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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Bons hábitos contribuem para a fertilidade feminina

 Especialista em reprodução humana traz dicas de atitudes que podem ajudar mulheres a engravidar

 

Ter uma boa alimentação, reduzir vícios, se exercitar, manter um bom peso e entre outros hábitos de vida saudáveis ajudam a reduzir inúmeros problemas de saúde, tanto físico e mentais, mas também contribuem no processo de fertilidade da mulher. Vale lembrar que a idade além dos bons hábitos também é um fator muito importante para a gestação, ainda mais que a partir dos 35 anos, a reserva ovariana da mulher diminui, reduzindo ano a ano as probabilidades de uma possível gestação. 

“Cada mulher tem um tipo de organismo diferente e isso também pode interferir na hora de começar a incluir novos hábitos na rotina”, explica o especialista em reprodução humana, Dr. Nilo Frantz, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva.
 

Alimentação 

Uma dieta rica e balanceada é o pontapé inicial para a mudança de hábitos que contribuem na fertilidade, alimentos simples e que facilmente são encontrados são grandes aliados da saúde como as verduras, cereais integrais, frutas ácidas, óleos vegetais ricos em vitamina C e E e gorduras boas que possam ajudar na construção do metabolismo celular e no funcionamento hormonal. 

Alimentos ricos em ferro e ácido fólico, como carnes brancas e leguminosas também ajudam a potencializar a fertilidade.
 

Vícios 

O uso de cigarros traz diversos danos na saúde feminina, um deles é diminuir a qualidade dos óvulos e também alterar hormônios. A ingestão de álcool em excesso pode contribuir para uma entrada mais rápida das mulheres na menopausa.
 

Exercícios 

A prática de exercícios físicos é primordial em qualquer fase da vida e contribui muito para quem quer engravidar. Além de ajudar no metabolismo, ajuda o sistema reprodutor e digestivo a trabalharem melhor. 

“Uma rotina de exercícios regulares também contribui na regulação do peso, já que o excesso de peso pode interferir no ciclo menstrual da mulher e trazer riscos para uma futura gestação. Unir a alimentação balanceada e a atividade física já é um grande aliado na fertilidade feminina”, explica Frantz.
 

Sono e saúde mental 

Dormir bem faz a diferença no humor, na disposição e na saúde como um todo. Uma boa noite de sono ajuda na estabilização hormonal e é tão importante quanto a saúde mental. 

De acordo com o especialista, altos níveis de estresse influenciam na queda da produção de hormônios. Dessa forma é importante que a mulher tenha atividades em sua rotina que possam ajudá-la a fugir do estresse. 

Vale lembrar que manter a saúde sexual ativa também é importante, porém, ela não pode ser vista como um peso. Converse com seu parceiro não só sobre a vida sexual, mas também sobre outros aspectos que possam interferir na vida do casal e no psicológico neste período em que se está tentando uma gestação. 

“É de extrema importância procurar um profissional de reprodução humana para ajudá-los nesse processo e acompanhar caso a caso para que se consiga chegar no objetivo principal que é a chegada de um bebê na família”, conclui Frantz.


Posso atender pacientes. E agora?

 

No ano passado, o Brasil ultrapassou a marca de 560 mil médicos, o dobro do número registrado em 2010, chegando a uma proporção de 2,6 profissionais para cada mil pessoas, segundo o levantamento Demografia Médica no Brasil. A mesma pesquisa apontou que, em 2024, outros mais de 31 mil médicos estarão se formando, o dobro do número dos registrados pelo Conselho Federal de Medicina em 2021. 

Além dos médicos, anualmente, milhares de profissionais de saúde de outras áreas concluem a formação se habilitando a atender pacientes e todos enfrentam o dilema: e agora? Essa pergunta se desdobra em outras, como: onde farei meus atendimentos? Como conciliar a vida pessoal com a profissional? Onde quero estar daqui alguns anos? Meu objetivo com este texto é ajudar a responder as perguntas acima para decidir sobre qual caminho seguir. 

Vou focar nas 5 principais possibilidades que estão à nossa disposição como profissionais de saúde:

Montar o consultório próprio;

Dividir o consultório em sociedade com amigos/colegas;

Trabalhar para alguém que já tenha o consultório estabelecido;

Alugar períodos dentro de clínicas que disponibilizam espaço;

Montar consultório próprio dentro de espaços compartilhados. 

A principal coisa que você deve lembrar é que o seu verdadeiro ativo é a sua carteira de pacientes. Seu trabalho é fazer com que ela aumente como reflexo de sua competência profissional. Quando avaliar um caminho, se pergunte: os pacientes serão meus? Se a resposta for negativa, minha sugestão é que se certifique de que realmente não há outra alternativa antes de seguir nessa direção. Entre os citados, o 1, 2 e 5 permitem que você construa sua carteira de pacientes. Já o 4, somente em alguns casos. 

“Quem irá pagar pelo meu serviço?” é a segunda pergunta que você deve responder. A fonte pagadora pode ser o próprio paciente. Operadoras de saúde (convênios e seguradoras) são fontes para um número cada vez menor de médicos e profissionais de saúde que montam seus consultórios, e um dos motivos é a verticalização em busca de maior eficiência. Sabendo quem pagará por seu serviço, você poderá eliminar opções de negócio onde não haverá retorno sobre o seu investimento. Entre as possibilidades acima, 3, 4 e 5 demandam menor investimento inicial, favorecendo o retorno financeiro. 

“Quanto tempo posso/quero dedicar para a gestão do consultório?” Ao pensar nessa questão, leve em conta o crescimento da carga de trabalho administrativo conforme sua carteira de pacientes aumenta. Sem considerar esse aspecto na sua estratégia profissional, você poderá colocar seu consultório em uma posição de fragilidade crescente conforme o número de pacientes aumenta e seu tempo para gestão diminui. Dentre as opções acima, 3, 4 e 5 demandam menor dedicação de tempo para gestão. 

Mobilidade é um aspecto cada vez mais importante para todos, profissionais e pacientes. Isso vai além de estar presente em mais de um endereço, significa também estar disponível em dias e horários diferentes. Quanto maior sua amplitude geográfica e de tempo, mais rapidamente você construirá sua carteira de pacientes. Entre as opções citadas, 1 atende melhor à disponibilidade de horário, mas exige investimento próprio em novas localidades para aumentar a atuação geográfica, e 5 atende aos dois pontos. 

Independente do caminho escolhido por você, ele não deve ser imutável. Fique atento às novidades do mercado e mantenha-se capaz de testar novas soluções que poderão ser a diferença entre conseguir ou não construir a carreira que deseja para si. Todos os mercados mudam constantemente e o segmento de saúde evolui rapidamente, com avanços clínicos e tecnologias que influenciam o comportamento e expectativas dos pacientes e abrem oportunidades para evoluirmos na relação que temos com nossos consultórios.
 


Fábio Medaglia Soccol - médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC, especialista em oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e possui MBA em Gestão de Serviços de Saúde pela UNIFESP. Tem mais de 20 anos de experiência com consultório e é co-fundador da Livance, healthtech que oferece soluções de gestão de consultórios para médicos e profissionais da saúde.


Mês de combate a meningite: um terço dos jovens apresentam sequelas neurológicas após a doença

 

Dores de cabeça, febre alta e vômito estão entre
os sintomas da meningite bacteriana
 
 Divulgação

Pesquisa feita pelo Instituto Karolinska alerta como a meningite bacteriana pode afetar jovens. No Brasil, doença registrou mais de 80 mil casos entre 2007 e 2020

 

Abril é o mês designado para conscientizar sobre a luta contra a meningite, uma doença que ganhou destaque após a publicação de um estudo realizado pelo Instituto Karolinska, da Suécia, e publicado na revista científica JAMA. O estudo revelou que um terço dos jovens que contraem meningite bacteriana desenvolvem sequelas neurológicas.

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 80 mil casos da doença entre 2007 e 2020. Em 2023, foram confirmadas mais de 800 mortes por meningite. A maior parte desses óbitos foi causada pela meningite pneumocócica, totalizando 250 casos.

Os neurologistas do Grupo São Lucas, Jorge Alberto Martins Pentiado Junior (CRM: 141933/RQE: 39979) e Dr. Thales Pardini Fagundes (CRM: 220298/RQE: 124154), explicam que esse aumento pode ser atribuído a diversos fatores, como a baixa taxa de vacinação, condições sanitárias precárias (falta de saneamento básico), uso disseminado de tratamentos que comprometem a imunidade, envelhecimento populacional e aprimoramento do diagnóstico.

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as estruturas que envolvem o cérebro e a medula espinal. Pode ser causada por doenças infecciosas, como vírus, bactérias, fungos ou parasitas, ou por doenças não infecciosas, como câncer do sistema nervoso ou doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico.

Entre as bactérias mais comuns que causam meningite estão o Pneumococo (Streptococcus pneumoniae), o Meningococo (Neisseria meningitidis) e o Haemophilus influenzae tipo B. Elas podem ser transmitidas através das vias respiratórias, gotículas e secreções do nariz e da garganta. Esses patógenos se alojam nessas regiões e, posteriormente, invadem as meninges, resultando em uma infecção grave.

“A boa notícia é que existem vacinas disponíveis contra essas três bactérias", explica o neurologista Jorge Alberto. "No entanto, características específicas de algumas cepas dessas bactérias, especialmente o Pneumococo, como maior virulência e resistência a antibióticos, ainda são desafios a serem enfrentados. Por isso, o estímulo à vacinação e a melhoria das condições sanitárias continuam sendo muito importantes para reduzir cada vez mais a ocorrência de meningite no Brasil”, completa.

Segundo ele, é importante estar atento aos sintomas em bebês e crianças, tais como febre alta ou hipotermia (diminuição da temperatura corporal), sonolência, dificuldade para movimentar o pescoço, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, recusa alimentar, vômitos súbitos e fontanela (moleira) elevada.

“A meningite é diagnosticada pela história clínica, aliada ao exame físico, e confirmada através do exame do líquor, o líquido da espinha. O tratamento específico depende do agente identificado, utilizando-se antibióticos para as formas bacterianas e alguns vírus. Além disso, recomenda-se o uso de dexametasona para diminuir a inflamação e prevenir sequelas causadas por certas bactérias. Por fim, tratam-se os sintomas, como analgésicos para dor de cabeça e antitérmicos para febre”, complementa.

Já as sequelas neurológicas ocorrem devido à intensa reação inflamatória, que pode causar danos às células cerebrais, especialmente se o tratamento com antibióticos e dexametasona não for iniciado rapidamente. Entre as sequelas estão perda de audição, dificuldade de aprendizagem e memória, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiências motoras, alterações visuais, hidrocefalia, crises convulsivas e até mesmo acidente vascular cerebral (AVC).

Entre os motivos dessas bactérias afetarem crianças e adolescentes estão a imunidade em desenvolvimento, o frequente contato em ambientes coletivos, vacinação incompleta e comportamentos sociais, como o compartilhamento de itens pessoais.

Dr. Thales compara a meningite bacteriana aguda a um “incêndio no cérebro” causado por bactérias. Para combatê-lo, os médicos usam uma combinação de "extintores de incêndio". Os antibióticos tratam a infecção, enquanto a dexametasona, um corticoide, ajuda a controlar a inflamação e a proteger o cérebro. O tratamento deve ser iniciado imediatamente após a coleta de exames de sangue, não sendo necessária a coleta do líquido da espinha para iniciar a terapia.

Ele ainda destaca que a Organização Mundial da Saúde está empenhada em um plano ambicioso para erradicar as epidemias de meningite bacteriana até 2030. Isso envolve a implementação de estratégias como vacinação ampliada, melhor diagnóstico e tratamentos mais eficazes.

“Na rede pública de saúde brasileira, estão disponíveis, gratuitamente, vacinas contra as formas mais graves de meningite, como Meningite tipo C (Meningococo tipo C), Meningite pneumocócica, Meningite por Haemophilus influenzae e Meningite tuberculosa. Por fim, o aumento da cobertura vacinal e a melhoria das condições sanitárias são cruciais para diminuir a incidência de meningite bacteriana aguda”, conclui Dr. Thales.



Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)

País com maior envelhecimento da UE, Portugal atrai profissionais de saúde brasileiros

Para cuidar da população idosa e de públicos como PCDs, conterrâneos se matriculam em cursos certificados pelo governo luso que dão direito a vistos de residência e permissão para trabalhar nas 27 nações da UE 

 

Portugal é o país da União Europeia (UE) com maior envelhecimento em 2023. Das 27 nações que compõem o bloco econômico, Portugal lidera o ranking com a maior proporção de pessoas com 65 anos de idade ou mais (24%), acima da média de 21,3% na UE. A idade média da população da UE aumentou 2,3 anos desde 2013, quando era de 42,2 anos, e Portugal ocupa o topo da tabela, com 4,4 anos em média de envelhecimento, em apenas uma década. No total da população dos 0 aos 14 anos, Portugal tem as percentagens mais baixas (12,9%), juntamente com Malta (12,7%) e Itália (12,4%), segundo dados do Eurostat.

“O envelhecimento demográfico é considerado um problema porque indica uma redução da população economicamente ativa, que é o número de habitantes – geralmente entre 15 e 60 anos – aptos a trabalhar e, portanto, a sustentar a economia. Isso faz com que haja uma demanda de profissionais para trabalhar nos mais diversos setores, mas principalmente no de saúde, e para supri-la se recrutam estrangeiros. Uma das nacionalidades mais valorizadas nas diversas áreas ligadas à saúde é a brasileira. Além do profissionalismo com que brasileiros costumam atuar, costumamos ser reconhecidos pelos portugueses pela nossa gentileza, simpatia e carisma. E isso faz toda a diferença em profissionais que trabalham com a população idosa”, afirma Renata Maida Freire, brasileira que reside em Lisboa e é diretora da Academia eFuturo para o Brasil.

Para Renata, esta oportunidade trazida pelo envelhecimento da população europeia é cada vez mais aproveitada pelos brasileiros que já moram em Portugal ou os que pretendem se mudar para o país irmão. “Para trabalhar legalmente em Portugal e ainda ter uma certificação validada pelo governo lusitano e reconhecida em toda a UE, nossos conterrâneos estão fazendo cursos profissionalizantes como os de Técnico Auxiliar de Geriatria, Técnico de Apoio Domiciliário, Técnico Auxiliar de Saúde e Auxiliar de Fisioterapia e Massagem. Pela lei portuguesa, todos os que se matricularem em cursos certificados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), com duração de um ano ou mais, têm direito a vistos de residência que permitem trabalhar em território luso e, por extensão, em outras 26 nações que integram a UE”, explica a diretora da escola que capacita estrangeiros.

Um dos brasileiros que trabalham em saúde em Portugal é o carioca João Sena. Fisioterapeuta, ele se mudou para Portugal em agosto de 2018 e atualmente é diretor técnico na APPDA (Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo), em Lisboa. "Os brasileiros são bem-vistos na área de cuidados de pessoas idosas ou com maior necessidade de apoio, como pessoas com deficiência (PCDs), pois nos consideram pessoas mais meigas, carinhosas e alegres na forma de cuidar. Para cuidadores, em especial, há oportunidade de emprego em qualquer período do ano", afirma. A entidade onde João trabalha nas mais diversas áreas de apoio às famílias e pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA). Nela, coordena 45 colaboradores que compõem uma equipe multidisciplinar, entre portugueses, brasileiros e africanos que atuam como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicomotricistas, educadores físicos, técnicos de educação especial, animadores socioculturais, auxiliares de ação direta (cuidadores) e auxiliares de serviços gerais.

Segundo Renata, a faixa salarial varia de 820 euros, o valor do salário-mínimo português, para quem está começando em sua carreira profissional na área de saúde, até 3.500 para cargos de gestão. Para quem já tem mais experiência, mas ainda é um profissional júnior, pode atingir 1.000 euros. Profissionais mais sêniores e com mais expertise têm um salário médio de 1.300 euros. Já um supervisor, coordenador, gerente e diretor têm salário entre 1.500 a 3.500 euros mensais.  


Cursos com alta empregabilidade

Todos os mais de 20 cursos disponibilizados atualmente pela eFuturo – incluindo os ligados à saúde – são os que efetivamente precisam de mão de obra no mercado de trabalho português. “No sistema de formação profissional de Portugal, quando não há mais demanda de vagas os cursos deixam de existir ou somente voltam a ser oferecidos quando houver nova necessidade de contratações. Por isso, como existem para atender demandas pontuais, os cursos profissionalizantes certificados pela DGERT têm, em média, 80% de empregabilidade, sendo uma boa estratégia de transição de carreira ou mesmo de reciclagem de conhecimentos para quem já atua nessas áreas”, enfatiza Renata. 

Confira, abaixo, cada um dos cursos ligados à saúde, um segmento extremamente aquecido no mercado de trabalho, repleto de oportunidades e possibilidades de crescimento profissional em Portugal e outros países da UE:

 

·        Técnico Auxiliar de Geriatria – Pela natureza do seu trabalho, é um profissional que deve ter conhecimentos técnicos, intervir sobre os problemas associados ao envelhecimento e possuir competências de comunicação, empatia e relacionamento interpessoal. O curso é composto de dez módulos, incluindo nutrição e hidratação, cuidados de higiene e conforto, posicionamentos e transferências, higienização de espaços e equipamentos, primeiros socorros, medicação, processo de envelhecimento, cuidados específicos em geriatria e acompanhamento no final da vida. O profissional pode trabalhar em lares de terceira idade, hospitais, clínicas, centros de acolhimento ou comunitários, residências ou em serviços de apoio domiciliário.

 

·        Técnico de Apoio Domiciliário – Em seus nove módulos, o curso capacita os formandos para a prestação de cuidados específicos de saúde, relacionados entre outros com cuidados de higiene e conforto, posicionamento, mobilidade e transporte, noções básicas de primeiros socorros, higienização de espaços e equipamentos, baby-sitting e acompanhamento no final da vida. O técnico de apoio domiciliário pode exercer funções em hospitais, lares, clínicas, centros de apoio domiciliário, creches e casas particulares.

 

·        Técnico Auxiliar de Saúde – O profissional formado pode trabalhar em hospitais públicos e privados, consultórios médicos, clínicas e outros estabelecimentos de saúde, centros de acolhimento, domicílio e, também, institutos de estética. Em seus dez módulos, o curso inclui nutrição e hidratação, cuidados de higiene e conforto, mobilidade, posicionamentos e transferências, higienização de espaços e equipamentos, primeiros socorros, medicação, cuidados específicos de saúde, efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização e acompanhamento no final da vida.

 

·        Auxiliar de Fisioterapia e Massagem – Os nove módulos do curso incluem: enquadramento da profissão, anatomofisiologia, fisiopatologia, prevenção e controle de infecções, cuidados importantes no quotidiano, medicina física de reabilitação, indicações e contraindicações, técnicas de massagem e primeiros socorros. Por ser um mercado profissional ainda com déficit de mão de obra em Portugal, este tipo de técnico é muito demandado e pode exercer as suas funções em áreas de reabilitação, como a traumática, manutenção e cuidados de saúde, medicina esportiva, lazer e turismo, medicina do trabalho e assistência e recuperação de idosos. O técnico auxiliar de fisioterapia atua em conjunto com o fisioterapeuta. Neste sentido, os formados podem trabalhar em lares da terceira idade, residências geriátricas, academias, centros de estética, hospitais, clínicas, centros de terapia, residências e serviços de apoio domiciliário.

Renata ressalta que após o término da parte teórica dos cursos – que pode ser feita do Brasil enquanto a documentação para a mudança para Portugal é organizada –, a eFuturo apoia o processo de enquadramento profissional, garantindo o estágio, por meio de sua rede de parceiros, formada por mais de 500 empresas em Portugal. O estágio presencial em terras lusas não é obrigatório, mas além de um futuro contrato de trabalho, ele incentiva o networking, abrindo chances para outras oportunidades.  

“Em Portugal, porém, o estágio não costuma ser remunerado. Por isso, recomendo que o estudante conte com uma poupança para se garantir até a formatura ou mesmo até que se encontre emprego”, pontua a diretora. Ela ressalta que as escolas profissionalizantes portuguesas certificadas pela DGERT não se responsabilizam por vistos, fornecendo apenas a prova de matrícula dos alunos que querem estudar em Portugal. 

Ao pedir o visto de estudo, é preciso que o requerente esteja atento à duração do curso escolhido, pois não deve ser inferior a 12 meses, o prazo mínimo para se ter o visto de estudante que permite residência e trabalho. “Brasileiros que concluíram cursos profissionais certificados também podem requerer um visto de acompanhamento familiar, agregando seus filhos e cônPAUTA: País com maior envelhecimento da UE, Portugal atrai profissionais de saúde brasileirosjuge desde que cumpram com os pré-requisitos da Portaria 1563/2007 para comprovação de meios de subsistência, o que atualmente um visto de procura de trabalho não permite. E se o interessado tiver dupla cidadania, brasileira e de algum país da UE, nem é necessário pedido de visto para morar em Portugal”, observa Thiago Soares, advogado brasileiro com registro na Ordem dos Advogados Portugueses (OAP).

Os imigrantes são essenciais para a economia portuguesa: eles contribuíram em 2022 com cerca de 1,87 bilhões de euros para a Segurança Social, ao passo que se beneficiaram de cerca de 257 milhões de euros em benefícios sociais. O valor das contribuições é, portanto, sete vezes superior ao das prestações que receberam do Estado.

 

Você sabia que para solicitar a cidadania espanhola depois do casamento é necessário residir por um ano após o matrimônio no país?

Prostooleh

Para os brasileiros que sonham em dizer “sim” em terras espanholas, é importante estar ciente dos trâmites burocráticos para realizar uma cerimônia legalmente válida.

 Primeiramente é necessário providenciar uma série de documentos pessoais como certidão de nascimento, declaração de estado civil, e passaporte válido, entre outros, que devem ser apresentados no órgão correspondente (consulado brasileiro na Espanha). “Os chamados casamentos “mistos”, entre brasileiros e espanhóis, permite que o cônjuge estrangeiro (nesse caso o brasileiro) obtenha o TIE, que equivale a carteira de identidade que temos no Brasil, garantindo a autorização de residência no país por cinco anos e possibilita, que após um ano de união e de residência legal contínua no país, conquiste o direito de solicitar a nacionalidade”, explica Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, assessoria de imigração, prestação de serviços para brasileiros na Espanha e especialista em assessoria de imigração.


Tentativas de fraude de identidade seguiram em queda em fevereiro, mostra Serasa Experian

Foram 3,4 mil diligências a cada milhão de habitantes, totalizando 756.576 no mês


Fevereiro registrou uma nova queda no Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian. Dessa vez, de 0,1% em comparação com o mesmo mês de 2023. No período, foram registradas 3.485 ocorrências a cada milhão de habitantes no Brasil, totalizando 756.576. As diligências são relacionadas a fraudes de identidade – quando golpistas roubam dados pessoais e tentam se passar por outras pessoas para obter vantagens financeiras. Veja, a seguir, o levantamento dos últimos 12 meses:


“Cuidar dos dados pessoais é uma tarefa diária, mesmo quando o indicador demonstra diminuição nas tentativas de fraude de identidade. Os consumidores precisam ficar atentos com a segurança de suas informações, principalmente, em ambientes on-line. Da mesma forma, as empresas necessitam continuar blindando seus sistemas com soluções de autenticação e prevenção a fraudes em camadas para identificar quem é quem”, declara o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha.

No destaque por setores, a maior parte das ocorrências de fevereiro foram em “Bancos e Cartões” (50,7%). Já “Telefonia” foi o menos visado pelos criminosos (1,3%). Em relação às idades, os cidadãos de 36 a 50 anos foram os que mais tiveram incidência das tentativas de fraude em fevereiro (35,9%). Confira o detalhamento por faixa etária: Veja, a seguir, todos os segmentos e a visão por faixa etária:



Visão por Unidades Federativas (UFs)

O levantamento do Indicador de Tentativas de Fraude de fevereiro indicou que o Sudeste e o Sul continuaram na liderança do ranking das Unidades Federativas (UFs) das ocorrências. A variação anual revelou que a queda nas diligências foi registrada por 8 estados e, o restante, apresentou alta. Veja os dados a seguir:



 Tentativas a cada milhão de habitantes

O rankings das cinco UFs com as maiores concentrações de tentativas de fraude nesta visão ficaram com Distrito Federal, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Confira a lista completa e as quantidades: 




Evite fraudes: veja dicas dos especialistas da Serasa Experian para se proteger

Consumidores: 

·         Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;

·         Desconfie de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar coletar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;

·         Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com comandos para funcionarem sem que o usuário perceba;

·         Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

·         Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

·         Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;

·         Inclua suas informações pessoais e dados de cartão somente se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;

·         Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de fraude.

 

Empresas:

·         Com a aceleração da adoção de canais digitais na vida dos consumidores, as empresas estão cada vez mais investindo em métodos de soluções antifraude e tecnologias sofisticadas ao longo da jornada do cliente, para que a segurança da operação seja garantida, com o mínimo de atrito possível em sua experiência. Nesse sentido, a Serasa Experian tem soluções modulares inteligentes que possibilitam oferecer uma experiência segura ao cliente final. Com combinação de big data, analytics e soluções automatizadas, as empresas podem blindar seus negócios contra fraudes mantendo a melhor experiência para seu usuário.

·         Faça a análise de compras: invista em camadas preditivas antifraude, principalmente as que realizam a análise comportamental dos seus clientes e usuários. Assim, sua empresa pode avaliar o histórico do consumidor no mercado, status do seu CPF ou CNPJ, os seus hábitos e a existência de pendências em seu nome, por exemplo;

·         Verifique cadastros. Contar com uma base de dados do cliente é essencial para reforçar a segurança de operações online. Nesse quesito, ter acesso a um cadastro atualizado dos consumidores, no qual é possível checar a veracidade das informações fornecidas no momento de uma compra, por exemplo, é uma estratégia para reduzir os riscos na hora de vender. A confirmação cadastral pode identificar tentativas de fraudes, sinalizando situações suspeitas, como divergências de dados do cliente com as que constam de outras bases de dados confiáveis;

·         Invista em soluções antifraude em camadas: não existe uma bala de prata que funcione para todos os casos. Por isso, é importante munir o seu negócio com tecnologias de ponta que, combinadas, ajudem a blindar todas as etapas da jornada do seu cliente.

 

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de dois conjuntos de informações das bases de dados da Serasa Experian: 1) total de consultas de CPFs efetuado mensalmente na Serasa Experian; 2) estimativa do risco de fraude, obtida por meio da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global já consolidada em outros países. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados (item 1) pela probabilidade de fraude (item 2), além da adição do volume de tentativas de fraudes registradas pela companhia referentes a verificação de documentos, biometria facial e verificação cadastral.



Experian
www.experianplc.com


7 em cada dez brasileiros acreditam que o país deveria fazer mais pelo combate às mudanças climáticas, aponta Ipsos

 

Pesquisa “Earth Day 2024” avalia a percepção da população com relação ao meio ambiente

 

Segundo dados levantados em 33 países pelo Instituto de pesquisa Ipsos, 73% dos brasileiros afirmam que o governo brasileiro deveria intensificar seus esforços no combate às mudanças climáticas. O país se encontra em 8° lugar no ranking global, que apresenta uma média de 63%. Os líderes do ranking são Indonésia (83%), China (81%) e Tailândia (77%). Já os que menos concordam com a necessidade de fazer mais para combater as mudanças climáticas são os países desenvolvidos: Alemanha (43%), Holanda (43%) e Japão (43%).


Necessidade de equidade

Globalmente, o levantamento também revela que 63% declaram que países desenvolvidos, como os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha e França, devem pagar mais para resolver o problema climático, dada sua maior responsabilidade histórica na produção de emissões de carbono. Mas quando questionados sobre “não podemos enfrentar plenamente as alterações climáticas a menos que todos os países trabalhem em conjunto”, três a cada quatro pessoas (74%) no mundo acreditam que, todos os países devem trabalhar juntos na resolução deste problema.

 

Percepções climáticas

A pesquisa também revela que 40% dos brasileiros acham que o Brasil já é um líder mundial na luta contra as mudanças climáticas. As nações com maiores índices de concordância são China (75%), Índia (73%), e a Indonésia (54%), enquanto os países com menores índices são Japão a (12%), Romênia (10%) e Hungria (9%).

Além disso, 63% das pessoas em todo o mundo expressam a preocupação de que, “se as ações individuais não forem tomadas agora para combater as mudanças climáticas, estaremos falhando com as gerações futuras”. A Indonésia lidera esse indicador, com 80%, seguida pela Índia (77%) e Colômbia (77%). O Brasil ocupa a 9ª colocação com 72%.


 

Pequenas ações para grandes mudanças

O levantamento aponta que globalmente, 69% das pessoas acreditam que “se todos fizessem pequenas mudanças em suas vidas cotidianas, isso poderia ter um grande impacto no combate às mudanças climáticas.” Np Brasil, o índice de concordância é de 72%. Este consenso, no entanto, varia entre as gerações e gêneros. Por exemplo, entre os Boomers, 78% das mulheres correspondem, em comparação com 69% dos homens. Na Geração X, 74% das mulheres estão de acordo, contra 69% dos homens. Os Millennials representam 71% das mulheres e 66% dos homens, enquanto na Geração Z são menos propensos a pensar assim, com os resultados sendo de 66% entre mulheres e 61% entre homens.


 

Pessimismo masculino

Outra informação que a pesquisa “Earth Day” traz é sobre o pessimismo dos jovens e adultos homens, em que concordam com a afirmação “não haver sentido em mudar seu próprio comportamento para combater as mudanças climáticas porque isso não fará diferença de qualquer maneira”. O levantamento global também aponta que quase um em cada três se sente particularmente impotente, sendo 31% são jovens da geração Z, e outros 31% da geração Millennial.

 

Sobre a “Earth Day 2024”

Realizada em 33 países durante o período de 26 de janeiro a 9 de fevereiro de 2024, a pesquisa “Earth Day” teve a participação de 24.290 entrevistados, com cerca de 1.000 deles, no Brasil. A margem de erro para o país é de 3,5 pontos percentuais.


Dia da Terra: o que é a ansiedade climática?

Eurobarômetro aponta que 73% dos entrevistados acredita que as mudanças climáticas é uma questão muito séria

 

O Dia da Terra é celebrado anualmente em 22 de abril. Essa data foi estabelecida em 1970, pelo ativista ambiental norte americano Gaylord Nelson, para conscientizar as pessoas sobre a importância de proteger o meio ambiente e os recursos naturais do planeta. No entanto, com o avanço das mudanças nas condições climáticas, as questões ambientais vêm afetando a saúde mental da população, especialmente dos jovens.

Segundo o Eurobarômetro, estudo realizado na Europa em 2021, 93% dos entrevistados considera as mudanças climáticas uma questão séria, enquanto, 73% acredita que é uma questão muito séria. A ansiedade climática pode causar impactos significativos na saúde mental, levando a sintomas como estresse crônico, insônia e até mesmo depressão.

"À medida que os eventos extremos relacionados ao clima se tornam mais frequentes e intensos, muitas pessoas passaram a experimentar sentimentos de desamparo, tristeza e medo em relação ao futuro do planeta", explica Aline Sabino, psiquiatra na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A condição, também conhecida como eco-ansiedade, é classificada pela Associação Americana de Psicologia – American Psychological Association (APA) – como o medo crônico de catástrofes ambientais, tanto que o termo eco-ansiedade foi criado pela APA em 2017. Com o aumento das preocupações com as mudanças climáticas e a degradação ambiental, a eco-ansiedade tem se tornado um tema cada vez mais relevante.


Como lidar com a ansiedade climática?

É fundamental buscar maneiras de lidar com esse sentimento, seja por meio do ativismo ambiental, da prática de hábitos sustentáveis ou do apoio psicológico, visando o equilíbrio emocional e a busca por soluções concretas para os desafios ambientais enfrentados pela humanidade.

"Nesses casos, um profissional de saúde mental pode ajudar a trabalhar esses sentimentos e desenvolver estratégias saudáveis de enfrentamento, auxiliando no equilíbrio entre a consciência ambiental e o bem-estar mental", reforça a psiquiatra.

Ainda segundo a especialista, falar sobre medos e preocupações relacionados às mudanças climáticas com um profissional qualificado pode trazer alívio e perspectiva, assim como ajudar a criar uma relação saudável do indivíduo com relação ao meio ambiente. “Além disso, a eco-ansiedade pode levar a transtornos de ansiedade ou depressão, que requerem tratamento especializado”, explica ela.

Portanto, buscar ajuda psicológica é uma medida saudável e recomendada para lidar com os impactos emocionais da eco-ansiedade, permitindo que a pessoa encontre maneiras mais equilibradas e construtivas de enfrentar as preocupações ambientais.

  

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


“No futuro não haverá mais líderes femininas, haverá apenas líderes”, afirma especialista em Gestão de Negócios

Competências, habilidades e méritos profissionais tendem a ter mais destaque na escolha de um candidato a um cargo num futuro próximo, afirma a especialista em Gestão de Negócios, Claudia Pirani

 

Para a escolha de um candidato ideal a um cargo de liderança, em geral, vários fatores são considerados, mas, infelizmente, ainda temos algumas barreiras em determinados aspectos, a questão de gênero ainda é levado em conta durante a seleção.
 
Há vários aspectos que configuram um bom líder, mas todos eles não possuem relação com gênero e etnia.com o passar do tempo há a tendência de que habilidades, competências, conhecimentos e méritos profissionais sejam considerados independentemente do sexo, afirma a Especiaista em Gestão de Negócios, Claudia Pirani.

"Diversos direitos foram conquistados ao longo da história, mas ainda é notável a disparidade de gênero entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Referências femininas pelo Mundo trazem boas práticas, lições e aprendizados para que possamos avançar diante deste tema, ainda embarreirado por uma sociedade conservadora".

A partir de 2010 vemos uma clara e crescente cobertura da mídia sobre a “presença de mulheres em empresas de tecnologia”. Espera-se que, em um futuro próximo, a sociedade tenha evoluído para um ponto em que o gênero não seja mais um fator relevante na determinação da liderança”, afirma.

Diversas leis têm sido promulgadas para esse propósito, seja para buscar a igualdade salarial ou reduzir as formas de desequilíbrio profissional entre homens e mulheres, mas a sociedade também tem um papel importante.

 
“Se a inclusão de mulheres no mercado permite uma diversidade de ideias e crescimento econômico, “por que” as empresas ainda apresentam resistência?", questiona.

Claudia Pirani irá realizar uma palestra sobre o tema no seminário multidisciplinar online e gratuito “Business & Health”, no dia 27 de abril.
 

  

Claudia Pirani - graduada em Comunicação Social e Bacharel em Relações Públicas pela Unitau e pós-graduanda em Gestão de Negócios com experiência em competências comportamentais pela BBI of Chicago. Sócia da Cenarium Training and Coaching - Especializada em desenvolver workshops e palestras Nacionais e Internacionais em Liderança, Equipes de Alta Performance, Igualdade de Gênero e Desenvolvimento de Equipes. Representante da América Latina da BPW Internacional e com experiências nas áreas de Administração e Treinamento, Comunicação Corporativa e Perfil Comportamental.



O maior desafio de apresentações: Como manter a conexão com o público?

Manter o público conectado com a sua fala é o pilar do sucesso da sua apresentação, afirma o especialista em Marketing e neurociência pedagógica, professor Ney Pereira 

 

Ser um palestrante de sucesso e realizar boas apresentações em público exige várias habilidades importantes que ajudam a ampliar a percepção e repercussão diante do público, mas uma das principais é a capacidade de manter uma boa conexão com o público. 

Não existe fórmula mágica para fazer um público se conectar com a sua apresentação, é preciso ter uma visão ampla para observar todas as variáveis, explica o especialista em Marketing e neurociência pedagógica, professor e TEDx Speaker, Ney Pereira. 

Se conectar com o público não é seguir um roteiro, é preciso analisar quem é esse público, qual o tema da sua palestra, o ambiente em que você está, a forma com que se deve falar, entre outros, por isso, é fundamental uma boa preparação anterior”, explica. 

 

5 dicas para melhorar a conexão com o público durante apresentações:

 

1. Conheça seu público-alvo:

Antes de apresentar, entenda as necessidades e interesses do seu público para adaptar sua mensagem de acordo, não só a mensagem em si, mas também a forma como ela é passada é grande parte de como seu público irá reagir”;

 

2. Seja claro e conciso:

Mantenha as suas ideias simples e diretas para manter a atenção da plateia ao longo da apresentação, mais do que o que você fala, é importante o que o público entende”;

 

3. Use recursos visuais:

Utilize slides ou materiais visuais para complementar sua fala, deixar a apresentação mais interativa e reforçar os pontos principais”;

 

4. Interaja com a plateia:

Estimule o debate fazendo perguntas, ouvindo as opiniões do público e demonstrando interesse genuíno pelas suas contribuições”;

 

5. Conte histórias:

O storytelling é uma das principais formas de envolver o público com narrativas pessoais ou exemplos práticos pode tornar sua apresentação mais envolvente”, ensina Ney Pereira, que irá apresentar mais estratégias para melhorar a sua conexão com o público na palestra “Segredos e dicas para manter a conexão em palestras e apresentações online” no seminário multidisciplinar online e gratuito “Business & Health”, no dia 27 de abril. 

 

Professor Ney Pereira - palestrante, escritor, roteirista e TEDx Speaker, especialista em Neurociência Pedagógica e Marketing. Autor de livros nas áreas de Comunicação para professores e Comunicação Empresarial. Foi responsável durante 13 anos pela capacitação dos professores de MBA da Fundação Getúlio Vargas, sendo 8 vezes consecutivas premiado “Melhor Professor de Gestão” pelo Ibmec RJ. Nos últimos anos, por meio da sua empresa de consultoria, atendeu a diversos CEOs e palestrantes ajudando-os a montar e executar palestras profissionais.


RCS poderá substituir o WhatsApp?

Em meio a um mercado cada vez mais conectado, a digitalização é um caminho sem volta para as empresas, que devem incorporar em suas estratégias as melhores ferramentas para se comunicarem com seus clientes de forma fluída, segura e otimizada. Hoje, dentre tantos canais, o WhatsApp se tornou um dos mais investidos e efetivos para estreitar esse laço. Entretanto, este meio de comunicação pode ter sua popularidade e ampla adesão disputadas por uma solução tão promissora quanto: o RCS.

Um dos maiores motivos pelo qual o aplicativo de mensageria da Meta ganhou esta forte inserção no mundo empresarial se deve pelo fato deste ter se tornado uma das plataformas de comunicação mais utilizadas pelos brasileiros diariamente. Em uma pesquisa encomendada pela Yalo, que contou com dados da International Data Corporation (IDC), como prova disso, foi constatado que o WhatsApp é o canal predileto para 88% dos consumidores. Isso fez com que cerca de 95% das empresas nacionais começassem a utilizá-lo para se relacionarem com seus compradores entre novembro de 2022 e junho de 2023, ainda conforme o mesmo estudo.

Contudo, por mais facilidades incontestáveis que o aplicativo forneça para as marcas, existem certos empecilhos financeiros que ocasionam alguns pontos negativos em utilizá-lo – incluindo questões como a cotação em dólar, impostos, e a necessidade de contarem com integradores para realizarem essa aquisição, o que pode encarecer ainda mais o custo final.

Fora isso, ainda existem questões técnicas que podem prejudicar a conquista de resultados pelas empresas neste canal, tais como a complexidade em criar contas em sua versão business, limitação no volume de mensagens a serem enviadas por dia, e a possibilidade de o número ser bloqueado em casos de indícios de spam. São muitos aditivos em cima deste investimento, que podem acabar desequilibrando a balança de benefícios a serem colhidos pelos empreendimentos.

Nesta encruzilhada entre os prós e contras encontrados, foi observado um movimento nítido no interesse por soluções com um maior custo-benefício, com os quais seja possível atrair cada vez mais clientes, fidelizá-los e manter uma alta conversão para o negócio. É em meio a este cenário que o crescimento do RCS (Rich Communication Service), sistema de mensageria do Google, vem se mostrando como um canal altamente capaz de ocupar este meio termo entre custo e benefício.

Na prática, esse é o canal ideal para as empresas que desejam melhorar seu bom e velho SMS para um canal mais interativo que traga uma maior conversão – além de conter um selo de identificação no envio de cada mensagem e a possibilidade de inserirem textos, imagens, gifs e outros recursos juntos para uma experiência enriquecida ao consumidor.

Financeiramente, seu custo é mais em conta do que o necessário com o WhatsApp, além de poder fornecer um alcance maior nos dispositivos aptos a receber este tipo de mensagem. Hoje, apenas os aparelhos Android estão habilitados ao RCS, mas logo menos a Apple pode entrar no jogo e trazer mais um grupo seleto à ferramenta.

Ainda, assim como o WhatsApp, uma nova funcionalidade está sendo desenvolvida no sistema do buscador para que os próprios usuários possam buscar pelas marcas no canal e entrar em contato com elas, criando um ambiente conversacional capaz de ser iniciado por ambas as partes e não apenas pelo lado das marcas, como ocorre hoje.Com isso, as empresas podem desenvolver seus próprios bots para conduzirem o atendimento de forma mais otimizada e assertiva, sempre possibilitando uma conversa com um profissional caso seja de preferência do usuário.

É importante destacar aqui que o uso do RCS não deve ser encarado como um substituto 100% do WhatsApp e nem de nenhum outro canal, mas sim um investimento complementar que some as soluções já ofertadas pelas empresas a seus clientes, dando mais uma opção segura e robusta para que se comuniquem e estreitem o relacionamento entre as partes.

Todo cliente deve ter a opção de conduzir o atendimento no meio que lhe for mais agradável, e não ser limitado quanto a isso. Afinal, se temos mais um canal robusto e completo prosperando no mercado capaz de trazer excelentes resultados, por que não o incorporar como mais um meio disponível a seus consumidores? 

 

Thiago Gomes - Diretor de Customer Success e Produtos na Pontaltech.


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