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sábado, 5 de novembro de 2022

As principais atrações do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

No Dia Nacional da Língua Portuguesa, o Conexão123 apresenta o maior museu dedicado ao idioma no mundo


Hoje, dia 5 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Língua Portuguesa. A data é uma homenagem ao escritor brasileiro Ruy Barbosa, que nasceu em 5 de novembro de 1849 e foi um grande estudioso da língua. 

São nove países que adotam o português como idioma oficial: Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial. Mas é em território brasileiro que fica a cidade com o maior número de falantes do português: São Paulo. A metrópole honra o título, abrigando o Museu da Língua Portuguesa.

A instituição reúne um dos maiores acervos sobre o idioma e conta com exposições, visitas guiadas e um tour pela história do português. O espaço é de imensa importância para a nossa língua e cultura.

Descubra mais sobre o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com o Conexão123

 

O que é o Museu da Língua Portuguesa

A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de latim, galego e árabe. A história do idioma e de seus falantes é homenageada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

O espaço é considerado a maior instituição dedicada à história e à cultura da língua luso-brasileira no mundo, com foco em levar informação e despertar o prazer do conhecimento. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na diversidade do idioma falado por mais de 260 milhões de pessoas no mundo.

A maioria das exposições homenageia escritores, poetas e artistas, como Cazuza, Cora Coralina, Machado de Assis, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Rubem Braga, Guimarães Rosa e muitas outras figuras importantes falantes da nossa língua

Em dezembro de 2015, o edifício foi atingido por um incêndio de grandes proporções, deixando parte da estrutura comprometida, bem como o acervo e as instalações originais. Contudo, após seis anos de reconstrução, o Museu da Língua Portuguesa finalmente teve sua reabertura, em agosto de 2021, trazendo exposições inéditas e inovações em sustentabilidade e acessibilidade. 

 

Reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

A reconstrução e reabertura do Museu da Língua Portuguesa, após o incêndio de grandes proporções, foi uma iniciativa dos órgãos de fomento à cultura no Estado de São Paulo em parceria com instituições como Fundação Roberto Marinho, Grupo Globo, Grupo Itaú, Sabesp e outros. Depois de seis anos, o resultado foi uma grande atualização de todo o museu. 

Atualmente, o espaço apresenta experiências inéditas e outras que já existiam, que marcaram o público em seus dez anos de funcionamento antes do incêndio. 

Entre as novas exposições, há “Línguas do Mundo”, que destaca 23 das mais de 7 mil línguas faladas hoje, “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do idioma no Brasil, e “Nós da Língua Portuguesa”, que mostra o idioma pelo mundo, com a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O novo museu foi concebido com recursos de acessibilidade física e de conteúdo e reforço de segurança contra incêndio. No térreo, o museu abre-se à estação da Luz, reforçando sua comunicação com a cidade. Há mais salas, espaços otimizados e novos materiais introduzidos. Sem deixar de lado a interatividade, uma das marcas do espaço. 

No terceiro piso há um terraço, que homenageia o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio. Na reconstrução foram incorporadas melhorias de infraestrutura e segurança.

Em sua exposição de longa duração, o espaço apresenta experiências inéditas e outras que já existiam, que marcaram o público em seus 10 anos de funcionamento antes do incêndio


Exposições no Museu da Língua Portuguesa 

O museu tem um espaço especialmente dedicado a exposições temporárias, a fim de homenagear escritores consagrados da língua portuguesa. Gradualmente, o perfil das exposições foi absorvendo a música, a produção contemporânea e outras linguagens artísticas que “brincam” com o idioma ou refletem sobre ele. 

Hoje, o espaço conta com a exposição temporária, a “Nhe'ẽ Porã: Memória e Transformação”, levando o visitante para uma experiência imersiva em uma floresta virtual, onde são apresentadas diversas ramificações da língua indígena. Também encontram-se duas exposições fixas no museu: “Beco das Palavras” e “Praça da Língua”, duas das experiências mais queridas do público, que foram mantidas e melhoradas com novas tecnologias. 

Há mais exposições, como:  

• Laços de Família 

• Rua da Língua 

• Palavras Cruzadas

• O Português do Brasil

• O que pode a língua? 

O Museu da Língua Portuguesa está localizado na Estação da Luz. Em frente, também é possível visitar o Parque da Luz e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 9h às 16h30. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 20, e podem ser comprados pelo site ou na bilheteria da instituição. 


sexta-feira, 4 de novembro de 2022

PLANETA REGENTE: DESCUBRA O SEU E O QUE ELE DIZ SOBRE SUA PERSONALIDADE


Entenda a influência do planeta regente do seu signo em sua vida 

 

Além do signo, os planetas regentes também são importantes para entender mais sobre nossa personalidade.  Isso ocorre porque cada signo sofre influência de um determinado planeta que, consequentemente, também acaba influenciando nosso jeito de ser.


O que é planeta regente?

Segundo Yara Vieira, astróloga do Astrocentro, cada signo solar do zodíaco recebe uma forte influência de um ou até dois planetas. Esse planeta então recebe o nome de planeta regente daquele signo. Esse é um conhecimento milenar, que veio do Império Romano. 

Como antigamente não havia telescópio, sendo somente conhecido os planetas visíveis a olho nu, como Júpiter, Marte, Mercúrio, Vênus e Saturno, estes planetas regiam dois ou mais signos do zodíaco, assim como o Sol e a Lua também tinham seus governados.

Com o passar dos anos e o surgimento dos demais planetas, foi possível compreender um pouco melhor a influência deles sobre cada um dos signos. E se o planeta regente de cada signo exerce tanto poder sobre eles, imagina o quanto não impactam você. 

Abaixo, veja a regência planetária de cada signo:


Áries  - Marte

Marte, o deus da Guerra! Esse é um planeta cheio de energia, extremamente ativo, competitivo, impulsivo e explosivo. Marte faz com que seus nativos tenham características muito fortes, que podem ser usadas de forma positiva ou negativa.

Este planeta masculino leva dois anos para dar uma volta completa ao redor do Sol. Ele traz intensidade onde toca e faz com que seus nativos tenham muita energia, sejam executores e apaixonados pela ação.

Touro- Vênus


O planeta regente de Touro é Vênus, deusa do amor, da beleza e do dinheiro. Vênus oferece a seus nativos um charme natural e um forte desejo de construir relações harmoniosas.

Vênus como planeta regente de Touro traz um lado sentimental a esse signo, mesmo quando ligado a questões materiais. Por isso que a taurina costuma ser apegada a coisas e pessoas. Seu sentimentalismo é refletido em joias de família, por exemplo.


Gêmeos- Mercúrio

Com certeza seria o planeta da comunicação. É por isso que esse nativo se expressa naturalmente tão bem, seja de forma oral ou escrita. Também é uma pessoa curiosa, que absorve informação fácil e ligada nas tecnologias.  Mercúrio  também beneficia Gêmeos com a capacidade de raciocínio rápido. Esse nativo é alguém que tem muita facilidade em aprender e ensinar.


Câncer- Lua

Esse satélite natural da Terra faz com que os cancerianos sejam pessoas muito imaginativas, fantasiosas.

Assim como a Lua influencia no ritmo das marés, fazendo-as mudarem constantemente, os sentimentos de Câncer também sofrem essa interferência, oscilando entre extremos em um piscar de olhos. Por ter a lua como planeta regente, Câncer é alguém muito sensível e que possui um intenso contato com suas profundezas interiores.


Leão - Sol

O Sol é o astro mais importante de um Mapa Astral e simboliza a vontade, determinação, vitalidade e energia. É justamente pelo fato do planeta regente de Leão ser o Sol que esse signo tem tanto brilho, personalidade magnânima, impulso e autoestima. 

Também é alguém que possui uma personalidade generosa e calorosa, chamando a atenção por onde passa. 


Virgem - Mercúrio

Sendo o segundo signo regido por Mercúrio, o signo de virgem se beneficia com a precisão de detalhes e organização. Armazena informações com uma exatidão inacreditável. Apesar de ser detalhista,  apenas guarda o que realmente é importante e útil. É extremamente observadora e analítica.


Libra- Vênus

Em virtude da energia de Vênus, pessoas do signo de Libra possuem uma natureza harmoniosa e estão sempre em busca da felicidade e do companheirismo. É também uma pessoa bonita, charmosa, alegre e apaixonada pelas artes.

O planeta regente de Libra faz com que tenha uma abordagem equilibrada da vida, evitando exageros, e raramente demonstra orgulho ou arrogância.


Escorpião - Plutão e Marte

Os escorpianos têm dois planetas regentes.

Plutão é tido como um planeta de poder e controle. Na mitologia, Plutão era o Deus do submundo. É por isso que os escorpianos têm uma certa névoa de mistério os envolvendo. Eles são atraídos para coisas escuras e suas emoções são profundas.

Toda essa intensidade dada por Plutão faz com que esse nativo capte facilmente as vibrações das pessoas e dos ambientes, dando-lhes um aguçado sexto sentido. Já Marte neste signo é responsável pelo lado mais corajoso, volátil e despachado dessa nativa.


Sagitário - Júpiter

O planeta regente de Sagitário é Júpiter, o planeta da sorte! É por isso que esses nativos são tão sortudos e mesmo fazendo um monte de trapalhadas, tudo sempre dá certo para eles no final.

Júpiter representa tudo que é grande, melhor e volumoso. Mas esse excesso pode ter efeitos adversos, como gastar dinheiro demais em coisas desnecessárias, comer demais, fazer tudo demais.


Capricórnio - Saturno

Saturno é o governante de Capricórnio. Esse planeta está associado à regeneração, ao renascimento, à riqueza e à abundância.

Esse planeta rege o dinheiro, o trabalho árduo e o mundo material. Ele quer que seus nativos sejam responsáveis e foquem em trabalhar para seu sucesso.  É por isso que os capricornianos são tão obedientes às regras e estabelecem limites para tudo. Eles conhecem as regras da causa e efeito e sabem que se fizer algo errado terão que arcar com as consequências no futuro.


Aquário - Urano e Saturno 

Toda liberdade, visão revolucionária e desejo de mudança de Aquário são características oferecidas pela energia de Urano a esse nativo. Esse planeta também está associado a estudos mentais e eletricidade.

Urano faz com que Aquário queira sempre conhecer e experimentar coisas novas e incomuns. É a influência desse planeta que faz esse nativo ser um pouco rebelde – às vezes até um rebelde sem causa -, mas independente e original. 

Já Saturno vem impor limites à aquariana. Ele traz as provações que irão ensinar importantes lições para essa nativa. Outras qualidades trazidas por Saturno são a disciplina, a pontualidade e a conservação dos recursos materiais. Saturno e Urano orientam Aquário para dois caminhos muito diferentes, é por isso que esse nativo acaba sendo um pouco incompreendido pelos outros signos. 


Peixes -Netuno

Netuno é o planeta regente de Peixes. Esse é um planeta altamente compassivo, idealista e imaginativo.

Considerado o Deus dos Mares, Netuno retrata a dissolução da realidade. É por isso que muitos piscianos têm dificuldades em enxergar a realidade.

 

Astrocentro

www.astrocentro.com.br


5 CRISTAIS QUE VOCÊ DEVE CARREGAR NA BOLS


Cristais são ótimas opções para você que busca equilibrar as energias da vida

 

Além de serem pedras lindas para decorar e trazer proteção para sua casa, os cristais também podem ser usados como acessórios, coroas, ou até mesmo serem carregados dentro da sua bolsa para mantê-los sempre perto de você. 

Ter um cristal por perto ajuda a liberar qualquer energia que não sirva, isso porque os cristais funcionam como amplificadores de energia, a sua força está na capacidade de ampliar e direcionar suas próprias forças e poderes, além de serem ferramentas importantes quando para proteção. 

A espiritualista da plataforma iQuilíbrio, Juliana Viveiros explica que é importante que você escolha o cristal que deve carregar que mais se encaixe no seu momento atual, estimulando os aspectos que devem ser melhorados e ajudando nos problemas que devem ser resolvidos  “Todos os cristais  têm propriedades diferentes e podem ser usados no dia a dia ​​para apoiá-lo de várias maneiras.  Te trazendo proteção e incutindo uma sensação de segurança e calma” explica. 


Viveiros elenca 5 cristais que você pode carregar na bolsa, veja: 


Quartzo rosa

Além de ser uma pedra linda, é também conhecida por estar associada ao amor e ao chakra do coração.  É muito utilizado, pois a pedra estimula a circulação sanguínea, oxigenando bem todos os órgãos do seu corpo - boa oxigenação é fundamental para fazer cair a sensação de ansiedade. Além de acalmar os sentidos e apaziguar a mente.


Pirita

A pirita, também conhecida como “ouro do tolo” é um lindo cristal que guarda sua energia, sua cor dourada tem o objetivo de manifestar abundância, despertar confiança e, o mais importante, oferecer proteção. A pirita ajuda você a liberar energia negativa e a manifestar mudanças positivas em sua vida.


Citrino

Citrino possui a energia solar, e é um cristal de autoestima que se renova sozinho, é perfeito para aquelas pessoas que buscam confiança e segurança em suas habilidades, ele irá te guiar perfeitamente em busca daquilo que você deseja alcançar com muita positividade e vitalidade.


Olho de tigre

O olho de tigre é um cristal que tem o poder de afastar a inveja e o mal olhado, ele dá coragem e incentiva a resolução de conflitos, intensifica a capacidade psíquica e aumenta a auto estima.


Amazonita

A pedra amazonita é muito conhecida por sua riqueza de benefícios tanto para nosso físico como também para o espiritual e emocional. Ela é capaz de retirar as vibrações negativas e colocar calma nos pensamentos e ações das pessoas. “Se você está sofrendo com estresse, insônia, desequilíbrio das emoções, a pedra mais indicada neste caso é a amazonita”, aconselha a espiritualista. 



iQuilibrio

 www.iquilibrio.com.br


Esotérico Victor Valentim lista cinco coisas que você não deve ter em sua casa

Victor Valentim, que também é terapeuta holístico, tarólogo e astrólogo, também deu dicas para você atrair boas vibrações para o seu lar

Você sente a energia pesada na sua casa? Objetos logo quebram, ouve barulhos de madrugada, dorme e logo acorda muito cansado, tem muitos pensamentos negativos? Pode ser que você esteja atraindo toda essa carga com objetos e situações.

O astrólogo, tarólogo e terapeuta holístico Victor Valentim deu algumas dicas para você atrair boas energias. Ele também listou coisas que você não deve ter e principalmente evitar de ter em casa para que possa trazer harmonia e atrair boas vibrações:


1) Portas rangendo

"Portas que rangem ou portas que não se abrem totalmente, atrapalham totalmente o fluxo energético de sua casa. Tente sempre deixar as portas sem nenhum tipo de objeto ou móvel na frente, para que a energia vital que entre em seu lar flua por todo o ambiente e traga boas vibrações".


2) Fotos de antepassados

"Você pode sim ter foto de entes queridos, a dica que te dou é: 'deixe elas dentro de uma caixa de preferência de cor branca, cor que representa a paz e a serenidade. Muitas pessoas, às vezes, se prendem a fotos e acabam sendo obsessores de entes queridos que já fizeram a passagem. Evite ter fotos que lembrem momentos de tristeza, mágoa ou melancolia. Isto só gerará mais tristeza para seu ambiente".



3) Luzes queimadas

"Tome muita atenção com as luzes queimadas em sua casa. Lâmpadas que não funcionam ou que falham impedem a energia fluir pelo ambiente e gera bloqueio energético no local. Fique atento sempre em trocar suas lâmpadas, evitando também deixar ambientes com pouca luz, pouca circulação de ar, fios soltos ou aparentes,isto pode gerar baixas vibrações para seu lar".


4) Objetos quebrados

"Qualquer tipo de objeto quebrado, eletrodomésticos, até mesmo roupas rasgadas e furadas, tudo aquilo que você, às vezes, separou para arrumar e consertar um dia está há mais de um ano parado. Desapegue! Doe para alguém que necessita ou descarte de forma ecológica. Ter objetos parados e principalmente quebrados vão só impedir que a energia flua pelo ambiente".


5) Plantas com Espinhos

"Evite ter muitos cactos, plantas espinhosas pela sua casa - principalmente no quarto. Estas plantas podem gerar ainda mais conflitos energéticos, brigas e desavenças nos relacionamentos".

O esotérico também dá outra dica para que seu lar tenha uma boa energia.

Esteja contente com o ambiente que você mora.

Você precisa sentir-se bem com o local que mora ou que dorme, conecte seu coração a cada cantinho de sua casa e de seu quarto, ele é um espelho de sua alma. Tente deixar o espaço com plantas que te agradam, cores vibrantes alegres e com aromas agradáveis no ar. Tenha também a conexão com seus sentidos junto às energias de seu lar.

 

Não deixe a raiva te controlar!

A raiva é uma emoção natural, derivada de sensações como frustração ou impotência. Sua intensidade e expressão podem variar a partir de aspectos como idade, gênero e cultura e, quando descontrolada, pode ser o estopim de grandes conflitos.

Por outro lado, apesar de ser percebida socialmente como uma emoção negativa, a raiva pode servir como mecanismo de proteção e, se bem administrada, pode trazer benefícios na direção do autoconhecimento e do manejo interno de emoções e sentimentos.

Frequentemente expressamos a raiva e nos sentimos mal. Antes de adotar o autojulgamento, é importante lembrar que essa emoção pode ser o último recurso para não cairmos em uma profunda tristeza.

O que eu faço com isso? Nos momentos de raiva, tente entrar em contato consigo e identifique a emoção expressa, já que muitas vezes não sabemos sequer o que estamos sentindo.

Após identificar essa emoção, tente perceber o que ela quer dizer, através das sensações corporais. No fundo, tudo o que as nossas dores desejam é alívio e esse alívio acontece quando nos reconectamos com o nosso eu e com tudo o que ele contém.

Observe para essa emoção sem julgamentos e busque encontrar, dentro de si, as ligações entre essa emoção e outras que a potencializam. Às vezes, a raiva está ligada à vergonha, à culpa, ao sentimento de desamparo, por isso toma uma proporção muito maior. Conecte-se a ela! Esse movimento pode revelar um nível de leveza nunca antes percebido...

Tente encaixar essas peças, como um quebra-cabeças, avaliando a possibilidade de realizar esses movimentos antes de reagir à uma situação. Talvez você pense que, sem a raiva, você pode se transformar, como ouvi certa vez, “em uma ameba”.

Mas esse pensamento é consequência de um movimento interno de polarização. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já que, quando nos damos um tempo antes de agir, expressamos o autocuidado, condição necessária a estados mais elevados de consciência.

Lembre-se de que estamos sempre aprendendo e não se martirize se a raiva aparecer tentando invadir seu espaço interno. Se essa emoção é sua, você pode acolhê-la ao invés de permitir que ela te controle.

Essa atitude permitirá alterar comportamentos que não mais expressam o seu modo de ser. Que tal experimentar?

 

Rosane Castilho - autora do livro "O que eu faço com isso? 5 passos para a reconexão com o Eu" e doutora em Educação.


Culpa ou responsabilidade: 4 aspectos que as mães devem observar para saírem do ciclo da culpa

Em pleno 2022, onde a informação percorre em uma velocidade imensa, ainda temos muitas mães sentindo-se presas a culpas e mais culpas em relação a educação que oferecem aos seus filhos. E os motivos são diversos: porque trabalham, porque não conseguem equilibrar todas as funções da forma como gostariam, porque possuem pouca paciência, porque o filho ainda não alcançou x habilidade, etc.

A culpa é um sentimento com uma ação bastante interessante dentro de nós. Por um lado, ela nos “castiga”, nos leva á tristeza e, por outro, ela nos consola, pois sempre tem uma desculpa, um motivo, um não fiz porque...

Sair da culpa é um caminho muito mais leve e prazeroso de trilhar com os nossos filhos, pois assumo a responsabilidade das minhas escolhas e tenho conhecimento que ampara as minhas ações e permite que eu trace um novo caminho. Mas como fazer a transformação? Em primeiro lugar, preciso do processo de consciência que consiste em enxergar onde eu sinto a culpa, onde ela me corrói, baseada em que e porquê sinto tudo isso?

Muitas mães querem alterar a ordem deste caminho, pois querem saber o que fazer? Essa é a pergunta que eu mais recebo no consultório, nas palestras e na minha comunidade de mães: “O que eu faço?”, “Como eu faço isso?”.

Sem tomar consciência da nossa história, das nossas limitações e crenças será impossível alterar a ação. Quando a mãe quer trazer a ação antes da consciência, ela busca a fórmula, a receita perfeita e tenta seguir aqueles parâmetros, usar determinados instrumentos, mas sem, de verdade, compreender todo o contexto. Ai a conclusão é: nada muda e essa mãe novamente se sente frustrada, entristecida e culpada.

Desta forma, comece por você! A educação respeitosa e consciente fala mais sobre nós do que sobre as crianças.

Assim que o processo de consciência estiver claro, você perceberá quais são as habilidades humanas e comportamentais, as famosas soft skills, que você precisa desenvolver na relação com o seu filho. Será que estamos falando de empatia ou de resolução de problemas? De criatividade ou de inteligência emocional? Ou será que é sobre a escuta ativa? Ou falta comunicação? Reconhecer o lugar que estamos e qual a melhor habilidade que precisamos desenvolver na relação com os nossos filhos é imprescindível.

Sem se conhecer, é impossível você fazer essa avaliação de forma consistente e conseguir transformar a sua rotina com seu filho. O que mais desgasta uma mãe é o desejo pelo equilíbrio. Mas como conquistar essa habilidade, essa soft skills, se nem sei o que está desequilibrado, se estou sempre no limite emocional? Garanto que neste lugar, você não conseguirá vivenciar a maternidade que sempre desejou e ainda aumentará sua culpa, pois sabe que seu filho observa suas reações e aprende a partir da observação como se relacionar e como comunicar o que sente. Assim, sugiro 4 aspectos essenciais para a liberação da culpa e a construção de uma autorresponsabilidade potente e transformadora:

  • Autoconhecimento: a capacidade de se conhecer, de reconhecer suas explosões, seus gatilhos, seus maiores desafios.
  • Estudar sobre desenvolvimento infantil: ler, estudar e partilhar conhecimento sobre o desenvolvimento infantil e a neurociência da educação é essencial. A mãe que domina esses aspectos, consegue ter a tranquilidade de agir de forma coerente com seus valores e ideais. O estudo permitirá que você desapegue de mitos no mundo da educação como o mito de que trabalhar e criar um filho saudável é impossível. Mito de que temos que estimular a autonomia, sendo que ela é um processo natural pois nós devemos permitir apenas que os nossos filhos cresçam. Mito de que criança não sabe nada e então não confiamos no que elas nos dizem...
  • Estar presente: brincar, se envolver no que seu filho tem desejo, no que ele gosta é essencial para que você construa uma conexão real, verdadeira, genuína e, com isso, terá a certeza de que conhece a essência do seu filho.
  • Conhecer e aprender sobre Soft Skills: essas habilidades humanas e comportamentais trarão ao seu filho um desenvolvimento integral e capaz de transforma-lo, pois será um adulto com empatia, compaixão, escuta ativa, respeito, habilidade de trabalhar em equipe, de se comunicar, ter inteligência emocional, saber se organizar e ser flexível, entre outras vantagens.

Mães emocionalmente saudáveis criam filhos saudáveis, que serão adultos emocionalmente e mentalmente saudáveis.  Mães desgastadas, sentindo-se culpadas e cansadas não conseguem compreender os filhos e acabam levando a eles esses desgastes.

A infância é a única etapa do desenvolvimento de um ser que tem começo e fim determinado, e que influencia diretamente todas as outras como a adolescência, a fase adulta e a velhice. Cuidar da infância é a nossa principal responsabilidade.

 

Beatriz Montenegro - pedagoga, Neuropsicopedagoga e Educadora Parental pelo API (Certificado Internacional de Apego Seguro). Apaixonada por desenvolvimento infantil e pela capacidade de transformação do ser humano atua  em consultório particular com atendimentos de crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem, realizando mentoria às famílias que buscam conexão na relação com seus filhos.  É fundadora da Comunidade Conexão Materna, um grupo de mães que se encontram de forma online para se fortalecerem e refletirem sobre educação, filhos e desenvolvimento.Idealizadora dos cursos: Desafio do Brincar e Kit Sobrevivência: Rotina Saudável, cursos, cujo foco é o estabelecimento de uma relação saudável entre pais e filhos.

www.instagram.com/biamontenegro.oficial/

 

Brincar e socializar: games auxiliam em necessidades humanas básicas

Os jogos eletrônicos são a principal forma de entretenimento para 76,5% dos gamers do país. É o que mostra a edição deste ano da Pesquisa Game Brasil (PGB), reforçando a análise de 2021 da NewZoo, fonte de insights do mercado de games, que indicou que jogos digitais levam a maior parte do tempo de lazer às gerações Z e Millennials, que gastam mais horas jogando que qualquer outra forma de entretenimento. No entanto, ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, os games podem contribuir ativa e positivamente na vida, principalmente, de crianças e jovens, sanando necessidades básicas do desenvolvimento humano se considerarmos os pilares do brincar e da interação.

Durante o período mais crítico de pandemia da Covid-19, onde o isolamento domiciliar foi necessário no Brasil, observamos o crescimento exponencial do mercado de games. A NewZoo mostrou o quanto a pandemia fez com que os números do setor evoluíssem, indicando que, até o final de 2022, deverá existir 3,09 bilhões de jogadores ao redor do mundo.

Nesse sentido, os jogos, que foram verdadeiramente companheiros, trouxeram duas possibilidades: socializar quando não se podia fazer isso pessoalmente, e ainda o entretenimento de qualidade. Dessa forma, podemos observar como os jogos eletrônicos ajudaram nas necessidades humanas, sendo, para muitos, importante agente no que diz respeito à manutenção dos relacionamentos.

Ainda sobre interação e o socializar, é válido destacar outro importante dado da da PGB, que menciona que 72,2% dos gamers brasileiros afirmam terem jogado mais durante o período de pandemia de Covid-19, e 57,9% marcaram mais sessões de partidas online com amigos quando ficavam em casa, reforçando como os games fizeram a diferença nas interações sociais em um dos momentos da história em que mais precisamos.

Já especificamente sobre o brincar, ele é, inclusive, um direito garantido por lei e ainda preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Desde 1959, a Declaração Universal dos Direitos da Criança, reforçada pela Convenção dos Direitos da Criança de 1989, prevê que toda criança tem o direito de brincar e se divertir. A norma também enfatiza a responsabilidade da sociedade e autoridades públicas com o cumprimento deste direito.

Isso porque o brincar traz benefícios ao desenvolvimento humano desde que somos crianças, principalmente quando temos idades entre 3 e 7 anos, até quando somos adultos, auxiliando na resolução de problemas nessa fase da vida e na criatividade. Sobre isso, Stuart Brown, médico especialista em psiquiatria e pesquisa clínica, afirma em seu livro “Play: How It Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (“Brincar: Como Molda o Cérebro, Abre a Imaginação, e Revigora a Alma”, em tradução livre para o português) de 2010, que reuniu e analisou “milhares de estudos de caso que chamo de histórias de jogo. Descobri que lembrar o que é brincar e torná-lo parte de nossas vidas diárias são provavelmente os fatores mais importantes para ser um ser humano realizado. A capacidade de brincar é fundamental não apenas para ser feliz, mas também para sustentar as relações sociais e ser uma pessoa criativa e inovadora”.

Além de ajudar na inteligência e no refinamento de habilidades, como motora e cognitiva, brincar também traz noções de solidariedade, empatia e socialização. Já adultos, quantas brincadeiras podemos nos lembrar que nos ensinaram tanto, inclusive no que diz respeito ao outro? Nas brincadeiras atuais e online, os pilares não são muito diferentes, contribuindo, assim, como o conhecimento de pares e de outros aspectos que com certeza fazem diferença ao longo de uma vida.

Sobre o futuro? As brincadeiras digitais deverão tomar ainda mais espaço, seja em casa, na escola ou na roda de amigos, alavancando também este incrível e gigante mercado dos games. De mais pontual, o que minha experiência como Marketing Manager na Codashop indica para a evolução da brincadeira é que ela ficará cada vez mais personalizada, seja com skins, mapas, modos de jogo etc. O objetivo será moldar cada vez mais o produto para o usuário.

Para o ser humano, é importante brincar e criar inteirações, e os games vieram para unir as duas coisas de forma tecnológica e simples.

 

Raphael Negrão - Marketing Manager da Codashop no Brasil, parte do grupo interno de cultura global da companhia e palhaço voluntário em hospitais com a ONG Operação Arco-Íris.

 

Codashop e Coda Payments

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Aritmofobia: 4 estratégias para aprender matemática sem medo

Especialista em neurociência e responsável pela Atenção Pedagógica da Smartick Brasil, Eduarda Alves dá dicas de como lidar com aritmofobia e o medo da matemática



Não é segredo que desde cedo é essencial que as crianças se conscientizem da importância da aprendizagem da matemática, não apenas para o estágio escolar, mas para a vida. No entanto, há pessoas que sofrem de uma condição chamada "aritmofobia", o medo irracional e descontrolado em relação aos números e à matemática. O medo é na verdade uma ansiedade desproporcional em relação aos números que se apresenta no desenvolvimento educacional das pessoas.

"Pais e professores desempenham um papel importante no ensino da matemática para que os alunos aprendam a amar uma das disciplinas que há muito tempo tem sido o "bicho-papão" das salas de aula. O medo é herdado, então frases como ‘sou muito ruim em matemática’ fortalecem ainda mais, mesmo que inconscientemente, para que as crianças tenham medo da disciplina.” comenta, Eduarda Alves, psicóloga especialista em neurociência e responsável pela Atenção Pedagógica da Smartick Brasil.

Nesse sentido, para evitar o medo gerado em algumas pessoas pela matemática como o suor e o estresse causados pela aritmofobia, a especialista recomenda 4 estratégias para as crianças aprenderem a lidar com os números sem grandes dificuldades:

 

1- Plataformas online

A tecnologia pode ser uma ótima aliada no processo de educação de crianças.Plataformas online com inteligência artificial são uma das estratégias que os pais mais valorizam, já que a personalização das aulas permite que crianças e jovens avancem no seu próprio ritmo e complementem o que aprenderam em sala de aula com pequenas sessões diárias.


2- Utilize os recursos didáticos disponíveis

Fazer uso de recursos didáticos para a prática da matemática é outra estratégia que pais e professores podem usar para incentivar a aprendizagem dos pequenos. Cada aluno aprende em um ritmo diferente, portanto, a "gamificação" tornou-se uma técnica que foi transferida para o campo educacional, a fim de alcançar melhores resultados.

3- Aprenda no próprio ritmo

Praticar e relaxar é outra estratégia recomendada. Todas as pessoas nascem com a mesma capacidade de aprendizagem, só que algumas desenvolvem mais facilmente do que outras.  Por isso, para aqueles alunos que acham difícil, a melhor maneira é praticar para que obtenha melhores resultados, já que com o tempo a tendência é que o aprendizado flua de uma forma melhor. 


4- A matemática do cotidiana

A última estratégia e não menos importante para perder o medo e a ansiedade da matemática, é fazer exercícios em atividades do cotidiano.Um exemplo é quando pais levam as crianças para fazer compras no supermercado, eles podem incentivá-los a fazer os cálculos de peso e custo ou receber a troca de dinheiro quando fazem uma compra.

 

Smartick

Crianças: Alimentação, criatividade e interação familiar são aliadas no combate à obesidade infantil

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Estudo da World Obesity Atlas 2022 aponta que até 2030 o Brasil deve ter 7,7 milhões de crianças obesas


A obesidade infantil cresce mundialmente ano após ano. Segundo relatório divulgado pela World Obesity Atlas 2022, o Brasil deve registrar uma epidemia da doença até 2030, com 7,7 milhões de crianças obesas. O estudo ainda aponta que 23% das crianças entre 5 e 9 anos de idade e 18% dos adolescentes de 10 a 19 anos serão afetados pela condição. Ressalta-se que a obesidade infantil pode provocar problemas de saúde como colesterol alto, pressão alta, problemas cardiovasculares, diabetes, debilitações precoces nos ossos e alergias e infecções e acne na pele.

Por isso, a sociedade precisa reforçar a importância da alimentação saudável junto a esse público, vez que bons hábitos são essenciais no combate à doença. Para que crianças e adolescentes tenham uma dieta balanceada em nutrientes e saborosa, é fundamental inserir frutas, verduras, legumes, grãos, tubérculos e proteínas – animais ou vegetais – no cardápio. Por outro lado, alimentos processados e ultraprocessados devem ser evitados.

“É importante também valorizar o ato de comer à mesa, aliviar tensões e evitar discussões durante a alimentação, fazendo das refeições momentos agradáveis. Ainda, é importante cuidar da apresentação e de como o alimento será oferecido para que gere interesse e aceitação no consumo”, explica a nutricionista Thalita Soares.

É crucial incentivar, em casa, um diálogo sobre a alimentação, para que as crianças possam entender a importância de se optar por itens saudáveis. Inclusive, a participação dos jovens na criação e montagem da dieta diária e na compra dos ingredientes e preparo das refeições são exercícios que estimulam o prazer no consumo.

“O planejamento permite clareza e entendimento da rotina alimentar, programando quais refeições serão realizadas e quais alimentos precisam ser adquiridos e preparados. Evoluindo nessa etapa, podemos planejar de que forma os alimentos podem estar pré-preparados na despensa, geladeira ou congelador, para facilitar o dia a dia”, acrescenta Thalita.


Rotina acelerada dos pais x alimentação adequada para os filhos

A nutricionista ainda destaca como ponto de alerta: “Sem a atenção adequada da família, quando as crianças apresentam sinais de fome, alimentos industrializados acabam sendo ofertados pela aparente praticidade, mas sem valor nutricional”.

Contudo, atualmente é possível encontrar com facilidade no mercado e até mesmo online, produtos práticos, que ajudam na correria do cotidiano, mas com alto valor nutricional. Um exemplo são as linhas da Vapza, com alimentos cozidos no vapor, o que mantém todas as características e propriedades intrínsecas ao produto, como textura, sabor e cor, e embalados a vácuo, dispensando a necessidade de conservantes e garantindo o frescor.

Pensando nas crianças e adolescentes, a empresa conta com a linha Marvel, com caixas estampadas com super-heróis como Hulk, Thor, Capitão América e Homem de Ferro, a fim de realmente despertar a curiosidade e atenção do público infantil. Os pratos disponíveis, que já vêm prontos e só precisam ser aquecidos, são: Mix de Arroz e Quinoa Vermelha (Orgânico); Canja com Arroz Integral; Carne Bovina com Legumes; Peito de Frango com Mandioquinha; Feijão Carioca (Orgânico); e Feijão Preto (Orgânico).

“A introdução alimentar de forma equilibrada é determinante na formação de hábitos saudáveis, que deverão ser mantidos na vida adulta, já que a alimentação é responsável pelo crescimento, desenvolvimento fisiológico e manutenção da saúde. Mais do que isso, uma criança bem alimentada e bem nutrida tem maiores desenvolvimentos cognitivos, motores, físicos, emocionais e sociais”, finaliza a nutricionista Thalita.


Tristeza, quem ela é?

Setembro Amarelo foi o mês dedicado à prevenção e combate ao suicídio, oriundo em grande parte da depressão. Por este motivo, resolvemos escrever sobre a TRISTEZA. O que ela é e move em nós? Por que nos atinge? Diariamente somos acometidos por uma insatisfação em virtude de sentimentos e situações diversas, onde o descontentamento costuma nos atingir e fazer com que não demos o devido valor à beleza de tudo que possuímos: como a saúde, o carinho e a companhia das pessoas que apreciamos, a presença de um amigo, o amor, aquilo que às vezes não se repetira no dia seguinte, afinal a vida é repleta de ciclos que se iniciam e terminam. 

Chego à conclusão de que a tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano e de que sua presença é a certeza de que um dia a alegria existiu, que para sermos capazes de entender tanto uma quanto a outra é preciso senti-las.

Nomearei a tristeza de “amiga fiel”, que caminha próxima às boas lembranças e memórias. Ela chega, senta-se ao nosso lado, nos faz companhia e em alguns momentos nos abraça. Sabemos que ela está ali, sua presença é quase tangível e não nos abandona, ela anda de braços dados com a ausência e a saudade, de algo ou alguém, que talvez tenha trazido, e ainda traz, marcas avassaladoras em nossas vidas, por este motivo, não a vejo como um “bicho-papão”.

Na maioria das vezes sabemos que o motivo da tristeza estar ali pode ser consequência de fatores externos e profissionais. Pressões por metas e ambiente corporativo toxico podem levar a doenças mentais, burnout e, tristemente, ao suicídio. Antes da pandemia, tais temas eram considerados tabus nas empresas, a grande maioria dos colaboradores tinham medo de falar sobre saúde mental devido as retaliações, mas a pandemia mudou muito este cenário.

Ninguém saiu mentalmente ileso da pandemia, mesmo aqueles que não contraíram a covid ou não perderam um ente querido, vivia em medo constante de ser contaminado. As mídias somente falavam diariamente dos milhões de mortos e este entorno contribuiu para desencadear problemas mentais.

Com o fim da pandemia, falar sobre doenças mentais, burnout e suicídio passou a ser uma constante, afinal, somos humanos e não máquinas sem sentimentos. Entretanto, o mundo corporativo não estava preparado para esta nova cobrança. Ter um ambiente corporativo saudável e ter canais internos para poder livremente falar de problemas mentais sem retaliações se transformou em uma obrigação das empresas.

Colaboradores, principalmente em países de pleno emprego, tem abandonado suas posições ou não aceitam novos cargos ou outras oportunidades sem ter a certeza que o ambiente corporativo será saudável e que a empresa demonstra estar preocupada com estes temas.

A grande questão a ser encarada é como as empresas irão lidar com esta nova demanda dos colaboradores, algumas empresas estão investindo em programas internos voltados à saúde mental, já outras esperam o pior acontecer para tomarem uma ação. Tivemos este ano uma tentativa de suicídio de um jovem de 19 anos que se jogou da janela do próprio escritório onde trabalhava. Fica a pergunta: será que ninguém notava que o ambiente era tóxico? Ou a mentalidade ultrapassada e a velha expressão “somente os fortes sobrevivem” ainda era parte do DNA desta empresa?

Sim, temos um novo aspecto para trabalhar dentro das empresas, algo que não pode ser somente delegado para o Departamento de Recursos Humanos, trata-se de um assunto multidisciplinar e voltado para o comportamento da alta direção, que deve colocar nas pautas das reuniões um indicador-chave de performance sobre tais temas e monitorar a evolução ou involução do ambiente corporativo. Ademais, não basta estar no papel, programas internos devem ser criados e implementados urgentemente, mas, principalmente, treinar os líderes sobre estes temas de forma técnica e cortar na raiz qualquer tipo de “bias” ou preconceito contra estes.

Sendo assim, cada vez mais, as empresas serão avaliadas pelo seu ambiente interno e somente as que enfrentarem os problemas olhando diretamente nos olhos destes irão conseguir ter colaboradores felizes, produtivos e colaborativos.

 

Patricia Punder - advogada e CEO da Punder Advogados Thiago Penna, gestor regional de pessoas e projetos e professor em Diversidade, Equidade e Inclusão.


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