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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Atenção aos detalhes: Como evitar golpes em serviços automotivos

Algumas dicas são essenciais para evitar ‘surpresas’ ao levar o carro para manutenção

 

Quando se trata da manutenção do veículo, é crucial estar atento para evitar possíveis golpes e armadilhas que podem custar caro e até comprometer a segurança do automóvel. Com a crescente complexidade dos modelos mais modernos, é fundamental estar informado e tomar medidas preventivas. Também é de extrema importância conhecer a empresa ou o profissional que está prestando o serviço para não ter surpresas desagradáveis ao retirar o veículo.

 

No cenário da manutenção automotiva, as promoções podem ser uma maneira de atrair o cliente, que se baseia em sua emoção, que procura economia em produtos e serviços. É essencial prestar muita atenção nessas ofertas para evitar possíveis golpes ou enganos.

Para evitar ser enganado durante serviços de manutenção veicular, é importante estar atento a essas 10 dicas: 

1.   Pesquise antes de escolher uma oficina ou um profissional: Procure recomendações de amigos ou familiares, e o mundo on-line está aberto para pesquisas sobre o ‘histórico’ das empresas e profissionais. Certifique-se de que a oficina ou centro automotivo tenha uma boa reputação e seja de confiança. 

2.        Atente-se às Letras Pequenas: Antes de se empolgar com uma promoção, leia cuidadosamente os termos e condições. Esteja ciente de quaisquer restrições ou condições que possam limitar a aplicabilidade da promoção.

 

3.    Cuidado com "Pacotes" excessivos: Algumas promoções podem incluir serviços ou produtos adicionais que muitas vezes você pode não precisar. Avalie se esses ‘extras’ são realmente benéficos para você antes de concordar com a oferta.

 

4.   Desconfie de preços muito baixos: Preços baixos demais podem ser indicativos de serviços de baixa qualidade ou a utilização de peças não originais. Compare os preços em outros lugares para ter uma ideia justa do custo.

 

5.     Não tome decisões sob pressão: Evite oficinas que pressionam você a tomar decisões rápidas. Tire um tempo para considerar suas opções e buscar segundas opiniões, se necessário.

 

6.        Peça um orçamento detalhado: Antes de concordar com qualquer serviço, solicite um orçamento detalhado por escrito. Certifique-se de que inclua todas as peças, mão de obra e quaisquer taxas adicionais.

 

7.       Conheça seus direitos: Esteja ciente dos seus direitos como consumidor em relação a garantias e serviços prestados. Familiarize-se com as políticas de devolução e reembolso da oficina.

8.        Evite trocas desnecessárias: Antes de concordar com a substituição de peças, peça para ver as peças antigas. Desconfie de estabelecimentos e profissionais que insistem na troca de componentes sem uma explicação clara.

9.       Acompanhe a execução dos serviços: Estabelecimentos e profissionais que permitem o acompanhamento da execução dos serviços, certamente inspiram mais confiança, pois é possível ver o que está sendo feito no veículo.

10.        Mantenha registros dos serviços já realizados: Mantenha um registro detalhado de todos os serviços realizados no veículo. Isso pode ser útil para futuras referências e garantias.

Segundo o Gerente Comercial da DPaschoal, Leandro Vanni, está em crescente, nos dias de hoje, denúncias de empresas e profissionais que acabam lesando os clientes que procuram por um serviço de manutenção automotiva. “Cada vez mais temos visto fatos de consumidores que saem lesados ao levarem seus carros para a manutenção. Por isso é de extrema importância, antes de escolher onde levar o veículo, ‘fazer a lição de casa’. É preciso pedir recomendações e verificar avaliações online para garantir que a oficina tenha uma reputação sólida. Ter um entendimento básico do veículo pode ajudar a evitar ser enganado, pois saber o básico sobre peças e componentes permite que o consumidor faça perguntas informadas e compreenda melhor as necessidades de manutenção. Pensando nisso, na rede de lojas do grupo DPaschoal, adotamos a prática da revisão de segurança 100% gratuita, onde temos um conjunto de ferramentas especiais voltadas para o diagnóstico correto e transparente. No nosso segmento, outra prática comum é a cobrança de serviços extras, como cambagem e caster, no momento do alinhamento do veículo, na rede adotamos o alinhamento total onde por um único investimento realizamos o alinhamento total sem surpresas desagradáveis e com cobranças adicionais", afirma Vanni. 

A confiabilidade na prestação de serviços automotivos da rede DPaschoal foi comprovada com as duas premiações de excelência no atendimento ao cliente recebidas recentemente pela rede: o Ranking 2023 IBEVAR-FIA e o Experience Awards da #ABX23. O Prêmio IBEVAR-FIA de Inovação no Varejo é realizado em parceria com a FIA BUSINESS SCHOOL, apoio do PROGESA/FIA (Programa de Gestão Estratégica da Sustentabilidade da FIA), e é concedido a empresas e empreendedores que se destacam por suas contribuições significativas para o setor de varejo, por meio da implementação de estratégias inovadoras, tecnologias avançadas, práticas de gestão eficazes, ou qualquer outra abordagem que tenha resultado em melhorias notáveis no desempenho e na experiência do cliente. A DPaschoal também foi a vencedora na categoria Auto Peças/Serviços no Experience Awards 2023, que reconhece empresas do ecossistema automotivo e da mobilidade, que oferecem a melhor experiência para os seus clientes.


DPaschoal


Síndrome do impostor abala a confiança de 75% das mulheres no mercado

Michelle Obama e Meryl Streep já compartilharam abertamente os desafios de enfrentar a autossabotagem

 

Em um cenário empresarial em constante evolução, a confiança se destaca como um dos pilares essenciais para o sucesso. No entanto, uma pesquisa realizada pela Universidade da Geórgia em 2022 revela uma situação preocupante: a Síndrome do Impostor abala a confiança de 75% das mulheres no mercado. Para as executivas entrevistadas, a pergunta que ecoa em suas mentes é: "será que sou uma fraude?".

Camila Renaux, especialista em Marketing Estratégico, Marketing Digital e Inteligência Artificial, esclarece que a Síndrome do Impostor é um desafio real. “Esse termo descreve a autopercepção de falta de mérito, gerando a sensação de não possuir as habilidades ou competências necessárias para desempenhar funções, o que resulta em dúvidas sobre a própria capacidade, especialmente em situações de exposição pública. Figuras notáveis, como Michelle Obama e Meryl Streep, já compartilharam abertamente os desafios de enfrentar esse sentimento”, explica.

 

Empreendedorismo feminino

Com a proximidade do Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, essa questão ganha uma relevância ainda maior. Essa data celebra a presença das mulheres nos negócios, destacando suas contribuições e realizações em diversos setores. Diante de estatísticas, torna-se fundamental não apenas celebrar a competência delas, mas também traduzir essa valorização em práticas concretas. Isso instiga as mulheres a serem cada vez mais reconhecidas e a perceberem seu próprio valor.

A especialista, que já enfrentou a Síndrome do Impostor pessoalmente, destaca que, por meio de esforços conjuntos, é possível superar esse desafio e fomentar uma cultura de confiança e realização para as mulheres. "Quando iniciei a gravação de vídeos, enfrentei diversas inseguranças. Tentava me convencer de que não tinha tanto interesse nisso, encontrava motivos para procrastinar e duvidava da minha competência. Foi então que desenvolvi cinco passos que me libertaram dessa síndrome", relata Camila. Com o intuito de auxiliar mais mulheres a alcançarem essa superação, ela compartilha seu passo a passo:

 

Primeiro passo: tomar a decisão de mudar! Embora possa parecer clichê, você precisa estar decidido e desejando dessa transformação, já que não há cura mágica. Manter o comprometimento e a disciplina ao longo do processo é indiscutível. Posso garantir que, em algum momento, você esquecerá que já sofreu com a autossabotagem, mas nesse estágio, é importante manter clareza sobre o motivo da sua decisão e lembrar o propósito de superar a situação.

 

Segundo passo: abandonei a espera pela vontade de colocar as ideias em prática e adotei a ação disciplinada. O sucesso demanda consistência e persistência, realizando tarefas mesmo quando a motivação é baixa. Este compromisso implica pagar o preço da prática diária para desenvolver disciplina e manter a autoestima elevada. Minhas aulas em vídeo são um exemplo disso. Embora desejasse gravá-las, só iniciei quando interiorizei verdadeiramente essa responsabilidade.

 

Terceiro passo: ao assumir compromissos com clientes, os profissionais geralmente demonstram dedicação, organização e empenho. Entretanto, quando se trata de cumprir compromissos pessoais, a autodisciplina pode vacilar. Expressões como "farei no final do dia" ou "começo amanhã" eram comuns na minha rotina, encontrando desculpas ao longo do tempo. Um ponto-chave para essa mudança é perceber que o compromisso consigo mesmo é tão, se não mais, importante do que com os clientes. Como consultora, entregava excelentes resultados a eles, mas ao priorizar minhas metas pessoais, a diferença foi significativa em ambos os lados.

 

Quarto passo: entenda que a Síndrome do Impostor não está ligada à falta de competência, mas sim a um efeito colateral desta. A psicologia nos fornece um exemplo interessante, o "Efeito Dunning-Kruger", um viés cognitivo que revela que, à medida que adquirimos conhecimento e competência em uma área, a insegurança costuma aumentar. Assim, o ponto crítico para quem enfrenta a Síndrome do Impostor é durante o desenvolvimento da competência, quando, mesmo estudando e praticando, a dúvida persiste. Lembre-se de que, ao atingir um nível avançado, é comum subestimar as próprias habilidades. A chave é compreender que quanto mais se sabe, mais surgem questionamentos, sendo um efeito natural do aprimoramento. A jornada de aprendizado é contínua, e ninguém é obrigado a saber de tudo.

 

Quinto passo: o método de ignorar dicas e opiniões, mesmo bem-intencionadas, por um período de três semanas não é uma escolha aleatória; corresponde ao tempo estimado para adquirir uma nova habilidade. Durante esse intervalo, treine a si mesma para rejeitar essas opiniões, mantendo a constante sensação de perfeição no que está realizando. Ao ganhar confiança, essas sugestões passam a ser recebidas de maneira positiva, não sendo mais incômodas ou gerando dúvidas.

 

Camila Renaux - especialista em Marketing Estratégico, Marketing Digital e Inteligência Artificial pelo MIT nos Estados Unidos. Eleita por três vezes a melhor profissional de Marketing Digital do Brasil, é embaixadora de Philip Kotler e de seu evento eWMS (World Marketing Summit) no país. Já treinou milhares de alunos, distribuídos pelos cinco continentes, através de seus cursos on-line. Consultora de empresas, vivencia o digital no seu dia a dia há mais de 20 anos. Produz conteúdo ativamente para compartilhar doses generosas de informação e é palestrante dos maiores eventos de marketing e vendas da América Latina.

 

A reforma tributária e os municípios

Ao longo da minha vida pública, não foram poucas as vezes em que ouvi prefeitos se queixarem da divisão da receita tributária do país. Os municípios, afinal, embora sejam a ponta de lança da execução das políticas públicas, recebem uma fatia pequena do bolo. 

Eles têm razão nisso. Dados de 2021 mostram que dois terços desse montante são de competência federal. Os estados, por sua vez, respondem por 26,8% dele, e os municípios, por apenas 6,9%. 

Concebida para ter impacto neutro não apenas sobre o total da carga fiscal, mas também sobre os respectivos percentuais que cabem a cada uma das três esferas da Federação, a reforma tributária ora em apreciação pelo Congresso infelizmente não deve alterar essa realidade. 

Seus efeitos, contudo, tendem a ser expressivos quando se trata da distribuição de dinheiro entre os municípios. Assim, não surpreende que muitos agentes políticos locais manifestem receios quanto a eventuais perdas de arrecadação, sobretudo num contexto em que eles já encontram dificuldades para obter recursos suficientes para custear despesas obrigatórias e cumprir com suas atribuições constitucionais. 

Não por acaso, esse foi um dos assuntos discutidos num encontro com 200 gestores públicos da região central do estado de São Paulo do qual participei há algumas semanas. 

A reforma, como se sabe, tem o objetivo de simplificar o sistema de impostos do país. Para isso, o texto da proposta de emenda constitucional define que os cinco tributos atuais sobre o consumo serão substituídos por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. 

Os impostos federais IPI, PIS e Cofins serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ao passo que os atuais ICMS (estadual) e ISS (municipal) serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Haverá ainda um terceiro imposto, federal, chamado de Imposto Seletivo, que incidirá apenas sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde da população ou ao meio ambiente. 

Embora ainda restem muitas dúvidas sobre os desdobramentos que a reforma terá para os municípios, estudos têm mostrado que ela tem potencial para reduzir de forma substancial a desigualdade na partilha dos tributos. 

Não se trata de uma questão menor. Considerados apenas os impostos municipais, isto é, o ISS e a cota-parte do ICMS, a diferença de receita per capita entre o município mais rico e o mais pobre alcança nada menos que duzentas vezes. 

Um trabalho recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que é uma fundação pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, ajuda a jogar luz sobre o assunto. Ainda que o estudo tenha sido publicado após a aprovação da reforma pela Câmara dos Deputados e erigido a partir de premissas ligeiramente diferentes das definidas pelo Senado, ele é capaz de dar a dimensão dos impactos da reforma para os municípios brasileiros. 

No primeiro cenário, os pesquisadores analisaram qual seria a receita de cada município com o novo imposto caso a mudança já estivesse em vigor no ano passado. No total, aproximadamente R$ 50 bilhões, ou 21% dos tributos municipais, trocariam de mãos, beneficiando 82% das cidades brasileiras, onde vivem 67% da população.  

Como se isso não bastasse, os ganhadores, em geral, são os municípios mais pobres —98% dos que possuem PIB per capita inferior à média nacional e 98% das 108 cidades populosas e pobres que compõem o G100. Trata-se, como se vê, de um efeito redistributivo notável. 

Esse resultado decorre, fundamentalmente, da combinação de duas mudanças: um novo tributo, em substituição ao ISS e ao ICMS, cobrado agora no destino, e não mais na origem; e a distribuição da cota-parte municipal do imposto estadual por novos critérios, sendo a população o principal deles. Dessa forma, a reforma tende a favorecer regiões menos desenvolvidas, que concentram proporcionalmente mais habitantes e consumo —e, consequentemente, maior demanda por serviços públicos. 

Por outro lado, há risco de queda de arrecadação em municípios que são sedes de refinarias de petróleo, hidrelétricas ou de grandes empresas de serviços. É importante amenizar esse impacto, para o qual devem colaborar fundos a serem criados, além do fato de que a regra de distribuição dos recursos mudará gradativamente durante uma transição de 50 anos.  

Quando se considera um crescimento anual médio do PIB de 1,5% nas próximas décadas –um cenário que os pesquisadores reputam pessimista, pois menor que os 2,1% verificados na série histórica do IBGE–, apenas um contingente pequeno de 32 municípios apresentaria perda de arrecadação ao fim dessas cinco décadas. 

Com a eventual conclusão desse processo, segundo o estudo do Ipea, as atuais distorções produzidas pelas diferenças de receita per capita entre os municípios seriam consideravelmente reduzidas. Para se ter uma ideia, por esse critério, a discrepância da arrecadação por habitante dos municípios de Paulínia e Francisco Morato, que representam os extremos no estado de São Paulo, passaria de 37,3 vezes para 6,3 vezes. 

Verdade que a reforma também tem os seus problemas. A contínua criação de diferentes alíquotas para distintos grupos de bens e serviços, além de outros tantos regimes favorecidos, distorce o espírito original do projeto e gera dúvidas sobre os seus reais avanços. Apesar disso, a possibilidade de trazermos equilíbrio para a receita dos municípios, beneficiando aqueles que mais precisam de recursos, deve ser defendida. 

Muita água ainda deve rolar até que a reforma tributária entre em vigor, mas é fundamental que ela termine por fortalecer a esfera municipal. Para o bem do Brasil e dos brasileiros. 

 

Dimas Ramalho - Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. 

 

Peck Advogados dá dicas para consumidores não caírem em golpes na Black Friday

Levantamento realizado pelo Peck Advogados indica casos na Justiça, em nível nacional, em que empresas e consumidores sofreram processos judiciais ao caírem em golpes na internet

 

Escritório especializado em Direito Digital traz dicas e recomendações para que companhias e consumidores não caiam na Black Fraude

 

Levantamento exclusivo realizado pelo Peck Advogados indica uma variedade de processos judicializados, ou seja, que chegaram ao final, após a realização da Black Friday, gerando da euforia ao pesadelo para os envolvidos. A equipe, especializada em Direito Digital, analisou julgamentos de ações cíveis promovidas após essa data em alguns Tribunais do Brasil. 

“Não é de hoje que a Black Friday é esperada por consumidores e empresas no Brasil. Mas com o crescimento do comércio online e da facilidade em se adquirir produtos e serviços variados, o número de transações comerciais cresce a cada ano e, com eles, fraudes, falhas na prestação de serviços e desentendimentos entre consumidores e lojistas”, comenta Henrique Rocha, sócio do Peck Advogados. 

Para os interessados em explorar os resultados da data festiva, algumas recomendações são válidas e devem ser reiteradamente aplicadas e melhoradas:

 

DICAS PARA O CONSUMIDOR 

·         Atenção com superendividamento no período, afinal, o Natal vem logo a frente

·         Use buscadores com histórico de preços de produtos e serviços. Evite comprar pela metade do dobro por impulso

·         Atente-se ao site e forma de pagamento que está sendo utilizado. Segurança e confiabilidade do site/app são determinantes. Evite fraudes e dor de cabeça

·         Não utilize equipamentos de terceiros nem empreste seus dispositivos para outras pessoas fazerem compras no período

·         Utilize cartões virtuais temporários e segmente por empresa/produto comprado

·         Arquive anúncios e fluxos de pagamento de compras realizadas. Pode ser útil no futuro.

·         Desconfie de preços muito baixos e leia as letras pequeninas. Muitas vezes a oferta apresentada tem limitação de volume, prazos maiores e até mesmo formas de pagamento não usuais

·         Mantenha seus aplicativos atualizados, utilize senhas de segurança fortes e faça uso de aplicativos de segurança como antivírus de forma recorrente

 

DICAS PARA EMPRESAS

 

·         Atualize suas políticas de desconto e troca de produtos para o período

·         Mantenha atualizado termos de uso e política de privacidade de site

·         Monitore estoques e limite volume de compras. Minimize vendas por boletos nesta data

·         Monitore, derrube e dispute domínios (.com.br e .com) fraudulentos que possam se passar por sua marca

·         Garanta ofertas que sejam efetivamente promocionais. Órgãos de controle têm acionado empresas por ofertas enganosas

·         Estabeleça avisos, alertas e orientações ativas na webpage, com FAQ dedicado inclusive

·         Reforce a resiliência digital com controles de acesso ao site e autenticação de usuários

·         Mantenha alertas em suas plataformas sobre os cuidados aplicáveis para transações no período. Se possível, indique canais e formas de pagamento oficiais da instituição 

“Seguindo essas dicas, o risco de sofrer com fraudes no período tende a diminuir e garantir uma celebração sem sustos”, afirma Rocha.


 

Alguns processos envolvendo Black Friday que foram julgados


Em um processo julgado pela 29ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de  São Paulo (TJSP), a corte enfrentou uma demanda promovida por consumidor em face de uma empresa após compras realizadas na Black Friday de 2020. Após três anos de processo judicial, o tribunal entendeu que o caso era, na verdade, uma Black Fraude e afastou a responsabilidade da empresa, atribuindo ao consumidor a responsabilidade pelo prejuízo experimentado, já que foi constada a falta da diligência do consumidor em fazer aquisição de produto em site fraudulento e sem adotar cautelas básicas no ambiente digital.

 

Já o Tribunal Catarinense deu provimento ao pleito de uma empresa multada pelo Procon após ações ocorridas na data festiva em 2021. Em síntese, o órgão de defesa do consumidor havia sancionado a empresa por praticar, em tese, os famosos descontos “pela metade do dobro”, inferindo que os preços das ofertas na Black Friday foram deflacionados artificialmente.

De acordo com o TJSC, porém, a empresa soube comprovar que os descontos eram efetivos e que, em comparação com período anterior, houve de fato redução do montante pago pelos consumidores. Como resultado, o Tribunal afastou a multa aplicada e deu ganho de causa a empresa.

 

Em uma ação julgada pela 2ª Turma Recursal Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), em 2020, porém, a alegação de fraude não foi atendida e o consumidor foi indenizado após provar que, mesmo pagando por boleto, o destinatário do crédito foi a empresa responsável pela venda, e não um fraudador como alegado pela fornecedora. O ofício apresentado pelo banco intermediário foi determinante para a reforma da sentença e o ganho de causa do consumidor.

 

Por fim, também em 2020, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) enfrentou caso semelhante e, mesmo reconhecendo a compra em site fraudulento, determinou a condenação da empresa baseada na teoria do risco do empreendimento, dado que tanto o site fraudulento quanto o boleto emitido pelo fraudador eram semelhantes aos oferecidos pela empresa, que embora tivesse teoricamente ciência dos fatos, não agiu com os recursos tecnológicos suficientes para inibir a prática, tampouco alertou os consumidores sobre a existência de sites falsos, notadamente no período de Black Friday.



O que o caso Ana Hickman pode nos ensinar?


Nos últimos anos, os casos de violência doméstica têm ocupado espaço na mídia, e a história de Ana Hickmann nos instiga a uma análise mais aprofundada desse problema que aflige inúmeras mulheres em todo o mundo. Dados impactantes da ONU revelam que as mulheres frequentemente só encontram coragem para denunciar após a sétima agressão em relacionamentos abusivos. Surge a indagação: por que tantas mulheres "se submetem" ao invés de romper com esse ciclo de violência? 

Desmistificando algumas narrativas, é evidente que a violência não faz distinção de classes sociais ou grau de escolaridade. A dependência econômica não é o fator preponderante para a persistência desse relacionamento abusivo. A violência transcende fronteiras sociais, ultrapassando classes econômicas. O papel crucial do agressor é menosprezar a vítima e destruir sua autoconfiança, criando um cárcere emocional que a acorrenta à situação. 

O silêncio persistente das vítimas em relacionamentos abusivos é um tema que requer reflexão. Analisar a resistência das vítimas em denunciar agressões é necessário. Os sinais de um relacionamento abusivo se manifestam de maneira dissimulada. A exposição constante de machucados até mesmo nas redes sociais exemplifica esse disfarce, uma cortina de fumaça que camufla a verdade. 

Esse véu de disfarce, onde a vítima sofre "acidentes" com frequência, torna-se uma armadilha que perpetua o ciclo de violência e dificulta a intervenção de terceiros, incluindo a polícia, que é a porta de entrada do sistema de justiça criminal. O comportamento agressivo do agressor é justificado como um simples "jeitão dele", numa rede de desculpas que perpetua a impunidade. 

Identificar um relacionamento abusivo pode representar um desafio significativo. Os sinais comportamentais apresentados pelos agressores são sutis e dissimulados, incluindo o controle excessivo sobre a vida da vítima, a imposição de restrições a amizades e contatos familiares, além da manipulação emocional, chantagem emocional e críticas constantes. Essa sutileza torna difícil para a vítima e as pessoas ao redor perceberem a gravidade da situação. 

Contudo, é crucial que as mulheres abram os olhos para a realidade do relacionamento abusivo e superem a perda de esperança. A conscientização é o primeiro passo para desfazer as amarras emocionais que mantêm tantas mulheres aprisionadas.



Fonte: Raquel Gallinati – Delegada de Polícia. Diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil. (ADEPOL). Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Pós-graduada em Ciências Penais pela Universidade Anhanguera – UNIDERP. Pós-graduada em Direito de Polícia Judiciaria na Academia Nacional de Polícia (ANP da Policia Federal) e pós-graduada em Processo Penal pela Escola Paulista de Magistratura (2023).


64% dos brasileiros aguardam a Black Friday para comprar produtos que estão precisando

 Pesquisa mostra como os consumidores se preparam para a data anualmente e os itens não essenciais mais desejados

 

A Black Friday já é considerada uma das maiores datas comerciais do Brasil, ocupando espaço de importância para o comércio com celebrações como o Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Tendo sua primeira edição realizada em 2010 no país, a data já é um marco entre os brasileiros, que frequentemente aguardam a Black Friday para realizarem muitas de suas compras. Com grande volume de vendas de produtos eletrônicos, eletrodomésticos, itens de moda e cosméticos, a data promete oferecer vantagens para todos os públicos. 

Indo para sua 13ª edição e estando fortemente consolidada no Brasil, a Black Friday trouxe novos costumes de compra, como a prática de pesquisar os preços dos produtos de interesse com antecedência para que se possa fazer uma comparação dos valores posteriormente. Buscando entender os novos hábitos de consumo relacionados à data, o Guia dos Melhores, plataforma de avaliação de produtos, realizou uma pesquisa com brasileiros de todas as idades e regiões do país como forma de compreender com mais detalhes os costumes que se criaram entre os brasileiros acerca da Black Friday. 

Inicialmente, um fator importante para a realização das compras de forma segura é a escolha de locais de confiança. Com o crescimento do e-commerce, utilizado cada vez mais em períodos de grande relevância comercial, surgiram também muitos tipos de fraudes voltadas ao universo digital, que utilizam de datas como essa para aplicar golpes em quem não está bem informado e acaba caindo em sites não confiáveis. Sobre o tópico, perguntou-se aos entrevistados como eles escolhem os locais onde farão suas compras na Black Friday.  

A grande maioria, que representa 65% dos respondentes, disse realizar suas compras apenas em sites, aplicativos ou redes sociais de lojas ou marcas que já conheça ou que já tenha realizado compras anteriormente; 15% dos perguntados optam por fazerem suas compras apenas em lojas físicas, pois gostam de ver os produtos fisicamente antes de adquiri-los e, com mesma porcentagem, 15% afirmam não terem problemas em comprar em sites desconhecidos, desde que esses pareçam confiáveis.


 

Eduardo Scherer, fundador do Guia dos Melhores, analisa a questão da segurança no momento da compra para o consumidor. “Como gestor de um site de avaliação de produtos, sabemos da importância de orientar o público para sites de compras que sejam confiáveis. A Black Friday é uma data com muitas oportunidades de compras que realmente valem a pena, mas é importante estar atento para aqueles descontos atrativos demais, que podem ser uma isca para o consumidor que não esteja atento. A forma mais segura de realizar as compras é a pesquisa antecipada e o cuidado redobrado. Optar por comprar em sites conhecidos é um bom caminho para estar protegido”.

 

Produtos essenciais ou itens de desejo? 

Em relação aos produtos que são adquiridos na Black Friday, 64% dos entrevistados indicaram que suas compras são principalmente de produtos dos quais eles realmente estavam precisando; 32% disseram que, muitas vezes, as compras na data são de produtos que não estavam precisando necessariamente, mas que já desejavam; 23% dos respondentes costuma aguardar para adquirir produtos para os quais se programa para comprar anualmente na data, fazendo um estoque dos itens para consumi-los ao longo dos outros meses, e, para 21%, as compras geralmente são de produtos que não precisavam, mas que acabam adquirindo pelo valor reduzido. 



“É importante, do ponto de vista do mercado, ver que o consumidor se programa para a Black Friday e que, na maioria das vezes, as compras são planejadas com antecedência. Esse ponto é bastante importante para quem está comprando, como forma de seguir um planejamento de gasto no orçamento, mas também para quem está vendendo, pois é uma questão a ser considerada no momento da criação da estratégia das vendas”, analisa Scherer. 

Quanto aos produtos, a Black Friday se mostra como uma boa oportunidade para aquisição de alguns itens que podem não ser essenciais, mas que são artigos de desejo de muitos por trazerem facilidades para o dia a dia. Dentre esses produtos, aqueles que mais possuem intenção de compra ou que mais foram adquiridos na data são a airfryer, que com 37% das respostas ainda se mostra como uma queridinha entre os consumidores; indicada por 26%, na segunda colocação, aparece a Alexa, assistente virtual da Amazon; os fones sem fio foram escolhidos por 25% dos entrevistados; caixas de som por 21%; tablet foi apontado por 20%; aspirador de pó robô foi escolhido por 19% dos respondentes; smartwatches por 17%, e as cafeteiras de cápsula indicadas por 16% dos entrevistados.



 

“A Black Friday é um excelente momento para que mais pessoas possam ter acesso à itens que, por mais que não sejam extremamente necessários, trazem facilidade e conforto para a rotina, com o ganho de tempo e de praticidade” comenta Scherer.

 

Quem espera para comprar na Black Friday 

E os consumidores realmente esperam a Black Friday para fazerem suas compras? 33% dos entrevistados disseram que aguardam a Black Friday para fazerem compras apenas quando a data está próxima do momento em que precisa ou deseja um produto; 27% esperam apenas no caso de compras de grande valor; 17% aguardam no caso de produtos que não são de extrema necessidade, e que podem esperar para ver se conseguem comprar por um valor reduzido; 12% disseram não aguardar, pois compram o produto assim que precisam ou tem vontade de adquiri-lo, e apenas 8% dizem que não costumam fazer compras na Black Friday.


 

“É muito interessante analisar como as pessoas inseriram a Black Friday em seus calendários pessoais, e como a data entra no planejamento de compra, especialmente para aqueles produtos de maior valor. Essa adesão pelo público que aguarda as promoções da Black Friday certamente é um dos motivos que faz com que a data, no Brasil, seja uma das mais expressivas do mundo”, afirma Scherer.

 

Como escolher o melhor produto?

Além do planejamento financeiro e da escolha de uma loja de confiança para realizar as compras, a escolha do modelo do produto que melhor irá contemplar as necessidades do consumidor também é essencial. Neste momento, valem as indicações de amigos, familiares e de perfis em redes sociais, mas é interessante consultar canais especializados na análise e avaliação de produtos, que trazem detalhes sobre as funcionalidades e o custo benefício dos itens. 

Quando perguntados sobre o costume de consultar portais que trazem avaliações de produtos, de forma geral, e não apenas na Black Friday, 37% dos entrevistados afirmaram consultar esses portais antes de realizarem suas compras. Os demais respondentes costumam consultar os comentários dos produtos nos próprios sites em que pretendem realizar as compras (18%) ou verificar sites de reclamações para saber a reputação da marca, do produto ou do serviço que pretendem adquirir (17%). 



“Inserir o hábito de consultar portais especializados na análise de produtos é bastante vantajoso para o consumidor. Muitas vezes, os produtos possuem especificidades que o consumidor nem imagina, que podem ir além ou deixar a desejar dentro do que é esperado. No Guia dos Melhores, buscamos sempre trazer toda a nossa experiência com os produtos testados e a maior quantidade de informações possível. Esperamos que os brasileiros aproveitem a Black Friday de forma estratégica e façam compras vantajosas na data” completa Scherer.

 

Metodologia

Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 16 anos e de todas as classes sociais.

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online.

Data de coleta: entre os dias 03 e 09 de novembro de 2023.


Cuidados essenciais para compras na Black Friday

Ao adotar práticas de segurança, como verificar a autenticidade de sites, usar conexões seguras e evitar links suspeitos, os consumidores podem reduzir os riscos de fraudes

 

À medida que a Black Friday se aproxima, os consumidores começam a ficar ansiosos por ofertas irresistíveis. No entanto, é fundamental que os compradores estejam cientes dos possíveis riscos e tomem precauções para garantir uma experiência de compra segura e satisfatória.

 

De acordo com Nelson Rosamilha, coordenador de MBA em Gerenciamento de Projetos e Gestão de Negócios da Trevisan Escola de Negócios, é importante prevenir fraudes por várias razões como impactos financeiros, comprometimento da privacidade de seus dados e até mesmo resultando em problemas legais.

 

Confira algumas dicas valiosas do especialista para evitar fraudes durante a Black Friday:

 

1. Desconfie quando o preço do produto ou serviço é muito abaixo do praticado pelo mercado: Cuidado com ofertas que parecem boas demais para ser verdade. Se o preço de um produto estiver significativamente abaixo do praticado pelo mercado, é prudente questionar a autenticidade da oferta.

 

2. Procure saber a reputação da empresa em sites, a exemplo do Reclame Aqui, antes de comprar: Antes de efetuar qualquer compra, pesquise a reputação da empresa em sites de avaliação. Opiniões de outros consumidores podem fornecer insights valiosos sobre a confiabilidade e o atendimento ao cliente da empresa.

 

3. Desconfie de Ofertas "Incríveis" e "Leilões Oficiais": Ao receber ofertas que parecem extraordinárias ou convites para "leilões oficiais", não entre imediatamente. Antes, siga os passos 2 e 4 para garantir que a oferta seja legítima.

 

4. Nunca clique em links de e-mails de promoções. Ao ler a mensagem, siga diretamente ao site da empresa.

 

5. Nas redes sociais existem muitas fraudes com a utilização do logo do fornecedor redirecionando você para sites falsos. Neste caso, siga o passo 2: Nas redes sociais, as fraudes são comuns, com empresas falsas utilizando logotipos de marcas confiáveis para enganar os consumidores.

 

6. Jamais aceite ofertas por Whatsapp ou ligação telefônica qualquer que seja. Sempre vá para o passo 2 e 4: Nunca aceite ofertas por meio de mensagens no WhatsApp ou ligações telefônicas sem antes verificar a autenticidade da oferta e realizar uma transação segura.

 

Ao seguir essas orientações, os consumidores podem minimizar os riscos de fraudes e desfrutar a Black Friday com confiança. Lembre-se de que a vigilância é a chave para uma experiência de compra segura e bem-sucedida.

 

 

Trevisan Escola de Negócios


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