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sexta-feira, 15 de março de 2019

O adolescente e o crime



Parece impossível compreender como alguém pode cometer assassinato em massa, principalmente quando crianças e adolescentes estão envolvidos. Nossas perguntas são sempre as mesmas, como pode fazer isso, qual a motivação e como evitar?

Esse não saber sobre o outro, sua forma de pensar e agir nos incomoda, ao mesmo tempo que nos faz buscar justificativas sempre distantes do nosso modo de viver e agir para atribuir a atos criminosos. O criminoso é assim visto como um “louco”, irracional ou um ser oposto a mim, que não pensa como eu, não tem a mesma ideologia, não segue os mesmos princípios ou tem desvios.

A psicanálise pode ser um acalanto em certas explicações, mas pode ser também dura, pois implica o sujeito. Para a psicanálise não adianta nada jogar a culpa no mundo e não enxergar aquilo que é próprio do sujeito nesta produção social.

De certo, sabemos que a adolescência sempre se encarregou das transgressões sociais e das transgressões das regras familiares. O adolescente, na sua formação, desconstrói os limites impostos para construir um ser em si, em outras palavras, vai se tornando sujeito na medida em que interroga valores e regras – e por vezes transgride. Essa transgressão não significa crime. Contudo, para haver possibilidade de transgressão é necessário lei, limitação e regras bem estabelecidas.

A transgressão é um mecanismo onde o sujeito revela algo de si que antes estava contida nos limiares familiares ou extra-familiares. A transgressão que contribui para a formação do sujeito está na desobediência à normas familiares, na desobediência às regras escolares. Está na mentira que o adolescente conta para os pais ou quando cabula aula. Está no momento que o adolescente ‘cola’ na prova ou levanta a bermuda da escola para transformar em um shorts curto.

Por isso, seria impossível pensar, via psicanálise, os atos criminosos, sem pensar na construção do sujeito atual. Isto não é uma forma de justificar de atos, mas a constatação de que não é “do nada” que se comete certos crimes.

Enquanto sujeitos, somos produtos e produtores da sociedade, portanto, quando falamos da sociedade, estamos apenas dizendo de um reflexo dos sujeitos que a constroem. E nossa sociedade é percebida hoje como muito permissiva. Um lugar onde o exercício do direito irrestrito e da satisfação deve ser atuado a qualquer custo. Não satisfazer as vontades vira motivo de destruição de si e do outro.

Freud, brilhantemente nos ensinou que somos seres pulsionais – energia que une instinto e afeto – e é isso que nos diferenciamos dos outros animais. Nossas pulsões nos fazem vida, movimento, mas também podem ser destrutivas. E isso significa dizer que viver somente pelas satisfações pulsionais seria impossível, pois seríamos selvagens.

O homem primitivo saiu daquela condição porque exerceu a repressão e organização pulsional, possibilitando a construção da civilização. É no momento em que reconhecemos que “nem tudo eu posso” e que “há outros com sentimentos e pensamentos diferentes de mim”, que podemos exercer a sociabilidade, fazer civilização.

Direcionar a pulsão para fazer exercício de convivência social é um dos temas fundamentais na teoria freudiana. Sem essa contenção, essa limitação (que participa da construção da base do superego) não conseguiríamos viver em sociedade e não existiria cultura.

Da mesma forma que, quando a lei familiar, as regras, as limitações e repressões nos indicam: “você não é tudo e não pode tudo”, temos a oferta do desejar. Pode-se desejar e construir criativamente sobre esses desejos.

Na nossa constituição, os caminhos pulsionais delimitados vão contribuir para que possamos tentar dizer quem somos ou como gostaríamos de ser. Por isso, abrimos mão de satisfações imediatas para construções e satisfações mais bem elaboradas.

Atualmente, o que parece é atuação do princípio do prazer, onde a descarga pulsional direta não carrega em si nada de criatividade, nem nenhuma sublimação. É a satisfação pela satisfação. O indivíduo quer, ele faz. Acredita no direito de fazer o que quer, pois tudo lhe é permitido numa sociedade individualista.

Infelizmente, o que vemos é a negação da limitação e do direcionamento como forma de convivência social e mais, como possibilidade de laços mais efetivos e afetivos, e como construção de criatividade.

Somos um conglomerado de pessoas – individualistas – que pouco se importa com os laços sociais, pois estes já não fazem eco na formação. Nega-se o outro como nega-se a sociedade, pois o que importa é a satisfação individual. O indivíduo enquanto ser único se fortalece, enquanto o sujeito, enquanto ser da falta e social desaparece.

Mas nossa cultura não propaga somente o individualismo, também amplia a necessidade do espetáculo como forma de ser e existir na sociedade. E com essa mistura nasce um sujeito que se guia pela satisfação pessoal, anulando ou culpando o mundo pelas suas não conquistas e espetaculariza seus pensamentos e ações.

Dessa junção – individualismo e espetacularização – temos a fórmula de como o sujeito se relaciona consigo e com o outro. Não é incomum as pessoas reclamarem dos outros porque esses “outros” só fazem o que querem, desrespeitam, não se responsabilizam, sem perceber que fazem o mesmo. Por outro lado, cada vez mais pessoas têm a necessidade de tudo mostrar ao público: o cafezinho, o almoço, a roupa nova, o carro, a viagem maravilhosa. Isso, contribui para a atual confusão público/ privado e para o entendimento de uma pseudo felicidade e superioridade que vive aquele “eu” que tudo compartilha.

Mas o adolescente de hoje é infeliz! É infeliz porque acredita que tudo pode, pois lhe será dado. É infeliz porque não tem a possibilidade de desejar e ser criativo. É infeliz porque não tem a chance de boas transgressões. Há algo que o adolescente de hoje não sustenta. Estruturalmente não sustenta - não sustenta o que se é e nem sua relação com o outro.

Enquanto, as leis e as regras forem vistas como inimigas da constituição do sujeito, enquanto o discurso do “tudo eu posso” se sobrepor ao “olhar o outro” e enquanto os prazeres tiverem o “dever” de serem satisfeitos negando a realidade e a sociedade, continuaremos a assistir atuações pulsionais em forma de comportamento social, seja na agressividade da violência, na luxúria do sexo fácil e liberto, na negação do outro e na supremacia de um “eu” vazio.





Elizandra Souza - Psicanalista
Presidente do Sinpesp

No Dia do Consumidor, Kaspersky Lab alerta para a necessidade de mudança de comportamento online


De acordo com pesquisadores da empresa global de cibersegurança, usuários estão cada vez mais na mira de cibercriminosos, independentemente da época do ano
 

Celebrado hoje, o Dia do Consumidor é uma das grandes datas esperada pelos vendedores e, principalmente, pelos clientes. São diferentes lojas oferecendo descontos, brindes, cupons e pensando em novas estratégias para atraírem e fidelizarem cada vez mais consumidores. E para tirar vantagem deste período, os cibercriminosos elaboram diferentes armadilhas para atraírem o maior número de usuários.

Segundo os especialistas da Kaspersky Lab, a incidência no número de ataques de phishing aumenta durante esse período, principalmente contra sistemas de pagamento e lojas online. Assim como nos outros anos, os cibercriminosos brasileiros investem seus esforços em duas modalidades: ataque phishing via mensagens de texto (SMS ou por aplicativos) e anúncios de ofertas nas redes sociais. Somente entre novembro de 2017 e novembro de 2018, a Kaspersky Lab bloqueou mais de 70 milhões de ataques de phishing na América Latina. “O Brasil está em terceiro lugar, com um aumento de 110% no número de ataques. O cuidado precisa ser constante, pois isso não significa que as campanhas maliciosas irão acabar”, alerta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.



De acordo com o analista, a grande incidência deste tipo de golpe no Brasil está também relacionado ao comportamento online do usuário. Para se ter uma ideia, 35% dos brasileiros estariam dispostos a fornecer informações pessoais em troca de cupons, descontos especiais ou programas de fidelidade e 58% dos brasileiros não trocam suas senhas com frequência, de acordo com a pesquisa realizada em parceria com a CORPA, consultoria de pesquisa de mercado chilena. A repetição das senhas apenas facilita o trabalho dos cibercriminosos. “Muitas vezes, os usuários pensam que uma senha “forte” significa algo muito bem elaborado e difícil, mas não. Do ponto de vista da segurança, as senhas são consideradas fortes quando são exclusivas para o usuário e para a conta. Existem maneiras fáceis de torná-las únicas, mas inesquecíveis”, aconselha.

Além disso, no ano passado, a empresa de cibersegurança divulgou um relatório sobre o fato 53% dos usuários no Brasil ainda não protegem seus dispositivos móveis, e apenas 21% utilizarem soluções antirroubo. “Ou seja, ao roubar um smartphone, os ladrões podem acabar conseguindo um prêmio que não esperavam. Essas estatísticas mostram que as pessoas deixam seus dispositivos – e a crescente quantidade de dados valiosos que contêm – ao alcance de qualquer pessoa”, explica Assolini.

Para que o Dia do Consumidor não dê dor de cabeça para ninguém, seja consumidor ou comércio, a Kaspersky Lab traz algumas dicas de segurança para os dois cenários:

Se você é consumidor
  • Desconfie de mensagens com links desconhecidos. Mesmo que você tenha recebido uma mensagem de alguém conhecido, cuidado com o link enviado, pois ele pode ser malicioso. Links como estes são criados para baixar malware em seu dispositivo, para direcioná-lo a páginas de phishing que coletam dados do usuário ou até mesmo para minar criptomoedas;
  • Verifique o domínio do site e atenção ao cadeado. Encontrou um site desconhecido com ofertas tentadoras? Antes de comprar consulte a lista do PROCON e também o Registro.br, na sessão “Whois”, que informa quem registrou o site. Golpistas geralmente usam endereços de e-mail gratuitos para registrar o domínio (Hotmail, Gmail, etc). Também verifique se o site possui conexão SSL (o cadeado de segurança), pois raramente sites fraudulentos o exibem;
  • Cuidado com as notificações em seu navegador. Foi percebido um aumento neste tipo de estratégia entre os cibercriminosos. Por isso, não autorize as notificações em qualquer website, mesmo que a pergunta não seja relacionada a isso. Revise sempre as configurações avançadas no seu navegador, seja no desktop ou smartphone e remova os sites desconhecidos que estão autorizados a emitir notificações;
  • Não insira detalhes de seu cartão de crédito em sites desconhecidos ou suspeitos, para evitar que chegue nas mãos dos cibercriminosos. Se esses sites estão oferecendo ofertas vantajosas que parecem muito boas para serem verdade, elas provavelmente pertencem a criminosos;
  • Cuidado com os registros e senhas. "Faça login com sua conta do Facebook" é uma das formas mais comuns de se registrar em sites diferentes. O problema é que, quando você efetua login, o site obtém acesso parcial aos dados em sua conta e, mesmo que seja apenas para informações públicas, são dados que já estão nas mãos de outras pessoas. É importante também não permitir que sites e navegadores salvem suas senhas;
  • Não faça transações comerciais ou bancárias online enquanto estiver conectado a uma rede Wi-Fi pública. Faça apenas a partir de uma Rede Privada Virtual (VPN), uma vez que todas as informações enviadas nesta rede estarão protegidas. Dessa forma, outras pessoas não podem ver o que você está fazendo e poderá permanecer online de forma segura, evitando ataques de criminosos virtuais;
  • Instale uma solução de segurança robusta. Veja se seu antivírus possui tecnologias integradas para evitar fraudes financeiras. Por exemplo, a tecnologia Safe Money, integrada às soluções da Kaspersky Lab, cria um ambiente seguro para transações financeiras em todos os níveis. Além disso, links maliciosos são bloqueados em todas as soluções da Kaspersky Lab.
Se você é uma marca ou comerciante online

  • Utilize um serviço de pagamento respeitável e mantenha seu software de plataforma de pagamentos e negociação on-line atualizado. Cada nova atualização pode conter patches críticos para tornar o sistema menos vulnerável a criminosos cibernéticos.
  • Preste atenção às informações pessoais usadas pelos clientes. Use uma solução de prevenção contra fraudes que possa ajustar ao perfil de sua empresa e ao perfil de seus clientes.
  • Restrinja o número de tentativas de transações e sempre usar autenticação de dois fatores (Verificado por Visa, MasterCard Secure Code e etc.).
·         Utilize uma solução de segurança personalizada para proteger sua empresa e seus clientes.




Kaspersky Lab

Dia do Consumidor


Oito direitos básicos para compras em lojas físicas e on-line


Neste Dia do Consumidor, lembrado nesta sexta-feira, 15 de março, nada como conhecer os direitos básicos para efetuar compras boas e seguras, evitando aborrecimentos, desgastes, trocas e até perda de dinheiro. Lojas físicas e e-commerce têm regras diferentes para o consumidor e conhecer essas normas pode ser o ponto-chave do sucesso completo da compra.


Abaixo, a coordenadora adjunta de Direito da UniCarioca https://www.unicarioca.edu.br/, Lilian Cazorla, detalha o que é o Código de Defesa do Consumidor e esclarece oito tópicos que todo o consumidor deve conhecer para realizar compras  boas e de forma segura, sem quaisquer imprevistos.

“O direito do consumidor é o ramo do direito que regula as relações entre fornecedor e consumidor, tendo por objeto produtos e serviços postos em circulação do mercado de consumo. Trata dos direitos básicos do consumidor e outros temas, como a segurança e qualidade de produtos e serviços, responsabilidade do fornecedor, práticas comerciais, proteção contratual, sanções e proteção do consumidor em juízo. Na hora de efetuar a compra de produtos, seja em lojas físicas e on-line, o consumidor deve estar atento para alguns de seus direitos básicos para que possa se proteger e exigir as condutas adequadas do fornecedor”, explica Lilian.

“O artigo 6º da Lei nº8.078/1990, o Código de defesa do Consumidor, fixa alguns desses direitos, dentre eles, a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva; a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; a facilitação da defesa de seus direitos em juízo”, esclarece Cazorla.

“O CDC estabelece ainda outros direitos a partir dos quais é possível extrair algumas dicas para a hora da aquisição de produtos ou serviços. As compras on-line apresentam diversas vantagens como a comodidade de não precisar sair de casa, enfrentar filas, poder comparar preços em diversos sites e ainda receber a encomenda em domicílio. O comércio eletrônico foi regulamentado no Brasil pelo Decreto 7.962/2013, especificamente, visando orientar as políticas de informações claras a respeito do produto, serviço e do fornecedor, atendimento facilitado ao consumidor e respeito ao direito de arrependimento”, diz a coordenadora adjunta de Direito da UniCarioca.


  1. Nas compras on-line, é importante:

1 – Verifique a idoneidade do fornecedor: busque saber se o site é confiável e se relaciona a um fornecedor que pode ser identificado por seu CNPJ, se tem endereço físico e contatos telefônicos. Isso facilita uma eventual reclamação administrativa ou mesmo defesa do consumidor em juízo.


2 – Compre em sites protegidos: verifique se o ambiente virtual é seguro para informação dos dados do cartão de crédito. Além disso, evite utilizar para compras on-line computadores com redes púbicas a fim de evitar o vazamento de dados pessoais.


3 – Guarde os comprovantes de compra e tenha atenção aos prazos estabelecidos na contratação: normalmente, as compras on-line geram números de pedidos e comprovantes de pagamento que são remetidos por email como forma de confirmação da contratação. O consumidor deve manter tais documentos e ficar atento aos prazos de remessa e de entrega informados pelo fornecedor.


4 – Direito de arrependimento: o consumidor tem garantido o direito de desistir da contratação do produto ou do serviço em até sete dias no caso de aquisições feitas fora do estabelecimento comercial, como acontece nas compras on-line. A devolução do produto, portanto, é possível caso o consumidor simplesmente não fique satisfeito com a mercadoria. Esta desistência deve ser comunicada por escrito, e o consumidor tem direito ao reembolso total dos valores pagos.


5 – Nas compras coletivas, leia com atenção as especificações da oferta: compreender as regras para a efetivação do negócio é importante para não frustrar as expectativas do consumidor, devendo-se estar atento à validade e condição das ofertas. É também comum que as compras coletivas sejam condicionadas a um número mínimo de compradores dos produtos ou serviços.

  1. Nas compras em lojas físicas, também se deve conhecer as políticas do fornecedor, especificamente, de possibilidade de troca de produtos e as garantias legais ou contratuais: 

6 – Conheça a política de trocas da loja: o CDC não estabelece a obrigação do fornecedor de efetuar trocas de produtos sem defeito em caso de compra em lojas físicas quando o consumidor pode ter contato direito com o produto antes de adquiri-lo, apenas por mero arrependimento. A substituição de um produto por outro, nos termos da lei, é uma mera liberalidade do lojista, ainda que, na prática do mercado, as trocas ocorram. Por isso, é importante questionar a política de troca sempre antes de adquirir algum produto, e essas informações devem ser veiculadas de forma clara e precisa pelo fornecedor.


7 – Fique atento aos preços informados: em caso de divergência nos preços informados para o mesmo produto, como aqueles destacados na prateleira ou fixados no produto e cobrados com maior valor no caixa, o consumidor tem direito a pagar o menor preço informado, em respeito ao direito de informações claras e adequadas sobre produtos e serviços e ao fato de a oferta obrigar ao seu cumprimento.


8 – Conheça os prazos de garantia legal e contratual: a garantia legal é aquela estabelecida pelo próprio CDC, da qual o fornecedor não pode se esquivar. O Código determina o prazo de 30 dias para reclamar de problemas com o produto se ele não for durável, ou 90 dias se for durável. Isso vale para as compras em lojas físicas e on-line. As garantias contratuais são facultativas e devem ser contratadas de maneira opcional entre consumidor e fornecedor.

82% dos profissionais gastam meia hora todos os dias em busca de informações


Hora de uma limpeza digital: a OTRS compartilha cinco dicas que trarão um novo impulso aos processos operacionais empoeirados


O outono começa em poucos dias. Seu começo nos inspira a limpar e trazer energia extra para rotinas antigas, depois de tantas chuvas nesse verão. Mas a ordem não deve apenas prevalecer em casa; estruturas limpas, insights claros e processos eficientes também são necessários no local de trabalho. Uma pesquisa com 500 profissionais mostrou que 82% estão usando meia hora de cada dia de trabalho para procurar as informações necessárias para realizar suas tarefas. Isso pode ser feito de forma mais eficiente.

A OTRS compartilha cinco dicas sobre como melhorar a ordem e a eficiência na vida diária do escritório:


1. Estruture sua comunicação;

Hoje, há uma infinidade de canais de comunicação, portanto, as conversas podem se tornar rapidamente incertas. De acordo com o último estudo da OTRS entre 500 funcionários, mais de um terço gastam uma hora por dia na classificação de seus e-mails. É aqui que a comunicação estruturada digitalmente, por meio de um sistema de tickets ajuda. Ele atribui perguntas diretamente ao especialista ou departamento responsável, para que exatamente os contatos certos se comuniquem entre si. Notificações e lembretes automáticos garantem uma resposta rápida. O solicitante pode visualizar o status a qualquer momento.


2. Automatize os fluxos de trabalho;

Fluxos de trabalho recorrentes, como solicitações de férias, reservas de hospedagem ou solicitações de materiais, nem sempre precisam ser executados manualmente. Fazer isso custa tempo e aumenta o estresse. Em vez disso, os sistemas de ticket, como o OTRS, podem automatizar os processos diários. Os processos também podem ser constantemente adaptados e novos modelos de processos podem ser criados a qualquer momento.


3. Estabeleça o autoatendimento para aumentar a eficiência;

Os funcionários geralmente usam o telefone para falar com o helpdesk de TI pelo menor problema. Com um FAQ atualizado e um banco de dados de conhecimento como parte de sua solução de ITSM, os funcionários podem ajudar a si mesmos, proporcionando alívio para a equipe de serviço. As pesquisas também podem ajudar a identificar as necessidades e os problemas dos funcionários, a fim de melhorar as opções de autoatendimento.


4. Otimize o gerenciamento de recursos;

Em um cenário de trabalho comum, um profissional de um departamento não sabe o que o outro está fazendo. Isso muitas vezes duplica as tarefas e resulta em uma perda de eficiência. O gerenciamento de recursos digitais, por outro lado, permite que todos tenham uma visão geral das atribuições de seus colegas. Calendários compartilhados para equipes podem ser criados para que a melhor transparência possível possa ser alcançada - mesmo entre os departamentos.


5. Avalie um salto para a nuvem.

Muitas empresas têm pensado em migrar o software local para a nuvem já por um longo tempo, mas ainda têm preocupações de segurança ou exigências de conformidade que o proíbem. Se esses problemas não estiverem atrapalhando, agora pode ser a hora de dar esse salto. Fazer isso significa que o esforço necessário para operar e manter o software é eliminado, deixando mais espaço para as tarefas principais. Segundo a Bitkom, duas das três empresas já usam a computação em nuvem.

A OTRS oferece os mais altos padrões de segurança, como data centers com certificação ISO / IEC 27001 e processos de proteção de dados compatíveis com GDPR.

Mais informações sobre como as empresas podem economizar tempo e dinheiro com o gerenciamento de processos e de comunicação podem ser encontradas aqui: https://otrs.com/pt/home/


 

OTRS Group

Padrão? To fora!


Quando se cobra um estereótipo, não procure atendê-lo, seja você e conquiste seu espaço no mundo profissional

Há quem diga que é complicado achar seu espaço quando esse se sente completamente diferente do grupo no qual compõe. Há pressão por todos os lados: familiar, relacionamentos, trabalho. E, sabe-se que podem existir preconceitos em cada uma delas. Quando se fala da área profissional, Paula Boarin, consultora de imagem profissional, afirma: “Pode até parecer que não, mas essa sensação de desajuste com o estereótipo profissional imposto é mais comum do que você imagina! Alguns casos são gritantes, outros nem tanto, mas esse desconcerto tem sido reclamação cada vez mais comum nas pessoas em que eu atendo”.

Aconselhando quem a procura, Paula afirma que conscientemente ou inconscientemente é escolha do profissional transmitir o que comunica: “a forma como você se mostra, suas atitudes, vestimentas, modelagens e cores revelam muito sobre sua personalidade”. Contudo, afirma: “nem sempre conseguimos manifestar com segurança essa diferença que nos faz ter um lugar único no mundo. Titubeamos, duvidamos, vacilamos... Um dia somos o que somos, no outro tentamos ser o que esperam, dissolvendo a nossa marca única”.


O que fazer? 

A sugestão da coach é investir em uma marca pessoal: “Fortaleça e invista em sua marca pessoal! Seja 100% você! Fuja do comum, do pasteurizado, do igual, dos moldes! Acredite, seus diferenciais devem sustentar o seu exterior! Quem sabe o que você carrega aí dentro? Não, isto não é papo de ‘abraçadora de arvores’, isso é real! Rompemos qualquer barreira quando assumimos o nosso lugar no mundo!”.

Existem diversas personalidades na mídia que abraçaram esta causa, que investiram na sua personalidade sem medo de mostra-la. “Atendendo ao estereótipo ou não, o que importa é sermos fiéis a nós mesmos, sem agressões! Garanto que o mercado dará espaço a você! E se não houver o espaço pronto, crie seu próprio lugar!”, Paula finaliza de maneira otimista.

Mesmo que seja difícil, o mundo é seu. Então, acelere e mostre a ele seu espaço. 


Paula Boarin - Coach e Trainer


Gestão pública: o problema não é dinheiro, é mudança de mentalidade


Quando temos alguma doença e vamos buscar um médico ou um hospital, optamos sempre pelo melhor que podemos, não pelo mais barato. Isso acontece porque temos entendimento sobre a consequência de um mal atendimento ou de um mal profissional. Quão mais grave a doença, maior nosso empenho na busca da excelência no atendimento.

Infelizmente este entendimento não existe quando o assunto é engenharia. Quando se fala em projetos, obras e principalmente em manutenção, tudo é custo. A busca sempre será orientada por menores custos e a qualidade parece algo supérfluo.

O problema é que a má engenharia, o projeto pobre, a obra mal gerenciada e a execução incompetente acabam custando mais e causando graves consequências. Quando este cenário é associado com uma má gestão, a bomba relógio está ativada.

É isto que estamos vendo acontecer no Brasil em várias circunstâncias e, como último exemplo, podemos citar o problema que vimos em São Paulo nesses últimos dias, que com apenas uma noite de chuva intensa foi registrado doze mortes e muitas perdas residenciais e comerciais.

Não é falta de tecnologia. O BIM (Building Information Modeling) e as diversas tecnologias relacionadas ao tema de cidades inteligentes, associadas com geoprocessamento, tem capacidade de prever e evitar tudo que estamos sofrendo. Não é falta de engenharia. Mesmo fazendo na "mão", temos profissionais e conhecimento para resolver. E não é falta de dinheiro, pois nada custaria mais caro do que todas as vidas perdidas e transtornos que estamos vivendo, além de todos os prejuízos sofridos em acidentes, enchentes e problemas com nossas infraestruturas.

É falta de visão, o que endossa a necessidade de mudança de mentalidade. É necessário entender que a engenharia não se compra pelo preço, mas pela qualidade. Entender que fazer bem não é fazer barato, mas fazer direito, e que não se deve improvisar ferramentas e recursos, mas usar os adequados.
Vamos olhar os bons exemplos de fora, quão aparelhadas e quantos recursos têm as concessionárias, departamentos de infraestrutura e empresas de engenharia. Temos um desafio muito grande! Nossas cidades têm uma infraestrutura caótica e pouca gestão entre os diversos players, mas com ajuste no modo de encarar e ver a engenharia, muito pode ser feito e em pouco tempo.




Marcus Granadeiro - engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).


Dia Mundial do Sono, 15 de março



Para envelhecer bem: durma bem, mas nunca na direção


ABN lança campanha que visa reduzir acidentes com motoristas da terceira idade


Com o passar dos anos, conforme vamos ganhando rodagem de vida, as condições de sono mudam. Dormir por oito horas ou mais deixa de fazer parte do padrão por questões biológicas.

Também aumentam os despertares à noite, quer para ir ao banheiro ou por problemas respiratórios. Estudo da National Sleep Foundation, instituição americana de pesquisas sobre o sono, acentua que o salutar, acima dos 65 anos, é dormir de sete a oito horas. Caso isso não ocorra, pode ser sintoma de algum problema como apneia ou doenças, como diabetes ou eventos cardiovasculares.
          
A privação de sono, não fosse somente pelos problemas de saúde que normalmente tem como causa, traz outros desdobramentos perigosos. Faz cerca de um ano, o Japão, nação com o maior número de idosos no planeta (são cerca de 30% com mais de 65 anos) apurou que motoristas a partir de 75 anos provocam duas vezes mais acidentes fatais do que aqueles de até 24 anos, considerada a principal faixa de risco no trânsito, por questões como ingestão de álcool e drogas, velocidade fora dos limites, entre outras.
          
A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) acaba de lanças uma campanha que visa conscientizar a população idosa e seus familiares sobre como a qualidade do sono é decisiva nessa fase da vida e, em especial, sobre os riscos que a privação acarreta a quem dirige e a terceiros. O slogan é “Para envelhecer bem: durma bem, mas nunca na direção”.
          
De acordo com a dra. Lucila Bizari Fernandes do Prado, especialista em medicina do sono e medicina de tráfego, conta que há pouco mais de um ano a ABN fez amplo levantamento acerca dos distúrbios do sono e sua repercussão em casos de acidentes de trânsito.

Por exemplo: entre as principais causas de sonolência ao volante estão a privação de sono e os transtornos do sono. Os mais propensos a dirigir sonolentos são motoristas profissionais, indivíduos com transtornos do sono não diagnosticados, adultos de 18 a 29 anos (71%), homens (56% x 45%), adultos com crianças em casas (59%) e trabalhadores de turnos (36%).

“Os acidentes de trânsito são cada vez mais recorrentes no Brasil. Preocupa-se apenas em apontar os efeitos do álcool como as causas, porém, dependendo do grau de privação do sono e até da faixa etária, a consequência será equivalente ao de dirigir alcoolizado”, ressalta Gilmar Prado, presidente da Academia Brasileira de Neurologia.

Um dos transtornos do sono mais frequente, com prevalência de aproximadamente 33% na cidade de São Paulo, é a apneia obstrutiva do sono (AOS). As interrupções da passagem de ar pela gar
ganta podem se repetir mais de 60 vezes por hora, levando à fragmentação do sono. Fadiga, sonolência diurna e déficit da atenção e da concentração, portanto, são consequências naturais.

Assim, indivíduos com AOS apresentam risco até sete vezes maior de acidentes. Outros transtornos do sono também podem comprometer a capacidade do motorista.

“Tomar um café e dirigir? Não. A cafeína demora de 20 a 30 minutos para fazer efeito. Mas a melhor coisa para combater a sonolência é realmente dormir”, alerta Gilmar.


Destaques da pesquisa

— Cerca de 60% das pessoas dormem entre 4 a 6 horas, menos do que gostariam, sendo que mais de 80% das pessoas gostariam de dormir mais de 7 horas.

— 75% das pessoas reconhecem que estão privadas de sono.

— Em média, os quase 500 participantes da pesquisa deram nota 6 para a qualidade do sono, 7 para o grau de alerta e 6 para a sensação de descanso, em uma escala de 0 a 10.

— 65% sentiram sono dirigindo na cidade e 68% na estrada.

— 16% dos participantes já se envolveram em acidente porque sentiram sono, podendo ser ainda maior esta porcentagem, já que é possível que não tenham relatado ocorrências mínimas.

— Apenas 10% não exibiram algum comportamento sugestivo de sonolência (bocejar, cantarolar, mascar chiclete, ligar o rádio).

— Cerca de 40% das pessoas já ziguezaguearam na estrada.

— Quase metade das pessoas já parou o veículo na estrada por causa do sono.

— Cerca de 75% dos participantes da pesquisa já tentaram reduzir o sono parando para tomar café.

— Cerca de 10% costumam dirigir com sono e 23% fazem isso pelo menos duas a três vezes por semana.

— Cerca de 61% das pessoas costumam dirigir no dia seguinte a uma péssima noite de sono.

— Mais da metade dos participantes conhece pelo menos uma pessoa que quase se acidentou por causa de sono e 39% conhecem pelo menos uma que efetivamente sofreu um acidente de trânsito por causa de sono.

— Dentre os 32 participantes (6,5%) que sofreram acidente de trânsito por causa de um problema de sono, a maioria era mulher e com mais de 40 anos.




Sobre o Dia Mundial do Sono

Trata-se de evento global promovido pela WASM (World Association of Sleep Medicine) e realizado anualmente na sexta-feira que antecede o primeiro equinócio do ano, em 2019 o Dia Mundial do Sono acontece em 15 de março. O Dia Mundial do Sono tem o objetivo de destacar aspectos importantes relacionados ao sono; incluindo questões médicas, educacionais, sociais. Em 2019 o tema proposto abordará sono e envelhecimento.

Dia do Consumidor deve servir de incentivo à conscientização, aponta pesquisa da Boa Vista



A pesquisa também constatou um crescimento de seis pontos percentuais entre os respondentes que disseram ter sentido uma melhora na percepção do poder de compra em 2019


Para 76% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista, em sua pesquisa feita especialmente para o Dia Mundial do Consumidor, comemorado em 15 de março, a data deve ser usada como uma oportunidade para conscientizar ainda mais os consumidores sobre os seus direitos, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e outras legislações que o protegem na relação de consumo, e não para incentivar ainda mais as compras.

Para Pablo Nemirovsky, superintendente de Serviços ao Consumidor da Boa Vista, apesar de algumas marcas começarem a desenvolver ações para estimular as vendas em função deste dia, os consumidores ainda não veem como uma data comemorativa com diferenciais que compensem financeiramente ir às compras.

Quando estimulados sobre a possibilidade de ser uma data comemorativa do comércio, 70% responderam que o principal incentivo para ir às compras seria o de obter descontos, com redução de preço, juros menores ou isenção de juros. Em segundo lugar os entrevistados apontaram as promoções (16%), com ofertas tipo “leve 2 e pague 1” ou compre um produto e leve outro. E por último, a facilidade de pagamento (14%), com prazos mais longos ou não exigência de entrada, por exemplo. A pesquisa deixa claro que o aumento das vendas seria possível, se o varejo começasse a investir em propostas diferenciadas como faz na Black Friday.

Entre os produtos que poderiam ser de interesse dos entrevistados, caso houvesse incentivo às vendas na data, destacam-se: eletrodomésticos (15%); eletrônicos, empatados com alimentos e bebidas (12%); itens para casa e decoração (11%) e moda e acessórios, empatados com telefonia celular (10%).

A pesquisa identificou ainda um crescimento significativo entre os respondentes que disseram ter sentido uma melhora na percepção do poder de compra, em comparação ao mesmo período ano anterior. Em 2018, 19% tinham essa percepção, agora 25% disseram que melhorou. Para 45% a percepção do poder de compra diminuiu (era 49% em 2018), e para 30% está igual (era 32% em 2018).


Metodologia

Pouco mais de mil consumidores participaram da sondagem da Boa Vista realizada entre os dias 13 e 28 de fevereiro, em função do Dia Mundial do Consumidor, comemorado no dia 15 de março. A leitura dos resultados deve considerar 3% de margem de erro e grau de confiança de 95%.





Boa Vista
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O desgaste do Supremo Tribunal Federal


Nesta última quinta-feira, 14/03/2019, o prestigiado jurista Modesto Carvalhosa, protocolou pedido de impeachment do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes


Nesta última quinta-feira, 14/03/2019, o prestigiado jurista Modesto Carvalhosa, autor de inúmeras obras jurídicas, dentre as quais o livro “Considerações sobre a lei anticorrupção das pessoas jurídicas”,  protocolou pedido de impeachment do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Ocorre que o STF julga demais, quando deveria ser uma corte constitucional. O STF julga casos concretos. Casos concretos envolvem interesses de pessoas físicas, e muitas vezes políticos.

Porque prende um e solta outro, perguntam? O questionamento coloca em cheque a lisura do julgador.

 É fato que o STF deveria se dedicar aos casos de controle de constitucionalidade, e alguns poucos de repercussão geral.  Na prática, caminha em sentido oposto, findando por julgar até o tramite para a escolha do rito de eleição do presidente de outro Poder da República.

O político discordou? Então vai ao STF. Depois vem a torrente de inconformismo, mas um juiz não pode afastar de si o dever de julgar. Está na Constituição.

Tudo vai ao STF. Se não vai por recurso extraordinário, vai por agravo de instrumento para destrancar recurso. E tem o agravo regimental também. Nossa Constituição é extensa.

Por isso, ao julgar casos concretos, e com tanto poder em mãos em decisões monocráticas, os ministros do STF tronam-se alvos de críticas. O que decidem, como decidem, e por que decidem, são temas de discussão geral.

Ministros do STF são ofendidos em aeroportos e em lugares públicos, basta não terem agradado o setor “A” ou o setor “B”.

Repetimos: O STF julga demais. Isso deveria ser objeto de Emenda Constitucional, e o Supremo deveria ater-se especialmente aos casos em abstrato.

E hoje são muitos os temas de competência do Supremo: a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual, a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal, a arguição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da própria Constituição e a extradição solicitada por Estado estrangeiro, além de muitos outros casos que são concretos.

Em seu site o STF informa que em 2018 a Corte Suprema proferiu 124.975 decisões, sendo 110.467 monocráticas (88,4%) e 14.508 colegiadas (11,6%).

No balanço apresentado, o Ministro Toffoli, presidente do Tribunal, informou que em 2018 foram distribuídos 100.437 processos, sendo 20.293 originários (20,2%) e 80.144 recursais (79,8%). Um total de 42.270 processos foram enviados à Presidência (43,6%). Outros 54.611 foram distribuídos aos demais ministros (56,4%). Destaque-se a enormidade de recursos (79,8%).

Foram 34 pedidos de extradição analisados em 2018. Parece pouco? Aparentemente sim. Ocorre que o julgamento é efetuado pelo Pleno do STF com todas as formalidades necessárias e com a presença regimental dos ministros da casa.

Agravos para destrancar recursos extraordinários foram mais de 60 mil, em mais um exemplo do número absurdo que chega ao STF.

Habeas Corpus superaram 13 mil casos. Todos os presos entendem que seus direitos constitucionais foram ofendidos. Será que todos os tribunais são ofensores diretos da Constituição, inclusive o STJ?

Casos concretos chegam ao STF como se este fosse um Tribunal de Segunda Instância.

Isso precisa acabar. Os onze ministros do STF devem se dedicar, e especialmente no Pleno, a questões de interesse nacional.

Se essa enormidade de casos julgados pelo STF indica interesse nacional, algo está muito errado no Brasil.



Dr. Cassio Faeddo - Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO. Especialização em Direito do Trabalho, Processo do Trabalho. Graduado em Direito pela Universidade Paulista (1994). Graduado em hotelaria pela Faculdade de Tecnologia Hebraico Brasileira Renascenca (1987). É professor de Direito tendo lecionado no Centro Universitário Senac, Anhembi Morumbi e Unibero. Tem especialização em Direito Internacional.

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