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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Mulheres de Peito estará em Cachoeira Paulista a partir do dia 23 de abril

A carreta, parceria entre FIDI e governo do Estado de São Paulo, oferece exames gratuitos para as mulheres até o dia 04 de maio 

 

A carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), instituição privada sem fins lucrativos que faz a gestão completa de diagnósticos por imagem, chega na cidade de Cachoeira Paulista, e permanece entre os dias 23 de abril e 04 de maio, realizando gratuitamente mamografias para mulheres com mais de 35 anos. 

Localizada na Rua Silva Caldas, no Estádio Municipal, a carreta atende de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados), por meio da distribuição de senhas no período da manhã. Serão realizados 50 exames nos dias da semana e 25 aos sábados.   

A carreta contribui com a agilidade do diagnóstico e garante o acesso facilitado a mulheres da cidade e região. Para realizar o exame na carreta do programa Mulheres de Peito, as pacientes de 35 a 49 anos e acima de 70 anos precisam apresentar RG, cartão do SUS e um pedido médico; já as de 50 a 69 anos podem levar apenas RG e cartão do SUS. 

A mamografia é um exame muito versátil e é indispensável para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Se for detectada em fase inicial, aumenta as chances de tratamento e cura, podendo chegar a 98%. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados 73.610 novos casos da doença, sendo essa a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil ¹.  

(1)  Dados e números sobre o câncer de mama - Relatório anual 2023 relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf (inca.gov.br).  

  

Sobre a Carreta da Mamografia  

As imagens capturadas nos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI), serviço da Secretaria que emite laudos à distância, localizado na capital paulista. O resultado sai em até dois dias após a realização do exame.  

A carreta do programa Mulheres de Peito percorre os municípios do estado de São Paulo ininterruptamente, para incentivar mulheres a realizar exames de mamografia gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ampliando o acesso da população à atenção básica em saúde.  

A unidade móvel conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia e um agente administrativo. Para agilizar o diagnóstico, cada veículo é equipado com conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, computadores e mobiliários.  

O projeto existe desde 2014, e as carretas já percorreram mais de 300 locais. No total, já foram realizadas cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres foram encaminhadas. 

  

Programa Mulheres de Peito em Cachoeira Paulista 

Período: 23 de abril a 04 de maio 

Endereço: Rua Silva Caldas (Estádio Municipal) 

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados).  
Distribuição de senhas de atendimento no período da manhã. 

Documentos necessários 

- Mulheres de 35 a 49 anos e acima de 70 anos: RG, cartão do SUS e pedido médico. 

- Mulheres de 50 a 69 anos: RG e cartão do SUS.  



FIDI - Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.
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sábado, 20 de abril de 2024

Apesar de crime, o Brasil possui 30 milhões de cães e gatos abandonados




A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que no país cerca de 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos estejam em situação de rua e expostos a maus-tratos; a violência contra animais de estimação é considerada crime com reclusão de dois a cinco anos



O Brasil possui 30 milhões de animais abandonados. A estimativa é da Organização Mundial da Saúde. A maioria deles são filhotes com uma média de sobrevivência de apenas dois anos, muitas vezes, em decorrência de maus-tratos e a falta de alimentos e abrigo adequado para estes animais. Com o intuito de alertar a população sobre a crueldade animal, a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), em português, Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais, lidera o movimento Abril Laranja, cujo propósito é conscientizar a sociedade sobre o bem-estar animal. No Brasil é considerado crime maltratar animais.

A Lei Federal 9.605, de proteção contra a crueldade animal, estabelece punição que varia de prisão a multas para quem cometer atos de abuso, ferimentos e mutilações contra animais. A violência contra cães e gatos, conforme a Lei 14.064, possui pena de reclusão que pode ser de dois a cinco anos. Em caso de morte do animal, a penalidade pode ser acrescida de um terço a um sexto, multa e proibição de guarda.


Para a doutora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Santo Amaro (Unisa) Kátia Pimenta Guimarães, são alarmantes os dados sobre a crueldade com os animais, por isso, se faz tão necessário educar a população sobre o sofrimento animal, assim como, combater e denunciar a prática de violência contra eles. “O movimento Abril Laranja é uma importante iniciativa para conscientizar a sociedade sobre prevenção, mas, também, para combater os maus-tratos, é preciso o envolvimento de todos e denunciar os atos de agressão”, ressalta a doutora.


Como identificar e denunciar maus-tratos em animais

São considerados maus-tratos o abandono de animais, a falta de uma alimentação adequada e abrigo ou em más condições de higiene, assim como manter o animal de estimação acorrentado.

As denúncias podem ser realizadas de forma gratuita pelo telefone 0800 61 8080 e e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br; o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) as encaminha para a delegacia mais próxima do local da agressão. No estado de São Paulo, o governo criou a Delegacia Eletrônica de Proteção dos Animais (DEPA), um serviço on-line para a população denunciar crimes ocorridos no Estado de São Paulo, que podem ser feitas pelos telefones 181 e (11) 3338-0155 / 3338-1380 ou pelo site https://www.webdenuncia.sp.gov.br/depa

A Universidade oferece a comunidade do entorno da instituição o Hospital Veterinário Unisa (HOVET), com uma equipe de profissionais, composta por docentes mestres e doutores, médicos veterinários especialistas e estudantes, sendo referência para a comunidade no atendimento clínico e cirúrgico de animais de pequeno e grande porte e, também, de animais silvestres.

O HOVET dispõe de infraestrutura necessária para diversas especialidades de distintas complexidades. Os serviços disponibilizados na unidade possuem custo e valores que podem ser consultados na triagem de atendimento. O horário de atendimento da triagem e atendimento de urgência é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, de acordo com a ordem de chegada. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2141-8562 de segunda, quarta ou quinta-feira, das 14h às 17h. O Hospital Veterinário fica localizado na Rua José Portolano, 57 – Jardim das Imbuias (ao lado do campus Interlagos).
 

 

Kátia Pimenta Guimarães - mestre e doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), hoje atuando como coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Santo Amaro (Unisa). Graduada em Medicina Veterinária, possui especialização em Patologia Animal pela Unisa, tendo experiência na área de diagnóstico em patologia animal, como docente nas áreas de anatomia, histologia, patologia geral especial, e na área de gestão acadêmica.

 

Qual tipo de tutor de animais de estimação você é?

 

Crédito: Canva

Do pai de pet, que trata o bichinho como filho, ao desapegado, aquele que não se apega emocionalmente, descubra seu perfil de tutor

 

Você já parou para pensar que tipo de tutor de animal de estimação você é? Para muitas pessoas, cães e gatos ultrapassam a categoria de bicho de estimação e são vistos como membros da família ou até mesmo como filhos. Por outro lado, há tutores que não enxergam os pets dessa maneira e mantém um vínculo menos emocional, concentrando-se nas necessidades fundamentais do amigo peludo. 

A mais recente edição da pesquisa Radar Pet, realizada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que ouviu 1.751 tutores de cães e gatos, revelou uma mudança significativa no comportamento dos donos de animais de estimação. Em 2019, o mesmo estudo identificava apenas três perfis de tutores: o desapegado, o amigo do pet e o pet lover. Mas agora a pesquisa mostra quatro tipos: o desapegado, o amigo do pet, o pet lover emocional e o pet lover racional. Influenciaram na alteração da relação tutor-animal aspectos como condições de moradia, trabalho, educação e saúde dos indivíduos, além da pandemia. 

“A demonstração de afeto não diminui devido aos perfis”, esclarece Gabriela Mura, diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan. “Houve um aumento na aquisição de animais após a grande crise sanitária, onde se concentra a maior porcentagem em pessoas solteiras, viúvas ou separadas. Os bichinhos se tornaram uma companhia ainda mais relevante", afirma. 

Conhecer esses perfis pode ajudá-lo a entender melhor a sua relação com seu companheiro peludo e a identificar suas próprias preferências como tutor. A seguir, entenda as características de cada tipo de tutor e descubra qual tem mais a ver com você. Mas lembre-se: não há um perfil certo ou errado, cada um tem suas próprias características e benefícios. O importante é reconhecer suas preferências e necessidades, garantindo uma vida feliz e saudável para você e seu animal de estimação.

 

O desapegado

 

Ele vê seu animal de estimação mais como uma responsabilidade do que como um companheiro emocional. Esse público responde por 18% dos entrevistados e é mais comum entre homens com 50 anos ou mais, casados e com filhos, residentes nas regiões Centro-Oeste e Norte do país. “Embora cuide das necessidades básicas do pet, como alimentação, banho, tosa, passeio e uso de medicamentos veterinários, o tutor desapegado tende a manter uma certa distância emocional, não estabelecendo um forte vínculo afetivo com o animal. Além disso, esse perfil de tutor se preocupa com o envelhecimento do pet para que eles tenham qualidade de vida, mas sem que seja necessário aumentar os gastos com o animal”, explica Gabriela.


O amigo do pet

 

Os tutores que se enquadram nesse perfil têm uma relação de amizade com seu animal de estimação. Eles gostam da companhia do pet, se preocupam com seu bem-estar e são responsáveis por fornecer cuidados adequados. No entanto, o vínculo emocional pode não ser tão profundo quanto em outros perfis. “Nesse caso, os donos dos animais os consideram parte da família, mas não como filhos. Esse público tende a ser formado por mulheres casadas entre 30 e 59 anos e com filhos. E, nos momentos de lazer, os animais acabam se tornando companheiros das crianças. Eles estão mais presentes no Sudeste e Centro-Oeste do país e correspondem por 27% dos entrevistados”, pontua a especialista.

 

O pet lover emocional

 

Esse perfil é o mais comum entre jovens e adultos solteiros e sem filhos, e é formado tanto por mulheres quanto por homens, sendo maioria entre os entrevistados (32%). A executiva do Sindan enfatiza que para esses tutores, seus animais de estimação são como filhos. “Eles estão profundamente ligados emocionalmente aos seus pets, tratando-os como filhos ou companheiros inseparáveis. O bem-estar do animal é uma prioridade, e eles estão dispostos a garantir sua felicidade e saúde. São os verdadeiros ‘pais de pet’.”

 

O pet lover racional

 

Diferentemente do perfil emocional, o tutor racional mantém uma abordagem mais pragmática em relação ao seu animal de estimação. Ele valoriza a relação com o pet, mas também considera aspectos práticos e impacto no estilo de vida dos animais. Esse perfil, que corresponde a 23% do público entrevistado, pode tomar decisões racionais, mesmo que emocionalmente difíceis, em benefício do animal. “Mulheres acima dos 40 anos são as que dominam esse perfil de dono e estão presentes em todas as regiões brasileiras. Mesmo que tenham um grande carinho pelos animais, esses tutores optam por recorrer a contratação de um número maior de serviços, como adestramento, agility e day care, para ajudá-los no dia a dia corrido”, expõe Gabriela.


Na Roda Rico os tutores podem proporcionar um passeio diferente para o seu pet


Reprodução  Instagram @paisde3

 Localizada no parque Cândido Portinari, ao lado do parque Villa-Lobos, em São Paulo, a maior roda-gigante da América Latina permite a entrada do seu amigo de quatro patas

 

 

Pet friendly, a Roda Rico sugere uma atividade original e divertida para quem mora em São Paulo, ou para os turistas que desejam conhecer um dos pontos turísticos da capital acompanhados do seu pet: uma volta na maior roda-gigante da América Latina.

Com janelas de vidro, as cabines permitem observar a cidade inteira e são equipadas com dois bancos confortáveis e ar-condicionado para que os visitantes tenham uma experiência agradável.

O passeio dura aproximadamente de 25 a 30 minutos e os movimentos são tranquilos, mal dá para sentir a cabine se mover, pois gira em ritmo lento. Logo, muito provavelmente os pets não ficam agitados.

Quem for em grupo e optar pelos ingressos promocionais da cabine VIP, com capacidade para até oito passageiros, e levar seu animal de estimação, não pagará pela entrada dele. No entanto, é importante observar que o pet será considerado um passageiro, ocupando uma das vagas disponíveis (totalizando sete pessoas e o pet). Durante o passeio, ele pode permanecer solto na cabine.

A atração possui funcionários capacitados que ajudam tanto no embarque quanto no desembarque de todas as pessoas e, claro, do pet também. E para manter a hidratação, o local também oferece bebedouros para os pets.

Após a experiência nas alturas, os visitantes podem explorar o espaço tranquilamente, desfrutando do passeio ao ar livre e da natureza na companhia de seus amigos de quatro patas.

 

RODA RICO

Com 91 metros de altura, a Roda Rico é a mais alta da categoria na América Latina. A roda-gigante tem 42 cabines que comportam até oito pessoas por vez, equipadas com ar-condicionado, bluetooth, LED personalizável, monitoramento por câmeras e interfones. O passeio dura aproximadamente 25 a 30 minutos e é pet friendly.

A Roda Rico também conta com sistema de iluminação cênica, que pode ser personalizada e se tornar parte do horizonte da cidade.

 

 

SERVIÇO

Funcionamento: Terça a sexta, das 12h às 19h. Sábado, domingo e feriados, 10h às 19h

Ingressos: Portal Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/78537

Endereço: Av. Queiroz Filho, 1365 - Vila Hamburguesa - São Paulo, SP

Instagram: https://www.instagram.com/rodarico

Formas de pagamento: à vista e cartões de crédito em até 12x

Estacionamento: A partir de R$ 12 até R$ 39 de acordo com o período

 

Três passos para ensinar seu cão a fazer xixi no lugar certo

 

Veterinária garante que cães filhotes e adultos podem aprender se tutores seguirem alguns treinos regularmente

 

Uma das maiores preocupações de todo tutor que acaba de levar um cachorrinho pra casa é lidar com a dificuldade de ensinar rapidamente o animal de estimação a fazer as necessidades no local desejado, seja um quintal, sacada ou tapete higiênico - onde o tutor definir.

 

Muitos tentam seguir dicas de outros tutores, mas o ideal é ouvir quem estudou o comportamento canino e ensina o melhor método para que os pets acertem o lugar escolhido. A veterinária comportamental Marcela Barbieri tem abordado esse tema em suas redes sociais (@marcela.barbieri no Instagram) e revela três passos que podem ajudar.

 

1. Treinamento é fundamental!

Contrariando o mito de que os cães aprendem sozinhos onde fazer xixi, Marcela Barbieri destaca a importância do treinamento. Paciência e consistência são essenciais para ensinar o cão a acertar o lugar escolhido para suas necessidades.

 

2. Reforço positivo, não castigos

A veterinária enfatiza que broncas e castigos não são eficazes para corrigir comportamentos errados. Em vez disso, o reforço positivo, como elogios e recompensas, quando o cão acerta o local para suas necessidades, é a abordagem mais recomendada.

 

3. Evite confiar em mitos da internet

Marcela Barbieri desmistifica a crença de que deixar o cachorro cheirar o próprio xixi ou cocô após um erro ajuda na correção do comportamento. Limpar a área com neutralizadores de odor e redirecionar o cão para o local correto são medidas mais eficazes.

 

Em relação ao uso de jornais ou tapetes higiênicos espalhados pela casa, a veterinária orienta a limitar o espaço do pet e promover treinos nessa área determinada, sempre recompensando quando o cão acerta.

 

A especialista ainda enfatiza que cachorros adultos também podem aprender novos hábitos. Com técnicas adequadas e persistência, é possível ensinar o cão a fazer suas necessidades no lugar certo, tornando a convivência mais harmoniosa e agradável para toda a família.

 

Para mais dicas e orientações sobre o comportamento canino, você pode acompanhar Marcela Barbieri nas redes sociais, onde ela compartilha conteúdos valiosos para tutores de pets. 

Treinar seu cão para fazer xixi e cocô no lugar certo não precisa ser um desafio. Com os passos certos e informações corretas, você e seu pet podem desfrutar de uma convivência feliz e saudável.

 

Marcela Barbieri - veterinária comportamental, zootecnista e adestradora há mais de 8 anos. Dedicada ao bem-estar e ao comportamento canino, ela transformou a vida de centenas de tutores e dos animais deles. Além de atendimentos presenciais e online, ela também compartilha conteúdo sobre comportamento canino nas redes sociais.


Quero adotar um pet, e agora? 5 passos para uma convivência positiva

Médico veterinário explica a futuros pais e mães de pet como se preparar antes de decidir acolher um bichinho

 

Trazer um pet para dentro de casa por meio da adoção é uma atitude muito especial, tanto para o ciclo familiar quanto para o acolhimento dos bichinhos. No entanto, é uma decisão que requer responsabilidade. Em 2022, existiam cerca de 30 milhões de animais abandonados nas ruas do país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para evitar que esse cenário seja agravado, os tutores devem se preparar para tornar a experiência positiva para ambos os lados. Entender quais serão os gastos necessários e identificar se o estilo de vida é compatível são alguns dos passos para adotar de forma consciente.

 

“Esse é um passo grande para as famílias e um ato muito honrável. Infelizmente, o abandono animal ainda é comum no Brasil, não só aquele abandono na rua, mas também situações em que as pessoas não se acostumam com o pet e devolvem para ONGs ou o entregam para outros tutores”, comenta Marina Meireles, médica veterinária comportamentalista no Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. “Pets também têm emoções e podem sofrer com essas mudanças drásticas de ambiente e pessoas”, complementa.

 

Para orientar os futuros pais e mães de pets, o veterinário aponta alguns passos importantes a serem avaliados antes de adotar. 

 

Preparo financeiro


Apesar de não terem os mesmos gastos que humanos, os pets também requerem cuidados que exigem um pouco mais do bolso. Esteja ciente dos valores gastos com check-ups, vacinas, ração, escola recreativa, remédios e brinquedos, mas lembre-se que esses ‘gastos’ não deixam de ser um investimento em saúde e bem-estar do bichinho.

 

Ainda assim, caso não se sinta preparado ainda, espere e aproveite o período para guardar dinheiro para quando o momento for mais favorável.

 

Visite ONGs confiáveis


Tomada a decisão, é hora de procurar o próximo membro da sua família. Muitas instituições trabalham incansavelmente para resgatar cães e gatos e ajudá-los na espera de um lar. Pesquise abrigos confiáveis, avalie o histórico da instituição e entenda quais cuidados e cautelas eles tomam. Com certeza seu novo melhor amigo estará lá.

 

Avalie seu estilo de vida 


Ao conhecer e ter contato com pets nas ONGs, avalie sua rotina e estilo de vida para ver se é compatível com o estilo do gatinho ou cão escolhido. Por exemplo, se seu ritmo de vida é mais agitado e barulhento, resgatar um bichinho mais calmo e sensível pode não ser a melhor combinação. Entender esses traços de personalidade é fundamental para uma boa convivência.

 

Respeite o tempo de adaptação


Com o pet nos braços, é importante respeitar seu espaço e deixar o lar o mais confortável possível. Cachorros muito novos, por exemplo, podem levar um tempo para se acostumar ao novo ambiente, cheiros e pessoas; gatos, por sua vez, costumam ter mais sensibilidade a sons altos e movimentos bruscos. Uma boa alternativa é escolher um cantinho próprio para o pet dormir e passar o tempo, integrando-o ao ambiente e facilitando sua adaptação.

 

Treinamento positivo


Não é um passo obrigatório, mas, no caso dos cãezinhos, é interessante considerar inserir reforços positivos em treinamentos; biscoitos, bolinhas, brinquedos e atividades recreativas facilitam essa experiência. Dessa forma, os laços com os humanos podem ser estreitados e a convivência se tornar mais harmoniosa.

 

Nouvet


Com o uso de ressonância de alto campo para pets, Veros Hospital Veterinário é destaque no setor para identificação de doenças

Máquina de última geração, é a mesma utilizado pela medicina humana, o hospital disponibiliza um completo centro de diagnóstico para o cuidado com os pets

Foto: Divulgação Veros

 

 

 


 

Fotos: truefeelings܂ph
 “Costumo dizer que ela é meu milagre diário”, diz a tutora da Apple, a cachorrinha da raça Pastor de Shetland, da fisioterapeuta Nathália. Há 11 anos a história de amor entre elas começava e como sempre deve ser, esse elo existe na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Não é de hoje que os animais de estimação deixaram de ser apenas um pet, para se tornar membro da família. Pesquisas mundo afora revelam que a presença de animais na vida das pessoas, em casa e até no ambiente de trabalho traz efeitos positivos não apenas para seus tutores, mas para todos que convivem com os bichinhos.
 

Hoje os tutores já entenderam que ter um pet vai muito além de um cantinho da casa e que boa alimentação, cuidados com saúde física e mental tem que fazer parte da rotina desses animais. Dados da pesquisa da Radar Pet 2023, realizada pela Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sidan), mostrou que a alimentação é o principal gasto dos tutores com animais no ano passado, em segundo lugar ficou os cuidados com a saúde, e em terceiro com a higiene.

E são justamente estes cuidados com a saúde do animal de estimação que fez com que Nathália, procurasse o Veros Hospital Veterinário para trazer a Apple - o cachorro de estimação da família precisou passar uma ressonância magnética, após alguns sintomas neurológicos, como convulsões, para descobrir um tumor intracraniano. É por meio da ressonância magnética, com exames de alta complexidade que é possível ter um diagnóstico mais preciso e até mesmo começar o tratamento de forma precoce.

“Era fevereiro do ano passado, prestes a fazer 11 anos, que descobrimos o tumor da Apple, foi preciso uma ressonância magnética para confirmar o diagnóstico – lembro que na época tínhamos duas opções: deixá-la partir em poucos dias ou partir para a cirurgia. Optamos pela craniotomia, que também foi realizada no Veros.

Ao todo foram 10 dias de internação, três dias na UTI (onde ela sobreviveu a uma parada cardíaca enquanto estava intubada), mais cinco dias na internação e mais dois na internação com acompanhante do hospital”, desabafa a fisioterapeuta.

Fotos: truefeelings܂ph
Nesse período, Nathália conta que quase perdeu a Apple por algumas vezes, a cachorrinha voltou da cirurgia tetraparética e só conseguiu dar os primeiros passinhos depois de três dias do procedimento. Foram vários dias em oxigenioterapia, diversas sessões de fisioterapia motora e respiratória, acupuntura e cada vez que desacreditavam a Apple mostrava uma força indescritível.

“Como sou fisioterapeuta montei uma estação de fisioterapia aqui em casa, fazíamos os exercícios duas vezes ao dia com às orientações dos médicos do Veros, um trabalho 100% multidisciplinar, hoje ela está sem sequelas – corre, brinca e salta alegremente. ‘Costumo dizer que ela é meu milagre diário'! E que me ensina a cada dia, sou eternamente grata por cada profissional que cuidou e ainda cuida dela no hospital”, finaliza Nathália. 

Equipamento e tratamento


O Veros Hospital Veterinário possui um dos mais
completos e tecnológicos centros de diagnóstico por imagem do Brasil, sendo o pioneiro ao oferecer ressonância de alto campo e tomografia computadorizada de 16 canais no mesmo local, além de, raio-X fixo e móvel, arco-cirúrgico, ecocardiograma e ultrassom.

Considerada como a melhor ressonância magnética, o equipamento de alto campo com 1.5 tesla, reproduz imagens de alta qualidade, sem a necessidade de software adicional. Com exames de alta definição e laudos em até 1 dia útil, a equipe do VEROS é capaz de

oferecer diagnósticos mais rápidos e precisos otimizando o início e a assertividade do tratamento. 

“Por meio deste exame é possível detectar uma série de doenças em diversas especialidades, sejam elas em gastroenterologia, neurologia, oncologia e ortopedia – todo o processo facilitará aos médicos-veterinários um resultado mais assertivo, visto que nosso equipamento proporciona uma nitidez maior na análise das imagens”, enfatiza a médica-veterinária Sílvia Corrêa, diretora do hospital e responsável pelo local.

Com a tecnologia a nosso favor, a médica responsável pelo espaço conta ainda que todos os exames têm preparos diferentes, no caso da ressonância magnética, todo o processo deve ser realizado com os animais anestesiados para garantir a precisão e o conforto dos pacientes e antes de passar pela anestesia alguns exames e avaliações são necessárias, para tornar o procedimento ainda mais seguro. 

O exame de ressonância magnética tem um tempo variado entre 30 minutos a 1 hora e meia a depender do caso e da complexidade, diferente da tomografia, outro exames que o paciente precisa ser anestesiado, que leva em torno de 5 a 10 minutos. A profissional ainda esclarece que “apesar do tempo dos exames serem curtos, o processo da anestesia e da recuperação pode aumentar um pouco o tempo de permanência desse paciente que vai estar aos cuidados do anestesista”, complementa.

Localizado no bairro Jardim Paulista, o espaço onde fica o equipamento é todo preparado para não estressar ainda mais os pets, contando com um ambiente acolhedor onde cães e gatos podem ficar separados. “Por meio deste espaço, criamos uma relação ainda maior com nossos pacientes e com seus tutores”, finaliza Sílvia.


Veros Hospital Veterinário
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4643, Jardim Paulista – São Paulo, SP.
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GATOS TAMBÉM PRECISAM DE PASSEIOS DIÁRIOS? COMPORTAMENTALISTA ANIMAL EXPLICA


 Wagner Brandão, comportamentalista animal, explica porque dar uma voltinha com o seu bichano pode ser muito bom para ele.

 

Quem tem um gato certamente já se perguntou se ele precisa passear diariamente como os cachorros, não é mesmo? Mas será que sim? Wagner Brandão, comportamentalista animal, explica que os gatos são naturalmente mais independentes que os cachorros e muitos deles preferem explorar e se exercitar dentro de casa ou em ambientes externos seguros, como um jardim cercado. 

Passear com um gato pode oferecer novos estímulos sensoriais, como cheiros e sons. Por outro lado, como cada animal se difere do outro, existem casos específicos em que o próprio gatinho gosta de dar uma volta por aí, ele sai de casa, sempre na coleira e acompanhado do seu tutor, com tranquilidade e acaba até se divertindo. Porém, para outros bichanos, a situação pode ser muito estressante e, se isso acontecer, o melhor é não tentar passear com ele novamente.” comenta Wagner. 

Conforme explicado pelo especialista, em alguns casos os gatos necessitam de passeios diários. Veja alguns deles.

  • Gatos que vivem em apartamentos: se um gato vive em um apartamento sem acesso a um jardim seguro ou espaço externo, passeios controlados podem ajudar a satisfazer seu desejo de explorar e fornecer estímulos mentais e físicos adicionais.
  • Gatos com excesso de energia: alguns gatos têm níveis de energia muito altos e podem se beneficiar de passeios para liberar essa energia extra.
  • Gatos obesos: para gatos com sobrepeso, passeios regulares podem ser parte de um plano de perda de peso saudável, desde que sejam introduzidos gradualmente e o gato esteja confortável com a ideia.
  • Vivendo em áreas urbanas: em áreas urbanas, onde é mais difícil proporcionar ambientes externos seguros para os gatos, passeios podem ser uma maneira de dar aos gatos uma experiência ao ar livre controlada.

No entanto, é importante notar que nem todos os gatos gostam de passear, e alguns podem ficar estressados ou ansiosos com a experiência. “Antes de começar a passear com seu gato, certifique-se de que ele está confortável com a ideia e use um equipamento adequado, como uma coleira e guia específicas para gatos. Além disso, se perceber que o gato não está confortável com essa situação e ele começar a miar alto, ou até mesmo tentar te arranhar, não insista no passeio.” finaliza Brandão.

 

Wagner Brandão - comportamentalista animal desde 2002, formado pela Universidade de São Paulo, é ex-investigador da Polícia Civil e ex-treinador de cães policiais para faro e ataque. Colaborador de mais de 156 protetores animais independentes, Wagner já treinou mais de 50 mil cachorros. Seus clientes incluem não apenas animais de estimação, como gatos, mas também grandes felinos como tigres e tigresas, além de peixes e até mesmo moscas. Atualmente, Wagner presta atendimento a clientes de todo o mundo, tanto de forma online quanto presencial. Saiba mais em: adestradorwagnerbrandao


Veterinária lembra que o combate contra pulgas, carrapatos e sarnas nos pets não é só no verão

Não importa a estação do ano, proteger os pets de pulgas, carrapatos e sarnas deve ser um cuidado contínuo

Limpeza do ambiente e o uso regular de antiparasitário conforme prescrição evita sofrimento dos animais e de seus cuidadores


Coceira, alergia, feridas e queda de pelo são alguns dos sinais clínicos observados quando há parasitas, como pulgas, carrapatos e sarnas. Sem o devido tratamento, a proliferação desses parasitas pode provocar doenças que comprometem a saúde e o bem-estar dos animais e dos humanos. Embora costumem se reproduzir mais rapidamente no verão, os cuidados preventivos contra essas infestações precisam ocorrer continuamente, durante todo o ano.

Alguns tutores relaxam os cuidados em períodos mais frios, o que é um erro, de acordo com Marcela Tocchet, Médica Veterinária Gerente de Produto da área de Animais de Companhia da Zoetis, líder global em saúde animal. “Mesmo que o cachorro saia menos de casa – por causa do frio ou por outras razões – e tenha menos contato com outros animais, nós, humanos, podemos trazer parasitas para casa, por exemplo. E esses organismos vivem no ambiente também, não somente nos cães”, esclarece.

“Dessa forma, é preciso adotar um tratamento antiparasitário eficaz de modo contínuo para assegurar a saúde e o bem-estar dos animais e de toda a família”, diz a médica-veterinária.


Corpo, casa e casinha

Proteger e manter limpos o corpo do amigo peludo, a casa em que ele vive com a família e a sua casinha é imprescindível. Nada pode escapar: chão, carpetes, cortinas, almofadas, sofás, móveis e colchões devem estar sempre limpos para evitar a infestação, pois 95% das pulgas estão no ambiente, sob forma de ovos, larvas ou pupas. Apenas 5% das pulgas ficam nos cães. Cada fêmea é capaz de produzir 40 a 50 ovos por dia, podendo chegar a mais ou menos 1.300 ovos ao longo de sua vida.

Diferentemente das pulgas, os carrapatos não pulam, mas conseguem escalar móveis, muros e paredes à procura de uma fresta para se alojarem. E saem desses esconderijos para procurar um hospedeiro para se alimentarem. São ainda transmissores de doenças muito graves aos animais e ao homem.

Além dos cuidados com o ambiente, os tutores contam com outro aliado importante contra os parasitas, o Simparic um antiparasitário sob forma de comprimido, completo e seguro porque trata e previne as infestações por 11 espécies de carrapato, as pulgas e todos os 3 três tipos de sarna (demodécica, sarcóptica e otodécica) que acometem os cães. É recomendado para cães a partir de oito semanas de idade e 1,3 kg e tem ação rápida, prolongada e sustentada por 35 dias contra pulgas e carrapatos.

 

Zoetis


Número de mortes por ataques de cães cresce 27% no Brasil

Ary Dutra, professor de Medicina Veterinária da Universidade Veiga de Almeida, explica que animal e vítima nunca são os culpados e dá orientações sobre o que fazer ao se deparar com um cão de grande porte solto

 

De 2020 a 2023, o Brasil registrou 156 mortes causadas por mordidas ou golpes provocados por cães. Somente no ano passado, foram 51 vítimas, um crescimento de 27% em relação a 2022, quando foram registrados 40 óbitos. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. 

Em 2020 e 2021, foram listadas 32 e 33 mortes, respectivamente. São Paulo encabeça a lista de óbitos por ataques de cães nos últimos quatro anos, com 38 casos, seguido pelo Rio Grande do Sul (18), Rio de Janeiro (12), Minas Gerais (12) e Pará (11). 

Apesar de haver subnotificação, os números acendem um alerta. Para Ary Dutra, professor de Medicina Veterinária da Universidade Veiga de Almeida, o problema passa pela falta de informação e cuidado dos tutores com a manutenção de cães de grande porte, como os pitbulls, responsáveis por ataques mais graves. 

“O animal e a vítima nunca são os culpados. Infelizmente falta conscientização na hora de obter animais de grande porte. Muitos tutores não conhecem a origem e o comportamento natural de cada linhagem. Além disso, todo tutor precisa ter ciência de que é sua obrigação manter o animal dentro de sua propriedade de forma contida e segura”, explica Dutra. 

Cães da raça pitbull, por exemplo, são robustos, fortes e temperamentais, mas altamente amáveis ao tutor e não são agressivos por natureza, esclarece o especialista. “Em sua formação, eles foram desenvolvidos para defesa contra animais selvagens, mas são cuidadosos à presença do ser humano. Sua característica é defender a propriedade e o proprietário. E há linhagens mais dóceis e amorosas, o que é possível identificar ao conhecer o canil e o sistema de criação do animal”, ressalta Dutra. 

O professor explica ainda que os filhotes aprendem sua hierarquia na matilha durante os primeiros quatro a cinco meses de vida, e o brasileiro tem a tendência de retirar o filhote prematuramente da mãe, com 30, 40, 50 ou 60 dias. “Nessa fase, o comportamento ainda não foi definido. Sem instrução e acompanhamento profissional adequados, os tutores podem desconhecer o comportamento do animal”. 

Diferentemente do cenário brasileiro, a raça pitbull possui restrições em mais de 20 países, como Espanha, Rússia, Argentina, Itália e Nova Zelândia. Para Dutra, a proibição, entretanto, não é a solução. “Não se deve impedir a criação, mas, sim, regulamentar a criação e a venda, para que as pessoas tenham certeza de que o animal se enquadra nos padrões da linhagem”, ressalta o médico veterinário.
 

Dicas para agir diante de cães soltos 

O que fazer, no entanto, ao se deparar com um cão de grande porte solto ou sem focinheira? O professor da UVA listou 4 dicas: 

1) “Nunca encare nem olhe nos olhos do animal dominante. Ele pode entender o sinal como um desafio de dominância e atacar”.

2) “Não corra – a não ser que tenha consciência de que atingirá abrigo próximo e seguro. Os cães correm até 10 vezes mais rápido que o homem”.

3) “Não grite. Se se sentir ameaçado ou for atacado, quanto mais você grita e esperneia, mais o cão ataca. Pitbulls têm força muscular torácica muito grande e são animais de chão e tração”.

4) “Nunca passe próximo a cães soltos desconhecidos, independentemente da raça".


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