitamina D, além de perda de massa muscular. Essas alterações podem comprometer não apenas os resultados do tratamento, mas a saúde de forma geral”, explica.  

Outro levantamento, publicado na revista científica Obesity Pillars ouviu mais de 461 mil pacientes em uso de GLP-1 e identificou que cerca de 22% desenvolveram algum tipo de deficiência nutricional em até um ano de tratamento, com destaque para baixos níveis de vitamina D e redução de ferritina, marcador importante do estoque de ferro no organismo.² 

A preocupação dos especialistas é que muitos pacientes associem o sucesso do tratamento exclusivamente à velocidade da perda de peso. No entanto, evidências científicas mostram que a qualidade dessa perda é tão importante quanto a quantidade. A redução excessiva de massa muscular, por exemplo, pode diminuir a força física, aumentar o risco de quedas, dificultar a manutenção do peso no longo prazo e prejudicar o metabolismo. 

Além disso, deficiências de ferro e vitamina B12 podem favorecer quadros de fadiga, dificuldade de concentração e queda de cabelo. Já níveis inadequados de vitamina D e zinco podem afetar a imunidade e a recuperação dos tecidos. 

Para evitar essas complicações, a recomendação é que o uso das canetas seja acompanhado por avaliação médica e nutricional periódica, com monitoramento de exames laboratoriais e orientação alimentar individualizada. 

“O objetivo não deve ser apenas perder peso, mas preservar a saúde. Uma alimentação equilibrada, rica em proteínas e micronutrientes, é fundamental para que o organismo se adapte adequadamente ao emagrecimento e mantenha suas funções em pleno funcionamento”, reforça a Dra. Renata. 

Diante da crescente popularização desses medicamentos, o alerta é claro: emagrecer não pode significar nutrir menos o corpo. Em muitos casos, o maior desafio não é perder peso, mas garantir que o organismo continue recebendo tudo o que precisa para funcionar de forma saudável.

 

Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br

  Referências


1.
Link

2. Link


Vozes do Advocacy e Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina promovem capacitação em diabetes para profissionais de saúde de Petrolina

Pensando em melhorar a adesão ao tratamento e assim prevenir as complicações do diabetes, o Vozes do Advocacy e a Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina, em parceria com a Secretaria de Saúde de Petrolina, farão o projeto Educar para Salvar, que consiste em uma atualização dos conhecimentos sobre diabetes, complicações da condição, doença ocular da tireoide e lipodistrofia generalizada congênita, para os profissionais de saúde do SUS, no dia 22 de junho, das 8h às 13h, na sede do Transforma Petrolina.

O cenário de gastos relacionados com diabetes no Brasil chegou a 45 bilhões de dólares em 2025, sendo o terceiro país no mundo no ranking dos investimentos com a condição, segundo o Atlas 2025 da Federação Internacional do Diabetes. Dados da Pesquisa Vigitel, no conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico de diabetes foi de 10,2%, sendo maior entre as mulheres (11,1%) do que entre os homens (9,1%).

A pesquisa inédita do Vozes do Advocacy, publicada em maio, intitulada Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil, mostra que a principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é devido à falta do controle da glicemia de médio a longo prazos. A iniciativa teve uma amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.

A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter duas ou mais condições associadas.

Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de 38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia, doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não usuários atuais.

Com base neste cenário para ajudar a adesão ao tratamento, o Vozes do Advocacy e a Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina farão esta iniciativa para atualizar os profissionais de saúde. “Nós sabemos que o diabetes é uma condição que requer acesso aos insumos e aos medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e educação em diabetes para as pessoas, que convivem com a condição. Por isso, sabemos que por meio da educação, melhoraremos a adesão ao tratamento e, assim, diminuiremos os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”, explica Francisco Luiz Dias, presidente da Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina.

Nesta edição, o projeto conta com o apoio das empresas: Amgen, Bayer, Chiesi, Libbs, Merck e Sanofi.

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.


Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


Pesquisas impulsionam avanços no diagnóstico, na inclusão e qualidade de vida

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Estudos mostram como a ciência transforma a vida de pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA), síndrome de Down e Doenças Raras

  • Pesquisas desenvolvidas em saúde, educação e genética buscam ampliar o diagnóstico e melhorar a qualidade de vida de pessoas com Deficiência Intelectual, TEA, síndrome de Down e Doenças Raras
  • As iniciativas combinam ciência e tecnologia para qualificar o cuidado e apoiar a inclusão e geram evidências que podem subsidiar políticas públicas no Brasil.
  • Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador, celebrado em 8 de julho, reconhece a produção científica nacional e sua relevância para o desenvolvimento do país. 

 

Como identificar doenças antes dos primeiros sintomas, tornar o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) mais preciso e ampliar a inclusão escolar com o uso da Inteligência Artificial? 

Essas questões orientam pesquisas em saúde, educação e genética desenvolvidas pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), do Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos voltada à promoção da saúde, qualidade de vida e inclusão de pessoas com Deficiência Intelectual, TEA e Doenças Raras. 

Com um portfólio robusto, o CEPI se destaca como um dos principais polos de pesquisa aplicada dedicados à Deficiência Intelectual, ao TEA e às Doenças Raras no Brasil. Desde 2012, o Centro já apoiou mais de 60 projetos de pesquisa e é responsável por mais de 130 publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais. Somente em 2025, o CEPI manteve 19 pesquisas ativas, com impacto direto de mais de 192 mil bebês triados, 14 mil educadores capacitados e mais de 400 famílias atendidas. 

As pesquisas transformam desafios reais em soluções baseadas em evidências, ampliando o acesso ao diagnóstico, qualificando o cuidado e fortalecendo a inclusão, além de contribuir para a formulação de políticas públicas. 

“A ciência tem um papel fundamental na transformação da sociedade porque produz conhecimento capaz de orientar decisões e gerar impacto positivo na vida das pessoas. Quando investigamos a realidade de milhares de famílias, criamos soluções que fortalecem o cuidado, promovem inclusão e contribuem para políticas públicas mais efetivas”, afirma Edward Yang, gerente do CEPI do Instituto Jô Clemente (IJC). 

Nesta quarta-feira (8), celebra-se o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador para homenagear a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fundada nesta data em 1948, e reconhecer a produção científica nacional e sua relevância para o desenvolvimento do país.

 

Prêmio Dona Jô Clemente reconhece soluções inovadoras em Educação Inclusiva 

Entre as iniciativas de 2026 do IJC está a 1ª edição do Prêmio Dona Jô Clemente – Legado do Saber, que reconhece projetos com potencial de impacto social nas áreas de educação, inclusão e desenvolvimento de pessoas com Deficiência Intelectual e TEA. 

Neste ano, foram premiadas iniciativas voltadas à educação inclusiva. O primeiro lugar ficou com o EduEdu Inclusivo: todos podem ler e aprender, plataforma gratuita que personaliza atividades de alfabetização para estudantes com dificuldades de aprendizagem. Em segundo lugar, a Plataforma Mirimim foi reconhecida pelo uso de Inteligência Artificial adaptativa para apoiar o desenvolvimento de crianças neurodivergentes. Já o terceiro lugar foi para o projeto Tecnologia e Capacitação na Inclusão de DI e TEA, que fortalece a formação de professores e o rastreio precoce de transtornos do neurodesenvolvimento.

 

Projetos estratégicos fortalecem diagnóstico, cuidado e inclusão 

Entre os principais projetos desenvolvidos pelo CEPI está o Método de Suporte Familiar, voltado ao fortalecimento da saúde mental, do autocuidado e da rede de apoio de cuidadores de pessoas com TEA. 

Também se destaca o Método Custo-Efetivo de Diagnóstico e Intervenções Terapêuticas para o TEA, que reúne evidências científicas para aprimorar o diagnóstico, ampliar o acesso a terapias eficazes e subsidiar políticas públicas. 

Na área da educação, o Método de Inclusão Escolar utiliza Inteligência Artificial para desenvolver soluções que favoreçam a aprendizagem e apoiem professores na construção de ambientes mais inclusivos. 

Já o projeto de implantação do Sequenciamento Genético de Nova Geração (NGS) busca ampliar o diagnóstico de doenças genéticas relacionadas à Deficiência Intelectual, ao TEA e às Doenças Raras, contribuindo para o avanço da medicina de precisão no Brasil.

 

Ciência amplia conhecimento e fortalece a assistência 

Além dos projetos estratégicos, o CEPI desenvolve pesquisas que ampliam o conhecimento científico e qualificam a assistência em diferentes frentes. 

Outra iniciativa integra a Rede Nacional de Doenças Raras, que reúne dados sobre epidemiologia, diagnóstico, tratamento e custos dessas condições, contribuindo para o fortalecimento da rede de atenção e para a formulação de políticas públicas. 

Na área da Triagem Neonatal, um estudo-piloto (já concluído) avaliou a implementação do teste para Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q no Estado de São Paulo. A pesquisa busca demonstrar a viabilidade da incorporação do exame em larga escala e, até o momento, já identificou 14 casos da Doença Rara e os pacientes foram encaminhados para tratamento. 

“Cada pesquisa representa uma oportunidade de mudar trajetórias. O conhecimento científico não produz impacto apenas quando gera uma descoberta, mas quando essa descoberta chega às pessoas, melhora o cuidado, reduz desigualdades e contribui para construir um futuro mais inclusivo”, conclui Gustavo Schiavo, Coordenador do CEPI, do Instituto Jô Clemente (IJC).

 

Instituto Jô Clemente (IJC
ijc.org.br
redes sociais


Poluição e inverno: a combinação que faz disparar alergias e problemas respiratórios

 

Baixa umidade do ar, inversão térmica e maior concentração de poluentes agravam sintomas de rinite, sinusite e asma nos meses mais frios do ano 

 

Julho marca o período de maior atenção para quem sofre com alergias respiratórias. Além das temperaturas mais baixas e da queda da umidade do ar, o inverno traz um agravante muitas vezes invisível: o aumento da concentração de poluentes na atmosfera. 

A combinação ajuda a explicar por que, nesta época do ano, crescem as queixas de espirros, congestão nasal, tosse, crises de rinite e agravamento da asma. O alerta ganha ainda mais relevância na semana que ocorre o Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, data dedicada à conscientização sobre doenças alérgicas e seus impactos na saúde. 

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista, a qualidade do ar exerce papel fundamental na saúde das vias aéreas. "A poluição funciona como um agente irritante permanente para a mucosa respiratória. Quando ela se associa ao clima seco do inverno, observamos um aumento importante dos sintomas alérgicos e das doenças respiratórias, especialmente em pessoas que já possuem alguma predisposição", explica.

 

Um problema que afeta milhões de pessoas 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a poluição atmosférica está associada a aproximadamente 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo.

Ao mesmo tempo, a própria OMS estima que as doenças alérgicas afetem entre 30% e 40% da população mundial, tornando-se um dos problemas de saúde crônicos mais frequentes da atualidade. 

No Brasil, a rinite alérgica está entre as condições mais comuns. Estimativas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que cerca de 30% dos brasileiros apresentam sintomas relacionados à doença.

 

Por que a poluição piora no inverno? 

Durante os meses mais frios, a dispersão dos poluentes se torna mais difícil. A redução das chuvas diminui a limpeza natural da atmosfera, enquanto fenômenos como a inversão térmica impedem que os poluentes se dispersem adequadamente. 

Como resultado, partículas provenientes da queima de combustíveis, emissões industriais e fumaça permanecem mais concentradas próximas ao solo. "Essas partículas entram em contato direto com as vias respiratórias, provocando irritação, inflamação e aumento da produção de secreções. Em pessoas alérgicas, essa resposta costuma ser ainda mais intensa", afirma a médica.

 

O nariz é a primeira barreira de defesa 

O nariz funciona como um filtro natural do organismo. A mucosa nasal produz secreções capazes de reter partículas, enquanto pequenos cílios microscópicos ajudam a eliminar impurezas. No entanto, a exposição constante à poluição e ao ar seco pode comprometer esse mecanismo. Entre os sintomas mais frequentes estão:

  • espirros repetitivos;
  • congestão nasal;
  • coriza;
  • coceira no nariz;
  • irritação na garganta;
  • tosse persistente;
  • agravamento de crises de rinite e asma.

Além disso, a maior permanência em ambientes fechados favorece a exposição a ácaros, poeira e mofo, agravando ainda mais o quadro.

 

Crianças e idosos exigem atenção redobrada 

Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos da poluição, alguns grupos são mais vulneráveis. Entre eles estão crianças, idosos, pessoas com rinite alérgica, pacientes asmáticos e indivíduos com doenças respiratórias crônicas. 

Nesses grupos, a inflamação provocada pelos poluentes pode resultar em sintomas mais intensos e maior risco de complicações.

 

O que fazer para reduzir os impactos? 

Embora seja impossível eliminar completamente a exposição à poluição, algumas medidas ajudam a proteger as vias respiratórias. Entre as principais recomendações estão:

  • manter boa hidratação ao longo do dia;
  • realizar lavagem nasal com soro fisiológico;
  • manter ambientes ventilados;
  • evitar exposição prolongada em horários de pico de poluição;
  • acompanhar os índices de qualidade do ar;
  • manter o tratamento das alergias respiratórias em dia.

"A lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas mais simples e eficazes para remover partículas inaladas e manter a mucosa hidratada. Ela ajuda a reduzir a irritação causada tanto pela poluição quanto pelo ar seco", orienta a especialista.

 

Quando procurar ajuda médica? 

A avaliação especializada é recomendada quando os sintomas se tornam frequentes ou persistentes. Entre os sinais de alerta estão: crises alérgicas recorrentes, congestão nasal constante, tosse persistente, chiado no peito, falta de ar e piora progressiva dos sintomas respiratórios. 

"Muitas pessoas se acostumam a conviver com sintomas respiratórios e acabam normalizando o desconforto. Mas nariz entupido constante, crises frequentes de rinite ou dificuldade para respirar merecem investigação médica", conclui a Dra. Cristiane.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Tratamento integrado amplia as chances de cura e preserva a qualidade de vida de crianças com câncer ósseo

SOBOPE e SBOP reforçam importância da identificação de sintomas, tratamento em centros especializados e abordagem multidisciplinar no enfrentamento da doença

 

Raro, agressivo e frequentemente diagnosticado tardiamente, o câncer ósseo

na infância e na adolescência representa um dos maiores desafios da oncologia pediátrica. Apesar de corresponder a uma pequena parcela dos tumores nessa faixa etária, sua gravidade e complexidade exige diagnóstico precoce e tratamento altamente especializado. Esse alerta é reforçado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) na campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização sobre os sarcomas. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer, no geral, representa a primeira causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes de 1 ano a 19 anos no Brasil. Já dados do Ministério da Saúde apontam que o país registra oito mil novos casos de câncer infantojuvenil por ano. No entanto, quando o diagnóstico é feito em estágios iniciais e o tratamento ocorre em centros especializados, as chances de cura chegam a 80%, o que reforça a importância de ampliar o conhecimento da população sobre os sinais de alerta da doença. 

Entre os tumores ósseos mais frequentes estão o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing, que atingem principalmente adolescentes e acometem, com maior incidência, os ossos dos membros inferiores, especialmente na região dos joelhos. 

Segundo a presidente da SOBOPE e oncologista pediátrica, Dra. Mariana Bohns Michalowski, a semelhança dos sintomas com quadros mais comuns da infância contribui para a dificuldade no reconhecimento da doença. “Um dos maiores desafios é que os sintomas costumam ser confundidos com situações comuns da infância e da adolescência, como lesões esportivas ou as chamadas ‘dores do crescimento’”, explica.

 

Sinais de alerta

Dor óssea ou articular persistente, geralmente com duração superior a um mês e sem melhora com analgésicos comuns, além de inchaço localizado, merece atenção. Alterações na marcha, como mancar sem causa aparente, fraturas após traumas leves e sinais inflamatórios na região afetada também exigem investigação médica. “Reconhecer sintomas persistentes e buscar avaliação médica o quanto antes pode fazer diferença no desfecho clínico e nas chances de cura do câncer ósseo na infância e na adolescência”, afirma a especialista. 

Dra. Mariana também lembra que, apesar do impacto inicial do diagnóstico, os avanços terapêuticos têm ampliado as possibilidades de controle da doença, com protocolos que combinam quimioterapia, cirurgia e acompanhamento especializado, permitindo, em muitos casos, preservar o membro afetado. “Hoje, quando o tumor é identificado precocemente, temos maiores chances de realizar cirurgias conservadoras, controlar a doença e proporcionar uma boa qualidade de vida após o tratamento”, diz a médica, lembrando a importância da atenção de pais, responsáveis e educadores diante de queixas persistentes. “A dor não deve ser normalizada apenas por estar associada à prática esportiva ou ao crescimento.”

 

Tratamento integrado

O tratamento do câncer ósseo na infância e na adolescência envolve uma abordagem integrada, que articula diferentes especialidades médicas ao longo das etapas terapêuticas. Enquanto o oncologista ortopédico se concentra na remoção segura do tumor, o ortopedista pediátrico atua na preservação do crescimento e da função do esqueleto em desenvolvimento. “Essa cooperação se reflete especialmente no planejamento cirúrgico, que tenta preservar as placas de crescimento dos ossos, estruturas responsáveis pelo alongamento do esqueleto durante a infância e a adolescência. Como muitos tumores surgem próximos a essas regiões, o desafio é retirar a lesão sem comprometer o desenvolvimento ósseo futuro”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP), Dra. Susana dos Reis Braga. 

Quando não é possível preservar essas estruturas, são adotadas estratégias para prever e corrigir eventuais diferenças no comprimento ou deformidades nos membros ao longo do crescimento. 

Outro ponto central da atuação conjunta está nas cirurgias de reconstrução óssea. “O esqueleto infantil apresenta alta capacidade de regeneração e adaptação, o que permite o uso de diferentes técnicas reconstrutivas, revela, ao reforçar que cada paciente traz uma história única, e o cuidado vai além da doença. “O objetivo é que essas crianças possam brincar, estudar e seguir seu desenvolvimento com autonomia e qualidade de vida”, conclui a presidente da SBOP.

 

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