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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Mulheres na política - Estudo aponta comportamento feminino sobre as eleições


 Dados fazem parte da pesquisa Mapa Político da Hello Research


O número de mulheres eleitas se mantém no Senado, mas aumenta na Câmara e nas Assembleias. Sete mulheres foram eleitas para o Senado neste ano. Já na Câmara, foram 77 deputadas, um aumento de 51% em relação a 2014. O número de deputadas estaduais também cresceu 35%. Para repercutir o assunto gostaria de sugerir os especialistas Denis e Davi Bertoncello da Hello Research, que neste ano realizou a pesquisa Mapa Político também abordando o comportamento das mulheres com relação à política. Abaixo alguns dados e estou à disposição para mais informações.


As mulheres são mais interessadas (engajamento político) em política do que os homens?

A pesquisa aponta menor engajamento das mulheres. Perguntamos sobre o nível de interesse pelas eleições 2 meses antes do 1º turno e 30% dos homens declararam que estavam muito interessados, enquanto entre as mulheres esse número cai para 20%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, há uma diferença real. E quando olhamos o outro extremo, 36% das eleitoras diziam ter nenhum interesse, contra 28% dos homens. 


Também perguntamos se os entrevistados votariam, mesmo que não fossem obrigados, e 42% dos homens disseram que sim, contra 29% das mulheres.

# Em 2014 o percentual de mulheres que demonstram muito interesse pelas eleições é de 9% (Versus 10% dos homens eleitores) 

# Em 2016 o percentual de mulheres que demonstram muito interesse pelas eleições é de 6% (Versus 11% dos homens eleitores) 

# Em 2018 o percentual de mulheres que demonstram muito interesse pelas eleições é de 20% (Versus 30% dos homens eleitores)


-Qual o posicionamento político das mulheres nas diferentes faixas etárias? esquerda, direita ou centro?

A maior parte das eleitoras entrevistadas, 32%, indicou que não tinha posição política entre os campos da esquerda, centro e direita. Entre os homens é o oposto, se trata da minoria aqueles sem posicionamento político, com 17%. Eles se assumem mais de direita, 33% dos homens contra 24% das mulheres. Na esquerda, um empate, 26% tanto do eleitorado feminino quanto do masculino.

Já em relação às idades, é possível dizer que a partir dos 45 há uma forte tendência de ampliação do campo da direita e daqueles que declaram não ter posição política e uma tendência de dimuição daqueles que se dizem de centro. E a partir dos 60 anos aumenta mais ainda aqueles sem posição política, e há uma tendência forte de queda dos simpatizantes da esquerda.


-Qual é a principal preocupação (saúde, corrupção, educação violência, etc) para essa parte do eleitorado?

Se as mulheres são menos interessadas em política, elas estão mais atentas aos problemas do país do que os homens. Os entrevistados podiam apontar mais de um problema no país e 77% das eleitoras apontam a Saúde como o maior problema do Brasil, enquanto entre os eleitores homens são 72%. O mesmo acontece para Educação, Violência e Desemprego, as mulheres apontam mais esses problemas do que os homens. 

#Para as mulheres em 2014 os maiores problemas do Brasil eram: Saúde 91% (versus 87% para os homens); Inflação 88% (versus 90% para os homens); Violência e criminalidade 75% (versus 76% para os homens); Desemprego 62% (versus 66% para os homens).

#Para as mulheres em 2016 os maiores problemas do brasil eram: Violência e criminalidade 70% (versus 67% para os homens); Saúde 65% (versus 59% para os homens); Desemprego 53% (versus 54% para os homens); Corrupção 49% (versus 59% para os homens). 

#Para as mulheres em 2018 os maiores problemas do brasil são: Saúde 77% (versus 72% para os homens); Educação 57% (versus 55% para os homens); Violência e criminalidade 54% (versus 53% para os homens); Desemprego 47% (versus 44% para os homens). 


-As mulheres possuem simpatia por algum partido político? Qual a porcentagem de cada um deles?

Uma pequena parte do eleitorado admite ter simpatia por algum partido político, a maioria, sete em cada dez, diz não ter partido preferido, não há diferença entre homens e mulheres. O único partido que se destaca nesse cenário é o PT, que conta com a simpatia de 18% das mulheres e 16% dos homens. 

#As mulheres em 2014 possuem simpatia pelos partidos: PT 11% (versus 16% para os homens); PSDB 1,9% (versus 3% para os homens); PMDB 1,2% (versus 3% para os homens); PSB 1,5% (versus 1,2% para os homens). Sendo que: 67% das mulheres não tem simpatia por NENHUM partido político (versus 61% dos homens) e 5% das mulheres não souberam responder a essa questão (versus 5% dos homens)

#As mulheres em 2016 possuem simpatia pelos partidos: PT 6% (versus 8% para os homens); PMDB 3% (versus 5% para os homens); PSDB 2,5% (versus 2,9% para os homens); DEM 1,95% (versus 1,96% para os homens). Sendo que: 74% das mulheres não tem simpatia por NENHUM partido político (versus 68% dos homens) e 3% das mulheres não souberam responder a essa questão (versus 2% dos homens)

#As mulheres em 2018 possuem simpatia pelos partidos: PT 18% (versus 16% para os homens); PSDB 2,3% (versus 1,89% para os homens); MDB 1,1% (versus 1,4% para os homens); REDE 0,9% (versus 0,1% para os homens). Sendo que: 71% das mulheres não tem simpatia por NENHUM partido político (versus 72% dos homens) e 3% das mulheres não souberam responder a essa questão (versus 2% dos homens).


Qual a posição das mulheres com relação aos temas polêmicos citados no estudo
- 2014 e 2018? E com relação aos acontecimentos políticos?

As mulheres se posicionam em relação aos temos polêmicos nos seguintes anos:
2014 - DESCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA: Contra 62% (versus 55% para os homens)

A favor 27% (versus 28% para os homens)
2018 - DESCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA: Contra 67% (versus 62% para os homens)

A favor 21% (versus 24% para os homens)


2014 - DESCRIMINALIZAÇÃO DE OUTRAS DROGAS : Contra 68% (versus 61% para os homens)

A favor 21% (versus 23% para os homens) -

2018 - DESCRIMINALIZAÇÃO DE OUTRAS DROGAS: Contra 73% (versus 70% para os homens)

A favor 18% (versus 20% para os homens)


2014 - LEGALIZAÇÃO DO ABORTO EM CASOS DE ESTUPRO : Contra 46% (versus 43% para os homens)

A favor 43% (versus 45% para os homens)

2018 - LEGALIZAÇÃO DO ABORTO EM CASOS DE ESTUPRO : Contra 47% (versus 46% para os homens)

A favor 43% (versus 42% para os homens)


2014 - LEGALIZAÇÃO DO ABORTO EM QUALQUER SITUAÇÃO : Contra 73% (versus 71% para os homens)

A favor 14% (versus 16% para os homens)

2018 - LEGALIZAÇÃO DO ABORTO EM QUALQUER SITUAÇÃO : Contra 79% (versus 78% para os homens)

A favor 12% (versus 14% para os homens)


2014 - UNIÃO CIVIL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO: Contra 46% (versus 51% para os homens)

A favor 32% (versus 24% para os homens)


2018 - UNIÃO CIVIL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO: Contra 44% (versus 54% para os homens)

A favor 35% (versus 26% para os homens) 



Entidade médica faz campanha para uso de cinto de segurança neste Dia das Crianças


Objetivo é conscientizar sobre a importância do dispositivo, principalmente, no banco traseiro


A SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) está promovendo uma campanha para incentivar o uso de cinto de segurança em veículos, principalmente no banco traseiro. A entidade aproveitou o Dia das Crianças, que também é feriado de Nossa Senhora Aparecida, para fazer um alerta aos pais sobre este assunto, já que muita gente usa a data para viajar. Com o tema “Neste Dia das Crianças, o melhor presente é vocês estarem juntos”, a campanha pretende sensibilizar os pais para a prevenção no trânsito.

“Praticamente todas as ocorrências de trânsito podem ser evitadas com prevenção: respeito à velocidade máxima da via, manutenção do veículo, não dirigir após consumir bebida alcoólica, não usar o celular enquanto dirige... São cuidados simples, que as pessoas conhecem, e que podem reduzir drasticamente o número de mortos e feridos no trânsito. Paralelamente a tudo isso, é imprescindível usar o cinto de segurança, tanto no banco da frente quanto no traseiro. E isso vale para adultos e crianças, que, além do cinto, precisam estar com dispositivos de segurança”, alerta o presidente da SBAIT, José Mauro da Silva Rodrigues.

No caso das crianças, o Código de Trânsito Brasileira divide em três tipos os dispositivos de segurança. A indicação de cada um varia de acordo com peso e idade. O bebê-conforto é indicado para bebês com até 1 ano de idade ou 10 quilos. Ele precisa ser colocado no banco traseiro, com a criança virada de costas para a frente do veículo. A cadeirinha deve ser utilizada por crianças com idade entre 1 e 4 anos. Diferentemente do bebê-conforto, a criança fica sentada virada para a frente do carro. Após os quatro anos, a criança pode usar o assento de elevação, que tem como principal objetivo deixá-la mais alta para que o cinto de segurança não fique próximo ao pescoço. Toda criança deve ser transportada no banco traseiro até os 10 anos de idade.

“Com esta campanha para o Dia das Crianças, queremos sensibilizar os adultos para que eles se conscientizem de que uma pequena imprudência pode mudar suas vidas para sempre. Pode destruir a família. Infelizmente, muitas pessoas entendem isso tarde demais. É impactante o número de pessoas mortas e que ficam sequeladas no trânsito brasileiro. Nós, que trabalhamos no atendimento a vítimas de traumas, lidamos com isso diariamente e conhecemos muito bem as consequências. Todos precisam fazer sua parte”, reforça o presidente da SBAIT.
Para Rodrigues, a conscientização é uma das principais ferramentas para mudar a atual realidade em nosso país. “As pessoas ainda negligenciam o uso do cinto de segurança, principalmente no banco traseiro. O passageiro que está no banco traseiro, além de risco de se ferir gravemente ou até morrer, no caso de uma ocorrência de trânsito, também pode ferir e matar o passageiro que está à sua frente, com o peso do seu corpo”, destaca Rodrigues.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, no ano passado, em todo o Brasil, foram aplicadas 69.443 multas por falta de cinto de segurança em passageiros e 143.913 multas porque o condutor do veículo estava sem o cinto.  No mesmo ano, foram registradas 89.318 ocorrências de trânsito nas rodovias federais, com 6.244 morte e 83.978 feridos.



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