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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Roche Diabetes Care lança websérie e oferece capacitação médica por streaming

Roche Diabetes Webserie conta com oito episódios e traz experiências e histórias reais de profissionais de saúde


Com o objetivo de proporcionar educação médica em um formato moderno, leve e cheio de experiências reais do dia a dia do médico dedicado ao tratamento do paciente com diabetes, a Roche Diabetes Care lança um streaming de educação médica. A iniciativa marca o pioneirismo da companhia ao oferecer capacitação médica no formato de narrativa - bem diferente das aulas tradicionais - com vídeos disponíveis on demand, ou seja, que podem ser assistidos no streaming a qualquer momento e ordem.

A série de estreia tem o título "Antes e Depois Dela" e aborda as principais questões sobre a terapia de bomba de insulina, trazendo depoimentos de importantes endocrinologistas do Brasil. São oito episódios, com até 20 minutos de duração, que contam histórias de transformação com o uso da bomba de insulina.

A websérie contará também com um episódio especial com o médico alemão Ralph Ziegler, um dos pioneiros na terapia de bomba de insulina no mundo. "A iniciativa será essencial para divulgarmos, entre a comunidade médica, como é o início da jornada do paciente que utiliza a bomba de insulina, quais são as condutas médicas para os ajustes que o paciente necessita com a terapia e o papel importante das educadoras de diabetes nesse processo", diz Diego Aguiar, Gerente de Produto IDS da Roche Diabetes Care.

Quinzenalmente, um novo episódio com um médico diferente irá ao ar nesta plataforma , que oferecerá acesso gratuito a todos os médicos cadastrados com CRM. "Com a Roche Diabetes Websérie, queremos oferecer educação médica de forma inovadora, em um formato que privilegia a história do médico em sua jornada com a terapia de bomba de insulina, mostrando como esse tratamento pode transformar a vida de pacientes e suas famílias", finaliza Marina Figueiredo, Gerente Médica da Roche Diabetes Care.

Os títulos dos episódios são: "Preparando o terreno", com Dra. Monica Gabbay; "Admirável mundo novo", com Dra. Renata Noronha; "Laços que nos unem", com Dr. Walter Minicucci e Renata Rosseto; "Enxergando o invisível", com Dr. Márcio Krakauer; "Doce infância", com Dr. Luis Eduardo Calliari; "Espaço para crescer", com Dra. Denise Franco; "Dois caminhos. Um só desejo", com Dr. Augusto Santomauro; e "Passo de gigante", com Dr. Ralph Ziegler.

 

Setembro Laranja contra a Obesidade Infantil

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que para em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. Os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada grupo de três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso no País. As notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, revelam que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso; 9,38% com obesidade; e 5,22% com obesidade grave. Em relação aos adolescentes, 18% apresentam sobrepeso; 9,53% são obesos; e 3,98% têm obesidade grave.

O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, de SP, revela que a obesidade é uma epidemia para toda a humanidade e a prevenção da deve começar o quantos antes, caso contrário o sistema de saúde não conseguirá arcar com as doenças do futuro.

Diversos estudos destacam a importância de uma boa manutenção do peso na primeira infância para reduzir a obesidade na vida adulta e suas consequências negativas. Além do excesso de peso, o problema metabólico traz diversas doenças que podem colocar em risco a vida do indivíduo em qualquer fase da vida. Isso se explica também pela genética, já que a nossa composição corporal é determinada, de 60% a 80%, pela hereditariedade e mais de 300 genes estão envolvidos na regulação do peso. "Outros pontos que também influenciam são o aumento de peso da mãe e a diabetes gestacional, que levam a uma programação metabólica no bebê que faz com que ele tenha piores preferências alimentares, obesidade e síndrome metabólica na vida adulta", conta.


Aleitamento é prevenção

A amamentação previne o alto ganho de peso na infância e o risco de obesidade na fase pré-escolar. "Uma meta análise recente mostrou que as crianças amamentadas apresentam 22% menos risco de obesidade quando comparada àquelas que receberam fórmulas especiais, principalmente após os três meses de vida", destaca.

Segundo o especialista, isso ocorre porque muitas fórmulas prontas são ricas em calorias e proteínas. "Nos primeiros dois anos de vida, o excesso de proteína está associado a uma maior produção endógena de insulina e IGF-1, hormônios ligados à diferenciação das células de gordura e do seu acúmulo. Esse mecanismo é conhecido como ‘programming’ e representa fator crucial para o desenvolvimento da obesidade e suas consequências na vida adulta", explica.


O comportamento dos pais

A prevenção da obesidade também passa pelos atos da família. "Bebês amamentados têm melhor percepção de saciedade do que aqueles alimentados com fórmulas. Isso ocorre também porque muitos pais e cuidadores usam a mamadeira como forma de acalmar a criança, prejudicando o aprendizado correto da auto regulagem da fome", fala.

O primeiro paladar das crianças é adocicado, já que o leite materno também é classificado como mais docinho. Justamente por isso é que o açúcar precisa ser evitado até os dois anos de idade, pois além de ser considerado um alimento estimulante, é um grande gatilho para a compulsão e, consequentemente, a obesidade.

"Com o paladar ainda em formação, os pais precisam se conscientizar de que a criança precisa negar por pelo menos 7 vezes um alimento para então afirmarmos que ela não gosta daquilo. "A primeira recusa deve ser oferecida novamente, por mais 6 vezes e em até outro formato (cozido, cru, amassadinho, em purê, assado ou grelhado). No mais, quanto mais os pais buscarem voltar às origens e oferecer os alimentos na forma mais crua e in natura, é melhor", destaca.

Incluir os pequenos no preparo das refeições também ajuda a desenvolverem um bom relacionamento com a comida e estudos mostram que as famílias que fazem as refeições juntas regularmente têm menos chances de sofrer de sobrepeso e obesidade. "O bebê aprende a se alimentar com os pais e vai ter bons hábitos se os mesmos o tiverem. Famílias que priorizam frutas, verduras, legumes e grãos integrais aos alimentos industrializados têm muito mais saúde e qualidade de vida. Isso se reflete não apenas no presente, mas principalmente no futuro de todos", conclui.

 

Dr Rodrigo Barbosa - Médico graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba com internato médico pelo Hospital Sírio-Libanês - SP. Cirurgião geral pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e cirurgião do aparelho digestivo pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba. Especialista em coloproctologia pelo Hospital Sírio-Libanês-SP .

https://www.drrodrigobarbosa.med.br/

Dia Mundial da Leucemia Crônica (22/9)

 Compromisso com o tratamento é a grande arma para enfrentar a leucemia mieloide crônica


Inibidores de tirosina quinase revolucionaram o prognóstico da doença, garantindo uma expectativa de vida igual a das pessoas que não têm diagnóstico


No próximo dia 22 de setembro é celebrado o Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crônica (LMC), um tipo de câncer caracterizado por alterações na medula óssea que levam à proliferação exagerada de células sanguíneas anormais, mas que hoje é altamente controlável por meio da ingestão de comprimidos orais. A maior parte dos casos ocorre em adultos na faixa dos 50 anos e apenas 4% dos pacientes são crianças. 

Até a virada deste século, os pacientes diagnosticados com LMC tinham uma mediana de expectativa de vida de cinco anos. Mas graças ao uso dos inibidores de tirosina quinase, hoje eles têm expectativa de vida igual a das pessoas livres desse diagnóstico. "Existem casos de evolução mais grave, mas eles são cada vez mais raros”, explica o hematologista do Centro de Oncologia e Hematologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Fábio Pires de Souza Santos. 

Essa revolução no tratamento torna ainda mais evidente a importância de os pacientes aderirem rigorosamente às prescrições medicamentosas e manterem o acompanhamento médico regular para avaliar se as metas terapêuticas vêm sendo atingidas. De acordo com consensos científicos, os médicos observam periodicamente se a medicação indicada vem conseguindo reduzir a quantidade de células leucêmicas a determinados percentuais. Isso é feito até quase zerar as células anormais, chegando a níveis ótimos de controle da doença. 

O hematologista da BP explica que pacientes que seguem essa jornada conseguem controlar a doença até o final da vida, falecendo quase sempre por conta do processo natural de envelhecimento ou em razão de outras doenças. O descuido com a medicação, entretanto, coloca em risco essa estratégica, expondo-os a riscos totalmente evitáveis. Se as metas medicamentosas funcionam como marcadores do sucesso do tratamento, quanto mais o paciente adere ao uso desses remédios, mais sucesso ele obtém com o tratamento, fato comprovado inclusive por estudos científicos.

 

Aderindo à vida

Entre os principais motivos que levam à negligência estão o tempo prolongado do tratamento e alta eficácia dele. “Os anos vão passando e os pacientes se veem completamente livres de sintomas, o que os leva a pensar, erroneamente, que não necessitam mais dos remédios que estão, justamente, favorecendo a saúde. Há, ainda, aqueles que se incomodam com eventuais efeitos colaterais. Mas as interrupções, principalmente as prolongadas, e o uso desregulado e intermitente dos medicamentos podem abrir portas para o retorno da doença, às vezes de forma agravada. Em alguns desses casos é necessário, inclusive, fazer troca de medicamentos”, diz o hematologista. 

A interrupção do uso das medicações é até possível para pacientes que atingiram níveis excelentes de controle da doença por tempo prolongado, muitas vezes com níveis indetectáveis de células leucêmicas. Contudo, essa alternativa só é viável mediante supervisão médica, que vai garantir que a enfermidade não está voltando. Caso seja detectado o reaparecimento das células leucêmicas, será necessário regressar ao tratamento medicamentoso. Cerca de 50% dos pacientes que param o uso do remédio nesse cenário necessitam retornar a ele. 

Atualmente, os inibidores de tirosina quinase já estão na terceira geração, o que indica que existem opções variadas para o tratamento dos pacientes. De acordo com o médico da BP, quanto mais nova a geração, mais potentes eles são. Por outro lado, quanto mais potentes, mais efeitos colaterais podem apresentar, o que requer formas específicas de manejá-los. “Alguns desses medicamentos, inclusive, têm interação com certos tipos de alimentos, o que exige seguir a orientação médica sobre as formas seguras e adequadas de consumo alimentar e dos medicamentos”, diz Fábioç

Com tantos recursos eficazes à disposição, o único risco de comprometer os resultados no cuidado da doença é esquecer-se de tomar o remédio ou interromper o uso, seja lá qual for o motivo. 

Esqueceu ou parou por algum motivo de força maior? A recomendação é retomar o uso regular prontamente, pois esse é o melhor caminho para se beneficiar da revolução do tratamento leucemia mieloide crônica, um dos maiores exemplos de sucesso da medicina moderna.

 


BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo 

 

ANAD alerta para redução do controle do diabetes durante a pandemia

Mudança na rotina dos pacientes, com redução da atividade física e menor frequência na dosagem dos níveis de açúcar no sangue podem ter reduzido o controle da doença no país durante pandemia

 

O isolamento social e a dificuldade de acesso aos serviços básicos de saúde em mais de um ano e meio de pandemia da COVID-19 afetaram os pacientes com doenças crônicas, que não puderam manter o nível ideal dos tratamentos. Um exemplo são as pessoas com diabetes, doença que afeta cerca de 17 milhões de brasileiros. O Brasil é hoje o quinto país em incidência de diabetes no mundo.

Tanto para a diabetes tipo 1 como para a diabetes tipo 2, é fundamental que o paciente siga uma rotina de cuidados em relação à alimentação, ao uso de medicamentos e controle de glicemia, que não podem parar em tempos de Covid-19. No entanto, de acordo com o médico endocrinologista Fadlo Fraige Filho, presidente da ANAD (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes), essa rotina foi muito prejudicada durante a pandemia. "Notamos uma redução da atividade física e a piora no controle dos níveis de açúcar no sangue dos pacientes, dois fatores importantes para o acompanhamento do quadro clínico e para evitar complicações e internações hospitalares", destaca.

Segundo ele, o diabetes pode trazer múltiplas complicações quando não é tratado adequadamente e controlado. Entre elas a hipertensão, a insuficiência renal, a arteriosclerose e o aumento da gordura no sangue, que pode levar ao infarte ou ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), entre outros. Ele recomenda que os pacientes procurem seu médico a cada três meses para que possam refazer os exames clínicos de controle da doença. "Só por meio desse acompanhamento médico é possível detectar se há alguma complicação e qual o tratamento mais adequado para o diagnóstico", afirma.


Comunicação é aliada do tratamento

O endocrinologista ressalta ainda que o diabetes é conhecido como doença silenciosa e que a prevenção é uma ferramenta poderosa contra a enfermidade. "Conscientizar, orientar e esclarecer é uma arma importante nesta luta para salvar vidas e evitar as graves complicações".

Esse é um dos motivos pelos quais a ANAD se uniu à farmacêutica Genomma Lab para criar a campanha de conscientização "Dialogue a Diabetes", que tem o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre o diabetes e sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

A iniciativa, lançada em junho deste ano, conta atualmente com filmes na TV Aberta. São 10 vídeos educativos com diferentes abordagens sobre o diabetes, que contam com a participação do Dr. Fadlo Fraige Filho e o jornalista Tom Bueno, diagnosticado com diabetes tipo 1 há 15 anos. Os vídeos podem ser acompanhados na grade de programação da TV Record, parceira na divulgação da Campanha e no canal do Youtube da ANAD. Para assistir o primeiro vídeo, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=6clsK6p-p3E.


Movimento dedicado aos colaboradores

Para engajar seus colaboradores com a campanha, a Genomma Lab está promovendo ações de endomarketing com foco na prevenção da doença por meio da busca por uma vida mais saudável. Para isso, a empresa lançou uma campanha estimulando desafios de condicionamento físico e alimentação. Neste mês, por exemplo, foi criado o calendário "Desafio Vida Saudável" para que os funcionários possam incluir diariamente as suas atividades físicas e o tempo dedicado a elas. É um estímulo para lembrá-los sobre a importância da prática de esportes para a saúde.

 


Genomma Lab


Estresse aumenta risco de AVC

Estudo avaliou situação em pessoas com pressão arterial normal; Rede Brasil AVC alerta para a importância da prevenção


Adultos com pressão arterial normal e altos níveis de cortisol (hormônio do estresse) são mais propensos a desenvolver pressão alta e a sofrer eventos cardiovasculares – como o AVC (Acidente Vascular Cerebral) – em comparação a aqueles que tinham níveis mais baixos, de acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na Hypertension, um jornal da American Heart Association, e na revista científica Circulation. Outro ponto levantado é que os jovens são mais propensos a desenvolver essas condições.

Ao acompanhar por 13 anos (entre 2005 e 2018), 412 adultos com idades entre 48 e 87 anos, e pressão arterial normal, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a elevação do cortisol no sangue pode causar pressão alta nos próximos dez anos. Além disso, dobrar os níveis desse hormônio aumenta em 90% o risco de se apresentar um problema cardiovascular.  

O AVC acontece quando os vasos que levam o sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a morte da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É a segunda maior causa de mortalidade no Brasil e estudos indicam que uma em cada quatro pessoas terá a doença ao longo da sua vida. “Durante um evento desse tipo, cerca de 1,9 milhões de neurônios morrem por minuto”, explica a neurologista, presidente da Rede Brasil AVC e presidente-eleita da Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization), Sheila Cristina Ouriques Martins.

Entre os sinais de alerta mais comuns estão: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão, no equilíbrio, na coordenação, no andar; tontura e dor de cabeça súbitas, intensas, sem causa aparente.  “A identificação precoce dos sintomas de AVC e o tratamento médico imediato em um Centro de AVC intensifica consideravelmente a recuperação. O socorro ágil evita o comprometimento mais grave que pode deixar sequelas permanentes, como redução de movimentos, perda de memória, prejuízo à fala e diminui drasticamente o risco de morte”, fala Sheila.

A especialista ressalta que a adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC. “Com práticas simples, 90% dos casos de AVC poderiam ser evitados, como por exemplo, não fumar; não consumir álcool; manter o peso ideal e uma alimentação saudável; beber bastante água; praticar atividades físicas regularmente e manter a pressão sob controle.


Atenção Primária

Neste mês, foi iniciado o projeto executado pelo Hospital Moinhos de Vento, através do PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional, do Sistema Único de Saúde), que visa engajar os agentes de saúde, enfermeiros e médicos da Atenção Primária no combate à doença.

“A Atenção Primária é a porta de entrada do SUS e atende até 80% dos problemas de saúde da população, sem que haja a necessidade de encaminhamento para os especialistas. Por isso, é um instrumento de grande valor no combate ao AVC e tantos outros problemas de saúde”, pontua a médica.

Inicialmente, a ação envolverá oito unidades de Estratégia de Saúde da Família em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, expandindo-se para outras 60 unidades em todo o país. Entre as ações previstas no projeto, estão a implementação de programa de detecção de fatores de risco na comunidade, com encaminhamento para tratamento dos fatores de risco, além de classificação de risco de AVC e doença cardiovascular através do aplicativo para celular “Riscômetro de AVC”.

Também já está em execução a campanha “Combatendo o AVC”, coordenada nacionalmente pela Rede Brasil AVC. A campanha acontece todos os anos próximo ao dia 29 de outubro – Dia Mundial de Combate ao AVC. “Prevenir sempre será melhor do que remediar, por isso, todo trabalho e soma de esforços, da prevenção ao atendimento agudo, é de extrema importância”, conclui a Sheila.

 

 

Rede Brasil AVC

http://www.redebrasilavc.org.br/


Dia Mundial do Alzheimer: os sintomas iniciais e os cuidados paliativos

2021 marca o 10º ano da campanha Setembro: Mês Mundial da Doença de Alzheimer, uma iniciativa global que objetiva desafiar o estigma e a desinformação que ainda envolvem a demência. Em 21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a Alzheimer Disease International (ADI) lançará seu Relatório Mundial de Alzheimer que, neste ano, se concentrará no aspecto do diagnóstico, levantando questões importantes para sistemas de saúde, governos, gestores e pesquisadores. 

No Brasil, cerca de 1,2 milhão pessoas vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões de pessoas. Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, os números poderão chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população. 

“O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura. Atinge, em geral, pessoas acima dos 65 anos de idade. Essa é a forma mais comum de demência no idoso. Estudos mostram que a doença está relacionada ao acúmulo no cérebro de placas formadas pela proteína beta-amiloide. Sua aglutinação entre os neurônios impede a transmissão de sinais, prejudicando toda a atividade neural”, afirma Dr. Adiel Rios, mestre em Psiquiatria e Psicologia Médica pela UNIFESP e pesquisador do Instituto de Psiquiatria da USP.

 

Sintomas iniciais

Nas fases iniciais, os sintomas mais importantes são as falhas progressivas de memória em relação a fatos recentes. Já os fatos antigos, ficam preservados. “A pessoa pode se lembrar detalhadamente de fatos que ocorreram há 50 anos, mas não se lembra de algo que aconteceu ontem, ou há poucas horas. Muitas vezes, faz a mesma pergunta repetidamente, ouve a resposta, mas logo se esquece e pergunta de novo”, explica o psiquiatra. 

A medida que a doença progride, a pessoa começa a ter dificuldade para se orientar no tempo e espaço. Ela pode ir a um lugar que já frequenta sempre, mas acaba se perdendo na rua ou esquecendo o caminho de volta para casa. Outros sintomas são alterações do sono, agitação ou apatia, e até quadros psicóticos. “Na fase final da doença, o paciente perde a capacidade de se expressar, não reconhece nem os familiares e não consegue mais cuidar de si mesmo, demandando a presença de cuidadores em tempo integral”, alerta Adiel Rios. 

Outros sinais importantes:

– Diminuição da capacidade de juízo e de crítica

– Dificuldade de raciocínio

– Colocar coisas no lugar errado

– Alterações frequentes de humor e comportamento

– Mudanças na personalidade

– Perda da iniciativa para realizar tarefas

 

Tratamento

Apesar de ainda não haver cura para a doença de Alzheimer, já existem opções de tratamento: medicamentos (disponíveis nas farmácias do SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional e controle de doenças crônicas, como hipertensão arterial, hipercolesterolemia e diabetes, que podem causar lesões vasculares e agravarem o quadro. 

“O Alzheimer tem um caráter progressivo e apesar das medicações anticolinerterasicas reduzirem os sintomas, ainda não são capazes de barrar o avanço da doença. Uma das alternativas que está sendo estudada é a prática de exercício aeróbico como meio de frear a evolução do Alzheimer. A pesquisa foi publicada em formato de estudo piloto no Journal of Alzheimer’s Disease, sinalizando que esta atividade física pode intervir na doença e preparar o terreno para estudos futuros que possam corroborar com a ideia inicial”, conclui o psiquiatra Dr. Adiel Rios.

 

Setembro verde: projeto de transplantes do PROADI-SUS salva vidas de crianças recém-nascidas

 Doação de parte do fígado salvou a vida de 72 crianças em 2020; líder do projeto pelo Hospital Sírio-Libanês fala sobre transplante hepático pediátrico

 

O TransPlantar, iniciativa conduzida pelo Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) do Ministério da Saúde, é responsável por realizar transplantes de fígado e intervenções cardíacas a pacientes de todo o país atendidos pelo SUS, além de dar apoio em todas as etapas do processo de reabilitação intestinal. Além disso, é responsável por quase 40% dos transplantes pediátricos no país: só em 2020, a iniciativa salvou a vida de 72 crianças.

Em 25 de junho deste ano, foi a vez de Maísa Kivia, hoje com 11 meses: natural de Catalão, no interior do Goiás, a menina estava em seu terceiro mês de vida quando foi diagnosticada com atresia de vias biliares, uma doença do fígado e ductos biliares que ocorre em recém-nascidos e faz com que a bile se acumule no fígado, podendo levar à lesão hepática irreversível.

A mãe, Alba Kivia, relata que a menina foi encaminhada ao Hospital Menino Jesus, para iniciar seu tratamento pelo projeto TransPlantar. Assim que foi constatada a necessidade do procedimento, seu marido se candidatou imediatamente para doar parte de seu fígado à filha, mas a detecção de um tumor impossibilitou a cirurgia. Enquanto buscavam por uma nova opção, o quadro clínico da menina se agravou consideravelmente e foi por meio de uma campanha nas redes sociais que encontraram a nova doadora: a filha de uma amiga da família.

"O transplante foi autorizado em quatro dias, mas nesse intervalo, Maisa teve mais uma piora e precisou ficar internada por cinco dias, sendo alimentada por sonda. E tudo poderia acontecer com ela a qualquer momento. Quando a cirurgia foi realizada, ela tinha apenas 1% do fígado funcionando. Cheguei a pensar que iria perder a minha filha, mas hoje é outra criança", relata, emocionada.


Jovem doou parte do fígado à sobrinha

Em maio deste ano, a família de Júlia Franchini, de um ano e meio, comemorou um ano do transplante de fígado também realizado por meio do TransPlantar. Em uma história similar a de Maísa, Júlia começou a apresentar a pele amarelada com dois meses de vida e logo precisou de internação. Sua tia e madrinha Vitória Franchini, de 22 anos, se ofereceu como doadora assim que o cunhado, pai da menina, precisou interromper os processos após ser diagnosticado com tuberculose.

Vitória relata que a sua cirurgia foi rápida e sem complicações. A de Júlia, no entanto, teve oito horas de duração, tornando o dia memorável pela angústia e pelo medo de perder a afilhada. Apesar do sucesso do procedimento, a menina precisou permanecer internada por mais um mês após complicações do pós-operatório, além de algumas semanas por confirmação de coronavírus. Apesar do susto, dois meses depois Júlia estava em casa, saudável.

"A gente tinha muito medo no início, porque ela era muito nova, mas começou a engatinhar logo depois e não teve nenhuma sequela. Hoje, ela é um bebê completamente saudável. A rapidez da mudança do corpo dela foi brutal, quando ela recebeu o fígado saudável parecia que tinha virado uma chavinha. Ela estava inchada e amarela, era muito ruim olhar, dava vontade de chorar. A gente não podia pegá-la no colo. E, então, ela parecia totalmente saudável, que tinha acabado de nascer. É muito gratificante viver isso", conta.


Desafios do transplante hepático pediátrico

O Dr. Eduardo Antunes Fonseca, do departamento de Serviço de Transplante Hepático do Hospital Sírio-Libanês e um dos líderes do projeto TransPlantar, explica que diversas doenças podem motivar o transplante hepático. Em adultos, a principal causa é a doença hepática crônica em decorrência da hepatite C, além de outras causas como cirrose pelo álcool, esteatose hepática etc. Nas crianças, a principal indicação é a atresia de via biliares, que acomete recém-nascidos em decorrência de uma obstrução de ductos biliares que causa cirrose, se não tratada a tempo.

No entanto, o procedimento pediátrico traz inúmeros desafios. "Poucos centros no Brasil e no mundo fazem transplantes em crianças de baixo peso (abaixo de 10kg). O principal desafio é a dificuldade da reconstrução vascular de veias e artérias de pequeno calibre nesta população pediátrica. Além disso, existem questões como a gravidade destes candidatos, que chegam para o transplante desnutridos e com risco maior de mortalidade enquanto aguardam", explica.

Fonseca ressalta, ainda, que um trabalho publicado pela equipe do hospital em agosto deste ano na revista Pediatric Transplanation mostrou que os resultados dos transplantes pediátricos tiveram resultados similares antes e durante a pandemia. "Desta forma, concluímos a segurança da atividade de transplante hepático pediátrico durante a pandemia. Isto evidencia que as doenças não podem ser negligenciadas durante a pandemia com risco de progressão da doença e de mortalidade. Isto foi conseguido graças à construção de fluxos seguros nos hospitais, minimizando os riscos para estes pacientes", conclui.


Setembro verde

As histórias de Júlia e Maísa fazem parte dos 89.558 transplantes realizados no Brasil nos últimos dez anos e dos 3.195 só do primeiro semestre de 2021 - dados do Registro Brasileiro de Transplantes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Ainda de acordo com a ABTO, em dezembro de 2020, o país contava com 43.643 pessoas aguardando o surgimento de um doador para passar pelo procedimento.

Do total de potenciais doações, cerca de 40% não têm autorização da família, e outros 10% são perdidos por falhas no manejo clínico do paciente em morte encefálica. Neste contexto, a campanha Setembro Verde tem como objetivo sensibilizar a população para se declarar doadora de órgãos e tecidos. Para ser um potencial doador, não é necessário deixar algo por escrito, mas é fundamental comunicar o desejo, visto que, em casos de morte encefálica, é a família quem tem a decisão final.

"Não estou vivendo um luto hoje, porque alguém se entregou para poder salvar uma vida em um ato de amor. Não mudou só a minha, como a de milhares de pessoas que esperaram e ainda esperam por uma oportunidade assim, de ter a vida de um familiar salvo. Não temos muita noção do quanto é importante a doação. Quero conscientizar a quem eu puder sobre a importância de ser doador e dispor às famílias para a doação também. As pessoas precisam saber: a situação é grave, mas que pode e deve ser cuidada", afirma a mãe de Maísa.


O projeto TransPlantar

Iniciativa conduzida pelo Hospital Sírio-Libanês por meio do PROADI-SUS, o projeto TransPlantar dá apoio em todas as etapas do processo de identificação, diagnóstico e tratamento das hepatopatias pediátricas e falência intestinal, realizando transplantes de fígado e intestino, bem como a reabilitação intestinal. O projeto entrega cuidado de excelência com elevado rigor técnico e ainda mais alto cuidado humano e social.

Além da assistência, o projeto também promove a qualificação de profissionais no SUS e realiza intervenções cardíacas. O Sírio-Libanês é líder em transplante de fígado pediátrico e intervivos no Brasil, além de ter uma das maiores casuísticas mundiais em transplante de fígado em crianças.

Além disto, é a única instituição no Brasil a fazer "transplante dominó" de fígado pediátrico para crianças portadoras de leucinose. Por fim, a iniciativa é responsável por quase 40% dos transplantes pediátricos no país e, no último ano, capacitou seis instituições; treinou 52 profissionais; realizou 72 transplantes pediátricos de fígado; dois procedimentos cardíacos; e três implantes de dispositivo de longa permanência.


Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde - PROADI-SUS, https://hospitais.proadi-sus.org.br

 

Do varejo à tecnologia: dez empresas que utilizaram seus recursos para minimizar impactos da pandemia

Após um ano e meio de distanciamento social, relembre as iniciativas de companhias que não pouparam esforços para ajudar a sociedade no combate à Covid


A solidariedade se mostrou uma grande aliada na pandemia, independentemente de qual fosse a área ajudada e também fez (e ainda faz) a diferença quando falamos de iniciativas para auxiliar no combate ao coronavírus. Neste mês de setembro, o Brasil completa um ano e meio de pandemia, desde que o isolamento social foi decretado em março de 2020.

Neste cenário, empresas dos mais diversos segmentos e portes se mobilizaram e colocaram em prática projetos e ações que ajudaram a contribuir de alguma forma para a diminuição do impacto da Covid-19 no país. E, para relembrar, listamos algumas companhias que se esforçaram para auxiliar a população com as mais diversas iniciativas durante a pandemia do coronavírus:



Nubank
O Nubank criou um fundo de R$ 20 milhões para apoiar seus clientes em atendimento médico e psicológico remoto via vídeo, pedidos de supermercados e farmácias, entre outros serviços. A empresa segue praticando ações para minimizar os impactos do coronavírus na vida financeira de seus clientes, avaliando casos relativos a empréstimo pessoal e pagamento da fatura estão em canais de atendimento.



Positivo Tecnologia
A Positivo Tecnologia a companhia mobilizou suas equipes no Brasil, China e Taiwan, negociando prazos e preços de peças específicas para aumentar a capacidade de produção de ventiladores pulmonares da empresa Magnamed no Brasil. O projeto entregou 6.500 unidades do dispositivo ao Ministério da Saúde em tempo recorde. Além disso, apoiou a Hilab, empresa que realiza testes digitais para identificar anticorpos reagentes ao coronavírus. A colaboração permitiu aumentar a capacidade de produção para 20 milhões de testes por mês. O teste rápido de sangue, fornece o resultado - se a pessoa está ou não com o vírus - em apenas 10 minutos.
Para além dos esforços tendo a tecnologia e sua expertise como foco, outra importante iniciativa foi a doação de 60 cilindros de oxigênio, com capacidade de 50 litros, feita pela Positivo Tecnologia a instituições públicas de saúde da região metropolitana de Manaus (AM), em meio à crise de falta de oxigênio na região. Além disso, ajudou a diminuir as barreiras no processo de vacinação, com adesão ao Movimento Unidos pela Vacina. Por meio do projeto idealizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, a Positivo Tecnologia doou computadores a secretarias municipais de saúde, após o levantamento da necessidade desses equipamentos para que os dados de imunização se mantivessem atualizados.



McDonald’s
A rede de restaurantes fast food doou, durante um fim de semana, refeições para profissionais da saúde no estado de São Paulo, projeto foi expandido para uma semana por meio do programa Bom Vizinho, oferecendo a alimentação para 29 instituições em 22 cidades. A empresa ultrapassou a marca de 50 mil combos entregues a quem estava na linha de frente do combate ao novo coronavírus. A campanha refletiu o caráter humano empregado no dia a dia da empresa, em mensagens de apoio e agradecimento enviadas junto com as refeições.



Westwing
Em maio, a Westwing, plataforma de casa decoração e lifestyle, promoveu a campanha solidária "Fome de Ação" em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), para beneficiar as Mães da Favela. Por meio do engajamento dos clientes da companhia, foi possível apoiar as mães, chefes de família e moradoras de favelas, mulheres com dificuldades para prover o sustento de sua casa. A iniciativa arrecadou cestas digitais que puderam ser revertidas também em outras necessidades da família, como o gás de cozinha ou algum alimento de fora de uma cesta básica convencional. Durante o período da campanha, a empresa destinou R$ 3,00 a partir de cada pedido realizado para a ação.



XP Inc.
Por meio da plataforma "Juntos Transformamos", a XP Inc. arrecadou doações destinadas à compra de cestas básicas para repasse a famílias em situação de vulnerabilidade social. A companhia doou R$ 25 milhões que devem ser destinados a ajudar 100 mil famílias na compra das cestas, sendo distribuídas com a ajuda das ONGs Gerando Falcões, Amigos do Bem e Visão Mundial.



Google e Zoom
O Google doou quase R$ 150 milhões apenas no Brasil para aliviar os efeitos da crise no país, o valor foi enviado a companhas de combate à fome, grupos mais impactados e como forma de crédito em anúncios. Além disso, a empresa e o Zoom disponibilizaram ferramentas de videoconferência, antes exclusivas para assinantes, para que empresas e famílias pudessem se comunicar à distância com mais facilidade.



Banco BV
O BV doou R$ 30 milhões e realizou uma campanha para arrecadar recursos que foram destinados à compra de insumos hospitalares e distribuiu itens de primeira necessidade a projetos sociais que já mantinha relacionamento. Adquiriu 50 respiradores em parceria com o governo do estado de São Paulo e entregou auxílios de R$ 300 em Vale-Alimentação a 1.400 famílias em estado de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, atendidas pelo Instituto Reação. Outra grande campanha da instituição financeira foi a arrecadação online realizada por meio da plataforma Abrace uma Causa, em que a cada um real doado por pessoa física, o banco BV doou a mesma quantia, até chegar ao total de R$ 10 milhões de reais. Os valores arrecadados beneficiarão todas as regiões do país, priorizando as localidades mais impactadas pelo novo coronavírus, assim como hospitais, famílias atingidas pela doença e em estado de vulnerabilidade social.



Magazine Luiza
Dentre tantas iniciativas da companhia, a grande rede de varejo doou R$ 10 milhões de reais em equipamentos e outros itens de tratamento da doença. Com o valor, foram comprados respiradores artificiais, leitos, colchões e travesseiros para equipar hospitais públicos e filantrópicos no Brasil. Além disso, a Magalu doou monitores cardíacos para o Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, e ventiladores pulmonares para uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS), que fica na Vila Guilherme, bairro onde está a sede da empresa, também em São Paulo, e para a Santa Casa de Franca, no interior do estado.
Além dessas ações, por meio da Communitas, organização da sociedade civil que promove parcerias entre os setores público e privado, a companhia destinou mais R$ 2 milhões para a compra de ventiladores pulmonares para São Paulo, R$ 1 milhão para a ONG Amigos do Bem e quatro mil colchões e travesseiros para os governos estaduais do Pará e da Bahia.



Banco Itaú
Por meio da Fundação Itáu para Educação e Cultura e do Unibanco, a instituição ajudou na infraestrutura hospitalar e na compra de cestas básicas e kits de higiene doando mais de 150 milhões. O objetivo da empresa foi reforçar que os recursos de grandes companhias são uma forma de apoiar comunidades vulneráveis, auxiliando no tratamento dos doentes e a conter o vírus.
Ao implementar essas iniciativas, as companhias inspiraram novas responsabilidades e uniram forças para minimizar os impactos causados pela pandemia, demonstrando que há maneiras de fortalecer a sociedade, se cada uma fizer sua parte, usando a sua própria expertise e seus recursos.

 


Positivo Tecnologia

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Como estimular a inclusão dos negros no mercado de trabalho?


A inclusão racial no mercado de trabalho ainda é uma realidade distante para muitos. Dados divulgados pela Síntese de Indicadores Sociais (SIS) mostram que os negros enfrentam mais dificuldade de encontrar um emprego do que trabalhadores brancos, mesmo tendo a mesma qualificação. Como resultado, 46% dos negros colocam uma boa colocação profissional como o seu principal objetivo, segundo estudo realizado pela consultoria Mindset e pelo Instituto Datafolha. Por mais difícil que ainda possa ser, importantes incentivos já estão sendo sinalizados como forma de reduzir essa disparidade.

Numericamente, os negros representam cerca de 55% da população brasileira, segundo dados da Rede Brasil do Pacto Global. Mesmo sendo a maioria, apenas 5% chegam a ocupar cargos de liderança. Por muitos anos, a falta de preparo e qualificação profissional foi utilizada como justificativa para tal discrepância – argumento que hoje, se tornou inválido diante de tantas políticas públicas voltadas para este objetivo.

Em âmbito educacional, a Lei de Cotas foi uma das principais criadas até hoje como forma de proporcionar um maior acesso à educação de qualidade pelos jovens negros. Junto com outras políticas públicas, contribuíram para que o número de alunos negros em universidades públicas crescesse quase 400% entre 2010 e 2019, segundo um estudo realizado pelo Quero Bolsa.

Ainda, existem diversos programas e cursos profissionalizantes criados para aperfeiçoar ainda mais essa inclusão. A SEDA College Online, por exemplo, criou em parceria com a DiverX, o projeto Pretos que Voam, idealizado pelo Quilombo Aéreo. Com a proposta de aumentar a diversidade e inclusão dentro do setor aéreo por meio da educação, qualificação e empregabilidade, foram disponibilizadas 12 bolsas de estudos de inglês e outras 12 para espanhol para que os profissionais aperfeiçoassem seus conhecimentos nos idiomas.

Uma base sólida de educação, preparação e qualificação é uma das principais formas de proporcionar uma maior empregabilidade – principalmente, dentre a população negra que, ainda hoje, enfrenta enormes desafios e preconceitos estruturais. Mas, muito mais do que isso, a inclusão deve permear as políticas internas das empresas, com profissionais preparados para acolher e reter esses trabalhadores.

Não à toa, o projeto Pretos que Voam corrobora dessa visão, buscando sempre parcerias que estejam engajadas no mesmo propósito de oferecer incentivos para pessoas negras e pardas, em busca de qualificação para entrarem no mercado de trabalho. Contudo, não há como estimular tal inclusão sem a participação ativa no quadro interno organizacional, junto com ações externas que incentivem e ampliem as oportunidades por meio da educação.

Diante de um cenário ainda mais devastador durante a pandemia, o estímulo à maior entrada desses jovens no mercado de trabalho se tornou ainda mais importante. No caso específico das mulheres negras, sua taxa de participação no mercado de trabalho caiu nove pontos percentuais no primeiro trimestre do ano, quando comparado ao anterior. Foi a maior variação entre os grupos analisados, em um estudo inédito feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS).

São dados preocupantes, mas que, com a devida atenção e preocupação perante as organizações, podem ser revertidos. Não há como negar a forte discriminação que muitos ainda enfrentam. Entretanto, com pequenas ações de incentivo como essas, junto com o devido preparo interno em cada empresa, poderemos finalmente caminhar rumo à maior inclusão dos negros no mercado de trabalho.

 

Tiago Mascarenhas - CEO do Grupo Educacional SEDA.

 

Estudo clínico preserva fertilidade em pacientes com câncer de colo de útero

Técnica cirúrgica, que remove tumores em estágio inicial, foi conduzida em parceria com São Camilo Oncologia


O sonho de engravidar pode se tornar uma realidade para mulheres com câncer de colo de útero, graças a uma pesquisa clínica proposta pela Universidade do Texas - MD Anderson Cancer Center, que contou com a participação de outras instituições, entre elas o São Camilo Oncologia, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. 

A iniciativa tem como objetivo, por meio do estudo ConCerv, avaliar a segurança e viabilidade da cirurgia conservadora, ampliando as chances de preservar a fertilidade da paciente. Os resultados desse estudo foram publicados em um dos mais importantes periódicos científicos da área, International Journal of Gynecological Cancer (acesse aqui o estudo completo).

Segundo o médico do departamento de ginecologia do São Camilo Oncologia Dr. André Lopes, quando a mulher é diagnosticada com câncer de colo do útero em fase inicial, o tratamento habitual para preservação da fertilidade é uma cirurgia com probabilidade de gravidez entre 20% e 50%, além de um risco de perda fetal e parto pré-termo.

“Esse estudo, pioneiro no mundo, tem como proposta realizar uma cirurgia menos radical que o tratamento atual, que, além da infertilidade, também podem causar disfunção urinária, sexual e complicações próprias da cirurgia”, destaca. 

O especialista, que também é um dos investigadores da Pesquisa Clínica do São Camilo Oncologia, afirma que o projeto recrutou 100 mulheres com diagnóstico em estágio inicial de câncer restrito ao colo do útero (tumores de até 2 cm). 

Ele explica que as participantes realizaram uma cirurgia de conização, com preservação do útero. “O procedimento consiste na remoção dos tumores em formato de cone, sem a necessidade de retirar o órgão.”

Feita a cirurgia, as pacientes aguardam por, pelo menos, seis meses, período em que seguem com acompanhamento oncológico para avaliar a possibilidade de recidiva da doença. “Após esse tempo, continua o acompanhamento oncológico, mas pode-se iniciar o projeto de gravidez”, acrescenta. 

Para a paciente Candy Maria Garcia, 36 anos, o sonho de ser mãe só foi possível graças ao estudo. Ela foi diagnosticada com o tumor há três anos, em um exame de rotina. Apta a participar da pesquisa, realizou a cirurgia e foi acompanhada de perto pelos especialistas envolvidos. 

“Saber que seria um procedimento menos agressivo e que conservaria meu útero, pronto para receber um bebê, parecia um sonho diante de um pesadelo”, lembra.

Candy teve sua primeira filha em fevereiro deste ano, dois anos após a realização da cirurgia. Com apoio dos médicos, já planeja a segunda gestação para um futuro próximo.

“Sempre agradeço a Deus por ter me colocado no lugar certo, na hora certa, e por ter colocado os médicos do São Camilo Oncologia em meu caminho, sem isso eu não estaria com meu milagre em meus braços hoje”, conta.

Para o médico, estudos clínicos como este reforçam a importância da pesquisa para o futuro da medicina em prol do bem-estar da humanidade. “Investir na ciência, em busca do constante aprimoramento das técnicas e procedimentos médicos, é parte fundamental para nossa evolução, cujo resultado é a melhoria da qualidade de vida”, ressalta.

“Acredito que eu tenha sido um instrumento para participar deste estudo e possibilitar que muitas outras mulheres se sintam mais acolhidas e fiquem menos angustiadas ao descobrir o diagnóstico do câncer. Apesar da notícia tirar o nosso chão, existem profissionais sempre em busca de meios para que nosso sonho de ser mãe não seja tirado de nós”, finaliza Candy.

Como participar de um estudo clínico?

O São Camilo Oncologia foi um dos hospitais que mais recrutou pacientes para o estudo ConCerv, sendo o único centro na cidade de São Paulo. 

Para fazer parte de uma pesquisa, não é necessário ser paciente da instituição, basta que se enquadre nos critérios estabelecidos pelo Centro de Pesquisa Clínica do São Camilo Oncologia. 

Os interessados devem encaminhar o relatório médico e os exames que comprovam seu diagnóstico para o e-mail recrutamento.pesquisa@hospitasaocamilosp.org.br. Caso o paciente esteja apto a receber o tratamento com segurança, a equipe de recrutamento entrará em contato, agendando uma consulta, onde será feita a orientação e o encaminhamento para o estudo clínico proposto.

Vale frisar que, durante todo o estudo, o paciente receberá acompanhamento assíduo, sempre alinhado ao tratamento padrão, não oferecendo, portanto, quaisquer prejuízos à sua saúde.

 


Hospital São Camilo

@hospitalsaocamilosp


Como os movimentos feministas ocidentais podem ajudar as mulheres no Afeganistão?


Em primeiro lugar, quando analisamos as mulheres no Afeganistão, temos que dissociar o que está acontecendo da crítica à cultura islâmica. Para mim, reduzir toda essa discussão ao ponto religioso parece ser ingênuo e preconceituoso.

 

É essencial entender o que é o Talibã e como ele surge. O Talibã é um grupo extremista cujo objetivo é fazer cumprir uma lei islâmica que age de acordo com sua interpretação.

 

O Talibã esteve no poder no Afeganistão entre 1996 e 2001, marcado por fortes violações dos direitos humanos, especialmente dos direitos das mulheres e crianças.

 

No entanto, é importante lembrar que todas as religiões podem desencadear a formação de grupos extremistas de forma fundamentalista. Nenhuma religião está isenta de interpretar e usurpar seus valores para consolidar grupos extremistas.

 

Além disso, é essencial ter em mente que a agenda política do Talibã não é muito diferente da dos países ocidentais, especialmente dos países latino-americanos, com governos conservadores que não pregam o Islã.

 

Portanto, é tão essencial não generalizar experiências. As mulheres ocidentais nunca saberão pelo que o povo afegão está passando e, portanto, quando nos colocamos à disposição para ajudar, temos que conceber nossas ações reconhecendo que vemos o mundo de um lugar de privilégio.

 

Reconhecer esses privilégios é crucial porque podemos estudar e trabalhar, e não temos ideia de como é não ter mais esses direitos. Além disso, é preciso garantir que essa ajuda não se transforme em uma espécie de colonização e islamofobia.

 

Por isso, sempre recomendo antes de agir, entrar em contato com os movimentos locais para iniciar um diálogo. Mas, antes de mais nada, é preciso ouvir quem sofre com suas demandas ao invés de assumir as necessidades das pessoas a partir de sua perspectiva ocidental.

 

Mayra Cardozo - advogada especialista em Direitos Humanos e trabalha com Empoderamento Feminino.


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