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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Ancestralidade e a relação entre mulheres

 Para que uma mulher possa manifestar sua potência, precisa estar em paz com sua origem, de onde veio e o que trouxe consigo. Sua força também está lá. Tem de escolher o que quer ou não reproduzir. Há crenças limitantes que têm origem na ancestralidade e é preciso lidar com elas, aprender e evoluir com elas. Senão, deixamos de aceitar desafios porque nos mantemos atadas a medos e inseguranças que não nos pertencem. | Maria Barretto

 

Você já falou uma frase e teve a sensação de que ela poderia ter saído da boca da sua mãe? Ou teve uma reação e agiu exatamente como sua avó faria? Sempre que isso acontece, existe um certo estranhamento, mas, na verdade, não há nada mais natural do que reproduzir padrões dos que vieram antes de nós. O ser humano teima em ser independente do que está ao seu redor, mas sua existência é construída a partir de conexões. Além de seu próprio espírito e do corpo social, toda pessoa é também feita de outras, daquelas que vieram antes.

Herdamos um legado de gerações passadas que se manifesta na visão de mundo, nas relações, nos medos e até na sexualidade. A ancestralidade é esse pacote que carregamos, misturando as forças e fraquezas dos homens e mulheres cuja história deu origem à nossa – incluindo aqueles que partiram do mundo muito antes de nascermos. Essa herança não é transmitida apenas pelas pessoas com quem convivemos. Está, também, gravada em nosso espírito e em nosso útero, órgão que carrega nossas memórias ancestrais.

Segundo a terapeuta Patrícia Fox, a conexão com as ancestrais nos leva até uma das mais antigas manifestações do sagrado feminino, “a grande tecedeira”, conhecida também como a “avó aranha” nas tradições dos povos ameríndios. Ela é a criadora de tudo e a protetora da grande teia universal. A figura da avó é de alguém que carrega memórias de várias vidas, as dela e as que vieram antes dela, como as receitas de família registradas em um caderno escrito à mão.

Nos Círculos de Mulheres e nos atendimentos individuais, trabalho com frequência a ancestralidade. Não dá para falar de feminino sem olhar a linhagem de cada uma. Na Bênção do Útero esse é o tema principal de um dos cinco encontros realizados durante o ano. É incrível como aprofundar as investigações sobre os antepassados traz informações úteis para o autoconhecimento e a cura das mulheres, e trabalhar com o útero é uma das possibilidades que elas têm para resgatar essa história e entender alguns padrões de comportamento. A relação entre o órgão e a ancestralidade é tão forte que conheço casos de mulheres que, por meio de trabalhos como Constelação Familiar, conseguiram se curar de doenças como endometriose.

Uma pessoa a que atendi começou a entender o seu padrão de sair com homens casados depois de entrar em contato com suas memórias uterinas. Ela passou a frequentar a Bênção do Útero, mesmo sem saber exatamente o que gostaria de liberar durante o trabalho. O resgate da sua ancestralidade foi entrando em contato com seu útero, nesse campo mais sutil e misterioso. Depois, ela foi para o campo mais racional, de pesquisa e observação, resgatando com seus familiares as lembranças do passado. Decidiu mergulhar na história de sua família. Descobriu que sua bisavó por parte de mãe havia se matado após saber sobre uma traição do marido. Seu avô, filho dela, reproduziu o padrão do pai. Teve vários casos, mas a esposa, sua avó, nunca o deixou por isso. Essa investigação deu mais sentido ao seu comportamento e reforçou seu desejo de agir diferente. Queria mudar um padrão que estava tão presente em sua ancestralidade, reconhecendo que ele vinha de um lugar de vingança e sabotagem consigo mesma. Ao ressignificar sua trajetória e acessar as raízes do seu padrão, entendeu que estava ocupando um lugar de vingar suas duas ancestrais que foram traídas entrando no relacionamento de homens comprometidos. Contando assim, parece simples, mas não é linear. Pode imaginar quantos processos essa mulher viveu?

Por que trabalhar a ancestralidade? Assim como aconteceu com essa mulher, encarar a ancestralidade contribui para criar uma consciência de quais padrões perpetuamos. Alguns mais saudáveis podemos escolher mantê-los, mas outros, mais desafiadores, não farão falta se desinvestirmos deles e os deixarmos. Costumo entregar para os ancestrais o que não quero mais e agradecê-los, pois de alguma forma me serviu. Na prática de ThetaHealing, olhamos para algo que queremos deixar entendendo a sua utilidade para nós até então. Por exemplo, quero me liberar da minha dor nas costas, mas de alguma maneira é aquilo que me ajuda a parar durante o dia, a ter uma pausa para me cuidar e ser cuidada. Então, como posso criar outras formas de parar, me cuidar e ser cuidada, sem precisar sentir dor?

Para que uma mulher possa manifestar sua potência, precisa estar em paz com sua origem, de onde veio e o que trouxe consigo. Sua força também está lá. Tem de escolher o que quer ou não reproduzir. Há crenças limitantes que têm origem na ancestralidade e é preciso lidar com elas, aprender e evoluir com elas. Senão, deixamos de aceitar desafios porque nos mantemos atadas a medos e inseguranças que não nos pertencem. Há travas que temos cuja origem ainda não entendemos. Nunca vivi uma situação que me causasse esse trauma, pensamos. No entanto, a explicação não está necessariamente na sua vida, e sim no que aconteceu antes. Está tudo interligado. É um acontecimento em outra geração que também condicionou essa reação. Por exemplo, uma jovem que pertence a uma linhagem de mulheres que sempre se esforçou para agradar os homens, sem cuidar se estava satisfeita ou não, possivelmente vai se deparar com uma dificuldade de questionar seu companheiro e compartilhar suas necessidades. Emoções negativas, inquietação, excesso de atividade mental e hábitos alimentares pouco saudáveis são indicações de lembranças ancestrais bloqueadas.

Como seres que evoluem, temos a responsabilidade de nos libertar para levar adiante na jornada apenas o que faz sentido para a realidade que queremos criar a nós mesmas. Até porque memórias mal resolvidas se tornam mais resistentes e os problemas se repetem. Se não entendemos como o passado continua a nos dominar, espiritualmente não temos paz.

Trecho do livro Natureza Íntima – Fendas de uma Mulher, de Maria Barretto, publicado pela Primavera Editorial.

 


Maria Barretto - é, antes de tudo, uma curiosa pelos mistérios do corpo, da alma e dos ciclos da mulher. Mãe de Tereza, José e Ana, tem se dedicado profissionalmente ao trabalho com mulheres há mais de dez anos.  Seu trabalho é contribuir para que todas as mulheres mergulhem em uma jornada de autoconhecimento, reconectando-se com o Ser Mulher, trabalhando com o feminino e masculino, e conhecendo mais o próprio corpo, a sexualidade, a natureza cíclica, a criatividade e a capacidade de gerar vida. Usa diversas ferramentas e técnicas como Coaching, ThetaHealing, Cura e Bênção do Útero, Escuta Empática, Sabedoria das Avós da Tribo da Lua, Toque, Anatomia Emocional, Massagem, Oráculos e o uso de Ervas Medicinais.


Primavera Editorial

www.primaveraeditorial.com


Exposição em formato híbrido, presencial e online, ‘Mostra Museu: Arte na Quarentena’ está com inscrições abertas para artistas


Confinement 19, Sazky | Espanha, Madri

O critério de seleção é amplo, contempla desde jovens talentos até artistas já consagrados no circuito das artes visuais, residentes em qualquer região do mundo, e os nomes serão divulgados em março. Feita a seleção, as obras serão exibidas a partir de abril, não apenas na plataforma, como também em mobiliários urbanos de São Paulo, formando uma exposição a céu aberto. Ao final da exposição, o júri composto pela curadoria e pela equipe da Amarello vai eleger artistas para uma premiação em espécie.

Estruturada em dois núcleos, artes visuais e música, Mostra tem curadoria, respectivamente, de Ana Carolina Ralston e co-curadoria do The Covid Art Museum, e Pedro Henrique França.


Criada pela Amarello Projetos Integrados, a Mostra Museu: Arte na Quarentena está selecionando artistas de todo o Brasil que queiram integrar a exposição, centrada na produção realizada durante a pandemia. A ficha de inscrição está disponível no site https://www.mostramuseu.com e as obras podem ser cadastradas até o dia 5 de março nos formatos de vídeo ou imagem, podendo corresponder a variadas linguagens artísticas, como desenhos, esculturas, fotografias, grafites, gravuras, pinturas, poesias visuais, videoarte, colagens, instalações e performances.

Summer 2020, Hugh Kretschmer | USA, California

Além das obras selecionadas via inscrição pela curadora Ana Carolina Ralston, a exposição também conta com trabalhos disponíveis no The Covid Art Museum (CAM) - museu digital que assina a co-curadoria da Mostra Museu e que foi criado no início da pandemia, na Espanha, por Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrer.

Cerca de 200 artistas de países como Alemanha, Brasil, Cuba, Emirados Árabes, Filipinas, Itália, Índia, Líbano, Paquistão e Ucrânia, dentre outros, irão compor a exposição, totalizando as obras selecionadas via inscrições e via CAM. A plataforma traz ainda vídeos com depoimentos dos artistas e informações mais detalhadas sobre os trabalhos que compõem a mostra.

O eixo de música curado por Pedro Henrique França lança luz na produção musical brasileira e apresenta obras realizadas desde o início da pandemia. Artistas terão, a convite do curador, suas criações em uma coletânea sonora da Mostra Museu, disponível na plataforma e via QR Code junto às obras expostas em espaço público.

"A partir da eletrizante onda criativa que turbinou a Internet neste período, viu-se o total brilho da mente humana. Aqueles que se consideravam ou não artistas, criaram. E um pouco do que vimos nascer em um ano tão fatal reuniu-se e, agora, mostra seu rosto em um projeto híbrido, que mistura tecnologia, presença e, claro, arte", reflete Ana Carolina Ralston. "O ar que soprou tanto em 2020 também nos trouxe a criatividade de nos reinventarmos. 2021 começa unindo a arte pelo mundo em um projeto sensível que costura essa sinuosa trama que tem como ponto de partida a nossa transformação", completa.

Yes we do feel a bit caged, Irina Werning | Argentina, Buenos Aires

Segundo Chiara Paim, empreendedora especializada em economia criativa, entusiasta da arte, cultura e inovação e nome à frente da Amarello Projetos Integrados, a Mostra Museu incorpora a tecnologia como dispositivo a serviço da troca entre público, obra e artista, aspecto que reforça o pioneirismo do projeto e seu amplo alcance, potencializado pelo recorte internacional. "Se por um lado toda a situação que estamos vivendo escancarou também nossas fragilidades, por outro, evidenciou saídas coletivas e fortaleceu uma rede de solidariedade e empatia, essenciais para alcançá-las", ela afirma.

No decorrer do período expositivo, a Mostra Museu vai promover uma série de Lives com artistas e curadores. E, no final da exposição, o projeto promoverá uma premiação para artistas selecionados por um comitê composto pelos curadores. Maiores detalhes serão divulgados em breve.

 

Serviço:
Mostra Museu : Arte na Quarentena
Inscrições até 5 de março via plataforma: bit.ly/inscriçõesmostra.
Curadoria: Ana Carolina Ralston e co-curadoria The Covid Art Museum (eixo Arte), e Pedro França (eixo Música)Ana Carolina RalstonThe Covid Art MuseumPedro França
Idealização: Amarello Projetos Integrados
Instagram: @mostramuseu


O cotidiano das pessoas com doenças raras é tema da mostra "Somos Gigantes", na Linha 5-Lilás de metrô

No mês dedicado a reduzir preconceitos sobre os "raros", exposição mostra suas vidas a partir de seus sonhos, para além das patologias

 

Quem são as pessoas com doenças raras e como vivem? A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, e o Instituto Vidas Raras convidam o público a se aproximar da realidade de quem convive com doenças pouco conhecidas.

Na mostra "Somos Gigantes", em cartaz em fevereiro na Estação Largo Treze e, em março, na Estação Adolfo Pinheiro, a adolescente Milena Ribeiro é retratada sorrindo e revela que, apesar das limitações que a doença traz, estuda teatro, canta, dança e vez por outra se arrisca em trilhas. Ela tem epidermólise bolhosa, um diagnóstico recebido na infância que marcou sua pele com cicatrizes pelo corpo e em órgãos internos. 

Os raros não querem ser vistos com piedade, mas com respeito e empatia. Em 10 painéis, eles aparecem em momentos especiais, que não condizem com as ideias preestabelecidas sobre as pessoas com doenças crônicas e graves. "Os raros são gigantes, fortes, e suas vidas não são somente sofrimento e dor", diz Amira Awada, diretora do Instituto Vidas Raras. "Apesar dos muitos desafios e limitações, estão entre nós exercendo diversas atividades, e lutam para seguir a vida com qualidade em busca de seus sonhos".

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, existem pelo menos 13 milhões de brasileiros com doenças raras. O dia 28 de fevereiro é mundialmente dedicado a esses indivíduos, com o propósito de despertar na sociedade um olhar de igualdade e inclusão e, também, servir de alerta para muitas doenças que podem ser evitadas ou melhor controladas a partir de um diagnóstico precoce.

"A mostra é uma oportunidade de trazer para nossos passageiros, além do transporte eficiente, a oportunidade de refletir sobre a importância da participação de cada um na sociedade, valorizar habilidades e estimular práticas inclusivas", diz Juliana Alcides, gestora de Comunicação e Sustentabilidade da ViaMobilidade.

 


Serviço

"Somos Gigantes"

Estação Largo Treze: Até 28 de fevereiro

Estação Adolfo Pinheiro: de 1 a 31 de março


Informações preventivas sobre tumores femininos estão disponíveis, até o final do mês, nos nichos de leitura da Linha 5-Lilás de metrô

Iniciativa, em decorrência do Dia Mundial do Câncer, conta com material produzido e impresso pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

 

Atenta a medidas que promovam a saúde e o bem-estar de seus passageiros, a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), oferece aos clientes, nos nichos de leitura das 17 estações, folders informativos sobre prevenção de tumores ginecológicos - colo do útero, endométrio e ovário.

No Brasil, por ano, há 16 mil novos casos de câncer de colo do útero, segundo o Ministério da Saúde, provocando a morte de mais de 5 mil mulheres. É o terceiro tumor mais prevalente no sexo feminino, atrás apenas do de mama e o de cólon (intestino).

A maioria dos casos - cerca de 70% - está associada à infecção pelo vírus HPV. Uma medida simples, como o uso de camisinhas nas relações sexuais, consegue barrar a transmissão do vírus, o que diminui bastante as chances de desenvolvimento do câncer. Outra forma bastante eficaz de prevenção é a vacina contra o HPV, disponível para homens e mulheres, e a realização anual do exame papanicolau nos serviços de saúde.

Segundo a médica Angélica Nogueira, da SBOC, o acesso a essas informações pode mudar a realidade nacional e permitir que o Brasil cumpra a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicar o câncer de colo do útero até 2030.

"Com o objetivo de colaborar com a proposta da OMS e conscientizar sobre as infecções sexualmente transmissíveis, a ViaMobilidade disponibiliza preservativos aos clientes, de forma permanente, em todas as estações. A essa ação junta-se agora a distribuição do folder com informações sobre os tumores ginecológicos", diz Juliana Alcides, gestora de Comunicação e Sustentabilidade da ViaMobilidade.

Serviço:

Distribuição de folders informativos alertando para o câncer de colo útero: até 28 de fevereiro em todos os nichos da ViaMobilidade



 

Sobre a SBOC:

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa os médicos oncologistas clínicos. Fundada em 1981, atua em diversas frentes, como incentivo à formação e à pesquisa, educação continuada, políticas de saúde, defesa profissional, relações nacionais e internacionais. Diante da importância crescente da especialidade, a SBOC aprimora-se constantemente como agente reflexivo, propositivo, colaborativo e realizador, visando contribuir para o fortalecimento da Oncologia no Brasil e no mundo.


Um momento

 

Onde estará nesses dias macerados
a árvore da alegria humana
que sempre nos deu frutos fartos
agora soterrada em terra insana.

Vai-se diariamente muito
muito sangue, de muitos nossos
irmãos que o último suspiro
fica cravado no balde sem ar, só ossos.

Como repilo as estatísticas.
São números frios de tragédias obscuras
a olhos cerrados de criaturas tísicas.

Salve, Brasil, algum dia  cantaremos,
a Deus, vencida a cruel batalha,
veremos o cristal, a luz, sob a memória falha.

 


Amadeu Garrido de Paula - poeta e ensaista literário, é advogado, atuando há mais de 40 anos em defesa de causas relacionadas à Justiça do Trabalho e ao Direito Constitucional, Empresarial e Sindical. Fundador do Escritório Garrido de Paula Advocacia e autor dos livros: “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”. Ambos à venda na Livraria Cultura


Interesse por serviços esotéricos cresce 107%, aponta GetNinjas

Levantamento realizado pelo app mostra que a pandemia impulsionou a busca por autoconhecimento e mais de 8 mil pedidos foram realizados no último ano


Impulsionados pela busca por autoconhecimento, os serviços esotéricos vem se desvinculando dos estigmas que carregavam. Entre 2011 e 2016, o mercado esotérico cresceu 2% segundo dados da IBIS World; e tudo indica que a pandemia impulsionou o setor já que, para o psicólogo Graham Tyson, as pessoas tendem a buscar a astrologia em períodos de estresse. Mesmo o estudo de Graham sendo de 1982, ele se mostra bem atual. Segundo o GetNinjas, maior aplicativo de contratação de serviços da América Latina, a demanda por serviços esotéricos cresceu 107% no ano passado em comparação com 2019, resultando em mais de oito mil pedidos na plataforma.

Após a virada do ano a demanda continuou a crescer. Só no primeiro mês de 2021 o aplicativo contabilizou um crescimento de 23% em comparação com dezembro de 2020. Em janeiro, cerca de mil pedidos foram feitos. Além disso, ao considerar o período entre o ano passado até janeiro, a plataforma identificou que Tarot, Búzios e Aconselhamento Espiritual foram os tipos de serviço mais demandados. Entretanto, a pandemia mudou a dinâmica das consultas e hoje, 80% dos encontros são realizados no formato remoto.

Para Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas, a expectativa é que a demanda continue crescendo. "O mercado esotérico está cada vez mais popularizado e a internet fez com que pessoas se aproximassem de profissionais do ramo e se interessassem pelos assuntos. Por acompanharmos essa tendência, criamos um novo tipo de serviço relacionado à área: a categoria de aulas esotéricas. O objetivo é conectar aqueles que querem aprender e aqueles que querem fazer consultas com profissionais da área", comenta o empreendedor.

O aplicativo possui cerca de 2 milhões de profissionais cadastrados em todo o Brasil. Para mais informações sobre a contratação de serviços, acesse o site ou aplicativo do GetNinjas.

 

Internet e a deturpação do ser: como a vida virtual está interferindo na realidade?

Pesquisador e doutor em neurociência Fabiano de Abreu revela os impactos do uso excessivo da internet na construção do ser e do comportamento social


A internet vem ocupando a vida das pessoas a cada dia. Ela se tornou fundamental para o trabalho, auxílio para a educação, importante para os meios de comunicação e interação entre pessoas de todo o mundo, e, mais recentemente, se tornou decisiva na formação e no comportamento social. 

Mas, para além do entretenimento online, quais os impactos que a vida moldada pelos padrões virtuais trazem para vida real? 

“Vivemos na era em que os personagens que assumimos nas redes sociais têm mais destaque do que nossas verdadeiras personalidades. Estamos nos tornando uma geração moldada pela internet, em que, o parecer é mais importante que o ser”, afirma o pesquisador e doutor em neurociências e psicologia Fabiano de Abreu. “Venho estudando há algum tempo como a internet pode afetar a sociedade e nossa forma de conduzir nossas vidas através dela. Acredito que hoje vivemos em uma sociedade que se revela em dois lados: o que somos de verdade e o que somos na tela”, detalha. 

Para o especialista, o problema nessa dialética surge quando paramos de dissociar o nosso verdadeiro ser do personagem criado. “Nesse momento em que nos distanciamos de quem somos de fato, há uma perda da razão, e deixamos de ter controle sobre o nosso próprio “eu”, comportamento muito comum no transtorno de personalidade narcisista (TPN)”, alerta.

Abreu ainda explica que, o narcisismo, por já estar “instalado na mente humana”, tem pleno espaço para proliferar na sociedade, tornando-a cada vez mais superficial. 

“Estamos desperdiçando nossa própria existência ao não darmos a devida importância à passagem do tempo. Estamos deixando de produzir algo para nós mesmos, para a sociedade e gastando tempo exibindo uma imagem irreal do que não somos e, provavelmente, nunca seremos”, completa. 

Por fim, o pesquisador afirma que esse comportamento se tornou uma espécie de “ciclo vicioso” que, a longo prazo, pode ser extremamente prejudicial. 

“Uma competição quase inconsistente, num mundo irreal, em que os próprios personagens deixam se fazer juízo de si próprios, para criarem uma imagem que, para eles, é mais relevante do que a de si mesmos. Por conta disso, acreditam ser necessário transmitir um personagem, ou seja, uma “farsa” aos outros”, finaliza.

 


Fabiano de Abreu Rodrigues


PIX paquera: especialista alerta sobre riscos da prática

Leonardo Sant'Anna, especialista em segurança pública orienta usar forma de pagamento apenas para transações financeiras; Pix paquera pode acarretar em fraudes e até assédio 

 

Tinder, Badoo e Grindr. Esses aplicativos são conhecidos por quem gosta de encontrar pessoas novas na internet. Mas, depois do lançamento do Pix, em novembro do ano passado, o mundo dos solteiros ganhou uma nova opção: o PIX paquera. 

A abordagem funciona da seguinte forma: com a chave do Pix em mãos, o conquistador ou a conquistadora faz uma transferência bancária. Na descrição do pagamento, usa o máximo de criatividade que tiver, e manda a cantada em até 140 caracteres. 

Os internautas até criaram uma tabela com o significado de cada valor enviado.

Quem envia R$1 quer dizer “te acho lindo”; mandar R$4 é o mesmo que declarar “tenho interesse”; a transferência de R$10 significa “queria um encontro”; e a remessa de R$19 equivale a um pedido de número de telefone. 

Mesmo sendo uma forma inovadora de se relacionar é importante ter cuidado, já que a maioria das chaves do Pix corresponde a dados pessoais, como CPF, número de telefone ou e-mail, explica Leonardo Sant'Anna, especialista em segurança pública 

"O que surge como uma modernidade de criação brasileira ou até uma cantada mais descolada, não é uma chave de relacionamento, mas uma chave de abertura para contas bancárias, financiamentos no nome das pessoas e até para tirar documentos falsos como se aquela pessoa fosse você. É uma forma bem ingênua nesse momento de entrar em um problema que às vezes não tem saída", disse o especialista. 

Sant'anna também alerta sobre a divulgação do número de celular também traz dores de cabeças. Diversas pessoas poderão mandar mensagens via WhatsApp e o contato pode ser divulgado em sites indesejados, tornando-se vítima de trotes e assédios. 

"Além disso, a exposição do número de celular pode facilitar golpes via SMS e dados bancários e outras informações podem ser roubadas. Por isso, a principal sugestão para estes casos é usar uma chave aleatória, que mesmo se divulgada, não comprometerá nenhum de seus dados pessoais", explica.

 

Pix não é rede social, alerta banco central 

Em nota, o banco central ressaltou a revolução que o PIX trouxe para o mercado e afirmou que o único objetivo da ferramenta é dar mais agilidade às transações financeiras.

A entidade alertou ainda que o Pix “é um meio de pagamento, não uma rede social”. Vale lembrar que não há como bloquear usuários específicos na plataforma, mas é possível remover a chave ou retirar as notificações do aplicativo do banco caso não queira mais ser incomodado.


Independência e superação: idosos aprimoram habilidades para uso de celular em curso online da US

Quem já completou 60 anos pode se inscrever na iniciativa, que está com inscrições abertas e ensina a usar as funções básicas dos dispositivos móveis e de aplicativos que tiveram seu uso disseminado durante o período de distanciamento social


Aos 70 anos, Nely Conceição superou vários desafios nesta pandemia. Ao frequentar aulas remotas na USP, ela descobriu que a luta pela sobrevivência pode ser facilitada com o uso da tecnologia: “Nessa pandemia, que estou em casa, o curso está me ajudando a ter uma atividade. Essas horas que eu fico nas aulas, e depois fazendo as tarefas, são ótimas. Então, está preenchendo bastante o meu tempo e estou adquirindo conhecimentos”.

Gravado com a câmera de vídeo do smartphone de Nely, o relato ajuda a compreender a relevância do curso online Práticas com Tablets e Celulares, que é oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“Antes, o celular para mim era um bicho de sete cabeças”, confessa Claudete Pena, 73 anos. “Hoje, a gente, no dia a dia, precisa de certas coisas como pedir um Uber, um almoço... E se a gente não souber, tem que ficar dependendo dos outros. Realmente, esse curso é bem precioso”, completa.

Gratuita, a iniciativa está com inscrições abertas para duas novas turmas: o módulo para iniciantes é destinado a quem não possui nenhum conhecimento prévio no assunto; e o módulo avançado é voltado para os idosos que já conhecem as funcionalidades básicas do celular ou do tablet. Aos iniciantes serão disponibilizadas 30 vagas e as aulas acontecerão semanalmente às quartas-feiras, de 3 de março a 23 de junho, das 19 às 21 horas. As inscrições devem ser realizadas por meio deste formulário online: icmc.usp.br/e/3df28.

No caso do nível avançado, haverá 20 vagas e as aulas também acontecerão semanalmente às quartas, de 10 de março a 16 de junho, das 14 às 16 horas. Para se inscrever, basta preencher este formulário online: icmc.usp.br/e/e7aa2.

Além de possuir um celular ou tablet próprio – habilitado para navegar na internet e com sistema operacional Android –, outro pré-requisito do curso é ter 60 anos ou mais, acesso à internet e e-mail, pois as aulas serão ministradas a distância via Google Meet. No módulo para iniciantes também é necessário que o idoso tenha o acompanhamento de um tutor durante as aulas, como, por exemplo, um familiar que possa auxiliá-lo presencialmente.

"As pessoas idosas inscritas no curso irão passar por uma avaliação global do processo de envelhecimento e uma avaliação sobre conhecimentos prévios em uso de dispositivos móveis", explica a professora Kamila Rios da Hora Rodrigues, que coordena o curso juntamente com a professora Maria da Graça Pimentel. 

Ensinando e aprendendo – Desde o primeiro semestre de 2015, o curso Práticas com Tablets e Celulares era oferecido presencialmente no campus da USP, em São Carlos. Rapidamente, tornou-se uma das atividades de extensão universitária mais procuradas pela comunidade são-carlense.

No início de cada semestre, no dia em que as inscrições eram abertas, os idosos se sentavam, em fila, à frente do balcão em que aconteciam as inscrições e as vagas se esgotavam rapidamente. Nas tardes de quarta-feira, ao longo do semestre, quem percorria os corredores do ICMC estava acostumado a ver duas salas de aula do bloco 4 repletas daqueles alunos experientes, animados com os novos aprendizados obtidos com a ajuda de tutores, estudantes de mestrado e doutorado que constantemente eram acionados pelos idosos para esclarecer dúvidas.

Então, em março de 2020, uma pandemia exigiu que mantivéssemos o distanciamento social. A professora Kamila tinha realizado apenas duas aulas presenciais. “Um mês depois de interrompermos o curso, comecei a receber várias mensagens nos grupos de WhatsApp dos alunos idosos”, conta a docente. 

Um sinal de alerta no aplicativo: relatos de depressão e de outros distúrbios psicológicos se proliferavam. “Então, convidei os idosos para continuarmos o curso a distância, apenas na modalidade avançada. Nessa primeira tentativa, gravávamos a aula no Youtube e os alunos assistiam quando tinham disponibilidade e nos mandavam as atividades que realizavam em casa. Mas não deu certo, rapidamente eles se desmotivaram porque não sentiam que estavam em um ambiente de aprendizado e de trocas sociais”.

Então, no segundo semestre de 2020, Kamila mudou a estratégia: continuou a oferecer o curso apenas na modalidade avançada, só que dessa vez as aulas tinham horário definido para acontecer semanalmente, via Google Meet. Para realizar os exercícios em casa, os idosos continuavam contando com a ajuda dos tutores que, remotamente, acompanhavam de perto o desempenho de cada um. “Aí deu certo. Eles se sentiram, de fato, parte de algo e os laços continuaram a ser formados entre alunos, tutores e professores”, avalia Kamila.

“No início de cada aula remota, sempre reservávamos um tempo para bate-papo. Permanecíamos duas horas conectados, ensinando e aprendendo juntos. Esse novo formato das aulas foi um desafio para nós e para eles, mas quando a gente notava que eles estavam conseguindo fazer os exercícios, era muito gratificante para todos”. Kamila explica que o aprendizado ficava evidente nas mensagens que os idosos mandavam ao longo da semana, depois de entrarem em um aplicativo como o Spotify, por exemplo, achar uma música do artista predileto, fotografar a tela (tirar um print) e enviar aos professores.

Nem tudo funcionava às mil maravilhas. Um dia, ao simular uma compra em um aplicativo de entrega de comida, uma aluna confirmou a operação “sem querer”. Resultado: Kamila teve que saborear dois escondidinhos de calabresa – e nem era o sabor predileto da professora e sequer hora do almoço.

Um equívoco similar aconteceu durante a simulação do pedido de uma corrida de Uber. Sem perceber, um dos alunos solicitou um carro, mas não precisava ir a lugar algum. Enfim, no final, todos esses contratempos foram resolvidos e renderam boas risadas e muitos ensinamentos. 

De fato, é por meio da repetição de exercícios com aplicativos – e da possibilidade de cometer erros e de se arriscar – que se garante o aprendizado de todos nós, quer sejamos idosos ou não. 

USP 60+ – O curso gratuito e online Práticas com Tablets e Celulares faz parte do Programa USP 60+, promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP. Criado há mais de 25 anos, o Programa proporciona um intercâmbio geracional com os alunos da Universidade, criando um polo de discussão sobre o tema do envelhecimento, com atividades destinadas especificamente a esse público. 


Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC-USP
 

Curso gratuito na USP: Práticas com Tablets e Celulares

Pré-requisitos básicos:

·       ter 60 anos ou mais;

·       possuir celular ou tablet próprio, habilitado para navegar na internet e com sistema operacional Android;

·       ter acesso à internet e e-mail.

Módulo iniciante

·       Pré-requisito adicional: é preciso ter um familiar/tutor para auxiliar o idoso presencialmente durante as aulas.

·       Quando: aulas online às quartas-feiras, de 3 de março a 23 de junho.

·       Horário: das 19 às 21 horas.

·       Link para inscrições: icmc.usp.br/e/3df28.

 Módulo avançado

·       Pré-requisito adicional: já possuir conhecimentos prévios em utilizar o celular ou o tablet – habilitado para navegar na internet e com sistema operacional Android.

·       Quando: aulas online às quartas-feiras, de 10 de março a 16 de junho.

·       Horário: das 14 às 16 horas.

·       Link para inscrições: icmc.usp.br/e/e7aa2.



A escola pode perpetuar desigualdades

 Precisamos cobrar das nossas escolas uma atuação inclusiva como cobramos empresas e marcas


Percebo que grande parte das pessoas estão mais conscientes das mudanças que precisamos fazer na forma como vivemos para diminuir a desigualdade no mundo. Movimentos na internet cobram mais responsabilidade social e ambiental de marcas, empresas e governos. Isso é ótimo! Mas olhar a questão apenas pela perspectiva do consumo e do assistencialismo não é o bastante para mudar o mundo. Por exemplo, quando falamos sobre a escolha da escola do seu filho, você observa e exige a mesma postura consciente e inclusiva que procura nas marcas de produtos que consome?

Queremos que nossos filhos tirem notas altas que garantam vaga em uma boa universidade para que conquistem um bom lugar no mercado de trabalho. Estimulamos uma competição que emula separar os bem sucedidos dos fracassados desde a tenra idade, nivelando todos com uma régua torta e negando a uma boa parte dos alunos o direito de desenvolver suas habilidades. Nossa concepção de escola é exageradamente meritocrática, o que não nos permite perceber como a educação básica é essencial para a verdadeira mudança.

A escola e a família devem ser o primeiro lugar onde as noções de justiça, inclusão e diversidade precisam ser aplicadas para que os jovens cresçam com bons exemplos para replicá-los conscientemente em sociedade. Nenhuma criança é igual a outra, cada uma delas, invariavelmente, vai apresentar facilidades e dificuldades diferentes, e é papel das escolas valorizar e integrar as diferenças para que elas consigam superar seus próprios desafios. Olhar com atenção para essa questão é também uma forma de combater a desigualdade. Uma educação de qualidade precisa ser a base da vivência desse futuro melhor que queremos construir, formando cidadãos conscientes de seu impacto no mundo.

Fora do Brasil, vemos experiências bem sucedidas com estudantes conectados com a realidade social, exercendo trabalhos voluntários como parte do aprendizado de novas competências, como empatia e solidariedade. Em muitos lugares é currículo obrigatório, além de contar pontos para as melhores universidades. No Brasil, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) já adotou habilidades socioemocionais para os currículos, mas ainda é problemático como isso se aplica nas escolas. A verdade é que os educadores têm pouco conhecimento sobre isso, e praticamente não existe um processo ou estímulo à formação continuada para apoiar os profissionais de educação a adquirirem métodos e habilidades a fim de inovar na educação, principalmente na esfera pública.

Não podemos deixar de reconhecer os profissionais da educação que se esforçaram todos os dias para que a maioria não fosse deixada sem ensino durante a pandemia. Tem sido um trabalho heroico, mas não podemos romantizar as péssimas condições de trabalho que ficaram evidentes. Precisamos olhar para toda estrutura que chamamos de escola e agir no coletivo para transformar positivamente as relações interpessoais, trabalhistas e curriculares, de forma a levar mais justiça e igualdade de oportunidades para todos. Não há desenvolvimento real se não nos desenvolvermos todos juntos.

Em 2020, vimos um sistema de educação bastante frágil e desigual sendo abalado. Precisamos agir agora para mitigar as consequências e equilibrar as oportunidades, reinventando as maneiras de aprender e ensinar. Caso contrário, continuaremos a ver um futuro que repete o passado sistematicamente. Acredito que integrar e transformar a comunidade escolar junto aos nossos filhos, construindo modelos equânimes desde a base, seja o melhor caminho para uma mudança social profunda e urgentemente necessária. Tenho esperança, mas não no sentido de esperar que as coisas mudem, e sim, no agir para ser a mudança, como sabiamente nos ensinou Paulo Freire.

 


Carolina Videira - educadora mestre em neurologia e especialista em inclusão para diversidade e fundadora da OSC Turma do Jiló.


Namoro online: atenção aos sinais de alert

 Comportamentos indicam que a relação não sairá do mundo virtual


Começar um relacionamento online tem sido a preferência de muitos nos últimos anos. É possível traçar o perfil do parceiro ideal, o ambiente é seguro e permite que a relação se aprofunde antes de sair do mundo virtual. A plataforma sugar, MeuPatrocínio, responsável por unir homens com perfil de sugar daddymaduros, poderosos e bem sucedidos - à sua baby – jovens atraentes em busca de segurança emocional e financeira-, faz alguns alertas sobre comportamentos que indicam que a relação não dará certo. São sinais válidos para todo tipo de namoro online:

  • Você não consegue acessar o perfil dele nas redes sociais, tudo é privado. O que há para esconder? Ele evita questionamentos mais pessoais e não quer revelar muito sobre a sua vida;
  • Só uma foto no perfil e que, tudo indica, foi tirada há muito tempo. A autoestima pode estar baixa ou a descrição do tipo físico não corresponde à realidade;
  • Ele some de repente, interrompe a conversa sem dar explicações e reaparece de madrugada como se nada tivesse acontecido;
  • Você recebe mensagens que poderiam ser escritas para qualquer pessoa. Não há nada de mais íntimo ou dirigido especialmente a você;
  • Ele vai enviando mensagens, uma após a outra, até obter uma resposta sua e você se sente na obrigação de responder a todas. Cuidado com pessoas obsessivas!
  • Todas as trocas de mensagens têm um sentido dúbio, tudo tem conotação sexual e é motivo para pedir ou enviar nudes;
  • Tenta impressionar você: está sempre exausto porque o trabalho exige muito dele, fala das últimas férias esquiando em uma estação fantástica e caríssima, o carro importado que deu problema, a lancha que está parada há meses;
  • Não explica com o que trabalha. Diz que é um empreendedor, mas não menciona o tipo de negócio e nem gosta de tocar no assunto. Talvez tenha dificuldade para confessar que está desempregado;
  • Sempre há um pretexto para que o encontro não aconteça: a mãe doente, viagem de última hora, amigo precisando de apoio. Uma, duas, oito vezes! Ele insiste em manter o relacionamento exclusivamente na esfera virtual;
  • Quando finalmente concorda em encontrar com você, marca em um lugar distante, em um bar ou restaurante com pouco movimento. Sinal de que não quer ser visto por algum conhecido e de que há algo a esconder.

Se perceber a reincidência de alguns desses sinais, fique alerta. Não os ignore e muito menos perca tempo em um relacionamento que, evidentemente, não tem futuro.

 


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