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segunda-feira, 2 de março de 2026

Terceiro Setor como aliado contra abandono de idosos: lições jurídicas para parcerias em 2026

 Especialista em terceiro setor, o advogado Tomáz de Aquino Resende explica como o MROSC e a Lei 13.019/2014 ajudam a estruturar respostas intersetoriais ao envelhecimento e à vulnerabilidade social 

 

O envelhecimento acelerado da população brasileira e o aumento de casos de abandono e violência contra idosos têm pressionado municípios e estados a ampliar redes de proteção social, sobretudo em cidades de pequeno e médio porte. Em muitos territórios, organizações da sociedade civil assumem um papel decisivo no atendimento a pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, oferecendo desde acolhimento institucional até atividades de convivência, cuidados em saúde, apoio psicossocial e fortalecimento de vínculos familiares.

Para o advogado Tomáz de Aquino Resende, referência em direito do Terceiro Setor em Minas Gerais, a resposta a esse desafio passa, necessariamente, por parcerias bem estruturadas entre Estado e OSCs, com base no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). “O poder público não consegue enfrentar sozinho o abandono de pessoas idosas, porque esse é um problema que envolve saúde, assistência social, moradia, renda, convivência e cultura. Precisamos de arranjos intersetoriais em que as organizações da sociedade civil sejam parceiras estratégicas e não apenas prestadoras de serviço de última hora”, afirma.​​

A Lei 13.019/2014 e sua regulamentação atualizada pelo Decreto 11.948/2024 criaram um regime específico para essas parcerias, com instrumentos jurídicos como termos de colaboração e de fomento, planos de trabalho detalhados e regras claras de monitoramento e avaliação. Segundo Tomáz, quando bem aplicadas, essas normas permitem que projetos voltados para idosos integrem ações em creches, serviços de convivência, centros de referência, programas de saúde da família e iniciativas de reinserção comunitária, construindo redes de cuidado ao longo do ciclo de vida.

“O atendimento ao idoso não começa apenas quando ele chega à instituição de longa permanência”, explica o jurista. “Se Estado e OSCs trabalham juntos desde a infância, na proteção de famílias vulneráveis, na escolarização, na inclusão produtiva e na promoção da saúde, há muito mais chances de envelhecer com autonomia e vínculos sociais preservados. A intersetorialidade é o que dá coerência a essa trajetória.”

Na prática, Tomáz de Aquino recomenda que municípios e organizações revisem seus instrumentos de parceria à luz das novas diretrizes do MROSC, qualificando diagnósticos territoriais, metas e indicadores específicos para a população idosa. Ele ressalta ainda a importância de mecanismos de participação social, como conselhos de direitos, ouvidorias e escutas comunitárias para que famílias, cuidadores e os próprios idosos tenham voz na formulação dos projetos apoiados com recursos públicos. “Quando as parcerias são construídas de forma transparente, com controle social e foco em resultados, o terceiro setor se torna um aliado poderoso contra o abandono e a invisibilidade das pessoas idosas”, conclui.

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Empréstimo consignado já é usado por funcionários em 65% das empresas privadas, revela pesquisa inédita da Serasa Experian

Adoção do recurso é mais presente em empresas de grande porte e indústrias

· Uso do novo modelo amplia necessidade de integração entre companhias e instituições financeiras para reforçar processos de gestão e desconto em folha

 

O novo consignado privado já faz parte da rotina dos colaboradores na maioria das empresas que conhecem a nova modalidade de crédito. De acordo com dados da pesquisa inédita da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, 65% das companhias familiarizadas com o Crédito do Trabalhador afirmam que seus funcionários já adquiriram esse tipo de empréstimo, enquanto 27% dizem não ter registros de contratação e 8% não souberam informar.

 

Para Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, “o empréstimo consignado privado já deixou de ser apenas uma novidade regulatória, passando a ser utilizado, na prática, por uma parcela relevante das empresas que conhecem o modelo. À medida que esse uso se amplia e o crédito passa a integrar a rotina das companhias, inicia-se um período natural de adaptação, que exige ajustes operacionais, alinhamento de processos e mais integração com as instituições financeiras”.

 

O levantamento também mostrou que a adoção do Crédito do Trabalhador é maior conforme o porte da empresa. Entre companhias com mais de 1.000 funcionários, 79% registraram aquisição do empréstimo por parte dos colaboradores. O índice também é elevado entre empresas com 500 a 999 funcionários (74%) e entre aquelas com 200 a 499 funcionários (74%). Já nas companhias que possuem entre 10 e 199 funcionários, a proporção é de 61%, enquanto nas organizações com até 9 funcionários, o percentual cai para 34%.

 

“Esses números indicam que o uso do empréstimo consignado privado tende a se consolidar primeiro em estruturas empresariais maiores, onde a gestão de benefícios e de descontos em folha é mais recorrente e integrada aos processos internos”, comenta o executivo da datatech.


 

Indústria lidera a adoção do empréstimo consignado privado entre os setores


A análise por segmento mostrou diferenças relevantes na adoção do novo modelo. A indústria é o segmento com maior incidência de uso do consignado privado, com 77% das empresas que conhecem o modelo registrando aquisição do crédito por funcionários. Na sequência aparecem comércio varejista (63%), serviços (62%) e comércio atacadista (59%).

 

“O uso mais expressivo do consignado privado nas indústrias pode estar relacionado às características operacionais do próprio setor, com empresas maiores e pagamentos mais estruturados”, explica Délber Lage. “Outro ponto importante é que à medida que o modelo ganha escala, o uso de tecnologia amplia a integração entre empresas e instituições financeiras e tende a aumentar a concorrência entre ofertantes. Esse ambiente mais conectado pode favorecer condições mais competitivas e maior diversidade de opções para os trabalhadores”, conclui o executivo.

 

Metodologia


A pesquisa ouviu 550 empresas de diferentes portes e segmentos econômicos, em todas as regiões do país. A coleta foi realizada entre 12 de setembro e 6 de outubro de 2025, com margem de erro de 4,2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. 



Experian
Para mais informações, acesse experianplc.com

 

Como as criptomoedas podem ser uma solução de pagamento para o turismo?


O setor de turismo está passando por uma transformação significativa com a adoção crescente de criptomoedas como meio de pagamento. Esta tecnologia oferece soluções inovadoras para desafios históricos da indústria, como taxas elevadas de conversão cambial, tempos longos de processamento e barreiras para turistas internacionais.

Viajantes internacionais enfrentam diversos obstáculos financeiros: taxas de câmbio desfavoráveis, tarifas bancárias para transações internacionais, limites de cartão de crédito e a necessidade de carregar dinheiro em espécie. Para empresas do setor turístico, os desafios incluem custos elevados de processamento de pagamentos internacionais, tempo de liquidação de dias ou semanas, e riscos associados à volatilidade cambial. 

As criptomoedas oferecem transações instantâneas e globais, permitindo que turistas paguem hotéis, restaurantes e passeios sem se preocupar com conversões cambiais. As taxas reduzidas tornam as operações mais econômicas tanto para consumidores quanto para estabelecimentos. A eliminação de intermediários acelera o processo e reduz custos operacionais, enquanto a segurança blockchain proporciona transparência e proteção contra fraudes. 

Turistas de países com moedas instáveis encontram nas criptomoedas uma alternativa confiável para preservar valor durante viagens. Além disso, a disponibilidade 24 horas permite transações a qualquer momento, sem depender de horários bancários. 

Algumas empresas já oferecem soluções corporativas especialmente desenhadas para empresas que desejam integrar pagamentos em criptomoedas. São produtos ideais para o setor de turismo.



Gateway de Pagamento

Permite que hotéis, agências de viagem e restaurantes aceitem criptomoedas diretamente, com integração simples aos sistemas existentes. Os estabelecimentos podem receber pagamentos em Bitcoin, Ethereum e outras moedas digitais, com conversão automática para reais, se desejado.

 

API de Integração

Para plataformas de reservas online e aplicativos de turismo, a API possibilita a implementação rápida de pagamentos em cripto, oferecendo uma experiência fluida aos usuários.


Conta Corporativa

Empresas de turismo podem gerenciar seus ativos digitais de forma profissional, realizar conversões entre criptomoedas e moeda fiat, e ter acesso a relatórios detalhados para contabilidade e compliance.

 

Liquidação Instantânea

Uma das principais vantagens para o turismo é a possibilidade de liquidação rápida, permitindo que estabelecimentos tenham acesso imediato aos recursos, melhorando o fluxo de caixa.

 

Hotéis podem aceitar reservas internacionais sem preocupação com chargebacks fraudulentos. As agências de viagem conseguem oferecer pacotes com preços mais competitivos ao eliminar intermediários financeiros. Restaurantes e bares em áreas turísticas atraem um público tech-savvy que prefere pagar com cripto. Operadores de turismo podem receber pagamentos de parceiros internacionais de forma mais ágil e econômica. 

Para o futuro, a tendência de pagamentos em criptomoedas no turismo é irreversível. Países como El Salvador já adotaram Bitcoin como moeda legal, e grandes redes hoteleiras internacionais começam a aceitar pagamentos em cripto. Com as soluções, empresas brasileiras do setor turístico podem se posicionar na vanguarda dessa transformação, oferecendo mais conveniência aos clientes e otimizando suas operações financeiras.

Para finalizar, a implementação de pagamentos em criptomoedas não é apenas uma inovação tecnológica, mas uma estratégia competitiva essencial para empresas de turismo que desejam se destacar em um mercado cada vez mais globalizado e digital. Com as ferramentas certas, a transição para esse novo paradigma de pagamentos pode ser simples, segura e altamente vantajosa.


IA deve transformar 22% das ocupações até 2030; veja as profissões em alta

Freepik
Para se destacar, profissionais terão que dominar tecnologias digitais e aprimorar competências humanas; Integrado lança curso de Inteligência Artificial

 

O mercado de trabalho global está prestes a vivenciar uma das maiores transformações da história recente. De acordo com o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, a integração da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias de automação devem transformar 22% das ocupações em todo mundo nos próximos cinco anos. 

Apesar do receio comum sobre a substituição de humanos por máquinas, os dados trazem um cenário de otimismo. O estudo projeta a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados pela economia digital, enquanto 92 milhões de funções tradicionais devem desaparecer. O resultado é um saldo positivo de 78 milhões de novos empregos. 

Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essas tendências devem se refletir na formação e no mercado brasileiro já em 2026, especialmente nessas duas áreas. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma. 

Freepik

A ascensão do “trabalhador aumentado” 

O Relatório destaca que a IA não será apenas uma ferramenta de automação, mas um motor de produtividade. Cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, surge a figura do “profissional aumentado”: aquele que utiliza a tecnologia para expandir sua capacidade analítica e criativa. 

“Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro. 

Segundo o Fórum Econômico Mundial, as habilidades mais valorizadas e remuneradas pelas empresas até 2030 serão: 

• Pensamento Analítico e Criativo: A capacidade de resolver problemas complexos que a máquina ainda não alcança.

• Alfabetização em IA e Big Data: Não apenas operar, mas entender e direcionar a inteligência de dados.

• Liderança e Influência Social: Competências humanas essenciais para gerir equipes híbridas (humanos e algoritmos).

 

Quem paga mais

De acordo com o Relatório, as áreas que lideram a criação de vagas com melhores remunerações incluem especialistas em IA, analista de dados, analista de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e profissionais de cibersegurança. Por outro lado, funções administrativas de escritório, caixas de bancos e comércios registram o declínio salarial mais acentuado. 

Já em relação às competências comportamentais, o ritmo acelerado das transformações pede versatilidade. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro.

 

Profissões com alta demanda (em expansão)

Confira as profissões em ascensão e as que têm o risco de extinção, segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025:

Surpreendentemente, as atividades ligadas à construção civil e ao setor primário lideram o crescimento, embora com menor remuneração, seguidas de perto pela tecnologia e saúde, que pagam melhores salários. 

• Construção e Infraestrutura: Carpinteiros, azulejistas e operários especializados.

• Agronegócio e Alimentos: Trabalhadores agrícolas, braçais e profissionais de processamento de alimentos.

• Logística e Transporte: Motoristas de caminhoneta, serviços de entrega, vans e motocicletas.

• Tecnologia e Gestão: Desenvolvedores de software, gestores de projetos e gerentes de operações.

• Educação e Cuidado Humano: Professores de ensino médio e superior, profissionais de enfermagem, assistência social e cuidadores pessoais.

• Varejo e Hospitalidade: Vendedores de loja e atendentes de alimentação (garçons e atendentes).

 

Integrado lança curso de Inteligência Artificial

“A principal dica é nunca parar de estudar. É importante escolher cursos que já utilizam tecnologias em seu cotidiano e que desenvolvam não apenas conhecimento técnico, mas também pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, complementa Marcelo Cordeiro. 

Atento a essa realidade, o Centro Universitário Integrado inicia no primeiro semestre de 2026 o curso de Inteligência Artificial. A graduação será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e Ensino a Distância (EAD), terá duração de apenas 2 anos e será a primeira na região da Comunidade dos 25 Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM).



Centro Universitário Integrado

 

Startup: como investir de forma assertiva?


Se, há alguns anos, a pergunta mais comum entre investidores era “qual startup será o próximo unicórnio?”, hoje se transformou em “qual podemos minimizar riscos e maximizar resultados?”. Ter um capital abundante e investidores apaixonados por ideias inovadoras impulsionavam empresas que, muitas vezes, ainda nem tinham receita suficiente para sustentar as operações a longo prazo – o que, agora, passou a ser compreendido como uma aposta de alto risco, exigindo dessas empresas uma gestão administrativa bem mais eficaz para que consigam não apenas sobreviver, mas prosperar com saúde financeira. 

Segundo o relatório da S&P Global Market Intelligence, em fevereiro de 2025, o total levantado em rodadas de venture capital caiu cerca de 30,2% em valor agregado comparado ao mesmo período de 2024. Em outro relatório divulgado pela KPMG, foi constatado que, ainda em 2024, este mesmo valor caiu de US$ 95,5 bilhões para US$ 70,1 bilhões de um trimestre para o outro, chegando ao nível mais baixo em quase sete anos. 

Desde a pandemia, pesquisas mundiais passaram a registras quedas constantes destes números ao redor do mundo. O motivo? O despertar de consciência do empresariado em ter muito mais cautela ao escolher onde apostar seus recursos financeiros, já que, diante de eventos externos como o isolamento social, instabilidades econômicas ou conflitos geopolíticos, por exemplo, podem ser fatais para a continuidade de negócios que ainda não estão devidamente estruturados para sobreviver a imprevistos fora de seu controle. 

É claro que todo o mercado pode ser surpreendido, a qualquer momento, por cenários extremos capazes de impactar seus processos – contudo, o que ajudará com que mitiguem danos severos e consigam aguentar firme a tempestade é, justamente, a governança corporativa. Ou seja, se, antes, ter uma boa ideia poderia ser suficiente para atrair altos volumes de investimentos, hoje é preciso provar que a empresa sabe se organizar, se controlar e crescer com método e segurança. 

Mesmo que ainda estejam dando seus primeiros passos no mercado, não há mais espaço para que as startups tentem alcançar êxito em seu segmento contando com uma gestão interna desorganizada, que não acompanhe de perto os resultados obtidos e que não se baseie em métricas relevantes para as tomadas de decisões. Isso apenas levará a um “crescimento” desorganizado que, certamente, encontrará uma grande pedra em seu caminho que impedirá que continue sua trajetória. 

Mas, ao priorizarem a estruturação de uma governança sólida desde o começo, todos esses riscos são combatidos imediatamente, criando regras claras para as decisões a serem decididas, definição dos papéis e responsabilidades de cada um, assim como prezando pela transparência operacional a todo o momento. Enquanto muitas apenas dão “voos de galinha” (crescimento rápido, mas não sustentável pela falta de processos), as que contam com essa gestão conseguirão transformar crescimento caótico em sustentável. 

Isso, na prática, ocorre através de uma maior organização nas demonstrações financeiras, indicadores de performance (KPIs) claros, documentação dos processos decisórios, análises de cenários e riscos que simulem diferentes impactos de cada decisão nas operações - viabilizando, com isso, uma maior capacidade de escalar, sem perder controle. 

Apesar de muitos associarem a governança a algo meramente técnico e burocrático, ela abre espaço para usufruto das inúmeras metodologias de gestão reconhecidas internacionalmente capazes de orientá-las nos melhores caminhos a serem seguidos, como ocorre com a ISO de Inovação, que oferece diretrizes internacionais que servem como um guia de boas práticas para empresas que desejam inovar com estrutura e eficiência. 

E, diante de um mercado extremamente digital, não há como deixar de lado a ISO 27001, que define os requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar, continuamente, um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI) - algo que, para qualquer negócio, é crucial para garantir a proteção de seus ativos sensíveis. 

Todos os envolvidos são beneficiados com este olhar, tanto o investidor quanto o próprio empreendedor. Afinal, erros passam a ser detectados antecipadamente, as decisões deixam de ser centralizadas e passam a ser colaborativas, mitigando riscos de falência por má gestão ou perda do controle do negócio. 

No atual cenário, a governança não é mais um diferencial, mas sim condição básica de sobrevivência. Startups que não estruturam processos, controles e decisões, deixam de ser empresas de oportunidades e passam a ser perigosas. E, diante de um mercado mais criterioso quanto onde investir, o risco é tudo o que o investidor quer evitar.   



Alexandre Pierro - mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.


68% das empresas desconhecem mudanças na nova NR-1, que entra em vigor em maio

  

Mudanças na norma impõem rigor na avaliação de riscos psicossociais e desafia líderes a adotarem indicadores de saúde para garantir conformidade legal e sustentabilidade financeira 

 

A menos de três meses da obrigatoriedade da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), as empresas ainda têm de se adaptar ao novo cenário, que passa a valer a partir de 26 de maio. Uma pesquisa realizada em janeiro deste ano pela consultoria de recursos humanos Heach revela que 68% das empresas admitem não compreender as mudanças da norma. O levantamento também aponta que 58% das organizações mantêm uma postura puramente reativa, agindo sobre a saúde mental dos colaboradores apenas após casos extremos, como afastamentos, denúncias formais ou processos judiciais. 

Com a atualização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o cuidado com o bem-estar emocional deixa de ser uma iniciativa opcional e torna-se obrigação legal e as companhias deverão integrar a avaliação de riscos psicossociais ao seu escopo, garantindo medidas preventivas contra condições organizacionais nocivas. Para Amanda Bittencourt, gerente de unidade de negócio da Care Plus Ocupacional, a nova diretriz exige que as organizações tenham um trabalho mais proativo sobre as questões de saúde mental de seus colaboradores. "Muitas empresas focam em casos isolados. A nova NR-1 convida a um olhar estatístico e comparativo, permitindo entender o perfil epidemiológico da empresa em relação ao seu segmento e grau de risco", explica. A nova resolução reforça que o exame ocupacional não é uma burocracia, mas uma potente ferramenta de inteligência diagnóstica sobre hábitos, comportamentos e ambiente de trabalho. 

A relevância da atualização da norma responde a evidências preocupantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por ano globalmente devido à depressão e à ansiedade. O prejuízo à economia mundial chega a US$ 1 trilhão, impulsionado pela queda de produtividade e pelo absenteísmo. 

Nesse contexto, o cuidado com a saúde mental consolida-se como um pilar de sustentabilidade e produtividade das operações. Segundo a executiva, a conformidade com a NR-1 converte-se em um ativo estratégico que impacta diretamente a eficiência e potencializa resultados financeiros. “Empresas que priorizam o acolhimento e a saúde mental conseguem mensurar o impacto em indicadores claros, como a redução da procura por prontos-socorros, e redução de custos com rotatividade”, afirma. 

O grande desafio da implementação, de acordo com a especialista, é a capacidade das empresas de processar dados. Ela defende que a tecnologia é a ponte para transformar a obrigação legal em vantagem competitiva. “O ponto-chave é utilizar metodologias validadas internacionalmente para mapear e cruzar dados de forma inteligente. Ter esses resultados em dashboards que permitam a comparação com indicadores de mercado é o que garantirá uma promoção contínua e real da saúde e do bem-estar”, conclui Amanda.

 

 Care Plus 


5 passos para profissionalizar a gestão e sobreviver a 2026

 

Gestão disciplinada, cultura forte e foco total nas pessoas: o que vai separar amadores de profissionais no próximo ano

 

Abrir uma empresa no Brasil segue sendo um ato de coragem e esperança. Muitos empreendedores começam com boas ideias, paixão pelo negócio e expectativas de crescimento. Mas manter a empresa viva, e crescendo, exige mais: estrutura, planejamento, processos eficientes, gestão sólida de pessoas, finanças equilibradas e uma cultura clara. Sem esse lastro, a oscilação do mercado, os imprevistos econômicos ou uma simples adversidade já basta para colocar tudo a perder. Segundo o IBGE, cerca de 60% das empresas abertas no país não sobrevivem aos primeiros cinco anos de operação.

 

Essa estatística revela algo mais do que apenas vulnerabilidade e aponta para a fragilidade da estrutura de muitos negócios logo no início: falta de gestão profissional, de disciplina financeira, de clareza cultural ou de processos organizados. Pequenas falhas estruturais no início muitas vezes se multiplicam com o tempo, criando um efeito dominó que mina a sustentabilidade da empresa.

 

No atual momento, com cenários macroeconômicos desafiadores, crédito caro, competição acirrada e mudanças constantes no comportamento de clientes e colaboradores, essa fragilidade fica ainda mais perigosa. Para Marcos Freitas, CEO da Seja AP, a maior empresa de evolução empresarial do Brasil, esse contexto exige uma mudança de postura e seriedade na forma de gerir. “O Brasil vive um ciclo que vai separar, de forma muito clara, profissionais de amadores. Quem não levar a sério em 2026 vai sentir primeiro a dor do mercado", alerta.

 

A seguir, ele compartilha passos práticos para quem quer atravessar o ano com segurança, competitividade e estrutura de verdade:

 

1. Trate gestão como prioridade, não como reação


“Empresário brasileiro costuma buscar ajuda só quando o problema bate na porta. Gestão não pode ser remédio: tem que ser prevenção. Se a empresa tem 20 ou 30 anos de cultura, não adianta querer mudar em 3 meses. Gestão é uma construção contínua, com diagnóstico, intervenção e disciplina semanal. Quem só cuida quando adoece paga mais caro e sofre mais", diz.

 

2. Atraia, forme e retenha pessoas como sua principal estratégia


“O maior gargalo das empresas hoje é gente, tanto tecnicamente quanto comportamentalmente. A empresa precisa ser o melhor lugar para o colaborador estar depois da própria casa. Funcionário é o primeiro grande cliente. Investir em treinamento não é custo, é sobrevivência. A mão de obra está mudando: jovens querem propósito, atenção e desenvolvimento. Quem não formar, vai perder e vai falhar", entende Marcos.

 

3. Tenha uma cultura clara que oriente atitudes todos os dias


“Cultura não é mural ou discurso bonito: é direção e comportamento. É definir quem a empresa é, a quem serve e como age diariamente. Empresa sem cultura gera desalinhamento, e desalinhamento custa caro. Quando todo mundo sabe aonde está indo e o que é inegociável, a execução acelera, os conflitos reduzem e o clima melhora. Cultura forte protege o negócio em momentos difíceis", complementa. 

 

4. Cresça com os pés no chão e com financeiro à frente


“O que mais quebra empresa no Brasil é o crescimento errado: vender muito e lucrar pouco. O caixa precisa bater mais forte que o coração. Crescer sem estrutura, sem análise de margem e sem proteção de custos é pedir para quebrar. Negocie fornecedores todos os meses, revise despesas, crie orçamentos pessimistas. Quem não controla o financeiro, não controla o destino da empresa", reforça o especialista em evolução empresarial.

 

5. Decida com base em indicadores, não em achismos


“Resultado sem indicador é sorte e sorte não paga boletos. Se a empresa não tem metas, números e análises semanais, ela está dirigindo no escuro. Gestão exige disciplina: ritualizar reuniões, acompanhar indicadores e tomar decisões rápidas quando o resultado aponta o caminho errado. Métrica é gestão, e improviso é risco", alerta. 

Para Freitas, quem aplicar esses pilares aumenta significativamente as chances de crescer acima do mercado. “O empresário não controla o cenário econômico, mas controla a forma como a sua empresa enfrenta esse cenário. 2026 será difícil, mas será ainda mais difícil para quem não está preparado”, conclui Marcos Freitas.

 

Seja AP


 

A encruzilhada das empresas brasileiras: quem não se profissionalizar, não sobrevive


Abrir uma empresa no Brasil segue sendo um ato de coragem e esperança. Muitos empreendedores começam com boas ideias, paixão pelo negócio e expectativas de crescimento. Mas manter a empresa viva, e crescendo, exige mais: estrutura, planejamento, processos eficientes, gestão sólida de pessoas, finanças equilibradas e uma cultura clara.  

Sem esse lastro, a oscilação do mercado, os imprevistos econômicos ou uma simples adversidade já basta para colocar tudo a perder. Segundo o IBGE, cerca de 60% das empresas abertas no país não sobrevivem aos primeiros cinco anos de operação.

 

Essa estatística revela algo mais do que apenas vulnerabilidade e aponta para a fragilidade da estrutura de muitos negócios logo no início: falta de gestão profissional, de disciplina financeira, de clareza cultural ou de processos organizados. Pequenas falhas estruturais no início muitas vezes se multiplicam com o tempo, criando um efeito dominó que mina a sustentabilidade da empresa.

 

No atual momento, com cenários macroeconômicos desafiadores, crédito caro, competição acirrada e mudanças constantes no comportamento de clientes e colaboradores, essa fragilidade fica ainda mais perigosa.

 

Esse contexto exige uma mudança de postura e seriedade na forma de gerir. O Brasil vive um ciclo que vai separar, de forma muito clara, profissionais de amadores. Quem não levar a sério em 2026 vai sentir primeiro a dor do mercado.

 

A seguir, ele compartilha passos práticos para quem quer atravessar o ano com segurança, competitividade e estrutura de verdade:

 

1. Trate gestão como prioridade, não como reação


O empresário brasileiro costuma buscar ajuda só quando o problema bate na porta. Gestão não pode ser remédio: tem que ser prevenção. Se a empresa tem 20 ou 30 anos de cultura, não adianta querer mudar em 3 meses.

 

Gestão é uma construção contínua, com diagnóstico, intervenção e disciplina semanal. Quem só cuida quando adoece paga mais caro e sofre mais.

 

2. Atraia, forme e retenha pessoas como sua principal estratégia


O maior gargalo das empresas hoje é gente, tanto tecnicamente quanto comportamentalmente. A empresa precisa ser o melhor lugar para o colaborador estar depois da própria casa.

 

O funcionário é o primeiro grande cliente de uma empresa. Investir em treinamento não é custo, é sobrevivência. A mão de obra está mudando: jovens querem propósito, atenção e desenvolvimento. Quem não formar, vai perder e vai falhar.

 

3. Tenha uma cultura clara que oriente atitudes todos os dias


Cultura não é mural ou discurso bonito: é direção e comportamento. É definir quem a empresa é, a quem serve e como age diariamente. Empresa sem cultura gera desalinhamento, e desalinhamento custa caro.

 

Quando todo mundo sabe aonde está indo e o que é inegociável, a execução acelera, os conflitos reduzem e o clima melhora. Cultura forte protege o negócio em momentos difíceis.

 

4. Cresça com os pés no chão e com financeiro à frente


O que mais quebra empresa no Brasil é o crescimento errado: vender muito e lucrar pouco. O caixa precisa bater mais forte que o coração. Crescer sem estrutura, sem análise de margem e sem proteção de custos é pedir para quebrar. Negocie fornecedores todos os meses, revise despesas, crie orçamentos pessimistas. Quem não controla o financeiro, não controla o destino da empresa.

 

5. Decida com base em indicadores, não em achismos


Resultado sem indicador é sorte e sorte não paga boletos. Se a empresa não tem metas, números e análises semanais, ela está dirigindo no escuro. Gestão exige disciplina: ritualizar reuniões, acompanhar indicadores e tomar decisões rápidas quando o resultado aponta o caminho errado. Métrica é gestão, e improviso é risco.

 

O empresário não controla o cenário econômico, mas controla a forma como a sua empresa enfrenta esse cenário. 2026 será difícil, mas será ainda mais difícil para quem não está preparado.

 

 

Marcos Freitas é empresário -CEO e fundador da Seja AP, a maior empresa de evolução empresarial do Brasil

 

Escolas apostam em educação digital para além da restrição ao celular

Na volta às aulas, especialistas defendem que limites só produzem efeitos quando acompanhados de mediação pedagógica e formação crítica para o uso da tecnologia

 

A retomada das aulas após o Carnaval recoloca em pauta um debate que marcou o último ano letivo: qual é o papel da escola diante da hiperconectividade infantil e adolescente? Após o primeiro ano de vigência da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares em sala de aula, educadores avaliam que os efeitos mais consistentes não decorrem apenas da proibição, e sim da incorporação de práticas estruturadas de educação midiática. 

Para especialistas, a restrição só se consolida quando integrada a um projeto pedagógico que estimule atenção, engajamento e convivência presencial, três dimensões que, segundo relatos, apresentaram melhora ao longo do último ano. Neste início do novo ciclo escolar, o desafio é transformar o limite em cultura institucional e formação crítica para o uso da tecnologia. 

Paulo Henrique Lopes de Aquino, diretor corporativo de Educação da Rede Santa Catarina, afirma que a restrição ao celular, por si só, não deve ser entendida como solução isolada. Para ele, medidas exclusivamente proibitivas tendem a ser pouco eficazes quando não conectadas a um projeto pedagógico. 

Nesse sentido, a restrição funciona como um ponto de partida para um processo que envolve mediação docente, educação midiática e diálogo com as famílias. O gestor destaca que antes mesmo da lei, a instituição, que conta com seis escolas distribuídas em cinco estados no Brasil, já desenvolvia políticas voltadas à formação digital dos estudantes. 

“Nosso objetivo nunca foi formar alunos que apenas obedecem regras, mas jovens capazes de fazer escolhas conscientes. A lei ajudou a fortalecer esse caminho, mas a emancipação digital acontece no cotidiano, na sala de aula e nas relações pedagógicas, ao preservar o ambiente escolar como espaço de foco, convivência e aprendizagem profunda”, completa. 

Os colégios da Rede Santa Catarina seguem utilizando recursos digitais de forma mediada e com intencionalidade pedagógica, por meio de laboratórios, tablets e outras ferramentas educacionais. “O equilíbrio está em ensinar que a tecnologia deve potencializar a inteligência humana, e não se tornar um fim em si”, afirma o diretor.
 

Diálogo com as famílias 

Para esclarecer esses pontos, o diálogo com as famílias se intensificou no último ano. Encontros voltados à educação midiática, saúde mental e aos riscos da exposição excessiva às telas ajudaram a reforçar que, mais que uma regra, a restrição é parte de uma política de proteção à infância e à adolescência, respaldada por evidências científicas. 

“Limites geram liberdade. Ao limitarmos o acesso digital, libertamos o estudante para explorar o mundo real. A escola precisa ser um porto seguro frente à hiperestimulação digital, um espaço de resistência humanista, onde a tecnologia esteja a serviço da pedagogia, e o estudante possa estar plenamente presente”, pontua Aquino.

  

Rede Santa Catarina


O papel do planejamento familiar na equidade de gênero corporativa

 

Há décadas se fala sobre direitos iguais entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Mas, embora os avanços sejam inegáveis, ainda há muito caminho pela frente em termos de acesso a cargos de liderança, remuneração, oportunidades de crescimento e reconhecimento profissional. 

Mesmo que se assuma, de forma falha, que homens e mulheres começam suas carreiras em pé de igualdade, a realidade mostra o contrário. A dupla jornada das mulheres, somada aos vieses da sociedade, cria trajetórias diferentes. 

A falta de representatividade em cargos executivos desestimula e até faz duvidar da capacidade feminina, enquanto aquelas que perseveram muitas vezes precisam se esforçar mais para se destacar. Além disso, comportamentos iguais podem ser avaliados de forma diferente: a assertividade masculina é vista como confiança e liderança, enquanto a feminina é arrogância ou grosseria; ambição em homens é visão estratégica, em mulheres pode parecer excesso ou insatisfação. 

Mulheres focadas na carreira enfrentam outro dilema: abrir mão ou adiar os planos de maternidade. Já se percebe uma mudança na sociedade, que coloca com menos pressão sobre a maternidade, impulsionada principalmente por uma maior autonomia financeira, objetivos de vida ampliados e possibilidades de crescimento profissional. 

Mesmo chegando ao topo, muitas sentem o peso de largadas atrasadas. Entre as 100 mulheres mais poderosas da Forbes, 80% tinham mais de 50 anos. Esse dado inspira, mas também revela que a carreira feminina ainda é marcada por pausas, desvios e adiamentos. 

Decidir sobre ter filhos vai muito além de genética ou idade, envolvendo prioridades, carreira, relacionamentos e desejos pessoais. Muitas mulheres lidam com informações confusas, medo e incerteza sobre congelamento de óvulos, além do custo elevado desse tratamento. Informar-se sobre congelamento de óvulos e optar por ele não significa necessariamente que a mulher terá o desejo ou será mãe no futuro, mas preserva seu direito de escolha por mais tempo. 

É claro que o ideal seria que as empresas oferecessem apoio, informações sobre planejamento familiar, licenças parentais ampliadas e programas de reintegração, garantindo flexibilidade, cultura inclusiva, desenvolvimento contínuo e benefícios de apoio à parentalidade. Mas, na maioria das vezes, não é o que acontece. 

Enquanto muitas dessas políticas ainda não saem do papel, é fundamental que as mulheres se informem e planejem suas carreiras considerando o planejamento familiar como parte de suas escolhas de vida. Isso porque a igualdade não é apenas chegar lá, é decidir quando e como chegar, sem abrir mão de quem se é ou do que se deseja.  

 

Renata Seldin - doutora em Gestão da Inovação, com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão. Autora de “As perdas no caminho: em busca de uma família”, ministra palestra sobre temas relacionados à igualdade de gênero no ambiente de trabalho e ao planejamento familiar.

 

Quando o “GPS” da sua internet começa a mentir: Infoblox Threat Intel revela ameaça que compromete roteadores

Uma nova pesquisa da Infoblox Threat Intel revela como os invasores se infiltram silenciosamente em roteadores e redirecionam seu tráfego DNS para uma rede DNS paralela, conduzindo os usuários silenciosamente por uma teia oculta de atividades maliciosas 

Imagine que você está a caminho de um restaurante novo digita o endereço no aplicativo de mapas e inicia a rota. Tudo parece normal, até você chegar a um lugar completamente diferente. Alguém desviou o aplicativo de forma silenciosa. Na maior parte do tempo, ele até leva você ao destino correto, mas, de vez em quando, faz um desvio para outro endereço que rende lucro aos responsáveis pela fraude quando você chega lá. 

A mais recente campanha de ameaças descoberta pela Infoblox Threat Intel faz exatamente isso com seu roteador e, consequentemente, com sua conexão de internet. Depois que os invasores comprometem seu roteador, você pode até digitar o endereço web correto, mas outra pessoa decide para onde você será redirecionado. É importante destacar que todos os usuários da rede Wi-Fi passam pela mesma experiência. 

Esta nova pesquisa mostra que o hacker se infiltra silenciosamente em roteadores mais antigos e altera um componente crítico: suas configurações de DNS. Dessa forma, todos os dispositivos que utilizam o roteador comprometido consultam os servidores DNS hospedados pela Aeza em vez dos servidores do provedor de serviços de internet (ISP). A partir daí, um Sistema de Distribuição de Tráfego (TDS) baseado em HTTP identifica os usuários e os direciona seletivamente por meio de plataformas de tecnologia de publicidade que frequentemente levam à vitimização.

 

O que acontece nos bastidores:

  • Roteadores comprometidos ao redor do mundo: o agente compromete remotamente roteadores, especialmente modelos mais antigos, e altera suas configurações de DNS. A partir daí, todo telefone, laptop, dispositivo inteligente ou IoT conectado a esses roteadores passa a depender, por padrão, de uma infraestrutura de DNS controlada pelos atacantes. A escala é global, com os pesquisadores observando evidências de atividade em mais de três dezenas de países.
  • DNS sombra hospedado na Aeza: em vez de usar os resolvedores do provedor de internet (ISP), os roteadores comprometidos passam a enviar todas as consultas de DNS para resolvedores hospedados na Aeza International, uma empresa de hospedagem chamada de “bulletproof”, sancionada pelo governo dos Estados Unidos em julho de 2025. Esses resolvedores “sombra” normalmente respondem de forma correta a sites grandes, como o Google, mas se comportam de maneira altamente imprevisível para outros domínios, redirecionando usuários específicos para o TDS malicioso dos atacantes.
  • Capturando vítimas no TDS: quando o tráfego chega ao TDS, os usuários são identificados por fingerprinting e verificados para confirmar se vieram de um roteador comprometido. Ao passar por essas checagens, são redirecionados por plataformas de marketing de afiliados e, com frequência, acabam sendo levados a conteúdos maliciosos. 

“A maioria das pessoas nunca pensa em quem seu roteador consulta para obter informações sobre a internet - elas simplesmente confiam que a resposta está correta”, disse Renée Burton, vice-presidente da Infoblox Threat Intel . “Esta campanha mostra o quão perigoso é quando essa confiança é silenciosamente sequestrada: uma vez que os invasores controlam o DNS no roteador, eles obtêm um controle silencioso sobre todas as conexões de internet dos dispositivos conectados a ele e podem transformar a navegação comum em um desvio lucrativo.” 

A solução prática é atualizar o roteador para um modelo mais moderno. No âmbito organizacional, as equipes de TI devem tratar o DNS como uma infraestrutura crítica de segurança, implementando controles capazes de identificar e bloquear tráfego direcionado a resolvedores maliciosos conhecidos e a redes de DNS sombra. 

Para mais informações e detalhes, leia nosso blog post.


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