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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Relatório Anual Socioeconômico da Mulher volta a ser publicado após quatro anos

Documento produzido pelo Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, do Ministério das Mulheres, retrata a situação das brasileiras a partir de indicadores, e será divulgado na quarta-feira (24)

 

O Ministério das Mulheres divulga, nesta quarta-feira (24), o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam), marcando a retomada após quatro anos sem publicação. O documento traz uma compilação descritiva e analítica de dados produzidos a partir de 2020, referentes ao perfil demográfico e socioeconômico das brasileiras e torna-se uma importante fonte para subsidiar a elaboração e implementação de políticas públicas. 

As informações foram obtidas de diversas fontes oficiais como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Tribunal Superior Eleitoral, ministérios, entre outros, compilados pelo Observatório Brasil da Igualdade de Gênero (OBIG).

“Ao assumir o Ministério das Mulheres, em janeiro de 2023, afirmei meu compromisso com a retomada das políticas para as mulheres, tendo por base a produção e disseminação de dados e informações confiáveis e transparentes, que são cruciais para a formulação de quaisquer ações do Governo em prol das mulheres”, diz a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. 

O relatório está dividido em três partes. A primeira traz um texto descritivo dos principais indicadores de cada tema. A segunda é uma síntese, com os dados considerados mais relevantes para a apreensão da realidade das mulheres brasileiras. A terceira apresenta todos os indicadores do Raseam de forma mais completa, expondo os dados desagregados para Brasil e Grandes Regiões. 

Ao todo, são sete eixos temáticos: Estrutura Demográfica; Autonomia Econômica e Igualdade no Mundo do Trabalho; Educação; Saúde Integral, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos; Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres; Mulheres em espaços de poder e decisão; e Mulheres no Esporte. Eles trazem 270 indicadores. 

O relatório é um registro consistente sobre a situação das mulheres em diversos âmbitos da vida social que tem servido para subsidiar a formulação de políticas públicas e o acesso à informação para que a sociedade possa cobrar o governo. Além disso, está alinhado com os princípios da política de governança na administração pública contribuindo para o processo decisório baseado em evidências”, destaca a coordenadora-geral do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, Camila Firmino. 

O primeiro indicador do documento mostra que as mulheres estão em maioria no Brasil, sendo 104,5 milhões numa população de 203,1 milhões de pessoas, segundo dados do Censo Demográfico de 2022. Seriam 94 homens para cada 100 mulheres. Ainda assim, em algumas áreas como postos de trabalho, cargos de liderança, no esporte e na política, elas ainda são minoria.
 

Mulheres em espaços de poder

No Congresso Nacional, por exemplo, 95% dos líderes partidários na Câmara dos Deputados e 78% no Senado são homens. Outro espaço relevante de tomada de decisões são as comissões permanentes, cujas presidências estão, em mais de 80% dos casos, nas mãos deles. Apenas quando são comissões mistas, as mulheres são maioria nas presidências: 75%. 

Isso também se reflete no esporte. Segundo o Raseam, nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020, dos 105 técnicos, apenas sete eram mulheres (6,7%).
 

Elas são maioria no cuidado com os outros

Por outro lado, elas são as que ocupam a maioria dos espaços que envolvem o cuidado, inclusive nas profissões. Dados compilados pelo Raseam mostram que as mulheres que se inserem no mercado de trabalho tendem a se concentrar em alguns grupamentos de atividades, tais como Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que figuram entre as principais áreas de ocupação. Além disso, 12,7% atuam em serviços domésticos, setor predominantemente feminino. 

Os dados mostram, ainda, que em 2022 as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas por semana às atividades de afazeres domésticos e/ou cuidados de pessoas, os homens destinavam apenas 11,7 horas semanais. Esse tempo diminui, porém, na medida em que a renda aumenta, possivelmente justificado pela contratação de mão de obra terceirizada, como de babás, empregadas domésticas e creche/escola.

 

Trabalho

A taxa de participação na força de trabalho, que é a proporção da população de 14 anos ou mais de idade que está ocupada ou desocupada, tende a ser historicamente menor entre as mulheres, seja pela entrada tardia delas no mercado de trabalho, ou pela desigual divisão dos afazeres domésticos e da responsabilidade com filhos (as), idosos ou outras pessoas que necessitam de cuidados. 

Neste sentido, em 2020, durante a pandemia de coronavírus, enquanto 69,5% dos homens de 14 anos ou mais de idade participavam do mercado de trabalho, trabalhando ou buscando trabalho, menos da metade das mulheres do País (49,3%) o faziam. Contudo, com a flexibilização das medidas sanitárias a partir de 2021, a taxa de participação na força de trabalho voltou a aumentar, chegando a 52,5% para mulheres e 71,9% para homens em 2022. 

Apesar de terem uma participação menor que a dos homens no mercado de trabalho, quando ocupadas, as mulheres tendem a se inserir mais formalmente que os homens. Em 2022, enquanto a taxa de informalidade das mulheres era de 37,9%, a dos homens era de 40,6%.

 

Educação, saúde e violência

O Raseam também compilou dados referentes à educação, mostrando que há uma proporção maior de mulheres que alcançaram os níveis mais elevados de escolaridade em comparação aos homens; e de saúde, revelando a diminuição da taxa de mortalidade materna desde 1990, quando a razão foi de 141 mortes por 100 mil nascidos vivos. Já em 2019, esse índice caiu para 55 mortes por 100 mil nascidos vivos. 

Índices de feminicídio, estupro e população carcerária também constam no relatório, trazendo dados já conhecidos, como o número de assassinatos de mulheres em razão de gênero, totalizando 1.366 ocorrências em 2023, a maioria provocada por pessoas do sexo masculino, na casa da vítima e por quem ela tinha convivência. 

Outros números menos divulgados também aparecem, como a quantidade de mulheres aprisionadas: 45.259, fazendo do Brasil o país com a terceira maior população carcerária feminina do mundo.

 

Uma década de Raseam

Instituído há uma década, o Raseam foi regulamentado pelo Decreto 8.131/2013 e busca responder à demanda social e institucional por produção e divulgação de dados sobre a realidade das mulheres brasileiras e a sua edição anual é retomada justamente em um período de reconstrução das políticas públicas no Brasil. 

Publicado pela primeira vez em 2013, ele tem por objetivo reunir e disponibilizar, em uma só obra, dados que se encontram dispersos em fontes oficiais diversas ou ainda inacessíveis para a população.

Confira síntese do Raseam: anexo 1.pdf


Métricas x operação: Como a governança em TI pode fazer a diferença para o sucesso dos negócios


Gerir e organizar serviços de Tecnologia da Informação (TI) está mais desafiador do que nunca. Os avanços da Inteligência Artificial (IA), a expansão dos ambientes em nuvem (cloud) e da cultura DevOps colocam desafios para empresas e negócios, sobretudo no trato diário e constante de serviços de operação, manutenção e suporte de seus sistemas, que demandam agilidade, flexibilidade e segurança de maneira ininterrupta. 

No trajeto da transformação digital que possa garantir disponibilidade, integridade e confiabilidade em todos os ambientes de TI das companhias, a governança se coloca como elemento fundamental para o sucesso ou o fracasso das ações de executivos e especialistas. É algo que já vi em alguns clientes: alguns com governança em estágios iniciais, confundindo conceitos e práticas (como requisições, incidentes e eventos), contaminando números e, consequentemente, geram indicadores não-confiáveis. 

Mais do que profissionais, há uma crescente demanda por maior maturidade no gerenciamento dos sistemas de TI, pois métricas e dados equivocados afetam toda a estratégia de uma boa operação, do dimensionamento da capacidade e do tamanho dos times, passando pelas tomadas de decisões que, com informações aquém da realidade, serão danosas a todos os setores para além da área de tecnologia, acarretando impactos também nos custos. 

Como consultor, o que procuro apresentar sempre às empresas é que a evolução dos seus negócios é sempre possível, sendo feita de forma personalizada e seguindo cada passo rumo a uma transformação digital sustentada pela inovação, pela confiança e por arquiteturas robustas e ágeis. Porém, nada disso é possível sem uma boa governança, que garanta um bom funcionamento das operações e dos times, com acompanhamento periódico de KPIs (Key Performance Indicators), tanto em relação à quantidade de chamados atendidos, tempos de resposta e resolução, quanto à qualidade do serviço prestado. 

Assim como eu, a nossa equipe com mais de 500 profissionais certificados sabe que essa operação de TI demanda muita gestão e consome muito tempo e esforço das companhias. É exatamente o que procuramos fazer: liberar o cliente desse “problema”, permitindo assim que ele foque integralmente no seu business. 

Ao adotar uma estratégia especializada, uma boa governança de TI permite a identificação de oportunidades de melhoria e ações corretivas para garantir a eficiência operacional, incentivando a transparência e a comunicação aberta em toda a área de sustentação, além de promover o compartilhamento regular de informações sobre o desempenho e desafios da operação. A sustentação é feita de maneira individual e estratégica, sempre dando visibilidade ao que gera mais valor final à companhia e o seu negócio, com abertura para otimizações constantes. 

O desenvolvimento da IA traz um novo componente nesta dinâmica de serviços gerenciados mais tecnológicos, ágeis e precisos. A adoção de chatbots cada vez mais especializados, de ferramentas de correção de código mais confiáveis e de automações que liberem profissionais de TI para ações mais complexas dão o tom do que vem por aí nesta área no curto e médio prazo. Contudo, não há tecnologia que faça a diferença sem uma boa governança.

 

Marcos Sollitari - Head de Serviços Gerenciados no Brasil da GFT Technologies 

 

Novo modelo de atendimento acelera SAC do Detran-SP

Solicitações estão sob a responsabilidade direta de diretores técnicos, o que já reduziu tempo de atendimento pela metade


Em janeiro, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) recebeu 33.109 demandas relativas a serviços como o de renovação ou emissão de segunda via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Licenciamento de Veículos. Desse total, 11.828 (36%) foram solucionadas no mesmo dia. Corta para março: o mês passado registrou 54.408 solicitações e teve 41.385 (76% do total) resolvidas em até 24 horas. O que mudou? Entrou em campo um novo modelo de atendimento do SAC do Detran-SP. 

Pelo novo sistema, lançado em fevereiro, solicitações antes encaminhadas para unidades da autarquia agora são resolvidas diretamente pela Diretoria de Atendimento ao Cidadão, composta por dezenas de diretores técnicos de unidades de atendimento do interior do estado. A mudança faz parte da transformação digital do Detran-SP. Com senhas e acessos que eliminam intermediários, os diretores dão respostas mais rápidas às demandas. 

 “Uma manifestação, por exemplo, de renovação de CNH, antes levava cinco dias úteis para ser resolvida, em média. Agora, ela é solucionada em menos de 24 horas úteis, e a meta é de que o prazo evolua para questão de minutos”, diz Lucas Papais, diretor de Atendimento ao Cidadão do Detran-SP. 

O novo modelo começou a operar em 5 de fevereiro, com o atendimento especializado dos chamados ligados a assuntos de Habilitação recebidos pelo SAC. Caso, por exemplo, de queixa por demora no recebimento da primeira via da CNH e atrasos nas emissões de renovação da carteira. 

Em 25 de março, teve início o novo modelo do SAC Veículos, que agiliza a solução de questões como licenciamento e emplacamento de carros zero quilômetro e transferência de veículos. 

As solicitações podem ser feitas tanto de forma presencial, em uma unidade Poupatempo, ou digital, pelo portal do Detran-SP. Na mesma hora, é aberto um chamado, que entra na fila de atendimento do SAC. 

Se no momento da tratativa da demanda o Detran-SP identificar que a questão se deu por uma pendência por parte do interessado, ele será notificado na própria ferramenta — caso de uma taxa não paga ou outra etapa não realizada de um processo. Com isso, o atendimento não volta à estaca zero: ao informar o cumprimento da etapa que faltava, o usuário retoma a solicitação de onde parou.

A busca por melhoria no atendimento tem elevado a nota do Detran-SP no Reclame Aqui, site especializado em expor e cobrar empresas públicas e privadas.

Veja abaixo, ano a ano.

 


Dia da Educação: como educadores brasileiros enxergam o ato de educar?


No dia 28 de abril, é celebrado o Dia da Educação, data que foi instituída durante o Fórum Mundial de Educação, ocorrido em 28 de abril de 2000. No Brasil, a educação é um direito garantido por lei (Art. 6º) e assegurado na Constituição Federal. Para colocar essa regulamentação em prática, foram criados alguns documentos normativos, como o PNE (Plano Nacional da Educação) que estabelece 10 diretrizes para melhoraria da educação, entre erradicação do analfabetismo, superação das desigualdades educacionais e formação para o trabalho e cidadania.   

Tendo em vista esse cenário, alguns educadores acreditam que, além dessas normas, a qualidade da educação também está relacionada a outros fatores. Magna Assis, coordenadora de segmentos do Anglo Alante, cita alguns pontos que considera fundamentais para uma boa educação nas instituições de ensino. “Ambiente educacional inclusivo, formação continuada para os professores, currículo adequado às necessidades dos alunos, estreitamento da relação entre família e escola e por fim, uma política de valorização de todos os profissionais da educação são fatores necessários para uma educação de qualidade”, enumera.  

A coordenadora ainda afirma que apesar de alguns avanços nos últimos anos, o Brasil tem muito a melhorar. “É preciso unir esforços de educadores da iniciativa pública e privada para a construção de uma educação de qualidade para todos, independentemente da idade, classe social ou local em que a escola está inserida”. A partir dessa reflexão, a data se mostra oportuna para educadores e especialistas brasileiros falarem e refletirem sobre o momento atual do Brasil. Confira a seguir: 

 

Tudo começa na educação básica 

Para melhorar o ensino é necessário pensar no começo dele – a educação básica, que exerce um papel indispensável na formação de cidadãos. De acordo com Arthur Buzatto, CEO da Vereda Educação, escola que oferece educação integral na formação do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, a educação básica tem a missão de promover a formação e desenvolvimento humano dos estudantes de forma global. “Assim, serão capazes de construir uma sociedade mais justa, ética, responsável, inclusiva e democrática, conforme preconiza a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, completa.   

Por isso, é muito importante escolher a escola de modo assertivo, não se pautando apenas na localização geográfica ou reputação da instituição. Segundo Andreia Carter, consultora pedagógica da Rede Pitágoras, entre os principais pontos avaliados no momento da decisão estão a estrutura da escola, o preço da mensalidade e o método de ensino. “Estes aspectos são importantes, mas, quando considerados isoladamente, pode haver uma frustração ao longo do ano da família com a escola. Ambas devem concordar em suas crenças e valores”. 

 

Existe método de ensino certo? 

Se os alunos não são iguais, será válido exigir que os métodos educacionais sejam? Na educação disruptiva, por exemplo, a tecnologia e as mudanças sociais devem ser o mote de transformação na sala de aula, preparando os jovens para os desafios desse século e colocando os professores como mediadores do conhecimento para que os estudantes possam participar ativamente dessa construção de saberes. “É um caminho para substituir parte ou totalmente o formato de educação convencional em que o aluno é receptor de conhecimento, tornando-o protagonista da sua aprendizagem e desenvolvendo soft skills ao longo desse processo”, explica Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers 

No entanto, quando se fala de tecnologia em sala de aula o debate é mais profundo. Estudos recentes indicam que o uso do celular, por exemplo, pode ter efeitos baixos a moderados no aprendizado, mas, ainda assim, comporta finalidades pedagógicas importantes. “Diante desse cenário, a prática da autorregulação do uso do celular emerge como uma ferramenta vital para balancear os benefícios da tecnologia com uma vida equilibrada e saudável, envolvendo a conscientização e controle sobre o tempo e a forma como se usa”, destaca Jonas Sousa, assessor pedagógico da plataforma Amplia, sistema de ensino para a educação básica 

Ou seja, a tecnologia vem se mostrando uma grande aliada das instituições, como mostra um levantamento da ABstartups (2020), em que houve um crescimento de 44% no número de edtechs, empresas que desenvolvem soluções tecnológicos para serviços educacionais. “O uso estratégico da tecnologia proporciona o desenvolvimento dos estudantes de modo integral, abarcando os aspectos intelectual, social e emocional do aluno. Essa expansão é muito valiosa, principalmente na fase da formação”, afirma Felipe Menezes, fundador e diretor de inovação da Maxia, solução que oferece aprimoramento educacional por meio da Inteligência Artificial (IA). 

 

Assim, a tecnologia deixa de ser rival e se torna aliada 

Tornou-se quase impossível falar de educação e tecnologia sem citar a Inteligência Artificial Generativa, como o Chat GPT, tão debatido nos últimos tempos. Será que o caminho mais efetivo é ir na contramão disso? "É um avanço irreversível. O que precisamos, na verdade, é trazer aos alunos o que é (ou não) Inteligência Artificial Generativa e quais suas limitações, com uma visão de criticidade", pondera Esther Carvalho, diretora-geral do Colégio Rio Branco. "É como preparamos as crianças e jovens com os processos cognitivos necessários para continuarem aprendendo e não lançando mão de recursos ágeis e fáceis".  

E cada vez mais instituições integram as possibilidades oriundas da tecnologia em seu dia a dia. “Com doze anos consecutivos como melhores colocados do ENEM, utilizamos a plataforma Plurall para fornecer dados cruciais que orientam o processo de ensino-aprendizagem. O time pedagógico acessa informações detalhadas sobre o desempenho dos estudantes, permitindo um acompanhamento mais próximo”, explica André Ricardo de Castro, diretor do Colégio Fibonacci, fundador do Fibonacci Sistema de Ensino. “Assim, temos um termômetro que vai nos dizendo o caminho que o aluno está seguindo ao longo da formação, se está bom ou não”, explica.  

Outra possibilidade trazida pela tecnologia foi o ensino híbrido e adaptado. Com a educação caminhando ao lado dos ambientes virtuais, o modelo misto já foi, inclusive, adotado por escolas. “Essa metodologia combina elementos do ensino presencial e online, proporcionando aos alunos uma experiência mais dinâmica e adaptável”, afirma Aline Castro, coordenadora da Assessoria Pedagógica do Sistema pH

 

Mas professores não podem ser substituídos 

Quando se fala em melhorar a qualidade da educação no Brasil, um dos pilares para a concretização desse objetivo é o investimento contínuo nos docentes. De acordo com Juliana Storniolo, diretora da FourC Learning, projeto voltado para o desenvolvimento profissional de educadores, a escola é uma comunidade de aprendizes; por isso, é necessária uma cultura de aprendizado tanto para alunos, quanto para os professores.  “Precisamos de profissionais bem treinados e atualizados para poderem utilizar métodos pedagógicos eficazes e adaptados à necessidade de cada aluno. Com esse desenvolvimento profissional, eles aprendem e implementam as melhores práticas”, argumenta.  

É assim, unindo métodos eficazes, escolas assertivas e bons profissionais, que os alunos aprenderão muito além da sala de aula, incluindo questões emocionais, tão fundamentais para o século XXI. A importância do desenvolvimento das competências socioemocionais desde a infância não se limita apenas à capacidade de se relacionar, mas também engloba a habilidade de liderar a si e aos outros. “Priorizando essa capacidade desde os primeiros anos, estamos preparando as crianças e os jovens para um futuro em que a empatia, a compreensão e a resiliência são tão ou mais importantes do que habilidades técnicas”, explica Heleomar Gonçalves, assessor pedagógico do programa Líder em Mim, que abrange mais de quinze soft skills. 

 

Empatia é também falar a língua dos outros  

Para Carol Stancati, diretora da Skies Learning, solução de inglês para escolas, a contribuição do bilinguismo vai muito além do desempenho acadêmico e da educação dentro da sala de aula. "Influencia também na empatia, porque o aluno consegue se colocar mais no lugar do outro. Ele compreende melhor e, a partir disso, se relaciona com outras culturas", aponta.  

Até mesmo competências artísticas, cotidianas e físicas têm sido inseridas no ensino de outras línguas. “Além de desenvolver habilidades linguísticas, o idioma é aplicado em outros contextos, como atividades de ciências, práticas do dia a dia, enfatizando a arte e o movimento, porque o desenvolvimento físico também é importante para o desenvolvimento global de crianças e jovens”, explica Ruymara Almeida, diretora pedagógica da rede Red Balloon, sobre o English Program, modelo de ensino oferecido aos alunos entre 3 e 17 anos, que se adapta às necessidades de cada um.   

Não à toa, o bilinguismo é um requisito para os estudantes explorarem seu potencial máximo, podendo conhecer outras culturas e aproveitar oportunidades internacionais. No entanto, além de ensinar inglês nas escolas, é preciso se atentar ao modo que isso é feito. “Introduzir elementos de jogos, como competição, desafios, recompensas e progressão, pode despertar o interesse dos alunos, motivá-los a participar ativamente das aulas e aumentar sua dedicação às atividades escolares”, explica Tayrone Medeiros, assessor pedagógico da Eduall, programa bilíngue da SOMOS Educação.    

E essa internacionalização pode acontecer desde os anos iniciais, ainda no ensino básico, preparando cada aluno para atuar em uma sociedade globalizada, fomentando oportunidades acadêmicas e profissionais ao nível internacional. Partindo dessa premissa, Lara Crivelaro, CEO da Efígie Educacional, empresa referência em internacionalização da educação no Brasil, destaca que “internacionalizar a educação básica é fundamental”. Segundo a especialista, os ganhos dessa exposição são muitos. “Ajuda a formar cidadãos globais conscientes, capazes de interagir e colaborar com pessoas de diversos backgrounds, promovendo uma compreensão mais profunda e respeitosa entre diferentes povos”.  

 

Tudo pode ser aprendido, inclusive finanças 

Embora seja comum associar a educação apenas a conteúdos dados em salas de aulas, como português e matemática, outros tipos de conhecimento são relevantes, como a educação financeira, que traz importantes benefícios às crianças e aos adolescentes. “A própria sustentabilidade familiar depende muito da incorporação do conhecimento sobre finanças no dia a dia, por exemplo”, introduz Taís Magalhães, planejadora financeira da SuperRico, maior plataforma de bem-estar e saúde financeira.   

“O adolescente cresce, começa a gerar renda e, frequentemente, não aprende a lidar com o dinheiro, a se planejar, a ter hábitos financeiros saudáveis, que serão fundamentais para quando se tornar adulto, e precisar arcar com suas responsabilidades. A falta deste tipo de conhecimento, no limite, o leva a não se tornar um adulto autossuficiente. Ou ele se torna pai e cabe aos filhos compensarem essa falta de planejamento. Desde criança, é importante saber utilizar o dinheiro de forma consciente e pensar a longo prazo. Isso gerará famílias mais prósperas, com bens futuros para desfrutar e, consequentemente, uma sociedade mais desenvolvida”, garante a especialista em finanças.  

 

Que tal umas dicas de estudo? 

Por último, o Dia da Educação é ótimo para conhecer e anotar algumas dicas de estudos de quem entende do assunto. Luana Bezerra, professora de Geografia e analista de coordenação do Curso Anglo, traz algumas orientações para quem precisa se preparar de forma qualificada para o vestibular ter foco. “Em uma aula presencial, o aluno precisa estar focado no conteúdo que está sendo trabalhado, na lousa ou nos slides do professor. Se estiver online, ele deve ter à mão os materiais que são necessários para aquele momento — tablet aberto na página específica ou tela de computador na aula que está acontecendo. Além disso, ele precisa ter ao seu lado itens como caderno, estojo e uma garrafinha de água para evitar levantar toda hora e garantir foco total nos estudos”, conclui.


Tratamento de esgoto: digitalização e monitoração 24x7 melhoram a saúde e a sustentabilidade do Brasil

Seguem sendo dramáticos os índices de acesso da população brasileira aos sistemas de esgoto. Segundo dados do Censo 2022 divulgados em fevereiro deste ano, a proporção de domicílios com acesso à rede de coleta de esgoto no Brasil chegou a 62,5% em 2022. Isso representou um aumento de 44,4% em relação ao Censo 2000. Outros 13,2% utilizam fossas sépticas. O estado de São Paulo apresentou 94,5% da população com esgoto adequado. No outro extremo estava Rondônia – apenas 39,4% dos moradores contam com um serviço de esgoto considerado adequado. O Censo 2022 mostra que, em todo o Brasil, 49 milhões de pessoas (24,3%) ainda usam recursos insuficientes de esgotamento sanitário. Essa população vive em 16,4 milhões de domicílios com soluções de esgotamento sanitário precárias. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil de 2022, somente 27 municípios entre as 100 maiores cidades do país tratam 80% de seu esgoto.


5.300 piscinas de esgoto despejadas em rios e praias


O resultado é que, diariamente, o equivalente a 5.300 piscinas olímpicas de esgoto é despejado nos rios e praias brasileiros. Além do desequilíbrio ecológico, essa situação prejudica a saúde da população. Dados de levantamento realizado em 2021 pelo DATASUS revelam que houve quase 130 mil hospitalizações em decorrência de doenças de veiculação hídrica. A incidência foi de 6,04 casos por 10 mil habitantes, o que gerou gastos ao país de cerca de R
55 milhões.

Estatísticas como estas mostram que, apesar do Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026 de 2020) determinar que governos e indústrias trabalhem para melhorar o saneamento do país, ainda há muito a ser feito.

A construção e manutenção de uma rede nacional de saneamento básico exige uma visão em longo prazo que nem sempre encontra guarida em planos de governos quadrienais. Uma população que conhece os direitos garantidos pela Constituição pode influenciar essas decisões. Essa consciência política produz resultados: um estado como São Paulo investe todo ano R 150,00 por habitante em saneamento básico. No Acre, a média de investimento anual por cidadão é de R 3.

Mais do que capital, no entanto, é necessário contar com um novo olhar sobre o que é um sistema de saneamento básico moderno, resiliente e que promove a saúde da população. É neste contexto que entram em cena soluções digitais de monitoramento da planta de tratamento de esgoto.


Visão preditiva da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)

A meta é ganhar uma visão preditiva sobre as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), unidades dedicadas ao tratamento de efluentes industriais e domésticos. Seria recomendável incluir nessa estratégia a digitalização de Estações de Tratamento de Água de Reúso (ETARs), voltadas para o reaproveitamento, em aplicações industriais, de água produzida por ETEs. Estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ) do início de 2022 indica que a região Sudeste contava com somente 16 ETARs em operação.

A moderna planta de tratamento de esgotos ou de tratamento de águas de reúso é um ambiente industrial (OT, Operation Technology) que trabalha 24x7 em prol da otimização da limpeza e recuperação, mesmo que parcial, de recursos hídricos. Nesse modelo, plantas contam com milhares de sensores IIoT (IoT Industrial) implementados em campo e dedicados às mais diversas funções.

Cada sensor é um instrumento de medição de fatores como o pH do esgoto, a temperatura dos líquidos, a velocidade de vazão dos líquidos, as condições físicas das paredes dos reservatórios e tubos, o nível de esgoto no reservatório e na tubulação, o estado de funcionamento de filtros e bombas de água etc. Monitorados continuamente por plataformas de software que lançam luzes sobre tudo o que se passa no complexo ambiente da planta de tratamento de esgoto, os dispositivos IIoT tornam-se aliados da sustentabilidade e da eficácia. A Tecnologia da Informação pode colaborar de forma crítica para detectar desde o mau funcionamento da planta à possibilidade de vazamentos de esgoto.

Para que a excelência em gestão de sistemas de saneamento básico seja atingida, é fundamental integrar em uma única interface de monitoramento informações precisas sobre o universo OT/IoT e, também, as áreas de TI da empresa de saneamento. A meta é, com esse dashboard, obter uma visão do todo – e um todo alinhado com as plataformas administrativas e comerciais da empresa – e, quando for necessário, chegar ao detalhe do funcionamento de uma bomba na planta ETE. Outro diferencial dessa abordagem é a certeza de que alertas serão disparados imediatamente em caso de falhas ou de previsão de falhas, com mensagens sendo enviadas para uma lista de responsáveis, de modo hierárquico.


Alinhamento ao modelo ESG

Estratégias como essas contribuem para a empresa de saneamento básico construir evidências de seu alinhamento ao modelo ESG (Environmental, Social e Governance). Cada vez mais, investimentos são decididos a partir dos índices de conformidade da planta de tratamento de esgoto ao modelo ESG. É importante reconhecer, no entanto, que, entre os serviços que compõem o saneamento básico, a coleta de esgoto é o mais desafiador. Trata-se de uma estrutura mais complexa do que, por exemplo, sistemas de tratamento de água para consumo humano.

Em 2024, a jornada rumo à universalização do esgoto tratado no Brasil inclui o uso de tecnologias de digitalização de plantas industriais (OT/IIoT) e monitoramento preditivo desses ambientes. Quem realizar esse salto contribuirá para reduzir o índice de doenças da população – incluindo a mortalidade infantil –, otimizar recursos críticos, despoluir rios e praias e, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.


Luis Arís - gerente de desenvolvimento de negócios da Paessler LATAM.


Paessler
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A importância de diversificar as práticas esportivas nas escolas

Os impactos positivos das diversas práticas esportivas são inegáveis, especialmente quando se considera o contexto das instituições educacionais. Segundo uma pesquisa conduzida pelo Itaú Social, em parceria com a Universidade de Cambridge, a inclusão adequada de atividades esportivas no currículo escolar desempenha um papel crucial no desenvolvimento integral de crianças e jovens. Este aspecto pode ser ainda mais intensificado com a introdução de novos esportes nas escolas, oferecendo uma oportunidade adicional para diversificar as opções esportivas nesses ambientes.

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, que terão início no final do mês de julho, múltiplas práticas esportivas com pouca visibilidade no Brasil ganham destaque, proporcionando uma oportunidade valiosa para que colégios diversifiquem suas abordagens educacionais, incentivando crianças e jovens a se envolverem cada vez mais nesse amplo universo esportivo.


Os benefícios dos esportes nas instituições

Antes de tudo, é importante destacar que os benefícios das atividades esportivas são inúmeros. Além de fortalecer o desenvolvimento físico, contribuindo para a saúde cardiovascular, muscular e óssea, as práticas esportivas também melhoram a coordenação motora e promovem o bem-estar geral, estimulando habilidades socioemocionais como trabalho em equipe e resolução de conflitos, promovendo um senso de pertencimento e colaboração entre os jovens. 

Neste sentido, durante as aulas de Educação Física, é possível fortalecer essas relações ao criar um ambiente cooperativo, tanto para atividades em grupo quanto individuais. Isso se dá ao promover a inclusão de todos os estudantes independentemente de suas habilidades, e ao fomentar a comunicação e o apoio mútuo entre eles, oferecendo novas oportunidades para a prática esportiva.

 

Por que incluir novos esportes nos colégios? 

Dar espaço a novas práticas esportivas abre margem a diversos benefícios tangíveis. A exposição a diferentes experiências motoras durante a realização de atividades esportivas estimula diversas áreas do cérebro, desenvolvendo habilidades físicas e cognitivas. A resolução de problemas, o tempo de reação e a busca por soluções criativas durante estas práticas desencadeiam processos cognitivos complexos, preparando os estudantes para enfrentar desafios intelectuais com mais eficiência e confiança. 

Priorizar apenas esportes tradicionais, como handebol, vôlei, basquete e futsal, ainda faz com que muitos estudantes não se sintam confortáveis com jogos coletivos, o que pode ser acarretado por questões psicológicas ou de convivência. Portanto, os esportes individuais oferecem uma alternativa segura para aprender e desenvolver habilidades específicas, permitindo que os jovens encontrem uma atividade que se adapte melhor aos seus interesses, aptidões e preferências, aumentando a chances de se engajarem em atividades físicas de forma regular e significativa. 

A novidade e a oportunidade de explorar territórios desconhecidos também podem servir como uma fonte poderosa de motivação, estimulando os estudantes a se aventurarem em novas práticas físicas. Essas situações desafiadoras não apenas incentivam o crescimento pessoal e a superação de limites individuais, mas também contribuem para o desenvolvimento de uma mentalidade resiliente e adaptável. 

Para impulsionar a implementação de novas práticas esportivas nas escolas, no entanto, é fundamental investir em capacitação de professores. Uma importante ação a esse trabalho passa também por promover a oferta de atividades extracurriculares relacionadas a essas práticas, organizando eventos inclusivos ao longo do ano letivo, o que pode ser uma estratégia eficaz para ampliar o leque de opções esportivas disponíveis para os estudantes. 

Em resumo, é essencial que cada instituição promova a diversidade esportiva e incentive o desenvolvimento integral dos estudantes por meio de uma variedade de novos esportes. Com esse estímulo, é possível proporcionar uma experiência enriquecedora e significativa, contribuindo para uma trajetória de aprendizagem mais eficaz e saudável, não apenas do ponto de vista físico, mas também socioemocional.

 

Kelly Soares Rosa - Coordenadora de Educação Física da unidade do Rio de Janeiro da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.

 

Aldeias Infantis SOS oferece rede de apoio para inclusão produtiva de jovens

No dia do Jovem Aprendiz (24 de abril), a Organização destaca iniciativas para facilitar a entrada dos jovens em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho e desenvolver cidadãos para o mundo

 

Mesmo no contexto em que a economia brasileira dá sinais de recuperação, puxada pelo arrefecimento da inflação, queda dos juros e aumento do PIB, uma grande parcela dos jovens amarga a frustração de ficar de fora do mercado de trabalho. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) revela que a taxa de desemprego entre a população de 18 a 24 anos chegou a 16,4%, no último trimestre de 2023. Dos 8,1 milhões de brasileiros que procuram emprego, 2,3 milhões são jovens.

Diante desse cenário, iniciativas de inclusão produtiva, voltadas para a educação e capacitação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade social, tornam-se urgentes para reverter o atual quadro. Além disso, a regulamentação da Lei n° 10.097, conhecida como Lei do Jovem Aprendiz, promove a inserção de jovens no mercado de trabalho, bem como a garantia de sua aprendizagem e preparo.

A Aldeias Infantis SOS, organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, age nesse sentido ao conduzir uma série de iniciativas que, no conjunto, formam uma rede de apoio aos jovens para impulsionar a construção de uma carreira sólida e bem-sucedida.

Além de prepará-los para o mercado de trabalho, essas ações também contribuem para a formação de sujeitos de direito, reafirmando o compromisso maior da organização, que é o empoderamento e a emancipação do cidadão na sociedade.

Segundo Roney Assis, coordenador Nacional de Juventudes, a Aldeias Infantis SOS tem trabalhado para ampliar a cada ano o número de projeto e parcerias para a inclusão produtiva dos jovens participantes dos seus programas.

“São iniciativas orientadas por metodologias que envolvem ativamente seus participantes na tomada de decisões e os coloca no centro do processo de aprendizado, estimulando sua autonomia e tornando-os cientes de seus direitos e de suas posições enquanto agentes de transformação de sua própria realidade”, destaca.


Programas de capacitação

O YouthCan! (Jovens Podem!) é uma iniciativa global da Aldeias Infantis SOS destinada a auxiliar jovens em situação de vulnerabilidade social, proporcionando-lhes treinamento profissional para integrá-los ao mercado de trabalho e estimular oportunidades empreendedoras. Esse trabalho é realizado por meio de parcerias estratégicas com empresas, que fornecem capacitação por meio de programas de voluntariado corporativo.

Através desse programa, em 2023, a organização apoiou 616 jovens participantes de projetos e parcerias com foco em desenvolvimento pessoal e profissional. Entre eles, adolescentes dos serviços de cuidados alternativos e seus egressos, venezuelanos e afegãos participantes do Brasil Sem Fronteiras, programa de apoio às famílias migrantes promovido pela Aldeias Infantis SOS desde 2018, entre outros.

Um dos parceiros dessa iniciativa é a empresa TK Elevator, com o programa de voluntariado “Education4Future”, iniciativa oferecida desde 2017 pela companhia, que já deu suporte à formação de mais de 600 jovens em países como Brasil, Colômbia, Uruguai, Índia e Tailândia. Graças a essa parceria, a ação já impactou jovens dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Entre os projetos do programa YouthCan! destacam-se também o “Se Conectando ao Futuro” e o “Juventudes Digitais”, iniciativas executadas desde 2020. Contando com o apoio de sete empresas, essas ações formaram 10 turmas e empregaram um total de 40 jovens, na modalidade de Jovem Aprendiz ou com contrato de trabalho por período indeterminado, em lojas, indústrias, comércios e projetos sociais, além de grandes varejistas brasileiros. .

As duas iniciativas incluíram moradores das cidades de Camaçari, Candeias, Catú, Lauro de Freitas, Itabuna e Salvador, todas localizadas no Estado da Bahia. Todos participaram de aulas de capacitação, que abordaram temas como ética profissional, habilidades socioemocionais, linguagem e escrita, entre outros tópicos com impacto direto e indireto na carreira.

Uma das particiantes do “Se Conectando ao Futuro”, Débora Luise da Silva e Silva, 17, foi contratada como auxiliar administrativa pelo programa Jovem Aprendiz em uma empresa em Lauro de Freitas. “O projeto foi muito importante para o meu conhecimento, consegui aprender como me portar numa entrevista, aprendi mais ainda sobre meus direitos e deveres como jovem aprendiz. Sou muito grata a todas as pessoas envolvidas nesse projeto”, afirma.

Outro destaque é de Ana Gabriele Barreto Costa, 16, que foi admitida como auxiliar de sala em uma escola, também pelo programa Jovem Aprendiz, em Salvador. “Aprendi muito, me desenvolvi, perdi um pouco da timidez, aprendi a fazer currículos. O programa me ajudou a evoluir muito”, conta.

Somente em 2023, o Juventudes Digitais, beneficiou 20 jovens em situação de vulnerabilidade e defasagem escolar, entre 15 e 17 anos de Salvador. Eles participaram de oficinas sobre estratégias de inserção profissional no mercado de trabalho, promoção de autoconhecimento e inteligência emocional, além de aulas práticas de inclusão digital. A Aldeias Infantis SOS ainda firmou parcerias com empresas locais para oportunidades de estágios.

"Aprendi a fazer currículos e até ajudei meus colegas de escola a fazerem os deles. Agora, as pessoas estão sempre me pedindo ajuda para criar seus currículos. É gratificante saber que posso contribuir para o sucesso profissional de outras pessoas”, destaca Yuri Souza de Almeida, 15, um dos jovens beneficiados pela iniciativa.


Vantagens na contração de um jovem aprendiz

Segundo a legislação vigente, as empresas de médio e grande porte devem ter de 5 a 15% de aprendizes no quadro de funcionários. Em micro e pequenas empresas, a contratação é facultativa.

Se, por um lado, a aprendizagem e a contratação irão qualificar o jovem para enfrentar o mercado de trabalho competitivo, oportunizando um futuro promissor, as instituições também desfrutam de diferentes benefícios nessa modalidade de contratação. Confira alguns:

  • Diversidade: diversidade e inovação são marcas dos jovens e, ao contratá-los, os novos membros da equipe trarão perspectivas modernas sobre assuntos da atualidade.
  • Função social: envolve o desenvolvimento econômico do país, afinal, investir nos jovens é investir no futuro.
  • Desenvolvimento de talentos: ao contratar um jovem é possível desenvolvê-lo desde o início de sua vida profissional, possibilitando também a efetivação daqueles que se destacarem.
  • Incentivos fiscais: ao aderir ao programa de Jovem Aprendiz, a empresa conta com alguns benefícios fiscais. Entre eles, destaca-se a economia de 2% no pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).



Sobre a Aldeias Infantis SOS

A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. A Organização lidera o maior movimento de cuidado do mundo e atua junto a meninos e meninas que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de desenvolver ações humanitárias.

Fundada na Áustria, em 1949, está presente em mais de 130 países. No Brasil, atua há 56 anos e mantém mais de 80 projetos, em cerca de 30 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer cuidados alternativos para crianças e jovens que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha.

 

Aumento histórico de vistos americanos aprovados para trabalhadores brasileiros revela mudanças no perfil dos imigrantes

Segundo Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, a possibilidade de trabalhar em um ambiente econômico bem estabelecido é um grande atrativo


A imigração brasileira para os Estados Unidos está tomando um novo rumo, com um crescimento expressivo no número de vistos concedidos a profissionais altamente qualificados. Em 2023, observou-se um aumento de 20% em relação ao ano anterior, totalizando mais de dois mil vistos. Este crescimento é ainda mais evidente no visto EB-2, destinado a indivíduos com formação acadêmica avançada ou habilidades excepcionais nas áreas de negócios, ciências ou artes. 

Dados levantados pelo Serviço de Imigração e Cidadania dos EUA - USCIS, apontam que desde 2017, o número de concessões desse tipo de visto saltou de 212 para 1988, refletindo uma alta de 837,7%.


Perfil dos imigrantes

Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, explica que os brasileiros estão em busca de uma nova vida nos Estados Unidos. E esses, tendem a ser profissionais bem-sucedidos, com uma formação acadêmica sólida. “A maioria desses imigrantes tem entre 30 e 45 anos, possuem uma vida familiar estabelecida e contam com, pelo menos, um diploma de bacharelado”, revela. 

A comunidade brasileira nos EUA é a maior fora do Brasil, com aproximadamente 1,9 milhão de pessoas.

Toledo acredita que muitos profissionais brasileiros são atraídos pelos Estados Unidos devido às oportunidades de exercer suas profissões em um ambiente considerado mais seguro e estável. “Além disso, áreas específicas como as de ciência, tecnologia, engenharia e matemática são altamente incentivadas pelo governo americano, que vê esses profissionais como essenciais para o crescimento econômico do país”, pontua.


Empreendedorismo e oportunidades de negócios

Aproximadamente 30% dos profissionais brasileiros que migram para os EUA possuem seu próprio negócio. “Esses empreendedores buscam não apenas uma nova vida, mas também a chance de expandir e desenvolver seus negócios em um mercado com legislações maduras e relações jurídicas sólidas. A possibilidade de trabalhar em um ambiente econômico já estabelecido é um grande atrativo”, declara.

Além do visto EB-2, há uma ampla gama de categorias de vistos que atendem a diferentes perfis e necessidades dos imigrantes brasileiros. O visto EB-1, por exemplo, é destinado a indivíduos com habilidades extraordinárias em suas áreas. “Essa diversidade nos tipos de vistos permite que uma variedade maior de profissionais qualificados possa encontrar caminhos legais para trabalhar e viver nos Estados Unidos, com critérios específicos que refletem o nível de expertise e contribuição potencial ao país”, relata.

Para o especialista em Direito Internacional, a nova onda de imigração de profissionais qualificados do Brasil para os Estados Unidos mostra uma mudança significativa no perfil dos imigrantes. “Com oportunidades de crescimento profissional e pessoal, esses indivíduos estão fazendo contribuições valiosas para a economia americana, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios de se adaptar a uma nova cultura e sociedade”, finaliza.

 


Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 230 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.


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